Costumo dizer que se um suspense for bem amarrado não tem como dar errado, e hoje quase o longa dinamarquês da Netflix, "A Mulher Secreta", quebrou minha afirmação, pois o filme tem pegada, tem boas dinâmicas com pistas e atuações, e brincou bem com o espectador, porém teve um fechamento tão novelesco que raspou a trave de destruir tudo na tela, e o motivo é o famoso enrolar no miolo para precisar acelerar no final. Claro que o filme conseguiu me envolver bastante, e em diversos momentos fiquei querendo saber tanto quanto a protagonista, e isso é o que chamo de dividir a síntese, que funciona muito bem em tramas de suspense, e conforme ela ia descobrindo as coisas, tudo vai sendo bem incrementado na produção, só acredito que resolveram tudo de uma forma muito "fácil" no final, pois poderiam ter trabalhado melhor os atos de encerramento, ter criado um pouco mais de história e aí sim explodir, mas seria pedir demais, então dá para aceitar a escolha como foi feita, pois ainda assim o resultado agrada.
O longa gira em torno de Louise Andersen, uma mulher que leva uma vida tranquila ao lado do companheiro, Joachim, em uma pequena ilha da Noruega, onde administra um café. Essa rotina muda quando um desconhecido afirma que ela não é Louise, mas Helene Söderberg, uma mulher dinamarquesa que desapareceu há dois anos. Agora com dúvidas e intrigada pelas lacunas em sua memória, ela abandona a vida que conhece e parte em busca das respostas sobre o próprio desaparecimento. Conforme investiga o passado, Louise encontra pistas sobre a noite em que desapareceu e percebe que sua antiga vida estava longe de ser tão perfeita quanto parecia. Ao assumir a identidade de Helene, ela se aproxima de uma verdade capaz de transformar completamente sua visão sobre quem é e por que decidiu desaparecer.
O cinema nórdico tem uma característica de ser mais fechado de dinâmicas, e aqui a diretora Barbara Topsøe-Rothenborg optou por não ir muito a fundo na personificação exibida na tela, de modo que o mistério embora seja muito comum, foi bem controlado e que criando alguns vértices quebrados foi interessante de acompanhar. Claro que dava para o miolo ser um pouco mais rápido e desenvolverem melhor os atos finais, mas ainda assim o resultado acaba sendo interessante e bem montado, só sendo um pouco novelesco demais, porém é um estilo que tem dado certo, então não iam mexer tanto, ainda mais sendo baseado em um livro de sucesso.
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O longa gira em torno de Louise Andersen, uma mulher que leva uma vida tranquila ao lado do companheiro, Joachim, em uma pequena ilha da Noruega, onde administra um café. Essa rotina muda quando um desconhecido afirma que ela não é Louise, mas Helene Söderberg, uma mulher dinamarquesa que desapareceu há dois anos. Agora com dúvidas e intrigada pelas lacunas em sua memória, ela abandona a vida que conhece e parte em busca das respostas sobre o próprio desaparecimento. Conforme investiga o passado, Louise encontra pistas sobre a noite em que desapareceu e percebe que sua antiga vida estava longe de ser tão perfeita quanto parecia. Ao assumir a identidade de Helene, ela se aproxima de uma verdade capaz de transformar completamente sua visão sobre quem é e por que decidiu desaparecer.
O cinema nórdico tem uma característica de ser mais fechado de dinâmicas, e aqui a diretora Barbara Topsøe-Rothenborg optou por não ir muito a fundo na personificação exibida na tela, de modo que o mistério embora seja muito comum, foi bem controlado e que criando alguns vértices quebrados foi interessante de acompanhar. Claro que dava para o miolo ser um pouco mais rápido e desenvolverem melhor os atos finais, mas ainda assim o resultado acaba sendo interessante e bem montado, só sendo um pouco novelesco demais, porém é um estilo que tem dado certo, então não iam mexer tanto, ainda mais sendo baseado em um livro de sucesso.
Quanto das atuações, diria que Natalie Madueño segurou bem sua personagem Helene/Louise na tela, tendo presença e trabalhando os trejeitos com uma boa desenvoltura, de modo que ela consegue nos convencer de seus atos e conforme vai incorporando tudo, ela faz com que torcêssemos por ela, então acabou agradando bastante. Claes Bang tem muita personalidade, e já vimos isso em diversos filmes, e aqui a postura encontrada para seu Edmund foi meio que explosiva demais, de modo que não conseguiu envolver o público para que olhássemos ele de um jeito diferente de alguém abusivo e que está tentando esconder algo, ou seja, poderiam ter trabalhado ele mais lentamente para convencer melhor. Agora mesmo o personagem Joachim de Pål Sverre Hagen sendo um escritor criminal, seu estilo investigativo não convenceu muito na tela, parecendo mais um intrometido nas coisas do que alguém que realmente estava indo atrás de pistas, ou seja, ficou um pouco artificial demais. Quanto aos demais, é engraçado como resolveram dar importância para alguns nos atos finais, sem ao menos desenvolverem eles, meio que se precisassem encerrar rapidamente, então pronto, entrem em ação, e assim faltou elaborar um pouco mais a personalidade de Stina Ekblad com sua Caroline na tela.
Visualmente as locações deram um belo show na tela, tendo uma pequena vila em uma ilha isolada na Noruega, com tudo bem bonitinho, o café da protagonista, e tudo mais envolvendo, depois vamos para a Dinamarca, mas não em meio a cidade tradicional, e sim numa mansão que parece quase um castelo, cheio de ambientes e elementos para tentar mostrar um pouco mais da vida antiga dela, com bons momentos e dinâmicas, além da empresa também bem gigante com vários ambientes, mas sem grandes desenvolvimentos, mostrando que a equipe de arte poderia ter ido até mais além, mas também dependeria da diretora utilizar mais.
Enfim, é um filme interessante, que tem uma boa pegada de suspense, algumas boas pistas, mas que não foi tão longe quanto poderia, sendo daqueles que acabam correndo muito no final, e no miolo ao invés de desenvolver melhor optaram por enrolar mais, e isso pesa numa produção. Sendo assim diria que vale como um bom passatempo do estilo, mas nada demais que o fará ser lembrado futuramente. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais dicas, então abraços e até logo mais.






















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