Papai é Pop

8/13/2022 02:26:00 AM |

Muitos fantasiam a paternidade, outros lidam de forma tranquila com essa loucura, muitos dão certo, outros fogem e abandonam, mas uma coisa que sabemos bem é que ninguém nasce preparado para o momento em que você precisa de cuidar de alguém que chora, grita e tudo mais e você não sabe lidar com aquilo, mas se tem uma coisa que Lázaro Ramos e Paolla Oliveira sabem fazer é atuar, e aqui em "Papai é Pop", que foi um dos maiores fenômenos literários nacionais, a entrega de ambos e uma direção impecável com um estilo bem próprio acabou funcionando tão bem, que acabamos envolvidos por tudo, e mesmo que você não seja pai, ou não deseje ser, irá gostar de toda a sensibilidade e estilo entregue pela trama. Ou seja, são bem raros os filmes nacionais, principalmente que possuem ares dramáticos ou cômicos, que não recaem para o lado novelesco, e esse pode ser o maior trunfo da trama, de seguir uma linha bem gostosa e agradável para muitos se enxergarem e até irem além na paternidade, e assim vemos algo leve, descontraído, com momentos tensos e até fortes, que funcionam dentro da proposta, e que sem forçar para lado algum acerta e certamente pode até gerar continuações ou seriados, pois estilo tem pra isso, basta o autor desejar.

O longa nos mostra que depois do nascimento de sua filha, Tom se vê em situações inusitadas, divertidas e intensas por não estar pronto para cuidar do bebê. Fazer filhos é fácil, ser pai é outra história. A nova rotina, os gastos e as cólicas da filha chegam num combo que abala também a relação com a esposa Elisa. Com a vida de ponta-cabeça e a filhota para educar, Tom inicia uma jornada com alguns perrengues, mas muito amor. Elisa e a mãe de Tom, Gladys não facilitam as coisas pra ele, mas Tom está disposto a tentar se transformar.

É engraçado que já tinha dito no filme anterior de Caíto Ortiz, "O Roubo da Taça", que ele era um diretor diferenciado, que gostava de planos de filmagens bem diferentes, e aqui novamente ele soube usar os artifícios da internet para mostrar como o livro, o canal da internet e até mesmo a vida do verdadeiro papai pop Marcos Piangers revolucionou o mundo da paternidade, e mais do que isso, uma grande sacada foi dar um tom mais impactante em alguns atos para que a vida dos personagens fossem ainda mais dura do que a do jovem pai, brincando com um ar amplo, com sacadas abertas duras, e também mostrando ambos os lados emotivos bons e ruins dessa nova vida para muitos. Ou seja, o diretor praticamente abriu o livro e deu para os personagens uma vida a mais, deu liberdade para Lázaro Ramos colocar também um pouco de suas experiências, e acabou criando algo emotivo e muito gostoso de ver, que vai acabar certamente indo muito mais além do que apenas um filme nos cinemas, então foi muito bem feito e é aguardar os demais louros.

Sobre as atuações, já falei e repito, Lázaro Ramos é um tremendo ator, daqueles que sabem pegar uma história e transformar em algo próprio dele, de tal maneira que é até difícil imaginar Tom com outro ator no papel, pois ele se doou, trabalhou trejeitos, foi emotivo, carinhoso, confuso, atrevido, entre vários outros papeis, mostrando o quanto um pai se desenvolve ao cair de paraquedas nessa função, e o resultado de seu personagem é único e muito bem feito, ou seja, deu show. Da mesma forma, estamos acostumados a ver Paolla Oliveira produzida, cheia de charme e envolvimento, mas aqui veio toda trabalhada nas olheiras, com ares de cansaço de nível máximo, dores e tudo mais que uma mãe sofre no pós-parto, além claro dos conflitos com o pai da criança, ou seja, fez uma Elisa perfeita, cheia de nuances, e que acerta também demais em todas as cenas. Outra que acertou demais nos conselhos e nos atos bem encaixados foi Elisa Lucinda com sua Gladys, criando momentos bem íntegros e marcantes para a vida do filho, não passando a mão e acertando muito com isso, valendo a representação por completo. Quanto aos demais, os amigos dos protagonistas fizeram bons encaixes com Leandro Ramos e Dadá Coelho tendo participações maiores nas conexões do filme, mas vale o destaque claro do verdadeiro papai pop aparecendo na pelada do protagonista, com Marcos Piangers sendo um jogador que fala que nem quer ter filhos, e a sacada foi bem trabalhada.

Visualmente a trama mostra a tradicional bagunça que vira uma casa com crianças, os momentos iniciais com muitas fraldas sujas, pomadas, lenços, as primeiras doenças, a mudança de vida dos pais de saídas, futebol e tudo mais para mais tempo dentro da casa, além disso mostrou bem a casa da avó (mãe do pai) aonde teve todo o desenvolvimento familiar com uma mulher forte que criou o filho sozinha, e assim vemos os passeios em pracinhas, e tudo mais, ou seja, a equipe foi simples, porém bem simbólica nas situações, e o resultado funcionou, mesmo usando de imagens de internet e todo o diferencial que o estilo pede.

Enfim, é um filme que imaginava que iria por outros rumos, mas que foi bem sacado, emociona bem, principalmente no ato do porteiro do prédio, e que acaba sendo bem funcional por completo, então deixo ele como dica tanto para os jovens pais de primeira viagem, aqueles que ainda desejam ser pais, e claro para todos que gostam de uma boa trama nacional bem feita, pois costumo bater muito quando erram, mas valorizo demais quando acertam, e esse é um dos casos bem acertados. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas ainda tenho muitos filmes nesse final de semana, então abraços e até logo mais.


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Gêmeo Maligno (The Twin)

8/12/2022 09:19:00 PM |

O mais bacana de alguns filmes de terror é tentar pegar a ideia toda por trás da trama antes dela ocorrer realmente, e com o longa finlandês "Gêmeo Maligno" eu já estava montando completamente toda a ideia em cima de seitas pagãs, de envolvimentos em cultos e tudo mais, mas eis que na penúltima cena o longa muda inteiro para algo completamente diferente, e o melhor é que muda para melhor, e mesmo sendo algo maluco de se conectar acabamos surpreendidos e precisamos até de uma parada para pensar se funcionou. Ou seja, abra sua mente e se deixe levar, tente observar mais detalhes, e verá realmente se você é bom de enigmas, pois mesmo o longa dando alguns sustinhos bem leves, toda a jogada é diferenciada, e embora não seja algo impactante, o resultado agrada pela loucura toda.

A sinopse nos conta que após um trágico acidente que matou seu filho, Rachel e Anthony decidem se mudar e se concentrar em seu filho gêmeo sobrevivente, Elliot. O que começa como um tempo de cura e isolamento no campo escandinavo se transforma em uma batalha desesperada pela alma de seu filho, quando uma entidade que afirma ser seu irmão gêmeo morto assume Elliot.

Diria que o diretor Taneli Mustonen trabalhou muito bem a história criada, pois ele conseguiu nos enganar bastante dentro da ideia toda ao ponto de seguirmos os protagonista de uma forma diferente de tudo, e estarmos completamente crentes da ideia que a protagonista nos envolve, de tal forma que em momento algum pensamos no verdadeiro acontecimento. Ou seja, embora seja uma história simples, sem grandiosas reviravoltas no miolo, o resultado é de certa forma surpreendente e funcional, pois e treva muita personalidade, e as dinâmicas funcionam como devem ser, trabalhando tudo com muita segurança na ideia, e principalmente causando algumas sensações, sejam elas estranhas ou não, e isso é bom para um filme de terror.

Quanto das atuações, o que posso adiantar sem dar spoilers é que Teresa Palmer soube brincar bastante com sua Rachel, de tal forma que passa bem o ar de luto, a tristeza no semblante, e principalmente o desespero frente a tudo o que está acontecendo com seu filho, e dessa forma nós convence demais, sensibilizando e passando carisma com tudo o que vai ocorrendo com ela, ou seja, acertou bem. Steven Cree passou um ar meio estranho demais com tudo o que faz com seu Anthony, ao ponto que não desconfiamos de nada, mas certamente se assistirmos o longa uma segunda vez iremos notar totalmente, ou seja, foi estranho, mas acertivo demais. O garotinho Tristan Ruggeri fez seus Elliot/Nathan bem introspectivos, porém no final o jovem chega a ser explosivo e chama bem para tudo o que faz, mas poderia ter mais dele no filme para assustar mais. Agora quanto aos demais, a maioria é praticamente muda, só expressando ares e olhares para a família, não impactando de certa forma, valendo o destaque para os floreios e trejeitos que Barbara Margem faz com sua Helen, porém com o final escolhido acabou sendo bobagem e loucura mesmo suas falas, então ficou uma personagem meio que desconexa demais.

Visualmente a equipe de arte brincou com névoas, com uma casa meio isolada, barulhenta, cheia de degraus e cômodos ocultos, e claro incorporando bastante alguns atos com os rituais dentro de sonhos e abstrações da protagonista, sempre nos levando para a ideia dos cultos pagãos, ou seja, enganaram bem, e foram bem criativos.

Enfim, é um filme razoável, que até a penúltima cena estava de mediano para ruim, mas virou completamente para algo muito melhor e bem encaixado, agradando quem gosta de filmes que não assustam tanto, e assim sendo fica a dica para o resultado final mesmo. E é isso meus amigos, eu fico por aqui agora, mas vou conferir mais um longa hoje, então abraços e até logo mais.


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A Fera (Beast)

8/12/2022 12:50:00 AM |

Desde quando vi o trailer do filme "A Fera" tinha uma certeza quase que absoluta que seria ao mesmo tempo um bom filme e também algo exagerado demais, e essa certeza caía sempre na dúvida de se iria ser convencido de estar vendo um leão real atacando tudo e todos à sua frente. Pois bem, hoje ao conferir posso dizer que a computação gráfica foi perfeita ao ponto de realmente vermos um leão com sangue nos olhos em busca de defesa de si próprio após ter todo o seu bando morto por caçadores, mas também ficou algo meio que estranho e forçado de ver um animal que não está atacando uma presa, mas sim tudo o que tiver em sua frente, e embora não seja biólogo ou algo do tipo, acabou parecendo um exagero gigantesco em toda a situação. Claro que assim como o pôster diz de lutar pela família, o que vemos na tela é os dois lados lutando, um pai para sobreviver com as filhas, e um leão vingando a morte de sua família sem fazer distinção de quem vai morrer, afinal são da mesma espécie humana, então vai pra cova! Ou seja, não é um filme ruim, pelo contrário tem boas cenas tensas e muitas cenas de susto gratuito com o leão vindo do nada, mas beirou mais um filme de terror ficcional do que algo realista que poderia acontecer na natureza, e acredito que não era essa a intenção do roteirista.

A sinopse nos conta que Dr. Nate é um homem que perdeu a mulher recentemente. Para viver o luto, ele decide retornar à África do Sul, local onde conheceu sua falecida esposa, para passar férias há muito planejadas com suas duas filhas em uma reserva natural administrada pelo velho amigo da família Martin, um biólogo da vida selvagem. Mas esse descanso há muito tempo esperado e tranquilo se transformará em um teste de sobrevivência quando um leão sedento de vingança, o único sobrevivente da caça sanguinária de caçadores furtivos, que mataram toda sua manada, começa a devorar qualquer humano em seu caminho, já que considera todos os humanos como um inimigo e persegue o médico e sua família por toda a savana. Agora, o único jeito de escapar das garras da fera é lutando e sobrevivendo, ou matar o leão de uma vez por todas.

Diria que diretor Baltasar Kormákur deu o seu máximo para que seu filme ficasse intenso e bem trabalhado no conceito de defesa e contra-ataque, usando artifícios bem detalhados e marcantes, com ares bem dosados e toda uma interação bem bacana dos protagonistas com o leão, em um ambiente até que bem interessante e fechado se formos olhar a fundo, porém diria que os roteiristas Ryan Engle e Jaime Primak Sullivan exageraram demais ao colocar toda a forma de ataque do felino, pois sabemos que leões são territorialistas para defender o seu espaço, mas no filme o bicho sai literalmente a caça sem rumo algum, meio como se fosse realmente uma vingança e não uma defesa de território, então soou um pouco estranho tudo o que faz. Claro que fizeram isso para que tivesse um ar mais ficcional interessante e forte, e até funciona por pegar o público com muitas cenas de susto, mas poderiam ter desenvolvido melhor todo o resultado, isso sem falar na luta final que forçaram a barra num nível que não tem defesa. Ou seja, é um filme que quem curte levar uns sustos sendo pego de surpresa vale muito a indicação, mas o diretor já fez longas bem mais trabalhados e poderia ter reduzido os exageros para que o filme ficasse mais convincente.

Sobre as atuações, gosto muito do Idris Elba, mas mesmo sendo um bom conhecedor de atuações com elementos gráficos, ele acabou dando para seu Nate um ar meio que desesperado em algumas situações e jogado em outros, parecendo não estar muito bem ambientado com tudo o que estava acontecendo na tela, mas ao menos trabalhou semblantes fortes, e malucos em alguns atos, o que acabou dando um tom forte para o filme. Sharlto Copley até mostrou uma certa habilidade inicial com seu Martin, se mostrando um bom comandante da reserva, brincou bem com os leões que convivia, mas no primeiro ato com o leão fodão já ficou destroçado, mas fez bons atos depois com caras e bocas de dor, e ainda uma cena bem impactante na sequência fazendo um estilo bem trabalhado ao menos. As garotas Iyana Halley com sua Meredith e Leah Jeffries com sua Norah até fizeram alguns trejeitos bem colocados, mas não chamaram tanta atenção na trama, parecendo que as garotas estavam no filme por estar, o que é bem estranho de ver, sendo que alguns momentos só fazem gritos desesperados e chorosos (tenho até medo de ver como ficou isso na dublagem nacional!), ou seja, poderiam ter se imposto mais nas cenas e criado algumas desenvolturas maiores. Sendo assim, o verdadeiro ator mesmo que impactou foi quem viveu o leão vestido de roupa verde para que todas as cenas depois fossem bem tratadas com muita ação. 

Visualmente o ambiente todo é bem interessante, com uma floresta cheia de animais, mas que parecem desaparecer com o leão ao redor, mostrando bem os caçadores fazendo os diversos abates, e também sendo abatidos, com um leão bem imponente atacando de todas as formas, e ainda alguns atos interessantes com uma vila, uma escola abandonada, e todo o restante dentro do jipe e no meio do nada, mostrando que a equipe de arte economizou bem, para que a equipe de computação pudesse brincar bastante depois, tanto que o filme é recheado de cenas improváveis, as principais na beira do lago, pois mostra jacarés imensos entrando na água, e na sequência o cara entra todo ensanguentado e nada como se não tivesse nada ali, uma cobra ataca e pronto cato ela no ar, ou seja, difícil mesmo acreditar no que vemos.

Enfim, não é um filme ruim, mas tem muitos absurdos e mais sustos do que história realmente, parecendo ser daqueles de terror que ficamos inconformados de jogarem tanta coisa sem sentido acontecendo. Ou seja, se você gosta do estilo, pode ir conferir e rir dos demais na sala que vão pular com o leão vindo do nada, mas do contrário tem filmes melhores por aí. E é isso meus amigos, acho que esperei um pouco demais da trama, e me desapontei, então fico por aqui hoje, mas volto em breve com mais textos.


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Netflix - Carter (카터)

8/09/2022 12:43:00 AM |

Se você tem labirintite ou qualquer tontura com cenas exageradas em movimento fuja de dar o play no lançamento da semana da Netflix, o sul-coreano "Carter", pois o longa tenta enganar o público como se fosse inteiramente filmado em plano-sequência, com uma câmera completamente desesperada em modo drone se movimentando de um lado para o outro, dando looping, virando com quebras completas de eixo e tudo mais para que a ação frenética não se desligasse de forma alguma, mas como disse "tenta enganar", pois é notável vários pedacinhos de mudanças e pausas, e claro que também ninguém acreditaria completamente que um filme de ação tão insano quanto esse teria sido filmado diretão, que nem em sonho uma equipe de filmagens conseguiria acompanhar tamanhas desenvolturas. Digo isso, e já peço uma proibição que diretores de filmes americanos de ação assistam a trama, pois virá mil loucuras na mente desses malucos, e o resultado poderá ser algo ainda com mais vertigem, pois sempre querem aumentar um pouco mais. Brincadeiras à parte, o longa tem uma trama maluca, mas interessante, de um vírus que está se alastrando e a única vacina está numa garotinha que precisa ser levada da Coréia do Sul para a Coréia do Norte aonde está seu pai o criador da vacina e a filha de um agente que acorda desmemoriado, e precisará levar a garota no meio do conflito entre os dois países e os EUA, ou seja, algo que facilmente poderia ocorrer no mundo aonde estamos, mas sem tantas explosões, tiros e brigas com tudo em movimento (ao menos acredito nisso, que seria algo mais diplomático ou com bombas mais diretas!). Ou seja, se você gosta do estilo, tome um remedinho para tontura e boa sessão, senão fuja!

O longa nos mostra que Carter desperta em uma pandemia mortal originária da DMZ que já devastou os EUA e a Coreia do Norte. Não tendo lembranças de seu passado ele encontra um dispositivo misterioso em sua cabeça e uma bomba letal em sua boca. Uma voz em seus ouvidos lhe dá ordens para evitar ser morto e ele é jogado em uma operação misteriosa enquanto a CIA e o golpe norte-coreano o perseguem.

O diretor e roteirista Byung-gil Jung gosta de filmes amplos de ação, e gosta de revolucionar em técnicas com coisas que não tenham sido usadas, e aqui ele aproveitou um ator bem disposto, muito dinheiro para criar tudo de forma prática bem combinada com a computação gráfica, e soltou toda sua loucura na tela, ao ponto que a maioria que leu o roteiro certamente ficou pensando até minutos antes das filmagens como aquilo poderia ser possível de filmar, e o resultado é claro que impressiona até os mais céticos de como foi criado, então a Netflix postou um pouco de como foram as filmagens nesse link, e assim é possível ter um pouco da noção completa, que funcionou quase como um jogo de videogame, aonde vamos acompanhando o protagonista na missão, com suas desenvolturas, e tudo acontecendo sem que a câmera lhe perca de visão, o que é muito interessante no estilo de ação. Ou seja, é um filme que tem uma história maluca que muitos nem vão comprar, embora no mundo em guerra, com alguns vírus aparecendo do nada dá para se pensar nas possibilidades, mas que certamente não será lembrado pela história em si, mas sim como o filme doido que não para um segundo, e assim a vontade do diretor será feita com gosto.

Sobre as atuações, basicamente tenho de falar e muito de Jon Woo que entregou um Carter com tanto primor que até chega a parecer que já conhecíamos o personagem de outros filmes, não necessitando aprender nada dele, e ao mesmo tempo sendo misterioso para que conheçamos enquanto se descobre no meio de lutas e tudo mais, ou seja, ele se jogou literalmente (pelo que foi falado nem usou dublê!!) e conseguiu trazer o personagem para si, agradando e fazendo tudo de forma muito coerente e convincente, embora maluca demais. O vilão dos atos finais, vivido por Sung-Jae Lee foi também bem imponente, no melhor estilo daqueles generais dissimulados que vemos em vários filmes, e se portando de uma maneira bem insana saiu atirando tanto com frases quanto com armas, o que ficou bem bacana de ver. Ainda tivemos a pobre garotinha Kim Bo-Min que literalmente foi jogada para todos os lados nas cenas de ação com sua Ha-Na Jung, que se realmente ficou presa a cabos para ficar "voando" pelos carros, motos e cenários, a jovem também saiu do filme quase que vomitando, mas fez boas carinhas, e agradou como a personagem necessitava, só poderia ter tido um pouco mais de carisma e frases com o protagonista, mas essa não era a intenção.

Visualmente o longa é um verdadeiro show de ação com elementos cênicos sendo usados como armas, facas, ganchos, vidros, o que tiver na frente do protagonista vira algo cortante de gargantas, além de muitas armas para dar tiros, saltos e tudo mais, com ambientes prontos para serem explodidos ou quebrados como janelas e paredes, muitos saltos de trem, helicópteros, aviões (aliás um avião com enfermaria, mesa de negócios e tudo mais), passeatas bem marcantes debaixo de chuva, cenas com motos voando e saltando para tudo quanto é lugar, perseguições nas ruas, nas florestas, pontes desabando e o que mais você imaginar, o diretor colocou na trama, e a equipe de arte teve de se virar para reproduzir e estar preparada para destruir, além claro de muito fundo verde para recriar tudo nos computadores, e o melhor, com qualidade, pois na maioria das cenas o realismo surpreende. Detalhe para os amigos que amam 3D, o longa foi filmado e convertido na tecnologia, então fica a dica para arrumar o material que certamente é de muita qualidade.

Enfim, é um bom filme de ação, que quem gosta do estilo vai curtir bastante, principalmente pelo desenvolvimento rápido, mas certamente poderiam ter trabalhado um pouco mais os diálogos e a trama, para que fosse um pouco mais convincente e chamativa, mas isso mudaria completamente os planos, então vamos seguir assim, que ficou bacana ao menos de ver algo diferenciado na proposta, e veremos o que vai rolar na segunda parte, afinal deixaram brecha com a cena de encerramento para uma continuação, então é aguardar para falarem mais sobre isso. E é isso meus amigos, eu fico por aqui hoje, mas volto em breve com mais textos, então abraços e até logo mais.


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O Palestrante

8/08/2022 01:17:00 AM |

O que mais gosto do estilo de Fábio Porchat é que ele brinca com assuntos que muitos teriam medo de jogar na tela, e ele mesmo acaba não se levando tanto a sério, deixando seus personagens sempre de um modo amplo para que o público se enxergue mais do que veja ele propriamente na tela, e aqui em seu novo filme "O Palestrante", ele entra no assunto do momento que são os coaches ou treinadores profissionais, ou motivadores com alguns se denominam, alguns mais renomados se colocam como mentores, ou até mesmo o básico palestrantes como é o nome da trama, e mostra que basicamente o que eles fazem que é notar o que a pessoa precisa e a enganar com frases bonitas que eles desejam a fundo receber, mas mais do que isso, o filme brinca com a ideia também de não conseguir sair de uma mentira muito grande e estar apaixonado por alguém que está recebendo essa mentira que é você, ou seja, algo bem complexo, cheio de desenvolturas e que o filme trabalha bem também. Porém, aí é que está o grandioso problema, o filme tenta se levar a sério, sem se levar a sério realmente, e se perde em alguns atos de junção, sendo então um grande conglomerado de boas esquetes, que funcionam e divertem, mas que com alguns ajustes daria para ficar um filme completamente melhor, que volto a frisar, não é ruim de forma alguma, mas faltou detalhes para ficar muito melhor.

O longa nos conta que Guilherme, um contador sem perspectivas que acaba de ser demitido e abandonado pela noiva, viaja para o Rio de Janeiro com o objetivo de resolver pendências da empresa que o demitiu. Sem encontrar um rumo na vida, ele é confundido com um famoso palestrante motivacional. Em um impulso de quem não tem nada a perder, assume o lugar do tal Marcelo, sem saber que se trata de um palestrante motivacional contratado para animar os funcionários da empresa de Denise. Guilherme tem que colocar todos pra cima, mas talvez ele também precise desse novo Marcelo para mudar de vida, e ao tomar seu lugar, ele vai tentar achar uma razão própria para viver.

O diretor Marcelo Antunez soube trabalhar até que bem o texto de Fábio Porchat e Cláudia Jouvin, criando todo o ambiente, dominando as ânsias mais expressivas e explosivas por parte de cada um, mas faltou um pouco mais de concisão para que seu filme fluísse melhor, pois tudo é amplo e muito fácil de acontecer, e mostra bem muitas dinâmicas que conhecemos e vemos os maiores coaches brasileiros fazendo com seus contratantes, além de boas dinâmicas nos bastidores das palestras, mas ele parece que sempre que o filme vai ir além, ele pega e abre a possibilidade para uma nova vertente e não deslancha a que começou, o que acaba irritando um pouco. Ou seja, é um filme com uma comicidade bem colocada, com vários tipos de piadas, desde as mais bobinhas até as mais pesadas, e que tem uma boa desenvoltura completa, porém que faltou uma melhor fluidez para que tudo fosse uma história só, e não várias sequências ora com um tema, ora com outro, que até se conectam de certa forma, mas que não tem um grande projeto maior. 

Sobre as atuações, já falei e volto a repetir que gosto demais do estilo de Fábio Porchat, e aqui ele entrega para seu Guilherme/Marcelo uma desenvoltura leve e bem direta, com um ar desesperado por estar fazendo algo errado (que é assumir a personalidade de outra pessoa e estar enganando até quem ele está gostando), mas também se entregando e desenvolvendo bem um alguém novo e que possa ser sua nova personalidade realmente, de forma que conseguimos nos conectar e até acreditar em seu personagem, o que acaba sendo bem legal e interessante de ver. Dani Calabresa foi muito bem encaixada com sua Denise, pois ela conseguiu criar algumas piadas em cima de sua personagem e sem forçar demais deu um bom tom para que a empresária se colocasse em segundo plano, de uma maneira bem trabalhada e engraçada, ou seja, não apelou para seu tradicional ar cômico, nem deixou de divertir, o que era exatamente o necessário na produção, e sendo a melhor amiga de Porchat, ambos conseguiram ter uma boa química nas cenas mais envolventes, embora tenham dito que foi bem difícil fazer elas. Agora quem foi responsável pelas piadas mais sujas e acabou sendo bem trabalhado foi Antonio Tabet com seu Josué, e a química da dupla dele com Maria Clara Gueiros, com sua Márcia, foi bem incorporada, cheia de nuances e sacadas bem colocadas, e acabaram tendo até mais participação do que provavelmente teriam originalmente, mas deram um bom tom que funcionou, e seus atos agradaram para ir além. No grupo dos funcionários da empresa, tivemos bons momentos com Otávio Muller, Paulo Vieira e Miá Mello, cada um trazendo seus ares tradicionais de comicidade, e jogando a bola para que os protagonistas rebatessem da melhor forma, e assim o resultado acabou sendo bem bacana, mas poderiam ter dado mais tempo de tela para que eles fossem além, o que não aconteceu. E quem acabou ficando com esse tempo de tela foi Rodrigo Pandolfo com seu Flávio, que até tem alguns atos bacanas, mas ficou meio que birrento demais para um papel que necessitaria um algo menos infantil.

Visualmente o longa foi bem simples, tendo inicialmente um escritório bem tradicional, com as várias baias e salas, tudo bem certinho e comum para representar a entediante vida do contador, com um chefe meio exagerado e piadista demais, temos também o apartamento que vive com a esposa dentista que lhe força a viver com mil regras dentárias para poder ter um relacionamento com ela, então vamos para um hotel no campo, com piscina, quadra e claro um salão de eventos aonde ocorrem as palestras e um refeitório também bem tradicional, sem grandes chamarizes, e claro com as tradicionais apresentações de powerpoint, ou seja, tudo bem básico, mas feito na medida para o resultado do filme.

Enfim, é um filme bacana, que dá para rir e se divertir com algumas boas sacadas, mas que certamente poderia ter ido mais além para funcionar melhor e ser realmente algo completo dentro do que propuseram inicialmente, não ficando um filme no meio do caminho que é algo que incomoda um pouco, de modo que diria que quem for buscando um passatempo divertido até vai gostar do resultado geral, mas quem exigir um pouquinho a mais irá reclamar bastante, e não é isso o que esperamos acontecer em um filme. Sendo assim recomendo ele, mas com algumas ressalvas, e fico por aqui hoje, voltando em breve com mais textos, então abraços e até lá.


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Star+ - O Predador: A Caçada (Prey)

8/06/2022 06:24:00 PM |

Costumo dizer que alguns filmes são feitos apenas para os fãs, e os longas do alien caçador são com toda certeza esse estilo, pois mesmo o novo longa da Star+, "O Predador: A Caça", ter voltado bem as origens do bichão, de muita violência, lutas, pedaços de corpos, as preparações realmente feitas para uma caça, e mais do que isso, apenas um protagonista sem precisar ficar contando diversas histórias, o resultado para quem nunca foi fã da série como esse que vos digita acabou sendo apenas interessante pelas cenas de ação nas lutas finais, ficando algo que não chega a empolgar realmente, mas que como crítico tenho de valorizar, afinal é a cara dos primeiros filmes, tem intensidade e chama a atenção. Ou seja, se você gostou dos primeiros filmes, pode conferir tranquilamente que vai valer o play, limpando completamente tudo de estranho que tiveram nos últimos filmes, mas do contrário, esse não será um filme que vai fazer você querer dar play nos outros da saga, o que acredito que talvez tenha faltado para ficar melhor ainda.

Neste prelúdio à história de Predador, o longa nos conta a história não contada de Naru, uma jovem guerreira altamente qualificada, desesperada para proteger seu povo do perigo iminente. Criada entre os maiores caçadores que vagavam pelas Grandes Planícies e confiante de que é tão capaz quanto os outros jovens caçadores, ela se propõe a proteger seu povo quando seu acampamento Comanche é ameaçado por uma criatura misteriosa. Ambientado no mundo da Nação Comanche no início de 1700, munida com armas primitivas, Naru persegue e finalmente confronta seu inimigo, que acaba sendo um predador alienígena altamente evoluído, com um arsenal tecnologicamente avançado, resultando em um confronto brutal e aterrorizante entre os adversários. Protegendo seu povo do predador que caça humanos por esporte, lutando contra a natureza, colonizadores perigosos, entre outros desafios, a jovem corajosa possui a força para enfrentar o que for necessário para manter seu povo seguro.

Confesso que fui um dos que riram quando viu o trailer mostrando uma índia com um arco e flecha enfrentando um ser completamente evoluído e cheio de armas tecnológicas, mas a sacada do diretor e roteirista Dan Trachtenberg foi mostrar que a jovem enxerga muito mais que os demais ao seu redor, vendo como se camuflar do bichão, usando técnicas de luta bem dispostas, e claro num primeiro momento não sendo vista como um perigo para ele, se preparar para ir em suas fraquezas, ou seja, tudo bem armado para um bom filme. E mais do que isso, o diretor não economizou nos atos fortes e violentos que seus antecessores ficaram com tanto medo de entregar, ao ponto que o filme facilmente para passar nos cinemas sofreria grandes sanções, mas como no streaming praticamente tudo é permitido, botou cortes de corpos, decepações bem mostradas, cabeças rolando, e claro sangue voando para todos os lados, de tal forma que o filme todo acaba chamando muita atenção pela desenvoltura completa, e assim chamando atenção tanto dos fãs quanto dos críticos mundiais que estão amando tudo o que foi entregue. Ou seja, sem dúvida alguma é um bom filme, que funciona completamente dentro da proposta, mas que segue o tradicional do estilo que é matança e caça versus caçador, sem algo que vá realmente além disso, e assim sendo como disse no começo é um filme para os fãs da franquia, que estavam bem tristes depois dos últimos filmes do bichão.

Sobre as atuações, diria que a jovem Amber Midthunder entendeu demais o que o diretor queria de sua Naru, pois vemos uma mulher de personalidade forte, mas com fraquezas e simplicidades, ao ponto que não leva desaforo para casa, luta como qualquer homem, e mais do que isso é esperta e pronta para a ação, de tal forma que conseguiu chamar atenção, fazer bons trejeitos expressivos com as devidas nuances e lutar muito bem com tudo, demonstrando um bom conhecimento de técnicas de luta dela ou sua dublê, ou seja, foi bem no que fez e se inventarem de continuar a proposta a partir dali vai ficar bacana de usá-la com os desenhinhos mostrados nos créditos. Dakota Beavers fez um bom Taabe, mas seu personagem embora imponente não pareceu tão forte, ficando o jovem sempre com as mesmas expressões secas e não tão impactantes, ao ponto que pareceu faltar vontade na maioria dos momentos. Quanto aos demais, nem posso dizer que fizeram grandes atos chamativos para dar algum destaque, pois os demais índios apenas fizeram a base tradicional, os colonizadores fizeram algumas caras e bocas exageradas, então sobra para destacar realmente apenas Dane DiLiegro apenas pelas suas movimentações com a roupa imensa do Predador, mas a expressividade coube claro à equipe de computação, então apenas lutou bem.

O visual da trama foi muito bacana de ver, pois colocando as grandes planícies americanas nos anos 1700, mostrando um pouco da vida dos comanches com os colonizadores na espreita, todo o ar bacana do acampamento, um pouco das festividades, dando uso para o pântano, para a floresta em si, e claro muitos elementos medicinais interessantes, que acabam sendo usados até para algo a mais, o aprender de armas, e claro toda a camuflagem e a carapaça interessante e cheia de apetrechos do protagonista alienígena que foram bem marcantes, com o seu sangue verde gosmento e clássico da série.

Enfim, é um filme com um bom envolvimento, com boas lutas e tiros, que funciona bem dentro da proposta da série completa, sendo um bom primeiro contato do alien com os humanos, mas que não sei se irão dar muito seguimento por ali, ou o que farão para frente, pois como disse é um filme feito por e para fãs, e assim sendo esperaremos envolvimentos futuros. E é isso meus amigos, indico ele para quem gosta do gênero terror com aliens, e que curta o personagem, pois do contrário será apenas um filme que não vai fazer você ser fã dele, então fica a dica, e eu fico por aqui hoje, então abraços e até logo mais.


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Amazon Prime Video - Treze Vidas: O Resgate (Thirteen Lives)

8/06/2022 02:17:00 AM |

Sou uma pessoa que tem uma memória bem ruim, e já disse várias vezes que fiz o site justamente para me lembrar do que achei de cada filme, então é claro que não lembrava exatamente de nada do que aconteceu na Tailândia nos meses de Junho e Julho de 2018, afinal metade do mundo estava de olho na Copa do Mundo de Futebol, enquanto a outra metade estava conectada vendo o desenrolar de um dos resgates mais complexos de pessoas presas em uma caverna, de um time de futebol inteiro incluindo o técnico! Ou seja, "Treze Vidas - O Resgate" era um dos filmes que tinha colocado na minha listinha de filmes para ver desde o começo do ano quando vi um pouco sobre as filmagens, e reforcei a lista quando vi o primeiro trailer, estando desesperado pelo dia do meu aniversário quando seria a estreia que parecia nunca chegar, e eis que chegou, e após conferir os 150 minutos mais desesperadores passados em um único filme, posso facilmente colocar ele como um dos melhores desse ano 2022, mostrando um grupo de mergulhadores voluntários malucos, que viraram heróis sofrendo demais para conseguir pensar e tirar cada uma das crianças presas que nunca sequer pensaram em precisar nadar, a batalha de outro grupo para desviar a água da chuva da montanha para as plantações, e toda a dramaticidade que só um mestre como o diretor premiadíssimo Ron Howard conseguiria imaginar em como fazer. E já adianto antes mesmo de falar qualquer coisa abaixo, se você se emociona fácil se prepare para lavar o lugar aonde for conferir o filme, pois é forte, envolvente e cheio de situações que não tem como não chorar, aplaudir, e tudo mais, sendo realmente perfeito na totalidade.

O longa narra a história real do esforço global para resgatar um time de futebol tailandês que ficou preso na caverna Tham Luang durante uma tempestade. Enfrentando um ambiente hostil, uma equipe composta pelos mergulhadores mais habilidosos e experientes do mundo se junta às forças tailandesas e voluntários para tentar resgatar os doze meninos e seu treinador. Com poucas chances e um mundo inteiro assistindo, o grupo vivencia o maior desafio de suas vidas.

O diretor Ron Howard é daqueles que ou acerta perfeitamente ou entrega algo que desaponta demais, mas quando escolhe um bom roteiro para trabalhar, dificilmente desaponta, como é o caso aqui, que espero sinceramente que as premiações enxerguem por demais a trama, e se a Amazon não fizer campanha para o filme merece apanhar, pois é um filme tão cheio de envolvimento, com tantas nuances emotivas bem trabalhadas, com cenas de tirar o fôlego de qualquer um debaixo d'água com muita precisão de filmagens, uma tormenta monstruosa do lado de fora jogando água para todos os lados, muitos figurantes, equipes e tudo mais, em um ambiente não muito fácil de controlar, afinal mesmo que tenham filmado algumas cenas em estúdio, e algumas poucas realmente na locação original aonde aconteceu tudo, foram para cavernas na Austrália e souberam ser bem representativos nos movimentos para parecer o mais real possível. Ou seja, o diretor conseguiu ser criativo e brilhar em cima de uma história real, que muitos podem ter conferido o desenvolvimento na época pelos telejornais, outros pesquisado bastante sobre tudo na internet, mas dificilmente alguém vai conseguir fazer uma representação tão real quanto a que Howard entregou aqui, pois tudo é muito forte, e me vi chorando em vários atos, e aplaudindo no final, coisas que dificilmente ocorrem em longas de streaming, e aqui funcionou demais.

Sobre as atuações, embora o elenco tailandês tenha entregue atos bem emotivos e desesperados para as principais cenas, os destaques realmente ficou com o grupo de mergulhadores que contou com grandes astros do cinema, e assim sendo além de darem visibilidade para a trama, entregaram nuances fortes, emoções bem dosadas e acertaram em cheio no que o filme precisava. Viggo Mortensen é um ator que consegue trabalhar de forma bem ampla os seus papeis, e aqui seu Rick é imponente, direto e marcante, que se mostra como um dos melhores mergulhadores, mas o bombeiro não se segura na forma literal de falar, e já manda a real que todos vão morrer, e foi muito forte em tudo, acertando demais cada momento. Colin Farrell foi muito marcante com seu John, praticamente liderando toda a equipe de mergulhadores profissionais, e fazendo os trejeitos mais humanos possíveis em suas cenas, o que faz o público se conectar demais com ele, ou seja, um grande acerto para o ator já que o verdadeiro John queria Rowan Atinkson no papel, e não sei se daria muito certo. Joel Edgerton entrou muito bem na personalidade do médico anestesista Harry Harris, sendo bem direto em suas entonações e muito emotivo na hora de fazer a situação pegar fogo, agradando bastante. Ainda tivemos Tom Bateman em situações desesperadoras e bem encaixadas com seu Chris e Paul Gleeson dando bons envolvimentos com seu Jason, o que mostrou um bom preparo para todas as cenas e marcaram um tremendo time. Além dos cinco protagonistas tivemos boas cenas com Peter Knight fazendo um policial bem encaixado e Lewis Fitz-Gerald como um dos líderes das buscas, ou seja, só escolhas fortes e bem marcantes.

Visualmente a equipe de arte trabalhou de forma monstruosa para recriar o ambiente caótico no pé da montanha, com muitas barracas de comida para alimentar as equipes de resgate, imprensa, familiares, governo e tudo mais que acabou se alojando por ali virando algo maior até do que a cidade por várias semanas durante o resgate, muitas bombas d'água para tentar tirar a água da caverna, muitas tubulações sendo construídas no topo para tentar não deixar entrar mais água no complexo de cavernas, ou seja, tudo muito realista e gigante, pois não foi usado imagens da época sem ser as reportagens de TV, então todo o processo foi filmado embaixo d'água por mergulhadores experientes, e todo a parte de terra, ou melhor de lama foi criada com muita força e imponência, de tal forma que merecem várias citações nas premiações sem dúvida alguma.

Enfim, é um tremendo filmaço, que volto a falar que é sem dúvida um dos melhores desse ano, pois tem uma boa história, mesmo sendo gigante com 150 minutos amarra completamente o espectador (acho até difícil quem pause ele sem ser para ver desesperadoramente quanto tempo falta para saber o que mais de pior pode acontecer!), e entrega tantas sensações no público que faz valer completamente tudo, ou seja, é perfeito e se eu tirasse qualquer ponto por qualquer coisa do filme eu estaria indo contra tudo o que senti vendo o longa, então recomendo demais para todos, dou a dica de se você for muito emotivo já sentar com o lencinho, e assim vou torcer por ele nas premiações, pois vale ao menos muitas indicações como direção, roteiro, filme, design de produção e efeitos visuais. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto em breve com mais textos, então abraços e até logo mais.


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Trem-Bala (Bullet Train)

8/05/2022 12:51:00 AM |

Muitos vão falar que o longa "Trem-Bala" é uma verdadeira bagunça violenta, e ele é isso realmente, mas tudo é tão genial e bem encaixado no final, que cada assassino presente dentro do trem tem seus motivos para estar ali, foi contratado também por um motivo bem específico explicado no final, e principalmente toda a violência não é gratuita, afinal eles são assassinos e estão ali para cumprir sua missão, então é um deleite visual da melhor qualidade para quem gosta do estilo, tem muitas sacadas e desenvolturas, e mais do que isso, ele não é jogado na tela, pois vemos as diversas missões anteriores de cada um, mostrando praticamente sua genealogia bem explicada para que tudo funcione. Ou seja, o diretor fez as devidas apresentações com literalmente o trem andando, colocou os nomes na tela, fez picadinho, tiros, mordidas de animais, venenos, espadadas, bombas, ligações com o desenho bizarro de trem "Thomas e Seus Amigos" usando para explicar as personalidades humanas, codinomes e tudo mais que se possa pensar em apenas um filme, e o pior é que funcionou, sendo algo que pouquíssimas vezes veremos uma bagunça tão bem feita na telona, e que se não fizerem outras missões para o Joaninha em pelo menos outros filmes iremos ficar bem bravos, pois é genial ver tudo acontecendo, e a cena do meio dos créditos é apenas um bom complemento explicativo da última cena, mas que vale esperar 3 minutinhos e ver! O que posso adiantar é que ri demais do começo ao fim, e mesmo sendo um pouco alongado para explicar tudo, funciona demais.

A sinopse nos conta que Joaninha é um assassino azarado determinado a fazer seu trabalho pacificamente depois de muitas missões saírem dos trilhos. O destino, no entanto, pode ter outros planos, pois a última missão de Joaninha o coloca em rota de colisão com adversários letais de todo o mundo - todos com objetivos conectados, mas conflitantes - no trem mais rápido do mundo. O fim da linha é apenas o começo nesta emocionante viagem sem parar pelo Japão moderno.

Poderia dizer facilmente que o diretor David Leitch se divertiu demais fazendo o longa baseado no livro de Kôtarô Isaka, pois a trama é exatamente o estilo de filme que ele gosta de fazer, tendo muita ação, muita coreografia de lutas envolvida, muitas dinâmicas para encaixar, e principalmente por ter quebras temporais bem interessantes para se explicar a origem dos assassinos, ou suas missões principais antes de estar ali, e tudo é muito funcional, ao ponto que é quase um filme 100% explicativo, e assim o resultado não fica preso, não cria gargalos, mas sim se desenvolve mais, fazendo com que o público se conecte e envolva com os personagens, ou seja, é daquelas tramas que vai parecer que você passou muito mais tempo dentro da sessão do que realmente passou, pois os 126 minutos parecem ter quase umas 4 horas no mínimo, e isso pode até cansar alguns, mas dá muito funcionamento para o longa, e o resultado acaba sendo incrível, principalmente nos atos finais. Ou seja, o diretor fez algo que gosta e já mostrou em "Deadpool 2" e "Atômica", e até mesmo em seu primeiro filme como diretor que lançou John Wick para o topo em "De Volta Ao Jogo", colocando claro muitos dublês para trabalhar que é sua grandiosa especialidade, e assim o resultado impacta e que contando com muitos efeitos cênicos resulta em algo surpreendente pelas conexões da história, que é hilária num contexto completo da brincadeira de sorte/azar, destino e tudo mais desse estilo. 

Sobre as atuações, Brad Pitt anunciou que esse pode ser seu último filme como ator para iniciar sua aposentadoria curtindo a vida apenas como produtor, mas diria que queremos muito mais dele, principalmente nesse papel de Joaninha que lhe caiu como uma luva, deixando ele livre para mais piadas, para sacadas bem trabalhadas, e claro para movimentos de ação bem encaixados que tanto gosta de fazer, de tal forma que vemos o personagem e conectamos nele, não vendo outro ali, e isso é algo que chamamos de dar a personalidade para o papel, e o acerto é nítido e certamente valeria pelo menos mais uma missão para o papel. Não dá para falar separado de Aaron Taylor-Johnson e Bryan Tyree Henry no filme, pois seus Tangerina e Limão não são gêmeos como alguns falam, mas se conectam demais como irmãos que são, um complementa o outro em suas cenas, e mesmo nos atos soltos deles, cada um entrega tanta desenvoltura, com Aaron sendo mais centrado e neurótico, e Bryan mais infantil, porém violento, e suas sacadas com o desenho do trenzinho é algo brilhante demais de ser jogado fora, ou seja, deram show em todas as cenas. Joey King num primeiro momento faz parecer seu Príncipe (sim, o nome dela está no masculino e no final dá para entender a jogada) apenas mais um no trem, mas a atriz se entrega com ironias, faz intenções fortes e bem sacadas, e vai num crescente bem marcante de expressões e estilos, ao ponto que chama bem a atenção em um filme de ação depois de tantos romances na carreira, ou seja, a jovem acabou agradando bastante no que fez. Ainda tivemos Andrew Koji e Hiroyuki Sanada fazendo seus Kimura e "O Velho" com boas doses expressivas e reflexivas, criando atos mais marcantes e bem encaixados que acabam chamando bem a atenção na história, valendo claro suas lutas finais, então no meio quase que nem aparecem, e isso foi bom, pois valeu toda a intensidade colocada, e o melhor, Hiroyuki pode fazer sua versão jovem também, afinal apenas está bem maquiado para fazer o senhorzinho. Além desses tivemos ainda dois assassinos que fizeram participações bem rápidas dentro do trem, já que dando um spoiler morrem bem rapidamente, mas que felizmente tiveram suas origens bem contadas, e funcionaram com muitas caras e bocas no caso Zazie Beetz com sua Vespa venenosíssima e o cantor Bad Bunny fazendo um Lobo bem vingativo e imponente. E para finalizar, ainda tivemos as participações de Logan Lerman como "O Filho" apenas parado na maioria das cenas do longa, Channing Tatum como um passageiro que ajuda o protagonista no trem, e até Ryan Reynolds como Carvalho nas cenas finais do longa, ou seja, um elenco de peso realmente, mesmo que apenas para aparições rápidas, e já estava esquecendo da já aposentada (ou não) Sandra Bulock com sua Maria emprestando mais a voz para falar com o protagonista ao telefone com boas sacadas, e aparecendo claro no final para um resgate do protagonista.

Visualmente o longa tem muita intensidade, e dá para sabermos bem que o filme não foi gravado dentro de um trem, mas montaram tão bem os vagões executivos e de primeira classe, com vários elementos bem encaixados para serem usados no meio das lutas e ações, que tudo tem seu estilo, tudo é funcional, e acaba virando uma arma na mão do protagonista, além disso tivemos muitos elementos cênicos para cada um desde fantasias, bombas, armas, espadas, bem detalhados tanto nas cenas internas quanto nas externas que tiveram ainda passagens por outros países, festas, e ações. Ou seja, a equipe de arte brincou bastante com as alegorias, e claro tacou a bomba completa para a equipe de maquiagem e de efeitos para as cenas com alta quantidade de sangue, afinal dá até para enxugar a sala após a sessão com o tanto de sangue que escorre, e isso é um luxo imenso em filmes desse estilo.

O longa conta com muitas boas canções para dar muita intensidade nas cenas de ação, e cada uma encaixada na medida certa fez com que o filme deslanchasse e envolvesse demais, valendo claro ouvir durante a exibição da trama, e depois dela, então deixo aqui o link para isso.

Enfim, é um tremendo filmaço, mas que não darei nota máxima pelo simples motivo de parecer alongado, embora já tenha falado que isso é um bom feitio para mostrar um pouco mais das missões anteriores dos assassinos, mas que vai pegar um pouco para quem não curtir o estilo, e assim sendo daria um 9,5 se tivesse notas quebradas, mas vou rebaixar para 9 então, porém não tira o mérito de um ótimo filme de ação, que quem for fã do gênero vai vibrar e rir na maioria das cenas, e assim sendo recomendo demais para todos. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto em breve com mais textos, então abraços e até logo mais.


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Amazon Prime Video - Viveiro (Vivarium)

8/03/2022 12:50:00 AM |

Quando lá em meandros de 2019 que nem se pensava em pandemia vi o pôster de "Viveiro" no Cinemark e fiquei curioso pela ideia, cheguei em casa, dei play no trailer e fiquei com muitas dúvidas de aonde tudo iria chegar, veio a pandemia, não foi lançado nos cinemas, e outro dia vi ele no Telecine Play, coloquei na lista, mas não dei play, eis que o Telecine Play também morreu, virando Globoplay, mas hoje eis que a Amazon Prime me sugeriu ele, então resolvi dar finalmente a chance para o longa, e descobri o motivo de ter pulado ele na playlist e ido para muitos outros filmes, pois é bizarra toda a ideia, sendo um filme que embora seja bem monótono acaba nos prendendo a atenção, pois ficamos esperando que algo realmente aconteça, que vá para algum rumo, mas não, a base está toda ali, tem um mote digamos envolvendo o lance de maternidade ou então inferno/morte, mas muitos vão se irritar com menos da metade do filme, então sequer vão esperar os 97 minutos totais, então deixo a dica como não muito recomendável, mas que pode ser que alguns filosofem mais e cheguem num consenso melhor sobre ele.

O longa nos conta que enquanto procuram pela casa ideal para que possam morar juntos, um casal se vê preso em um complicado labirinto feito de moradas idênticas entre si. Quando eles percebem que o local não é nada do que imaginavam, pode ser tarde demais.

Diria que o diretor e roteirista Lorcan Finnegan quis brincar com inúmeras possibilidades para que nossas mentes entrem em conflitos, então se você vasculhar a internet atrás de algum significado sobre a trama irá encontrar tantas abstrações, tantas loucuras e ideias que vão chegar sempre no mesmo lugar ou a nenhum lugar como é o "bairro" aonde os protagonistas estão vivendo, e isso é algo até que legal de entrar no clima, pois muitos filmes são bem óbvios e as pessoas acabam odiando, enquanto outros são tão filosóficos que acabam cansando demais, mas aqui conseguiu ser um bom misto que não incomoda, mas também não entrega, segurando bem a bola até o fim, e ainda assim não entregando nada. Ou seja, é um filme bem abstrato, mas que não chega a cansar, que muitos vão filosofar, muitos vão achar que sabem tudo sobre a trama, mas diria que ninguém vai acertar nada, aliás nem o diretor falou mais nada sobre o longa, então fica a brincadeira e a reflexão.

Sobre as atuações, como sempre Jesse Eisenberg e Imogen Poots sabem criar personagens e amarrar o público, de tal maneira que seus Gemma e Tom tem personalidades fortes, tem essências reflexivas e explosivas no caso do rapaz, e ficamos muito próximos deles com tudo o que acabam fazendo, de tal forma que em determinado momento você fica na dúvida do que faria com o garoto (eu confesso que a picareta já teria descido no primeiro grito exagerado ali), e ambos vão se entregando para um resultado que era esperado, mas que não gostaria tanto, pois acreditava em algo a mais, mas foram muito bem em tudo. Agora quanto do garoto Senan Jennings só dá para sentir raiva, pois é daqueles que irritam com imitações dos adultos, com gritos, com exageros, com tudo, mas é perfeito para o papel, então se quiserem colocar ele em mais papeis do estilo, ele vai detonar, já sua versão adulta interpretada por Éanna Hardwicke dá mais medo do ar psicótico dele do que esperar algo a mais, mas foi bem também em cena, e o fechamento é quase que robótico, ou seja, certeiro no que se esperava.

Visualmente a equipe provavelmente brincou muito com maquetes, pois fazer aquela quantidade de casas seria algo completamente fora de eixo, mas ficou muito interessante tudo igualzinho, uma casa minuciosa de detalhes, a comida vindo em caixas com as mesmas coisas sempre, todo o processo da rotina, o jovem cavando um buraco sem fim, tudo bem marcante e perfeito, com cores não fortes, mas também não muito calmas, resultando num processo completo e bem feito.

Enfim, é um filme complexo, completamente fora da caixa, para aqueles que gostam de pensar muito sobre tudo e criar mil e uma teorias, mas que para o gosto pessoal desse Coelho que vos escreve irrita mais do que agrada, e assim sendo recomendo ele com uma ressalva imensa, que se você gosta de filmes mais diretos é melhor passar bem longe. E é só meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto em breve com mais textos, então abraços e até logo mais.


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Globoplay - A Felicidade Das Pequenas Coisas (Lunana: A Yak In The Classroom)

8/01/2022 01:01:00 AM |

Costumo dizer que alguns filmes simples são tão bem trabalhados na essência emocional que acabamos sentindo a necessidade de até ver mais exemplares deles para dar valor as coisas que temos, e quando a trama é bem feita, não tem como não se envolver com os personagens e sentir tudo o que passam na mensagem completa. Um ótimo exemplar que está rodando vários festivais ainda, e que muito brevemente deve ficar em tempo integral nos streamings é o longa butanês, "A Felicidade Das Pequenas Coisas", que além de trabalhar a simplicidade do campo numa aldeia no meio do nada do país, de conscientizar a valorização do simples, também coloca em cheque a profissão de professor, que para eles é algo quase que sagrado e extremamente importante por poder dar futuro para uma pessoa, ensinando ela as coisas úteis e necessárias para mudar de vida. Ou seja, é tão leve, tão gostoso e bem trabalhado nas nuances simples que vemos o filme com um calor gostoso no peito, e até emocionaria mais ver algo diferente no final, mas serviu de lição e o resultado agrada demais por ser bem simbólico também, mas sem exigir altos pensamentos e reflexões para entender a lição, e assim sendo vale muito a dica.

A sinopse nos conta que um jovem professor no Butão, Ugyen, foge de seu trabalho enquanto planeja ir para a Austrália para se tornar um cantor. Como castigo, seus superiores o mandam para a escola mais remota do mundo, uma vila glacial do Himalaia chamada Lunana. Ele se vê exilado de seus confortos ocidentalizados após uma árdua jornada de 8 dias apenas para chegar lá. Lá ele não encontra eletricidade, nem livros, nem mesmo um quadro-negro. Embora pobres, os aldeões dão as boas-vindas ao novo professor, mas ele enfrenta a difícil tarefa de ensinar as crianças da aldeia sem nenhum material. Ele quer desistir e ir para casa, mas começa a aprender sobre as dificuldades na vida das belas crianças que ele ensina e começa a ser transformado pela incrível força espiritual dos aldeões.

O mais bacana de tudo que esse é o primeiro longa do diretor e roteirista Pawo Choyning Dorji, ou seja, falo isso quase que todas as vezes que se vai iniciar na função o melhor estilo é o drama leve, e aqui ele acertou com tanta fluidez, com tanta representatividade nas situações, colocando emoções nas personificações e basicamente conseguiu criar um filme com um realismo quase que documental, pois entrou no meio das pessoas, deu as nuances da vila e soube trabalhar os diversos elementos com ares puros e certeiros, o que acabou sendo ficcional mesmo foi a vida do professor, seu sonho de ser cantor no exterior, pois os demais se duvidar são pessoas reais, que vivem ali, que se doaram para o filme e entregaram bons momentos, criando desenvolturas próprias e bem colocadas, que acabam emocionando e funcionando na ideia completa do diretor. Ou seja, é daquelas tramas que poucos imaginam criando, mas que passam sentimento e agradam demais, tanto pelo ar emotivo, quanto pelo ar representativo, e assim se tornam simples e completos.

Sobre as atuações, diria que Sherab Dorji entregou um Ugyen bem tradicional da juventude atual, desses que fazem um serviço já pensando em outro, com trejeitos meio que jogados num primeiro momento, com todos fazendo de tudo para ele, e ele nem aí, mas soube dimensionar tudo muito bem e ir se desenvolvendo com o decorrer da trama, chamando as cenas para si e agradando bastante com seus atos mais sutis, ao ponto que acabou mais interessante do que parecia num primeiro momento, e isso é muito bom de ver. Ugyen Norbu Lhendup foi quem mais se destacou na trama com seu Michen, e demonstrou um conhecimento gigantesco em cima de tudo, e talvez possa ser até sua a história real da trama, e sendo bem direto e chamativo conseguiu ser marcante em diversas cenas do longa, desde o começo da caminhada, até vários atos na aldeia, agradando bastante com o que fez. Ainda tivemos bons atos com Kunzang Wangdi com seu Asha bem simbólico como um grande líder e exemplo, com Kelden Lhamo Gurung com sua Saldon bem envolvente no canto, e claro pela ótima garotinha líder da turma Pem Zam, pois foi direta e certeira em todos os atos.

Visualmente a trama é bem interessante, mostra um lugar completamente remoto, com uma simplicidade bem trabalhada, mostrando desde as casas simples de cada um até uma escola praticamente sem nenhum recurso, aonde o jovem traz algo a mais para as crianças tão necessitadas de conhecimento, e isso acaba sendo bonito de ver na forma que ele pegou a escola e na forma que deixou, que acaba sendo agradável e muito chamativo por parte da equipe de arte, mostrando elementos simples desde o comparativo das botas e suas serventias, da cultura de beber e aceitar a bebida, e até mesmo de cada elemento ser funcional na forma toda da arte para ser bem representativo em tudo, ou seja, um grande acerto na simplicidade.

Enfim, é um filme que certamente ficará marcado na mente de quem conferir, pois entrega algo muito bonito e sensível, com um envolvimento gostoso e que por mais que não seja uma trama explosiva, cheia de conflitos e reviravoltas, consegue ter a dose certa de tudo que uma boa trama do gênero necessita, e assim sendo um grande acerto por parte de toda a equipe. Então fica a dica para todos conferirem quando puder, seja em algum cinema que esteja exibindo como parte de algum festival ou nos streamings que certamente devem colocar logo ele na programação, e eu fico por aqui hoje, mas volto em breve com mais textos, então abraços e até logo mais.


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Mubi - Crimes do Futuro (Crimes of the Future)

7/31/2022 07:01:00 PM |

Chamar o novo filme de David Cronenberg de circo de horrores seria dar ao seus fãs o selo de que o diretor voltou à suas origens e fez um brilhante trabalho envolvendo coisas contraditórias e bizarras que tanto chama a atenção do público, porém "Crimes do Futuro" não chega a ser algo que choque ou cause algo comum de se impactar, mas sim uma junção de bizarrices, cortes e situações sem muito ritmo que mais cansam do que marcam algo traumático que seria o que desejava o diretor. Ou seja, é daqueles filmes que talvez com muita explicação, com muitos adendos de pseudo-intelectuais você solte um "oh!", mas que quem conferir apenas esperando um bom longa de horror dramático vai acabar mudando de filme no miolo ou talvez até dormindo com o ritmo quase parado, então não posso dizer todos esses adjetivos do pôster para ele, sendo algo que vou preferir esquecer de ter visto.

O longa nos conta que em um futuro próximo, os humanos terão que aprender a conviver e se adaptar ao seu ambiente sintético. Isso faz com que a espécie tenha que ir mais além do que seu estado natural e ir para metamorfose, o que causa uma mudança em seu DNA. Enquanto alguns abraçam o potencial ilimitado do trans-humanismo, outros tentam policiá-lo. De qualquer modo, a Síndrome da Evolução Acelerada está se espalhando rapidamente. Saul Tenser é um artista mundialmente amado que abraçou esse novo estado de ser, resultando em alterações no seu corpo, como novos órgãos. Junto com Caprice, Tenser transformou a remoção desses órgãos em um espetáculo para seus fiéis seguidores se maravilharem no teatro em tempo real. Com uma subcultura e uma sociedade obcecada pelo artista, Timlin, uma investigadora do National Organ Registry, rastreia cautelosamente seus movimentos, e deseja usar a notoriedade de Saul para espalhar para o mundo as consequências desse experimento.

Quem já viu qualquer filme do diretor e roteirista David Cronenberg sabe que ele gosta de causar e trabalha suas tramas sempre com muita força de impacto, não deixando nada leve em nenhuma cena para que tudo flua e levante discussões, então muitas das vezes temos de entrar nas sessões de seus filmes preparados não para o que vamos ver ali, mas sim como tudo aquilo nos atinge, e o que cada ato quis passar sem estar escrito nas entrelinhas, meio como se entrasse em um museu com uma tela branca e ao ler no rodapé que ali está a floresta vista com o reflexo máximo do sol, e você vai pensar "Nossa! Como não tinha pensado nisso?". Porém aqui ele quis dar um passo muito futurista em algo que sequer podemos pensar alguma vez como mudanças corporais e o transportar de uma cirurgia ser tão prazerosa quanto um sexo, e assim vemos coisas mais bizarras do que chamativas, o que não causa sensações, mas sim conflitos e estranhezas, o que não é bacana, além de que abusou do ritmo lento no desenvolvimento, o que acaba mais cansando do que chamando atenção, e assim seu filme até pode se tornar algo futuro, mas no presente não atinge ninguém.

Sobre as atuações, diria que Viggo Mortensen até trouxe expressões marcantes para seu Saul, meio como alguém que curte se mostrar, que está envolvido em todos os meios e que não ligar para nada, de tal forma que tudo é bem centrado nele, e o ator domina o ambiente com bons atos, e cenas que chegam a ser marcantes, claro que usando de diálogos bem pausados que diminuem ainda mais o ritmo de tudo, mas que funcionam. Léa Seydoux caiu muito bem no papel de Caprice, sendo enigmática e direta nas exibições, criando performances bem trabalhadas e com boas nuances, mas não explode em seu papel, parecendo estar sempre um passo atrás do protagonista, o que não deveria acontecer, e assim o resultado não impacta tanto. Se elogiei ao máximo Kristen Stewart por seu filme anterior, aqui ela é quase um enfeite de duas ou três cenas, impactando apenas pelo teor sexual que dá em algumas cenas, mas nada que fizesse sua Timlin aparecer mais. Scott Speedman até parecia alguém que iria além com seu Dotrice, mas apenas fez algumas caras e bocas de imposição, e conseguiu o que queria que era uma autópsia do filho, mas nada que surpreenda muito. 

Visualmente o longa é um show de mutilações corporais, exibições de vísceras, partes de corpos deformados, e máquinas futuristas que se conectam aos corpos e fazem o trabalho todo de um cirurgião, mas tudo muito sujo, com um visual deprimente, pessoas filmando tudo, sendo meio que uma crítica à sociedade, mas também não chamando atenção para o que realmente importaria na trama, ou seja, ficou parecendo que foram filmar em um beco qualquer e o resultado foi jogado na tela.

Enfim, é um filme que não atinge nenhum ápice e o ritmo desaponta ainda mais, sendo daqueles que os críticos famosos fazem mil chamarizes para toda a questão intelectual, e que no fim acabamos mais desapontados com tudo do que envolvidos realmente com a proposta, e assim sendo não recomendo ele de forma alguma para ninguém. E é isso meus amigos, fico por aqui agora, mas volto em breve com mais textos, então abraços e até logo mais.


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Aos Nossos Filhos

7/30/2022 11:53:00 PM |

Costumo falar que o mundo mudou tanto que hoje pra você dar um simples bom dia é preciso pensar o quanto você pode influenciar alguém, e se a pessoa queria ouvir algo de você, então o certo é se vai atrapalhar algo na sua vida, aí você pode opinar, do contrário deixe que o outro siga fazendo o que gosta, da forma que deseja e não se meta com opiniões furadas, e o mais bacana que o longa "Aos Nossos Filhos" transmite na sua essência, é que a mesma pessoa que sofre preconceito por algo, também é preconceituosa com outra pessoa, então olhe para sim mesmo antes de acusar ou fazer algo, pois o que você vai deixar para o outro pode ser ruim para ele. Ou seja, o filme tem uma pegada que cutuca muitas situações do mundo atual moderno, como homossexualismo, pessoas que sofreram na ditadura, crianças abandonadas soropositivas, adoção ou ter um filho por reprodução assistida, e por aí vai, que daria panfletagem e discussão por horas numa boa sessão debate, mas também tem uma essência comercial bem feita, daqueles filmes que você não se cansa com ele, e assim sendo fica valendo a dica para refletir com tudo o que é passado, pois é muito difícil alguém que não tenha um pré-conceito de algo que vai julgar demais antes de conhecer, e isso é algo que precisa mudar.

A sinopse nos põe para imaginar uma cena: Eva e Eva sonham em ter um filho no paraíso, enquanto um menino soropositivo lê Moby Dick no fundo de uma piscina vazia. Eva é Tânia, uma jovem que estuda para passar em concurso público e se tornar juíza. A outra Eva é Vanessa, uma executiva que trabalha em uma grande agência de publicidade. Vera, mãe de Tânia, coordena, aos trancos e barrancos, uma ONG que cuida de crianças soropositivas. Ela sempre foi uma mulher corajosa e lutadora, além de uma defensora apaixonada de todas as liberdades. Mas o fato de a filha querer ser mãe pela barriga da parceira é algo que ela não consegue admitir. Essa situação impensável traz à tona uma enxurrada de perguntas, e lembranças dolorosas de seu passado como rebelde começam a surgir. Apesar das grandes diferenças entre elas, essas duas mulheres, mãe e filha, ambas nascidas em uma classe média abastada, ainda acreditam nas virtudes do diálogo e nas conquistas da democracia.

Diria que o texto forte de Laura Castro (que também é a filha Tânia aqui no filme e foi por vários anos no teatro) é tão atual e bem trabalhado, que a diretora e atriz portuguesa Maria de Medeiros (que na peça faz a mãe) apenas soube dosar os atos com muita destreza e ampliar a situação de uma peça para algo maior, com mais campo, e o resultado ficou bem interessante, dinâmico e representativo para fazer o público sentir e refletir, contando com nuances bem amplas, com situações marcantes, e agradando por mesmo sendo forte não pesar a mão, deixando que o dilema todo fosse parcial e direto. Ou seja, felizmente ela conseguiu criar um filme e não uma representação cênica de uma peça na telona, contando com atos certeiros e com atuações e dinâmicas bem trabalhadas para que o público critique sim tudo, mas principalmente discuta os pré-conceitos de cada tema trabalhado, e como já disse no começo são muitos, interconectados, e que não se destoam nem tropeçam uns nos outros, o que ficou incrível de ver.

Sobre as atuações, foi um grande acerto a diretora não repetir seu papel na peça, pois por mais que já tenha feito centenas de apresentações, quando se está dirigindo você passa um novo olhar e sabe melhor ainda o que pedir da protagonista, e claro que a escolha de Marieta Severo é um luxo para qualquer filme que seja, e a atriz se entregou de tamanha forma para que sua Vera fosse precisa de trejeitos, passasse medo no olhar, angústia nas cenas mais duras, mas também representasse bem a maioria dos pais/mães que não aceitam o mundo atual, mesmo se julgando super liberal, de tal forma que muitos se verão no que ela faz, pois a atriz é tão certeira nas nuances que não tem como não ver alguém de sua família ali na personagem, ou seja, deu show. Já Laura Castro não quis colocar outro nome fazendo sua Tânia, afinal o papel ali é mais do que alguma personagem que tenha interpretado por anos, mas sim alguém que ela criou e vivenciou para chegar no roteiro da peça, e soube dosar a força teatral para que no cinema a personagem tivesse mais esse impacto, e mesmo não sendo daqueles personagens memoráveis da cinematografia nacional, ela representou bem as pessoas que são discriminadas muitas vezes em casa, mas que também discriminam aos montes, como acontece nas cenas dentro do instituto. Ainda tivemos bons atos de Marta Nobrega com sua Vanessa bem impositiva e forte, Ricardo Pereira fazendo um exagerado Antônio, e José de Abreu fazendo de seu Fernando aquele pai que dá tudo, que faz tudo e não entra em conflito nenhum com a filha, sendo o extremo oposto da mãe, além de Claudio Lins surpreendendo com seu Sergio, num papel que inicialmente pensamos uma coisa, mas que no final acabamos levando um belo susto com todo o desenvolvimento trabalhado.

Visualmente o longa foi bem representativo para mostrar que as protagonistas são bem ricas, com casas e apartamentos em bons lugares, mas a mãe opta por viver em um projeto social dentro da favela, com tiros e infiltrações diretas, com tudo do mais simples possível, enquanto a filha vive numa casa chique, numa área bem ampla e de visual bonito para dar bons confrontos, temos ainda as cenas fortes da ditadura com muitas baratas e toda a vivência de memória da protagonista, e embora tudo seja pouco usado, meio que nos moldes da peça, tudo é simbólico e funciona bem.

Enfim, não é um filme perfeito, pois força alguns momentos e não fecha praticamente nenhuma discussão, mas é bem representativo e consegue agradar bastante quem se dispor a refletir sobre eles, sendo assim tanto uma boa trama de cinema, quanto uma boa trama para projetos de discussão, aonde os espectadores vão praticamente fechar tudo o que o longa abriu, valendo então a dica para quem trabalha com esses temas nas comunidades. E é isso meus amigos, fica a dica, e eu fico por aqui hoje, então abraços e até logo mais.


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DC Liga dos Super Pets (DC League of Super-Pets)

7/29/2022 12:28:00 AM |

É tão bacana quando um filme dá muito certo e faz você rir do começo ao fim, enxergar cada sacada bem encaixada e ainda por cima ter dinâmicas bem inteligentes bem casadas com o tempo e que facilmente funciona bem desde o menorzinho até o mais velho! E a nova animação da DC, "Liga dos Super Pets" entrega algo tão genial, tão bem contextualizado que não tem como não comparar com a formação da liga pelos personagens humanos, mas que assim como vem ocorrendo já faz tempo, as animações da companhia tem acertado muito mais do que os filmes live-action, e assim sendo, o resultado acaba surpreendendo a todos com muitas cores e bichinhos fofinhos para a garotada, e muitas referências aos quadrinhos e boas dinâmicas para os adultos, que vão gargalhar a cada aparição e comparação. Ou seja, é daquelas animações para serem encaixadas entre as melhores já vistas, que vai agradar com muita certeza quem for conferir, e que brinca com tudo desde o primeiro minuto até o último segundo dos créditos, afinal são duas cenas pós-créditos, sendo a segunda a mais genial dos últimos tempos dos filmes de heróis, juntando dois personagens que muitos gostariam de ver nos filmes live-action na mesma cena, além da sacada sarcástica do supercão Krypto para com seu adversário.

O longa acompanha Krypto o Supercão e Superman, amigos inseparáveis, compartilhando os mesmos superpoderes e lutando contra o crime em Metrópolis lado a lado. Quando Superman e o resto da Liga da Justiça são sequestrados, Krypto, forma uma equipe de animais de estimação que receberam superpoderes: um cão chamado Ace, que se torna super forte e indestrutível; um porco chamado PB, que pode crescer até o tamanho gigante; uma tartaruga chamada Mirtes, que se torna super rápida; e um esquilo chamado Chip, que ganha poderes elétricos. Ele deve convencer o bando de abrigo a dominar seus próprios poderes recém-descobertos e ajudá-lo a resgatar os Super-heróis - e assim Krypto cria a liga dos Super Pets.

O diretor e roteirista Jared Stern já havia escrito o melhor filme do Batman que já tivemos "Lego - Batman", e agora junto de Sam Levine montou um dos melhores filmes de super-heróis já feito também, colocando tantas sacadas e situações, que quem assistir com muito tempo como alguns costumam fazer vai ficar notando easter-eggs em muitos detalhes, vai reparar em cada personagem e ver estilo e técnica, mas mais do que isso, o resultado que conseguiram trazer para telona é uma animação gostosa, divertida e que agrada a todos, praticamente sem momentos lentos, sem enrolação, e que brincando e trabalhando tudo de maneira simples e efetiva acaba envolvendo a todos. Ou seja, é um roteiro bem simples, direto no ponto, que surpreende pelos ótimos diálogos (e que para variar na dublagem ainda colocaram referências nacionais de piadas), e que encaixa muito bem na atual fase que se encontra os heróis da DC, que são tramas sérias, porém divertidas e agradáveis, não precisando nem pesar a mão nem apelar para conquistar o público.

Sobre os personagens cada um da sua maneira passou muita personalidade e acaba agradando com simplicidade e claro trejeitos que ligam muito quem serão seus donos, desde os poderes de Krypto que trouxe do seu planeta natal igual o Superman, mas com um ego enorme e passando sempre o ar de liderança e necessidade de afeto, passando pelo cão abandonado Ace que perdeu sua família, que não se conecta muito às pessoas, mas é indestrutível que claro vai ser de Batman, até chegarmos na tartaruga superveloz Mirtes que não vê nada em seu caminho e acaba fazendo muitas trapalhadas sendo o par perfeito para Flash, e o esquilo Chip com seus raios desgovernados e sem confiança que acabará indo para Lanterna-Verde, e claro sem esquecer da porquinha PB que adquire poder de crescer ou diminuir sem muito controle que acaba indo para a Mulher-Maravilha. Porém todo filme de heróis necessita de um bom vilão e aqui isso ficou a cargo da porquinha da Índia Lulu que se vê como uma grande cientista por ter sido testada por Lex Luthor, e seus ares são perfeitos de vilania, criando seu próprio exército de porquinhos da Índia, cada um com um poder diferente que lembram muito vários vilões dos heróis, e assim tudo se encaixa muito bem em cada nuance da trama, ou seja, um filme completo de bons personagens, e claro boas dublagens de Marcelo Garcia com Krypto, Marco Luque como Chip, Priscila Alcantara como PB, Duda Espinosa como Ace, Angélica Barbosa como Lulu, além dos dubladores clássicos dos super-heróis Guilherme Briggs como Superman, Flavia Saddy como Mulher-Maravilha, Duda Ribeiro como Batman e ainda Wendel Bezerra fazendo Keith e Mark os dois principais porquinhos da Índia.

Visualmente o longa é bem colorido, mostrando uma Metrópolis bem trabalhada, com os tradicionais prédios da franquia com o Planeta Diário, a Sala da Justiça e claro a LexCorp, tendo boas sacadas com o avião invisível (que é transparente!) e muitos outros bons elementos cênicos para marcar o ambiente, que como disse, quem for preparado para notar tudo, ou ver a trama várias vezes vai ver muito mais, e isso mostrou um belo trabalho da equipe de arte e criação para não desapontar ninguém, e claro ainda segurar a garotada com tudo. Outro grande e excelente efeito foi algo que gosto muito de ver nas animações que é aparecer os nomes dos personagens com o mesmo design e efeitos de tela, inclusive os que foram abrasileirados, então deram show nesse quesito mesmo.

Enfim, é uma animação sensacional, que agrada demais do começo ao fim, que traz diversas emoções com todas as situações, e que inclusive teve Vitor Kley cantando "Conta Comigo", uma canção muito bonita que funcionou perfeita num momento emocionante da trama, ou seja, vale demais a conferida completa, recomendo todos levarem a garotada, e agora é torcer para termos mais continuações com os super animais nas telonas, então fica a dica, e eu fico por aqui hoje, então abraços e até logo mais. 

PS: Poderia dar nota máxima para o filme por ser bem completo, mas diria que faltou um pouco de textura nos personagens e até mesmo no cenário, sendo uma animação bem tradicional e quase que chapada, então vou tirar um ponto só por esse detalhe técnico, mas do restante é perfeita.


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