Já disse isso várias vezes, mas quer me deixar feliz em um filme, me surpreenda com algo completamente fora do que o trailer parecia ser, pois venderam o longa "Passageiro do Mal" de uma forma tão bobinha e jogada no trailer, aliás mostrando praticamente só a primeira cena inteira e nada mais, que fui para a sessão esperando apenas mais um terror de sustos gratuitos daqueles que o diretor só quer rir de você saltando da poltrona, e acabei vendo uma história interessante misturando ideologia religiosa com intenções nômades e dinâmicas bem encaixadas dentro da proposta, que acabei gostando até mais do que achava, rindo claro de alguns clichês do estilo, mas tudo sendo tão funcional que o resultado acabou indo bem além na tela, sem precisar ficar pensando ou imaginando coisas.
O longa acompanha a viagem de um casal que tinha tudo para ser perfeita, mas ao presenciarem um acidente fatal na estrada, todo o rumo da história vira de cabeça para baixo. Sendo perseguidos por uma presença demoníaca chamada de Passageiro, eles serão acompanhados por todo o restante do trajeto de carro. O espírito do mal, por sua vez, fará de tudo transformar a aventura em um verdadeiro pesadelo.
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O longa acompanha a viagem de um casal que tinha tudo para ser perfeita, mas ao presenciarem um acidente fatal na estrada, todo o rumo da história vira de cabeça para baixo. Sendo perseguidos por uma presença demoníaca chamada de Passageiro, eles serão acompanhados por todo o restante do trajeto de carro. O espírito do mal, por sua vez, fará de tudo transformar a aventura em um verdadeiro pesadelo.
Acho interessante quando praticamente já vi todas as obras de um diretor, e nenhuma delas me decepcionou (algumas podem até ser nada espantosas, mas me irritar ao ponto de desistir dele não), e um diretor que descobri ao acaso com uma indicação que ninguém nem sabia quem era foi André Øvredal, que depois acabou estourando com tramas mais comerciais, mas quando lançou "Mortal" simplesmente ninguém sabia quem era o cidadão, e ele sempre mostra muita pegada na tela, brinca com as facetas que tem, dá claro os famosos jumpscares (sustos gratuitos no escuro), porém sabe brincar com a ideia que lhe é entregue, fazendo com que tudo flua naturalmente, tenha conteúdo e impacte aonde deve impactar, ao ponto que aqui várias cenas me deram até leves arrepios, ou seja, fazendo funcionar como um terror deve que é "tocar" o espectador, e assim sendo, mais uma obra sua que irei anotar como não me decepcionou, mesmo que eu nem soubesse antes que o longa era dele.
Quanto das atuações costumo dizer que gosto muito quando em filme de terror o ator consegue passar o medo que está sentindo para o público, e aqui Lou Llobell entregou uma Maddie completamente desesperada com as situações que está vendo acontecer ao ponto de até querer desistir de seu amor para simplesmente sumir dali, e a entrega dela foi genuína em diversos momentos e conseguiu agradar bastante, até mesmo em atos que teve de demonstrar coragem e foi com tudo também. Já Jacob Scipio fez com seu Tyler aquele famoso personagem que dá raiva e torcemos pra morrer com umas burradas que faz, mas como foi bem colocado em diversos momentos, seu resultado geral acaba agradando. Joseph Lopez fez o Passageiro com olhares e entregas bem densas e repentinas, assustando mais pela essência do que por sua atuação, mas fez bem o que tinha de fazer. Agora fiquei com pena de usarem uma ganhadora de Oscar do porte de Melissa Leo como uma secundária de três cenas com sua Diana, pois poderia ter entregue mais na tela, mas ao menos seus momentos foram marcantes e chamativos no que fez.
Visualmente o longa é quase um road-movie, tendo a van dos personagens bem arrumadinha para viverem na estrada, não tendo muitos elementos cênicos, mas contando com alguns bem úteis para a proposta, valendo claro o destaque para a medalhinha de São Cristóvão (protetor dos viajantes e motoristas), tivemos algumas cenas em campings e reuniões de moradores de vans, e claro tivemos muitas cenas na estrada e estacionamentos, alguns restaurantes e claro muitas mortes e acidentes, ou seja, um filme com dinâmicas bem montadas, com cenografias não grandiosas, porém imponentes dentro do ambiente completo.
Enfim, não é o melhor terror que já vi na vida, mas conseguiu me arrepiar em duas cenas e conseguiu causar uma boa tensão sem ser daqueles filmes que você precisa ficar descobrindo ou imaginando as coisas, tendo alguns atos que talvez pudessem ser mais realistas, mas aí seria pedir demais, e assim sendo o resultado geral funcionou bastante, mesmo com sustos gratuitos e clichês tradicionais. Ou seja, quem curte o estilo pode ir tranquilamente que vai valer o tempo de tela (aliás bem curtinho de apenas 94 minutos). E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais dicas, então abraços e até logo mais.
































