Confesso que estava esperando rir muito mais com "Se Eu Fosse Você 3" do que acabou acontecendo, principalmente por colocarem um humorista de fato no elenco, porém a trama acabou ficando até mais leve do que os anteriores, sendo que tivemos muitas situações duplas que ao ficarem dividindo os momentos soltos acabou não se desenvolvendo tanto quanto poderia. Claro que ainda é um bom filme, funciona bem como um bom passatempo, mas a falta de situações engraçadas acabou deixando um vazio meio grande na tela, parecendo que estava vendo uma comedia romântica com alguns conflitos ao invés de algo mais promissor de troca de corpos. Ou seja, posso até me comprometer com algo que sou muito contra e sempre reclamo de ter nos filmes, mas faltou apelar e forçar a barra para que o longa ficasse engraçado, mas aqui pedia isso.
A sinopse nos conta que duas décadas depois da última troca de corpos, Cláudio e Helena vivem uma nova fase da vida ao lado da filha Bia, agora adulta e casada. Tudo parece em equilíbrio até que uma situação inesperada abala a dinâmica da família e coloca as relações à prova. Quando o raio parece cair mais uma vez no mesmo lugar, a família toda é levada a encarar um novo desafio: aprender a se colocar no lugar do outro… talvez de um jeito bem literal.
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A sinopse nos conta que duas décadas depois da última troca de corpos, Cláudio e Helena vivem uma nova fase da vida ao lado da filha Bia, agora adulta e casada. Tudo parece em equilíbrio até que uma situação inesperada abala a dinâmica da família e coloca as relações à prova. Quando o raio parece cair mais uma vez no mesmo lugar, a família toda é levada a encarar um novo desafio: aprender a se colocar no lugar do outro… talvez de um jeito bem literal.
Sinceramente achava que tinha passado bem menos tempo entre o primeiro filme e esse novo, mas o original é de 2006 e a continuação foi em 2009, ou seja, passou um bom tempo, e claro muito mudou nesse tempo todo, de modo que antes tínhamos o estilo cômico mais presente e direto de Daniel Filho, e agora sob as mãos de Anita Barbosa pareceu que a diretora não quis ir muito além na tela, trabalhando suas dinâmicas sem muita personalidade ou intensidade, o que não é ruim quando a proposta é assim, meio como vemos em algumas comédias europeias aonde a síntese da história tem seu gracejo, porém aqui a história faltou focar mais nos conflitos da troca de corpos e menos nas metas dos protagonistas, o que acabou não indo tão fundo quanto poderia, mostrando que a diretora não quis ousar, mas sim apenas acompanhar a história trazendo ela para o viés mais atual, que não é tão engraçado.
Quanto das atuações, muita gente está reclamando de não terem deixado Isabelle Drummond no papel da filha, afinal ela continua sendo uma grande atriz e está com a idade suficiente para a personagem, porém ela já não se parece mais tanto com Glória Pires, no caso a Helena da trama, então nada mais justo do que colocar Cleo, filha original da atriz que entregou uma Bia bem regrada e impulsiva, mas que forçou o sorriso demais na cara para estar com o marido dentro de seu corpo, de modo que em alguns momentos até pareceu artificial e não alguém que faria você rir com as trapalhadas, mas segurou o longa, então foi bem no que fez. Do outro lado tinha tudo para dar muitíssimo certo na proposta do longa, pois Rafael Infante é humorista e faz muitas imitações em seus shows, ou seja, até conseguiu incorporar em seu Aquiles muitas essências da protagonista, brincou bastante, mas ficou mais bobinho do que engraçado, de modo que seus atos precisavam ser mais explosivos para realmente entregar mais, fora que ficou nítido que cortaram muita coisa dele para dividir o tempo, e assim falhou. Quanto aos demais, diria que pagaram o cachê para Glória Pires e Tony Ramos apenas para que o filme não se desconectasse do original e falassem que era algo novo, então nem vou falar deles, valendo dar leves destaques apenas para Paulo Rocha como um maitre carioca fingindo sotaque francês e para Yohama Eshima como a subchefe do restaurante da protagonista que fez bons trejeitos no melhor estilo de amiga fofoqueira, mas nada que surpreendesse muito na tela.
No conceito visual, ainda estou tentando entender qual foi a piada de mandar os protagonistas originais para a China, meio que sem base, com cenas que nem mostram realmente se gravaram algo lá, depois tivemos vários atos no restaurante, em um consultório e num parque de aventuras radicais, sendo tudo bem básico e simples, sem grandes chamarizes, ou seja, a equipe de arte nem tentou brincar muito com as mudanças de corpos e situações bizarras que isso poderiam causar, ou seja, ficou bacana pela simplicidade em si, mas nada que valorizasse a história.
Enfim, é um filme bacana para quem não for esperando rir, pois volto a frisar que não é ruim, tem bons momentos e dinâmicas como um passatempo, porém se lembrarmos de como eram divertidos os dois longas anteriores já bate uma saudade imensa, e aqui faltou mesmo que fosse forçado, fazer rir. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje agradecendo os amigos da Bcbiz Assessoria e da Disney/Buena Vista pela cabine e volto em breve com mais textos, então abraços e até logo mais.


































