Toy Story 5 em 3D

6/17/2026 01:23:00 AM |

Bem diferente do quarto filme da franquia que todo mundo estava esperando algo completamente impactante, quando anunciaram que estavam fazendo "Toy Story 5" ficamos bem tranquilos e até pensando para que rumos poderiam tomar para que realmente valesse a pena, afinal o quarto filme ficou meio jogado fora do eixo de brincadeiras, deixando algo mais de brinquedos mesmo e esquecendo as propostas originais, então hoje posso dizer que fui para a sessão esperando novamente algo bem básico, e acabei me surpreendendo bastante, afinal colocou o caos das telas que hoje devora as mentes das crianças cada vez menores, a conexão de amizades e seus grupos, e principalmente o fator maior que é brincar realmente quando se é criança, imaginando mundos e situações. Ou seja, a trama brilha com um carinho tão bem colocado pela equipe, que acabamos nos envolvendo, rindo e até lembrando da nossa infância com os brinquedos que tínhamos, sendo daqueles que funciona fácil para todas as idades, mas que os mais velhos pegarão bem a síntese e se derreterão pela essência completa muito bem feita pela Disney/Pixar.

O longa nos mostra que agora com 8 anos de idade, Bonnie descobre um novo passatempo: o tablet. Lilypad é um dispositivo que consegue criar mundos virtuais inteiros prendendo a atenção de Bonnie e a fazendo se distanciar dos brinquedos. Jessie tenta manter todos unidos e esperançosos, mas quanto mais tempo Bonnie passa com Lilypad, mais os brinquedos entram em desespero. É nesse contexto que uma importante figura retorna! Woody, mais velho e experiente, vai tentar tudo que pode para ajudar todos a conseguirem lidar com essa nova realidade. Buzz Lightyear, Woody, Jessie e os demais brinquedos seguem uma jornada difícil de aprendizado que revela que a tecnologia e a tradição podem coexistir, mas também acendem um alerta sobre a quantidade de horas que uma criança passa em frente a telas, adaptação e a perda de afeto humano com a chegada do distanciamento causado pelo digital.

O mais interessante é que os diretores Andrew Stanton e McKenna Harris estiveram envolvidos com outros longas da franquia em outros setores, tendo Andrew dirigido alguns dos melhores filmes da Pixar, porém não tinha ainda pegado para assinar realmente a direção de um Toy Story, mas a ideia original do roteiro desde o primeiro é sua, ou seja, ele é o dono dos brinquedos e da história, e aqui resolveu que iria pôr a sua marca também na tela, e conseguiu, pois ficou nítido que o que nos é mostrado é exatamente um trabalho pessoal, bem bonito e cheio de nuances, aonde eles tiveram um cuidado tão precioso em detalhes, com praticamente todos os escritos traduzidos na tela em nosso idioma, tiveram sensibilidade em diversas dinâmicas para que tudo virasse uma experiência extra na história em si, passando exatamente a mensagem de que telas podem divertir sim, mas brincar e criar suas próprias histórias com amigos reais é algo muito mais legal e que conecta diferentes idades de um modo único. Ou seja, é daqueles filmes que funcionam pela ideia, que funcionam visualmente, e que você se lembrará dele mais para frente, bem diferente de outros que logo ao sair da sessão você já nem lembra mais o que viu, e isso sim é marcar, e posso dizer que esse me marcou.

Muitas vezes em continuações acabamos reclamando de novos personagens, mas felizmente aqui a inserção foi tão sutil, que mesmo não usando tanto os personagens tradicionais, o longa acabou fluindo bem e agradando bastante, de modo que a vilã Lilypad foi bem interessante de acompanhar, e que Maísa conseguiu trazer um tom de voz tão diferente que se não tivesse aparecido nas propagandas nem saberíamos que era ela dublando, fora que a dinâmica em si da personagem teve uma pegada bem diferenciada e mostrou um bom uso para a tela para as crianças, e também como pode ser prejudicial em alguns momentos, ou seja, uma boa escolha completa na tela. Outro ponto bem colocado com um ar cheio de imposição foram os vários Buzz em sua missão gigantesca, sendo colocados como algo mais engraçado, mas com uma pegada marcante e legal de acompanhar. E claro o protagonismo em cima de Jessie deu um tom tão bem colocado, que vemos realmente uma dimensão marcante para várias garotas que realmente brincam com seus bonecos, criando histórias e fazendo tudo bem maior na tela, além de ter um bom gracejo com a ideia dos cavalos.

Visualmente a trama é impecável, com uma perfeição técnica que em alguns momentos até esquecemos que estamos vendo uma animação, tamanho o realismo que conseguiram dar para os personagens e as dinâmicas, meio que quase estarmos vendo realmente brinquedos live-action em ação, tendo texturas e elementos tão bem alocados que o resultado ficou incrível. Claro que isso se deve também um pouco ao 3D de profundidade que deu sombras bem interessantes para tudo, mas quem estiver com esperança de ao menos ver os vários Buzz saindo da tela em voo vai ficar triste, pois a trama tem quase nada saindo da tela, e sim mais de imersão no ambiente em si. Ou seja, tivemos muitos bons detalhes seja no campo ou na cidade, e cada elemento e personagem importou bastante para os artistas gráficos, não ficando só os protagonistas bem feitos.

Enfim, nem estava com tantas esperanças de ficar feliz com o que veria na tela, mas fui surpreendido com algo leve, cheio de motes bem colocados do mundo atual que a criançada vive, e ainda assim bem feito para todas as idades, ou seja, é daqueles filmes que certamente todos que forem vão se envolver e gostar bastante de tudo, valendo então a recomendação total. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais dicas, então abraços e até logo mais.


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