Netflix - A Mulher Na Cabine 10 (The Woman In Cabin 10)

10/13/2025 01:08:00 AM |

Sou suspeito para falar de filmes de suspense, pois curto bastante o estilo e brincar de descobrir o que aconteceu, mas não sei se meu cérebro anda falho ou os filmes andam sendo bem trabalhados ao ponto de que ultimamente não ando descobrindo tão rapidamente o assassino ou os motivos, o que é bem legal de acontecer. Dito isso, já vinha há algum tempo falando que a dona Netflix andava bem fraca de estreias, surgindo poucas opções ao ponto de até pensar em cancelar minha assinatura, mas eis que em uma semana já meteram dois bons filmes, então vamos seguir ajudando a pagar eles, e hoje dei o play no suspense "A Mulher Na Cabine 10" que é uma adaptação do livro que vendeu muito mundo afora, e que consegue trabalhar bem a essência de uma jornalista investigativa que em seu último trabalho sofreu um trauma gigante, e agora convidada para uma viagem em um iate aonde dois grandes empresários farão o lançamento de sua fundação, acaba se passando por maluca quando fala que alguém caiu do barco, porém todas as pessoas do navio continuam por lá, ou seja, algo estranho está acontecendo por lá. Diria que a história foi bem amarrada, com nuances marcantes dentro da essência de suspense, e que não chega a incomodar os clichês do estilo, brincando bem com a inteligência do espectador versus a inteligência da direção, e assim temos algo que passa rápido e funciona, criando talvez uma franquia para ir além, afinal a jornalista tem estilo, e talvez possa ir além em outros filmes.

No longa acompanhamos uma jornalista em uma viagem de trabalho entra a bordo de um iate de luxo ao lado de alguns dos empresários mais ricos do mundo. Designada a escrever uma matéria de capa sobre essa excursão pomposa, Lo ouve uma troca de gritos na cabine ao lado no meio da madrugada e, quando se debruça sobre sua varanda, vê um corpo estirado e morto na água. O problema é que ninguém acredita nela, nem o dono milionário do barco Richard Bullmer, nem os outros companheiros de viagem, que alegam que ela deveria estar apenas sonhando, já que todos os passageiros e a tripulação estão a bordo. Apesar de continuamente desacreditada, Lo não desiste de procurar respostas e provar que o que viu era verdade, desvendando o que aconteceu naquela noite, mesmo sua vida estando em risco.

É interessante observar que o estilo do diretor e roteirista Simon Stone é de filmes bem mais fechados dramaticamente, aonde as dinâmicas vão acontecendo, e aqui ele trabalhou um roteiro mais simples, porém interessante dentro de um contexto maior que é o literário, e talvez por isso seu filme não tenha tantas nuances quanto poderia, porém de forma alguma podemos dizer que o longa é ruim, pois tem o suspense tradicional bem colocado como um bom passatempo, aonde cada elo é entregue de uma forma até que rápida, porém nem em sonho metade das coisas conseguiriam acontecer, então diria que no livro de Ruth Ware tudo pode ser mais impactante, afinal lendo criamos as situações, já mostrando o diretor talvez precisaria de um algo a mais para funcionar de uma forma melhor que fosse mais crível.

Quanto das atuações, se existe uma atriz esforçada que não nega um papel em Hollywood é Keira Knightley, de forma que sua Laura, ou Lo como alguns a chamam, tem uma boa entrega, tem disposição e consegue segurar o filme como uma boa protagonista, mas não como uma boa jornalista investigativa, pois é muito explosiva, e geralmente esse estilo de personagem pede um pouco mais de centralidade, ou seja, não digo que outra atriz cairia melhor no papel, afinal esse estilo vem com a biografia do personagem, mas dava para chamar um pouco menos de atenção e ir colhendo tudo com mais técnica. Guy Pearce é o famoso ator que se encaixa perfeitamente em papeis de bilionários, de pessoas esnobes e cheias de sacadas interligadas, de modo que seu Richard chega até ser acima disso tudo com as entregas que faz para com os demais ao seu redor, e isso não é ruim, pois é exatamente o que o papel pedia, ou seja, fez bem sem precisar ir além. Quanto aos demais personagens, cada um da sua maneira foi trabalhado para encaixar nos mistérios da trama, mas não entregaram algo que fosse chamativo o suficiente para impactar, tendo David Ajala como o fotógrafo dos ricaços e ex-namorado da personagem principal, Kaya Scodelario bem trabalhada com sua Grace que tem uma boa importância na trama, mas sem dúvida quem teve mais destaque foi Art Malik com seu Dr. Robert que tinha segredos demais para estar ali.

Visualmente o longa foi filmado em um iate bem básico de 150 milhões de dólares, requintadíssimo com quartos bem decorados, banheiros com banheiras, sacadas eletrônicas, portas automáticas, cozinha com chefs e pratos bem chamativos, uma biblioteca e muitos outros detalhes, além de uma festa no instituto para criar a nuance final, ou seja, a equipe de arte não economizou nos detalhes para que tudo ficasse bem cheio de mistério, porém poderiam ter trabalhado com mais pistas, afinal esse estilo pede isso, e acabou faltando.

Enfim, é um longa interessante, com uma história bacana que poderia ter ido mais longe com poucos detalhes, mas que funciona bem como passatempo para quem curte um bom suspense, então fica a dica para conferir sem esperar muito dele. E é isso meus amigos, eu fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais textos, afinal ainda tenho algumas cabines para conferir nessa semana, então abraços e até logo mais.


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Uma Mulher Diferente (Différente)

10/12/2025 02:26:00 AM |

Outro dia conversando sobre vários assuntos com alguns amigos, sobre o mundo estar agitado e tudo mais, veio o tema autismo em pauta na conversa e como de praxe já havíamos ouvido falar muito sobre o autismo não ser uma doença, e sim um espectro aonde se encaixam vários tipos e graus, sendo mais um transtorno social e por aí vai, só que não imaginava o quão tardio muitas pessoas acabam descobrindo esse transtorno, passando anos como uma pessoa "normal", porém que muitos achavam maluca, antissocial e muito mais, até conferir o filme de hoje, "Uma Mulher Diferente", que assim como a maioria das obras francesas é muito bem centrado, tendo uma pegada interessante e chamativa, além de mostrar um pouco mais sobre o assunto que pouco é discutido. Ou seja, a trama que estreia nos cinemas no dia 16/10 tem um vértice bem colocado de uma garota que só se descobre como autista quando vai fazer um documentário sobre o assunto e vê que tudo o que ela faz, sente, sofre é ter o transtorno, e como isso influenciou na sua vida até agora por não saber e se sentir deslocada, e essa faceta de discussão é algo tão simples e bem feito que mesmo o longa não sendo algo gigantesco e com chamadas densas, o resultado tem pegada e funciona, valendo tanto como filme quanto como uma obra para mostrar ao mundo sobre o transtorno.

O longa acompanha uma brilhante pesquisadora chamada Katia que, aos 35 anos, trabalha numa produtora de documentários. Quando o assunto é amor, porém, a jovem ainda parece perdida, marcada por um histórico de relacionamentos caóticos. Um novo trabalho, entretanto, abre um mundo inédito para ela, que descobre que seu jeito diferente tem um nome. O diagnóstico de autismo liberta a pesquisadora, despertando-a para uma nova parte de si mesma. Ao dar forma aos seus sentimentos, Katia passa a navegar seu namoro com Fred e as relações ao redor de outra maneira.

Um dos filmes mais graciosos que vi em 2017 foi feito pela diretora Lola Doillon, e se lá trabalhando o tema da Segunda Guerra com crianças foi sutil e ao mesmo tempo intenso, aqui com o autismo ela praticamente se jogou para um mundo com muitas possibilidades e desenvolturas, pois conhecemos crianças e jovens com autismo detectado logo quando pequenos, vemos os famosos trejeitos e dinâmicas, mas nunca paramos para imaginar uma pessoa já mais adulta que sempre se fechou e que poderia ser também diagnosticada, e a diretora praticamente fez o trabalho da protagonista que é uma pesquisa sobre o tema, ir a simpósios, entrevistar especialistas, e claro ao juntar tudo, colocar os medos, as tensões e dinâmicas para que tudo ficasse totalmente dentro do perfil e a personagem se conhecesse tanto quanto a diretora ao montar a trama. Ou seja, é daquelas tramas que você ousa conhecer sem conhecer o tema a fundo, e se apaixona pela ideia completa junto da protagonista nos colocando sua paixão pela personagem, e isso funciona bem demais na tela.

Quanto das atuações, já tinha visto a jovem Jehnny Beth em diversas produções, mas nunca tinha reparado nas nuances da atriz, de modo que aqui assumindo o protagonismo com sua Katia soube transparecer todas as dinâmicas clássicas de autistas de cara, mesmo que você não conhece todo o mundo do transtorno irá ver ela passando as situações, desesperada com lotações, e vários outros detalhes, sendo sensível para a entrega sem ficar forçada, e isso acaba agradando demais. O namorado da protagonista Fred, vivido por Thibaut Evrard também teve bons trejeitos na tela, soube passar o lado conflitivo de uma relação com várias idas e voltas, mas a paixão e a química ficaram bem nítidas para envolver bem na tela, mostrando como é se envolver com pessoas assim mais intensas. Os demais personagens foram mais de conexão, desde a especialista em autismo, a mãe da protagonista, a companheira de trabalho e o chefe, não sendo nenhum grande chamariz para que as dinâmicas fossem mais colocadas e merecesse destaque.

Visualmente a trama mostrou momentos tensos e situações bem colocadas, tendo o apartamento confortável da protagonista, com seus detalhes, pouca luz, e toda a forma intensa de estar pesquisando sem parar nem olhar para os horários, vemos no emprego ela fugindo para o arquivo que era mais reservado e longe da movimentação, tivemos algumas festas, reuniões de amigos e shows aonde o conflito acontece, e claro o simpósio aonde a jovem vai entrevistar a pesquisadora e acaba conhecendo a outra que vai fazer os diversos testes com a protagonista, tivemos também a casa da mãe e o emprego do namorado, mas apenas para dar as devidas dinâmicas.

Enfim, é um longa simples com uma pegada gostosa, que trabalha um tema amplo para se discutir, e que acertadamente envolve o público que for conferir ele a partir de quinta nos cinemas, então fica a dica para aprender mais, e quem sabe até se conhecer, vai que você também possui o espectro em algum nível e nem sabe como lidar. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje agradecendo o pessoal da Autoral Filmes pela cabine, mas volto amanhã com mais dicas, então abraços e até logo mais. 


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Tron: Ares em Imax 3D

10/11/2025 02:54:00 AM |

Já estamos praticamente finalizando o ano, e dessa forma já até podemos dar o prêmio de efeitos especiais, e talvez som para "Tron: Ares", pois o longa é bem imponente nesses dois quesitos, e posso até dizer que a história em si convenceu até mais do que os anteriores (embora eu lembre somente do de 2010, que foi um dos primeiros textos do site!), ou seja, é daqueles filmões tecnológicos que você entra por completo na trama, e só assim para se convencer do que vê na tela, afinal hoje já temos muito mais noção de inteligências artificiais, de programas de computador e tudo mais que em 1982 e 2010, aliás o primeiro acho que abusaram até demais para que o público entendesse o que era aquilo, mas vida que segue. Dito isso, tenho uma reclamação gigante sobre a divisão do longa, pois o primeiro ato, de apresentações e tudo mais é alongadíssimo, ao ponto que como fui na última sessão beirei a dormir na sala Imax, e olha que a trilha sonora é ensurdecedora nessa sala, mas logo que começa realmente toda a ação o filme pega fogo, tem sacadas bem encaixadas com o passado, homenagens, referências e tudo mais, e assim sendo fecha bem, e deixa pontas abertas para possíveis continuações, então já pode ir conferir tranquilamente, pois mesmo não lembrando dos anteriores em detalhes (ou até quem não viu nenhum) conseguirá entender toda a trama nova.

O longa acompanha o programa Ares, uma espécie de computador altamente qualificado e melhor desenvolvido do que os demais presentes na Terra. Em uma importante missão, Ares é retirado do mundo digital para conseguir resolver os problemas do mundo real, no entanto, os perigos apresentados pelo novo trabalho serão capazes de fazê-lo desacreditar de seus próprios códigos.

O diretor norueguês Joachim Rønning tinha apenas 10 anos quando o primeiro filme foi lançado, e certamente foi um dos influenciadores de seguir no mundo da direção, pois ele juntamente de seus roteiristas souberam buscar homenagear, colocar referências e fazer com que o filme falasse tanto com o pessoal mais novo quanto com quem já é fã da franquia desde o começo, e isso mostra não só pesquisa, mas sim um amor incondicional, afinal a trama é completamente intensa, tem traquejos e linguajares que muitos sequer sabem o que significa, mas ao mesmo tempo brinca tão bem com a ação e com o visual, que o resultado acaba impactando e agradando com a entrega completa, sendo algo interessante e bem chamativo, mostrando uma direção bem trabalhada e marcante, porém levemente arrastada durante o começo, mas há uma boa explicação para isso, o fator de querer colocar tudo para referenciar os demais, e ao mesmo tempo abrir espaço para continuações, afinal como bem olhamos no título, não existe um número 3, então podemos dizer que da mesma maneira que ele traz o passado para o mundo atual, ele inicia algo com novos personagens, e isso é acertar muito bem em um reboot, ao ponto que outros diretores devem olhar bem para a trama e aprenderem como se faz.

Quanto das atuações, já disse outras vezes que gosto demais do estilo de atuar e da forma de preparação e transposição de personagens que Jared Leto coloca quando pega um papel, porém ele pegou alguns diretores ou tramas que não valorizavam isso, e o resultado negativo dos filmes acabavam jogando nas suas costas, porém aqui ele voltou a brilhar, trazendo para seu Ares não apenas trejeitos robóticos de uma inteligência artificial, mas sim uma certa humanidade, e com isso o ator foi sério sem muitas brincadeiras, mas trabalhando as boas sacadas do roteiro para impressionar com o que fez. Outra que foi muito bem na tela com sua Athena foi Jodie Turner-Smith, de tal forma que virou literalmente a vilã do longa com muita imposição e entrega, mostrando que muitas vezes um simples comando de programação para a IA (no caso, o custe o que custar) pode destruir até mesmo as coisas que o seu programador ama, e assim a atriz trabalhou bons movimentos de luta e trejeitos marcantes do começo ao fim. Greta Lee também foi bem colocada no longa com sua Eve sem medos e trabalhando dinâmicas rápidas e inteligentes, ao ponto que seus atos foram marcantes e até teve uma química interessante com o protagonista, mas que felizmente não quiseram jogar para esse lado e atrapalhar a evolução do filme. Quanto aos demais, vale claro dar destaque para as boas facetas de Jeff Bridges dentro de seu mundo digital, com sacadas e entonações bem colocadas para ensinar e levar o protagonista até o seu desejo, tivemos Hasan Minhaj usado bem rapidamente com seu Ajay nos atos finais, Arturo Castro tentou ser o lado cômico da trama com seu Seth, e ainda tivemos Evan Peters como um vilão meio que jogado na tela com seu Julian fazendo mais caretas do que imposições expressivas, mas que pelas cenas finais e a do meio dos créditos acabará sendo importante na continuação.

Visualmente a trama é incrível, cheia de nuances tecnológicas tanto dentro do mundo digital, quanto fora, com naves, motos, carros, os famosos rastros de laser, tivemos várias brincadeiras com clássicos desde computadores, fliperamas e até carros, com ambientes bem dimensionados também dentro e fora do digital, com prédios, aviões, carros e helicópteros sendo destruídos, armas potentes, e claro muita luz neon e vermelha para todos os lados. Outro ponto muito bacana foi voltar aos anos 80 com o visual do joguinho que muitos jogaram, tudo em bits simples e chamativos, mostrando o belo trato que a equipe de arte teve. Agora quanto do 3D, vale apenas pela imersão de profundidade, pois mesmo tendo um ou outro elemento saindo para fora da tela, não foi nada que valorizasse o longa. 

Outro ponto incrível do longa é a trilha sonora que é impecável para toda a movimentação do filme, mas que também chega a incomodar em alguns momentos sem parar um segundo que fosse, mas que junto da mixagem de som que chacoalha tudo na Imax, o resultado mostrou importante e imponente para o resultado final.

Enfim, não esperava que o longa fosse ficar tão bem feito pelo motivo de que o Leto vinha entrando só em frias e também pelo estilo desse mundo digital ser tão complexo, mas o resultado final acabou funcionando bastante e vale a recomendação para conferir, só aguente passar a primeira parte que depois vai com tudo, e claro se der veja os anteriores antes de ir para o cinema, pois tem muita referência e vai ajudar a gostar do que verá. E é isso meus amigos fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais dicas, então abraços e até logo mais.


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Perrengue Fashion

10/10/2025 09:32:00 PM |

Costumo dizer que a maior falha de um longa é ele se vender de forma errônea, pois facilmente dava para vender "Perrengue Fashion" como uma trama sobre sustentabilidade, sobre as comunidades amazônicas, aonde com uma pegada cômica entregaria os malefícios do consumismo desenfreado versus a permacultura, porém no trailer e em todo material do marketing do filme vemos em letras garrafais uma comédia, é isso infelizmente o longa não é, já que eu dei uma risada em uma das cenas que já tinha visto nos créditos, e os demais da sessão nem isso. Ou seja, faltou trabalhar mais as situações de perrengues mesmo para que o filme fosse engraçado ao menos, é assim sendo a falha ficou marcante na tela, mesmo tendo cenas bonitas visualmente, mesmo não recaindo para algo novelesco, e até mesmo com dinâmicas forçadas, o que é uma pena, pois com outros rumos daria para funcionar bem na tela.

O longa nos conta que Paula Pratta é uma influenciadora de moda que tenta se consolidar como referência no ramo dos criadores de conteúdo desse nicho. Quando ela é convidada para estrelar uma campanha publicitária de Dia das Mães para uma grande marca, Paula sente que chegou sua grande oportunidade de brilhar. Os planos de Paula, porém, não são os mesmos de seu filho Cadu, que decide abandonar tudo para se dedicar ao ativismo ambiental e morar numa ecovila sustentável na Floresta Amazônica. Focada em trazê-lo de volta para São Paulo com a ajuda de seu assistente, Paula não pensa duas vezes e embarca até a Região Norte do país. Lá, ela se depara com uma realidade e um estilo de vista totalmente opostos ao seu, o que a obriga a encarar seus próprios valores, sua relação com seu filho e suas prioridades.

Se falei bem da diretora Flávia Lacerda em seu longa anterior ("O Auto da Compadecida 2"), agora diria que ela não se soltou para encaixar bons momentos no seu novo filme, de modo que o roteiro escrito a quatro mãos por Edu Araújo, Ingrid Guimarães, Célio Porto e Marcelo Saback, ficou básico demais para empolgar o público, sendo daquelas histórias que você até talvez pense quando lhe perguntarem sobre tramas envolvendo ideias de filmes que falem sobre sustentabilidade, permacultura, e outros temas que aparecem aqui, mas facilmente não citaria o nome da diretora quando pensar nisso, menos ainda sobre lembrar que vi esse filme depois de amanhã, pois literalmente como comédia, é algo totalmente esquecível.

Sobre as atuações, diria que Ingrid Guimarães segurou até demais sua Paula Pratta, tendo cenas com estilo bem tradicional de uma mãe, fazendo alguns momentos exagerados como a maioria das influencers de moda, mas não soltou nem metade do seu humor que já vimos em outros filmes, e dessa forma não empolgou como poderia. O personagem Taylor de Rafa Chalub até tem seus traquejos forçados que soam engraçados, mas parece que o ator estava interpretando outro ator que conhecemos, é isso não deu o tom que ele precisava, ou seja, forçou demais a barra para tentar soar engraçado, e não convenceu. Com um personagem bem mais centrado que seus últimos trabalhos, Filipe Bragança até deu um bom tom para o seu Cadu Pratta, porém esse não era a intenção do filme, é assim sendo diria que ele ao menos se esforçou para ser sério e funcional. Quanto aos demais, Késia Estácio tentou aparecer, mas sua Luciana teve poucas chances para isso, Jonas Bloch fez duas participações como o pai da protagonista, e Michel Noher tentou ser símbolo sexual com seu Lorenzo, mas deve estar se perguntando até agora qual era a intenção do papel.

Visualmente as locações foram bem escolhidas e bem representativas para mostrar o mundo da moda com seus desfiles, as casas de influencers cheias de recebidos que muitas vezes nem são usados, o trabalho da protagonista no passado para se manter, e claro uma permacultura no meio da Amazônia, a comunidade ao redor que supre com algumas vendas, e até um ritual indígena com chás, tendo uma cabana isolada, banheiro aberto e tudo mais para passar bem o simbolismo do perrengue para a protagonistas, mas básico apenas, além de uma sessão de fotos cheia de glamour. Ou seja, a equipe de arte trabalhou bem para representar a ideia do longa.

Enfim, o resultado final acabou sendo mediano, porém com uma síntese moral funcional, que dava para agradar mais se melhor desenvolvido dentro de um outro estilo. Sendo assim não diria que recomendo o longa para quem for conferir esperando ver uma comédia, mas do contrário até dá para passar um tempo. E é isso meus amigos, fico por aqui agora, mas vou conferir mais um hoje, então abraços e até logo mais.



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Conselhos de um Serial Killer Aposentado (Psycho Therapy: The Shallow Tale of a Writer Who Decided to Write About a Serial Killer)

10/10/2025 01:33:00 AM |

É engraçado como alguns filmes são tão malucos que você acaba se divertindo com as possibilidades entregues pelos personagens, de modo que o simples acaba ficando incrível pelas sacadas do roteiro, e um dos lançamentos da próxima semana nos cinemas é "Conselhos de um Serial Killer", que numa produção combinada entre EUA e Turquia vemos dinâmicas tão intensas na vida de um escritor que você vai adentrando a toda loucura de escrita do seu próximo livro quase como uma experiência, afinal sua esposa tem traquejos psicossociais que ele nunca notou, e usa como conselheiro um ex-assassino, ou seja, uma bagunça tão cheia de nuances que tudo vai acontecendo e piorando de uma forma completamente insana, e que curiosamente sai do tradicional que vemos todos os dias, aonde nem vemos clichês de outros filmes do estilo, mas sim situações que permitem pensar de modo duplo na tela.

O longa conta a história de Keane, um escritor em crise criativa que está se esforçando para terminar seu segundo livro quando conhece o serial killer aposentado Kollmick em um bar. Kollmick ajuda o autor, que está embriagado, a voltar para seu apartamento, onde ele é confrontado por sua esposa, Suzie. Ao tentar justificar sua presença, o serial killer acaba confundido com um "consultor matrimonial".

Definitivamente o cinema turco não é dos que mais acompanho para poder falar que conheço o estilo deles, e tirando alguns filmes que fizeram meio mundo chorar, nunca tinha sequer ouvido o nome do diretor e roteirista Tolga Karaçelik, mas posso dizer que ele aproveitou tão bem a sua ideia, criando cada dinâmica mais imponente que a outra, e o melhor, sem fazer com que seu orçamento transbordasse, pois as situações entregues são mais condensadas nos atos simples e nos diálogos, aonde a desconfiança e a psicopatia incubada acaba brincando com todas as demais facetas. Claro que estaria exagerando, mas dá até para se pensar na possibilidade de sua trama virar uma excelente peça teatral, com pouquíssimos ajustes, e sem precisar forçar a barra, o diretor conseguiu que seu filme ficasse redondo também. Só uma crítica, gostaria de um final mais fechado, com talvez na casa dos protagonistas, mas isso seria pedir demais.

Quanto das atuações, diria que o trio protagonista foi muito bem no que tinha para entregar, começando por Britt Lower que fez trejeitos com ares tão fechados e próximos de uma psicopatia, que a insatisfação de sua Suzie com o marido, querendo o divórcio chega a ser até assustador, mas quando se vê ameaçada por talvez ser a vítima, a atriz faz uma perseguição tão divertida e cheia de sacadas que chega a beirar o cômico pastelão sem precisar forçar nada. Steve Buscemi é daqueles atores tão completos que pode fazer um papel tão bobo quanto você imaginar, mas que quando se entrega para personagens mais amplos trabalha trejeitos fortes e dinâmicas incrivelmente bem alocadas, de modo que aqui seu Kollmick faz entregas fortes e fechadas, mas ainda assim consegue soar engraçado sem precisar apelar uma vírgula que fosse, ou seja, foi muito bem no papel. E para fechar ainda tivemos John Magaro que fez seu Keane tão ingênuo e bobão que acabamos nos irritando com suas atitudes tanto quanto a esposa, mas seu estilo desesperado é daqueles que você não tem como não rir, e sua luta com o albanês vivido por Lee Sellars é fora do sério. 

Visualmente como falei daria para se pensar numa trama quase teatral, mas no longa tudo funcionou muito mais tendo a casa dos protagonistas mais resumida ao quarto, sala e cozinha com dinâmicas bem específicas, o jantar na casa dos amigos, toda a perseguição do taxi da esposa acompanhando o carro deles, um almoço numa lanchonete, o bar dos armênios, e o apartamento do assassino, cada um com seus elementos cênicos bem trabalhados para as cenas, com livros e tudo mais sobre assassinatos, autópsias e tudo mais, ou seja, a equipe de arte trabalhou bem demais, sendo representativa e marcante.

Enfim, é um longa que tem sido aclamado em muitos festivais, e o resultado sem dúvida alguma faz jus a isso, pois é daquelas comédias que não forçam nem o riso, nem a inteligência do espectador, sendo crua, direta e cheia das nuances que fazem você se divertir do começo ao fim. Então fica a dica para conferir na próxima quinta 16/10 nos cinemas de todo o país, e eu fico por aqui hoje agradecendo o pessoal da Atômica Lab Assessoria e da Synapse Distribution pela cabine de imprensa, então abraços e até amanhã com mais dicas.


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Netflix - Caramelo

10/09/2025 12:21:00 AM |

Desde quando foi anunciado pela Netflix que estavam produzindo o longa "Caramelo" tinha duas certezas e um grandioso medo, a primeira certeza é que seria um filme que me emocionaria em vários atos, a segunda certeza que o adestrador de animais teria um trabalho imenso já que escolheram um cão que não era "ator" ainda, e o medo imenso era o de como tudo funcionaria bem na tela sem virar uma novelona que me incomodaria demais. E cá estou hoje aqui muito feliz com o resultado que vi na tela, pois o Amendoim foi incrível, com um carisma fora do normal, acertando do começo ao fim, e principalmente não sendo apenas um personagem jogado na tela, a história encontrada para dar as dinâmicas e não ser "apenas" um filme de cachorro funcionou demais, o ator humano fez bem o seu papel na tela, os coadjuvantes tanto humanos quanto caninos foram muito bem colocados, e mesmo sendo novelesco (que era o meu medo), a trama comove e agrada demais, de modo que quem for fã de cachorros vai curtir, quem gostar de um drama bem colocado vai curtir, e com o tanto de marketing que a Netflix está fazendo em cima do longa é capaz de bater grandes blockbusters da companhia, ou seja, um acerto imenso!

O longa acompanha Pedro (Rafael Vitti), um chef de cozinha determinado, prestes a realizar o sonho de comandar seu próprio restaurante. No entanto, sua vida toma um rumo inesperado após um diagnóstico que o obriga a repensar suas prioridades. Nesse momento crucial, ele encontra apoio em um simpático cão de rua, um vira-lata caramelo (Amendoim), que o ajuda a redescobrir o significado da vida e a enfrentar seus desafios com uma nova perspectiva. Juntos, eles embarcam em uma jornada cheia de obstáculos e emoções, construindo uma conexão única e inspiradora.

É engraçado que quando vi o longa de estreia do diretor e roteirista Diego Freitas, "O Segredo de Davi", já o elogiei bastante e falei que gostaria de ver seu futuro promissor, mas acabei não vendo nenhum de seus outros dois longas para saber se realmente decolou, mas com o que vi hoje posso dizer que ele sabe fazer muito bem cinema, pois soube dosar bem as cenas emocionais com o cachorro, soube trabalhar muito bem a doença na tela, e misturando bem atos cômicos com os dramáticos, o resultado ficou denso sem ficar pesado e nem bobo, o que deu um tom completamente funcional e bem desenvolvido. Ou seja, o diretor que se mostrou promissor no passado deu um passo ainda maior agora, pois usar um ícone nacional, com uma história bacana (embora batida) e fazer isso sem precisar de apelos jogados certamente fará com que seu nome suba e muito, principalmente dentro da própria Netflix.

Quanto das atuações, posso dizer que Rafael Vitti soube trabalhar bem seu Pedro, de modo que fez bons trejeitos para seus atos mais dramáticos e mesmo sendo um pouco seco demais em alguns momentos, teve uma química gostosa com o protagonista canino, convencendo nas dinâmicas que foram entregues, e agradando com isso. E falando no protagonista canino, Amendoim deu seu nome na tela, fazendo as maiores artes possíveis, mas também emocionando com suas atitudes, mostrando que a equipe foi muito bem nas dinâmicas para não estressar o cão, e seu adestrador deu um show fazendo com que ele atuasse se duvidar até melhor que o protagonista humano, fora a química entre ambos. Até que enfim deram um papel para Arianne Botelho sem ser em longas criminais, pois a jovem atriz já participou de tudo quanto é filme do estilo, e aqui sua Camila embora não tenha grandes cenas conseguiu chamar atenção, fazendo um bom par com o protagonista. Agora quem mandou muito bem na tela foi Bruno Vinícius com seu Leo num nível de coach de doença que chega a animar o mais desanimado possível, tendo trejeitos bacanas e desenvolturas tão bem colocadas que merecia até mais momentos na tela. Ainda tivemos outros bons atores na tela, alguns com bem poucas cenas, tendo leves destaques para Ademara com sua Paula, Caroline Ferraz com sua Martha, Kelzy Ekhard como a mãe do personagem principal, também tivemos a participação da chef Paola Carossela, e Noemia Oliveira cheia de momentos cômicos com sua Luciana.

Visualmente a trama focou bem no apartamento simples do rapaz que o cachorro consegue deixar de ponta cabeça no começo do longa, tivemos cenas dentro de um restaurante bem refinado, com sua cozinha imponente e tudo mais, tivemos o abrigo/escola de cachorros que ficou bem simples, porém com boas nuances na tela, bons atos dentro de um hospital, e claro o food truck para as cenas em uma praça, tendo ainda cenas com grafite artístico e até animações em bloquinhos, que ficaram bem bacanas, mostrando que a equipe de arte trabalhou bastante, isso fora as cenas no mar/praia no meio e final que deram um tom lindíssimo para a produção.

Enfim, eu estaria mentindo se falasse que não rolou algumas lágrimas por aqui, pois temos alguns atos emocionantes bem colocados, mas como crítico tenho de pontuar que o longa tem muitos clichês do estilo que você já fica esperando o que vai acontecer, mas isso não atrapalha, pelo contrário me vi ficando desesperado com a cena próxima ao final com o cão correndo, então podem assistir tranquilos, levem seus lencinhos para o lado da TV, e boa sessão. E é isso meus amigos, alguns vão estranhar minha nota, mas o longa me pegou num dia muito bom, e assim sendo gostei e me emocionei com o que vi na tela, então fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais dicas (muitas cabines nesse final de semana), então abraços e até logo mais.


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Ruídos (노이즈) (Noise)

10/07/2025 10:24:00 PM |

Já está virando praxe trombarmos nos cinemas ou nos streamings com filmes sul-coreanos, afinal a produção deles tá quase igual a da Índia com toneladas e toneladas de tramas, e sem dúvida alguma um gênero que tem aparecido bastante é o de terror, seja ele psicológico, social ou sobrenatural, e por incrível que pareça vi esses tempos atrás outro longa muito parecido com o de hoje, porém sem o cunho sobrenatural, chamado "Meus 84m2". Mas vamos ao que interessa, falar do lançamento da semana "Ruídos", que já dei o spoiler do que se trata, mas que sabendo talvez faça você se conectar ainda mais com toda a intensidade da trama, pois aparentemente a trama pode não dar todas as fichas na tela, mas se juntar todas as principais falas dos demais personagens, com tudo o que é mostrado, o resultado acaba sendo bem bacana para conferir. Claro que o longa tem os famosos jumpscares (ou sustos gratuitos como muitos chamam), tem personagens jogados na tela a toa, tem a famosa polícia incompetente que não olha nada direito, mas quem vai conferir tramas desse estilo já está acostumado e até sente falta quando não tem tudo isso, então posso dizer que funcionou a junção completa.

O longa nos conta que Ju-young é uma jovem com deficiência auditiva que decide investigar o desaparecimento inexplicável de sua irmã, que foi vista pela última vez em seu apartamento. À medida que se aprofunda na busca, Ju-young começa a perceber que há algo de muito errado no ambiente ao seu redor: sons estranhos ecoam pelo apartamento, e uma presença sinistra parece segui-la a cada passo. Com a ajuda do namorado de sua irmã, a jovem começa a investigar e descobre segredos terríveis.

Talvez a maior falha do filme tenha sido uma direção bagunçada do estreante Kim Soo-jim, pois a trama pedia uma segurança maior nos detalhes mais marcantes, de modo que cada ato parece levemente corrido para despistar o espectador mais esperto, e isso claro é uma jogada boa, desde que o filme tenha estrutura para isso. Ou seja, ele até foi muito bem no que dava para fazer, mas a ideia em si pedia bem mais para que algumas situações não ficassem tão artificiais, porém volto a frisar que é uma artimanha do estilo, apenas daria algo a mais para tudo, e certamente passaria o longa de apenas um J-horror para um terror de nível mais aperfeiçoado.

Quanto das atuações, Lee Sun-bin precisou se jogar por completo do começo ao fim, pois o longa é dela, conseguindo usar de linguagem de sinais, de aparelhos eletrônicos e até de aplicativos para interpretar a sua surdez, fazendo boas nuances expressivas e conseguindo convencer o espectador do que entrega na tela com sua Ju-young, ao ponto que não precisou forçar expressividade para que tudo agradasse dentro do que tinha para fazer, e segurando o filme para si por completo. Confesso que fiquei irritado com o começo do longa pela gritaria que Han Soo-a faz com sua Ju-hee, parecendo que a atriz só sabia fazer isso, tanto que nos seus últimos atos ficou meio inexpressiva e não dando talvez uma nuance maior para o papel. Quanto aos demais, tivemos bons atos finais com Jeong Ik-ryeong, sendo bem explosiva, mas o destaque negativo ficou bem a cargo de Kim Min-Seok com seu Ki-hoon apático e que foi mero enfeite como namorado da irmã, servindo apenas para imprimir os folhetos, pois seus atos finais ficaram bem artificiais.

No começo do filme fiquei com uma pulga atrás da orelha achando que o longa iria ficar só no apartamento da garota, e já estava pronto para me irritar com a preguiça da equipe de arte, pois logo que a irmã sai da fábrica e vai para lá, os atos acabaram ficando estranhos e mornos numa primeira olhada, mas depois indo para outros apartamentos, tendo alguns conflitos nos corredores, em uma espécie de praça embaixo do condomínio, e claro principalmente no porão (que dando outro spoiler, logo de cara fica com as nuances que ali iria acontecer tudo!), a equipe voltou a trabalhar e acabou entregando algo até que bem decente visualmente falando, só tendo um grande detalhe para quem for conferir nos cinemas, o longa é bem escuro, então procure uma sala que tenha uma boa projeção.

Enfim, é um filme que quem curte um terror sobrenatural com sustos do nada, e com um fechamento interessante para se completar, vai gostar bastante, mas tem de relevar alguns exageros e forçadas de barra que o diretor acabou utilizando, pois do contrário irá mais reclamar do que gostar, e claro, se não for o seu estilo de trama é melhor nem passar na porta, pois não vai agradar. Sendo assim fica a dica para a conferida nas cidades que o longa estrear na próxima quinta (09/10), ou depois quando chegar nas plataformas de streaming. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje agradecendo os amigos da A2 Filmes pela cabine de imprensa, e volto amanhã com mais dicas, então abraços e até logo mais.


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AppleTV+ - O Ônibus Perdido (The Lost Bus)

10/07/2025 01:21:00 AM |

Sei que alguns amigos odeiam filmes que são cheios de clichês, mas quando uma trama se baseia em uma história real acaba ficando meio difícil de eliminar certos vícios, e muitas vezes um bom clichê bem inserido acaba dando boas nuances para a trama. E se tem um estilo que gosto muito de conferir é tramas de ação que fazem você quase enfartar com as dinâmicas, ficando por um triz de querer ajudar o protagonista no que está fazendo, e como os incêndios do ano passado foram tão marcantes, nem lembrava do caos que foi em 2018 nos EUA, ao ponto que o longa "O Ônibus Perdido",  que estreou dentro da plataforma da AppleTV+, consegue ser um teste para cardíaco com cenas intensas e bem dominadas com um primor técnico por parte da equipe, que chego até pensar se não tacaram fogo realmente numas florestas para que o filme fosse rodado, pois impressiona tudo o que é mostrado (tirando as fagulhas dos fios de tensão que dá para ver a computação rolando fácil ali). Ou seja, é daqueles filmes que quem gosta de uma boa dose de ação com drama na medida certa para causar, sem ligar para exageros emocionais, vai curtir bastante.

O longa nos mostra que um motorista de ônibus escolar arrisca sua vida para salvar uma professora e seus alunos de um incêndio mortal. Numa jornada contra o tempo, Kevin McKay é um pai não muito dedicado e um motorista que, diante de um dos incêndios mais fatais da história americana, recebe um chamado para resgatar um grupo de estudantes e uma professora chamada Mary Ludwig. Enquanto a paisagem da cidade de Paradise é destruída pelo fogo descontrolado, Kevin e Mary entram numa batalha para salvar 22 crianças de um terrível e assustador inferno.

O mais bacana do diretor Paul Greengrass é que ele se entrega em todos os projetos sem ligar para absurdos técnicos ou dinâmicas que pareçam inverossímeis, funcionando para determinar a cena na intensidade máxima, lá está ele com sua câmera, e aqui como já falei acima, fica até difícil determinar se realmente ele foi maluco de filmar com a criançada toda no meio de um fogaréu imenso ou se botou tudo na computação depois, pois as crianças gritando apavoradas pareceu muito real, e o fogo também, então ou teve uma direção de elenco tão genial, já que fazer crianças se expressarem bem é algo dificílimo, ou ele trabalhou com umas boas equipes de bombeiros para ter um fogo controlado bem plausível dentro do estúdio, ou então foi maluco mesmo e rodou durante algum grande incêndio e seja quem sobreviver (acho essa última opção meio difícil de ter acontecido). Ou seja, o diretor soube adaptar o livro de Lizzie Johnson com personalidade, força cênica e assim conseguir fazer o público se arrepiar com cada momento (e olha que assisti em casa pelo streaming, fico imaginando quem viu ele nas sessões dos cinemas que teve exibição!).

Quanto das atuações, posso dizer que Matthew McConaughey entregou tudo e mais um pouco para seu Kevin, fazendo atos desesperados, trabalhando diversos trejeitos e olhares, ao ponto que criamos até um carisma maior com sua entrega, pois num primeiro momento parecia que não ia engrenar, trazendo pouca sensibilidade para seus atos, mas logo que o fogo literalmente pega, ele liga por completo suas emoções e agrada bastante. Fiquei quase que o filme inteiro pensando que outro longa a protagonista apareceu, pois lembrava um pouco de seus trejeitos, mas não de onde, e o motivo é fácil, America Ferrera está tão diferente de "Barbie" aqui com sua Mary, que parece outra atriz, de modo que seus trejeitos desesperados se contrastam ao máximo de quando entra no ônibus toda calma e plena, o que acabou sendo bem interessante de observar sua desenvoltura. 

Visualmente já falei que o realismo do fogo ficou muito chamativo, ao ponto que tivemos basicamente um ônibus escolar tradicional como elemento cênico máximo, tivemos a casa simples do protagonista, a garagem dos ônibus com o escritório e seus rádios, uma prefeitura simples, a escola também quase nem usada, um pátio que virou acampamento no final e um centro de comando das operações dos bombeiros, tendo todo o restante as estradas engarrafadas, muita fumaça e fogo para todos os lados, com casas pegando fogo, árvores e até pessoas, sendo tudo muito bem colocado na tela.

Enfim, é um filme que particularmente gostei bastante do que vi, que entra bem no estilo que gosto de curtir, mas sei que muitos amigos vão mais reclamar do que entrar no clima entregue na tela, então deixo essa ressalva, pois talvez um pouco mais de ficção cairia bem na trama. Sendo assim, fica a dica, e eu fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais textos, então abraços e até logo mais.


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Netflix - Steve

10/06/2025 01:14:00 AM |

Sempre que pensamos em reformatórios ou clínicas de reabilitação, imaginamos os vértices dos internados e não das pessoas que trabalham ali, como vivem, sofrem e tudo mais que sempre recai, e a sacada do longa da Netflix, "Steve", é permear bem essa essência dos trabalhadores, diretores e afins de um reformatório aonde eles descobrem que em breve serão fechados, estão debaixo de filmagens de um programa sensacionalista, e ainda tem de enfrentar um dia conflitivo entre os vários rapazes dali, ou seja, uma dose apenas de vinho não basta para acalmar os ânimos no fim do dia, mas sim algo bem mais forte para a cabeça do diretor. E essa dinâmica embora possa parecer artificial ou até exagerada por parte dos criadores do longa, é algo bem comum de muitos lugares mundo afora, de forma que quem trabalha com a educação vive sempre no limiar da loucura e da explosão, e a ideia é apenas um pouco mais além com algo mais forte, mas muito bem representado pela ideia toda, o que faz valer a conferida também pelas boas interpretações.

O longa acompanha um dia decisivo na vida de um diretor de um reformatório inglês nos anos 90. Seu nome é Steve e, enquanto tenta proteger a integridade da escola e prevenir de um iminente fechamento, enfrenta sua saúde mental cada vez mais deteriorada pela exaustão e exigência do trabalho. Em paralelo aos esforços de Steve, um jovem complicado chamado Shy lida com os traumas de seu passado e com as poucas perspectivas para o futuro, vivendo em constante colisão com seus impulsos de autodestruição e violência e as fragilidades que o assolam.

O trabalho que o diretor Tim Mielants vem fazendo com seus longas é algo bem cru e direto de sentidos, trabalhando situações fortes, porém com uma pegada mais densa do que explosiva, e se reclamei muito da lentidão que colocou no seu longa anterior, aqui ele simplesmente ligou o turbo e nem vemos quase que a dinâmica acontecer na tela, de modo que foi sucinto com o que tinha para desenvolver e não tentou florear os elementos para que reflexões acontecessem, mas sim ir direto ao ponto, conversando com o espectador já enumerando todos os fatores, afinal a saúde mental é um dos maiores problemas atuais, ainda mais na área da educação, e a síntese do longa é bem em cima disso e claro de tudo o que rola na cabeça dos jovens de hoje com suas explosões e dinâmicas. Ou seja, é um filme curto, porém amplo de sentidos e sentimentos, que funciona com uma precisão cirúrgica, mas que dava para ser feito de tantas maneiras que vale até pensar na possibilidade de imaginar a trama nas mãos de algum diretor mais doido, para ver como tudo ficaria sem tanta sutileza.

Quanto das atuações, aparentemente Cillian Murphy gostou do estilo do diretor, pois esteve presente na sua última obra e aqui volta a ter uma parceria forte, com claro muito mais abertura para se soltar, de modo que seu Steve tem personalidade, e demonstra estar a beira do colapso com tudo o que entrega na tela, mostrando mais um ótimo trabalho do ator, com um texto que não o favoreceu tanto quanto poderia para ir mais além. Tracey Ullman teve cenas bem marcantes também com sua Amanda, de modo que cada dinâmica sua puxava mais a dinâmica para próximo do protagonista, sendo ampla de olhares e sintética de trejeitos, o que deu um tom duro, mas seguro para os seus atos. Dentre os jovens, os olhares ficaram bem mais em cima de Jay Lycurgo com seu Shy, pelas dinâmicas mais emocionais, caindo bem para o lado depressivo, o que chamou muita atenção na tela, já que o jovem começa de uma forma e vai se desenvolvendo mais para o lado profundo, e isso ficou bem interessante, mostrando seu poder expressivo. Ainda vale dar leves destaques para o estilo explosivo dos demais jovens como Luke Ayres com seu Jamie e Joshua J. Parker com seu Riley, mas mais pelos atos de conflito do que pelas interpretações em si.

Visualmente a trama funcionou em um reformatório antigo, com salas de aula, um campo de futebol do lado de fora, um lago, algumas plantações, a sala dos professores aonde ocorrem algumas reuniões, um quarto aonde o protagonista esconde sua droga, e um porão aonde tem algumas bebidas, tendo atos com as filmagens do programa de TV, usando imagens mais sujas e com ruídos para representar algo mais antigo, e até funcionando bem dentro dos vários elementos cênicos que a equipe deu para os quartos dos rapazes.

Enfim, é um longa interessante, com uma proposta bem definida e atuações marcantes, que talvez pudesse ir para um rumo mais intenso, emocional e cheio de facetas, mas que preferiu ser seguro e direto sem florear, nem criar simbologias, e assim sendo quem curte uma pegada quase que documental vai gostar da entrega na tela, e assim acaba sendo a recomendação. E é isso pessoal, fico por aqui hoje, nesse domingão que até rendeu bem, mas volto amanhã com mais dicas, então abraços e até breve.


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Totto-Chan: A Menina Na Janela (窓ぎわのトットちゃん) (Madogiwa no Totto-chan) (Totto-Chan: The Little Girl at the Window)

10/05/2025 07:32:00 PM |

Confesso que desde o dia que vi o pôster de "Totto-Chan: A Menina Na Janela" me apaixonei pela estética sem nem ver o trailer da animação japonesa, tanto que nem deu tempo do e-mail de convite para a cabine de imprensa bater na minha caixa de mensagens, que já estava respondendo que queria conferir, e o que posso dizer de cara que a essência visual é ainda mais bonita que o pôster, tendo uma pegada singela e direta de como muitas crianças japonesas viveram durante o período da guerra, mas muito mais do que um filme triste nesse sentido, a animação mostra que os jovens diferentes já eram bem tratados em escolas próprias, que seguiam seus próprios ritmos e vontades, fora o carisma da personagem principal em se conectar com um garotinho que era ainda mais isolado por sua deficiência motora. Ou seja, é daqueles filmes com uma pegada tão boa que passa o tempo tranquilamente, mesmo sem recair para algo emocional tradicional, fora toda a formatação do desenho misturando traços com aquarela em algo bem bonito de ver na telona.

O longa nos conta que depois de ser expulsa de uma escola tradicional por ser considerada "problemática", Totto-chan, uma menina hiperativa de 7 anos, é admitida na Tomoe Gakuen, instituição cujo método de ensino permite que as crianças sejam mais independentes. Em meio à atmosfera de insegurança provocada pela entrada no Japão na Segunda Guerra Mundial, o ambiente de liberdade e os fortes laços que ela desenvolve com o diretor da escola e com Yasuaki, um colega com poliomielite, Totto-chan aprende valiosas lições sobre solidariedade, empatia e responsabilidade.

O longa é baseado no livro da verdadeira Tetsuko Kuroyanagi e foi tão bem desenhado, com nuances simples e traços que lembram até desenhos de crianças, ainda mais em alguns momentos aonde a aquarela parece fluir a vontade, mostrando que o diretor Shinnosuke Yakuwa soube desenvolver com simplicidade e envolvimento toda a dinâmica mais seca e brilhante pelas essências que outros diretores conseguiram dar para cada parte da trama. Claro que assim como a maioria das animações japonesas, o longa falta um pouco de sentimento emocional, mas tudo é tão bonito que acaba fluindo e envolvendo com a cadência e ritmo bem colocado na tela, sem precisar apelar ou causar, principalmente ao mostrar que ser diferente não é um problema, e que todos devem respeitar os devidos espaços de cada um.

Quanto dos personagens, é muito bacana ver a jovem hiperativa Totto-chan, pois tendo dinâmicas próprias bem encaixadas, a garotinha tem carisma e personalidade, de modo que praticamente não conseguimos desconectar os olhos dela e o resultado visual agrada com o sonoro bem trabalhado (vi legendado, mas a voz dublada do trailer também está legal!). O garotinho Yasuki tendo paralisia nas pernas e em uma das mãos também tem dinâmicas bem colocadas e se conecta bem com a protagonista, sendo forçado um pouco pelo hiperativismo dela, mas funciona bastante na essência total. Quanto aos demais, vale dar destaque principalmente para o diretor da escola que sabiamente entrega emoção na forma de lidar com os jovens diferentes, sendo sincero e bem direto nas mensagens que passa do começo ao fim.

Uma coisa que gosto muito do visual das animações japonesas são as técnicas tão realistas que parecem computacionais, mas que sabemos que são sempre desenhadas a mão, com precisões bem cênicas e bonitas de ver, aqui tendo todo esse vislumbre do trem para realmente fazer as crianças diferentes viajarem da forma que desejar, tendo todo um simbolismo nos atos de fome para alimentar os soldados, e claro toda a dinâmica do ambiente em que o país estava inserido, ou seja, um resultado belíssimo de ver dentro de todo o longa.

Enfim, é uma animação bem graciosa, que talvez pudesse ser mais emocional para ter algumas nuances a mais, mas é tão bem feita e envolvente dentro do que se propõe que o resultado acaba agradando bastante, e acaba valendo a indicação para a conferida nos cinemas a partir da próxima quinta, 09/10. E é isso meus amigos, fico por aqui agora agradecendo os amigos da Sinny Assessoria e da Sato Company pela cabine de imprensa, e volto logo mais com outros textos, então abraços e até breve.


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Malês

10/05/2025 02:37:00 AM |

Costumo dizer que um diretor precisa saber desenvolver bem todas as partes de seu filme, pois se enrolar ou encher demais qualquer um dos atos acaba cansando o espectador, e com dramas históricos isso tem de ser muito bem controlado tanto para não estourar o orçamento, quanto para que tudo fique bem alinhado e chame a atenção do público normal, e também do público que usa o lado para estudar e conhecer mais sobre o determinado fato em si. E o longa "Malês", que jurava que já tinha estreado há muito tempo por ter visto uma entrevista da Camila Pitanga falando do longa em um programa, tem a falha gigantesca de entregar um começo alongadíssimo, daqueles que chega até dar um certo sono, para depois correr no miolo, e quando chega no final entrega o básico e põe letreiro na tela explicando o que aconteceu, ou seja, valeria muito desenvolver bem mais o final, pois a intenção de mostrar os motivos da revolta fica bem clara quando ocorre a derrubada da mesquita, então só essa essência já era satisfeita para todo o restante, mas resolveram enfeitar tudo, e aí dá no que dá. Claro que é um filme muito bem imposto pela densidade dramática e pela História em si, pois jamais pensaria que a Bahia foi dominada de escravos muçulmanos, mas as cenas da batalha em si, e o decorrer após ela acredito que valeria bem mais do que a enrolação do começo e o casal "protagonista" em si.

O longa é baseado em fatos históricos e retrata a Revolta dos Malês, a maior revolução da história do Brasil organizada por negros escravizados na Bahia, em Salvador. A insurreição mobilizou a população negra, escravizada e liberta pelas ruas de Salvador contra a escravidão em 1835. A revolta foi chefiada por africanos muçulmanos e encabeçada por líderes como Pacífico Licutan (Antonio Pitanga), que reforçava a importância da participação de diferentes grupos, tribos e religiões para o sucesso da revolta e para o fim da escravidão. Na trama, um casal é separado após serem arrancados de sua terra natal na África e trazidos para o Brasil à força como escravizados. Enquanto lutam para sobreviver e tentar se reencontrar, ambos se envolvem no levante dos Malês.

Diria que o diretor Antonio Pitanga soube trabalhar na tela uma representação bem foi a Revolta, porém ele quis brincar com outras facetas no miolo, como o casal separado na África, a conexão com outros que eram negros que ajudavam as capturas no país de origem para serem enviados para o Brasil, e com isso ele encheu sua trama de boas dinâmicas, mas isso lhe custou um preço alto, pois quando realmente explode o conflito, o público já está cansado do que está vendo, e isso pesa demais, tanto que muitos saíram da sessão antes mesmo de chegar o conflito armado na tela. Ou seja, é um bom filme, tem suas cenas marcantes, mas falha principalmente em não usar mais o ato final, pois ali sim ocorreu a revolta, valeria mostrar como os escravos foram mandados de volta para a África, valeria pautar mais as dinâmicas que ocorreram ali, e assim sendo o diretor não ousou tanto quanto poderia.

Quanto das atuações, todos tiveram momentos chamativos e envolventes, sendo cada um desenvolvido mais ou menos dentro da trama, tendo claros destaques para Rodrigo dos Santos com seu Ahuna organizando tudo e tendo atos bem impactantes na forma de conduzir as reuniões. Também tivemos o casal vivido por Samira Carvalho e Rocco Pitanga tendo uma química chamativa, mas que como disse a história deles em si não era algo que deveria ter sido tão usado. E claro tivemos Camila Pitanga com sua Sabina, aonde tendo ciúmes do envolvimento do marido vivido por Heraldo de Deus acabou botando tudo a perder, ou seja, um trabalho direto e marcante da atriz, mas ainda mais forte por parte da personagem em si. 

Visualmente a reconstrução de época, dos ambientes e de toda a dinâmica foi um trabalho para ser bem aplaudido, mostrando a construção de uma mesquita e depois a destruição nela, vários atos de escravos presos em algemas até no pescoço, roupas e vestimentas clássicas e bem trabalhadas e até um casamento africano bem arrumado, além de fugas em água e tudo mais, com uma representatividade chamativa e cheia de nuances, além de muitas cenas a noite com velas e tochas que deram um tom mais forte para o filme.

Enfim, é um bom filme dentro do contexto escolhido, porém como disse falhou demais em desenvolver mais o romance de desencontro e reencontro dos protagonistas ao invés de focar realmente na revolta, que aí sim seria uma trama para aplaudir e chamar toda a atenção tanto para a conferida como trama de cinema, quanto para conhecimento estudantil, mas nem sempre dá para agradar todos os lados, e sendo assim fica toda essa ressalva para quem for conferir na telona. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais dicas, então abraços e até logo mais.


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Os Estranhos - Capítulo 2 (The Strangers: Chapter 2)

10/04/2025 03:21:00 AM |

Tenho o costume de falar que odeio o filme 2 de qualquer franquia, afinal são raras exceções que saem da regra de enrolação ao nível máximo para um fechamento frouxo que deixa tudo aberto para uma terceira parte (mas quando saem da regra, o resultado é incrível!). E quem me conhece um pouco sabe o quanto tento não ler nada, não ver nem os trailers e chegar na sessão pronto para ser surpreendido positivamente, e o que esperava aqui era um fechamento digno no longa "Os Estranhos - Capítulo 2", que deixou todos bem intrigados com o que aconteceu no ano passado, e cá estou digitando aqui com aquela raiva básica de um filme que deixou ainda mais coisas para a terceira parte (sim, isso é um spoiler, mas que pode deixar alguns mais felizes sabendo disso antes de ficar esperando, então não me xinguem!). Ou seja, deram uma boa enrolada com cenas alongadas, mas também souberam criar uma boa tensão ao invés de cenas mais intensas como rolou na primeira parte, de modo que o filme flui, mas certamente dava para desenvolver logo um fechamento e agradar mais com tudo o que acontece.

No longa acompanhamos os eventos logo após o final do primeiro filme. Quando os Mascarados descobrem que uma de suas vítimas, a jovem Maya escapou da morte e ainda está viva se recuperando no hospital, eles voltam a caça-la com o intuito de dar um fim definitivo para o que começaram. Sem poder confiar em ninguém, Maya novamente é colocada em perigo, precisando lutar para sobreviver enquanto os Estranhos a perseguem de forma implacável. A sede de sangue e violência dá início à briga de gato e rato brutal e macabra que não irá cessar até alguém sair perdendo.

Um dos pontos mais positivos foi manter o diretor do primeiro filme, Renny Harlin, aliás ele filmou as três partes juntas, e como um bom produtor que sempre foi, quis ganhar mais dinheiro quebrando todo o material que tinha em várias partes (só espero que ele não nos engane e venha com uma quarta que nada se fala, e ele também já está envolvido em outros vários filmes, então acredito que finalizará no terceiro!). Ou seja, ainda vemos seu estilão misto de suspense com slasher, mas sem criar muitas novidades, apenas mostrando um pouco da infância dos mascarados, e claro a protagonista fugindo deles das formas mais burras possíveis, o que é de praxe também do estilo, e sendo assim para quem gosta é um prato cheio.

Quanto das atuações, Madelaine Petsch volta a entregar demais com sua Maya, no formato claro de ficar fugindo toda estropiada por florestas e também dentro do hospital e de uma casa, ao ponto que em determinados momentos como é de praxe no estilo você começa a xingar a personagem, mas a atriz ao menos entrega o que precisa para "convencer" de sua coragem. Dessa vez vale dar um certo destaque para as crianças que aparecem antes de virarem os personagens principais, com Nola Wallace fazendo a jovem Pinup, Pippa Blaylock fazendo a jovem Tamara e Jake Cogman como o jovem espantalho, todos sendo bem interessantes, mas sem dúvida com Nola trabalhando olhares e trejeitos já marcantes de uma psicopatia fora do comum, que chega a dar medo dela. Não diria que a interpretação dos policiais Richard Brake e Pedro Leandro fossem bem colocadas agora, mas aparentemente pelas cenas dos próximos capítulos que são mostradas no final, eles serão importantes na trama, então já vale ficar de olho neles. Não posso dizer que valesse falar dos mascarados, mas seus trejeitos corporais são bem interessantes de ver, e assim vale citar Ema Horvath com sua Pinup, Olivia Kreutzova com sua Dollface e Matúš Lajčák com seu Espantalho. E para fechar a parte das atuações apenas vale uma citação para Brooke Lena Johnson com sua enfermeira Danica pela entrega estranha, e por sair pegando as pessoas para levar para sua casa, mas teve um estilo meio que estranho para o elo dela com tudo. 

Visualmente a trama brincou com bons atos de tensão dentro do hospital, com direito a corredores gigantes vazios, um necrotério tradicional e muita chuva, depois muitas cenas numa floresta, e em algumas casas e fazendas, destacando claro a cena com o gigantesco javali que foi até mais assustadora que a dos mascarados, e claro tivemos muitos atos do passado deles, mostrando a vida das crianças na cidade com a casinha de bonecas aonde descobrimos quem finalmente foi a Tamara.

Enfim, é um filme razoável, sendo o famoso filme do miolo de uma série, aonde talvez pudessem até ir mais além, porém imagino que o diretor acabou filmando coisas demais, e ao invés de ir podando resolveu alongar ainda mais e dividir o projeto em capítulos, agora resta saber se o terceiro fechará tudo ou ainda teremos mais, ao menos já está filmado, e não corre o risco de não ser lançado, então aguardaremos. E é isso meus amigos, deixo a recomendação de talvez esperar um pouco e ver tudo de uma vez só para não ficar detalhes esquecidos, mas quem não quiser esperar só ir para o cinema mais próximo. Fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais textos, então abraços e até logo mais.


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GOAT (Him)

10/03/2025 09:18:00 PM |

São raras as vezes que saio de uma sessão sem palavras, ou melhor, sem saber o que quero falar de um filme, mas hoje com "GOAT" estou aqui no shopping olhando para a mesa da praça de alimentação pensando se eu que não me conectei com toda a loucura do fechamento do filme, ou se ele desde o começo seria essa bizarrice, pois até aceito a ideia de uma seita e tudo bem, mas a intensidade toda ficar para o fechamento do longa é algo que sai dos eixos, meio como se a grana do orçamento acabasse e vamos explodir e matar tudo o que tiver na frente para encerrar, e isso em outras palavras é o que chamo de erva estragada na mente do roteirista, pois não tem como uma pessoa comum escrever isso. Ou seja, sabemos que a glória esportiva é algo de malucos, mas dava para o longa ser bem menos bizarro.

O longa acompanha a jornada de Cameron Cade, um promissor jogador de futebol americano que dedicou toda sua vida ao esporte. Na véspera de um importante evento de avaliação e recrutamento de atletas para a liga profissional, Cade sofre um acidente graças a um fã descontrolado, colocando sua carreira e os anos de dedicação em risco. Quando tudo parece perdido, porém, seu ídolo, o lendário e veterano quarterback Isaiah White assume a responsabilidade de orientar o talentoso atleta em sua ascensão para o topo, oferecendo-se para treiná-lo em seu ginásio isolado, um complexo que divide com sua esposa, uma famosa influencer chamada Elsie White. À medida que o treinamento avança e se intensifica, o comportamento de Isasah se revela cada vez mais tóxico e sombrio, levando Cade a um extremo que pode lhe custar sua vida. Entre o desejo de sucesso e os enigmas que cercam o local, GOAT explora os perigos da fama, da idolatria e da busca pela excelência a qualquer custo.

Não conhecia a filmografia do diretor e roteirista Justin Tipping, mas sei que o produtor Jordan Peele é bizarro dentro das concepções que trabalha, e aqui diria que faltou uma centralidade para que o filme convencesse mais, afinal toda a ideia persistia para um final maluco, mas jamais para a escolha feita, e essa quebra faz com quem o público não saiba o que achar da ideia toda. Claro que se analisarmos o conjunto inteiro, o filme não é tão ruim, mas dava para moldar mais o resultado completo com um final mais decente, é isso só serviu para mostrar um diretor inseguro de suas entregas.

Diria que essa semana é a famosa mudança de estilo para os comediantes, pois ontem vi o The Rock fazendo drama, e hoje Marlon Wayans fazendo terror de verdade sem comicidade com seu Isaiah White, ao ponto que sua entrega chega a ser daquelas que você fica impactado com o que vê, ou seja, ele sabe interpretar bem também, e causa com a insanidade do personagem. Já o papel de Tyriq Withers, pedia que seu Cameron Cade fosse meio estranho e apático após a porrada na cabeça, mas ele acaba surtando e entrando tanto na dinâmica que sua expressividade acaba se perdendo no miolo de tudo, ou seja, nem sei se lembrarei mais dele daqui a pouco. Quanto aos demais, cada um entregou sua loucura e desenvoltura de acordo com cada momento, não tendo grandiosos destaques, mas também não soando vagos para o que seus papéis pediam, é assim melhor citar no máximo Julia Fox como a excêntrica esposa do protagonista, mas mais pela loucura final do que pelas demais cenas que apareceu.

Visualmente a trama foi bem interessante ao mostrar a mansão do protagonista completa com campo interno, sala medica, sauna e tudo mais, com um design meio futurista no meio do deserto, tendo atos impactantes, misturados com personagens bizarros, é claro todo o final de uma seita bem maluca com um ritual no melhor estilo de gladiadores, ou seja, muito sangue voando para todos os lados.

Enfim, é daqueles filmes que se você achava que estava entendendo, no final ficará sem entender nada, e se já estava perdido no miolo, vai ficar ainda mais perdido com o encerramento, então não posso dizer que recomendo ele, pois é capaz de muita gente vir me bater depois, mas se quiser arriscar a ver algo muito maluco, vá por sua conta e risco. E é isso meus amigos, eu fico por aqui agora, mas já que a noite começou estranha, vou para um filme que ao menos já tem estranho no nome, então abraços e até daqui a pouco.


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Coração de Lutador (The Smashing Machine)

10/03/2025 12:26:00 AM |

Tem vezes que vamos ao cinema sabendo o que vamos encontrar, mas hoje posso dizer que estava mais curioso do que empolgado com o longa "Coração de Lutador", pois sempre vimos Dwayne Johnson como o The Rock, o cara engraçado boa pinta que faz mil filmes de ação sempre rindo, com trejeitos até bobos em algumas vezes, meio bonachão quando colocado como mais imponente, mas sempre o mesmo ator dentro de vários personagens, e aqui ele se jogou para o lado dramático, envolvendo drogas, problemas pessoais, e claro lutas violentas do famoso MMA, ou seja, algo completamente diferente do que estamos acostumados, e posso dizer que o filme funciona muito bem, sendo algo bem próximo de uma homenagem a Mark Kerr, mas também mostrando que ele errou muito, e sendo uma trama rápida e interessante consegue entreter bem na tela, principalmente quem for fã do esporte, mas felizmente não colocaram lutas tão fortes em cena, afinal sabemos que algumas são terríveis. Ou seja, é um filme bacana, bem atuado e que funciona dentro da proposta, porém faltou emocionar o público como algumas tramas esportivas conseguem fazer, parecendo que o diretor não quis passar mais sentimento na tela, mas ainda assim é bem bacana de ver.

O longa mergulha na trajetória física e emocional do lendário lutador de MMA Mark Kerr. A trama explora os altos e baixos da carreira do esportista, falando sobre sua luta contra o vício, suas vitórias e seu relacionamento amoroso durante o auge da fama no UFC. Mark Kerr foi um dos maiores nomes do esporte nas décadas de 90 e 2000, mas, apesar das conquistas e sucesso no octógono, enfrentou grandes desafios pessoais ao lado de sua esposa Dawn.

Na minha pré-crítica no Facebook falei que "até os brucutus podem atuar bem sob a mão de um bom diretor", e complemento aqui dizendo que "qualquer um pode atuar bem sob as mãos de um bom diretor", pois para quem não se lembra Benny Safdie fez Adam Sandler ser indicado a praticamente todas as premiações com "Joias Brutas" quase conseguindo uma indicação ao Oscar, e aqui deve fazer o mesmo com The Rock, ou seja, o cara sabe pegar atores que vivem sendo "bobões" e atuando sempre da mesma forma e mudar suas perspectivas completamente para papeis que sejam enxergados pela crítica e pelo público fora dos tradicionais blockbusters cômicos, e aqui ele foi muito esperto na concepção do trabalho ao usar pessoas do meio do MMA para serem treinadores, lutadores, repórteres, médicos e tudo mais, e até mesmo Dwayne já lutou no passado outro estilo de luta, então o diretor não precisou reinventar a roda, apenas soube conduzir bem as expressividades de cada um para a câmera, e o resultado fluiu, ao ponto que talvez esse seja o ponto mais positivo e ao mesmo tempo o mais negativo da produção, de que ele não quis fazer um longa esportivo tradicional, cheio de melodrama, emoções e tudo mais, mas sim algo representativo bem colocado, mostrando o efeito das drogas, e até mesmo como um conflito familiar desconcentra um atleta. 

Quanto das atuações, já falei o quanto o diretor conseguiu tirar de Dwayne Johnson com seu Mark Kerr, e o ator se empenhou aumentando ainda mais seu tamanho com muito treino, lutou bem com lendas do esporte que ainda estão em atividade, e principalmente soube se expressar incrivelmente bem nos atos dialogados com sua parceira cênica, de modo que o ator praticamente se reinventou em cena, e caiu muito bem dentro de algo dramático, sendo até irreconhecível o quanto conseguiu sentir o personagem na tela ao invés de jogar apenas como costuma fazer, claro que ainda não é perfeito para ganhar, mas  certamente deve ser citado nas premiações. Agora Emily Blunt também deu um show com sua Dawn, de tal forma que em um primeiro momento parecia uma personagem fútil jogada na tela, mas conforme vai trabalhando mais suas cenas consegue impressionar e chamar muita atenção com o que faz junto do protagonista. Quanto aos demais, a maioria são personalidades do MMA que ainda lutam, comentam, treinam e medicam os atletas, e alguns que até atuam em filmes como dublês ou personagens de lutas mesmo, valendo dar destaque claro para Ryan Bader com seu Mark Coleman bem trabalhado e com uma amizade icônica junto do protagonista.

Visualmente o longa teve uma estética de época bem marcante tanto nos ambientes da casa do protagonista quanto nas coletivas do Pride no Japão, além claro de lutas intensas e cheias de coreografias bem impactantes, mostrando um pouco dos bastidores desse mundo que hoje é uma potência milionária, mas que na época era algo bem mais singelo, de modo que a equipe de arte conseguiu pesquisar bastante para que tudo ficasse chamativo e cheio de nuances, principalmente nos atos envolvendo os remédios viciantes que o personagem toma, e suas crises quebrando tudo.

Enfim, é um longa que poderia ter ido até mais além, pois tramas esportivas geralmente causam um impacto mais sentimental no público, mas é algo muito bem feito dentro da proposta de homenagem a uma lenda do esporte que teve muitos altos e baixos, e dessa forma o resultado até funciona bem, então fica a dica principalmente para ver um The Rock menos rochoso. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais dicas, então abraços e até logo mais.


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Amazon Prime Video - Jogo Sujo (Play Dirty)

10/02/2025 01:14:00 AM |

Costumo dizer que alguns filmes nos subestimam tanto que você precisa abstrair a ideia toda para não desistir no primeiro abuso do diretor, e com tramas de ação tem de ser dessa forma para encarar, pois é tanta insanidade na tela que só dando risada mesmo para não xingar. E claro que comecei dessa forma o texto do lançamento da semana da Amazon Prime Video, "Jogo Sujo", pois a trama até me soou interessante, afinal gosto de ouvir o ditado "ladrão que rouba ladrão tem cem anos de perdão", mas aqui tudo é tão cheio de dinâmicas que chega a assustar o espectador comum, funcionando claro como um grande passatempo, mas dava para ser mais sucinto em algumas situações e entregas dos personagens. Ou seja, é uma trama divertida e ágil que força a barra para entregar o que propõe, mas que não chega a ser um incômodo total, já que a entrega dos personagens mesmo que bobinha em suma agrada na tela, só fiquei espantado com o tanto que gastaram, pois não foi um filme barato com todas as cenas de ação!

O longa acompanha a missão mais perigosa da carreira de Parker, um engenhoso ladrão profissional. Na trama, Parker é contratado para fazer o que faz de melhor, orquestrar um assalto de proporções gigantescas e com estratégias refinadas. Ao lado de Grofield, Zen e uma equipe habilidosa, Parker confronta a máfia nova yorkina e se depara com um golpe e uma ameaça inesperada que coloca o plano e sua vida em risco.

Se pararmos para analisar a filmografia do diretor e roteirista Shane Black, dá para entender bem tudo o que ele acaba propondo na tela em quase todos seus filmes, que é não desligar a câmera de forma alguma, botar os personagens para correr ao máximo, e por vezes enganar o público com algumas sacadas, de modo que aqui usando como base um dos livros da série de Donald E. Westlake, ele conseguiu brincar bastante com todas as essências, trabalhou bem os personagens, porém exagerou demais em efeitos de ação, ao ponto que a maioria das cenas não dá para acreditar que não sejam 100% computação gráfica, e isso pesa demais em alguns atos, mas como disse no começo, se relevarmos esses excessos, o resultado final acaba sendo divertido e até bem sacado, agora é ver se terá fôlego para adaptar mais algum livro da série, pois o personagem já está ao menos apresentado para o público.

Quanto das atuações, o longa é daqueles que define o protagonista e o restante que corra atrás para aparecer, de modo que Mark Wahlberg fez a entrega de seu Parker com o que mais sabe fazer que é trabalhar bem as dinâmicas, mas não mudar tanto de trejeitos, o que costuma irritar um pouco, pois fica parecendo que está fazendo um papel obrigatório na sua carreira ao invés de estar interpretando realmente, e isso fez muita falta na tela, pois seu protagonismo fica apagado e incomoda mais do que agrada, não sendo algo ruim de ver, mas o personagem pedia mais entrega e expressividade. Rosa Salazar teve bons momentos intensos com sua Zen, porém não convence muito como alguém que deseja algo para seu país sendo da forma que entrega na tela, de modo que até parece irônico seus atos falando sobre o desejo e tudo mais, mas no quesito intensidade mostrou personalidade e foi bem no que fez.  Os demais do grupo do protagonista pareciam estar em algum episódio cômico de qualquer série, menos no filme, fazendo cenas bobas e jogadas, exagerando nos atos forçados que é melhor nem dar muita atenção, mas que ao menos fizeram rir de tão exagerados, valendo o destaque para LaKeith Stanfield como um ator/dono de teatro falido. Do lado oposto, o grupo da máfia pareceu tão sem rumo, que o antagonista principal é tão ruim, o seu subordinado acaba sendo bobo demais, e o comprador parecia perdido em cena, valendo apenas pela forma que foram enganados e nada mais.

Agora visualmente a equipe de computação trabalhou muito para as cenas de perseguição com muitos tiros de armas de diversos portes, várias cenas com trombadas de carros, muita neve, um trem descarrilhando e voando para fora destruindo tudo que tivesse na sua frente, explosões de cofres e muito mais, tendo bons elementos cênicos e ambientes simples, porém bem chamativos, o que ao menos deu uma essência mais chamativa para a produção.

Enfim, é um filme que parecia mais promissor, mas que não é ruim como um passatempo, valendo para quem gosta de uma ação sem precisar pensar em nada, e quem sabe se forem fazer outros livros do autor, o resultado numa continuação seja mais interessante na tela. Então fica a dica, e eu fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais textos, então abraços e até logo mais.


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