Netflix - Inimiga Perfeita (A Perfect Enemy)

1/25/2022 12:59:00 AM |

Já disse isso algumas vezes, e volto a frisar que amo filmes que tenham reviravoltas surpreendentes, daquelas que nos pegam desprevenidos sem pensar de forma alguma na possibilidade final, pois é o suprassumo do trabalho de um bom roteirista, e consequentemente de um diretor, conseguir surpreender o espectador com dinâmicas, com histórias e principalmente com atuações na medida certa. Porém eu diria mais, que o escritor do livro em que o filme "Inimiga Perfeita", que entrou em cartaz hoje na Netflix, tomou alguns alucinógenos bem fortes para conseguir imaginar uma história completa dessa, pois não tem outra forma de tudo rolar e ser intenso e estranho ao mesmo tempo com algo tão bem feito. Ou seja, é daquelas tramas que você fica meio que sem entender durante a maior parte do filme, acha tudo muito confuso e estranho, mas quando o longa dá aquele tapa na cara e muda tudo, o resultado completo se transforma em algo tão genial e interessante, que até ficamos querendo mais, mas aí seria aquele tipo de coisa de ficar repetindo demais para entender, e acabaria ficando ruim, e sendo assim veja tudo, preste muita atenção e depois refaça tudo na sua cabeça, que o exercício fica bem bacana.

A sinopse nos conta que o arquiteto de sucesso Jeremiasz Angust é abordado em sua viagem ao aeroporto de Paris por uma garota tagarela chamada Texel Textor. Ela é uma jovem estranha que parece estar procurando por vítimas cativas que ela força a ouvir suas histórias estranhas. Jeremy perde o voo por causa de Texel e, uma vez instalados na área do lounge, ele não poderá se livrar da estranha irritante. Embora o encontro pareça fortuito, em breve haverá uma reviravolta que transformará o caráter daquele encontro em algo muito mais sinistro e criminoso.

O diretor Kike Maíllo foi muito sagaz no desenvolvimento da trama baseada no livro de Amélie Nothomb, pois o filme facilmente poderia cair em contradição com várias cenas, poderia estar lotado de furos de roteiro, mas conseguiu manter o mistério completo até o final com tantas histórias secundárias bem moldadas que em momento algum imaginamos a realidade de tudo, só ficamos intrigados com toda a entrega dos personagens, os motivos e tudo mais esperando a explicação, e quando ela vem, explode de vez com tudo, pois a construção que o diretor fez é plausível e muito completa, tendo estilo, tendo força, e principalmente tendo seriedade por parte de todos, o que dá a convicção para entrarmos no clima e compreendermos a ideia completa. Ou seja, é daqueles filmes que o escritor reza para cair nas mãos de um bom diretor, pois poderia virar uma completa confusão inacreditável, e o resultado desanimaria demais, mas muito pelo contrário do que ocorre aqui, pois como o protagonista sempre buscou a perfeição em suas obras, o diretor fez o mesmo com o seu longa, e raspou a trave de conseguir, pois alguns atos soaram irreais, mas felizmente não atrapalharam em nada.

Sobre as atuações, que dinâmica incrível teve a dupla de atores, pois ambos se entregam do começo ao fim, criaram as devidas dinâmicas, olhares e impactaram com muita sutileza, ao ponto de ficarmos tensos com tudo o que fizeram em cena, ou seja, foram perfeitos e diretos. Dito isso Tomasz Kot foi bem sério com seu Jeremiasz Angust, mostrou segurança em todas as cenas que precisavam de mais personalidade, e demonstrou um envolvimento que poucos atores fazem em dramas desse estilo, não dando brecha para erros, e o melhor fazendo com que queiramos ver mais coisas dele, e olhando sua filmografia vi que elogiei bem ele no polonês "Guerra Fria" e nem lembrava, ou seja, é um tremendo ator e foi muito bem em tudo. Athena Strates já foi daquelas que chega a irritar com sua Texel Textor, criando as nuances, rindo com uma força que chega a dar medo e raiva ao mesmo tempo, e tendo um temperamento tão marcante que ficamos surpresos com tudo o que faz em cena, ou seja, mandou muito bem também, e vale destacar também sua versão criança com Felizia Trube. Ainda tivemos alguns atos meio calmos, meio sombrios de Marta Nieto com sua Isabelle, mas sua personagem acaba sendo muito importante no fim, então a atriz caiu bem pelas expressões que doou para o papel.

Visualmente nas vezes que fui para alguns aeroportos me irritou um pouco o ar de nada, e aqui esse lounge aonde os protagonistas vivenciam todos os momentos é tão clean que chega a ser irritante também, mas como ali é apenas o ambiente para os protagonistas contarem as histórias, aonde vamos depois para casas, trailers, salas de balés, cemitérios, boates e tudo mais de uma forma bem simbólica, o aeroporto passa a ser apenas representativo, e acaba sendo muito show toda a movimentação dos bonequinhos na maquete, com as devidas marcas no chão e toda a encenação simbólica, ou seja, usaram e ousaram bem todos os elementos e arquétipos, para no final ainda voltarmos em algumas cenas e pensarmos em outras para que tudo se conecte de uma forma melhor ainda. 

Enfim, é um filme que nem esperava nada dele e parecia ser apenas mais um que eu tinha colocado aleatoriamente na minha lista pelas estreias que viriam, mas foi algo tão bom e surpreendente que vou indicar para muitos com toda certeza, pois faz valer o tempo de tela, e quem gosta de reviravoltas vai ficar bem chocado com tudo. E assim eu fico por aqui hoje, mas volto em breve com mais textos, então abraços e até logo mais pessoal.

PS: Até pensei em dar uma nota maior, mas algumas situações foram forçadas demais e não fluíram tão bem no miolo, mas é algo que facilmente beira a perfeição.


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Netflix - Companhia Das Focas (Seal Team)

1/24/2022 02:01:00 AM |

É tão bacana quando uma animação funciona bem, pois costumo dizer que quando dou um play em um "desenho", o que eu mais quero é me divertir, rir dos personagens, entrar no clima de tudo e me envolver com a história ao ponto de acreditar que um grupo de animais está pronto para uma guerra contra seu maior inimigo, e felizmente a animação da Netflix, "Companhia das Focas", entrega tudo isso com muito carisma e loucura nos atos dos personagens, realmente tendo várias sacadas e comparações com os diversos filmes de batalhas, de formação de equipes, e até mesmo com grandes clássicos que são citados em alguns momentos da trama. Ou seja, acaba sendo daquelas animações simples que muitos acabam nem dando nada para elas, mas que entregam tanto entretenimento que o resultado acaba indo além em tudo, valendo bem a conferida, e a diversão em família, afinal o longa funciona bem tanto para os pequenos quanto para os grandinhos, pois tem piadas para todas as idades, e claro muitas cores e loucuras.

A sinopse nos conta que depois que seu melhor amigo é morto em um ataque de tubarão, Quinn, uma foca adorável, porém tenaz, monta uma Companhia das Focas para lutar contra uma gangue de tubarões que toma conta da vizinhança. Mas esse alegre bando de focas internacionais não foi treinado para tal missão. Eles procuram a ajuda de um combatente muito mais habilidoso, Claggart, mas mesmo seus truques e saltos não conseguem colocar esses caras em forma. No entanto, com um pouco de engenhosidade, inteligência e muito coração, nossa Companhia das Focas pode realmente ser capaz de trazer a paz de volta para sua comunidade submarina.

Essa é a estreia dos diretores Greig Cameron e Kane Croudace, mas eles conseguiram criar tanta dinâmica na trama, tanto envolvimento e carisma para os personagens, que acabamos nos divertindo com o que ele faz, vivenciando cada momento e torcendo pelas focas, e mesmo os tubarões sendo os vilões torcemos pela interação deles que é bacana de ver, e além disso criaram modelos bem trabalhados, personagens com profundidades, e principalmente uma história bem moldada para criarmos todas as perspectivas e entrarmos no clima, o que faz valer a conferida, e até sentir algumas morais colocadas em segundo plano. Ou seja, é daqueles longas que não damos nada logo de cara, mas que os diretores fizeram tanto para a trama ser algo a mais que no miolo já ficamos pensando como não foi um filme que saiu no cinema em 3D, pois seria tudo ainda mais divertido e bem encaixado.

Sobre os personagens, todos tem o devido carisma, as muitas cores e situações, e embora o líder das focas Quinn tenha ficado meio de lado em alguns momentos, toda a sua desenvoltura acaba nos conectando com ele, mas que certamente torcemos bem mais pro casal Geraldo e Jing, pro maluco do Switch com suas mil armas, e pro general Claggart por sua imponência, além da divertida Beth. Ou seja, cada um tem um estilo tão diferente que acabamos ficando focados em tudo e todos, e isso é bem bacana de ver, e se envolver. Diria até que os secundários deram muito mais do que os principais, e isso é algo que pesa bem, então talvez precisassem brincar mais com o personagem principal para que ele aparecesse realmente, o que acabou não acontecendo. Dos demais, é muito bacana toda a interação dos pássaros, e todos os tubarões foram tão diferentes que cada um da sua forma chamou atenção e agradou demais, com destaque claro para o maior Grimes com sua leva de peixes ao redor.

Visualmente o filme é bem interessante, pois tem muitas bombas, tiros, impactos, cenas com mortes, e isso é algo não muito comum de ver em uma animação, mas colocaram tudo com cores e bichinhos fofos para dar uma aliviada e funcionou muito bem, ao ponto que poderiam ter usado um pouco mais da ilha do Switch com um arsenal completo, poderiam ter brincado mais em cima do navio, e mesmo no fundo do mar aonde vivem os principais tubarões, pois são tantos detalhes para brincar ali, que o filme se desenvolveria até melhor, mas tudo funciona bem, e isso é o que importa, e mostra que a direção de arte foi bem caprichada.

Enfim, é uma animação simples de temática, mas que tem tantas ambientações que funciona bem e agrada até mais do que pensava antes de dar o play, ou seja, indico com toda certeza tanto para a criançada se divertir, quanto para os adultos, pois mesmo não sendo uma tematização leve, o resultado é engraçado e bem colocado. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto em breve com mais textos, então abraços e até logo mais.


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Telecine Play - A Menina Que Acredita Em Milagres (The Girl Who Believes In Miracles)

1/23/2022 07:16:00 PM |

Uma das vantagens do filme "A Menina Que Acredita Em Milagres" não ter sido lançado nos cinemas, e sim diretamente no Telecine Play, é o de podermos ver ele legendado com as vozes doces da garotinha, o tom emotivo dos familiares e tudo mais sem ser as mesmas vozes dos filmes religiosos que vão para o cinema, pois todos os atores tem praticamente as mesmas vozes sempre, e mesmo sendo bons no lipsynk fica estranho toda criança com o miadinho tradicional, toda mãe com voz de choro de soluço e por aí vai. Dito isso, muitos se assustam de eu dar o play em pleno domingão em um filme religioso, e falo que não tenho preconceito com gênero algum, se o filme parecer interessante vou lá e assisto mesmo, e sim, eu compro filme pela capa, tanto que tem pelo menos uns cinquenta filmes nas minhas listas dos vários streamings que estou pulando desde quando comecei com essa sina, e felizmente aqui não fui decepcionado, pois embora tenha claro as forçadas tradicionais de barra para as pessoas acreditarem em milagres, em toques, em pessoas santas que veem o Deus vivo entre as pessoas ajudando a curar e tudo mais, o filme tem uma estrutura bem feitinha, uma dinâmica coerente seguindo bem a base do gênero, e até serve de um bom passatempo e dica para quem curte esse gênero religioso, ou seja, passa longe de ser um filme que vamos lembrar daqui alguns anos, mas funciona bem para quem quiser se emocionar com toda a base, só talvez melhoraria o final que acabou sendo meio que frouxo, e sim faria tudo acontecer na montanha, mas valeu a ideia toda.

A sinopse nos conta que ao contrário da maioria das pessoas, a jovem Sara Hopkins está disposta a aceitar a palavra de Deus. Então, quando ela ouve um pregador dizer que a fé pode mover montanhas, ela começa a orar. O que começa com um pássaro misteriosamente curado leva a pessoas de repente curadas de sua miséria e infortúnio por toda a cidade. Mas o pesado apelo de notoriedade e atenção da imprensa logo afeta Sara. Será que sua família será capaz de salvar sua garota milagrosa antes que seja tarde demais?

O mais interessante de tudo é que o gênero religioso tem um grupo bem fechado de diretores e roteiristas que já estamos até acostumados a ver os nomes na tela, e aqui Richard Correll estreia nesse nicho depois de muitas séries e filmes de besteiróis e musicais para TV, então é praticamente uma mudança completa já que o estilo que ele encarou agora não tem nenhum outro semelhante, e conseguiu segurar bem toda a simpatia dos personagens, colocar exageros cênicos sem precisar forçar, e o principal que é simbolizar tudo como algo bem representativo bonito de se ver, ou seja, fez o básico bem feito que é o que se necessita em histórias desse estilo, pois até poderia colocar alguma reviravolta mais impactante, mas sairia da base, e assim a emoção fluiu bem e acabou agradando da forma entregue. Sendo assim, a proposta da direção foi certeira e criativa, pois deu cura principalmente para crianças, trabalhou um Deus da forma que os pequeninos enxergam, e até mesmo no ato mais forte do longa entregou uma tempestade gigantesca, e brincou usando aí sua expertise no estilo com a sacada do policial falando que com o dilúvio que deu todos saírem secos do topo da montanha foi algo inexplicável.

Sobre as atuações, como é comum de vocês verem nos meus textos de filmes religiosos, não consigo elogiar ninguém pois sempre fazem exageros clássicos e acabam forçando em demasia para passar uma crença gigante no que está acontecendo, e mesmo isso sendo o correto de se fazer em uma atuação poderiam ter feito coisas mais coerentes em cena. Mas ao menos a garotinha Austyn Johnson entregou bem sua Sara, fez olhares certeiros e emotivos, e passou bem sua mensagem de fé, conseguindo trabalhar bem as nuances e principalmente na sua cena final dominando todo o ambiente com um texto grande e trabalhado com muito impacto. Quanto dos jovens, os garotos Luke Harmon e Collin Place foram muito exagerados na sua rixa, e de cara já dava para saber que aconteceria na cena final, ao ponto que poderiam ter feito algo menos chamativo. Quanto dos pais e do médico, todos fizeram emoções fortes e marcantes, com destaque claro para Mira Sorvino que está em quase todos os longas religiosos da atualidade, e se doou bem para o papel, não sendo chamativa, mas agradando bem. E para finalizar, o avô vivido por Peter Coyote entregou uma certa segurança forçada para suas cenas, mas foi bem direto na conversa com Deus, e acabou agradando bem ali.

Visualmente a trama também manteve o tradicionalismo do gênero, com algumas cenas na igreja, alguns atos em hospitais, jogos de futebol, algumas leves sacadas dentro da casa dos protagonistas, mas claro tendo o ato do lago como principal na maioria das cenas, com o destaque positivo para os desenhos feitos, e negativo para a grande bola branca no meio do lago que foi a aparição de Deus, pois poderiam ter feito algo mais próximo ao desenho como uma cúpula e não um portal meio estranho, mas de certo modo tudo foi bem usado, e como já falei lá no começo, a cena da tempestade foi feita de uma maneira bem impactante, com muita água, ventos e falhando um pouco nas caídas das árvores, que ficou bem falso de ver.

Enfim, é um bom exemplar do gênero que agrada de certa forma e é bem feito na medida para o público-alvo religioso, mas que não poderíamos esperar muito dele, e assim sendo quem for dar o play vá com a convicção de acreditar na fé, senão tudo vai ser exagerado e chato, do contrário a emoção pode aflorar em alguns bons momentos. E é isso meus amigos, fico por aqui agora, mas volto em breve com mais textos, então abraços e até logo mais.


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Netflix - Munique: No Limite Da Guerra (Munich: The Edge Of War)

1/23/2022 02:28:00 AM |

É até engraçado pensar que hoje as notícias e informações rodam o mundo tão rapidamente que se pararmos para olhar como era na época das guerras ficamos contrariados da pessoa não ligar para o outro rapidamente avisando que pegaram o seu papel, e pra isso precisar ir junto com alguém em uma reunião! Estou citando uma das cenas do longa da Netflix, "Munique: No Limite Da Guerra", apenas para dar um exemplo, pois o que é mostrado aqui é todos os artifícios para que um documento importante chegue até o primeiro ministro britânico antes que ele assine algo com Hitler, para que no meio de todo o conflito dois antigos amigos de faculdade que hoje estão em lados opostos, possam se ajudar com algo importante, mas que sabemos bem quando a politicagem rola, ninguém consegue entrar no meio, afinal ninguém nunca ouve os peões abaixo. Ou seja, é um filme com uma pegada bem política, cheio de nuances iminentes da explosão da guerra, e claro muitas jogadas de todos os lados, os riscos de serem pegos por espionagem, e tudo mais, que acaba criando uma tensão bem interessante de ver, mas que ao mesmo tempo irrita em saber quem estava certo e não quis ouvir, e tudo o que sempre vemos de que na hora que tudo aperta perdemos a coragem, sendo então um filme forte, que até poderia ter ido mais além, mas que funciona no que se propôs a entregar.

O longa nos mostra que o ano é 1938. A Europa está prestes a entrar em guerra, e Adolf Hitler se prepara para invadir a Tchecoslováquia. O governo de Neville Chamberlain busca desesperadamente uma solução pacífica, e a pressão não para de aumentar. O oficial britânico Hugh Legat e o diplomata alemão Paul von Hartmann viajam a Munique para uma conferência de emergência. Conforme as negociações avançam, os dois amigos se envolvem cada vez mais em uma teia de artifícios políticos e perigos muito reais. O mundo todo está observando, mas será que é possível evitar essa guerra? E a que custo?

O diretor alemão Christian Schwochow trabalhou bem o roteiro que lhe foi entregue, pois sendo uma obra baseada no livro de Robert Harris é possível ver muita abertura para exposições de erros de ambas as partes, conseguiram segurar tanto versões utópicas e políticas de ambas as vertentes, e mostraram que espionagem de verdade tem de ser pessoas da área, pois quem não nasceu para dar um tiro jamais dará sem estar sendo ameaçado realmente, e assim o diretor brincou com facetas amplas, ousou questionar muito em cima do ar político, e principalmente deu seu estilo para o filme, pois é um tema que poderia vir com muito mais ação, poderia ser muito mais denso, mas não, ele soltou a mão e deixou que os protagonistas fizessem suas convenções, entregassem as dinâmicas mais fechadas, e o resultado foi um longa que tem uma boa pegada mesmo sendo alongado e enrolado, o que é raro de ver, e assim mesmo não sendo algo que comova, choque ou impacte o público, a ideia política foi funcional.

Sobre as atuações, George MacKay entregou bem seu Hugh Legat, trabalhando expressões bem desesperadas, correndo igual um maluco parecendo estagiário ao invés de um funcionário do governo, e trabalhando muito o sentimento nos seus trejeitos, ao ponto que conseguiu chamar até mais atenção do que o necessário no papel. Jannis Niewöhner deu um tom bem sério para seu Paul von Hartmann, criando um ambiente mais marcado em todas as suas cenas, e conseguindo dinamizar elas por mais que parecessem fechadas, não chamando tanto a responsabilidade para si, mas envolvendo bem no que fez em todos os atos. Jeremy Irons é mestre onde quer que apareça, e aqui seu primeiro-ministro Neville Chamberlain é marcante, tem estilo, tem dinâmica, e principalmente consegue dominar seus atos, fazendo com que os protagonistas ficassem bem em segundo plano, e isso foi um risco gigante da trama, pois o ator sênior não deu abertura para os mais novos, e isso acabou pesando. Ulrich Matthes trouxe um tom até que bem interessante para o seu Hitler, mas faltou um pouco mais da loucura imponente que sempre foi falado do ditador, e ele foi passivo demais em seus atos, o que acabou pegando um pouco. Ainda tivemos outros bons personagens, mas sem grandes momentos, valendo um leve destaque apenas para August Diehl com seu Franz pelos olhares e intensões bem colocados nos momentos certeiros, mas foram poucos atos, então nem foi muito além.

Visualmente o longa teve um ar bem diplomático, com muitas cenas de gabinetes, algumas de convenções, algumas sacadas de jantares, muitos charutos e cigarros, mas todo o início marcante de amizade e o lado mais imponente da espionagem acabou ficando muito de lado, não impactando nem nos atos nem na cenografia completa, deixando tudo bem seco, com tons exagerados de marrom, preto e cinza, e assim mesmo sendo um longa de época, com muitos carros marcantes, figurinos e até locações icônicas, o resultado da equipe de arte não conseguiu fluir muito.

Enfim, é um bom longa, mas daria para reduzir uns 20 minutos pelo menos, e ainda assim sobraria tempo para tudo, além de que poderiam ter trabalhado bem mais o ar de espionagem e tensão que envolveria muito mais do que todo o ar politizado que o longa acabou ficando. Ou seja, passa longe de ser um filme ruim, mas também passa bem longe de ser algo interessante de se envolver, ficando naquele famoso miolo bom de acreditar, e assim recomendar com muitas ressalvas. E é isso pessoal, eu fico por aqui hoje, mas volto em breve com mais críticas, então abraços e até logo mais.


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Amazon Prime Video - A Lenda Do Cavaleiro Verde (The Green Knight)

1/22/2022 08:11:00 PM |

Histórias medievais sempre são intrigantes e bem colocadas, tendo uma boa base de estilo e desenvolturas bem próprias com lutas de espadas, as famosas tabernas e prostíbulos, as reuniões com reis, e claro toda a mitologia envolvendo bruxas, feitiços e tudo mais, ao ponto que já vamos conferir sabendo bem o que esperar deles, mas tem vezes que o pessoal coloca algumas abstrações tão malucas na ideia toda que acabamos ficando confusos se gostamos ou não de tudo o que é mostrado, e isso infelizmente faz com que o filme passe a incomodar mais do que agradar. Dito isso o lançamento da semana da Amazon Prime Video, "A Lenda Do Cavaleiro Verde", entra bem nessa ideia toda medieval e tem uma boa base de história, sendo algo fantasioso que já até ouvimos falar nas histórias lá da época do Rei Arthur e tudo mais, porém criaram colocaram um tom místico em cima de feitiços e loucuras, que após o jovem ir para uma festa natalina no palácio, sua mãe e outras bruxas acabam criando toda uma loucura completa para que o jovem se torne rei, e a partir daí ficamos a todo momento pensando no que é real e o que é imaginário do protagonista, numa produção até que bem gigantesca, mas bem esquisita, e que garanto que muitos vão ficar sem saber se gostaram ou não.

O longa é aventura de fantasia épica baseada na lenda arthuriana atemporal, com a história de Sir Gawain, o sobrinho imprudente e teimoso do Rei Arthur, que embarca em uma ousada busca para enfrentar o homônimo Cavaleiro Verde, um gigante esmeralda - estranho de pele e testador de homens. Gawain enfrenta fantasmas, gigantes, ladrões e conspiradores no que se torna uma jornada mais profunda para definir seu personagem e provar seu valor aos olhos de sua família e reino, enfrentando o desafiante final. 

Como é um filme do David Lowery dá até para entender um pouco toda essa confusão filosófica que ele acaba nos colocando, criando um filme cheio de símbolos e situações, e sua criatividade é bem recompensada, afinal o longa tem estilo, tem uma produção imensa, e principalmente tem sentenças bem presas para envolver e fazer o público pensar, porém ele como sempre acaba jogando coisas demais para uma reflexão e deixando no ar sempre tudo para que cada um tire as devidas conclusões, não sendo algo muito fácil de acompanhar, nem sendo daquelas tramas que pegam o público de cara, pois ficamos meio que sem entender o motivo da mãe estar fazendo a bruxaria toda, as várias coisas que acontecem na jornada do rapaz sendo extremamente abstratas e ainda criando uma vivência estranha de entrar no clima, ou seja, é o famoso filme aberto demais que causa, mas não funciona.

Sobre as atuações, posso dizer facilmente que Dev Patel é um dos atores que mais cresceram em Hollywood, e aqui seu Gawain tem força, tem estilo e entrega uma dramaticidade perfeita para o papel, se jogando literalmente em tudo o que fosse necessário, fazendo cenas tensas e sujas, dominando o ambiente e se expressando muito bem em todos os momentos, ou seja, caiu bem no papel e agradou. Ainda tivemos alguns atos interessantes de Alicia Vikander com dois papeis, primeiramente como Essel a prostituta que o protagonista ama e depois como uma Lady de um castelo, com uma personalidade bem estranha, e em ambos os casos fez bons olhares marcantes e dominou suas cenas, agradando bem no que fez também. Outro que apareceu pouco, mas foi chamativo nas suas cenas foi o jovem Barry Keoghan como um ladrão/carniceiro da guerra, trabalhando bem alguns truques chamativos e sendo bem simbólico. Joel Edgerton também entregou alguns atos interessantes como o lorde de um castelo no meio da jornada. Erin Kellyman deu alguns atos meio malucos no meio do nada com sua Winifred. E claro tenho de falar de Ralph Ineson como o Cavaleiro Verde, sendo bem imponente na dramatização, fazendo entonações fortes bem marcantes, e agradando bastante, tanto que poderiam ter até usado mais ele em cena, mas foi bem demais.

No conceito visual da trama, a equipe de arte foi muito representativa e simbólica, criando diversos ambientes intensos e marcantes, começando com toda a imponente cena da comemoração natalina no palácio, antes tendo toda a movimentação na taverna simples porém cheia de detalhes, depois toda a retratação nos teatros de fantoches, a guerra bem representada com as pessoas pegando coisas de lá, uma casa abandonada no meio do nada, mas cheia de bruxaria, e ainda o castelo do lorde riquíssimo em detalhes, mostrando já a cultura como um vértice literário forte, e tudo mais até chegar na capela verde, aonde temos a volta misteriosa e simbólica novamente no castelo, ou seja, uma produção gigantesca, que poderia ser até melhor usada para tudo, mas funcionou ao menos.

Enfim, é um filme interessante pela proposta ficcional, sendo bem criativo em uma adaptação livre de um conto, com toda a situação chamativa para as reflexões que traz em seu segundo plano, mas que acaba sendo mais estranho do que envolvente, e sendo um filme de streaming isso vai pesar muito se as pessoas irão até ao final ou desistirão pelo meio, ou seja, até digo que recomendo o filme, mas com tantas ressalvas de público-alvo que não sei se muitos vão acabar dando o play. E é isso pessoal, fico por aqui agora, mas volto em breve com mais textos, então abraços e até logo mais.


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As Agentes 355 (The 355)

1/22/2022 02:32:00 AM |

Desde o dia que vi o trailer do filme "As Agentes 355" já sabia exatamente o que veria na tela, e mesmo tendo algumas reviravoltas no miolo, tudo é tão marcadinho que você nem chega a se surpreender com nada, e isso não é algo que eu possa dizer que foi ruim, muito pelo contrário, a trama é divertida, tem uma boa pegada, lutas intensas, tiros convincentes e o famoso girl power com a mulherada descendo a porrada em quem estiver na sua frente, seja entre elas no começo, ou depois com os vilões da trama. Ou seja, é o famoso filme de espionagem cheio de traquejos, que quem gosta não liga para furos de roteiro, não liga para clichês, não liga para nada, apenas quer ver a pancadaria, e assim sendo acaba sendo um bom entretenimento na telona, mas se você não for desse time vai reclamar até da roupa que não rasga de forma alguma no meio de uma explosão, da moça tomando pancada na cabeça e não apagando, e por aí vai, sendo assim é o famoso filme feito para um nicho, e funciona bem no que faz.

O longa nos conta que ao ficarem sabendo que uma organização global de mercenários que ameaçam o mundo quer adquirir uma arma ultrassecreta, a agente da CIA Mace Brown terá que unir forças para essa missão, com a agente alemã Marie; a ex-membro do MI6, especialista em computadores, Khadijah; a psicóloga Graciela, e com Lin Mi Sheng, uma mulher misteriosa que está rastreando todos os seus movimentos, para evitar que tal poder caia nas mãos erradas. O grupo de melhores espiãs do mundo forjará uma lealdade tênue que poderá proteger o mundo - ou matá-las. E para fazer isso, elas vão ter que lidar com as diferenças políticas e culturais que as separam.

Diria facilmente que Simon Kinberg é muito melhor roteirista do que diretor, pois seus roteiros são incríveis, mas foi extremamente criticado com sua primeira direção em "X-Men - Fênix Negra" e agora ele até criou algo cheio de interação, locações em vários países, ação desenfreada do começo ao fim, e até boas sacadas, porém ainda não deu o seu toque realmente de direção, mostrando algo inovador, ou alguma coisa que fosse seu estilo próprio, pois tudo no longa tem mais a cara do gênero em si do que algo dele, tudo é premeditado de tal forma que já sabemos exatamente o que vai rolar no segundo seguinte, ou seja, ele não fez um filme ruim, mas apenas fez mais um filme de ação/espionagem igual a todos os demais, que você vai assistir e vai olhar tal cena e falar: "já vi isso em outro filme" ou "agora vai acontecer isso". Sendo assim, não vou falar em momento algum que não curti o que vi, pois me diverti bastante com o que o diretor me entregou, mas poderia ter algo mais chocante no miolo para surpreender, ou então algum tipo de reviravolta melhor que pegasse quem já viu todos os filmes desse gênero, pois 10-20 minutos antes vimos a pessoa falando de algo, lá no final tá o algo acontecendo, e assim segue o jogo.

Sobre as atuações, posso falar que todos foram muito bem na maioria das cenas, não chegando a chamar atenções fortíssimas, mas acertando bem no tom em cada momento que foram colocados, sendo bacana ver o estilo mais impulsivo de Jessica Chastain com sua Mace, bem ampla nas movimentações e disposta a um jogo mais afetivo, tendo Diane Kruger totalmente insana e desesperada com um ar alemão bem imponente para sua Marie, Lupita Nyong'o fazendo a gênia da informática com sua Khadijah cheia de desenvolturas e muita expressividade nos atos, e ainda Penélope Cruz sendo a diversão com sua psicóloga jogada no meio do conflito, fazendo trejeitos apavorados e bem colocados, ou seja, todas se doaram demais. Ainda no segundo ato tivemos Bingbing Fan trabalhando de uma forma bem séria sua Lin Mi, com nuances bem impactantes e misteriosas. E falando dos homens da produção, é claro que todo o destaque ficou a cargo de Sebastian Stan com seu Nick bem imponente e cheio de traquejos, afinal o ator sempre domina bem pessoas com dupla personalidade, e aqui caiu muito bem no papel. Outro que apareceu pouco, mas foi bem interessante nos atos foi Edgar Ramirez com seu Luis no começo da trama bem colocado, e ainda tivemos algumas nuances de Jason Flemyng como o vilão Clarke, e duas rápidas boas participações de John Douglas Thompson com seu Marks. Ou seja, todos bem colocados, mas ninguém chamando a responsabilidade para si.

Visualmente a trama teve uma explosão incrível em todas as cenas, desde a correria em Paris passando pelos cafés, pelos trens com muita desenvoltura dos protagonista, depois as cenas lotadas de figurantes no mercado do Marrocos, com facas, tiros escondidos e muito desenvolvimento nas fugas, saltos e tudo mais, até chegarmos no luxo completo do leilão na China, o hotel e tudo mais dali, ou seja, a equipe de arte surpreendeu demais com tantos elementos cênicos, tantas armas, tantas locações perfeitas, que não tem nem como reclamar de nada no conceito da produção, sendo um orçamento certamente gigantesco que foi muito bem usado para representar tudo o que o longa precisava, ou seja, nesse quesito o acerto foi nota mil.

Enfim, é o famoso filme pipoca de ação, daqueles que você curte tudo o que acontece, não se surpreende com nada, mas ao mesmo tempo vibra com a pancadaria toda das mulheres, sendo algo que faz valer o entretenimento completo do começo ao fim, não tendo espaço para cenas cansativas, e assim sendo algo muito bacana de ver e indicar, que até poderia ser muito melhor com bem poucos ajustes no roteiro com algumas reviravoltas melhores, mas não foi dessa vez, então vá, se divirta bastante, e quem sabe numa continuação melhorem algo para ficar algo memorável realmente. E é isso meus amigos, eu fico por aqui agora, mas volto muito em breve com mais textos, então abraços e até logo mais.


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Eduardo e Mônica

1/20/2022 10:21:00 PM |

Costumo dizer que para um romance ficar gostoso de ser conferido a base necessária é que nada seja muito comum entre os protagonistas, pois se possuem muitas coisas comuns a trama acaba ficando melosa demais e acaba não tendo conflito para que o filme deslanche, então a sacada da música de Renato Russo é tão bem trabalhada nessa síntese que já veio com o roteiro praticamente pronto para ser filmado, ao ponto do resultado de "Eduardo e Mônica" acabar sendo tão bem trabalhado pelas diferenças entre os personagens, pelas confusões de idade, de ideias, de família e tudo mais que conseguiram colocar na trama, fazendo com que o público não apenas veja a música impressa na tela, mas sim aquele algo a mais, aquele desenvolvimento amoroso, todas as interações comuns em paixões diferentes, e assim tudo passa a funcionar muito bem. Ou seja, o longa passa longe de ser algo que impressione, mas acaba sendo daqueles que entramos esperando algo simples, e saímos felizes mesmo não sendo apaixonados pelo gênero, tendo momentos que exageraram um pouco no estilo novelesco, mas que passa tão rápido e de uma forma tão funcional que agrada mais do que cansa.

A sinopse nos conta que em um dia atípico, situado em Brasília na década de 1980, uma série de coincidências leva Eduardo (Gabriel Leone) a conhecer Mônica (Alice Braga), tendo como pano de fundo uma festa estranha com gente esquisita. Uma curiosidade é despertada nos dois e, apesar de não serem parecidos, eles se apaixonam perdidamente. Ambos são completamente diferentes. Além da discrepância de idade entre os dois, signos diferentes e cores de cabelo diferentes, eles também têm gostos que, aos olhos de outras pessoas, são incompatíveis. Parece que o amor entre os dois nunca passará apenas de alguns meses. Depois de começarem um namoro, esse amor precisará amadurecer e aprender a superar as diferenças. Eduardo e Mônica terão também que superar o preconceito de outros que tentarão acabar com o relacionamento. Mas é aquilo: "Quem um dia irá dizer que não existe razão nas coisas feitas pelo coração".

Quando estava finalizando "Faroeste Caboclo" lá em 2013, o diretor René Sampaio disse que gostaria de fazer um universo maior com junções de filmes das músicas de Renato Russo, e com isso muitos já jogaram que logo ele faria "Eduardo e Mônica", e até que não demorou muito para já estarem com a ideia nos projetos futuros e lá em 2018 filmaram o longa, mas como bem sabemos, datas no Brasil, pandemia e tudo mais, agora que o longa está sendo lançado, e pudemos ver que diferente do primeiro que continha praticamente tudo (afinal a canção tem é imensa), a trama aqui teve sim a base da música, mas colocaram tantas coisas bacanas acontecendo que acabamos entrando completamente no clima com muito mais detalhes do que apenas com o que acontece lá, e esse envolvimento funciona bem, tem carisma por parte dos protagonistas, e já que falamos de um Universo compartilhado, usaram até a sacada de ter em determinada cena Fabricio Boliveira com uma participação rápida, porém bem semelhante com seu João de Santo Cristo, ou seja, além de brincarem bem com a ideia, ousaram em algo não muito comum no Brasil, então quem sabe o que veremos mais para frente do diretor, pois canções com temas para filmagens é o que mais Renato Russo fez em vida.

Já que já falei sobre uma participação no filme, vamos falar um pouco mais sobre as atuações, pois a escolha do elenco foi impecável, afinal quando escutei a música mais novo nunca pensei em Alice Braga como Mônica, mas a atriz pegou o papel com uma vontade, com um estilo próprio e ousado, criando uma mulher cheia de vida, de vontades, de voos como diz o seu parceiro de cena, que a forma que ela deseja tudo é a cara completa da atriz, ou seja, a personagem foi aumentada com sucesso pela ideia que lhe foi entregue, e isso ficou muito bom de ver, sendo um grandioso acerto. Da mesma forma Gabriel Leone conseguiu ser tão representativo com seu Eduardo que precisei procurar mais fotos do ator que não lembrava dele nos outros filmes e novelas que fez, pois a equipe de maquiagem mudou tanto seu visual para parecer ter 16 anos que o ator virou outra pessoa, e como um bom ator achou muita personalidade e desenvoltura para divertir e cair bem no papel, agradando com sutilezas até meio bobinhas, mas muito bem encaixadas, dando show em cena. Ainda tivemos algumas cenas tensas provenientes de Otavio Augusto com seu Bira, colocando todo o ar turrão dos fanáticos pela época militar do país, que caiu muito bem na sacada do filme, e assim o ator foi bem no que fez. E claro tenho de falar de Victor Lamoglia que tem caído perfeitamente em todos os filmes que é colocado seja de protagonista ou de coadjuvante, e aqui seu Inácio é um misto de personalidades tão bem trabalhadas que diverte e agrada demais, sendo daqueles amigos que te levam pra lugares fora de base, mas que também são sua base para dar apoio em tudo, ou seja, saiu muito bem em cena.

Visualmente o longa também foi bem sacado, mostrando uma Brasília mais ampla do que apenas vemos, passando claro pela praça dos poderes, mas não ficando só ali, tendo festas claro com muita gente esquisita e performances estranhas, mostrando manifestações, tendo vários atos no atelier do pai da garota aonde ela mora agora com coisas bem diferentes, tendo claro os passeios de moto, de bicicleta (camelo como é chamada na cidade), alguns acampamentos na chapada, alguns elementos simbólicos no quarto do garoto como o futebol de botão, vários playmobil, e muito mais dando o tom jovial do garoto, o lance da faculdade, de trotes e tudo mais, entre muitos outros detalhes cênicos que conseguiram montar, mas o grande feitio foi a forma de fechamento do longa que criou um ambiente completo muito bonito e representativo para a canção completa, e para a vivência demonstrada na trama inteira, ou seja, a equipe de arte trabalhou muito bem e agradou demais.

O longa conta com uma trilha sonora de primeiríssima linha, contando claro com a música tema do filme em diversas versões instrumentais e cantada no final do filme, mas ainda tendo outras ótimas escolhas que entram nos mais diversos momentos, então vale deixar aqui o link de uma playlist que está quase completa para ouvirem depois. 

Enfim, é um filme que foi muito esperado, e que foi tão bem montado que acaba surpreendendo bastante por toda a ideia, e por não ficar um romance simples e bobinho demais, indo além da canção e funcionando bastante. Como disse não é algo completamente memorável, mas tem estilo, tem graciosidade e envolve bastante, funcionando tanto para rir, quanto para se emocionar com alguns atos, tendo sim defeitos, mas com muito mais qualidade do que tudo. Ou seja, recomendo a conferida com toda certeza para todos, e fico por aqui hoje, então abraços e até breve com mais textos.


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Amazon Prime Video - Armadilha do Caçador (The Birdcatcher)

1/20/2022 04:12:00 PM |

É interessante vermos como as pessoas se adaptam para a sobrevivência, pois na hora de um conflito você precisa atuar, mudar sua personalidade e até mesmo o seu visual para não ter um fim trágico, e a grande sacada expressiva do filme "Armadilha do Caçador", que pode ser conferido na Amazon Prime Video, é mostrar como uma garota judia, que desejava ser atriz, passou em seu maior teste de interpretação da vida, ao fugir da morte pelos nazistas, e cortando apenas o cabelo conviver como um garoto junto de uma família norueguesa que dava abrigo para os soldados. Ou seja, na trama temos um pouco de tudo, desde traições familiares, maus tratos entre pais e filhos deficientes, e claro as paranoias que muitos tinham de um mundo ideal na época, além claro da desenvoltura da jovem garota, de forma que vamos entrando no clima passado, torcemos pelos objetivos dela, e até acreditamos nos seus floreios visuais muito bem colocados, ao ponto que o filme soa simples, mas envolve bastante do começo ao fim.

O longa nos conta que sonhando com o estrelato de Hollywood de seu quarto em Trondheim, Noruega, uma garota judia Esther, de repente se vê diante do papel de sua vida; disfarçado de menino em uma fazenda nazi-norueguesa. Traçar sua fuga para a Suécia, seu desafio diário de manter sua verdadeira identidade em segredo, leva a uma série de escolhas e consequências, que mudam os caminhos de vida daqueles ao seu redor.

Diria que o diretor Ross Clarke foi bem sutil na forma de conduzir sua obra, não criando nada que fosse chamativo demais, mas também não deixando que a trama ficasse morna ao ponto de cansarmos dela, usando bem os artifícios e problemas casuais de uma mentira bem contada, juntando toda a ideia de um passado tenso e forte, ou seja, basicamente como disse no começo ele pôs todas as temáticas tensas do passado, e algumas ainda atuais, em uma única fazenda, causando e envolvendo na mesma proporção, e fazendo com que as dinâmicas fossem coerentes e bem chamativas. Ou seja, é um filme que facilmente poderíamos ver escrito como sendo uma obra real, mas ao mesmo tempo também tem atos bem absurdos das pessoas não notarem, e assim toda a essência vai fluindo, acontecendo, até o ato mais explosivo na sauna, aonde o diretor resolveu quebrar todas as possibilidades de uma calmaria, e assim impactar com a desenvoltura certeira dos protagonistas para mudar o ângulo e já acabar com a história. Sendo assim, é um filme que o diretor poderia ter dividido melhor o tempo, pois ele tem um começo e um final rápidos demais, e situações múltiplas para desenvolver no miolo, ao ponto que acaba não montando algo chamativo ao ponto de lembrarmos dele futuramente, sendo aqueles longas que tem de tudo, ao mesmo tempo que não tem nada.

Quanto das atuações, diria que a jovem Sarah-Sofie Boussnina deu nuances bem fortes para sua Esther/Ola, sempre segurando bem nos olhares e nas atitudes, mas que poderia ter incorporado um ar mais masculino nas suas cenas como garoto, pois os soldados e a família se fizeram de bobo para não ver que era uma mulher ali em tudo o que fazia, e isso pesou um pouco, mas sua desenvoltura de forma geral é tão bonita e marcante que acaba agradando bem em tudo o que faz em cena. Arthur Hakalahti trabalhou bem as dinâmicas de seu Aksel, mancando muito, fazendo as intenções fortes e muito julgadas por seus pais, passando olhares e envolvimentos marcantes, e acertando no que precisava, não se impondo muito para chamar a cena para si, mas sempre presente como alvo dos problemas. Jakob Cedergren apareceu nas cenas mais fortes com seu Johann, porém já vimos ele em outros filmes noruegueses mostrando que sabe ir além, e aqui mesmo com diálogos fortes, ficou a maior parte do filme apenas andando pra lá e pra cá sem chamar atenção, o que é ruim de ver, mas quando precisou foi certeiro. Ainda tivemos todo o envolvimento marcante de Laura Birn com sua Anna, apanhando nos atos duros, sendo amorosa com o filho, e ajudando a garota quando precisou, e a retribuição vem no final em uma cena bem bonita de fechamento, ou seja, foi muito bem no que fez. Quanto os demais, vale apenas a menção para August Diehl como Herman e Johannes Kuhnke como Fred, pelos atos fortes que entregaram, mas sem ir muito além na trama.

Visualmente a trama trabalha bem o ar rural da Noruega da época, mas não chegando a mostrar muito das invasões nazistas, sendo simbólicos apenas pelos carros e fardas, tendo algumas festividades entre os soldados nós celeiros e sauna da fazenda, mostrando o ar de querer fazer parte do partido, contando com muita neve dando um ar frio para o ambiente, e trabalhando bem mais a essência de tudo do que algo mais representativo, ao ponto que a arte acabou sendo simples demais para tudo o que o filme poderia trabalhar.

Enfim, é um filme interessante de proposta, que tem sua dinâmica bem moldada, e que funciona por mostrar bem que uma pessoa acaba se dispondo a tudo para sobreviver. Claro que não é daqueles filmes que vamos lembrar eternamente, pois não tem um impacto maior como deveria ter, mas vale o tempo de tela, e acaba sendo mais um filme mostrando os males que os nazistas fizeram mundo afora, então deem o play e boa sessão. É isso meus amigos, fico por aqui agora, mas hoje ainda vou para mais uma conferida, então abraços e até logo mais.


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Netflix - O Quinto Set (Cinquième Set) (Final Set)

1/19/2022 01:49:00 AM |

Confesso que fico muito mais nervoso e tenso em filmes esportivos do que em filmes de terror, pois começa a bater uma agonia, começo a torcer para que o protagonista ganhe o jogo, as coisas começam a dar errado, ele começa a fazer besteiras, a ver coisas, e quando vejo já estou até suando com tudo o que é entregue, ou seja, é um envolvimento tão forte que conseguem transmitir que quando vejo já estou irritado com tudo. Dito isso, se tem um esporte que me irrita profundamente é o tênis, pois são regras tão marcantes e simples, que basicamente o cara só precisa acertar o quadrado, e ele vai lá, força para o adversário e erra o quadrado cometendo falta, ou seja, é um jogo de tática, de técnica, de força e é tão simples que o longa da Netflix, "O Quinto Set", acaba sendo daqueles que até esperamos um algo a mais, mas que acabamos nos envolvendo com a ideia ao ponto de nem reclamarmos de um final meio que jogado. Ou seja, é um filmaço pela trama toda, mas poderiam ter mostrado o que rolou depois da cena final, pelo menos uns três minutinhos a mais, que o resultado ficaria muito melhor, mas foi a escolha do diretor, e assim sendo quem curte o esporte e filmes dramáticos vai acabar entrando completamente no clima.

A sinopse nos conta que Thomas já foi bem conhecido no mundo do tênis, e quando criança já que era conhecido como um menino prodígio. Porém ele nunca teve a carreira que sempre sonhou. Agora aos 37 anos, com sua saúde declinando e corpo necessário para competir, ele decide ter um pouco de coragem e competir na classificação para o French Open, só para ter mais uma chance de glória.

Diria que o diretor e roteirista Quentin Reynaud foi bem esperto em usar o artifício do jogo mesmo como toda a base dramática, pois a carreira do protagonista é algo intenso de ser visto, tendo problemas na família mostrando que a jovem promessa largou tudo para ser mãe, e agora o marido nem olha para ela como esposa, mas sim como uma ajudante, alguém que está ali para fazer o que ele necessitar, tem a mãe que nunca acreditou no seu potencial, tem patrocinadores meio que jogados, e claro como sendo um jogo de estratégia e força, ele tem sua própria mente jogando contra com todos o lembrando de seu fracasso no passado, além de seu corpo todo remendado já de cirurgias, de desgastes pela idade e tudo mais, ou seja, o diretor usou essa base toda de problemas para ser jogada na tela, e ainda colocou vários jogos e superações durante a exibição, fazendo com que o filme acontecesse sozinho, o que é muito bacana de ver. Sendo assim, o que vemos na tela é um conto de uma vida esportiva, que poderia ser a carreira de qualquer um, afinal não é uma trama baseada na história de alguém, mas a desenvoltura acaba acontecendo, e o impacto é sentido no público, que vai ficar tenso, vai começar a fazer as devidas análises da vida e do jogo do rapaz, e principalmente vai ficar bravo com a forma escolhida para fechar a trama, pois depois de tudo não dar um desfecho mais forte é quase como acabar a energia e não vermos o final de algo ao vivo, ou seja, broxante. 

Sobre as atuações, Alex Lutz tem um estilo meio seco demais, e talvez o papel de Thomas pedisse um algo a mais que ele não conseguiu passar, tanto que sabemos que não é ele jogando ali, tanto que a maioria das cenas em quadra é o personagem de costas, mas isso não é algo que influencie na tensão, nem no envolvimento do filme, mas sim a falta de olhares mais intensos, sentimentos mais intensos, e passar realmente sua vontade de jogar, seu ego, sua gana, pois pareceu apenas um adulto mimado que quer jogar, e nada mais. Já Ana Girardot trabalhou sua Eve de maneira mais do que precisa, fazendo as nuances claras de "olha eu cansei de ser mãe apenas, quero que me notem, quero trabalhar, quero voltar a ser jogadora", e as tacadas que ela leva e dá tanto da sogra, quando do filhinho que não é jogadora, chega a doer na alma, e a atriz fez exatamente as caras que alguém faria ao ouvir isso, ou seja, se jogou e foi muito bem em cena. Ainda tivemos outros atos marcantes com alguns personagens soltos, mas nada que fosse realmente chamativo, tendo claro a mãe vivida por Kristin Scott Thomas com atos fortes, e até o jogador adversário marrento vivido por Jürgen Briand se destacando, mas sem ir muito além.

Visualmente o mundo do tênis é algo muito cheio de patrocínios marcados, então vemos roupas tradicionais aparecendo a todo momento, as famosas bolsas, viseiras, meias e até na loja isso é mostrado com muita exaustão, além claro das quadras de jogos profissionais, as dos clubes de treinos, e mesmo nas festas usaram temáticas de tênis, ou seja, é um filme com tudo muito detalhado em cima do tema, não saindo para lado algum, salvo o começo com uma sala de exames médicos para um ultrassom, mas nada de muito diferente do usual, porém brincaram muito com câmeras lentas nos jogos, com replays clássicos das emissoras de TVs esportivas, e jogaram muito com o dublê do protagonista, sempre em ângulos mais dispostos para que o jogo fosse intenso ao menos, o que acabou agradando bem e não soando tão falso.

Enfim, é um filme com uma história que não vai muito além, mas é tanta tensão que o jogo passa, com a vontade do jovem de ir além na carreira, de conseguir ser visto, que acabamos entrando no clima das partidas, e no final já estamos surtando com tudo o que vai ocorrendo, mesmo não sendo fãs do esporte, e assim sendo acaba valendo a indicação para mais pessoas, pois é um daqueles que dá para lembrar mais para frente. E é isso pessoal, eu fico por aqui hoje, mas volto em breve com mais textos, então abraços e até logo mais.

PS: Poderia até ter dado uma nota maior pela tensão que o longa causou em mim, mas faltou algo a mais na história, e um final melhor, então vamos com essa nota mesmo.


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Netflix - O Mustang (Rédeas da Redenção) (The Mustang)

1/19/2022 01:22:00 AM |

Muitas vezes ouvimos falar dos programas de socialização que alguns presídios fazem nos EUA para que os presos façam alguns serviços comunitários pagando suas penas, e com isso gerar dinheiro para fundos dos programas e afins, e um dos programas dos estados digamos mais rurais do país é o de doma de cavalos selvagens para leilões, e a trama do filme "O Mustang", que entrou em cartaz na Netflix, ou "Rédeas da Redenção", como estava em algumas plataformas de aluguel de filmes anteriormente, vem mostrar um pouco como é o programa, como a vida de um homem pode mudar ao tentar se controlar para poder controlar um animal, e o envolvimento entre preso e seu cavalo que acabam criando vínculos e até se deprimindo na separação quando ocorre a venda. Ou seja, é uma trama simples, que não vai surpreender ninguém, não tendo nenhum ato que vá ir muito além, mas que serve de passatempo e é até bonito pela essência trabalhada, agradando pela simplicidade de história e pelo carisma em cima de todo o trabalho mostrado.

A sinopse nos conta que enquanto participa de um programa de reabilitação treinando mustangs selvagens, um condenado a princípio luta para se conectar com os cavalos e seus companheiros de prisão, mas aprende a enfrentar seu passado violento enquanto acalma um cavalo especialmente mal-humorado.

Diria que a atriz Laure de Clermont-Tonnerre em sua estreia como diretora de longas até que foi bem segura com o que desejava passar na tela, não ousando muito, mas também não ficando amarrada atrás de estilos, criando uma trama bem simbólica e bonita de ser representada, mostrando tanto a mudança da mentalidade de um homem exageradamente violento e um animal totalmente selvagem, ambos sendo domados um pelo outro, se conhecendo e se passando a vivência para o outro para conseguirem ir além em suas vidas. Ou seja, a diretora foi simbólica e bem colocada, dando as devidas nuances para os personagens, e conseguindo representar bem tudo, sem exagerar nos atos, e muito menos criar grandes ambientes, ao ponto que o resultado faz valer a conferida, e soar agradável sem grandes reviravoltas, nem estrondos monstruosos em cena.

Sobre as atuações, é até engraçado falar de Matthias Schoenarts com seu Roman, pois parece que ele gosta desse estilo de mudanças temperamentais, e usa isso em diversos personagens seus, e sempre faz bem, trabalha olhares e dinâmicas e acaba sendo coeso com a estrutura que passa neles, ao ponto que aqui talvez seu personagem pudesse ir até além, desenvolver um pouco mais os atos das drogas ou trabalhar mais o lado afetivo com o cavalo, mas foi bem no que se propôs e acabou agradando de certa forma. Quanto aos demais, diria que todos apareceram, mas não se desenvolveram praticamente em nada, tendo Jason Mitchell como o cara que domina bem os cavalos, mas que é um traficante de droga interno do presídio, que até ficamos com dó na sua cena forte, mas logo esquecemos dele, tivemos Gideon Adlon como a filha do protagonista grávida, que tenta passar uma mensagem forte para o pai, mas não chama atenção nenhuma nas cenas que faz, servindo mais como base para o protagonista, e tivemos o grande Bruce Dern fazendo o dono do projeto dos cavalos, dando algumas leves lições para o protagonista, mas sem ir muito além, ao ponto que acaba valendo mesmo sua cena final dando a deixa para o que ocorre, ou seja, praticamente um elenco de apoio apenas.

Visualmente o longa não entrega muito do interior da prisão, tendo basicamente a cela do protagonista, aonde rola sua rixa com o outro "morador" dali, temos alguns conflitos no pátio, mas basicamente é quase um longa todo nos currais mostrando as interações com os cavalos, os treinamentos, e os galopes pelo deserto, além de um leilão no final, e uma cena bem envolvente de fechamento, tendo ainda algumas reuniões de grupo com uma psicóloga, e alguns atos de conversa do protagonista com sua filha, em momentos de visita, mas nada que seja muito chamativo, sendo uma trama levemente barata de orçamento sem muitos detalhes cênicos, porém bem feitinha.

Enfim, é um filme simples, bem feito, e que tem uma história que não chega a emocionar nem ir muito além, como deveria acontecer, afinal é algo com um estilo meio que motivacional, mas que serve de passatempo e até dá para se pensar no lado moral de mudanças de pessoas/animais problemáticos, e assim sendo vale a indicação para a conferida. E é isso meus amigos, eu fico por aqui hoje, mas volto em breve com mais textos, então abraços e até logo mais.


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Netflix - O Assassino de Clovehitch (The Clovehitch Killer)

1/18/2022 01:48:00 AM |

Filmes que levantam dúvidas sobre personagens sempre são bem bacanas de conferir, pois começamos vendo tudo com um olhar, na sequência já estamos acusando tal pessoa da mesma forma que o protagonista, a pessoa até tenta nos enganar, mas nosso certificado do FBI de filmes investigativos não nos engana, aí é só esperar a revelação e xingar de burro as pessoas que não acreditavam no que falamos. Brincadeiras a parte, isso é bem o que acaba acontecendo com o filme "O Assassino de Clovehitch", que é de 2018, porém entrou em cartaz nesse último final de semana na Netflix, então vamos considerar como um filme novo, e tem uma trama tensa, bem trabalhada e interessante de ser investigada, e sendo baseado em alguns casos reais, tem as desenvolturas tradicionais do estilo e consegue prender bem o espectador, criando sínteses bem montadas, e principalmente envolvendo toda a investigação que tanto gostamos de ver sem ser pela polícia. Ou seja, é um filme até que simples se olharmos a fundo, mas é tão bem feito que acaba agradando (e irritando pelo protagonista) e valendo a conferida.

O longa nos conta que Tyler Burnside é um escoteiro, voluntário em sua igreja local e filho zeloso de um pai honesto e líder comunitário. Apenas uma coisa perturba a pacata cidade de Kentucky em que ele vive: os assassinatos não resolvidos em que dez mulheres foram brutalmente torturadas e mortas por um psicopata conhecido como Clovehitch, que abalou a comunidade há mais de uma década. Quando Tyler descobre um esconderijo de imagens perturbadoras na posse de seu pai, ele começa a suspeitar que o homem em quem mais confia no mundo pode ser Clovehitch, e que sua violência mortal pode não ter acabado.

Diria que o diretor Duncan Skiles conseguiu abrir bem as portas do roteiro de Christopher Ford, pois a trama tem uma pegada meio durona, mas vai fluindo bem conforme as dinâmicas vão acontecendo, ao ponto que chegamos a ficar com muita raiva do garoto em não acreditar, em não querer ir além, e ser convencido dos dois lados de uma maneira muito fácil, parecendo ser totalmente influenciável e sem opiniões de nada, pois inicialmente não está convicto, depois acredita, aí passa a ter certeza, depois desacredita de novo, ou seja, é daqueles que não sabem o quer da vida, e a grande sacada foi o filme ter duas direções completamente diferentes que resultaram em algo muito interessante de ser visto, ou seja, souberam brincar bem, e mudar toda a ideia que parecia certinha para algo surpreendente. Claro que isso é uma jogada de direção, mas também mostra que o roteiro tinha ideias malucas para serem trabalhadas, e essa nuance deu completamente o tom que precisava para que o filme não ficasse no básico, mas aí no quarto ainda temos de novo toda a burrada de dúvida do protagonista, e isso irrita. Sendo assim é o famoso jogo de criações que funciona bem, e agrada geralmente a todos.

Sobre as atuações, embora irrite bem nas atitudes, o jovem Charlie Plummer fez bons atos com seu Tyler, deu o tom certo que o papel precisava e conseguiu ser conciso nas atitudes, sendo marcante e chamativo, fazendo bem o tradicional garoto religioso e escoteiro que acredita na família e em tudo bonitinho e lindo, e com trejeitos próprios do estilo, o que acaba chamando muita atenção e mostrando uma atuação precisa nas atitudes, ou seja, foi muito bem em cena. Dylan McDermott entregou atos certeiros com seu Don, foi direto no que precisava fazer, e soou misterioso, o que todo bom ator nesse papel precisaria fazer, ou seja, chamou para si e fez. Ainda tivemos Madisen Beaty muito bem colocada com sua Kassi direta e impactante, sendo claro bem influenciadora para cima do protagonista, mas não deixando de lado as devidas desenvolturas, ou seja, foi carismática mesmo tendo um papel meio estranho no começo, e chamando as atenções para si, o que é bacana pela essência da trama não ser tão para seu lado.

Visualmente o longa brinca bastante com a ingenuidade dos jovens, mostra bem as dinâmicas de escoteiros, mostra o ar de fraternidade da família, mostra claro todo o esconderijo do assassino, coisas largadas meio que de forma exagerada (poderiam ter sido mais sutis em alguns detalhes), e claro toda a dinâmica do novo caso, sendo algo bem montado e trabalhado, mas que tanto a equipe de arte exagerou um pouco, como o roteiro foi falho em alguns quesitos por não dar nuances mais ocultas para a investigação não ser tão fácil, pois tudo é quase dado para os garotos, e facilmente um serial-killer não se entregaria tão fácil com tantas besteiras, mas ao menos o filme foi bem representativo.

Enfim, é um filme bem forte e interessante pela proposta completa, que chama muita atenção e tem boas dinâmicas expressivas e representativas, que conseguiram agradar sem exagerar e/ou apelar no estilo, pois como disse a investigação teria de ser menos facilitada, mas os jovens foram bem na forma de fazer tudo, e a edição mandou bem demais para dar a devida surpresa, ou seja, agrada bastante e vale demais a conferida para quem gosta de um suspense investigativo. E é isso pessoal, eu fico por aqui hoje, mas volto em breve com mais textos, então abraços e até logo mais.


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Netflix - Riverdance: Uma Aventura Dançante (Riverdance - The Animated Adventure)

1/17/2022 12:54:00 AM |

Não sei se na Irlanda o pessoal gosta tanto de sapateado (ou dança irlandesa como definem no filme), mas olha, na animação deles que estreou na Netflix, "Riverdance - Uma Aventura Dançante", até os sapos, os alces, ovelhas e tudo mais que se pensar dança quando está feliz ou triste, numa festa ou num velório, e isso até soa engraçado (para não dizer maluco), se não fosse toda a simbologia que a trama tenta passar de fluir como um rio e não deixar que esse rumo de sua vida seque. Ou seja, é uma animação bonitinha, bem doida de estilo, mas que tem muitas mensagens em segundo plano, tem muito envolvimento e magia, e principalmente tem estilo próprio, pois não me lembro de nenhuma outra que tenha trabalhado dessa forma com tanta dança, sendo bacana de ver, mas que talvez não pegue a todos que forem conferir.

A sinopse nos conta que um garoto irlandês chamado Keegan e uma garota espanhola chamada Moya viajam para o mundo mítico dos Megaloceros Giganteus, que os ensinam a apreciar Riverdance como uma celebração da vida.

Como é uma trama baseada um musical de grande sucesso, aonde praticamente toda a história é contada apenas no sapateado, foram criativos no desenvolvimento da história completa, mostrando que os diretores Dave Rosenbaum e Eamonn Butler após trabalharem em vários longas grandiosos de Hollywood resolveram estrear na função principal criando algo bem impactante pelo simbolismo passado, pela valorização de uma cultura diferente que é a dança irlandesa de sapateado, e brincando com isso com toda a ideia do fluxo de um rio, da criação de vida diária nesse lugar, usando para isso animais, magia e tudo mais. Ou seja, é um filme que de certa forma é necessário refletir muito para compreender toda a desenvoltura e não ficar apenas viajando nos bichos dançando, mas que de certa forma poderiam ter trabalhado um pouco mais para que tudo tivesse um cerne mais fácil e colorido para pegar a todos.

Sobre os personagens, tanto o garotinho quanto a garotinha são meio insossos na trama, não chamando muita responsabilidade, nem emocionando o tanto que deveriam, mas os alces são bem divertidos, tem todo um estilo bem trabalhado desde o grandalhão quanto os mais bobinhos, e conseguem segurar bem a trama, além da graciosidade dos sapinhos, ou seja, é uma trama infantil, mas os personagens não foram tão colocados para as crianças, e mesmo tendo doses bem bobinhas, cada um tem sua síntese, desde a representação do avô, da ideia da quebra do fluxo da vida recaindo a escuridão, do aprender novas coisas, e por aí vai. Já quanto dos secundários da cidade, um exagero em cima do outro desde a dona da loja de música, da loja de doces, dos rapazes esportistas, e por aí vai, sendo apenas colocados em cena para ter algum tempo extra.

Visualmente o longa é bem colorido, sem exageros nas texturas, ou seja, parecendo realmente um desenho não querendo ser realista como algumas animações andam entregando, e cheio de personagens bobinhos para tentar chamar a atenção da criançada, ou seja, um ambiente mágico aonde os personagens vivem, trabalhando conceitos de vida e morte, mas tudo bem subjetivo, com elementos cênicos marcantes para dar as devidas nuances de crescimento/aprendizagem, e assim o resultado até é bem simbólico, trabalhando inclusive a festa tradicional irlandesa de São Patrício.

Enfim, é um bom filme, nada impressionante, que funciona no que se propõe que é transferir o musical que é apenas de sapateado para algo com um pouco mais de vida, mas com muito sapateado também, e tendo claro as devidas simbologias, acaba resultando em algo bonitinho de se envolver até. Ou seja, recomendo com as devidas ressalvas para um bom passatempo ou para quem quiser rir e ver as ideias malucas de bichos sapateando. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto em breve com mais textos, então abraços e até logo mais.


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Netflix - As Fotos Vazadas (Penyalin Cahaya) (Photocopier)

1/16/2022 06:38:00 PM |

Já disse algumas vezes que a maior vantagem do streaming é ver filmes que de países que só veríamos aparecer aqui em festivais, isso se fossem bem premiados, senão a chance era praticamente nula, e a ideia completa do filme indonésio da Netflix, "As Fotos Vazadas", é daquelas que se podem discutir em qualquer meio que alguém irá contar algum caso que viu, ouviu ou passou, pois abusos ocorrem em todos os vértices possíveis, sejam eles em faculdades, em serviços, e até mesmo no ambiente familiar, e a velha linha de quem tem mais dinheiro/poder ganha é algo que quase sempre acontece, estourando quase sempre a linha no lado mais fraco. E usando um ar investigativo até que bem marcado, a trama mostra uma garota de um curso de computação, ou seja, alguém que sabe o lugar certo de caçar as fontes, que ao perder sua bolsa por aparecer fotos suas alcoolizada no processo de regulamentação da bolsa, vai caçar quem pode ter feito isso com ela, e mesmo não sendo um filme chamativo, com nuances mais marcantes, toda a desenvoltura acaba válida pela mensagem e pelo bom fechamento encontrado, mostrando que ir até o fim é algo duro, mas que tem valor.

A sinopse nos conta que Sur é uma bolsista em uma prestigiada universidade, mas depois de ir à uma festa e tirarem uma selfie sua bêbada e colocarem nas redes sociais, circulando todos da faculdade, Sur perde sua bolsa de estudos ao ser acusada de trazer desgraça ao seu corpo docente e portanto não podendo mais estudar na instituição. No entanto, Sur não se lembra dos eventos da noite, pois desmaia ao participar de uma festa da faculdade. Então, determinada a falar sobre o que aconteceu com ela, investigando a verdade por trás do que aconteceu naquela noite. Sur procura a ajuda de seu amigo de infância, Amin, que também trabalha e mora no campus como fotocopiadora, para descobrir o que realmente aconteceu naquela noite e trazer justiça a si mesma e achar o culpado. Mas suas preocupações vão muito além disso. À medida que ela se aprofunda no que aconteceu, ela percebe que há mais do que pensava inicialmente. Será que ela verá a luz no fim do túnel?

Diria que o diretor e roteirista Wregas Bhanuteja foi ousado em cima do tema, mas não quis usar tanto o conceito sexual do abuso em si, deixando bem no ar tudo se tinha rolado ou não algo a mais, seja antes ou durante todo o processo investigativo, tanto que em momento algum a garota é questionada disso, e mesmo nos vídeos depois achados apenas vemos fotos em poses sem ir diretamente em algo ainda mais polêmico, e isso embora seja um "alívio" para sua trama, o resultado seguiu ainda bem formatado, com a intensidade certeira para cada ato, e mesmo não tendo grandiosas atuações, toda a acusação, toda a moral e todo o tema acabam sendo bem pontuados e usados na medida certa pelo diretor, que mostrou ainda que com simplicidade se faz um filme tenso bem aberto para discussões.

Já falei que as atuações não foram tão chamativas quanto poderiam, ficando tudo muito subjetivo nas cenas, e com atores fazendo trejeitos meio que estranhos para cada ato, tendo claro um leve destaque para a protagonista Shenina Cinnamon com sua Sur misteriosa e confusa, alguns atos explosivos de Jerome Kurnia com seu Tariq, todo o envolvimento bem trabalhado por Chicco Kurniawan com seu Amin, e claro pela calma e centralidade que Giulio Parengkuan deu para seu Rama, além de alguns atos soltos bem trabalhados de Dea Panendra com sua Anggu e Lutesha dando vida para a jovem fotógrafa problemática Farah, mas como disse nenhuma grande expressividade que irei lembrar de qualquer um desses atores daqui alguns meses.

Visualmente a trama tem nuances interessantes, mostrando alguns ambientes da faculdade (aliás aula mesmo só uma rápida), alguns comitês e reuniões meio que em tendas (ficou um pouco estranho para falar a verdade, mas como não conheço a cultura vou relevar isso), uma central de fotocópias meio precária, mas aonde passa praticamente todo mundo (o que é comum em faculdades), uma apresentação teatral bem imponente, e uma festa meio que maluca, mas no meio de pessoas de teatro tudo é esperado, e o resultado da equipe de arte foi simples, porém efetivo para representar bem as coisas no país, além de muita fumaça da dengue passando em tudo quanto é canto, ou seja, foram bem, mas poderiam ser ainda mais simbólicos com o fechamento no miolo, que aí o ar crítico chamaria mais atenção.

Enfim, é um filme com um tema fortíssimo e que vale muito a discussão, porém desenvolvido de uma forma não tão expressiva quanto poderia, ao ponto que chama atenção em vários atos, mas em muitos fica mais confuso do que bem trabalhado, e assim o resultado final não impacta o quanto poderia. Diria que é inteligente e intenso, mas faltou um pouco mais de preparo para ser explosivo, porém ainda recomendo ele com muita certeza para todos, para grupos de discussão de abusos, e até mesmo para faculdades, pois é sempre bom prevenir do que arrumar depois, e assim faz valer a conferida. E é isso meus amigos, fico por aqui agora, mas volto em breve com mais textos, então abraços e até logo mais.


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Pânico (Scream)

1/16/2022 01:47:00 AM |

É até engraçado parar para pensar em datas, pois o primeiro "Pânico" foi lançado há 26 anos atrás, e o último filme "Pânico 4" foi lançado já fazem 11 anos, ou seja, estamos realmente ficando velhos, e tanto que não tem nenhum texto dos antecessores do longa de hoje aqui no site, mas vi todos, e curti demais tanto os longas de terror, quanto as paródias geradas (e pasmem, as paródias tem até mais filme que o original, agora igualado!), e uma coisa que fiquei bem intrigado quando começou as campanhas de marketing do longa atual é que não usaram o numeral 5, ou seja, fui esperando talvez um recomeço, um reboot da franquia, mas não a ideia é uma continuação direta do quarto filme, porém agora mais voltado realmente para os fãs, com coisas que muitos desejavam ver, de voltar personagens clássicos, dar toda a ideia do motivo de um reboot, e até usar sacadas explicativas para isso (a cena da reunião entre os possíveis suspeitos foi algo genial com a moça explicando a ideologia de um reboot e de uma sequência). Ou seja, posso dizer facilmente que esse é um filme para os fãs do gênero terror slasher, para os fãs da franquia, mas mais do que isso, um longa feito por fãs para os fãs, pois é um dos mais violentos (se não for o mais), tem toda a pegada clássica, tem personagens clássicos, e principalmente brinca com toda a ideia original, sendo um longa inteligente e bem desenvolvido que acaba agradando e divertindo demais quem gosta do estilo, funcionando bem, e envolvendo bastante, mas que certamente poderia assustar e causar um pouco mais de tensão, pois tudo acontece, e nada fica subjetivo, o que é um pouco ruim de acontecer.

O longa mostra uma mulher voltando para sua cidade natal e tentando descobrir quem está cometendo os atuais crimes cruéis, vinte e cinco anos depois que uma série de assassinatos brutais chocou a pacata cidade de Woodsboro, na Califórnia. Agora um novo assassino veste a máscara do Ghostface e começa a mirar em um grupo de adolescentes, o que será capaz de ressuscitar segredos do passado mortal da cidade, além de reacender traumas nos sobreviventes, que, novamente, precisaram enfrentar essa ameaça obscura e violenta.

Os diretores Tyler Gillett e Matt Bettinelli já fizeram vários longas de terror juntos, e suas principais características são de colocar muito sangue e violência em primeiro plano, deixando tudo acontecer da forma mais plena e direta possível para impactar realmente, e aqui mostraram conhecer demais a franquia, pois são tantos detalhes bem marcantes aparecendo, tendo toda a forma de matar, a velocidade do Ghostface, as sacadas de não revelar logo o vilão, as diversas sacadas cômicas precisas para impactar e aliviar a tensão, ao ponto que como começaram a dirigir longas só depois do último filme, com toda certeza se inspiraram no que viram durante a juventude para virar diretores do estilo, e aqui puderam pegar tudo que aprenderam nesses anos para revisitar a franquia e dar uma boa pegada clássica, mas inovando com ideias e dinâmicas para que o filme agradasse principalmente o público-alvo, pois até vi algumas pessoas saindo no meio da sessão, mas é notável na cara a idade e estilo de terror que a galera ali gosta, e assim como a garotinha do filme, alguns preferem mais longas como "Babadok", "Hereditário", "Corrente do Mal", enquanto outros preferem mais as facadas sanguinárias de Ghostface, e aqui o filme diz isso em alto e bom som, funcionando demais.

Sobre as atuações, o grupo adolescente foi meio sem graça e bobinho demais, do tipo que se eu fosse o Ghostface já fazia picadinho deles logo na primeira cena para não ficarem fazendo trejeitos jogados, mas aí acabaria com o filme, então seguindo a linha, Melissa Barrera e Jenna Ortega até trabalharam alguns trejeitos, fizeram estilos bem colocados, mas nem a primeira com sua Sam, nem a segunda com sua Tara pareceram realmente com medo e/ou desespero fronte ao perigo, e esse é o maior defeito de um filme de terror, pois as pessoas precisam parecer desesperadas com a morte iminente, e aqui elas tipo "vou ali, pode ser que leve umas facadas, mas ok, vamos lá", e isso pesou um pouco, e sabemos bem do potencial de ambas por tudo o que já fizeram em suas carreiras até agora, ou seja, poderiam ter ido além. Jack Quaid até trabalhou bem o famoso namorado apaixonado e bobo que sempre está em todas as cenas, mas forçou demais os trejeitos clichês do gênero, ao ponto que em alguns momentos seus acaba cansando, mas suas cenas finais até que ficaram interessantes, pois o jovem de uma maneira explosiva ficou bem trabalhado, e talvez um pouco mais disso no miolo melhorasse bem. Quanto dos mais velhos foi muito bacana conseguir praticamente todos os atores dos longas anteriores, desde Neve Campbell com sua Sidney, Courtney Cox com sua Gale, David Arquete com seu Dewey, e até Marley Shelton com sua Judy conseguiram chamar muita atenção e ter desenvolturas bem colocadas nas cenas que foram usados, ou seja, os velhinhos ainda tem boa pegada para a ação completa.

Visualmente o longa tem uma boa pegada, mostrando que praticamente nada mudou na cidade de Woodsboro em 11 anos, com as tradicionais casas, com os encontros em praças, as devidas festas (aliás uma festa em homenagem a alguém que acabou de morrer????), o hospital bem tradicional, mas tudo bem colocado dentro de um consenso, com o Ghostface sendo bem veloz, usando colete a prova de balas agora (algo bem interessante que não lembro de ter nos demais), e claro muito sangue e muitas facadas, fazendo com que o filme ficasse até um pouco pesado, mas para nós que gostamos disso a equipe de arte mostrou que conhecia bem a franquia completa e deu o luxo em todas as cenas.

Enfim, volto a frisar que é um filme feito para os fãs da saga, então se você nunca viu nenhum dos filmes é melhor dar uma revisitada neles, pois não é que você vá ficar perdido, pois a ideia é fácil e dá para entender completamente tudo o que ocorre, mas só quem for um amante do estilo vai se conectar com os detalhes, vai se envolver com todas as situações, e o resultado acabará chamando mais atenção, e sendo assim fica a recomendação para esse que vai figurar bem próximo ao original como os melhores da franquia. Bem é isso meus amigos, fico por aqui agora, mas volto em breve com mais textos, então abraços e até logo mais.


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