O longa é ambientado em uma fazenda, onde um movimento em busca da igualdade é sistematizado pelos animais. Inspirado no livro de George Orwell, a história mostra um movimento de revolução e poder, onde sob o comando dos porcos, uma fazenda perde parte de sua vitalidade. Entrando em uma ditadura implacável, os animais se reúnem para lutar prelos próprios direitos.
Quem leu meu primeiro parágrafo pode até ter se assustado um pouco, mas já lhes dou alguma felicidade dizendo que é um longa dirigido por Andy Serkis, ou seja, tem personalidade na tela, e o resultado final consegue ter uma boa essência em cima do clássico livro, e assim sendo vemos que o diretor quis brincar na tela sem precisar de um aprofundamento maior, e assim vemos a pegada conflitiva de lideranças, vemos a corrupção pelo poder e até mesmo o trabalhar até morrer, mas de um modo mais lúdico que funciona para os pequenos tentarem (se quiserem) pensar um pouco mais de como funcionará a vida adulta.
Quanto dos personagens, um ponto bem satisfatório foi escolherem dubladores imponentes para a trama, e assim o tom caiu muito bem para as vozes originais que eram de um elenco fenomenal, e assim vemos o porquinho sonhador com Sortudo tentando melhorar, mas caindo na lábia do líder manipulador Napoleão, vemos o cavalo trabalhador de nível máximo que Sansão faz pela fazenda, mas que acaba se acabando, e também tivemos os demais influenciáveis como as ovelhas repetidoras entre outros, sendo um bom filme aonde os personagens até cativam bem, mas que não chegam a serem marcantes como poderiam.
Visualmente o longa tem uma pegada meio fora dos padrões atuais que tem texturas e chamarizes mais bem desenhados, porém fizeram personagens carismáticos e com elementos bem chamativos principalmente no shopping e na tecnologia usada dos humanos vilões, que mostram algo bem parecido com Elon Musk, ou seja, tiveram boas dinâmicas que com um desenho mais rústico conseguiu criar personagens interessantes e ambientes mistos entre tecnológicos com os rurais, dando a dica das mudanças temporais.
Enfim, é uma animação um pouco diferente, mas que não foi tão diferenciada quanto poderia, afinal o texto de Orwell é pesadíssimo, e com um diretor que gosta de ousar, como é o caso de Serkis, dava para ter ido tão longe que faria as animações de adultos virarem filmes para bebês, ou seja, faltou pegada, mas ainda assim foi bacana de conferir, afinal pode ser que algumas crianças peguem um pouco da essência e a use futuramente. E é isso meus amigos, fico por aqui agora, mas vou arriscar mais um longa hoje, então abraços e até breve.







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