Zona Zero (군체) (Gunche) (Colony)

10/24/2026 01:26:00 AM |

Que o cinema sul-coreano já explodiu mundo afora sabemos bem, e o mais curioso é que eles não trazem filmes simples com um ou dois personagens principais, mas sempre toneladas de conexões, figurantes sobrando por todos os cantos, e incrivelmente conseguem trabalhar temas morais junto de tramas de ação, algo que é raríssimo de conseguir fazer funcionar, ou seja, daqui a pouco teremos um nicho completamente separado para conseguir explicar algo como um estilo próprio que chama atenção e que impacta sabendo exatamente aonde pisar. E dito isso, se tem algo que nunca fui muito fã são tramas envolvendo zumbis, pois geralmente a ideologia em si não me convence, mas existem tantos fãs e tantos filmes diferentes que acabamos sempre entrando na onda para tentar ao menos curtir, e quando vi o trailer de "Zona Zero" fiquei curioso pela proposta acelerada até demais na tela, de modo que parecia ser algo diferente dos tradicionais longas morosos que costumam entregar a dinâmica, e analisando a ideia em si de bioterrorismo junto com a pegada digamos vingativa dentro de uma essência, colocando ainda pontos morais de quem é a vítima, quem deve morrer ou viver, e até mesmo por quais motivos valeria botar tudo dentro de uma loucura completa, fez com que o resultado ficasse ainda mais interessante, e que mesmo sendo um pouco alongado para colocar tudo isso na tela, funcionasse bastante do começo ao fim.

O longa nos conta que o que deveria ser apenas uma conferência sobre avanços científicos rapidamente se transforma em um pesadelo sem saída. Se-jeong, uma professora de biotecnologia, participa de um importante encontro acadêmico quando um vírus de rápida mutação é liberado, mergulhando o local no caos. Conforme a infecção se espalha, os contaminados passam por transformações aterrorizantes, tornando impossível distinguir aliados de ameaças. Com as autoridades isolando completamente a instalação para tentar conter o surto, os sobreviventes se veem presos em uma luta desesperada pela sobrevivência. Enquanto o medo cresce e a ordem entra em colapso, Se-jeong precisa usar seus conhecimentos para encontrar uma saída antes que a mutação torne qualquer esperança impossível.

Posso afirmar que o diretor Yeon Sang-ho gosta bastante do estilo zumbis, afinal a maioria dos seus longas tem essa base, apenas desenvolvendo o local, a forma de surgirem e as entregas, e para quem não é um amante do estilo como eu, ele faz algo que beira a perfeição que é amarrar tão bem a história para que todos se envolvam com os personagens e com as dinâmicas ao ponto de acompanharmos os protagonistas e torcermos para eles, sendo tudo tão grandioso na produção que acabamos ficando impressionados seja com a técnica ou com o desenrolar, nem ligando tanto para os erros do roteiro e/ou enrolações que acabam segurando demais a trama. Ou seja, diria que ele voltou ao seu estilo que vimos nos dois filmes de "Invasão Zumbi" e "Jung_e"e deixou um pouco de lado o estilo policial de "Revelações", e que se talvez tivesse juntado as duas coisas teríamos algo brilhante, mas que ainda assim funcionou muito bem pelo tamanho da produção visual.

Vou ser um pouco preconceituoso e talvez até xenófobo com o que vou falar, mas é muito difícil diferenciar atores orientais para mim, de modo que falar individualmente de cada um é complicado, então vou falar dos dois dizendo que embora tenha atitude e boa entrega na tela, Jun Ji-hyun acaba sendo meio monótona e desanimada demais com os trejeitos que trabalha em sua Se Jeong, de modo que sendo a protagonista principal não faz com que torcêssemos para que ela fosse muito além, e isso pesa na tela de modo a não fluir como deveria, então poderia ser alguém mais imponente a virar herói na trama, ou o diretor forçar mais sua atuação. Já Koo Kyo-hwan trabalhou o vilão Seo Yeong Cheol com um estilão meio que irônico demais, sendo divertido de ver suas caras e bocas (mesmo vendado) comandando todos os zumbis, além de ter diálogos bem marcantes que até sendo dublados impactaram na tela, soando até forçado em alguns momentos, mas funcionando bem na tela. Quanto aos demais, diria que foram bem na tela fazendo os tradicionais personagens que todo filme do estilo tem de ter: a garota que atrapalha tudo fazendo barulho, chorando e tudo mais; o policial que acaba fazendo atos contra todos; o segurança que quer ser herói, mas se atrapalha e muda de lado; os políticos que não sabem de nada e querem acabar com tudo; e até alguns deficientes para ficarmos com dó e pensar em como ajudar, ou seja, o pacote completo.

No conceito visual se o longa não ganhar as premiações (ao menos orientais) podem dizer que foram muito roubados, pois vemos um shopping inteiro e até o laboratório do vilão repletos de gosmas/fungos espalhados nas paredes, macacos surtados atacando, e até mesmo os zumbis cheios de detalhes com roupas grudentas, muito sangue para todos os lados, coisas sendo destruídas, ambientes de todos os estilos desde escritórios, salas de controles, lojas, restaurantes, e tudo mais, cheios de detalhes e elementos cênicos que vão sendo usados com a melhor qualidade possível, ou seja, a equipe de arte, e claro a de efeitos especiais trabalhou bem demais e merecem o reconhecimento, além claro de maquiagem por trabalhar com tantos figurantes bem representados na tela.

Enfim, é um filmão que funciona bem para todos, até mesmo quem não é fã do estilo, que vale a pena conferir em uma tela grande para se envolver com muita intensidade e até talvez tomar alguns sustos, mesmo sendo um pouco alongado de história, mas isso é uma característica do cinema sul-coreano, então é comum acontecer. Então fica a dica de conferida e volto amanhã com mais dicas, fiquem por enquanto com meus abraços e até logo mais.


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Amazon Prime Video - Apreensão (Tow)

10/23/2026 09:22:00 PM |

Gosto bastante de conferir tramas baseadas em histórias reais, pois muitas vezes não conhecemos algumas situações, e pasmem só na abertura de "Apreensão", que estreou na Amazon Prime Video, já levei um choque ao saber que quase 3 milhões de pessoas moram em carros nos EUA e são considerados sem-teto, mas costumo sempre falar que para uma trama funcionar como filme ela precisa conter situações ficcionais que puxem o espectador para a tela, pois apenas jogar a história real acaba sendo um serviço para documentários, e se não for incrementado suficientemente o longa corre risco de ficar monótono demais e não atingir uma meta maior e mais chamativa. Ou seja, é uma história interessante, afinal a verdadeira Amanda passou mais de um ano tentando recuperar o seu carro/moradia, e claro a dignidade de poder voltar a visitar sua filha e sair de um abrigo, também tivemos uma atuação brilhante de Rose Byrne na tela para conseguir passar uma verdade com os seus atos, mas ok, amanhã já nem lembrarei direito de ter visto o filme, e é isso o que mais acabou faltando na tela.

O longa conta a história de Amanda Ogle, uma moradora de rua de Seattle, que lutou para sair do inferno da empresa de reboque para recuperar sua vida e seu carro depois de receber uma conta de reboque de $21.634.

Diria que faltou ousadia para que a diretora Stephanie Laing conseguisse trazer para a tela a história sem ser algo documental, pois você fica acompanhando os perrengues da protagonista como algo meio que forçado demais, aonde é crível que ela tenha passado por isso, mas sem atitudes mais fortes, o resultado acaba sendo monótono demais na tela, aonde você tenta a todo momento procurar ser ajudado pelos personagens, mas acaba não acontecendo. Ou seja, talvez com uma mão mais forte nas desenvolturas da trama, o resultado seria algo bem impactante e cheio de sentimentos, e que ajudado pelas ótimas atrizes do elenco acabaria levando o público para rumos melhores de se envolver.

E já que falei das atuações, Rose Byrne vem mostrando uma potência imensa em suas últimas atuações, e aqui não foi diferente, tanto que em momento algum você vê a atriz em cena, mas sim a personagem Amanda se envolvendo e desenvolvendo, tendo um ego até grande demais para não falar que precisava de ajuda, e isso a atriz soube passar com trejeitos próprios e muita personalidade, ou seja, deu show novamente. Octavia Spencer dispensa elogios, e mesmo tendo um papel simples aqui com sua Barbara consegue amarrar bem suas cenas e botar banca quando precisou se jogar, e assim acabou agradando com o que fez. É engraçado ver como Dominic Sessa fica jovem demais na maioria dos filmes, parecendo realmente que seu Kevin acabou de sair da faculdade de Direito e quer resolver o caso da protagonista a qualquer custo, sendo singelo, mas efetivo nas suas cenas. Tivemos outras boas participações como a de Demi Lovato e a de Simon Rex, mas tudo apenas muito que jogado na tela sem desenvolvimentos, e isso foi um grande erro da diretora.

Visualmente a trama focou bem em dois lugares praticamente, tendo a jovem e o advogado indo quase todos os dias nos pátios de veículos, todos os momentos dentro do abrigo dentro da Igreja com suas regras e dinâmicas, além do tribunal e do escritório do rapaz, no início ainda tivemos alguns atos para contrastar o luxo dos cachorros no petshop versus a pobreza da jovem morando no carro, com suas roupas sendo lavadas a mão no porta-malas, o carrinho de feira carregando tudo, e isso foi algo bem legal da brincadeira da equipe de arte para que a ousadia funcionasse.

Enfim, é um filme que teve potência ao mostrar a situação da protagonista, mas que ficou documental demais na tela, realmente contando dia a dia dela sem criar grandes desenvolturas, e assim sendo não impactou o quanto deveria, resultando em algo quase que esquecível com ótimas atuações. Sendo assim fica a dica para conferir sem esperar muito dele. E é isso meus amigos, fico por aqui agora, mas vou conferir mais um longa hoje, então abraços e até logo mais.


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O Outro Lado das Redes (The Social Reckoning)

10/23/2026 01:13:00 AM |

Já falei algumas vezes que alguns dramas conseguem me assustar bem mais do que alguns terrores, e hoje me vi encolhendo na poltrona do cinema mais uma vez ao assistir "O Outro Lado das Redes", e olha que já havia assistido alguns documentários sobre o assunto, mas ver de forma dramatizada por bons atores como as redes sociais se desenvolvem para amarrar o usuário, e pior, fazer com que ele entre em grupos extremistas somente através de algoritmos não "bem" controlados conseguiu ser tão imponente na tela que a fluidez dos processos reais que aconteceram, juntamente com toda a essência dos personagens acabou me deixando desconfortável, ou seja, é daqueles filmes aonde a história supera tudo e impacta, como aconteceu já outras vezes no cinema e assim sendo podemos ver o quão assustador é esse mundo dos algoritmos e como um jornalista conseguiu mostrar isso para o mundo.

O longa segue a engenheira Frances Haugen. Ela trabalha no Facebook e tem acesso a informações privilegiadas sobre o funcionamento da empresa. Ao descobrir pesquisas internas que provam os impactos negativos da plataforma sobre seus usuários, ela decide expor o que está acontecendo e concorda em conversar com o jornalista Jeff Horwitz. No drama baseado em fatos reais, Frances compartilha tudo que sabe com Jeff e mostra as práticas que contradizem o discurso público da companhia. Conforme as denúncias ganham repercussão, ela passa a enfrentar consequências das suas ações que colocam em risco sua carreira e a própria segurança.

Gosto demais do estilo do diretor e roteirista Aaron Sorkin, pois ele tem pegada e sabe construir histórias baseadas em fatos reais enchendo de diálogos e textos, aonde por vezes você até se perde na estrutura, mas tudo ganha um volume que faz você pensar realmente aonde ele quer te levar, e assim quando você se dá conta já está tão interessado na trama que se ele mostrar um copo amarelo e falar que ele é azul é capaz que concorde e entre até na história para provar que quem não está vendo azul está errado. Ou seja, ele é daqueles diretores que possuem um poder de argumentação muito marcante, e principalmente sabe brincar com isso para que seus filmes, mesmo recheados de história e diálogos, não fiquem cansativos em momento algum, e isso nessa trama foi algo brilhante de ver, pois facilmente poderia ser mais dinâmico e explosivo na tela, mas não causaria nem metade do impacto que foi trabalhado de maneira mais lenta, e acertiva.

Quanto das atuações preciso me redimir com Mikey Madison, pois ao roubar a premiação do Oscar de Fernanda Torres e Demi Moore quem não a xingou certamente já tem a vaga garantida no céu, pois não entregou nada em "Anora" e ganhou, mas aqui ela mostrou todo o seu potencial expressivo com uma Frances Haugen perfeita, cheia de imposições, de traquejos, de entregas e dinâmicas, parecendo até ser extremamente tímida, mas sabendo aonde encaixar suas imposições e forças, ficando realmente perfeita para o papel na tela, e assim foi a protagonista do jogo do começo ao fim. Outro nome potente em cena é o de Jeremy Allen White que conseguiu passar muito bem a essência do jornalista Jeff Horwitz na tela, brincou com um lado sério mais fechado e até estranho de se encontrar e ser alguém que não vive dentro do mundo das redes sociais e da tecnologia atualmente, e principalmente soube ser jornalista, o que é raro em atores que pegam essa função na tela. Ainda tivemos Jeremy Strong trabalhando seu Mark Zuckerberg seco de expressões, mas completamente preparado para as respostas e acusações, sendo treinado brilhantemente por Wunmi Mosaku fazendo de sua Raya alguém que conhece todas as facetas de um julgamento, ou seja, um time pronto para segurar o filme do começo ao fim.

Visualmente o longa ainda entrega alguns gatilhos para muitos que é ver os anos 2019 e 2020 com a pandemia explodindo, pessoas perguntando se já foram testadas, máscaras na cara e tudo mais que foi muito bem representado, tivemos alguns atos em hotéis e claro muitos atos dentro dos ambientes da Meta, mostrando os times de engenheiros, os times de preparações e claro a sala gigantesca do dono de tudo, além de alguns escritórios de jornais bem esvaziados tanto pela doença quanto pelo mundo mais digitalizado, ou seja, pouquíssimos cenários, mas tudo muito bem representado na tela.

Enfim, é daqueles filmes que você vai mergulhar por completo na história e se envolver de qualquer forma, seja pela boa atuação dos personagens, seja pela trama ser boa, ou principalmente por ficar com medo (ou concordar com a forma que trabalham), mas certamente não sairá da sessão sem algum sentimento como é o caso de alguns filmes, e assim sendo vale demais a conferida. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais dicas, afinal essa semana veio bem recheada, então abraços e até logo mais.


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Cara-De-Barro (Clayface)

10/22/2026 12:38:00 AM |

Confesso que fui hoje para o cinema bem aberto para encontrar algo lotado de problemas técnicos e sem base alguma com o tanto que estavam criticando o longa da DC, "Cara-de-Barro", de modo que já preparava até as pedras para jogar também, afinal estavam pegando bem pesado nas opiniões, e o que vi não foi algo ruim, mas acredito que o problema geral é que os anti-heróis/vilões da DC são chatos demais, sem carisma algum e com histórias de origem até "bobas" demais, de modo que o filme em si é um bom terror, com algumas cenas pesadas, que funciona na tela, sendo interessante de acompanhar, e principalmente se impressionar com a edição e com as atuações de diversos atores além do protagonista, pois como tem o poder de se transformar por completo em outras pessoas, cada ator que ele virou precisou se doar na tela também. Ou seja, é um filme básico e bem fechadinho, sem dar conexões com outros personagens da DC e/ou criar momentos para que seja usado em outros filmes da companhia, e principalmente pela classificação de um terror/suspense fugiu bem da proposta, porém funciona no que se propõe, é legal ver as mudanças faciais, só não diria que daqui uma semana eu lembre do que vi nele, mas quem sabe se ele for jogado em algum dos próximos filmes do Batman voltemos a dar um play nele para recordar.

O longa nos conta que nascido nas ruas de Gotham City, Matt Hagen é um ator em ascensão e um grande galã, mas sua trajetória meteórica e é brutalmente destruída quando uma desavença com um chefe do crime local termina deixando seu rosto irreconhecível. Abandonado por empresários e sem nada a perder, Matt busca um tratamento estético radical e clandestino. Milagrosamente, a substância restaura sua antiga aparência física. No entanto, o procedimento traz efeitos colaterais devastadores que alteram sua estrutura celular e comprometem sua sanidade, transformando-o em um monstro feito de argila viva. Agora conhecido como Cara-de-Barro, o ex-astro retorna às ruas de Gotham com uma sede de vingança contra todos que o destruíram.

Diria que o diretor James Watkins soube utilizar bem a proposta de um filme de anti-herói com uma pegada densa de terror, sem precisar ficar colocando piadinhas ou dinâmicas fora do estilo, de modo que se não tivesse a abertura da DC e claro todo o marketing em cima, veríamos fácil ele como um terror estranho e simples, mas tendo esse nicho colocado, aí o problema entrou, pois os fãs da companhia são exigentes ao extremo com detalhes, ficam procurando coisas aonde não tem, e por aí vai, fazendo com que o filme em si não seja valorizado como deveria. Claro que o diretor não quis ousar tanto para que a trama não ficasse pesado demais, mas diria que ele deu uma trabalheira para a equipe toda filmar e depois editar as cenas, que só quem é do meio vai valorizar, pois é tanta troca de face (no caso de ator) interpretando algumas cenas que acabou ficando lindo de ver, mas com certeza caro para fazer, e isso mostrou o potencial de direção dele!

Quanto das atuações, já vi vários filmes que Tom Rhys Harries fez, mas não lembro da cara dele em nenhum, ou seja, ele provavelmente nunca foi tão marcante como aqui, e o jovem fez de seu Matt Hagen alguém com personalidade e estilo, tendo atos imponentes e cheios de facetas, aonde a maquiagem também trabalhou bastante para cortar sua cara e ficar derretendo na tela, e claro que deve ter sido extremamente cansativo as marcações cênicas para que trocasse de ator no lugar exato para que as cenas fossem regravadas com outro ator, e assim diria que ele trabalhou bem. Particularmente não sou fã do estilo da atriz Naomi Ackie, e aqui ela não me convenceu a começar a gostar dela com sua Caitlyn Corr, pois pareceu desanimada até nos atos que sua invenção começa a dar resultados, e isso fez dela uma personagem morna e sem empolgação, o que destoou um pouco da essência na tela. Quanto aos demais atores, volto a frisar que todos foram bem bons fazendo dois papeis, o próprio normalmente e quando era o protagonista assumindo sua forma física, então Eddie Marsan, Max Minghella, Jake Curran, Joshua James, entre muitos outros trabalharam bem e souberam fazer com que suas cenas valessem a pena, só achei que faltou um pouco mais de explosão para que Joana Ribeiro fizesse com que sua Mia fosse alguém mais de nuances na tela, mas nada que atrapalhasse o longa também.

Visualmente vemos uma Gothan não tão dark como no último filme do Batman, mas também não tão colorida como em algumas tramas antigas, tendo uma boa densidade cênica para dar as nuances de um filme de terror, juntamente com uma maquiagem estranha, muito sangue e corpos, além de boates, delegacias, tribunais e uma clínica de uma salinha e as casas dos protagonistas bem simples também resultou em um trabalho bem colocado na tela, aonde vemos tudo sem esperar muito, mas que dava fácil para ir mais além.

Enfim, é um filme que tinha potencial para ir bem mais além, que não é ruim, mas que poderia facilmente ser daqueles que lembraríamos por muito tempo, e talvez já conectando o personagem a algum herói da cidade resultaria em algo maior e mais chamativo, mas já estaria exigindo demais. Sendo assim, diria que até vale o ingresso, mas não espere muito dele além do que é mostrado. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais dicas, então abraços e até logo mais.


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Amazon Prime Video - Masterplan

10/20/2026 10:36:00 PM |

Já me perguntaram algumas vezes qual seria o estilo que mais gosto dentro do vasto mundo do cinema, e respondo de cara algo que me traga magia, que tente me enganar na tela, mas que eu consiga pegar a essência aceitando ser enganado, e claro que dessa forma mesmo que a maioria dos críticos odeie "Truque de Mestre", o longa está bem guardado dentro das minhas preferências. E nem tinha visto direito do que se tratava o lançamento da Amazon Prime Video, "Masterplan", e até tinha feito uma certa careta de parecer algo bobinho demais para funcionar na tela, porém ainda assim resolvi dar o play, e a primeira coisa que fui conferir assim que o longa acabou era se tinha algum envolvido fosse na trilha, na direção ou no roteiro dos longas dos mágicos ladrões, e nadinha, mas a semelhança musical e de entrega é muito parecida, e assim sendo é claro que acabei gostando até mais do que imaginava, sendo um filme leve que até tem algumas falhas e forçadas na tela, mas que acaba funcionando até além do que um simples passatempo, tendo pegada e boas dinâmicas que fazem com que não tiremos os olhares dos personagens esperando que tudo dê certo. Ou seja, é o famoso arroz com feijão bem temperado, que pode até estar feio, mas se estiver gostoso, você se delicia.

O longa nos conta que um experiente ladrão quer fazer o roubo de sua carreira. Roger deseja colocar suas mãos na Mona Lisa, um dos quadros mais famosos do mundo. Para isso, ele recruta dois jovens que não conhece tão bem para ajudá-lo. Chiara é uma italiana especialista em crimes cibernéticos, enquanto Jay é um francês com um vasto conhecimento de explosivo. Porém, o que eles não sabem é que são irmãos e que Roger é o pai dos dois. Esse encontro familiar peculiar pode ser a única chance deles de conseguirem realizar o que ninguém jamais conseguiu.

Um ponto engraçado é que reclamei um monte do diretor Thomas Vincent no seu longa anterior, principalmente por ele não entender o estilo mais americanizado que o filme pedia, então aqui o que ele fez, esqueceu o estilo americanizado e botou praticamente na tela uma italiana, um francês e um britânico para resolver, e deu muito certo, pois a ideia de roubar a Mona Lisa é algo que já vimos em toneladas de filmes, e sempre tem alguma desenvoltura diferente, outros dizem que não é a original que está no Louvre, alguns brigam para levar ela para a Itália já que foi concebida lá, e discussões eternas, então a grande sacada do diretor para que seu filme tivesse um vértice diferente foi brincar com a formatação do roubo, colocando tecnologia junto de rusticidade e aliando isso a um bom plano com a famosa sacada de ladrão tentando enganar ladrão, aonde tudo flui bem, e que de forma simples entrega personalidade. Ou seja, o diretor conseguiu mostrar que mudou todo seu estilo e acertou em cheio na tela, brincando com sutileza, mas segurando o suspense e a desenvoltura na tela, o que volto a dizer que é o básico bem feito de todo diretor que queira chamar a trama para si.

Quanto das atuações, o que você colocar na mente é que está longe de ser uma obra aonde Stanley Tucci se joga para um personagem marcante como faz na maioria das vezes, de modo que seu Roger é até bem simples na tela e tem boas facetas nos seus olhares e dinâmicas, mas nada que realmente impressione, sendo o ator mais uma conexão entre os personagens principais, e claro que é uma boa conexão, afinal ele sabe segurar quando lhe jogam a batata assando, e assim acertou no que fez. Já tinha visto muitos filmes com Simona Tabasco, mas nunca tinha reparado no estilo dela, de modo que aqui sua Chiara tem boas sacadas, tem dinâmicas interessantes e principalmente soube se envolver com as jogadas, afinal sua personagem é a inteligência da trama, e mesmo sem se impor muito acabou agradando com o que fez. Na outra ponta tivemos Victor Belmondo que também já fez muitos filmes que vimos e raramente reparamos nele, de modo que aqui cheio de dinâmicas literalmente explosivas com seu Jay acabou brincando com um ar mais cheio de comicidade e com isso puxou muito do longa para entregar na tela, agradando por ser mais "infantil" com seu personagem, mas ainda assim funcionando bem dentro da proposta.

No conceito visual a equipe foi bem cheia das nuances, conseguindo filmar alguns atos dentro do Louvre (que não é algo muito fácil de se conseguir), teve dinâmicas em várias cidades, e trabalhou bem as situações de externas com drones e muitos elementos cênicos para dar velocidade na trama, tendo bons esconderijos e interações dos personagens em hotéis e casas, brincando com explosivos e carrões, além de figurinos diferenciados para dar um certo ar mais imponente ao longa, agradando com tecnologia e desenvoltura em tudo ao ponto que o filme flui fácil na tela.

Enfim, é um longa que tem bastante pegada, que muitos nem se empolgarão tanto com as entregas pela simplicidade e também por ser um tema que já vimos muitas vezes, mas funciona como um passatempo bem gostoso de acompanhar, aonde quem curte o estilo irá ficar conectado e até torcendo por talvez uma continuação, afinal funcionou bem dentro da proposta completa, e assim vale a recomendação. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais dicas, então abraços e até logo mais.


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Overman - O Filme

10/20/2026 12:13:00 AM |

É engraçado como vivemos dentro de uma bolha na sociedade e muitas vezes desconhecemos coisas que acontecem em nosso próprio país, de modo que sequer até alguns meses atrás antes de ser anunciado "Overman - O Filme", nunca tinha ouvido falar que existia um super-herói nacional criado pela quadrinista Laerte, mas desde então comecei a ver algumas ilustrações e fui tentando entender um pouco sobre o personagem, que pareceu interessante de um modo geral, até chegar hoje e conferir o longa que estreia nos cinemas a partir da próxima quinta (22/10), e se nas HQs o personagem era mais bonachão e com sacadas diretas, no filme o resultado ficou um pouco absurdo demais, de modo que não parece convencer o espectador de algo irônico em forma de sátira, mas tudo entregue de modo tão rápido e meio que forçado acaba ficando apelativo e meio que perdido, sem desenvolvimentos que empolgassem, nem algo que fosse lembrado futuramente. Ou seja, não é ruim, pois mostra bem a ideia do personagem em si, mas correram demais com tudo ao ponto de não impactar como poderia.

O longa nos conta que Overman é um super-herói brasileiro enfrentando problemas mais brasileiros ainda: desempregado, endividado, vive escondido em uma pensão de terceira categoria, afundado em excessos e em uma enorme crise existencial. Quando o Governador lhe oferece um emprego na Secretaria de Segurança Pública, Overman enxerga a oportunidade de recuperar o prestígio perdido, encontrar algum propósito na vida e voltar a ser reconhecido como herói. Ao lado de sua nova parceira, Pâmela, a mulher-cachorro, ele volta à ativa e precisa enfrentar antigos inimigos para impedir que a cidade mergulhe no caos. Mas, à medida que a ameaça cresce, Overman descobre que seu verdadeiro inimigo está muito mais perto do que imaginava e que, antes de salvar a cidade, talvez precise descobrir que tipo de herói está disposto a ser.

Gosto bastante do estilo do diretor Tomas Portella principalmente por ele não ser daqueles que enrola o espectador, indo diretamente ao ponto ele sabe aonde esticar e aonde desenvolver mais, porém aqui ele cometeu um erro gigantesco que foi o de não apresentar direito os personagens, afinal a grande maioria que for conferir sequer sabia da existência do super-herói, e para uma trama nesse estilo não desenvolver o personagem principal, seus vilões e tudo mais, acaba sendo algo apenas jogado na tela para que seja cumprido algum tipo de encomenda, o que é ruim de acontecer. Ou seja, ele que também assina o roteiro deveria ter pego a ideia original e batido na mesa falando que faria dois filmes, ou então um filme só com uma apresentação, um desenvolvimento e um fechamento, o que acabou não ocorrendo, então dessa vez podemos apontar diretamente a culpa para ele, pois faltou o principal da trama que era fazer o público conhecer mais desse personagem cheio de referências ao jeitinho brasileiro.

Quanto das atuações, conheço bem o potencial que Caco Ciocler tem, mas faltou se desenvolver mais, de forma que seu Overman o tempo inteiro coberto pela máscara não conseguiu trabalhar muitas expressões, de modo que o ator pareceu até com a voz meio amarrada sem ir muito além na tela, mas ao menos o personagem ficou engraçado de se acompanhar. Gosto muito das facetas que Otávio Müller costuma entregar para seus personagens, de modo que aqui como Governador/Capitalista Imundo fez dois personagens em um com uma sagacidade bem encaixada que acaba sendo funcional e divertido de acompanhar, ou seja, caiu bem na escolha feita. Ainda tivemos bons atos de Victor Lamoglia como Ésquilo tradicionalmente aproveitando a boa vida de um cartão corporativo e Karina Ramil se jogando em exageros com sua Pâmela/Mulher-cachorro, mas ainda assim mais usada do que Marina Provenzzano como Pane que só teve efeitos ao invés de uma interpretação mais imponente na tela.

Visualmente o longa tem bons elementos, com a prefeitura em destaque para alguns eventos, a pensão aonde o super-herói vive sendo bem jogada às traças, mostrando somente o quarto aonde divide a beliche com Ésquilo, várias compras bem faceiras assim que chega o cartão sem limites, a casa da influencer bem rica, e claro a prisão do Estado com algumas proteções inusitadas para os poderes dos vilões, tudo feito com um ar meio que sem orçamento, mas de forma bem proposital como acontece na HQ, e assim é claro que o visual do herói ficou também bem jogado e colorido.

Enfim, é um filme até que bacana que com pouquíssimos ajustes poderia se tornar memorável, mas que acabou ficando simples e sem orientações funcionais para chamar uma atenção maior, de forma que não apostaria que vá fazer muito sucesso com o público nacional, mas ainda assim vale uma leve indicação. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje agradecendo o pessoal da AtomicaLab Assessoria, da Migdal Filmes e Elo Studios pela cabine, e volto amanhã com mais dicas, então abraços e até logo mais.


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Dentro da Baleia (Whalefall)

10/19/2026 01:08:00 AM |

Já diriam em outras conversas que menos é mais, e depois de ver os trailers de "Dentro da Baleia", sabia que não tinha muito o que esperar dentro do longa, pois a base é bem simples e o cidadão preso lá dentro iria brigar pela sobrevivência para conseguir sair de lá, ao menos é o que se espera de alguém nessa situação, então as únicas dúvidas era como ele foi parar lá e como o diretor iria segurar o tempo de tela, além de talvez algumas ideias de como fariam para alguém ficar de pé, mas isso até daria para subjetivar, afinal sabemos que baleias são gigantescas, e felizmente fui bem surpreendido com a entrega na tela, pois vi algo simples funcionar bem, causar uma tensão forte, e principalmente vi um ator se jogar por completo no filme, não trabalhando as situações fora com intensidade, mas sim aonde deveria, e o resultado acaba impactando bastante e como o pôster diz: precisando que você prenda a respiração, além de que precisei virar a cara duas vezes com algo que acontece no longa, e isso é causar tensão.

O longa acompanha a história de Jay Gardiner (Austin Abrams), um jovem mergulhador, que resolveu buscar os restos mortais do seu pai (Josh Brolin) em alto mar, mas no meio dessa triste aventura é capturado por uma baleia cachalote de 25 metros e 60 toneladas. Restando apenas uma hora de oxigênio, ele terá que fazer de tudo para encontrar uma forma de ir embora e seguir a sua vida, mas para isso terá que enfrentar uma grande jornada física e emocional para que ele consiga redescobrir a sua vontade de viver após a vivência do luto.

Reclamei bastante da direção do roteirista Brian Duffield em seu longa anterior, porém aqui posso dizer que ele se redimiu com uma precisão cirúrgica, apagando todos seus erros em algo simples e direto, aonde pensava que ele iria enrolar para tacar o garoto dentro da baleia, mas nem deu tempo quase de conhecermos sua história e o rapaz já tinha sido engolido, e aí durante apagões e conversas delirantes fomos conhecendo mais dele, do pai e de toda a família, conectando suas ações que vai fazer para tentar sair dali com o que aprendeu ou ouviu junto do pai, da mãe e das irmãs. Ou seja, o diretor soube brincar com tudo para que seu filme não ficasse alongado, mesmo mostrando quase que em tempo real a duração do ar do garoto com a vivência e as atitudes de sobrevivência dele, conseguindo fazer com que não nos desconectássemos em momento algum da tela, e o resultado acontecesse mesmo que sendo tudo bem bizarro de imaginar.

Quanto das atuações, Austin Abrams já vem mostrando personalidade e segurança em praticamente todos os seus longas, e aqui ele fez com que seu Jay tivesse um algo a mais, e principalmente se responsabilizasse por todos seus atos, sendo intenso em câmeras bem próximas para captar suas expressões de dor, ilusão e desespero, fazendo com que ele se destacasse mais uma vez na tela e mostrasse uma capacidade expressiva marcante e cheia de nuances, ou seja, deu show. Ainda tivemos bons momentos densos de Josh Brolin como o pai do garoto, tendo marcações intensas e com boa precisão para que tivesse os devidos contrapontos ao garoto, mas que a mensagem ficasse presente na tela.

Visualmente vou pesquisar depois sobre como foi filmado o longa, pois conseguiram passar texturas tão interessantes do interior de um animal, que chega em alguns atos a ficar meio que tenso sentir o jovem encostando nas paredes do estômago e das câmaras da baleia, com líquidos de todos os estilos, além de outros animais presos por ali, sendo algo que convence e impacta, além claro de muita maquiagem para dar os devidos machucados no jovem ator que funcionaram bastante do começo ao fim. E claro que tenho de parabenizar a equipe de fotografia que foi muito esperta para que mesmo nas profundezas do oceano, e claro dentro da baleia tivesse uma luz marcante sem ficar no famoso breu.

Enfim, é um longa que até tem defeitos, que talvez pudesse ser um pouco mais curto, mas que funciona muito bem com tudo o que entrega, sendo denso e tenso na medida certa para segurar durante toda a exibição, e que facilmente muitos irão ficar lembrando dele depois na vida, então isso supera os erros e ganha muitos pontos na indicação. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais dicas, então abraços e até logo mais.


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Netflix - A Terapia Certa (Lo Dejamos Acá) (A Good Therapist)

10/17/2026 12:48:00 AM |

Já disse algumas vezes o quanto sou fã dos longas argentinos, pois geralmente eles sabem brincar com temas de formas diferentes do usual e isso funcionar bem na tela, e assim como nos longas americanos temos o selo Morgan Freeman de raramente entrar em uma fria (se bem que ultimamente...), nos nossos vizinhos o selo se chama Ricardo Darín, então eis que hoje com o mundo desabando em chuva lá fora resolvi ficar em casa e dar o play no lançamento da semana da Netflix, "A Terapia Certa", e vou arrumar confusão, mas se tem uma classe que eu não confio é a tal dos psicólogos e terapeutas, mas isso não é algo que não vale entrar nos motivos, e aqui a trama brinca tanto com o suspense como com a comédia, ficando naquele meio do caminho aonde você tenta se envolver, mas acaba rindo das situações, e com isso fica tendo quebras demais na entrega completa. Ou seja, diria que faltou para o diretor uma segurança maior para desenvolver os ótimos atores, e brincar mais com a essência completa da história, para que aí sim tudo fosse mais além e chamasse mais atenção, não sendo algo ruim de ver, muito pelo contrário, mas acredito que fui com muita expectativa em cima da trama, e acabei ficando apenas como um bom passatempo.

O longa acompanha um psicanalista de sucesso que depois de muitos anos de carreira se tornou cético da própria abordagem. Sem fé alguma nos métodos psicológicos tradicionais na sociedade, ele passa a manipular seus pacientes sem que ninguém saiba, desafiando todos que entram em seu consultório. Essa nova abordagem secreta parece estar dando extremamente certo, no entanto, quando um escritor sofrendo com bloqueio criativo chega para uma sessão, tudo parece mudar.

O diretor Hernán Goldfrid foi brilhante com o que fez em seu segundo longa lá em 2013, porém depois se jogou para o lado negro das séries e parece que perdeu completamente o tino para segurar o espectador na tela, de modo que aqui até concordo que é muito mais puxado para a comédia do que para o suspense que lhe fez famoso, mas voltando a trabalhar com Darín ele pode dar algumas nuances diferentes para o ator, o que acabou sendo uma grande brincadeira tanto com o estilo dele de atuar, quanto com esse mundo da psicologia, afinal é dificílimo entender a mente humana e principalmente ajudar uma pessoa com seus problemas, então diria que a trama funciona dentro da proposta, mas dava para ir muito mais longe com pouquíssimos ajustes na direção.

Quanto das atuações é muito fácil falar, afinal os dois protagonistas são dois gênios da atuação argentina desde muitos anos atrás até hoje, então tanto Ricardo Darín com seu Ulises quanto Diego Peretti com seu Martín dominaram cada momento na tela, trabalharam seus trejeitos densos, dançaram, beberam e fizeram tudo para que tudo fosse se encaixando bem na tela, de modo que Darín trabalhou alguns ares de espionagem, brincou com facetas mais expressivas e intelectuais para passar uma verdade, enquanto Peretti já foi mais debochado, trabalhando elos com pintas de artista e tudo mais que um bom escritor sabe chamar a luz para si quando quer, e assim o trabalho de ambos praticamente apaga todos os demais da tela, tendo um leve destaque para Inés Efron com sua Florência, mas nada que impactasse realmente nas dinâmicas do longa em si.

Visualmente o longa foi simples, porém interessante, começando em um auditório de premiação, tendo alguns momentos no apartamento gigante de Martín, muitas sessões no consultório de Ulises com tudo bem clássico sem grandes chamarizes, muita bebida para dar as devidas inspirações, e o prédio abandonado longe aonde o psicólogo vai para saber o momento de invadir e fazer seu trabalho, ainda tivemos um restaurante/bar usado de forma dupla e algumas dinâmicas em outras casas, sendo tudo bem montado para o resultado geral sem algo que fosse muito além.

Enfim, é daqueles passatempos gostosos de conferir que agrada pela boa atuação e pelas dinâmicas em si, desde que você não vá conferir esperando muito dele, pois faltou explosão dos personagens e uma desenvoltura mais ampla na condução da direção para que a história recaísse talvez mais para o lado do suspense com pitadas cômicas ao invés do inverso, mas isso é algo que sempre falo para não ir com tanta sede ao pote, e assim sendo acredito que muitos irão gostar até mais do que eu, então fica a dica. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto em breve com mais textos, então abraços e até logo mais.


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Rosebush Pruning

10/16/2026 12:40:00 AM |

Costumo dizer que não sou tão fã de filmes que quebrem todas as caixinhas possíveis, pois prefiro algo mais com o pé no chão do que maluquices e filosofias que forcem a barra na tela, porém quando a loucura funciona dentro de algo não apenas jogado, mas que traga nuances para dentro da tela, aí o rumo muda de lado, e se tem um diretor brasileiro que sabe fazer maluquices boas é Karim Aïnouz que é diferenciado e sabe ser criativo com pegada, aonde muitas vezes nem entendemos bem aonde ele quer chegar com suas histórias, mas geralmente mais acerta do que erra, e aqui em "Rosebush Pruning" ele contou com um elenco que se jogou por completo na loucura, criando relações duplas e ousadas em uma família completamente fora do eixo, aonde ele abusou um pouco demais da narração para julgar tudo o que vai ocorrendo na tela, mas como uma ideia sintética, o resultado flui e mesmo sendo absurdo tudo o que nos projeta ali, o final agrada dentro da proposta original.

O longa acompanha uma família americana privilegiada cuja relação é marcada por conflitos. Enquanto os irmãos Jack, Ed, Anna e Robert vivem às custas da fortuna que herdaram, usufruindo do dinheiro isolados do mundo, as demandas do pai cego dos cinco são ignoradas em favor das mais recentes roupas de grife. Apesar do quinteto buscar amor e acolhimento na relação fraternal, o relacionamento fica prestes a sucumbir quando Jack, o irmão mais velho e eixo central da família, decide abandonar a todos para morar com a namorada Martha. Verdades e segredos há muito escondidos vêm à tona e os laços de sangue implodem, aos poucos desintegrando a família e dando espaço para que os irmãos entrem numa espiral de violência.

Gosto bastante do estilo do diretor Karim Aïnouz, mas sei que ele é o famoso diretor mais de festivais do que de longas comerciais, e aqui com um elenco meio que grandioso demais ele não conseguiu se impor tanto como faz em suas obras mais fechadas. Claro que ele já fez outros filmes estrangeiros, teve uma boa pegada com "O Jogo da Rainha", mas aqui ele teve algo amplo de ideais com nomes e forças explosivas do mundo do cinema atual, e usando a base de uma história que funcionava muito lá na Itália de 1965, agora acabou ficando falho em alguns pontos mais chamativos que não se convencem tanto. Friso com toda certeza que gostei muito do que vi na tela, mas é a famosa loucura demais para se convencer com a entrega dos personagens e da direção, então acredito que ele poderia ter fechado um pouco mais a densidade da trama, algo que ele sabe fazer demais, mas depois de pronto não tem como mudar, então talvez uma edição mais rápida que fizesse algum sentido menos maluco, e assim o resultado final talvez surpreenderia mais.

E falando do elenco cheio de grandes nomes, a base completa é em cima de Callum Turner com seu jeitão que aparenta ser imponente, mas parece meio caipira, de modo que seu Ed tem cenas chamativas, mas seu grande feitio é a narração e a amarração do plano que pensou desde o começo, então talvez se o ator participasse mais ao invés de tanta narração ele conseguiria se impor mais e chamar ainda mais atenção na tela. Já Jamie Bell foi o que mais foi utilizado na tela, tendo interações de todos os tipos com seu Jack, sendo chamativo e com as devidas nuances expressivas, fazendo com que seu personagem fosse o ponto central da trama interligando tudo e todos que o desejavam para algo, e assim sendo o ator conseguiu marcar presença sem fazer muito, e isso é o certo. Lucas Gage com seu Robert e Tracy Letts como o pai da família tiveram alguns atos e falas marcantes, porém não foram tão aproveitados quanto poderiam, sendo até interessante acompanhar eles, mas talvez poderiam ter ido mais além em suas cenas chaves. Do lado feminino da trama tivemos uma boa briga para aparecer, tendo Pamela Anderson como a mãe em pouquíssimas, mas chamativas cenas dentro da história toda; Riley Keough trabalhando uma Anna excessivamente mimada e cheia de desejos, sendo até um pouco chato o ar presencial escolhido; e sobrando para Elle Fanning tentar puxar para si a vertente de sua Martha como a quebra da família, mas como não executa tanto na tela, acaba sendo agraciada pelo plano completo do protagonista.

Visualmente o longa foi bem interessante de propostas, tendo a mansão dos protagonistas com seus vários quartos, mas propriamente mostrando pouco de alguns para não precisar aumentar o orçamento e focando mais na sala de jantar, na de estar/música, além do jardim e da entrada com os cervos, também tivemos alguns momentos na floresta e na casa da mãe e da namorada do rapaz, além de visitas à algumas mansões que estão escolhendo, tudo bem arrumado, mas funcional na tela com o básico e claro tendo bem os elementos cênicos necessários como o sangue da carne, vários genitais e muitos outros elementos que vão ficando mais densos na tela, mostrando que a equipe de arte trabalhou bem em sintonia com o diretor para causar e impressionar nas maluquices dele.

Enfim, é um bom filme que funciona bem em festivais, mas que lançado comercialmente não sei se vai pegar tanta gente, afinal é algo bem fora dos padrões aceitáveis da população normal, sendo assim fica a recomendação para quem não for tão acostumado com o estilo se preparar bem se for encarar ele. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais dicas, então abraços e até logo mais.


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Street Fighter

10/15/2026 12:38:00 AM |

Não vou mentir que estava certo de que veria uma grande bomba hoje, pois nenhum dos trailers conseguiu me convencer de que haveria história suficiente para fazer o longa "Street Fighter" funcionar, mas ao menos esperava um bom longa de luta aonde tudo fizesse ao menos algum sentido na tela, como acontecem nos longas chineses e japoneses que já vimos muitas vezes de campeonatos de lutas, e claro lembrava de como ao menos ria com o longa dos anos 90, afinal foi na época que eu jogava os jogos no videogame. E a única coisa que me veio no final dos intermináveis 119 minutos de projeção (que não existe, mas que fiquei esperando ter alguma segunda cena pós-crédito que valorizasse ter uma continuação, já que dão essa deixa logo após os créditos iniciais) é por quais motivos resolveram misturar animação com live-action, e principalmente já que imaginavam fazer uma continuação, por quais motivos não fizeram algo de apresentação ao menos que funcionasse, pois ficou sendo algo jogado na tela, aonde até tentam explicar algumas situações, mas é o tipo de coisa que o diretor ignorou com tanto sucesso, que se duvidar ele achou que tendo na tela apenas algumas cenas "tradicionais" do jogo funcionaria por completo.

A sinopse nos conta que o longa se passa em 1993 e acompanha os lutadores Ryu e Ken Masters quando eles são colocados de volta no combate. Recrutados pela misteriosa Chun-Li, os dois se preparam para participar do World Warrior Tournament, uma brutal briga de socos. No entanto, o inesperado é que por trás desse campeonato se esconde uma conspiração mortal. Destinados a encararem seus demônios do passado para sobreviver, eles embarcam em uma luta fatal.

Nem precisei pesquisar muito e só de abrir o perfil do diretor Kitao Sakurai já vi que seu estilo é praticamente 100% de séries, ou seja, aqui ele acabou perdendo a mão em conseguir construir uma história que funcionasse realmente como filme, ou então que ele desistisse por completo de tentar criar uma história e botasse somente a pancadaria, pois não fez nem uma escolha nem outra. Ou seja, o que vemos na tela são vários momentos desconexos entre si, aonde você tenta entender se está rolando mesmo um campeonato de lutas, se estão ali pelos poderes e brigar com o chefão, ou se apenas fomos ver a imaginação de como seriam os personagens do jogo que brincamos na infância em carne e osso, mas confesso que saí da sessão sem entender nada, e o culpado aqui foi totalmente o diretor.

É até difícil falar de atuações em um filme desse estilo, mas posso dizer que em nível de pancadaria até que os atores (e/ou dublês) conseguiram se manter bem na tela, tendo claro o destaque para Andrew Koji com seu Ryu mais denso e cheio de imposições chamativas, aonde vemos alguém que até talvez tivesse uma boa história para desenvolver, e o ator se mostrou disposto a isso ao invés de apenas sair batendo, mas não era o que o diretor queria, então apenas seguiu com trejeitos marcantes. Ainda não sinto firmeza no estilo de atuar de Noah Centineo, de modo que ele parece não se importar com sua imagem fazendo sempre papeis meio que bobos demais de entrega e acaba fazendo isso de uma forma tão caricata que o resultado fica até falso, ou seja, seu Ken Masters até é engraçado e bobão na tela, mas longe de parecer o personagem que talvez caberia melhor na tela. Já Callina Liang até teve uma desenvoltura maior com sua Chun-Li, tendo uma entrega mais cheia de nuances, botando literalmente o corpo para jogo, e até trabalhando mais trejeitos e dinâmicas, mas volto a frisar que essa não era a intenção do diretor, e assim sendo ficou meio que perdida no longa. Ainda tivemos mais momentos de tela para David Dastmalchian com um M. Bison forçadíssimo que até ficou engraçado de ver seus olhos revirando, mas é o típico vilão que você mais ri do que fica tenso; e Andrew Schulz parecendo um peão rodando para todos os lados sem ir para rumo algum com seu Dan Hibiki, juntamente com Eric André apenas gritando como o locutor Don Sauvage. Quanto aos demais, diria que encaixaram aonde deveriam nas lutas, tendo destaques para 50 Cent como Balrog socando forte, Jason Momoa com um Blanka bem interessante na tela, entre outros.

Visualmente a trama trabalhou alguns ambientes conhecidos do jogo, visuais e figurinos bem fiéis para que os fãs do jogo ficassem felizes com as entregas na tela, e efeitos bacanas para socos e dinâmicas, tendo claro o destaque para o ginásio das lutas e o laboratório de Bison, e além disso tivemos uma animação muito bem desenhada que acredito que valeria ter esquecido os atores e deixado só ela na tela, que seria quase como os animes que vemos bem trabalhados e cheios de traços e imposições funcionais.

Enfim, é um longa com um bom gosto musical, com lutas e dinâmicas até divertidas de ver na tela, que até irá funcionar para alguns fãs do jogo, mas que se perdeu completamente na tela ao misturar animação e personagens reais, e principalmente com uma história sem começo e sem final, aonde nada conseguiu funcionar cinematograficamente, e sendo assim se você for conferir esperando algo do longa não sairá feliz da sessão. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais dicas, então abraços e até logo mais.


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Netflix - Less of a Stranger (Mniej Obcy)

10/12/2026 11:49:00 PM |

Se tem um cinema que você assiste sem saber exatamente o que esperar é o polonês, pois suas tramas por vezes são bem duras de entregas e em outros casos se abrem com uma fluência própria que você fica esperando até algo a mais que não lhe dão facilmente, e além disso costumam fazer muitas comédias que só eles entendem e dão risadas ou então tramas políticas e de guerras bem densas, então ver uma obra que seja completamente diferente disso foi uma experiência chamativa que funcionou bem, principalmente por nunca ter sequer ouvido falar da banda e do rapaz biografado na tela, então acredito que essa ideia vá funcionar da mesma forma para muitos que derem o play na Netflix em "Less Of a Stranger" aonde acabarão conhecendo a banda Lady Pank e a vida de seu líder Jan Borysewicz que desde muito novo teve suas brigas e problemas com tudo, reforçando em suas canções suas ideias e desenvolturas. Ou seja, é uma biografia interessante, principalmente por não conhecermos nada sobre ele, aonde o protagonista se jogou bastante na tela e o resultado funcionou, mas que talvez pudesse ser ainda mais impactante com poucos ajustes no desenrolar do longa.

À frente da banda Lady Pank, Jan Borysewicz se tornou um dos nomes mais influentes da música polonesa, conquistando uma geração com canções que atravessaram décadas. Mas, por trás do sucesso e dos palcos, o artista enfrentou uma trajetória marcada por perdas, conflitos e dolorosas tragédias familiares. O longa acompanha sua vida e carreira, revelando as experiências pessoais que ajudaram a moldar sua música e sua personalidade. Entre momentos de glória, desafios e memórias difíceis, o filme apresenta um retrato íntimo de um músico que encontrou na arte uma forma de expressar suas emoções e seguir em frente.

Não conheço as demais obras do diretor Kristoffer Rus, mas pelo que vi aqui posso dizer que ele tem personalidade e um estilo seguro de cortes no desenvolvimento da história, de modo que seu longa flui fácil, não tem cenas com enrolações e principalmente deixa seus personagens se desenvolverem sozinhos na trama, fazendo com que o público crie o devido carisma com eles, mesmo eles fazendo algumas coisas erradas na tela, e isso é bacana, pois dava fácil para o filme não ter um ar "revolucionário" como é a proposta da banda e apenas jogar isso na tela, mas como o diretor quis ampliar essa ideia, o resultado foi sendo pautado durante toda a exibição, e mesmo seu diálogo narrado de forma conflitiva com Deus e a religião acabaram ficando interessantes para a pegada completa, mostrando que o diretor não quis que o protagonista contasse a sua história, mas sim que o filme abrisse esse vértice e fosse sendo desenvolvido.

Quanto das atuações, diria que os jovens Mikołaj Bukrewicz e Miroslaw Tomczuk trabalharam muito bem Jan adulto e criança, desenvolvendo desde pequeno seu estilo forte, e claro também solto, vivendo bastante entre bebidas, festas e drogas, mas tendo um estilo no olhar, uma forma bem desenvolta nos atos principais, e sendo bem direto nas entregas, de modo que acabaram criando um carisma do seu jeito e agradando com o resultado por completo depois. Outra que acaba aparecendo bastante na produção é Kinga Preis como a mãe do protagonista que está doente desde o começo e vai apenas piorando suas coordenações motoras e com isso vemos também a atriz tendo dinâmicas mais fechadas, mas falando bem com olhares e interações com o protagonista, o que deu um bom tom para suas dinâmicas. Também tivemos alguns atos interessantes do compositor das letras da banda e produtor vivido por Patryk Pietrzak, tendo um ar meio cômico com algumas dinâmicas, mas sendo bem amplo nas conexões com o garoto desde o começo da banda, o que foi interessante ver pelos trejeitos e buscas na formatação completa.

Visualmente o longa brincou bem com os anos 70/80 na Polônia, trabalhando desde os shows até as festas muitas vezes proibidas pela censura do país, e claro também das determinações religiosas, usaram bem figurinos e cabelos da época, juntamente com toda a dinâmica criativa da banda que não quis mudar de estilo quando poderiam ter estourado também nos EUA, ou seja, vemos cenas mais fechadas para que não precisassem criar tantos ambientes, mas ainda assim a equipe fez bem todo o lado de sonhos e entregas na tela.

Enfim, não é um filme perfeito nem traz algo que seja memorável na tela, mas agrada para conhecermos um mundo diferente do nosso tradicional que sempre vemos nas telas, aonde jovens com ideias fora do padrão fizeram de suas vidas uma banda que segue ativa até hoje desde um período complexo no país, e assim o resultado acaba valendo o play. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto em breve com mais textos, então abraços e até logo mais.


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As Aventuras de Tadeo e a Lâmpada Mágica (Tadeo Jones y la lámpara maravillosa) (Tad and the Magic Lamp)

10/11/2026 01:42:00 AM |

Uma das poucas franquias que foram crescendo nos cinemas é a espanhola "As Aventuras de Tadeo", de modo que a cada filme eles vão procurando bagunçar mais a História e brincando com as situações para criar desenvolturas e mais situações aonde os adultos vão ficar se conectando com as diversas referências, e os pequenos encantados com as muitas cores e bagunças vão se perder do começo ao fim. E felizmente eu vi todos desde o começo em 2012, de modo que agora no quarto filme com "As Aventuras de Tadeo e a Lâmpada Mágica" temos uma boa pegada com os personagens trabalhando que a história da lâmpada contada em clássicos como Alladin e Ali Babá realmente existiram e estando guardada em um lugar misterioso pode conceder três desejos para eles, mas o atrapalhado Múmia vai fazer com que eles voltem para o passado para conhecer as maravilhas de sua época, e com isso o caos vai reinar. Diria que mesmo quem não viu os demais conseguirá pegar a trama e se divertir, pois esse sem dúvida foi o que teve mais história minúscula e História maiúscula na tela, brincando com dinâmicas e boas sacadas, piadas bem encaixadas, e principalmente muitas referências à outros filmes, aonde a desenvoltura rola solta, alguns exageros temporais são usados, e a brincadeira funciona na medida certa, o que acaba agradando bastante.

O longa nos conta que Tadeo Jones embarca em uma nova aventura ao lado de sua namorada, Sara, e dos inseparáveis amigos Múmia, Jeff e Belzoni. Desta vez, tudo começa quando o explorador acidentalmente desencadeia um antigo feitiço, colocando o grupo diante de uma ameaça que pode mudar seus destinos. Para desfazer a maldição, Tadeo e seus companheiros precisam enfrentar desafios, perigos e mistérios enquanto percorrem diferentes cenários em busca de uma solução. Em meio a descobertas inesperadas e situações divertidas, a equipe terá de unir coragem, inteligência e amizade para impedir que o feitiço provoque consequências ainda maiores.

É engraçado ver como o diretor e roteirista Enrique Gato criou o projeto como um curtinha lá em 2004 e depois só foi ampliando como algo de sua vida, de modo que não fez nada além de seu aventureiro favorito e que conforme foi trabalhando as dinâmicas foi crescendo os personagens, e agora tendo exatamente uma família conseguiu emocionar e brincar com ciúmes e desenvolturas de poder, aonde tudo traz consequências e o diretor ousou ao máximo para trabalhar algo ainda maior do que os demais que fez. E o mais legal é que ele brinca com o público com suas histórias, não deixando para o público criar muita expectativa na tela, mas sim dando nomes e entonações, melhorando cada vez mais as texturas e formatos e assim indo para lugares diferentes sempre opta por valorizar as culturas e brincar com as confusões, mudando os elementos, personagens e dando ainda mais voz para que os jovens se interessem pela História mundial.

Quanto dos personagens, foi bacana ver a evolução da maturidade dos personagens principais, pois Tadeo agora como pai tinha muito mais preocupações com a Poli do que quando apenas causava junto dos demais, tivemos a Múmia com suas desenvolturas bagunçadas, e ao conhecermos sua versão humana ficou bacana para vermos serem bem parecidos, ainda tivemos outros personagens mais durões e cheios de imposições como o Solimão imponente na versão adulta e também como garotinho, entre muitos outros que brincaram com cada elemento, destacando ainda a Gênia totalmente funcionária pública querendo ler regras e pedindo avaliações no final dos pedidos, e muitas dinâmicas com Ramona e Sara, além da arara e do cachorro que passaram a falar, ou seja, um filme completo de bons personagens que divertiram com suas entregas.

Visualmente o longa teve bem mais texturas e formatos que os demais filmes, sem perder claro a originalidade e personalidade dos demais longas, de modo que o filme tem um ar funcional, conseguiu chamar atenção e brincar com passagens secretas da rainha em Londres, dinâmicas no império Inca e ainda trabalhar o ambiente grego e esconderijos possíveis em escavações, além das diversas viagens de navio e tudo mais dos anos 1500, ou seja, a equipe artística trabalho bastante e envolveu com detalhes e situações curiosas para que tudo agradasse desde os menorzinhos até os mais velhos.

Enfim, é uma animação que particularmente gosto muito desde o primeiro, mas que evoluiu bastante e entregou algo tão melhorado nessa quarta história que nem sei mais para onde o diretor pode brincar futuramente, mas que certamente ainda teremos muitos pedaços da História para bagunçarem, então irei aguardar. E é isso meus amigos, recomendo com certeza o longa para todos, e volto em breve com mais textos, então abraços e até logo mais.


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Outra Mamãe (Other Mommy)

10/10/2026 06:29:00 PM |

É bem bacana quando vamos esperando ver uma bomba, como a maioria dos meus amigos críticos, andam falando sobre "Outra Mamãe", e acaba curtindo a ideia entregue na tela, pois o longa consegue com um ar simples trabalhar o tema, sem apelar para sustos gratuitos ou forçar a barra com violência desnecessária. De modo que os personagens creem no que estão vendo na tela, e o resultado nos poupa também de ficar pensando e/ou imaginando coisas, sendo algo funcional, direto, rápido e com uma boa pegada, misturando coisas demoníacas com situações paranormais bizarras, mas com muito envolvimento. Ou seja, é daqueles filmes que até parecem bobinhos e não impactam tanto com alguns sustos ou arrepios, mas entrega o que promete, é isso já faz valer a conferida.

O longa conta a história de Bela, uma garota de 8 anos que vive em uma família cheia de discussões. Quando uma entidade idêntica à sua mãe começa a aparecer no seu quarto, o que parecia ser apenas fruto da imaginação se transforma em um pesadelo. A criatura manipuladora está decidida a ocupar seu lugar dentro da casa e evolui até atacar a menina, espalhando o medo entre todos na família. A aparência da entidade torna cada vez mais difícil distinguir o que é real do que é sobrenatural.

Particularmente gosto de algumas obras do diretor Rob Savage, e não curto muito outras, sendo daqueles diretores que prometem muitas vezes mais do que cumprem, principalmente por tentarem dar um ar de blockbuster em suas tramas, porém ele mesmo se julga alternativo, e quem encara suas tramas sabendo disso acabam se envolvendo bem e curtindo as suas ideias. Ou seja, a sacada aqui mistura sensações de muitos outros filmes, usando bem a função cópia e cola, porém tem dinâmicas bem interessantes cheias de desenvoltura, aonde os atores se jogaram bem nos seus papéis, e assim o resultado desenrola e agrada bastante.

E falando das atuações, quem merece todos os aplausos possíveis é a garotinha Arabella Olivia Clark que trabalhou sua Bela com tantos bons trejeitos quanto pudesse fazer, entregando personalidade e desenvoltura para crer no demônio, mas não se jogar para ele de modo fácil, e mesmo junto dos humanos ela se impôs em seu papel e convenceu muito, ou seja, deu show de experiência na tela. Sabemos que Jéssica Chastain tem um estilo mais fechado de personagens, mas aqui ela brincou com muitas caretas expressivas e conseguiu dominar suas duas facetas, de modo que como demônio parecia estranha, e como humana parecia o demônio, ou seja, podia ter trabalhado um pouco mais as personalidades. É muito estranho o quanto Jay Duplas está parecido com Rodrigo Santoro, de modo que em um primeiro momento até pensei que fosse o ator brasileiro no longa, mas não era, e até fez bem a personalidade de um pai amoroso, chamando atenção pela sua entrega, e principalmente pela revelação em si, segurando seus momentos sem muita explosão, e assim agradando.

Visualmente a equipe brincou com efeitos práticos e claro também muita computação gráfica para que tivéssemos a protagonista e outros personagens se deformando, explosões de corpos e até inversões de câmeras para o teto, de modo que tivemos festa, casas de tudo quanto é tipo e até equipe de caça-fantasmas brincando com luzes e dinâmicas imponentes, fora cenas no mar com toneladas de bolinhas, entre muitos outros momentos tensos com facas e tudo mais, ou seja, trabalharam bem do começo ao fim para que a dinâmica impactasse bastante.

Enfim, sei que muitos estão enxergando só falhas na trama, reclamando de não se assustar com nada, reclamando das situações bizarras, mas o filme tem essa proposta, funciona com o simples, e quem adentrar na ideia toda acabará gostando, valendo assim a indicação de conferida. E é isso meus amigos, fico por aqui agora, mas vou aproveitar que já estou por aqui nos cinemas mesmo e vou encarar algo mais levinho como uma animação, então abraços e até daqui a pouco.


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Netflix - Sobrevivência (Animals)

10/10/2026 01:17:00 AM |

É engraçado quando você vai conferir uma trama original e vê algo de muito semelhante em outro filme que viu, de modo que passamos uma boa parte pensando aonde foi mesmo que eu vi isso, e hoje a síntese do longa "Sobrevivência", que estreou na Netflix, me remeteu demais ao longa da AppleTV, "Luta de Classes", mas claro que com uma pegada diferente principalmente pelo estilo de motivação dos personagens principais em resolver seus problemas, de modo que aqui entrou muito em suma toda a ideologia política, o questionamento do julgamento, traições, conflitos de legalidades e por aí vai, sendo que a trama entrega uma dinâmica que talvez até desse para funcionar em um teatro, já que muitos elementos ocorrem em diálogos em salas sem necessidade de muita ambientação. Ou seja, é mais daqueles suspenses que floreiam as situações e que você entra no jogo para questionar moralidades em meio ao desespero, e principalmente quando o jogo vira e você não é mais o elo principal como agiria. Claro que muitos vão achar a trama até básica demais, mas a brincadeira ao falar de um âmbito político e também de conflitos pessoais acaba tendo um gostinho bacana de conferir que não sendo enrolado demais funciona na tela.

O longa conta a história de um candidato à prefeitura de Los Angeles e de sua esposa diante de uma situação inquietante. O filho do casal é sequestrado e a família precisa correr contra o tempo para levantar o valor necessário para o resgate. O dinheiro dos dois foi usado para a campanha eleitoral e o desespero faz com que eles ultrapassem limites que jamais imaginariam cruzar, recorrendo a decisões cada vez mais questionáveis para recuperar o filho. Enquanto tentam manter a aparência de uma família respeitável e preservar a carreira política do candidato, o lado obscuro de suas vidas começam a vir à tona. Dessa forma, o sequestro não ameaça apenas a segurança do filho, mas também a imagem, o relacionamento e tudo o que o casal construiu ao longo dos anos.

Já disse algumas vezes que prefiro Ben Affleck atuando do que dirigindo, principalmente por ele querer sempre ser o protagonista e com isso seu longa acabar ficando quebrado em momentos, ou então ele explodindo para a câmera ficar marcante, mas aqui diria que ele soube se controlar um pouco, tendo algumas dinâmicas interessantes para a desenvoltura e o cerne da produção. De tal forma que o filme acaba tendo uma imposição até com um certo flerte chamativo, aonde acabou brigando bem entre os estilos de drama contra o suspense. Ou seja, ele brincou bem com o roteiro, deu facetas dramáticas fortes, deu uma boa abertura para os demais ao seu redor aparecerem e não sumirem de fato, e ainda deu algumas nuances para tentarmos adivinhar quem seria o sequestrador, mas acabando que não desenvolveu tanto quanto poderia isso na tela.

E falando mais sobre a atuação, diria que todos os principais tiveram suas dinâmicas explosivas e chamativas na tela, tendo claro o destaque completo em cima de Ben Affleck com seu Mark Kimball imponente e explosivo, aonde inicialmente parecia o homem perfeito, um político cheio de virtudes e com tudo lindo ao seu redor, depois com o sequestro virou alguém com tantas camadas que mudou por total, depois virou mais um pouco com a mudança que ocorre, e ao final vira exatamente o tradicional político que usa tudo ao seu favor, sendo bacana de ver seus trejeitos mudando, e com isso indo além do comum na tela. Agora Gillian Anderson fez curso de meditação, oratória e coach tudo junto para fazer com que sua Dayle Burton tivesse uma paz e serenidade nas entonações, que chega a assustar, mas como uma boa agiota tem na ponta da língua a taxa para tudo, e claro seus arredores cheios de assassinos. Já Kerry Washington não fluiu tão bem com sua Abigail, de modo que seus trejeitos, mesmo os mais desesperados e com choro, não convenceram na tela, parecendo meio que artificial e ao mesmo tempo parecendo que até tinha envolvimento em tudo, mas segurou as pontas, e assim agradou na tela com o que fez ao menos. Quanto aos demais, tivemos algumas boas imposições de Steven Yeun como um bom marqueteiro de campanha, querendo tudo para ganhar a eleição, tivemos Adriana Paz fazendo uma Cecília marcante, mas meio que de lado na história, sobrando para Luis Gerardo Méndez com seu Ramon uma boa finalização mais chamativa nos atos que precisou se mostrar, e assim agradar.

Visualmente como falei no começo o longa poderia ser adaptado facilmente para o teatro, pois não tem tanta abertura de cenários sem ser alguns comícios e apresentações políticas, uma festa de Halloween nas ruas e a mansão do político, além de alguns carrões, mas nada que não conseguissem fazer somente em uma sala, tendo claro o fechamento mais chamativo no meio das galerias de enchentes e esgoto, mas diria que a equipe de arte não trabalhou tanto quanto poderia para que seu filme ficasse mais imponente.

Enfim, é um bom filme, que tem pegada e que funciona bastante na tela para discussões sobre políticos, sobre como agir quando você está na mídia e quando não está mais ameaçado, e todas as mudanças éticas que geralmente acontecem conosco numa situação forte como é o caso de um sequestro, então vale a pena dar o play no longa. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais dicas, então abraços e até logo mais.


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Se Eu Fosse Você 3

10/07/2026 11:45:00 PM |

Confesso que estava esperando rir muito mais com "Se Eu Fosse Você 3" do que acabou acontecendo, principalmente por colocarem um humorista de fato no elenco, porém a trama acabou ficando até mais leve do que os anteriores, sendo que tivemos muitas situações duplas que ao ficarem dividindo os momentos soltos acabou não se desenvolvendo tanto quanto poderia. Claro que ainda é um bom filme, funciona bem como um bom passatempo, mas a falta de situações engraçadas acabou deixando um vazio meio grande na tela, parecendo que estava vendo uma comedia romântica com alguns conflitos ao invés de algo mais promissor de troca de corpos. Ou seja, posso até me comprometer com algo que sou muito contra e sempre reclamo de ter nos filmes, mas faltou apelar e forçar a barra para que o longa ficasse engraçado, mas aqui pedia isso.

A sinopse nos conta que duas décadas depois da última troca de corpos, Cláudio e Helena vivem uma nova fase da vida ao lado da filha Bia, agora adulta e casada. Tudo parece em equilíbrio até que uma situação inesperada abala a dinâmica da família e coloca as relações à prova. Quando o raio parece cair mais uma vez no mesmo lugar, a família toda é levada a encarar um novo desafio: aprender a se colocar no lugar do outro… talvez de um jeito bem literal.

Sinceramente achava que tinha passado bem menos tempo entre o primeiro filme e esse novo, mas o original é de 2006 e a continuação foi em 2009, ou seja, passou um bom tempo, e claro muito mudou nesse tempo todo, de modo que antes tínhamos o estilo cômico mais presente e direto de Daniel Filho, e agora sob as mãos de Anita Barbosa pareceu que a diretora não quis ir muito além na tela, trabalhando suas dinâmicas sem muita personalidade ou intensidade, o que não é ruim quando a proposta é assim, meio como vemos em algumas comédias europeias aonde a síntese da história tem seu gracejo, porém aqui a história faltou focar mais nos conflitos da troca de corpos e menos nas metas dos protagonistas, o que acabou não indo tão fundo quanto poderia, mostrando que a diretora não quis ousar, mas sim apenas acompanhar a história trazendo ela para o viés mais atual, que não é tão engraçado.

Quanto das atuações, muita gente está reclamando de não terem deixado Isabelle Drummond no papel da filha, afinal ela continua sendo uma grande atriz e está com a idade suficiente para a personagem, porém ela já não se parece mais tanto com Glória Pires, no caso a Helena da trama, então nada mais justo do que colocar Cleo, filha original da atriz que entregou uma Bia bem regrada e impulsiva, mas que forçou o sorriso demais na cara para estar com o marido dentro de seu corpo, de modo que em alguns momentos até pareceu artificial e não alguém que faria você rir com as trapalhadas, mas segurou o longa, então foi bem no que fez. Do outro lado tinha tudo para dar muitíssimo certo na proposta do longa, pois Rafael Infante é humorista e faz muitas imitações em seus shows, ou seja, até conseguiu incorporar em seu Aquiles muitas essências da protagonista, brincou bastante, mas ficou mais bobinho do que engraçado, de modo que seus atos precisavam ser mais explosivos para realmente entregar mais, fora que ficou nítido que cortaram muita coisa dele para dividir o tempo, e assim falhou. Quanto aos demais, diria que pagaram o cachê para Glória Pires e Tony Ramos apenas para que o filme não se desconectasse do original e falassem que era algo novo, então nem vou falar deles, valendo dar leves destaques apenas para Paulo Rocha como um maitre carioca fingindo sotaque francês e para Yohama Eshima como a subchefe do restaurante da protagonista que fez bons trejeitos no melhor estilo de amiga fofoqueira, mas nada que surpreendesse muito na tela.

No conceito visual, ainda estou tentando entender qual foi a piada de mandar os protagonistas originais para a China, meio que sem base, com cenas que nem mostram realmente se gravaram algo lá, depois tivemos vários atos no restaurante, em um consultório e num parque de aventuras radicais, sendo tudo bem básico e simples, sem grandes chamarizes, ou seja, a equipe de arte nem tentou brincar muito com as mudanças de corpos e situações bizarras que isso poderiam causar, ou seja, ficou bacana pela simplicidade em si, mas nada que valorizasse a história.

Enfim, é um filme bacana para quem não for esperando rir, pois volto a frisar que não é ruim, tem bons momentos e dinâmicas como um passatempo, porém se lembrarmos de como eram divertidos os dois longas anteriores já bate uma saudade imensa, e aqui faltou mesmo que fosse forçado, fazer rir. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje agradecendo os amigos da Bcbiz Assessoria e da Disney/Buena Vista pela cabine e volto em breve com mais textos, então abraços e até logo mais.


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