Se tem uma coisa que me incomoda nesse estilo de filme de sobrevivência é o famoso apelar contra a inteligência do espectador, pois se no primeiro filme fomos surpreendidos com um final completamente chocante e marcante, aqui o em "A Queda 2: No Limite" tudo aparentava ser muito semelhante apenas mudando as personagens, porém colocaram alguns pontos interessantes como o tráfico no país aonde está as famosas tábuas e também a ilegalidade do lugar, até aí tudo bem, mas logo que acontece o deslizamento que é mostrado no trailer, alguns minutos depois a garota negra vai tentar pegar um objeto e acaba ficando pendurada pela fossa poplítea (mais conhecida como a parte de trás dos joelhos), que sabemos muito bem que não é algo que alguém tenha muita força para se manter ali, ainda mais machucada, e depois tentar pegar uma corda arremessada estando pendurada ali. Ou seja, forçaram bem a amizade com essa situação, mas tirando esse (e alguns outros apelos) o longa tem uma boa pegada, tem um desfecho forte, mas com nuances interessantes, e claro deixou preparado o caminho para um terceiro filme, o que nos resta saber é se a bilheteria vai ajudar a manter esse sonho, ou se já gravaram e vão soltar logo mais o próximo longa, pois hoje a sala estava com poucos presentes para um sábado vespertino.
O longa nos conta que surpreendida pela morte de sua irmã Hunter, Jax se conecta com Luce, a amiga destemida de Hunter. Para se curar, eles tentam a infame caminhada de tábuas do Monte Kwan, na Tailândia. Depois de um deslizamento repentino de pedras os deixar presos em uma frágil prancha a 3000 pés no ar, Jax deve enfrentar seus medos mais profundos e lutar pela sobrevivência para encontrar um fim.
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O longa nos conta que surpreendida pela morte de sua irmã Hunter, Jax se conecta com Luce, a amiga destemida de Hunter. Para se curar, eles tentam a infame caminhada de tábuas do Monte Kwan, na Tailândia. Depois de um deslizamento repentino de pedras os deixar presos em uma frágil prancha a 3000 pés no ar, Jax deve enfrentar seus medos mais profundos e lutar pela sobrevivência para encontrar um fim.
Já elogiei outras vezes os irmãos Michael e Peter Spierig pelo estilo de suspenses sem sustos gratuitos e/ou dinâmicas bem marcantes em seus outros filmes, e aqui acho que esperei demais que eles não fizessem uma trama repetida do que vimos no longa original, porém ao mudar de mãos, o original acabou meio que perdido, e já disse isso outras vezes o quão arriscado é mudar a direção dentro de uma franquia. Claro que os diretores foram ousados em ângulos, brincaram bastante com a proposta de um lugar completamente maluco, diferente de uma escalada radical como foi o caso do primeiro longa, além de deixar explícito que a jovem que morreu no primeiro filme deixou a herança dos lugares que desejava ainda se aventurar, e assim poderão brincar mais com isso nas devidas sequências, porém faltou para os novos diretores o que disse no início do texto, que é não abusar do espectador, pois existem algumas loucuras que muitos conseguem fazer, mas aqui uma jovem que não tem costume de aventuras, com alguns problemas para resolver com a família, se jogar em uma barra de ferro e conseguir se sustentar pelas costas do joelho, ali o filme ao menos para mim ficou irreal total, indo ladeira a baixo (ou melhor montanha abaixo) tudo o que acontece depois, e olha que teve muita coisa ainda.
Quanto das atuações, diria que as protagonistas souberam segurar bem suas dinâmicas, não tendo tanto impacto expressivo como as originais, mas ainda assim sendo interessantes de acompanharmos e criarmos um certo carisma por elas, de modo que fluíram na tela com boas entregas, porém como já disse poderiam ter colocado ou garotas mais fortes ou não apelar tanto pelos exageros mostrados, pois certamente não é possível acreditar nas coisas que fizeram na tela. Dito tudo isso, Harriet Slater trabalhou sua Jax com trejeitos mais fechados do que chamativos, parecendo a todo momento estar com medo do que fazer, e sua entrega nos momentos mais densos também faltou um pouco de personalidade para que a atriz se impusesse sobre os desafios, ou seja, ela fez a irmã "menos" corajosa da protagonista radical do primeiro filme, e com isso o resultado não foi muito além na tela. Ja Arsema Thomas aparentava estar radiante com toda a situação, se jogando para tudo, querendo realmente marcar seu nome e a postura de sua Luce, até termos o ponto de virada aonde ela se fecha um pouco mais, mas talvez as revelações pudessem não ser tão impactantes, e com isso o desenvolvimento ficou mais para seu ato de bravura e consequentemente quebra. Ainda tivemos alguns atos expressivos de Tom Brittney com seu Jon imponente e astuto, porém meio que desaparecido por mais da metade do filme, ou seja, praticamente descansou sua imagem um bom tempo, e isso em um filme explosivo acabou ficando meio que estranho de ver.
Visualmente sabemos que se duvidar as garotas nem passaram perto do verdadeiro Monte Kwan, sendo tudo feito artificialmente em estúdio com uma computação gráfica até que bem convincente, de modo que vemos as famosas tábuas soltas e as correntes presas na parede (que fico pensando seriamente como foram colocadas por monges e outros trabalhadores reais, pois é algo maluco demais!), tendo alguns desabamentos interessantes e cenários bem trabalhados para os devidos momentos, porém diferente do primeiro filme aonde você saía da sala com as mãos suadas com as perspectivas e ângulos escolhidos, aqui não aconteceu tanto isso, o que foi uma pena.
Enfim, é um filme bacana, mas que acabaram exagerando demais em elementos estranhos e não convenceram como deveria e poderia, de modo que até funciona na tela, mas para isso você vai precisar relevar muita coisa dentro da realidade. E é isso meus amigos, fica sendo assim a dica, e eu fico por aqui hoje, voltando em breve com mais textos no site, então abraços e até logo mais.


































