Confesso que desde o primeiro trailer de "Devoradores de Estrelas" já tinha ficado entusiasmado com o que o longa prometia, porém meu maior medo era que o exagero de algo "ficcional" saísse tanto de controle que acabaria me incomodando com algumas dinâmicas, mas felizmente isso não aconteceu, muito pelo contrário, de modo que saí da sessão tão feliz com o que vi, depois de ter me emocionado com uma pedra, dado risada de dancinhas bobas e torcido para que todos ficassem bem, coisa que raramente acontece, principalmente em longas de ficção científica. Ou seja, é o famoso filme que tudo poderia dar muito errado, que poderia ficar bobo ou inteligente demais, mas que soube encontrar na leveza e nas dinâmicas bem encaixadas dentro de uma montagem funcional bem trabalhada, para que tudo fluísse tão bem na tela, que acaba apenas acontecendo, e isso é brilhante quando acontece. Claro que alguns vão olhar por um lado mais cético, vai falar que tudo ali é impossível, e muitos outros blábláblás, mas se você se deixar fluir da mesma forma que o longa te pede, o resultado acaba sendo daqueles que você acaba querendo até aplaudir no final.
O longa acompanha a jornada inesquecível de um professor de ciências do ensino fundamental chamado Ryland Grace. Um dia, Ryland acorda em uma espaçonave a anos-luz do planeta Terra. Sem memória alguma de quem é ou como foi parar ali, o professor se encontra numa situação inexplicável. Aos poucos, porém, suas lembranças voltam e ele recorda que foi recrutado para uma missão especial chamada Projeto Fim do Mundo na qual ele foi enviado a 11,9 anos-luz da Terra para investigar o motivo pelo qual o Sol está morrendo na Via Láctea. Ryland precisará recorrer aos seus conhecimentos científicos para resolver esse enigma o mais rápido possível e impedir a extinção da humanidade. O que, porém, parecia ser apenas uma trajetória solitária se transforma em uma viagem em companhia de uma amizade inesperada.
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O longa acompanha a jornada inesquecível de um professor de ciências do ensino fundamental chamado Ryland Grace. Um dia, Ryland acorda em uma espaçonave a anos-luz do planeta Terra. Sem memória alguma de quem é ou como foi parar ali, o professor se encontra numa situação inexplicável. Aos poucos, porém, suas lembranças voltam e ele recorda que foi recrutado para uma missão especial chamada Projeto Fim do Mundo na qual ele foi enviado a 11,9 anos-luz da Terra para investigar o motivo pelo qual o Sol está morrendo na Via Láctea. Ryland precisará recorrer aos seus conhecimentos científicos para resolver esse enigma o mais rápido possível e impedir a extinção da humanidade. O que, porém, parecia ser apenas uma trajetória solitária se transforma em uma viagem em companhia de uma amizade inesperada.
Diria que os diretores Phil Lord e Christopher Miller conseguiram captar exatamente a essência do livro de Andy Weir, mesmo sem ter lido qualquer página dele, pois é daqueles filmes que você sente a presença, se conecta com os personagens e fica esperando cada detalhe do que virá pela frente, do tipo que se tivesse o livro nas mãos daria algumas folheadas para frente ou não pararia de ler até ter certeza do que pensou, aconteceu realmente. Ou seja, eles foram simples nas essências para que seu filme não ficasse forçado na tela, pois dava para ser daqueles filmes tão difíceis de se conectar, com palavreados densos e situações cheias de ciências, que até funcionaria, mas não teria o mesmo charme, não teria a mesma emoção, e principalmente não levaria o público para onde conseguiram levar, que é junto da viagem dos protagonistas, em algo cheio de nuances, emoções e dinâmicas. E sendo assim, posso dizer que a forma cativa da trama levará muitos até a querer ler o livro, porém acredito que o que precisava ser mostrado já veio bem na tela.
Quanto das atuações, todos sabemos do potencial que Ryan Gosling tem, e além disso ele tem carisma demais para entregar em todos os seus papeis, sabendo exatamente aonde pontuar, aonde pode fazer um gracejo e até mesmo como segurar o espectador para que ele grude nele do começo ao fim, e aqui seu Dr. Grace tem a cara completa do ator, de modo que não consigo pensar em qualquer outro bom ator que funcionaria melhor no papel, ou seja, pegou o protagonismo todo e levou do começo ao fim, claro muito bem ajudado com uma rocha falante. E falando na rocha falante, que personagem bacana foi Rocky, não sendo apenas um mero "papagaio de pirata" como qualquer outro cairia no longa, tendo movimentos carismáticos, tendo personalidade nas dinâmicas, e com a voz de James Ortiz ficou ainda mais bem colocado e cheio de boas sacadas, ou seja, fez a dupla perfeita, e com diálogos incríveis que me peguei dando uma limpada nos olhos. Ainda tivemos nos atos na Terra dois bons personagens, que foi Eva Strat muito bem imponente que Sandra Hüller pegou com uma personalidade marcante e direta, e sem dúvida Lionel Boyce num dos seus papeis mais simples porém divertidos da carreira com seu Carl, entregando tudo e mais um pouco, mesmo sendo sério na maior parte do tempo.
Visualmente mesmo sendo uma trama com muita computação, a equipe de arte brincou com paredes, formatos, vidros, plásticos e tudo mais, tendo uma nave literalmente numa bagunça tremenda que o humano deixou, depois virando um bom laboratório junto do Rocky, tivemos muitas cenas também fora da nave, a gigantesca nave do Rocky, o planeta aonde vão pesquisar, e claro também as cenas na Terra com um porta-aviões gigante, muitos laboratórios e salas secretas, e até uma festa de despedida bem trabalhada, ou seja, a equipe de arte foi condizente com o orçamento sem ir muito além, mas fez tudo na medida. Outro ponto bem interessante foi a forma de criar a comunicação com a rocha, pegando sons e convertendo em palavras, algo muito bem elaborado com um computador e um microfone, como já vimos funcionar com outras espécies. E detalhe claro que conferi o longa na Imax e recomendo que todos vejam nas maiores salas dos cinemas preferidos, pois ele foi gravado dessa forma, sendo grandioso e imponente, para dar ainda mais uma viajada nas estrelas.
Enfim, é um filme que já fui esperando muito, e felizmente me conquistou ainda mais, sendo daqueles que certamente irei recomendar para todos irem conferir, e que com toda certeza estará no meu texto de melhores do ano no último dia de 2026, então não perca tempo e vá aos cinemas conferir, pois mesmo sendo um longa da Amazon, é daqueles que a experiência de imersão dentro do cinema vai fazer toda a diferença. E é isso meus amigos, eu fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais dicas, então abraços e até logo mais.


































