Mestres do Universo (Masters of the Universe)

6/04/2026 02:24:00 AM |

Assim como a maioria dos meninos dos anos 80/90 tive os bonecos do He-Man (sempre desejando o castelo, mas caro demais, fiquei sem!), assistia aos desenhos e até tive coragem de assistir ao filme com o Dolph Lundgren, mas estava com poucas expectativas para o que veria no novo "Mestres do Universo", principalmente por achar que iriam fazer algo bobo demais, e hoje ao conferir vi sim um exagero gigantesco de piadinhas, mas os desenhos também tinham esse estilão de sacadas irônicas e piadas duplas bem encaixadas, porém souberam trabalhar a trama de um modo tão fantasioso, que convence como deve acontecer em tramas de heróis, pois não queremos ver algo que faça muito sentido na tela (embora a Marvel tenha nos convencido de que seria normal tudo rolar por aqui!), mas sim uma trama que relembre as lutas que vimos na infância, que entregue a essência mágica e cheia de desenvolturas, contando com boas lutas, e claro personagens para ver agora os colecionáveis voltar para essa nova geração. Ou seja, é um filme que funciona demais para os fãs dos personagens, e que talvez a molecada atual pegue a ideia para se divertir, pois ficou melhor do que o esperado, mas ainda assim, longe de ser uma obra prima.

O longa nos mostra que após ficarem separados por 15 anos, a Espada do Poder conduz o Príncipe Adam de volta a Eternia, onde ele descobre seu lar devastado sob o domínio perverso de Esqueleto. Para salvar sua família e seu mundo, Adam precisa unir forças com seus aliados mais próximos, Teela e Duncan / Mentor, e aceitar seu verdadeiro destino como He-Man — o homem mais poderoso do universo.

É interessante ver o trabalho do diretor Travis Knight, pois esse é apenas seu terceiro longa na função, e todos foram bem trabalhados, porém fica nítido que suas escolhas remetem bem ao momento de sua infância, e assim sendo ele não quis fazer uma trama realista transportando para o mundo real os personagens como muitos fariam, mas sim usar uma base na Terra bem rápida para logo em seguida já irmos para Eternia, e sabendo usar de muitos efeitos, maquiagens, figurinos, computação, lutas, voos e tudo mais que fosse possível para dar um ar fantasioso bem encaixado, aonde toda a essência funcionasse do começo ao fim, o acerto veio muito bem acompanhado, afinal o excesso de piadas até pode tentar tirar o brilho de uma produção mais bem trabalhada, mas certamente para próximas produções de personagens dos anos 80 irão procurar ele, pois fez algo diferenciado e bacana de ver na tela.

Quanto das atuações, diria que Nicholas Galitzine ainda não me convenceu como ator de grandes papeis, e aqui seu Adam é tão bobinho, que mesmo quando se transforma em He-Man ainda parece não ser o brucutu que esperamos ver batendo nos vilões e levantando coisas para tudo que é lugar, fora que deixa a espada cair tantas vezes longe do personagem, que se os vilões fossem mais espertos era só pegar e dar sumiço, ou seja, faltou um pouco mais de presença para ir além na tela. Já Camila Mendes até deu uma boa personalidade para sua Teela, pulando e rolando com muita classe, e sendo interessante de ver a idade da personagem na trama, pois no desenho parecia mais velha, e aqui ficou mais pareado com a idade de He-Man para ter apenas clima de par romântico, ou seja, a atriz se jogou literalmente para o papel, fez bons trejeitos e agradou. Muita gente estava com medo de Jared Leto destruir o personagem Esqueleto, afinal sabemos da fama do ator, mas aqui poderia ser colocado qualquer um por trás de tanta maquiagem, computação gráfica e até mudança de voz, ou seja, o personagem em si ficou muito bom, com a pegada de vilão imponente e ao mesmo tempo bobo como era no desenho, e assim agradou, mas o ator nem passou pelo set de gravação se duvidar. Já um ator que gosto dos traquejos e sempre domina seus momentos é Idris Elba, de modo que aqui seu Duncan tem pegada, tem atos divertidos e consegue agradar sem precisar ir muito além, agradando com poucas imposições, e fazendo tudo para chamar atenção sem sobrepor o protagonista, ou seja, foi bem demais. Ainda tivemos muitos outros bons personagens entre os vilões e também entre os guerreiros de Eternia, mas nem tanto pelas atuações e sim pelo saudosismo da infância sendo bem representada na tela em live-action, e assim sendo posso dizer que funcionou.

Visualmente a equipe de arte trabalhou bastante para conseguir fazer uma Eternia ampla, colorida e mágica pela descrição do protagonista sobre como era seu mundo quando saiu de lá e veio para a Terra, depois tivemos a invasão do Esqueleto e a destruição total que quando ele volta já temos mais atos em cavernas e ambientes mais escuros e densos, também tivemos alguns momentos na Terra no apartamento do protagonista dividido com um amigo, muitos desenhos de criança, e também o escritório de RH que o protagonista trabalha (aliás uma grande sacada para com o desenho que sempre finalizava com conselhos sobre o episódio!), tivemos muitas lutas e efeitos bem imponentes, e principalmente uma equipe de figurino e maquiagem incrível que seja por computação ou próteses conseguiu representar tudo o que vimos do desenho na tela, ou seja, brilharam!

Enfim, é um longa bacana e bem funcional, que para a galera dos anos 80 vai ser um deslumbre de saudosismo, que mesmo exagerando um pouco nas piadas vai conseguir agradar, já a galera mais nova, talvez se conecte bem com os personagens, não sendo algo que vai impactar muito, mas ainda assim a Mattel deve voltar a vender bons colecionáveis (para não falar bonequinhos) dos personagens. Detalhe, o longa tem 3 cenas no meio e no fim dos créditos, aparecendo personagens que faltaram no longa e foram colocados ali para quem sabe virem nas continuações, então fique na sala e confira. E é isso meus amigos, eu fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais dicas, então abraços e até logo mais.


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