Costumo dizer que não sou o maior fã de filmes que você precisa mergulhar numa reflexão absurda para gostar do que viu na tela, pois sou do time que o que vale é se entreter quando vai numa sessão de cinema, porém não tenho nada contra, gosto de alguns bons exemplares e muitas vezes quando embarco em alguma ideia até acabo gostando bastante. E dito isso, hoje faltou eu embarcar na ideia de "Backrooms: Um Não-Lugar" para não ficar somente na superfície da trama, afinal acredito que com uma reflexão bem maior talvez o longa me levasse para outros planos, mas vendo apenas como um filme comum, o resultado acabou sendo interessante pelo desenvolvimento cênico completamente maluco, juntamente com as cenas de perseguição e diálogos, mostrando que talvez com algum tóxico na mente dá para escrever algo tão doido que alguém compre a ideia toda.
Ambientado em 1990, o filme acompanha Clark, um vendedor de móveis que descobre no porão de sua loja um portal para um labirinto inquietante de ambientes intermináveis, parecidos com escritórios comuns. Fascinado e perturbado, ele convence sua funcionária Kat e o namorado dela, Bobby, a ajudá-lo a mapear aquela extensão impossível de salas e corredores de arquitetura surreal, onde ruídos estranhos sugerem que algo de outro mundo pode estar à espreita. Quando Clark desaparece, sua terapeuta, a Dra. Mary Kline, acaba ela mesma se perdendo nos Backrooms em busca de respostas e de uma saída.
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Ambientado em 1990, o filme acompanha Clark, um vendedor de móveis que descobre no porão de sua loja um portal para um labirinto inquietante de ambientes intermináveis, parecidos com escritórios comuns. Fascinado e perturbado, ele convence sua funcionária Kat e o namorado dela, Bobby, a ajudá-lo a mapear aquela extensão impossível de salas e corredores de arquitetura surreal, onde ruídos estranhos sugerem que algo de outro mundo pode estar à espreita. Quando Clark desaparece, sua terapeuta, a Dra. Mary Kline, acaba ela mesma se perdendo nos Backrooms em busca de respostas e de uma saída.
Claro que a popularidade do diretor e roteirista estreante em longas Kane Parsons se deve muito a tudo o que já fez na internet, tanto que hoje a sala estava bem cheia de jovens para conferir o longa, e isso mostra que existem alguns novatos sabem como puxar a atenção para si, mas diria que quem for conferir o filme cru, sem ter visto o projeto completo da internet, talvez não se conecte tanto com a ideia, gostando claro da construção dos ambientes, mas que quando a bomba realmente explode nos atos finais, ele acabou falando muito e pouco ao mesmo tempo, não conseguindo ampliar a camada da trama. Ou seja, talvez o mesmo roteiro do criador nas mãos de outro diretor chegasse mais longe, mas isso é uma suposição, e sendo assim diria que faltou um pouco mais de desenvolvimento da ideia em si.
Quanto das atuações, posso dizer que Chiwetel Ejiofor se jogou demais para o seu Clark, de modo que arregalou os olhões em diversos momentos mostrando uma loucura fora de si em diversos momentos, ou seja, entregou demais e poderia ter ido ainda mais além, mas não foi a escolha do diretor trabalhar tanto com a personalidade dele. Já Renata Reinsve tem ganhado cada vez mais papeis chamativos, e aqui sua Mary Kline tem uma personalidade intensa, cheia de grandes nuances, e principalmente fazendo uma psiquiatra teve a capacidade de testar sua sanidade em diversos momentos dentro do labirinto. Ainda tivemos Lukita Maxwell com sua Kat e Finn Bennett com seu Bobby em algumas dinâmicas mais rápidas no miolo, mas sem irem muito além, sobrando para Mark Duplass com seu Phill tentar levar a trama para alguns outros rumos e chamar atenção nos atos finais.
Visualmente não sei o quanto foi realmente construído de cenografia para o longa e o quanto foi computação gráfica, mas se fizeram só metade dos ambientes já podem dizer que a equipe de arte foi brilhante, pois temos de tudo um pouco, piscinas, paredes com formatos malucos, portas grandes e minúsculas, salas, pessoas duplicadas, móveis empilhados, câmeras antigas e muito mais, dando para a cenografia em si quase como um personagem na tela, e isso ficou muito bom de ver.
Enfim, é um filme que talvez eu tenha ido com expectativas demais, e acabei um pouco decepcionado por não me entregar o que esperava, mas ainda assim digo que é um filmão bem interessante de proposta que merece ser visto e analisado, principalmente pelos profissionais da psicologia e psiquiatria, pois tem ideias para serem debatidas até mais do que a loucura dos fãs do diretor youtuber, e assim sendo fica a dica. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais dicas, então abraços e até logo mais.


































