Acho que já virou uma tendência bem colocada trabalhar a consciência ambiental nas animações, pois nesse estilo de filmes geralmente tem adultos e crianças conferindo, então dá para os menores começarem a aprender, e para os mais velhos tentar reverter suas ideias fora do consumismo e das telas. Ou seja, nesses últimos anos temos visto vários longas com essa pegada, alguns mais densos e outros mais fofinhos e engraçados para poder brincar mais, e eis que a gigante das animações Disney/Pixar viu que precisava entrar também nesse ramo, chegando com o longa "Cara de Um, Focinho de Outro", aonde até brinca com as facetas de um de seus grandes produtos ("Avatar"), mas como foca mais nos animais e nas brigas entre pessoas, o resultado ficou mais levinho e bem colocado. Claro que passa longe de ser uma trama que vai emocionar a fundo, afinal esse não é um estilo que a companhia gosta, mas ainda assim tem um bom resultado que com toda certeza muitos irão rir e até pensar no futuro, valendo como algo bem trabalhado na tela.
O longa traz uma história encantadora e inovadora sobre Mabel, uma jovem amante dos animais que usa uma tecnologia revolucionária para se conectar com o mundo animal de uma maneira única. Graças a uma invenção que permite transferir sua consciência para o corpo de um castor robótico, Mabel pode agora explorar os mistérios do reino animal, vivenciando o mundo de uma perspectiva completamente nova, além de acessar suas próprias emoções e imaginação. Enquanto Mabel se aventura nesse universo fascinante, ela se depara com uma grande ameaça: Jerry, o prefeito anti-animal, cuja postura hostil em relação aos seres não humanos coloca os animais em risco. Jerry é determinado a acabar com a convivência entre humanos e animais e, portanto, Mabel deve agir disfarçada como uma castor robô para desvendar seus planos e proteger seus amigos de patas e penas.
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O longa traz uma história encantadora e inovadora sobre Mabel, uma jovem amante dos animais que usa uma tecnologia revolucionária para se conectar com o mundo animal de uma maneira única. Graças a uma invenção que permite transferir sua consciência para o corpo de um castor robótico, Mabel pode agora explorar os mistérios do reino animal, vivenciando o mundo de uma perspectiva completamente nova, além de acessar suas próprias emoções e imaginação. Enquanto Mabel se aventura nesse universo fascinante, ela se depara com uma grande ameaça: Jerry, o prefeito anti-animal, cuja postura hostil em relação aos seres não humanos coloca os animais em risco. Jerry é determinado a acabar com a convivência entre humanos e animais e, portanto, Mabel deve agir disfarçada como uma castor robô para desvendar seus planos e proteger seus amigos de patas e penas.
É interessante que esse é a primeira direção de Daniel Chong depois de ter trabalhado em vários outros setores da Pixar, e ele soube brincar com facetas dinâmicas, não forçou a barra para que seus personagens ficassem bobinhos demais, mas também não quis algo muito sério, de modo que a protagonista tendo esse ar meio rebelde e maluquinha chega até lembrar a garota do "Red - Crescer é uma Fera", mas jogando mais para o lado ambiental, o resultado soube brincar tanto com as barragens que os castores sabem fazer bem, a destruição humana com som e fogo, e claro colocar que saber as qualidades e nomes de cada um pode ser um trunfo bom para ter aliados. Ou seja, o jovem diretor e roteirista soube brincar bastante, trazendo um vértice sério de base, mas sem deixar que seu filme ficasse pesado, e assim a trama teve a base divertida e institucional com bons gracejos na dinâmica toda.
Quanto dos personagens, diria que Mabel ficou bem encaixada tanto em sua versão humana com seu jeitão explosivo, quanto animal com sua castor, sendo também atirada e cheia de desenvolturas, fazendo com que os pequenos não tirassem os olhos da pequena roedora, tendo dinâmicas até maiores do que texturas, algo que viram dar muito mais certo na tela, pois os personagens menos "realistas" acabam trabalhando o formato desenho melhor e assim podem inventar loucuras mil, como é o caso aqui, aonde a versão robô pode nadar e tudo mais. O prefeito Jerry ficou muito estilão dos atuais governantes, com todo um traquejo voltado para seu ego, sendo marcante nas duas versões que o longa propõe e brinca na tela. Os demais personagens também foram bem legais de ver, com destaque para todos os demais reis, e até a cientista e professora Sam, mas sem dúvida todos os olhares se verteram demais para o castor rei George, sendo bem sagaz, tendo bons traquejos com todos, sendo literalmente do povo, e claro tendo dinâmicas que soam divertidas na tela.
Visualmente o longa teve muita presença cênica, contando com animais dos mais diversos tipos, tendo o ambiente bonito e aconchegante da clareira que a garota ia com a avó sempre para relaxar, tivemos momentos bacanas no laboratório da faculdade com o esquema de salto de corpo bem mostrado como corrente para ninguém ficar com dúvida do funcionamento, tivemos câmeras em primeira pessoa (que funcionaram bem nos atos 3D), e dentro da floresta ainda tivemos um lago bacana e tudo como já disse com texturas interessantes, mas longe de serem realistas, ou seja, algo mais básico e funcional. E voltando no quesito 3D, diria que poderiam ter abusado um pouco mais de coisas saindo da tela, pois chamaria mais atenção e o resultado acabaria surpreendendo mais, mas quem gosta da tecnologia até vai brincar um pouquinho com tudo o que rola.
Enfim, é um longa até que bacana, que diverte, dá uma emocionada nos atos finais e que possui duas cenas nos créditos (uma bem no meio e uma no finalzinho - ambas com piadinhas bem trabalhadas), mas que talvez pudesse emocionar um pouco mais, pois tinha carisma e material para isso. Mas ainda assim vale a recomendação para todos irem conferir com as famílias a partir da próxima quinta 05/03, então é isso, fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais dicas, então abraços e até logo mais.


































