Confesso que hesitei bastante antes de ir conferir o longa "Os Emergentes", mesmo antes de saber a história ou se era algo que me faria rir, apenas pelo nome do diretor Hsu Chien, que faz uma tonelada de filmes por ano, e na maioria das vezes não consegue entregar o básico que é fazer rir em uma comédia, mas resolvi conferir, afinal a proposta parecia interessante, mas bastou alguns minutos para já ver situações exageradas tentando conseguir a risada do público, que para não dizer que não riram, ouvi um leve gargalho em uma das cenas no final, mas não acontece, sendo daqueles que tem uma pegada bagunçada na tela, tem uma dinâmica interessante (felizmente não é uma novelona), mas que amanhã já certamente não lembrarei de nada dele, ou melhor, se ver algo dele virando alguma esquete humorística na TV talvez possa dizer que lembro de algo, pois facilmente virariam personagens quebrados na telinha, porém como filme não engrenou.
O longa nos mostra que uma família tradicional da alta sociedade que vê sua vida virar de cabeça para baixo após perder toda a fortuna. Acostumados ao conforto, ao status e aos privilégios de uma posição privilegiada, eles precisam se adaptar a uma realidade inesperada: agora, trabalham para antigos funcionários que enriqueceram, ascenderam socialmente e passaram a ocupar o lugar de prestígio antes pertencente aos ex-patrões. Com a inversão de papéis como ponto de partida, a história mistura humor, ironia e crítica social ao explorar o choque entre diferentes estilos de vida. Entre situações inusitadas, conflitos e aprendizados, a narrativa aposta em encontros improváveis e transformações inesperadas.
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O longa nos mostra que uma família tradicional da alta sociedade que vê sua vida virar de cabeça para baixo após perder toda a fortuna. Acostumados ao conforto, ao status e aos privilégios de uma posição privilegiada, eles precisam se adaptar a uma realidade inesperada: agora, trabalham para antigos funcionários que enriqueceram, ascenderam socialmente e passaram a ocupar o lugar de prestígio antes pertencente aos ex-patrões. Com a inversão de papéis como ponto de partida, a história mistura humor, ironia e crítica social ao explorar o choque entre diferentes estilos de vida. Entre situações inusitadas, conflitos e aprendizados, a narrativa aposta em encontros improváveis e transformações inesperadas.
Claro que já vi alguns filmes do diretor que funcionaram, mas o estilo de Hsu Chien Hsin é daqueles que você já se prepara sabendo o que vai ver, que são filmes que forçam todas as situações para tentar ser engraçado, e ele raramente consegue isso, pois são situações cotidianas bobas ou então algo que não se aceita dentro de algo normal. Ou seja, ele criou algo que é o seu estilo, e não sou contra isso, afinal todo diretor deve ter um estilo próprio, porém falta pegada, falta fazer rir, e principalmente falta dinâmicas para que não soe algo bobo jogado na tela, e o mais engraçado de tudo, e que nesse longa até dava para funcionar isso, bastava não apelar para algumas quebras como o lance da jogatina, pois ali ao sair da base dos quatro protagonistas, o filme se perdeu, e aí não teve volta.
Quanto das atuações diria que Nelson Freitas foi quem mais conseguiu segurar o personagem na tela, pois não forçou como costumeiramente faz, de modo que seu Henrique foi simples de exageros, mas condizente com a pegada proposta, que claro poderia ter algumas quebras melhores para divertir, porém se segurou. Já Jennifer Setti trabalhou sua Letícia com uma pegada que até chega a ser engraçada, da madame que nunca fez nada e precisou se virar mesmo com ojeriza das situações, e assim sendo com um pouco mais de texto acabaria divertindo bastante o público. Paulinho Serra sabe fazer piadas e tem um jeitão cômico, mas força demais, e isso acaba incomodando, de modo que seu Inacio tinha que ter mais trejeitos e menos bobeiras na tela, que aí sim funcionaria bastante. E por fim Alexandra Richter até foi imponente com sua Beatriz, mas apenas funcionou com os exageros sexualizados na tela, pois não teve ato algum que puxasse uma comicidade para si, ou seja, o diretor esqueceu dela, mesmo sendo a protagonista. Quanto aos demais prefiro nem comentar, pois foram totalmente desnecessários e até irritantes.
No conceito visual diria que foram bem econômicos, tendo uma mansão que só mostrou um quarto, uma dependência de empregados, uma cozinha e a sala, sendo tudo exageradamente "mal" decorado com a famosa decoração emergente sem base alguma, e alguns atos nas ruas vendendo marmitas, tendo dinâmicas rápidas bem colocadas para não precisar ambientar muito os demais atos, tendo também uma mesa de pôquer na casa do mafioso, mas era melhor nem entrar em detalhes, afinal foi algo extremamente desnecessário.
Enfim, é daqueles filmes que você assiste para cumprir a meta de conferida apenas, pois volto a frisar que esquecerei dele tão rapidamente quanto a sua duração, e que volto a dizer que com poucos ajustes daria uma boa comédia na telona, mas seriam ajustes que infelizmente não sairiam no estilo do diretor, então não teriam como acontecer. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, triste por não ter dado umas boas risadas hoje, mas volto amanhã com mais dicas, então abraços e até logo mais.
































