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Sexo e Destino

5/21/2026 10:23:00 PM |

Tenho uma opinião bem formada sobre longas religiosos, principalmente os da doutrina espírita, e já até falei aqui várias vezes, pois é uma das literaturas mais vendidas abaixo apenas dos livros de ficção jovem e de autoajuda, então os roteiristas têm mesmo que adaptar as diversas obras e lapidar para cada vez ficar mais próximo de um filme mesmo e mais longe de uma novela, que aliás estão transformando uma novela espírita em filme, então veremos o que acontecerá! Dito isso, hoje foi o dia de conferir o longa "Sexo e Destino", que foi narrado por André Luiz e psicografado por Chico Xavier e Waldo Vieira, de uma forma interessante o conflito de duas famílias que vem de gerações todo o caos, sendo até que bem desenvolvido com um elenco afiado, porém tem um grandioso defeito, que é recair demais para o lado novelesco, ao ponto que com tantos personagens, a história acaba se perdendo um pouco na tela, ficando o lado do passado algo meio que jogado. Ou seja, dava para cortar fácil uns bons minutos de filme, mas precisaria de ajustes na história para remover personagens, e assim, não impactaria tanto como no livro.

Na trama ambientada no Rio de Janeiro, às famílias Nogueira e Torres estão entrelaçadas por paixões, traições, vinganças e culpas que atravessam diferentes encarnações. Marina é uma jovem ambiciosa e fútil que passa por um longo processo de transformação ao longo do filme. Ela se apaixona por Gilberto, filho do seu patrão, sem saber que o rapaz já vivia um relacionamento com sua irmã, Marita.

Diria que o diretor Marcio Trigo é um dos que mais está trabalhando o vértice espírita nas telonas, só que sua formatação já está ficando repetitiva demais, ao ponto que o eixo novelesco é funcional para o estilo, mas precisam mostrar que tem outras ideias de quebras e reviravoltas, para ainda assim enaltecer a doutrina e as mensagens, sem que fique sempre batendo na mesma tecla. Ou seja, é um filme que mostra bem as ideologias da fé espírita, de suas conexões, lembrando até um pouco "Nosso Lar" em alguns momentos, mas repetiu o recheio do bolo, e mesmo sendo bom, já começa a não dar bons frutos para que o paladar do público goste.

Quanto das atuações, diria que os atores foram bem em suas interpretações, porém os personagens são meio que incômodos demais, ao ponto que Letícia Augustin até segurou bem sua Marina, mas em determinado momento pareceu mais maluca do que realmente expressiva, ou seja, faltou um algo a mais para convencer de seus atos. Bruno Gissoni teve alguns atos chamativos com seu Gilberto, mas parecendo não estar empolgado na maioria das cenas, e sim perdido com sua entrega. Tato Gabus Mendes é um tremendo ator, porém seu Nemésio acaba sendo forçado de essência e entrega. Antônio Fragoso foi quem mais teve mudanças nas nuances de seu Cláudio, mas também em determinados momentos a mudança foi tão grande que nem parecia mais o mesmo personagem/ator. Raquel Rizzo foi quem mais manteve a essência forte de sua Márcia, inclusive nas cenas do passado, ou seja, a atriz escolheu o caminho para seguir e foi bem na tela. Ainda tivemos Tiago Luz com seu Felix e Jaedson Bahia com seu André Luiz, mas foram secos demais nas passagens da doutrina, e assim não foi tão além quanto poderiam.

Visualmente o longa teve um orçamento não muito chamativo, de modo que tivemos duas casas bem semelhantes, mostrando que ambos eram famílias com um certo grau de riquezas, tivemos as cenas do passado sem mostrar muito dos ambientes para não criar grandes chamarizes, apenas tendo um pouco mais de valor nos figurinos, e tivemos uma boate bem sem nuances comuns que conhecemos do estilo, deixando apenas as cenas no plano espiritual mais envolventes de símbolos parecendo até usarem recursos de outros filmes espíritas. 

Enfim, como disse a proposta em si é interessante de ver na tela, porém acredito que o livro funcionou muito mais com a grande quantidade de personagens do que na telona, pois aqui o resultado acabou puxando demais para o lado novelesco, e isso está ficando repetitivo demais no estilo de tramas espíritas. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais dicas, então abraços e até logo mais.


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Netflix - O Jogo do Predador (Apex)

4/26/2026 10:57:00 PM |

Costumo dizer que todo mundo pode fazer ou entregar vários estilos de filmes, porém quando uma trama busca uma fidelidade na tela, também exigimos que seja passado uma fidelidade mais real de personagens e situações, e com o lançamento da Netflix, "O Jogo do Predador", vemos algo até que interessante de proposta, com uma pegada densa bem marcada, porém com bons atores que não nos convencem do que estão entregando, por exemplo ao ficar nítido que 90% do filme foi feito com a dublê de Charlize Theron, que com um bracinho finíssimo não faria metade das cenas escalando os paredões, e Taron Egerton pode até entregar bons personagens em outros filmes, mas aqui seu estilo "maldoso" não impõe uma loucura como precisaria para ficar realmente marcante. Ou seja, é daqueles filmes que vemos as cenas acontecerem com boas dinâmicas, mas que não nos convencem do que estão entregando, e isso acaba não prendendo o espectador, que até acaba curtindo a ideia como um passatempo, porém dava para impactar bem mais com talvez outros atores mais próximos das personalidades que os papeis exigiam.

O longa nos mostra que uma mulher viciada em adrenalina coloca seus limites à prova ao embarcar numa aventura pela natureza selvagem australiana. A alpinista se encontra no meio de uma caçada quando os predadores naturais não são os únicos atrás de sangue. Agora, a jovem precisa lutar para sobreviver e vencer os obstáculos do caçador.

O mais interessante é que o diretor Baltasar Kormákur tem muita experiência nesse estilo de filme, sabendo criar dinâmicas tensas e um envolvimento tão amplo quanto cada momento do longa pedia, e se olharmos ao redor do longa entregue, a maioria das cenas tem essa precisão técnica, então o que podemos afirmar é que depois de tanto falarmos nas premiações em direção de elenco, aqui faltou exatamente isso para que o longa brilhasse na tela, faltou alguém que chegasse nele logo no começo do projeto e falasse que as escolhas ali estavam ruins para que o filme chamasse mais atenção, ou seja, erro de escolha que refletiu em algo bacana, que poderia ser impactante por completo. Volto a frisar que não vemos um filme ruim, mas sim algo que não convence de entrega, e esse perigo se não tivesse um diretor tão bom do estilo poderia facilmente ter virado uma bomba na tela.

Quanto das atuações, já vi algumas "vendas" de Charlize Theron mostrando que não gosta de usar dublês e até escalando um outdoor em formato de paredão para que sua Sasha parecesse mais real, porém ainda assim defendo que deveriam ter colocado uma mulher mais "forte" visualmente no papel, pois sabemos o tanto de esforço que é escalar paredões íngremes, ainda mais sem o uso de cordas, sendo o "puxador" dos demais como é o caso da personagem, mas tirando esse detalhe, a atriz soube segurar bem os momentos na tela, fazendo trejeitos marcantes para os atos mais fechados, e com isso até chega a convencer, mas como disse soou muito falso ver alguém do porte dela se impondo tanto num paredão aonde muitos precisariam de mais força física. Já com Taron Egerton o problema é outro, pois acho que acostumamos com ele fazendo lordes e pessoas boazinhas, que o seu Ben acaba não nos convencendo de sua maldade mesmo lançando flechas e torturando a protagonista, faltando para ele trejeitos mais surtados, pois até mesmo quando mostra seu trejeito monstruoso com os dentes, ficou um pouco artificial demais, porém o ator se jogou para parecer forte e até chama atenção em alguns atos, mas nada demais. Quanto aos demais, só vale comentar mesmo a participação inicial de Eric Bana com seu Tommy, pois deu um bom tom de parceiro de escaladas e marido bem colocado nas situações, mas nem aproveitou muito já que o papel é eliminado rapidamente, então apenas participou mesmo.

Visualmente a equipe escolheu locações bem interessantes para desenvolver a trama, com paredões imponentes, acampamento nas alturas, escaladas, corredeiras, muita floresta e até cavernas assustadoras, aonde os personagens se desenvolveram bem com poucos elementos, mas ainda assim marcaram presença, tendo claro a cena mais "produzida" dentro da caverna com os demais corpos pendurados prontos para virar "alimento", ou seja, souberam criar bem as alegorias dentro do contexto, com digamos até pouco sangue pelos momentos mais intensos, mas que não desaponta de um modo geral.

Enfim, é o famoso filme que você acaba até curtindo pela essência passada e pela ideia em si, mas que no final acaba não passando literalmente de um passatempo bem trabalhado, aonde dava para ir muito mais além com algumas mudanças, o que acabou não acontecendo. Ainda assim, dá para recomendar sem muitas pretensões, pois as dinâmicas ao menos entretêm. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais dicas, então abraços e até breve.


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O Advogado de Deus

4/19/2026 12:56:00 AM |

Certa vez já falei isso por aqui e com vários amigos da área audiovisual, que se um produtor for bem esperto, ele vai atrás dos direitos dos maiores livros espíritas e ficará rico com as adaptações para a telona, pois mesmo os que não seguem a doutrina acabam indo conferir pelas mensagens e dinâmicas que podem ser vistas de diversas formas na tela. Porém, precisam aprender o básico de que sempre a mesma coisa não funciona duas vezes, e principalmente que não devem transformar seu filme em uma novelona arrastada, e esse é o maior problema da maioria dos filmes espíritas, o de recair facilmente para o lado novelesco. E cá fui conferir hoje o longa "O Advogado de Deus", que vindo de uma das principais escritoras espíritas do Brasil, e pelas mãos de um diretor que conseguiu lotar as salas com seu primeiro filme do estilo, sinceramente esperava algo muito melhor na tela do que o que me foi mostrado, pois a trama até tem uma pegada interessante dentro da proposta de resolver problemas familiares, mas colocar todos da mesma família do passado de volta no mesmo ambiente, e todos terem visões foi algo meio apelativo, e com um desenrolar tão novelesco, ao final já estava mais cansado de tudo do que torcendo realmente por alguém na tela.

O longa acompanha um advogado recém-formado chamado Daniel que dedica seus anos de estudo a ajudar as pessoas. Idealista e pragmático, seus valores vão de encontro com os de seu pai, o deputado federal Antonio. Ao lado de seu colega de faculdade Rubinho, Daniel se envolve num caso que extrapola o mero processo jurídico e abre portas para desfechos mal resolvidos da sua própria vida espiritual passada. Ao defender os interesses de Alberto, seu novo cliente, Daniel mal sabe que está advogando por um inimigo de outra existência por conta de um triângulo amoroso com Lídia. Enquanto Daniel se assusta com pesadelos recorrentes, a causa de Alberto abre os precedentes de fatos ocorridos há mais de 100 anos. Numa chance de consertar os erros do passado, as vidas de Daniel e Alberto se interligam novamente com a de Lídia, obrigando o advogado a lidar não apenas com as leis humanas, mas também as divinas.

O diretor e roteirista Wagner de Assis foi um dos que seguiu fielmente o que falei, e cada dia tem comprado mais direitos de livros espíritas para desenvolver as histórias e entregar na telona, de modo que aqui com o livro da Zíbia Gasparetto ele trabalhou boas dinâmicas e soube usar bem o estilo do cinema espírita como um todo de conexões entre passado e presente, porém acredito que ele acabou exagerando um pouco no tom, pois o filme pedia muitas dessas situações, mas faltou elaborar melhor as dinâmicas do livro sem que virasse uma novela completa em um capítulo só, pois ficou com muita cara disso. Claro que sei do potencial do diretor, e o livro é um dos mais lidos do mercado espírita, porém não sei se a obra tem tanto essa cara de novelona, ou se o diretor está se perdendo nas repetições, tanto que falhou em seus últimos filmes justamente por essa repetição de estilo, então acredito que está na hora de refletir e voltar para suas bases, afinal tem mais 2 filmes vindo por aí em suas mãos. 

Quanto das atuações, acredito que o papel de Daniel precisava de alguém mais explosivo na tela, pois Nikolas Prates tem seu charme e sabe fazer boas dinâmicas, mas ele é daqueles atores que parecem andar de ré de tão calmos que são, mas ao menos soube ser interessante para a proposta, segurou alguns momentos bem, e até finalizou bem a trama. Danilo Mesquita trabalhou seu Alberto com uma certa imposição, mas não o suficiente para marcar como o personagem nas cenas do passado, ou seja, faltou que o personagem fosse mais além na tela. Lorena Comparato até tentou criar uma Lídia chamativa, mas a personagem não tem um chamariz que fizesse o público torcer por ela, fazendo com que a personagem fosse daquelas mimadas ricas meio que jogadas na tela, e isso é ruim de acompanhar. Ainda tivemos alguns momentos interessantes de imposição por parte de Henri Pagnoncelli com seu Antônio Camargo, e algumas cenas tensas com Beth Goulart com sua Maria Julia, mas nada que fizesse a trama ir para rumos mais chamativos do que uma grande novela.

Visualmente gostei das cenas no passado pelo conceito de época bem marcante, com um requinte técnico bem chamativo nos figurinos e nos ambientes em si, sendo um pouco escuras as cenas, mas nada que incomodasse, já as do presente acabaram focando apenas nas casas ultra-ricas de ambas as famílias, inclusive na mansão da babá desaparecida, tendo alguns atos em hotéis, praias, e sendo um escritório de advocacia bem simples até pelo porte do garoto. Ou seja, a equipe de arte trabalhou de modo simples, mas não encantou, e até mesmo no ato final no andar em reforma da clínica foram bem simples com tudo.

Enfim, é um filme razoável que vai dar público pelos nomes de direção, elenco e claro da escritora, mas valeriam ter trabalhado melhor tudo para que a mensagem fosse bem maior e mais envolvente, faltando imposição em muitos momentos. Friso que não é ruim, mas dava para ir muito mais além. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto em breve com mais dicas, então abraços e até logo mais.


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Barba Ensopada de Sangue

4/03/2026 10:52:00 PM |

Gosto muito quando vejo diretores nacionais inovando em gêneros que casualmente não eram tão produzidos por aqui, pois antes só tínhamos comédias escrachadas e dramas novelescos, então se arriscar era algo que geralmente nem dava público, e hoje mesmo não sendo uma lotação, tinha uma quantidade até que razoável para conferir um suspense introspectivo na telona. Então o que falta para o cinema nacional de gênero decolar? A resposta é simples, pois basta apenas que façam algo que não apenas o umbigo do diretor vai gostar, ou o famoso filme para levantar o ego de algum produtor. E porque comecei a falar do longa "Barba Ensopada de Sangue" dessa forma? Pois aqui o diretor Aly Muritiba raspou a trave de fazer algo extremamente cansativo que não levasse nada a lugar algum, demorando para engrenar e com uma sensibilidade até bonita dentro da essência, mas é daqueles filmes que o público comum assiste e sai reclamando do que viu, ficando algo somente bom para festivais. Claro que não estou falando de forma alguma que é um filme ruim, muito pelo contrário, aonde vemos técnica, vemos a história bem trabalhada na tela, mas não chama cinema comercial por acaso, precisa dar lucro, precisa fazer com que o público vá conferir, e aqui faltou isso, pois ao final saímos da sessão apenas com o pensamento de que o filme de 108 minutos poderia ser facilmente resolvido em 60 minutos no máximo.

O longa nos conta que após a morte de seu pai, Gabriel parte para a praia da Armação em busca de suas origens. O que ele acaba encontrando são versões contraditórias a respeito da figura misteriosa de seu avô, um esqueleto de baleia e uma cidade que quer enterrar seu passado a qualquer custo.

A cinematografia do diretor e roteirista Aly Muritiba é bem complexa, tanto que muitos de seus filmes são realmente tramas de festivais como falei acima, mas ele também sabe brincar bem com as essências e por vezes chamar muita atenção, como foi o caso de "Ferrugem", mas aqui usando um livro de Daniel Galera que muitos são apaixonados, diria que faltou ele ir mais além na tela, pois dava para criar situações mais intensas sem precisar diminuir tanto o ritmo, tanto que quando realmente o bicho pega da metade pra frente, o longa acontece e marca, mas até chegar lá confesso que por bem pouco não acabei cochilando. Claro que o desenvolvimento de uma trama introspectiva é diferenciado e precisa ir muito mais além, mas dava para chamar muito mais atenção com alguns poucos ajustes, principalmente no conflito entre o protagonista e os demais moradores da praia. Ou seja, ele fez daqueles filmes que poderiam ter ido muito mais além, mas optou pelo fácil, e assim seu filme ficou "calmo" demais para empolgar como um bom suspense.

Quanto das atuações, gosto muito do estilo do Gabriel Leone, e ele está fazendo seu nome cada dia mais no mundo todo, porém aqui esse papel não era para ele de forma alguma, primeiro que gastou mais de 3 horas todos os dias de gravação para colocar uma barba artificial, segundo que seu estilo é de personagens com uma maior pegada, e aqui exigia alguém com um ar mais denso, que ele até tentou fazer, mas soou artificial demais, ou seja, faltou presença para o personagem. Dentre os demais personagens, tivemos mais tempo de tela para Thainá Duarte com sua Jasmin, mas seu personagem não é tão desenvolvido quanto precisaria, de modo que o resultado acaba sendo de uma boa interpretação na tela, porém sem impactar, o que acredito que seria mais necessário. 

No quesito visual a trama até foi interessante pelas representações, pelos ambientes em si, e por algumas cenas espalhadas, como a do fogo dos barcos e a do farol, porém na casa abusaram muito de cenas escuras, com o lance da falta de luz na cidade e também o gato de energia, e com isso muitos elementos cênicos acabaram sendo completamente desnecessários, tanto que na cena que volta pra casa toda bagunçada e cheia de depredações, nem dá para identificar o que está jogado, e isso é uma falha gritante, pois somos contra luzes artificiais em cena, mas precisa que o cenário apareça, e isso é algo que o diretor de fotografia precisa atuar bem para ganhar a causa.

Enfim, é um filme interessante de proposta que poderia ter sido incrível na tela, ao ponto que seria daqueles suspenses para ficar grudado na tela esperando tudo acontecer, mas no final o resultado acabou sendo apenas mediano demais pelas escolhas, e assim não acredito que vá empolgar muito o público que for conferir. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto em breve com mais textos, então abraços e até logo mais.


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Vingadora (Protector)

3/28/2026 09:55:00 PM |

Hoje fui conferir o longa "Vingadora" meio que já sabendo que seria algo bem básico e lotado de clichês do estilo, mas aí veio uma reviravolta final tão grande, que se o diretor não refizesse todas as cenas em modo de flashback para entendermos a loucura que ele colocou na tela, iria sair da sala xingando o longa do roteiro mais furado impossível, mas como ele explicou bem explicadinho, até que ficou aceitável, e até que remontando tudo na cabeça fez algum sentido. Ou seja, é o famoso filme simples que facilmente veríamos numa sessão em casa num dia sem nada para fazer, mas que para ser lançado no cinema precisaram ter muita coragem, pois é bem fraquinho no conceito de história e violento na medida do possível, mas nada que impressione realmente.

No longa conhecemos Nikki, uma veterana e heroína de guerra que deixa a carreira militar para trás para poder se dedicar à criação de sua filha Chloe. Ela é obrigada a voltar à ativa quando acorda em um galpão industrial abandonado com a notícia de que sua filha teria sido sequestrada. Com desespero, sangue e violência nos olhos, Nikki parte em uma missão alucinante pelo submundo do crime da cidade, enquanto é perseguida por policiais e militares, para resgatar Chloe.

Diria que o diretor Adrian Grunberg até tentou fazer algo diferenciado, mas a ideologia dos longas de sequestros para tráfico humano já chegaram naquele limite clássico que tudo parece mais do mesmo, fora que já vimos uns 100 filmes do Liam Neeson socando todo mundo quando mexem com a família dele, então apenas trocaram ele por Milla Jovovich que é bonita, mas desde muitos filmes atrás bate  bem mais que muito brucutu sarado, ou seja, ele tentou dar uma reinventada na roda e até que o filme convenceu durante um tempo, sendo daqueles que você fica apenas esperando para ver até onde vai chegar tudo, porém quando ele deu o vértice da sacada, diria que ele ficou louco por alguns segundos, mas conseguiu contornar bem dentro do esperado, só poderia talvez ter ido mais além na tela.

Quanto das atuações, Milla Jovovich é daquelas atrizes que sabem entregar boas cenas de tiro, lutas e pancadaria sem pensar em nada mais, e aqui sua Nikki ainda é daquelas ex-combatentes que passou por milhares de guerra e está completamente pronta para matar quem estiver na sua frente, de modo que a atriz fez suas caras e bocas tradicionais e não se desligou nem quando estava com sono, ou seja, fez bastante na tela, não sendo algo muito chamativo, mas ao menos segurou o longa. Não precisei nem de dois minutos de tela de D.B. Sweeney com seu Capitão Michaels para ter certeza que o personagem era comprado pelo crime, pois fez trejeitos e imposições muito claras para que os policiais fossem desesperadamente atrás da protagonista, só sendo uma pena que não teve tempo da protagonista chegar nele, pois valeria umas pancadas, pois além de não enganar ninguém, ainda fez trejeitos ruins. Matthew Modine fez de seu Coronel Joseph Lavelle, o fator explicação do filme, sendo importante apenas para isso, pois não foi muito além na tela. Isabel Myers até trabalhou bem sua Chloe nos poucos atos que apareceu antes de ser sequestrada, tendo expressões fortes para discutir e tudo mais, mas depois apareceu mais machucada e com traumas que nem falar muito pode para se expressar, ou seja, dava para ter dado um pouco mais de tempo de tela para ela. Quanto aos demais, a maioria só apanhou e fez caras e bocas para tentar pegar a protagonista, de modo que Michael Ferragamo com seu Açougueiro foi quem mais teve tempo de diálogos, enquanto Don Harvey com seu Sullivan só apanhou e Gabriel Sloyer com seu Presidente foi mero enfeite cênico.

Visualmente o longa foi até que bem trabalhado, tendo casas chamativas desde a da protagonista, passando pela do Sullivan e tendo um hotel meio que simples aonde o tal Presidente residia, sendo algo até meio fraco nesse sentido, além disso tivemos o tal açougue aonde a protagonista aparece pendurada junto com outras carnes normais e corpos, e tivemos algumas explosões e tiroteios interessantes, mostrando uma produção simples, porém bem feita, que acabou funcionando dentro da proposta.

Enfim, é um filme bem mediano que não tinha também como inventar demais, sendo básico e bem colocado na tela apenas para passar um tempo, sendo daqueles que facilmente vamos esquecer que vimos um dia. E é isso meus amigos, fico por aqui agora, mas hoje vou ver mais um filme na telona, então abraços e até mais tarde.


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P.O.V. - Presença Oculta (Bodycam)

3/17/2026 10:48:00 PM |

Particularmente prefiro longas que vão mais direto ao ponto do que aqueles que comem pelas beiradas enchendo tudo de coisas subliminares, mas hoje irei compartilhar a ideia do meu amigo Sidney, pois sem ela, talvez eu ficaria ainda mais irritado com o que vi hoje no longa "P.O.V. - Presença Oculta", afinal não nos é mostrado quase nada a não ser dois policiais correndo atrás de algo que não é muito explícito, mas que os viciados da rua tudo ficam falando que "vocês tiraram alguém dele, ele pegará agora alguém seu" pra eles, ou seja, dando um spoiler mega gigantesco usando as palavras do meu amigo, e como também não gostei muito do filme, lá vai: que a trama seria sobre a demonização das drogas, e já que os policiais mataram alguns drogados, agora eles vão pegar alguns parentes deles pra "seita". Ou seja, até que olhando por essa ótica a trama fica "menos" ruim, mas ainda assim as coisas que aparecem são muito bizarras e sem nexo algum para focar em algo "material" que é o mundo das drogas, pois botar demônio nesse meio que já é algo ruim é literalmente fumar muita droga vencida para conseguir criar uma trama funcional. Sendo assim, vai ter quem ame, esse meu amigo por exemplo, mas vai ter quem é do meu time que prefere algo mais digamos "pegável" para causar terror.

A sinopse nos conta que o que começou como uma chamada de rotina vira um pesadelo quando dois policiais se envolvem em um acidente fatal. Bryce, desesperado para proteger seu emprego e sua família, convence seu parceiro a destruir todos os registros para esconder a verdade. Mas conforme a madrugada avança, eles percebem que as câmeras não eram as únicas testemunhas e que algo sobrenatural acompanhava cada movimento deles naquela noite.

Diria que o diretor Brandon Christensen apenas cruzou os braços, ensaiou com os atores e deixou que eles fizessem o resto, pois como praticamente 100% do longa é filmado pelas câmeras corporais dos atores e iluminado pelas lanternas deles também, o resultado acabou sendo algo bem fácil de se dirigir, mas claro bem complexo depois para editar, afinal material de duas ou três câmeras em tempo integral de filmagens, escolher melhores ângulos e desenvolver tudo bem dá um bom trabalho, e claro que ele conseguiu isso, pois volto a frisar que dava para ficar algo bem pior, e como meu amigo citou tudo até precisava fazer algum sentido na tela, e com isso o trabalho foi bem desenvolvido na edição. Claro que olhando de relance, como prefiro fazer sem me preocupar em tentar encontrar sentido na tela, e o que muitos fazem, principalmente quando a obra vem apenas dublada para a cidade, o resultado geral vai soar muito esquisito, mas se lapidar bem, a ideia da demonização das drogas faz bem sentido.

Quanto das atuações, vou analisar rapidamente os personagens, pois como disse, só vieram cópias dubladas para a cidade, e a gritaria que ambos os protagonistas fazem é pra chamar os policiais de frouxos de nível máximo, mas tirando esse detalhe, tivemos o policial ruim, que ao cometer um crime tenta apagar as provas e só vai piorando tudo conforme vai fazendo as coisas, no caso Bryce, e tivemos o policial bobinho, no caso Jackson, talvez novato no cargo, que quer mostrar tudo da maneira correta, leva o amigo até a mãe que pode ajudar com algo, que até é corajoso num primeiro momento, mas viu que a coisa ia azedar correu tanto que quase destrói ele e a câmera sozinho. Quanto aos demais personagens, a mãe de Jackson que ajuda pessoas drogadas a se curarem, tivemos uma jovem hacker que surta na primeira olhada de vídeo, e muitos drogados nas ruas da cidade, parecendo quase um The Walking Dead versão drogados, ou seja, dava para pegar mais da ideia do longa de modo mais fácil.

Visualmente o longa chega a dar um pouco de tontura pelos excessos de movimentos das câmeras corporais, mas mostrou bem uma cidade tomada por viciados, mostrou uma casa bagunçada com um poço depois que leva para um estilo de fábrica, além da viatura da polícia e a casa da mãe do protagonista que tem uma espécie de centro de tratamento, porém como a trama é extremamente escura, vemos tudo aos poucos, que até funciona, mas dava para ir mais além. E quanto ao demônio que aparece no fim, que bicho feio e sem noção, que saberá de onde imaginaram algo dessa forma.

Enfim, é um longa mediano que poderia ter ido mais além sem precisar ficar jogando em linhas subliminares, e talvez com um final "menos" forçado com um demônio representativo ficaria melhor determinado, mas ainda assim vai ter quem goste bastante, e quem vai odiar, ficando a dica por sua conta. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais dicas, então abraços e até breve.


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Netflix - O Mundo Vai Tremer (The World Will Tremble)

3/09/2026 01:24:00 AM |

Já falei outras vezes que gosto muito da temática Segunda Guerra Mundial para ver como cada país agiu, e como alguns sobreviventes conseguiram enganar bem os nazistas para não virarem pó e poderem contar suas histórias, mas confesso que alguns longas tem falhado bem no quesito emocional que geralmente o tema provoca nas pessoas. E dito isso, o longa da Netflix, "O Mundo Vai Tremer", mostra bem como no começo da Guerra muitos judeus foram completamente enganados pelos nazistas, pois pensavam estar indo e/ou sendo mandados para lugares protegidos, com bons empregos e salários, mas na verdade estavam indo para abatedouros móveis, que antes das câmaras de gás eram caminhões lacrados com seus escapamentos mandando fumaça para todos, e o mais interessante é ver que muitas comissões de judeus acreditavam fielmente nisso, nem acreditando quando um fugitivo conseguiu contar para um rabino tudo o que viu. Claro que a essência em si é forte e funciona bem na tela, mas ficou um clima de algo meio artificial que até mesmo não dá para crer em algumas situações ocorridas, e isso talvez se deva pela falta de uma expressividade mais densa dos protagonistas. Ou seja, é daqueles filmes tão comuns, que você assiste esperando um algo a mais, e que quando não vem isso que esperava acaba sendo decepcionante.

O longa nos mostra que numa tarde aparentemente qualquer do dia 19 de janeiro de 1942, um grupo de prisioneiros do primeiro campo de concentração construído secretamente na Polônia pelos nazistas organiza um plano ousado. Mantidos em cativeiro como coveiros, eles decidem realizar uma fuga aparentemente impossível. Mesmo tendo perdido suas famílias, enterrando-os um por um com as próprias mãos, esse grupo de judeus poloneses está determinado a sair não apenas por suas vidas, mas pela necessidade de alertar o mundo e denunciar as atrocidades ocorridas nesse centro de morte e violência. Enfrentando os tiros dos guardas nazistas, a perseguição da polícia polonesa e os obstáculos da fuga, Solomon Wiener e Michael Podchlebnik se tornam os primeiros homens a escapar de um campo de extermínio.

Diria que o diretor e roteirista Lior Geller até foi bem representativo para contar a história real dos dois protagonistas, porém ele não conseguiu fazer com que a história fosse emocionante o suficiente para prender a atenção do público nas diversas situações pelas quais os personagens viveram para conseguir chegar na cidade, de tal forma que tudo acaba sendo meio que artificial demais na tela, não tendo uma pegada suficiente para impactar. Claro que a história em si é triste de ver, com todas as devidas dinâmicas de enterrar a própria família, ver as pessoas sendo sufocadas nos caminhões e não poder fazer nada, correr baleado e machucado, ter de ajudar os soldados a desatolar caminhão, e ainda assim chegar na cidade e ouvir que o que estavam falando era mentira, mas dava para ter causado mais intensidade nos diversos momentos, e isso acabou pesando na entrega completa final.

Quanto das atuações, diria que os atores Oliver Jackson-Cohen e Jeremy Neumark Jones até tiveram alguns bons momentos com seus Solomon e Michael, porém faltou trabalhar a expressividade deles, pois mesmo tendo alguns momentos tremendo, pareceram estar bem tranquilos em tudo o que estavam fazendo, não parecendo estarem fugindo, com tudo contra eles no caminho, ou seja, faltou a famosa direção de elenco pegar na mão e passar bem o sentimento desesperado para que ninguém duvidasse da imposição cênica dos dois, ou seja, fizeram o básico de forma básica demais na tela. E aí é que entra o grande problema do filme, pois o longa só focou 100% nos dois, esquecendo quase que por completo de tudo e todos que aparecem em cena, e como os dois não conseguiram chamar o filme para si, o resultado acabou ficando morno demais para empolgar e/ou emocionar, e assim sendo quando nos atos finais entra em cena Anton Lesser com seu rabino Schulman, nem ele fica convencido da entrega, e não pode ajudar muito com trejeitos mais explosivos.

Visualmente o longa até tem uma boa pegada, mostrando bem pouco do campo de concentração, tendo algumas dinâmicas dos cavadores de covas, um pouco dos atos com os caminhões aonde muitos morreram pelo gás do escapamento, e também a fuga pelas florestas ao redor, passando inclusive por algumas fazendas, e trabalhando um pouco das vilas da Polônia com o famoso toque de recolher e as dinâmicas mais escondidas, não sendo tão representativo com tudo, mas não sendo algo desapontador por parte da equipe de arte.

Enfim, é um filme que tem uma história com potencial, mas que acabou sendo moldado sem uma explosão emotiva que funcionasse realmente, resultando em algo tão mediano que alguns até vão curtir pela essência histórica, mas a grande maioria acabará se esquecendo dele por não ter nada de grande impacto real para marcar na tela, e assim sendo diria que recomendo com mais ressalvas do que indicações boas. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais dicas, então abraços e até logo mais.


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A Miss

2/17/2026 09:21:00 PM |

É interessante ver como concursos de misses é algo que antigamente tinha todo um glamour gigantesco, as pessoas só falavam disso, e paravam para ver os desfiles na TV, mas assim como aconteceu com o cinema, vários fatores acabaram apagando um pouco esse e outros concursos mais famosos, ficando algo mais próximo somente das pessoas que realmente gostam e batalham pelos prêmios. E no longa nacional, "A Miss", que estreia no próximo dia 26/02 em cinemas selecionados, traz bem a famosa pegada de mãe de miss, aquela que vive somente para isso, por talvez não ter vencido no passado, ou até mesmo por achar que sua filha é tão bonita que só valeria a pena ganhar algo com a beleza. Porém o longa tem uma pegada mista entre o debate do certo e o errado nas condutas tanto da mãe quanto das jovens, com uma comicidade bem levinha e boba que quase nem aparece, deixando a trama naquele famoso meio do caminho entre não saber para qual lado tocar, ou seja, você fica esperando algo mais conflitivo e quando ocorre já rola de modo que não impacta tanto, e assim sendo não fica marcante. Claro que o longa tem muitos pontos positivos, mas é o famoso debate de filme comercial com filme para festival, o qual ele tem muita pegada nesse sentido, e até já levou alguns bons prêmios, já nas telonas para o público mais comum talvez não seja tão bem visto.

O longa nos mostra que Iêda, ex-vencedora de concurso de beleza na juventude, sonha que sua filha, Martha, siga a tradição da família e vença um concurso de Miss. No entanto, Martha não tem aptidão nem interesse para isso. Por outro lado, seu filho, Alan (Pedro David), parece ter mais talento para reivindicar a faixa e a coroa. Com a ajuda do “tio Athena” (Alexandre Lino), os irmãos bolam um plano para que Alan realize o sonho da mãe sem que ela saiba.

Costumo dizer que a dramédia é o pior estilo para um diretor estrear em longas, e aqui Daniel Porto cometeu todas as falhas clássicas de estreantes nesse gênero, pois não faz rir como se deve em uma comédia, nem causa ou problematiza algo com tanta imposição quanto caberia num bom drama, de tal forma que seu filme até funciona bem na tela, mas peca nas duas pontas mais densas, aonde talvez a pontuação de uma crítica maior em cima das mães de misses, que não enxergam tanto os demais ao seu redor, ou então que pontuasse mais as escolhas sexuais e o drama todo em cima da situação do garoto e do maquiador, para haver aberturas maiores na tela, de uma forma mais imponente, ou então que avacalhasse tudo e criasse uma trama engraçada com todas as dinâmicas acontecendo sem parecer algo sério, que aí o rumo seria outro. Mas vai aprender com a prática, afinal esse é apenas o primeiro longa, visto que já fez muitos curtas, e assim certamente irá melhorar as escolhas.

Quanto das atuações, Helga Nemetik acabou forçando um pouco demais os traquejos de sua Iêda, pois é até ok aceitar algumas brigas familiares, mostrar que pela mãe ter sido rigorosa ela virou uma também, mas em alguns atos pareceu mais gritaria do que atuação, e isso pesou um pouco na tela. O jovem Pedro David soube brincar bem na entrega de seu Alan, mostrou carisma e entrega para poder virar uma miss, e conseguiu segurar bem suas dinâmicas e poses, mas não foi muito além nos momentos que precisaram de mais diálogos. Maitê Padilha tentou trabalhar algumas entregas com sua Martha, porém ficou apagada demais quando deixa a briga de lado. E para fechar o grupo, Alexandre Lino até teve algumas explosões e dinâmicas sinceras com seu Athena, porém faltou ir mais além com o personagem, mas não sendo tanto problema seu, e sim do roteiro.

Visualmente o longa foi bem simples num primeiro momento, não tendo tanta valorização dos ambientes, apenas mostrando a casa dos protagonistas, muitas roupas, o salão bem rapidamente, e depois os dois concursos de Miss Grajaú e depois de Miss Rio de Janeiro, ampliando de bairro para cidade, porém no miolo para dar uma enchida na tela, tiveram alguns momentos do passado da mãe, para que ela enxergasse melhor como ela virou aquilo, e assim, o resultado conseguiu funcionar e mostrar serviço na tela. 

Enfim, é um longa bacana que tem um funcionamento simples na tela, que certamente dava para ir mais além se tivesse escolhido um lado, mas como não aconteceu, o resultado acabou ficando bem próximo de algo mediano que dá para curtir como uma conferida de passatempo, e assim acaba sendo a minha dica. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje agradecendo o pessoal da Olhar Filmes e Sinny Assessoria, e volto amanhã com mais dicas, então abraços e até logo mais.


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Looke - Muti: Crime e Poder (The Ritual Killer)

2/08/2026 10:59:00 PM |

Seguindo botando em ordem alguns filmes que não chegaram no interior e eu queria ver, hoje foi dia de dar o play no "lançamento" da semana da plataforma do Looke, "Muti: Crime e Poder"! Esse eu cheguei até a ser convidado para a cabine, mas na capital somente, não vindo nada para cá por ser algo exclusivo do Cinemark, ou seja, o daqui como só passa dublados nem quis brincar com os moradores do interior. Dito isso, fiquei com muita vontade de conferir ele na época, por ser um estilo que gosto bastante: o suspense policial, e o longa tinha um potencial imenso para ser daqueles marcantes ao misturar cultura africana com uma pegada criminosa se passando em dois países, junto de um dos melhores atores do mundo que é Morgan Freeman. Porém, aqui ele ficou bem secundário, sendo até importante nos atos finais, e o longa recaiu para o lado novelesco, algo completamente incomum nesse estilo, o que resultou em uma trama meio que arrastada e sem grandes focos para chamar atenção. Ou seja, ficou parecendo que o diretor tinha tanto material no roteiro, e mais uma tonelada filmada, que ao montar se perdeu por completo com o que desejava entregar, e assim não conseguiu empolgar de forma alguma.

O filme segue o detetive Boyd, que, incapaz de lidar com a morte de sua filha, embarca em uma caça a um serial killer que mata de acordo com um ritual tribal brutal chamado Muti. A única pessoa que pode ajudar Boyd é o Professor Mackles, um antropólogo que esconde um segredo terrível. A linha entre a sanidade e a loucura diminui à medida que Boyd se aprofunda no mundo do assassino e entende a cultura por trás do ritual.

O diretor George Gallo gosta bastante do estilo investigativo policial, porém ele é meio exagerado na quantidade de assunto que deseja desenvolver, o que acaba ficando uma bagunça meio que forçada com tantos personagens e dinâmicas que nem sempre soam importantes na tela. Ou seja, ele até pode brincar com essas essências, mas talvez transformando suas ideias em séries e minisséries, deixando para os longas tramas mais contidas, aonde mostrasse aqui somente a desenvolturas dos investigadores e do professor, não necessitando colocar a ideia do passado do protagonista, os conflitos com os delegados, que dava facilmente para que o longa ficasse resumido e funcional na tela, e claro impactando mais com toda a entrega.

Quanto das atuações, diria que Cole Hauser foi bem escolhido para o papel, porém o papel foi mal desenvolvido para o longa, pois seu Lucas Boyd tem personalidade e se somente focassem na busca do assassino e as dinâmicas do caso, ficaria incrível as pegadas expressivas dele, mas quiseram contar seu passado, o lance da morte da filha, da briga com a esposa, de seus traumas e exorcismos pessoais, ou seja, quiseram enfeitar demais a essência do personagem, e o resultado acabou desapontando na tela. Já Morgan Freeman não entregou tudo o que costuma entregar para seus personagens, pois aqui seu Dr. Mackles tem uma pegada histórica interessante na tela, e até desenvolve alguns momentos chamativos, mas teve o mesmo problema que o protagonista de uma forma quase que inversa, pois no final quando o policial italiano informa as conexões até fica claro a essência de seu personagem, mas não ao ponto de funcionar, e o ator não se impôs como casualmente faz, o que ficou um pouco a desejar. E falando do policial italiano que Giuseppe Zeno fez, seu personagem num primeiro momento parece que será importante, mas logo depois desaparece, tendo alguns momentos meio que perdidos apenas para dar as conexões, ou seja, seria melhor ter ido para os EUA na captura ou nem usarem ele na trama.

Visualmente o longa teve alguns bons momentos com os rituais, algumas autópsias interessantes que poderiam ter ido mais além, e também algumas perseguições dentro de um prédio, além de cenas em bares e numa mansão bem imponente, porém a equipe não valorizou quase nada, tendo apenas o elo das facas afiadíssimas e algumas poucas dinâmicas mostrando a cultura africana, que foi mais explicada pelos diálogos do que pelo filme em si, ou seja, dava para desenvolver melhor o trabalho da equipe de arte.

Enfim, é um longa que facilmente poderia ter ido muito mais além, pois o gênero de suspense policial sempre pede para brincar mais com o público, porém o diretor não quis usar todo esse elo, e acabou se perdendo com a entrega. Ou seja, vale como um passatempo razoável que quem gosta do estilo até vai curtir alguns momentos, mas não empolgou como poderia. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais dicas, então abraços e até breve.


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(Des)controle

2/06/2026 08:47:00 PM |

Um dos melhores feitos que os diretores nacionais tem feito nos últimos anos foi tentar fugir do drama novelesco, que infeliz dominou muito nosso cinema no passado, e que é um estilo fácil de desenvolver na tela. E meu principal medo ao conferir o trailer de "(Des)Controle" era que forçassem tanto a barra na tela ao ponto do filme recair para esse formato, pois tinha todas os possíveis clichês do estilo sendo trabalhado em um único filme, porém como a trama é baseada na história real da produtora Iafa Britz, optaram mais em trabalhar a essência imponente da fraqueza na luta contra o álcool e as facetas que muitas vezes um vício proporciona, do que criar personagens e abrir mais o leque. Ou seja, vemos o famoso só um gole virar uma bomba depois de muitos litros na cabeça, e a perca total do controle que a personagem acaba sofrendo. Claro que o filme é bem amarrado, porém ele se alonga e repete muitas vezes para enfatizar o que desejava mostrar, então mesmo tendo espaços divertidos, por vezes cansa um pouco, mas felizmente não fica ruim de conferir.

O longa nos mostra que Kátia Klein é uma escritora bem-sucedida que enfrenta uma crise criativa às vésperas da entrega do seu novo livro, ao mesmo tempo em que descobre a falência do seu casamento e administra o acúmulo das demandas dos filhos e dos pais. Sobrecarregada e em busca de alívio, ela passa de uma simples taça de vinho ao total descontrole, sendo gradualmente engolida pelos excessos do vício.

Diria que as diretoras Carol Minên e Rosane Svartman souberam usar bem a vida de Iafa Britz, pois como ela é uma das produtoras de maior sucesso no país, a maioria do meio a conhece bem, e claro que sua presença produzindo algo que viveu, deu mais brechas para que tanto a equipe quanto a protagonista conhecesse e se envolvesse mais com a personagem real. Ou seja, vemos na tela o famoso retrato que talvez alguns não gostassem tanto de mostrar, mas que pintado da forma abstrata e correta acaba fluindo e funcionando para que outros sigam o rumo melhor, mostrando que até mesmo uma diretora de novelas consegue fazer algo sem ser novelesco.

Quanto das atuações, fazia tempo que não via Carolina Dieckmmann tão solta na tela, de modo que sua Kátia Klein teve muita personalidade e entrega, principalmente por talvez estar próxima da verdadeira "Kátia", porém valeria ter trabalhado um pouco mais sua versão de outra personalidade, pois ali a explosão ficou bem clara que dava para ir além. Como é um filme aonde a protagonista é mais importante do que a própria história em si, os demais personagens e atores acabaram um pouco apagados, de modo que Caco Ciocler com seu Zeca certinho demais, Irene Ravache com sua Esther simpática e Daniel Filho com seu Levi, acabaram não chamando tanto para si, porém tivemos bons momentos de Júlia Rabello com sua Léo, sendo mais do que uma agente, e sim uma amiga, e também os garotos Stéfano Agostini com seu Eduardo e Rafael Fuchs Müller com seu Bernardo agradando bastante com o que fizeram.

Visualmente a trama teve muitos momento na casa da protagonista, saindo garrafas de vinho de onde você menos esperar, tivemos várias cenas em boates, bares, praias, e até mesmo numa livraria para um lançamento com um robô completamente desnecessário para a trama, mas que resolveram brincar com a ideia, e acabou servindo, além da organização de um bar mitzva bem rapidamente com uma sacada legal dentro da ideia dos encontros.

Enfim, é um filme simples, bem feito e que funciona bem dentro da proposta, porém dava para arriscar mais e chamar ainda mais atenção para os conflitos que o alcoolismo entrega, mas aí certamente a trama iria para um outro rumo. Então é isso meus amigos, fico por aqui agora, mas como quase toda sexta, lá vou eu para mais uma sessão, então abraços e até mais tarde com outro texto.

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Destruição Final 2 (Greenland 2: Migration)

2/06/2026 01:29:00 AM |

Lá naquela confusão total que foi o ano de 2020, um dos primeiros filmes que assistimos ainda de máscaras nos cinemas foi "Destruição Final - O Último Refúgio", que na época eu estava completamente desesperado por um longa do estilo e acabei dando uma nota até alta demais, mas no dia foi o que rolou comigo, de tal forma que hoje, por incrível que pareça, não fui esperando algo que me surpreendesse, pois tinha uma pulga na orelha me dizendo que seria algo tão pequeno que iriam desenvolver e encher de situações, do tipo que seria algo que mais 30-40 minutos no longa original ficaria perfeito, que foi exatamente o que aconteceu, pois temos 98 minutos com até uma boa quantidade de ação na tela, mas são situações tão malucas: com uma pessoa fugindo correndo de uma tempestade com raios mortais (quem já tentou correr de uma mísera chuvinha sabe que não dá certo!), atravessar pontes de cordas e escadas bizarras com ventos e tremores, uma queda de vários fragmentos quase arrastando as pessoas que estão segurando nas árvores e o carro não sai voando, fora uma guerra do tipo 3ª Guerra Mundial rolando e não tomam meio tiro nos protagonistas, ou seja, forçaram a amizade de uma maneira que não deu pra amenizar na crítica. Então, se você não ligar para isso e gostar do estilo, pode ir conferir tranquilamente, mas do contrário, é sair da sessão xingando tudo.

Ambientado cinco anos depois do apocalipse, o longa revela como os Garritys conseguiram criar uma vida no bunker na Groenlândia que passaram a chamar de lar. Contudo, quando a integridade do seu abrigo é ameaçada, John se vê obrigado a buscar uma alternativa para garantir a segurança da sua família. Partindo em uma jornada incerta rumo à Europa, os Garritys vão encontrar na superfície desafios novos e maiores, que só serão superados se eles se mantiverem juntos.

Ao menos não fizeram uma arte maior de trocar o diretor, pois se o diretor Ric Roman Waugh tivesse filmado tudo junto talvez saísse algo menos maluco, como acabou acontecendo, pois volto a frisar que ele acabou exagerando demais nas situações fora de um curso aceitável (aí vão vir falar que se fazem algo com muita ficção eu reclamo, e se fazem algo muito natural eu reclamo, mas tudo tem sua base para que eu não reclame!). Ou seja, tirando o exagero, vemos que o diretor tem estilo ao menos para filmes de ação com tudo o que se possa imaginar, de modo que se futuramente vierem a procurar ele para algo, já conheçam tudo o que sabe fazer, e nesse sentido o longa mostra ao menos uma potência, pois até dá para se desesperar nas cenas das pontes, da guerra e até das árvores, mas faltou aquele momento que realmente impactasse para valer, e aí acabou apenas sendo ok o trabalho do roteiro em si, que claro o diretor desenvolveu.

Quanto das atuações não tivemos nada de muito além na tela, tendo claro Gerard Butler com seu estilão imponente, trabalhando seu John como se fosse o ser mais importante no bunker e em tudo, afinal é o protagonista, tendo alguns atos de entregas forçados como tradicionalmente faz, mas convence ao menos na tela, e isso é bom. Também tivemos a brasileira Morena Baccarin mais uma vez entregando personalidade para sua Allison com atos meio que espaçados, por vezes saindo de foco para que o protagonista aparecesse mais, mas sendo imponente e chamativa, o que funciona para filmes do estilo. Quanto aos demais, diria que o jovem Roman Griffin até tentou ter algumas cenas mais chamativas com seu Nathan, mas não convenceu, da mesma forma Nelia Valery acabou sendo rapidamente introduzida na tela com sua Camille, tendo talvez um chamariz para um relacionamento com o garoto, mas sem ir muito além, sobrando então para a simpatia de William Abadie entregar seu francês Denis na tela (felizmente não forçaram que na França se fala inglês o tempo todo!) com poucos atos, mas sendo ao menos marcante.

Visualmente é inegável que nos foi entregue uma produção gigantesca, que mesmo sendo forçada de situações, tem efeitos bem trabalhados e chamativos aos montes, sendo o famoso road-movie acelerado com cenas imponentes de tsunami, de guerras com muitos tiroteios e explosões, tempestades fortíssimas, terremotos e tudo mais, seguindo bem o que vimos no primeiro filme, só que com proporções mais assustadoras de um certo modo, ou seja, a equipe de arte, e principalmente a equipe de computação gráfica trabalhou muito bem.

Enfim, é um filme que volto a frisar que dava para ter sido inserido no final do primeiro com mais alguns momentos e o resultado ficaria incrível, mas como resolveram lançar esse algo a mais na tela, com uma duração nem tão longa, poderiam ter caprichado um pouco mais na história para ser convincente ao menos. Vale apenas como um bom passatempo, para aproveitarem a Semana do Cinema com ingressos mais baratos, mas não vai ser nada que você lembre daqui alguns dias que viu. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais dicas, então abraços e até logo mais.


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O Primata (Primate)

1/31/2026 07:29:00 PM |

Acho engraçado quando fazem terrores que entregam mais violência do que tensão, pois acabamos conferindo tudo sabendo que não vai chegar a lugar algum, apenas tendo sangue escorrendo pela tela com um fechamento máximo de vermos todos da tela mortos ou alguém sobrevivendo para contar em alguma continuação. E o mais interessante do longa "O Primata" é que boa parte do que acontece já tinha sido mostrada no trailer, ou seja, já fui conferir esperando os devidos atos serem apenas sinalizados na tela. Claro que a violência em si consegue impactar quando muito bem feita na tela, mas aqui tudo é bem básico, e assim saí da sessão apenas do mesmo jeito que entrei.

A sinopse nos conta que uma jovem chamada Lucy retorna da faculdade para passar alguns dias de férias na casa da família no Havaí. Nesse reencontro, Lucy se reúne com o pai, a irmã mais nova e o chimpanzé de estimação Ben. Ben foi criado como um membro da família pela falecida mãe de Lucy, que era uma cientista e acolheu o animal desde pequeno. O que deveriam ser férias de verão tranquilas ao lado dos amigos e parentes, torna-se uma aterrorizante luta pela sobrevivência quando Ben é mordido por um bicho silvestre e contrai raiva. Agora, todos serão obrigados a buscar refúgio no único lugar temido por Ben: a piscina da casa, enquanto o animal causa um terror absoluto entre os presentes.

O diretor e roteirista Johannes Roberts soube brincar com o estilo, entregando bons atos de gritos e estraçalhamentos de corpos, com uma entrega até que bem trabalhada misturando computação e animatrônicos, mas faltou trabalhar um pouco mais os personagens para que não fossem tão fracos e jogados para impactar o público. Ou seja, vemos um filme cheio de intensidade, mas que é vazio de chamariz, é assim ao final já nem estamos torcendo tanto pelas pessoas sobreviverem, pelo contrário, até torcemos pro macaco matar logo elas, é isso é algo "ruim".

Já falei que as atuações foram fracas, mas vale dar leves destaques para Johnny Sequoyah com sua Lucy meio sonsa, mas conhecendo o macaco bem; também tivemos Jess Alexander com sua Hannah meio apática, porém se impondo em alguns momentos; e também tendo alguns atos de linguagens de sinais, o que funciona bem em filmes assim, o ganhador do Oscar, Troy Kotsur com seu Adam, mas sem ter algo que fosse extremamente chamativo na tela. Quanto aos demais, suas cenas estraçalhados foram melhores do que falando, então melhor bem falar nada.

Visualmente a equipe usou muito sangue cenográfico, tivemos mortes marcantes, é uma locação bem intensa da casa em cima de um penhasco, de modo que valeria trabalhar mais o ambiente, pois era um lugar bem bonito, e um outro detalhe que abusou das cenas escuras, o que sempre vale em terrores, mas não dá a qualidade necessária.

Enfim, é um filme interessante, que tem pegada, com uma história simples e atuações fracas, aonde o resultado até vale como um passatempo forte, mas nada demais. E é isso meus amigos, fico por aqui y, mas vou conferir mais um longa hoje, então abraços e até mais tarde.


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Terror em Silent Hill - Regresso Para o Inferno (Return to Silent Hill)

1/25/2026 02:44:00 AM |

Costumo dizer que adaptar jogos de videogame para as telonas é um risco gigantesco, pois os fãs são criteriosos num ponto que até se tudo estiver bem direitinho na tela irão reclamar, mas como joguei muito pouco e há um bom tempo, não posso dizer que lembro de tanta coisa para reclamar do que vi hoje, então vou falar mais como cinema mesmo, pois o novo "Terror em Silent Hill - Regresso Para o Inferno" tinha tudo para ser chamativo e funcionar bem na tela, pois tem pegada, tem personagens interessantes, e tem alguns bons desfechos na tela, mas é tão bagunçado, que muitos que não conhecem o jogo talvez saiam da sessão pensando se entenderam algo do que foi mostrado, pois por momentos pensamos ser apenas coisas da mente do protagonista, em outros achamos que está rolando mesmo tudo ali, de modo que a essência em si rola bem, dá alguns sustos repentinos e embora bem confuso funciona como uma entrega interessante. Porém quando tudo parecia ter um final interessante e funcional para toda a ideia entregue, resolveram colocar uma reviravolta tão fora da casinha que nada mais fez sentido, ou seja, bagunçou ainda mais tudo, o que acabou desapontando um pouco.

O longa acompanha a terrível estadia de James (Jeremy Irvine) numa cidade aterrorizante. Quando ele recebe uma carta misteriosa de seu amor perdido após ter se separado dela, James é intimado a voltar para uma cidade esquisita chamada Silent Hill. Na carta, está a promessa de que irá encontrar sua preciosa alma gêmea novamente. No entanto, com o passar dos dias nessa comunidade antes reconhecível, eventos bizarros causados por uma força malévola desconhecida começam a acontecer. Conforme ele se aprofunda na cidade, James vai dando de cara com figuras sombrias, familiares e monstruosas. Sem entender o que está acontecendo e que força é essa que tem tanta influência na cidade, o rapaz começa a questionar a sua sanidade mental enquanto desvenda uma verdade apavorante com a esperança de permanecer forte o suficiente para resgatar a sua amada.

Como já vi outro longa do diretor e roteirista Christophe Gans, posso dizer que ele tem uma pegada dupla bem interessante de desenvolver o lado fantasioso com um estilo mais sombrio, de modo que aqui ele pode brincar ainda mais com a computação gráfica, e soube criar um clima tenso interessante, porém sua ideia original ficou muito bagunçada na tela, ao ponto que a confusão toda parece ser fluida, mas logo em seguida se perde, precisando de muitos flashbacks, muitas memórias, ao ponto que se ele confirmasse em algum momento que tudo faz parte de um lapso da memória do protagonista até seria aceitável, mas como isso ficou muito jogado na tela, o resultado agrada bem pouco, principalmente quem não conhece a franquia de jogos. Mas o principal detalhe do diretor, é que ele também fez o longa de 2006, então já sabia como desenvolver e melhorar, sendo bacana o resultado nesse sentido na tela.

Quanto das atuações, a base da trama fica a cargo de Jeremy Irvine com seu James, tendo alguns trejeitos bem colocados, dinâmicas bem resolvidas, mas por vezes parecendo meio perdido em cena, o que pode ser motivo da famosa atuação sem grandes referências no ambiente, mas ao menos teve  uma presença cênica bem chamativa para segurar o filme. Das garotas, tivemos Hannah Emily Anderson bem cheia de charme com sua Mary, passando um simbolismo maior para com o protagonista, mas não fluindo tanto nas cenas que necessitava, deixando um mistério maior do que algo funcional para a trama; também tivemos Evie Templeton bem colocada com sua Laura quase como um fantasma misterioso, mas ao menos causando nas suas cenas; e também tivemos Eve Macklin com sua Angela bem estranha, com um ar cheio de simbolismo, mas não indo tão além quanto poderia.

Visualmente o longa ficou bem interessante, tendo vários personagens característicos do jogo, como as enfermeiras ou bichos brancos estranhos sem braços que soltam um tipo de ácido, várias formas menores disso que parecem aranhas, e claro o monstro com a cabeça de pirâmide, tendo ambientes escuros e um visual com tons avermelhados bem marcantes, mudando bem os momentos na tela, além de alguns atos mais bonitos nos flashbacks dos protagonistas, além de alguns cultos estranhos, ou seja, a equipe de arte procurou ser bem fiel ao jogo, e o resultado ao menos nesse sentido não ficou falho.

Enfim, mais uma vez tentaram ser fieis ao videogame e se perderam na concepção para a telona, fazendo com que não agradasse nenhum dos dois lados, virando uma confusão tremenda, e o resultado sendo apenas interessante, mas felizmente está levando um bom público de fãs para as sessões, então pode ser que eles gostem mais do que eu. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais textos e dicas, então abraços e até logo mais.


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Amazon Prime Video - Antes da Dinastia (The Blind)

1/15/2026 01:02:00 AM |

Tenho o hábito de antes de ver algum filme que não sei de nada sobre ele, ler apenas a sinopse mais simples possível para que nada me revele algo importante da trama, aí vi que dentre as estreias da semana da Amazon Prime Video estava o longa "Antes da Dinastia", e batendo rapidamente os olhos vi que era a história real de alguém antes de ser o rei dos realities, poxa, gosto de realities, gosto de histórias reais bem contadas em filmes, então só dar o play. E beleza, o filme tem uma pegada densa em cima da mudança na vida da pessoa com o álcool descontrolado, o conflito familiar e tudo mais, com situações bem marcantes e interessantes, até chegar nos atos finais aonde entra toda a intensidade religiosa com uma quebra de ritmo tão imponente que chega a desanimar. Claro que sei que a fé e algumas situações religiosas mudam muitas pessoas, mas a forma colocada no filme ficou como algo meio que forçado e jogado na tela, não sendo algo que empolgasse, muito menos que mostrasse algo a mais do personagem que virou uma lenda de caça a patos, ou seja, faltou saber fechar sem apelar.

A sinopse nos conta que muito antes de Phil Robertson se tornar uma estrela de reality shows, ele se apaixonou e construiu uma família, mas seus demônios ameaçaram destruir essa vida a dois. Enquanto luta com a vergonha de seu passado, Phil navega a dor e as dificuldades do próprio alcoolismo e a complicada dinâmica familiar como marido e pai. Esta é a verdadeira história que deu início a uma dinastia. Ambientada na região pantanosa do estado de Louisiana nos anos 1960, a trama compartilha momentos nunca antes revelados da história de Robertson enquanto ele busca redenção por seu passado em lugares inimagináveis.

O diretor e roteirista Andrew Hyatt já tinha mostrado seu talento com filmes religiosos com "Paulo, Apóstolo de Cristo", mas aqui ele jogou com um outro estilo não tão centrado na religião em si, mostrando o problema do álcool exagerado na vida de uma pessoa, e principalmente o caos que torna a família por isso, tendo uma pegada bem dimensionada nos atos e na entrega dos personagens, porém diferente do que aconteceu no seu longa anterior que tudo foi bem resolvido durante o longa, aqui ele se desesperou para fechar sua trama, e dessa forma ficou tipo como se tudo mudasse do dia para noite com a religião e isso acabou ficando estranho e sem uma imponência suficiente com tudo o que vinha mostrando antes.

Quanto das atuações, o protagonista Phil Robertson foi interpretado por três atores, com Aron von Adrian nos atos mais velhos sendo o mais usado, inclusive narrando para o amigo sua história completa, e ele trabalhou uma versão mais surtada, mais cheia de explosões e também de redenções, de forma que talvez pudesse ter ido até mais além na tela com uma imponência expressiva e trabalhada ao invés de todo o circo religioso; já o jovem Matthew Erick White trabalhou o personagem na época da faculdade, sendo bem romântico e tímido com uma entrega até bem gostosa de acompanhar em suas cenas, mas não aproveitaram tanto o rapaz; e por fim, ou melhor por iniciar-se Ronan Carroll fez a parte mais dura, do jovem pobre com o pai abandonado e a mãe maluca sendo sempre internada, com seus traumas, mas tendo de cuidar dos irmãos mais novos, o que fez bem na tela. Do outro lado tivemos Amelia Eve, Brielle Robillard e Scarlett Abinante fazendo Kay nas mesmas épocas do lado masculino, tendo uma grandiosa semelhança entre elas, que inclusive tirando a garotinha acreditava até que tinham usado a mesma atriz e apenas trabalhado a maquiagem, mas sendo emotiva de uma forma contida demais, faltando um pouco de explosão em seus atos para chamar mais atenção. Ainda vale como citação Connor Tillman como Big Al, mas mais para mostrar aquele amigo mal elemento que acaba levando a pessoa para o mal caminho.

Visualmente o longa foi bem trabalhado para mostrar os pântanos da Louisiana, a caçada dos patos selvagens desde garoto até a profissão que ele tem na atualidade, tendo bons atos fortes num trailer abandonado na beira do pântano, algumas boas nuances nos jogos da faculdade, e também no começo mostrando bem as diferenças entre a classe média e os pobres pioneiros do país, sendo bem cheio de símbolos e elementos cênicos, com destaque claro para o apito que depois virou o produto no final.

Enfim, é um longa que tinha potencial para ser bem melhor desenvolvido, mas que serviu como uma representação interessante de um homem que nunca tinha ouvido falar (e olha que gosto muito de realities diversos!), mas que o diretor se perdeu na forma de fechar para falar exageradamente de religião, tendo uma quebra um pouco grande demais para ser resolvida tão facilmente. Ou seja, se você curte o estilo talvez até goste, ou então se conhece o homem e queira saber como ele virou isso que é hoje, mas do contrário é um filme falho que se perdeu mais pelo fechamento do que pela essência em si. E é isso meus amigos, eu fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais dicas, então abraços e até logo mais.


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Tom & Jerry: Uma Aventura no Museu (猫和老鼠:星盘奇缘) (Mâo Hé Lâoshâ: Xîng Pán Qí Yuán) (Tom and Jerry: Forbidden Compass)

1/09/2026 12:48:00 AM |

Ainda estou um pouco confuso com o que assisti na telona hoje, pois fui para o cinema esperando ver as confusões tradicionais do gato e do rato mais antigos que conhecemos (completaram 85 anos), mas dentro de um museu pelo nome do título, e o que vemos é sim os personagens com suas correrias, mas como personagens secundários de uma animação chinesa envolvendo briga de deuses por um medalhão! Ou seja, "Tom & Jerry - Uma Aventura no Museu" até é divertido, tem alguns bons momentos agitados, mas alongaram tanto a trama para desenvolver os demais personagens do filme que acabaram esquecendo os protagonistas que teoricamente levaram o público para assistir. Claro que ainda temos uma trama divertida, cheia de sacadas e cenas tradicionais dos personagens, mas o filme pareceu ter sido feito para outra coisa, aí conseguiram os direitos com a Hanna Barbera/Warner e jogaram os personagens lá para um marketing maior.

A dupla mais famosa do mundo está de volta! Tom & Jerry se envolvem em mais uma de suas aventuras quando, durante uma perseguição dentro de um museu, eles encontram um objeto mágico e acabam sendo transportados no tempo. Perdidos em uma época distante e vivendo muitas confusões pelo caminho, eles precisarão deixar as brigas de lado e trabalhar juntos para encontrar um jeito de voltar para casa antes que seja tarde.

Como falei no parágrafo de introdução, tinha apenas a dúvida do lance dos direitos e como acabou acontecendo, mas depois que vi que esse é a estreia tanto na direção quanto no roteiro de Gang Zhang, ficou claríssimo que realmente foi isso que ocorreu, pois é nítido a quebra de ritmo no miolo, todas as dinâmicas ocorrendo muito mais entre os demais personagens do que com os do título, mas ainda assim deixando de lado essa rixa, ele conseguiu criar alguns personagens interessantes para a proposta de uma briga de deuses, um vilão querendo a todo custo o artefato para se tornar alguém grandioso, e tudo mais que acaba rolando no meio do caminho, tendo boas dinâmicas, porém faltou algo maior para segurar ou então uma mão melhor para cortar a trama para que não ficasse com uma descida cênica ou a famosa enrolação como muitos preferem chamar, mas ainda assim funciona.

Uma coisa bacana da trama foi de manter os personagens que conhecemos sem falas, apenas emitindo seus devidos sons, com Tom se apaixonando por uma gata, e Jerry sendo o arteiro tradicional. Quanto dos demais personagens, quiseram apresentar personagem a personagem, aparecendo seus nomes na tela, algo meio desnecessário, mas que deu um leve "charme" para a produção, tendo claro o destaque mestre/deus que deseja voltar para o céu, e o ratão vilão com traquitanas bem chamativas, além das gárgulas, da gatinha dançarina/lutadora, mas sem grandes nuances, e claro a Fênix/Galinha Peninha que trouxe um ar mais divertido para a produção.

No conceito visual, o longa não chegou por aqui em 3D, mas acredito que tenha sido produzido para a tecnologia, pois tem muitas cenas em camadas que talvez pudessem sair da tela e fazer algum gracejo, mostrando como base a tradicional China antiga, com seus templos, árvores e flores, com algumas cenas num céu, e rapidamente uma dinâmica de correria num museu, que merecia até ter brincado um pouco mais.

Enfim, optei por não falar das músicas cantadas que na versão dublada chega a ser algo que mais incomoda do que funciona, mas ainda assim a garotada ficou na sessão sem fugas, ou seja, funcionou para eles que não conheceram tanto os desenhos bacanas da nossa infância com o gato e o rato aprontando aos montes, e sendo assim fica a dica para levar os pequenos. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais dicas, então abraços e até logo mais.


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Netflix - Depois do Terremoto (After The Quake)

1/03/2026 11:36:00 PM |

Sei que muitos não acham isso, mas considero o cinema japonês um dos mais difíceis quando trabalham com dramas introspectivos recheados de metáforas, pois você precisa quase que encarar algo na velocidade negativa que acabam colocando na dinâmica da trama, de forma que a fluidez extremamente lenta impacta junto com a reflexão que eles desejam que você. Dito isso, o longa da Netflix, "Depois do Terremoto", propõe algo até bem interessante de uma pessoa que sempre que o mundo está prestes a ruir tem uma ajuda de um sapo para ir até o fundo da Terra enfrentar um verme gigantesco que causa todos os males no mundo, tendo essa base maluca como algo maior dentro das subliminares ideias, que não causa tanto quanto poderia, mas que sendo bem simbólico e com boas nuances consegue parar para imaginarmos tudo o que rolou nos diversos anos que o filme passa. Claro que não estou falando que é uma obra-prima, muito menos uma bomba gigantesca, mas é daqueles filmes que se você não estiver bem disposto para entrar no clima vai se perder facinho com tudo o que é mostrado.

O longa é baseado em quatro contos da coletânea "Todos os Filhos de Deus Podem Dançar", de Haruki Murakami. De 1995 a 2025, as vidas de quatro pessoas que vivem em épocas e lugares diferentes se entrelaçam. Em 1995, Komura, devastado pelo desaparecimento de sua esposa, visita Kushiro e ouve histórias sobre um OVNI. Em 2011, Junko, uma jovem fugitiva, conhece um homem que compartilha sua paixão por fogueiras. Em 2020, Yoshiya, criado como um "filho de Deus", começa a ter dúvidas sobre a constante ausência de seu pai. Em 2025, o segurança Katagiri vive em um café temático de mangá enquanto coleta lixo em Tóquio.

Não conheço muito dos diretores japoneses, afinal chegam por aqui só clássicos do país, então diria que Tsuyoshi Inoue usou bem os contos de Haruki Murakami para desenvolver bem a história, principalmente até a metade aonde o fluxo ia seguindo somente entre os anos, depois virou um vai e volta que ele meio que se perdeu, mas de certa forma o estilo das junções das tragédias dos anos conseguiram ser bem moldadas na tela, fazendo com que tenhamos uma certa reflexão de essência e de sentimento para que conflitos e desastres não fossem apenas algo a distância de nós, e com essa pegada o diretor soube dominar de certa forma os ambientes e entregar tudo na tela, mesmo que para isso ele tenha escolhido um ritmo bem lento (que quase me fez dormir!).

Vou ficar devendo para falar das atuações, pois uma coisa que me incomoda demais em filmes orientais é dos créditos subirem com os nomes em seus caracteres, e dessa forma não tem como lermos os nomes de nenhum, mas cada personagem na tela teve boas interações, desde o rapaz que a esposa vai embora no primeiro conto e ele acaba indo para uma cidade mais longe passar férias bem diferentes, passando pelo segundo conto aonde o senhor das fogueiras faz amizade com a vendedora da loja que sabe seus gostos pessoais, até chegarmos no terceiro conto que o garoto seria filho de Deus e depois volta quando o padre está para morrer, e finalizando muito bem com o senhorzinho que cata lixo nas ruas e vai para as profundezas acompanhando um sapo falante, tudo bem dimensionado e se conectando depois com a explicação.

Visualmente acredito que deveriam ter mostrado um pouco mais das tragédias acontecendo para que as dinâmicas ficassem mais tensas, pois vemos os personagens em casas, apartamentos, templos e até ambientes mais fechados, sem ir muito a fundo na densidade que o longa pedia, de tal forma que o último conto foi o que mais teve ousadia com o sapo andando para lá e para cá, mas ao conectar tudo a equipe de arte ao menos mostrou uma boa precisão cênica.

Enfim, é um filme que tinha mais potencial do que acabou entregando, pois dava para ter um ritmo mais marcante e talvez um pouco mais de tensão nas situações, mas ainda assim vale para dar uma refletida nas sensibilidades que temos quando ocorrem algumas tragédias. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais dicas, então abraços e até logo mais.


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