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Dolly - A Boneca Maligna (Dolly)

5/10/2026 01:17:00 AM |

Já falei algumas vezes que gosto de terrores de duas formas, ou que seja tão absurdo que me faça rir e/ou se desesperar pelo que acaba sendo mostrado, ou então que as coisas façam sentido na tela de forma bem explicadas para não ser algo apenas jogado, e infelizmente a maioria gosta de colocar seus filmes com uma possibilidade grandiosa em cima desse último estilo, mas acaba ficando totalmente sem sentido, sem explicações e no fim o público da sessão já começa a conversar para chegar em alguma teoria, e pronto, o filme se foi e não levou nada a lugar algum. E hoje fui ver um filme "sabendo" que seria uma bomba imensa, mas como costumo dar segundas chances para todo mundo, eis que entrei na sala de "Dolly - A Boneca Maldita", e quando a sala começou a encher já percebi que ia ser pior do que imaginava a sessão, pois iria virar a bagunça plena quando tudo começasse a dar muito ruim, e pronto, na metade do filme algumas pessoas já começaram a ir embora, e o pessoal do fundão falando como se estivesse em uma boate lotada que dava para ouvir lá da frente, aonde costumo sentar, e confesso que o blá-blá-blá deles estava melhor do que o longa, pois é algo tão bizarro, tão besta e sem sentido, que ao tentar fazer a personagem parecer alguém que sofreu no passado, não ficamos com pena dela, mas sim com mais ódio da burrice dela e de todos ao redor, fora uma pessoa ficar semi-morta por um bom tempo com sua mandíbula arrancada, não subir uma formiguinha ou mosca que fosse, e pasmem, a pessoa sair andando ainda pela floresta, e consegue piorar (o filme veio apenas dublado, então não sei como ficou na versão original) pois o personagem começa a gritar e falar com a namorada, que ao invés de correr, fica ali de conversa. Ou seja, o pessoal do fundão queria chutar a boneca, mijar nela, e muito mais, mas olha, eu só queria que acabasse o filme pra ir embora, tendo ainda um pós-crédito que deu a entender que haverá continuação!

O longa nos mostra que a jovem Macy é sequestrada por Dolly    , uma figura descrita como imponente e instável, e que vive em um local repleto de bonecas em decomposição. Agora, mantida em cativeiro em um ambiente isolado, sofrendo violência física e psicológica, ela é obrigada a assumir o papel de filha em um jogo perverso de "família", no qual a vilã acha que é sua mãe, onde luta pela sua sobrevivência. Com ameaças constantes, ela precisa encontrar um modo de resistir e escapar.

O filme contém um outro detalhe que odeio que é capitular a trama, ou seja, "capítulo 1 - isso", "capítulo 2 - aquilo", e por aí vai, sendo que você está vendo as coisas acontecerem, e anunciar antecipadamente apenas fica uma forma bem "idiota" de fazer o público esperar determinado acontecimento, e o diretor e roteirista Rod Blackhurst mostrou que estava completamente disposto a usar essa técnica de modo tão chulo, tão sem base, que chega a incomodar suas paradas, sendo o tipo de associação que ele não sabia como cortar seu filme e saiu jogando, e o resultado acabou ficando algo que mais incomoda do que agrada. Além disso, faltou ele desejar ir além na tela, pois seu filme acaba tendo uma desenvoltura tão fora da base, sem explicar direito as intenções da boneca, além de querer um bebê seu, que acaba não funcionando de forma alguma nas dinâmicas. Ou seja, é daqueles para esquecer com toda certeza.

Quanto das atuações, ou melhor dos personagens já que o filme só veio dublado para o interior, o que vemos na tela é até algumas movimentações interessantes de Max the Impaler com sua Dolly, pois teve força, imposição e alguns momentos bem toscos funcionais, mas não causa o terror como deveria, sendo apenas violenta na tela. Diria que a jovem Fabianne Therese até teve algumas dinâmicas intensas com sua Macy, mas não convence seu desespero e medo, de modo que acaba parecendo que escolheram a primeira garota na rua que gritasse mais, e assim acabaram pegando ela. Russ Tyler viveu a base da maquiagem protética com seu Billy, pois logo no começo já tem sua mandíbula arrancada, ficando pendurado o tempo inteiro como algo totalmente comum, e o melhor, gritando e falando palavras normais, ou seja, um absurdo total para o papel. Ainda tivemos o pai e o guarda florestal, mas é melhor nem entrar a fundo nas atuações sem nexo deles, pois é lastimável.

Visualmente a equipe de arte arrumou muitas bonecas antigas, daquelas que dão medo só de ver, mas que muitas garotas tiveram quando crianças, espalhadas pelo chão, no porão rodeadas de velas, nas árvores e aonde você olhar tem a exposição delas (sem qualquer explicação aparente), depois tivemos uma pessoa com uma cabeça gigante de boneca de porcelana, também sem explicação alguma de como aquilo ficou preso, tivemos uma casa bem sinistra e claro os famosos passeios românticos numa floresta totalmente densa, e também muito sangue, cortes e próteses, ou seja, o básico de um terror que poderia ter levado a algo na telona.

Enfim, sabia que seria uma perda de tempo ir conferir esse longa, mas resolvi arriscar, afinal vai que saio completamente surpreso com algo, só que dessa vez não rolou, e infelizmente não posso indicar ele para ninguém, pois é ruim com força, e pensar que terá continuação pela cena pós-crédito que talvez poderá ser mais explicativo de tudo, mas ainda assim, prefiro não dizer que vai salvar esse. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais dicas, então abraços e até logo mais.


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Amazon Prime Video - Bola Pra Cima (Balls Up)

4/20/2026 01:01:00 AM |

Olha, tem dias que fico realmente me perguntando o motivo de existir streaming na minha vida, pois se tem alguém que sabe escolher mal lançamento de streaming, essa pessoa sou eu! Hoje com preguiça de sair com tudo o que anda ocorrendo (mas aqui não é um muro das lamentações) achei uma boa dar um play numa comédia que estava no top-10 da Amazon Prime Video, ou seja, dificilmente seria algo ruim já que tanta gente está vendo o lançamento, e com atores que ao menos pareciam saber os projetos aonde entram, fui lá e dei play em "Bola Pra Cima", e meus amigos se no dicionário não tinha uma imagem para ilustrar vergonha alheia, podem colar esse filme por completo, pois é vergonha do minuto 0 ao 104, conseguindo alguns feitos que nem em sonho conseguiria imaginar para escrever um roteiro tão sem base, desde uma Copa do Mundo fora de ano de Copa, passando por facções gringas no Brasil, ativistas hippies vivendo no meio da floresta e transando na frente dos caçadores que matam e enforcam, até um organizador de evento se pendurando em um lustre nu em plena boate, ou seja, tudo isso regado à atores brasileiros falando um inglês meia boca e americanos falando um português péssimo, o que chega a dar uma revolta estomacal gigantesca. Sinceramente foram os 104 minutos mais mal gastos da minha vida, mas assisti até o final na esperança de ter uma salvação, e a salvação é eu indicar que vocês nem pensem em relar no botão play desse filme.

A sinopse nos conta que os executivos de marketing Brad (Mark Wahlberg) e Elijah (Paul Walter Hauser) vão com tudo ao propor um patrocínio de preservativos com cobertura total para a Copa do Mundo. É quando uma comemoração regada a álcool no Brasil vira um escândalo global, e eles precisam fugir de fãs furiosos, criminosos e autoridades sedentas por poder para salvar suas carreiras e voltar para casa vivos.

Sei que muitos não gostam dos longas do diretor Peter Farrelly por exagerar em muitas situações, mas confesso que já ri com ele no passado e gostei muito de algumas obras suas, porém aqui posso dizer que perdeu a mão por completo, entregando algo que não tem graça alguma, que força a barra do começo ao fim para tentar soar engraçado, e se perde tão rápido dentro das essências da trama, que talvez alguns estrangeiros deem risada achando que no Brasil é bem assim como é mostrado, mas nem que a pessoa odeie o país por completo vai conseguir achar um mínimo humor na trama. Ou seja, são muitos erros de ideologia, são muitos erros de gravação, e são muitos erros de tentar existir uma comédia sem nexo como essa, aonde tudo é falho, sendo daqueles que você até lembre futuramente para citar como a pior coisa que já viu na vida, pois foi isso o que vi hoje.

Chega a ser decepcionante falar de dois grandes atores que aceitaram fazer um filme desse estilo, pois Marc Wahlberg já até fez alguns longas bem ruins, mas já fez outros incríveis, e aqui certamente ele deveria até apagar de sua filmografia que esteve presente, pois seu Brad até teve algumas cenas com alguma expressividade, mas é tanta falha, tanto momento bizarro que chegamos a ver até o ator bravo com o que estava fazendo em alguns deles, ou seja, nem ele estava a vontade com tanta cena jogada. Já Paul Walter Hauser é o típico ator que não tem graça alguma, caindo bem em alguns papeis dramáticos com poucas pegadas cômicas, não em algo que seria "humorístico", e aqui a entrega de seu Elijah beira o ridículo, incomodando com muita força em tudo o que faz, ou seja, foi jogado aos leões e literalmente foi devorado, pois não conseguiu uma cena que marcasse algo diferenciado, e assim também não ajudou o longa a ir além. Ainda tivemos Sacha Baron Cohen fazendo seu tradicional personagem não muito definido em trama alguma, fazendo com que seu Pavio Curto tendo um papo longo até demais, que não convence, nem impacta, e assim desanima. Quanto aos demais personagens que fizeram ou eram realmente brasileiros, Benjamin Bratt com seu Santos foi uma bomba relógio em cena, Luciano Szafir até tentou fazer com que seu Cristos parecesse internacional, mas foi meio que sem graça também sua entrega na tela, e por fim Daniela Melchior até se fez como uma advogada brasileira, mas no final temos uma mudança até que boa, o que acabou sendo "menos" ruim.

Visualmente o longa tem alguns momentos estranhos, mas que ao menos conseguiram mostrar bem um jogo de futebol na tela (sabe-se lá aonde arrumaram um time de Brasil x Argentina para jogar sem nenhum conhecido!), montaram algumas salas de reuniões bem colocadas, festas em boates e numa mansão, atos em florestas e rios, tudo bem regado a elementos cênicos bizarros, porém funcionais para ao menos segurar o "realismo" da trama, que mostrou ao menos que nesse quesito pagaram algum bom diretor de arte.

Enfim, é um filme bem ruim, mas bem ruim mesmo, que ainda estou me perguntando como consegui ficar 104 minutos assistindo, e mais quase 7 horas escrevendo dele, pois a única vontade que estava era escrever: "é ruim ponto" e mais nada, mas como sempre tenho de justificar minhas escolhas de notas, e aqui vou dar 1 somente pelo conceito visual, e está mais do que bom, provavelmente figurando no final do ano como o pior longa do ano. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais dicas, então abraços e até logo mais.


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A Menina Dos Meus Olhos (그 시절 우리가 좋아했던 소녀) (You Are the Apple of My Eye)

3/16/2025 02:08:00 AM |

Vou ser reto e direto nesse texto, pois se arrependimento matasse eu teria morrido hoje, pois deixei de ver uma cabine possivelmente interessante para ir no único horário legendado de "A Menina dos Meus Olhos", e fui contemplado com uma novelona de 101 minutos que pareceu ter pelo menos uns 200 capítulos na sala do cinema de algo que se duvidar "Carrossel" e "Chiquititas" são mais adultas do que o que me foi entregue na tela. E sendo assim não vou ficar enrolando com um texto muito alongado, e vou ser bem básico, pois até temos alguns atos com uma boa fotografia (principalmente as da chuva e da neve), mas a história é muito fraca para algo como cinema, então colocarei a sinopse abaixo, o trailer no final, e deixo como recomendação apenas se você for fã de doramas, e paro por aqui hoje.

No longa acompanhamos um grupo de amigos que frequentam um colégio particular e são apaixonados pela mesma colega de classe, a graciosa Seon-ah (Da-hyun). Jinwoo (Jin-young) é o único entre os quatro que não parece muito impressionado pela bonita e exemplar garota, nem entende o motivo de tanta comoção e fascinação. Para os outros, a menina é um sonho inatingível. Jinwoo e Seon-ah, porém, acabam se aproximando e desenvolvendo um laço genuíno, apesar de seus diferentes interesses e personalidades distintas. Os dois descobrem novas faces um do outro enquanto navegam pela montanha-russa de emoções da puberdade e pelas dúvidas da juventude. Entre as obrigações do ensino médio e o florescimento de uma paixão inesperada, Jinwoo e Seon-ah exploram o primeiro amor e a adolescência.

Falei que não falaria mais nada, mas pesquisando descobri que os protagonistas são líderes de bandas de k-pop, então dá para entender a lotação da sala nas sessões, mas colocassem eles para dançar e cantar, que ao menos veríamos um High School Musical coreano, e não algo que falta expressividade nos personagens, tem sacadas tão infantis que só grupos de adolescentes vão acabar gostando, mas acredito que seja eu que estou velho demais para algo do estilo, que até cheguei a sentir vergonha alheia de alguns atos, então melhor parar por aqui.

PS: Me recuso a dar nota, mas vou colocar 1 para apenas ranquear no site, e para o pessoal da legendagem que foi criativo em mudar o exame do ensino deles lá como ENEM.


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Megalópolis

11/03/2024 02:35:00 AM |

Ano que vem completo 15 anos de site, mas tenho muitos anos a mais conferindo filmes, e se me falassem que um dia eu daria a menor nota possível para um filme de Francis Ford Coppola, certamente eu cairia numa gargalhada gigantesca, pois bem, hoje aconteceu isso, e posso dizer que a menos de 60 dias do fim de 2024 já tenho definido o pior filme do ano com "Megalópolis", pois é inadmissível que o diretor e roteirista aclamado por "Apocalipse Now" e toda a saga "O Poderoso Chefão" entregar uma trama tão bagunçada, tão cheia de personagens sem nexo algum, em algo que segundo ele demorou 40 anos para escrever e desenvolver, e ainda assim chegarmos fim da sessão e dizer: "o que foi que assistimos?". Ao ponto que foi até muito engraçado, que hoje um amigo me acompanhou na sessão e ao final olhamos um para o outro e relembramos de outro filme aclamado que assistimos juntos sem nem pensarmos duas vezes, e renomeamos esse de "A Árvore da Vida 2.0". Ou seja, minha vontade é escrever aqui que é muito ruim e ir dormir, mas vou tentar melhorar um pouco o motivo de dar uma nota tão baixa para o que conferi.

O longa conta a história de um arquiteto que quer reconstruir a cidade de Nova York como uma utopia após um desastre devastador. Cesar Catilina é esse inventor megalomaníaco e egocêntrico que imagina uma metrópole autossustentável que cresce organicamente com seus habitantes. Para dar prosseguimento a seus planos, porém, Cesar precisa navegar pelos interesses de figuras ricas, ambiciosas e corruptas, além de precisar convencer o prefeito de Nova Roma – nome da cidade em evidência – Franklyn Cicero de suas ideias. 

Sei que o Francis Ford Coppola que todos amaram um dia já inexiste, pois não trabalha mais com a mesma vitalidade, nem tem mais o brilhantismo em seus textos, porém segundo ele mesmo disse, começou rascunhar o roteiro logo após as filmagens de "O Poderoso Chefão II", ou seja, estava com a cabeça fervendo de boas ideias, então o mínimo que esperávamos era uma história interessante que claro precisava de muita lapidação e ele sabendo que seu filme necessitava de muita tecnologia, esperou até poder ter tudo para fazer. Porém a ideia em si é absurda e maluca demais, de tal forma que em certos momentos do longa cheguei a pensar que o diretor estava querendo brincar com o cinema abstrato, algo que anda bem presente na mente de alguns diretores mais novos, mas não, a essência é tentar mostrar uma Nova Roma, cheia de imperadores malucos querendo o trono e/ou chamar mais atenção, mas que nada leva a lugar algum numa bagunça completa e estranha de ver.

Quanto das atuações, Adam Driver se esforçou para que seu Cesar fosse imponente e bem maluco, cheio de ideias e ideais, mas sem entregar muito na tela, ao ponto que poderia ser mais surtado para chamar ainda mais atenção. Giancarlo Esposito trabalhou seu Cicero como um político corrupto deve ser, sendo xingado pela maioria dos eleitores da cidade, reclamando de tudo e todos, e tendo claro seu adversário rondando por todas as formas possíveis. Shia Labeouf está irreconhecível com seu Clodio, e ainda deve estar procurando no roteiro o que era seu personagem. Jon Voight mostrou o famoso ricaço que todas as mulheres querem se casar por "amor". E falando nas mulheres Aubrey Plaza foi bem sedutora com sua Wow, mas sem mostrar a que veio. E assim sendo só vale dar o destaque para Nathalie Emmanuel que fez sua Julia ter conexões com todos os personagens da trama, dispondo de uma simpatia bem colocada e uma curiosidade que funciona, mas sem ir também muito além.

Visualmente o longa tenta parecer imponente, com um estilo de material criado e controlado pelo protagonista, que serviria para todo tipo de construção, inclusive sendo usado para refazer seu rosto após um incidente, vemos uma cidade meio que jogada às traças, suja, e conflituosa, meio como a Gothan do último filme do Batman, e muitas festas e ambientes políticos, de forma que a equipe de arte gastou bastante, porém sem ter efeitos chamativos que valesse a pena, ou seja, foi apenas gasto de orçamento mesmo.

Enfim, fico triste por ser uma obra jogada fora de um diretor renomado, que ainda por cima vendeu sua vinícola para investir o dinheiro na gravação, já que ninguém queria produzir essa loucura completa, e só ele não enxergou assim, ou seja, é melhor quem estiver afim de conferir o longa procurar algo melhor, pois vai ser apenas gasto de tempo e dinheiro. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais dicas, então abraços e até logo mais.

PS: como já disse outras vezes nem fiz a imagem de 0 coelhos, e dar 0 seria só para algo que não funcionasse nada na tela, e aqui a grandiosidade até tem um pouco de valia, então vamos de 1 e só.


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Vidente Por Acidente

4/19/2024 09:09:00 PM |

Se tem algo que me irrita até mais do que filme novelesco é comédia que não me faça rir, pois você fica esperando algo ser engraçado, algo ter alguma sacada, e não acontece. Claro que a ideia de uma comédia mais madura sobre vocações e reais interesses é algo que precisaria se pensar mais, porém "Vidente Por Acidente" tenta ser maduro demais e abusa de elementos que não se impõem e/ou funcionam na tela, resultando em um filme que você fica pensando se você assistiria em um dia normal na sua vida, e a resposta é bem fácil: "Não!", mas como o vidente adivinharia se encostasse em mim, minha vocação é ser crítico, então com isso, cá estou escrevendo após ver algo que não tenho como recomendar de forma alguma.

A sinopse nos conta que aos 40 anos, o arquiteto Ulisses (Otaviano Costa) – descrente de sua carreira e inseguro de seus talentos – visita uma “coach vocacional” que promete encontrar a verdadeira vocação das pessoas. Depois de tomar um chá suspeito oferecido pela “profissional” em seu ritual maluco, Ulisses apaga e tem os seus pertences roubados. Porém, nem tudo é tragédia: misteriosamente, ele sai de lá com um poder estranho: Descobrir, com apenas um toque, a verdadeira vocação das pessoas. Será que Ulisses encontrou seu verdadeiro talento ou este novo dom só vai trazer ainda mais confusão para sua vida?

Confesso que estou realmente muito triste em saber que o diretor do longa é Rodrigo Van Der Put, pois depois de ter entregue algumas semanas atrás um longa sensacional chamado "Dois é Demais em Orlando", e agora mostrou algo tão simples, tão sem vida, que até pode mostrar conflitos vocacionais, mas acredito que ele precisa voltar para a comédia escrachada do Poeta dos Fundos ou algo família leve como fez no seu último filme, pois a comédia reflexiva é algo que só os franceses fazem bem, e ainda assim são pouquíssimas que acertam, então nem vou me alongar muito no texto, pois não vale a quantidade de palavras para algo do estilo.

Quanto das atuações, particularmente gosto do estilão de Otaviano Costa, e aqui seu Ulisses até tem alguns trejeitos bem encaixados, porém quando realmente a trama acontece com ele perdendo os poderes e buscando uma solução, que é quando o filme realmente iria fluir e ficar engraçado, a trama já acaba, enquanto o começo alongado acaba não indo além e nem sendo bom de ver, o que não mostra o potencial de atuação dele. Outra que já elogiei muito semana passada, aqui foi tão coadjuvante que dá para contar as palavras de Evelyn Castro, que até tenta ser engraçada como a esposa do protagonista, mas não vai além. Quem fez atos bem engraçados ao menos foi Macla Tenório com sua Patrícia, a assistente do vidente e arquiteto, entregando atos bem conflitivos, mas que ao menos divertem na tela e Victor Lamoglia até tenta fazer graça, mas não consegue. Ainda tivemos outras atuações/participações, mas sem grandes anseios cênicos com Jamilly Mariano como a filha do protagonista, Totia Meirelles como a mãe, Katiuscia Canoro como a coach picareta e ladrão, e Nany People como uma apresentadora de programa, mas Serjão Loroza como Deus de barba rosa foi apelação demais para qualquer loucura que quisessem fazer.

Visualmente a trama também é simples, mostrando claro que o vidente realmente é um bom arquiteto, criando seu espaço de trabalho com um bom requinte, vemos uma apartamento modelo que vemos tradicionalmente em muitas obras com plantas ruins que se melhoradas ficariam incríveis, e a casa requintada da família, mas nada de muito grandioso ou chamativo para mostrar serviço pela equipe de arte.

Enfim, pela primeira vez fiquei feliz em ver a sessão de um longa nacional vazia, pois é algo que não dá para recomendar para ninguém, e como costumo falar de muitos filmes que com poucos ajustes ficariam bem melhores, aqui eu diria que precisaria ser reescrito inteiro o roteiro para algo ficar bem trabalhado e convincente dentro da ideia toda, ou seja, tem muitos outros bons longas para ver no cinema, então é só escolher melhor. E é isso meus amigos, fico por aqui agora, mas vou ver outro longa hoje, e espero que salve minha noite, então abraços e até logo mais.


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Os Suburbanos - O Filme

10/08/2022 05:31:00 PM |

Na lista de piores do ano de alguns críticos acabam surgindo filmes que foram até bem feitos, possuindo uma boa entrega e tudo mais, pois eles não vêem tudo que é lançado, e como vejo tudo o que chega nos cinemas tem vezes que nem acredito no que acabei entrando na sessão, e hoje foi um dia desses, pois a série de 2015 fez muito sucesso pela forma expressiva do protagonista, seus trejeitos e imposições, mas "Os Suburbanos - O Filme" recai para algo novelesco com cortes exagerados para dar tempo de tela, com uma proposta boba e forçada, que desde os primeiros atos você já sabe os rumos que tudo vai tomar, e eles são bem ruins. Ou seja, já diria o Chaves, era melhor ter ido ver o filme do Pelé!

A sinopse nos conta que Jefinho sonha em se tornar um cantor de pagode bem famoso e, para tanto, se dispõe a tudo - até mesmo limpar a piscina do dono da gravadora, de olho em uma possível oportunidade. O problema é que ele acaba se envolvendo com a esposa de seu patrão, ao mesmo tempo em que descobre que será pai pela primeira vez.

Como o diretor Luciano Sabino fez várias novelas e também comandou a série em 2015 era de se esperar um algo a mais para seu primeiro filme, ainda mais usando a sua série de base, mas quis forçar em todos os atos, quis correr com uma história digamos meio boba, e não impôs nem ritmo nem personalidade para que seus personagens fixassem no público, ao ponto que tudo parece jogado, tudo parece não ter entrega, e o pior que não faz rir em momento algum, o que é uma falha imensa para uma comédia, pois mesmo o protagonista sendo engraçado, seus atos não são e isso pesa demais. Ou seja, a falha sobressai e aparece quase que em todos os momentos do filme, e no final ficou parecendo que o diretor não soube aproveitar tudo o que tinha em mãos, apenas criando uma esquete maior e mais incômoda.

Sobre as atuações, como o roteiro é do próprio Rodrigo Sant'anna, ele conseguiu fazer com que seu Jefinho aparecesse o tempo todo, e mesmo esse não sendo o seu melhor personagem, ele como um bom humorista sabe segurar a onda e manter até o fim a imposição, o que é bom, e ao menos não desaponta quem for conferir o filme por ele, e assim mesmo forçando o riso, se sai menos ruim que os demais. E falando nos demais, cada um tentou atacar da forma que deu, desde Cristiana Oliveira com a sedução de sua Lorena, Babu Santana com o improviso de seu Welington, Carla Cristina Cardoso com os gritos de sua Gislene e Mariah da Penha com sua Avóia bem colocada como um elo para os demais, mas sem grandes chamarizes por parte de ninguém, o que acaba desapontando.

Visualmente a trama até entregou alguns atos bem colocados dentro da mansão do produtor musical, retratou bem rapidamente o subúrbio dos protagonistas, teve alguns atos em boates e shows, e alguns momentos na cadeia lotada, mas sem muita representação gráfica para marcar como poderia, sendo válido apenas a transformação da banda de fundo de quintal em uma banda de shows mesmo com o banho de loja, mas nada muito elaborado também.

Enfim, é um filme bem fraco que não vai além em momento algum, que infelizmente não chamou o público da série para conferir (sala apenas comigo dentro na sessão), e que não dá para recomendar de forma alguma para ninguém, então vou para outra sessão para ver se salvo o dia, então abraços e até logo mais.


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Netflix - Ninguém Sai Vivo (No One Gets Out Alive)

9/29/2021 11:57:00 PM |

Já vi muito filme ruim na minha vida, mas hoje a Netflix superou todas as possibilidades de entregar algo ruim, aliás deveriam ir na casa de quem vendeu "Ninguém Sai Vivo" para a empresa e prender para não correr o risco de vender algo novamente desse estilo. É até difícil pensar em algo para falar da trama, pois é daqueles que levam nada a lugar algum, com uma história tão bizarra, com situações tão fracas e estranhas que até poderia talvez ter um final melhorzinho para sair algo digamos não revoltante, mas conseguiram piorar ainda mais com o bicho estranho que aparece no final, e assim sendo recomendo apenas uma coisa: não dê o play no filme nem que seja obrigado!

A sinopse nos conta que Ambar é uma imigrante que está correndo atrás do sonho americano. Após alugar um quarto de pensão, que a princípio estava com o pé atrás, acabou ficando com o quarto após pensar nos negativos e positivos. Mas após se mudar, estranhos acontecimentos e fenômenos inexplicáveis começam, ela se vê presa em um pesadelo que fica mais aterrorizante a cada noite.

Diria facilmente que o diretor Santiago Menghini errou feio em seu primeiro longa, pois não li o livro de Adam Nevill em que a trama se baseou, mas certamente lá tinha alguma essência para ser mostrada, afinal o longa roda, tenta contar a história de uma pensão estranha aonde basicamente os donos fazem preços acessíveis para imigrantes para poder entregar mulheres para o sacrifício em benesse de conseguirem cura para seu mal, mas nada vai além, não vemos uma motivação maior, não vemos qualquer elo mais desenvolvido com a cultura em que a trama tenta passar, e nada que fosse imponente para um filme de terror, apenas tendo algumas cenas violentas no final e vários espíritos com olhos luminosos durante toda a trama (os quais você até acha que vai ser explicado algo do motivo de terem os olhos assim, mas não, não é mostrado). Ou seja, é um filme vazio e muito ruim, que pode ser erro do roteiro ou da direção, mas que não merece a atenção de ninguém.

Sobre as atuações Cristina Rodlo até fez algumas caras de espanto e trabalhou a tensão de sua Ambar de uma forma convincente, porém não se desenvolveu muito, sendo uma imigrante desesperada que acaba caindo no lugar errado, e para piorar pedindo ajuda para as pessoas mais erradas ainda, ou seja, a tradicional personagem que só leva porrada em filmes de terror, mas certamente não nos lembraremos dela por esse trabalho, pois acredito que até a atriz vai querer esquecer que esteve aqui. Marc Menchaca entregou com seu Red um personagem meio que misterioso de essência, mas que até chama a atenção por arrumar as pessoas para o irmão executar, ao ponto que fez alguns trejeitos fortes, outros com algum grau de piedade, mas também sem grandes explosões. E finalizando ainda tivemos David Figlioli entregando um Becker violento e direto nas ações, sem muitas explicações pegando as mulheres e fazendo sua oferenda, ao ponto que o personagem por si só já é aterrorizador, mas ainda teve alguns atos mais tensos para funcionar melhor, só faltando um pouco mais de explicação de tudo para envolver realmente.

Visualmente a trama é o clichê completo de um filme de terror, pois só de olhar a pensão por fora ninguém entraria para passar uma noite sequer, depois ouvindo todos os barulhos, gritos de ajuda, marcas estranhas e tudo mais, nem em sonho sequer qualquer pessoa passaria a viver lá, ainda tivemos toda a funcionalidade do piscar de luzes, a marca tradicional de um trabalho quase escravo, e ainda rituais de sacrifícios envolvendo caixas e objetos antigos, ou seja, a equipe de arte até trabalhou bem para representar tudo, só faltou o diretor saber utilizar melhor todos os elementos e personagens fantasmagóricos para que o resultado fosse além.

Enfim, é um filme muito ruim que não dá para recomendar em nada para ninguém, sendo daqueles que talvez pesquisando um pouco mais, vendo algum detalhe extra que o diretor talvez tenha entregue para a crítica especializada dar uma nota maior o filme cresça um pouco o conceito, mas vendo cruamente o resultado é tão decepcionante que senti que realmente perdi 87 minutos conferindo ele, e se posso ajudar alguém vou recomendar e muito que não dê o play, pois é gastar tempo à toa. Bem é isso pessoal, fico por aqui hoje, mas volto em breve com mais textos, então abraços e até logo mais.

 
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Netflix - Selva Trágica (Tragic Jungle)

6/16/2021 01:14:00 AM |

Confesso que já conferi muitos longas ruins desde que comecei a escrever aqui no site, que é a época pelo menos que lembro da maioria, pois antes apenas conferia os filmes sem analisar nada, mas o que vi hoje não sei nem se posso classificar como um filme ou um amarrado de poemas abstratos com algumas cenas de seringueiros tirando a seiva das árvores e se atirando entre grupos rivais, com uma moça fugitiva de um casório no meio do rolo, porém sem falar a língua nativa está ali presa apenas servindo para escape de alguns e nada mais. Ou seja, sem ter um tema bem próprio, sem ter atuações realmente, sem ter alguma expressividade, e ainda contando com um ritmo extremamente lento, o resultado chega a dar muito sono, e não tem nem como defender, pois costumo falar que sempre dá para tirar algum proveito de um filme, mas aqui não consigo enxergar nada de útil realmente para apontar alguma nota razoável pelo menos.

A sinopse nos conta que a jovem Agnes foge para as profundezas da floresta maia para escapar de um casamento arranjado. Na fronteira entre México e Belize, ela encontra um grupo de trabalhadores mexicanos, e eles percebem que não são as únicas criaturas no local. No meio da mata fechada, descobrem um lugar onde o mundo humano e sobrenatural se unem. E um mito lendário toma vida bem no coração da floresta.

O pior de tudo é que o longa foi muito premiado mundo afora, com a diretora Yulene Olaizola sendo extremamente elogiada, ou seja, é daqueles filmes que os festivais amam e o público em geral odeia, principalmente pelo ritmo exageradamente lento e contando uma história que acaba não sendo desenvolvida de uma maneira coerente. E sendo assim vemos um filme que tenta passar ao mesmo tempo uma experiência na selva para a garota, ou até mesmo algo fantasioso de se a jovem é real ali, pois aparentemente nas primeiras cenas pode parecer que ela morreu, mas com toda a fábula do mito que os seringueiros tanto falam podemos focar mais nesse segundo estilo, embora tenhamos alguns homens fazendo sexo com ela, ou seja, é algo tão abstrato que não dá para entender é nada do filme, e assim não tenho como defender nada dele.

Quanto das atuações, é melhor eu nem falar nada, pois aparentemente pegaram seringueiros reais e colocaram no filme, daqueles que eles até tentam fazer algumas caras e bocas, mas não vão além para conseguir dar sequer destaque para ninguém, e quanto da jovem Indira Andrewin ainda estou tentando entender sua Agnes, pois é tão misteriosa no filme que acabamos a trama sem entender seu mistério até de atuação.

Visualmente o longa até tem alguns momentos interessantes ao passar toda a essência da selva, a forma de extração maluca da seiva das árvores com os seringueiros pendurados apenas por cordas e algumas lâminas para escalada, e claro todo o ambiente tenso entre eles e a garota em redes no meio do mato, com algumas armas e alguns elementos alegóricos bem simples, mas nada que vá surpreender muito, mas ao menos servirá de motivo para uma referência ao menos.

Enfim, é daqueles filmes que não consigo nem expressar muitas palavras para tentar achar algo que se aproveite, mas que até disse ter um visual interessante no meio do matagal, mas de resto a história é ruim, o ritmo é péssimo e raspou a trave de dormir durante o longa, inclusive sendo um dos poucos filmes que fiquei com muita vontade de parar na metade, e sendo assim não recomendo ele para ninguém de forma alguma. Bem é isso pessoal, fico por aqui hoje, mas volto em breve com mais textos, então abraços e até logo mais.


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Netflix - Estou Pensando Em Acabar Com Tudo (I'm Thinking of Ending Things)

9/07/2020 10:14:00 PM |

Sinceramente não sei nem o que falar do longa da Netflix, "Estou Pensando Em Acabar Com Tudo", pois o que me foi apresentado ainda está na minha cabeça se debatendo se foi algo tão abstrato que não entendi nada, ou se realmente o diretor (que não é nenhum novato e tem grandiosos filmes na carreira) se perdeu no roteiro maluco que criou, e nada acabou batendo com nada. De modo que no miolo cheguei a pensar que ela estava morta, depois cheguei a pensar se ela seria apenas o pensamento do rapaz, depois mais próximo do final já nem sabia se estava pensando ou no que estava pensando, ou seja, é daqueles que até vou pensar mais um pouco para tentar apagar ele da minha mente, pois confesso que foram os 134 minutos mais jogados fora que tive da minha vida, e sei que muitos irão argumentar que o livro é sensacional, que se ler o livro irei entender o filme, mas volto a frisar algo que sempre digo, que um filme bom não depende de lermos a sinopse, não pode depender de livro, e que somente vendo ele por inteiro deve funcionar, e aqui a única palavra que define ele é: bizarro!

A sinopse nos conta que apesar de ter dúvidas sobre seu relacionamento, uma jovem faz uma viagem com seu novo namorado para a fazenda da família dele. Isolados na casa com os pais de Jake durante uma tempestade de neve, a jovem começa a questionar tudo o que imaginava saber sobre seu namorado, o mundo e si mesma.

O mais interessante é que fui conferir o longa esperando algo complexo, afinal a maioria dos longas do diretor Charlie Kaufman são para se pensar, não são óbvios de situações, e geralmente poucos acabam entendendo realmente o que ele queria dizer, porém aqui ele errou muito a mão criando algo de memórias tão abstrato, tão confuso, com situações tão bagunçadas, que ao final já nem sabemos realmente o que ele quis passar para nós, e não digo que o conteúdo em si seja ruim, muito pelo contrário, temos cenas lindas, temos bons diálogos e interações, temos conflitos, mas a história como um todo acaba não tendo uma base funcional, e isso é o que mais incomoda, afinal já disse isso aqui inúmeras vezes, que quando paramos para ver um longa queremos refletir, queremos nos entreter, ou queremos pelo menos algo, e aqui não temos nada além de 134 minutos que quase servem como sonífero para quem não anda conseguindo dormir, e só.

Sobre as atuações, diria que Jessie Buckley deu um tom bem trabalhado para sua personagem, criando indagações bem formatadas, olhares e trejeitos diversos, e principalmente sabendo onde se encontrar para cada momento, ao ponto que se o filme fosse bom, a atriz seria daquelas que lembraríamos muito, mas infelizmente seu potencial não foi usado. Jesse Plemons é um ator que sempre faz papeis estranhos, e geralmente não coloca emoção em seus atos ao ponto de chamar atenção, e aqui seu Jake é ainda mais estranho por não causar grandes perspectivas do que esperar, ou seja, foi simples demais, introspectivo demais, e com atitudes até imponentes em alguns atos, mas nada que vá além. Como sempre Toni Collete consegue se destacar mesmo com papeis não muito chamativos, e aqui ela faz uma mãe que chama muita atenção pela risada, pelos trejeitos, e por tudo o que acaba sendo funcional, de modo que poderiam ter usado até mais ela para o filme funcionar, e que junto de David Thewlis, acabaram formando um casal diferente de tudo, e que certamente no livro possuem um simbolismo bem mais imponente que no filme. Quanto aos demais, todos apareceram em atos estranhos demais, e com isso nada chega a ser chamativo ao ponto de funcionar, de modo que Guy Boyd como um zelador de escola e Abby Quinn como uma atendente de uma sorveteria acabaram chamando um pouco mais de atenção, pelos atos em si, mas nada que seja memorável.

Dentro do conceito visual o longa se passa praticamente todo dentro de um carro, em meio a uma tempestade de neve, com os protagonistas dialogando, mas também tivemos várias cenas nos corredores de uma escola imensa, em uma sorveteria bizarra no meio de uma nevasca, e claro na fazenda dos pais do protagonista, mostrando desde o lugar aonde animais morreram no passado, outros estão mortos jogados e congelados, e outros estão apenas trancados, várias passagens de tempo ocorrendo dentro da casa, objetos cênicos importantes, e muita maquiagem de envelhecimento na cena final em diversos atores num teatro, ou seja, a equipe trabalhou bastante para representar tudo, usando claro de muita simbologia para tudo, e resultando em quase nada.

Enfim, é um filme que volto a frisar que ficou muito ruim, que certamente sabendo algo a mais da história (lendo o livro de Iain Reid, ou algum tipo de debate) muitos irão refletir mais, e sairão em defesa de que o longa é maravilhoso e tudo mais, porém como digo que um filme deve funcionar sozinho, o resultado é uma bomba imensa que nem pro meu pior inimigo acabarei recomendando, ou seja, fujam de dar o play nele. Bem é isso pessoal, fico por aqui hoje, mas volto amanhã com algum filme bom pelo menos, então abraços e até logo mais.


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Netflix - Traços de Vingança (Rencor Tatuado) (Tatoo of Revenge)

5/25/2020 01:15:00 AM |


A única coisa que tenho vontade de falar hoje sobre o filme da Netflix, "Traços de Vingança" é não dê o play por nada na sua vida, a não ser que você goste de uma novela mexicana daquelas cheias de personagens confusos, com um ritmo cansativo, que até tenta ser elaborada de técnicas colocando filmagens e exibições em 4:3 (ou seja, na sua TV parecerá aquelas fotos antigas arredondadinhas), com mais da metade do filme em preto e branco, e tudo mais para parecer algo cult, mas não é algo chato demais, que não tem nem como defender. Ou seja, técnica ok, história do começo interessante, mas passou a primeira cena, o restante é uma lambança tão grande, cheia de personagens, de situações, de envolvimentos, que nada leva a lugar algum, e então um fechamento de filme de primeiro semestre de faculdade, ruim que dói, de forma que é melhor escolher outro filme.

Na Cidade do México - um universo caótico de extremos onde criminosos ficam impunes e policiais são tão sem lei quanto criminosos - uma heroína se torna vingadora de jovens violadas nos anos 90. Ela seduz estupradores usando disfarces diferentes e depois os marca com uma tatuagem. Seus poderosos inimigos preparam uma emboscada para descobrir sua verdadeira identidade. Sua única salvação é a emancipação de outra mulher.

Não vou ficar passando pano e enrolando no texto, e de cara já digo que o trabalho do diretor Julián Hernández é fraco demais, não tem ritmo, e até tem uma história de fundo interessante por parte de mostrar os corruptos filmes violentos com travestis e prostitutas, mas isso é algo tão de segundo plano que acaba aparecendo somente ao final para entendermos, de forma que o miolo se desgarra completamente do começo, e chega a ser decepcionante todo o restante para quem for pela sinopse interessante ou pela pegada do começo da trama, pois tudo desaba, vira uma imensa novela cheia de personagens que levam nada a lugar algum, e o resultado final é daqueles que ficamos perguntando pra que então colocar preto e branco, pra quê ter um fotograma menor, nada se justifica, e assim sendo, é melhor nem ver.

Sobre as atuações, a protagonista até tem um estilo bem colocado, de modo que se tivessem trabalhado mais suas cenas, e não colocado mais uma tonelada de personagens, o filme até seria bem conduzido por ela, e sendo assim Diana Lein se saiu bem com sua Aída, mas nada também que faça querermos ver outros filmes seus, mas ao menos fez boas expressões nos momentos marcantes da trama. Inicialmente o personagem de Irving Peña parecia ser meio inútil para a trama, mas depois ele começou a aparecer demais, e seu Vicente entrega um pouco mais de atitude, mas nada ao final apenas vemos que ele era inútil mesmo, e só foi colocado por ser um galã na produção. César Romero conseguiu enganar muito com sua Marta, de forma que só ao final imaginamos que não fosse uma mulher em cena, e com isso o resultado até mudou bem a formatação, ou seja, foi muito bem em cena, e acertou muito. Já Cesar Ramos teve tão poucas cenas, fazendo alguns atos meio que jogados, que sequer pensamos na sua importância para a trama, de forma que seu Gilberto é jogado demais, e precisariam ter trabalhado melhor o personagem, ou seja, não fez o que precisava para chamar atenção. Quanto aos demais, melhor nem comentar.

No conceito visual, a trama tem uma estética interessante em preto e branco, mas nada que fosse surpreendente, e aliás não vemos nenhum motivo para a trama ser vista dessa forma, talvez para nos enganar um pouco as falhas visuais, as locações e os buracos do filme, mas de resto não é nada que importe muito, e com isso o filme soa até estranho, mas brincaram bastante com objetos cênicos precisos como fitas VHS, fotos e objetos de jornalismo, de forma que o filme tem até uma característica policial envolvente, mas ainda assim, o filme é falho demais.

Enfim, é um filme longuíssimo com duas horas e meia de enrolação, tem um ritmo lentíssimo que cansa mais do que agrada, e nessa enrolação toda aparecem tantos personagens, tantas mini tramas, que como disse no começo, mais parece que estamos vendo uma novela compactada do que um filme realmente, e sendo assim não recomendo ele nem para o meu pior inimigo, ou seja, nem deem play nele que é melhor. Bem é isso pessoal, eu fico por aqui hoje, mas volto em breve com mais textos, então abraços e até logo mais.

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Netflix - Paradise Beach

12/31/2019 01:11:00 AM |

Não era bem assim que queria estar escrevendo do meu 300° filme do ano, mas se você quer uma dica valiosa: fuja do filme "Paradise Beach" da Netflix, mas não é um fuja simples, é um FUJAAAAA!!!! Pois você certamente já viu nem que seja um capítulo ao menos de uma novela mexicana ou argentina dessas que passavam e passam ainda no SBT, se não, também não perca seu tempo, mas apenas digo que o filme em questão que estreou já tem um tempo na Netflix, que na época coloquei em minha lista por achar interessante o tema de briga de gangues, conseguiu o feitio de ser 100x pior que qualquer novela mexicana. Com amarrações beirando as mais bobas possíveis, com acontecimentos jogados, e principalmente com um dos finais mais idiotas possíveis, de tal forma que conferimos o filme falando "ah vá!" a cada momento, para no final soltar um "poutz!" de nível maior, pois não tem como relevar as besteiras feitas, de forma que até os atores parecem estar inconformados com o que estão fazendo em cena, e fechar com digamos um final realmente sem sobrar nada foi a ideia mais xucra que qualquer diretor do mundo pudesse sonhar. Ou seja, uma tremenda bomba daquelas que não tem com defender.

O longa nos conta que um grupo de ex-assaltantes vivem dias tranquilos trabalhando como negociadores na paradisíaca província de Phuket, na Tailândia. Porém, quando Mehdi, o homem que costumava ser seu chefe, sai da prisão em busca de um acerto de contas, eles têm sua nova vida perfeita ameaçada.

Sempre que um diretor se supera eu digo que devemos ficar de olho no que ele pode nos proporcionar mais para frente, mas aqui digo que fico até com medo de ver qualquer filme de Xavier Durringer, pois ainda estou tentando pensar no que ele queria que pensássemos em sua trama, pois começa do nada, tem um miolo bagunçado e fora de eixo total, e um final sem nexo algum com qualquer uma das pontas da história, ou seja, pode até ser que tenham cortado erroneamente algumas partes e o corte final tenha ficado ruim, mas não tem como, pois beirou o amador completo, coisa que ele não é. Ou seja, o diretor e roteirista pode até ter tido uma ideia brilhante, pois a proposta de uma vingança pessoal quando saísse da cadeia após 15 anos, e ver que todos usufruíram do dinheiro e agora não tem nada para poder lhe ajudar é bacana, mas toda a loucura no meio nem na novela mais pirada conseguiriam colocar os diversos pontos jogados, e não tem como defender de forma alguma, sendo algo que vai até fora do conceito de loucura.

Quanto das atuações, diria que nem os atores souberam direito o que estavam fazendo, tanto que em uma cena num clube de strip-tease vemos um deles dançando uma música aleatória de uma forma completamente bizarra, ou seja, algo completamente non-sense. Vemos o protagonista Sami Bouajila fazendo seu Mehdi com nuances e olhares tão fora do comum que parece estar desinteressado pela trama, e mesmo nos seus atos mais fortes parece estar perdido, ou seja, é melhor nem falar do restante.

Filmado em Pucket na Tailândia ao menos o conceito visual da trama é bem bonito de ver, com praias paradisíacas (ah vá, o nome do filme é esse!), casas bem interessantes, e clubes cheios de luzes (mas de moças dançando tão sem vontade que aff - precisavam ver "As Golpistas" pra ver como se dança em um clube!), mas as cenas de violência são tão jogadas que os tiros soam mais falsos que os episódios do Chaves, aonde o tiro nem está saindo e a pessoa já está se jogando, ou seja, podiam ter ido muito além.

Enfim, não é um filme, mas sim um ato terrorista de nível máximo para quem for conferir ele na Netflix, mas sabe o que é pior? 36000 pessoas pagaram ingresso na França para ver o filme, sendo um fiasco na bilheteria, mas deveriam devolver o dinheiro para esses pobres, pois foram iludidos! Ou seja, depois de tudo o que falei, se você ainda quiser conferir, boa perca de tempo, afinal o tempo é seu. Bem é isso pessoal, fico por aqui hoje, encerrando os filmes de 2019, mas volto mais tarde com a Retrospectiva do ano, afinal, o pior longa acho que já tenho o nome. Então abraços e até breve.

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Netflix - Shanghai Fortress

10/17/2019 12:42:00 AM |

Já vi muitas bombas bem produzidas no cinema, mas geralmente na Netflix tinha visto apenas bombas de baixo orçamento, e com "Shanghai Fortress" que nem se preocuparam em dar um nome nacional, e certamente colocariam como algo do tipo "A Última Fortaleza" que por acaso fica em Xangai na China, os produtores conseguiram gastar muita grana para fazer um filme cheio de efeitos, muita ação, mas que sem um roteiro que pudéssemos acreditar em algo (chega a ser algo que não dá para pensar numa fonte de energia com nome estranho, roubada dos aliens, que agora voltaram para levar de volta destruindo todas as cidades do mundo que tiveram um pouco da energia), e ainda por cima juntar um romance adolescente entre adultos com canções melodramáticas de fundo foi a gota d'água para desanimar do começo ao fim. Ou seja, tiro, correria, romance sem fundamento, mais tiro, mais gritaria, aliens robóticos pulando pra todo lado, naves, mais romance não correspondido, tudo destruído, mortes, choro no romance, e fim. Resumi o filme em poucas palavras para que quem estiver lendo consiga economizar 107 minutos de sua vida procurando qualquer outro filme na plataforma, pois esse ninguém merece ver mesmo.

A sinopse bem básica nos conta que numa Xangai futurista, um jovem apaixonado por uma militar de alta patente faz parte de um grupo de jovens heróis que lutam para defender a humanidade contra uma força extraterrestre que planeia extrair a fonte de energia da Terra.

Chega ser até difícil pensar em falar algo que não seja desanimador do filme, mas não dá, a trama do diretor Hua-Tao Teng é digna de grandiosos filmes no estilo que Michael Bay e Roland Emmerich fazem, de grandiosas destruições, de muitas batalhas e tudo mais, porém o roteiro é tão desastrado que não conseguimos compreender bem nada do que foi feito, como se o filme fosse algum tipo de continuação que foi apenas jogada aqui, e sem saber o que está acontecendo ainda pega e colocar um romance no ar, mas não, o filme não é uma continuação de nada, pois ao final ainda vemos o jovem se candidatando para a guerra numa montagem mais bizarra ainda, ou seja, é um filme sem nexo algum, bagunçado, que apenas tendo efeitos grandiosos resulta em algo chato que mais irrita do que agrada, e por estar em uma plataforma que basta apertar um botão você já muda de filme (diferente de caso estivesse num cinema que as pessoas precisam pagar para ver outro filme), vai ser bem fácil ver aqueles que arriscarem ver o filme não terminar ele de tão ruim que é, ou seja, era melhor ter estruturado uma história que víssemos a formação das energias, conhecêssemos um pouco mais dos aliens, entrasse a parte final da paixonite do jovem pela sua companheira de escola, e aí sim o filme sem exageros funcionaria um pouco melhor, mas da forma que foi montado, não salva nem as explosões, ou melhor, essas devem ter salvo o longa na China quando foi exibido em salas com poltronas que chacoalham, pois só assim pro filme ficar emocionante.

Nem vou falar nada das atuações, pois são nomes dificílimos de digitar, e ninguém conseguiu um mínimo de destaque possível para merecer que eu falasse seu nome pelo menos, todos fazendo caras e bocas estranhas, o protagonista com olhar sempre de apaixonado bobo, mesmo quando está atirando, os amigos correndo e gritando, e os líderes parecendo num ânimo monstruoso que nem que tivessem todos mortos fariam caras tão ruins, ou seja, deprimente.

Não posso dizer que a equipe de arte tenha nos dado um show visual ao menos, pois o filme é quase que 100% computacional, e tirando os humanos em cena, o restante tudo é bem artificial e chega a causar um incômodo com o exagero da quantidade de naves que colocaram em cena, pois nem nos grandes filmes espaciais colocaram em batalha a quantidade de naves, drones e vilões atacando, parecendo quase que uma batalha de "Senhor dos Anéis" no ar, ou seja, um filme com um visual bem metálico, com alguns tons em roxo para dar uma diferenciada nos vilões, mas nada que chegue a ser surpreendente visualmente, ou seja, um filme rebuscado que força demais.

Enfim, não tem como salvar praticamente nada na trama, sendo exagerado visualmente, com uma trilha confusa misturando romance nas cenas fortes, tecnologia sendo jogada para todos os lados, e principalmente com uma história sem muito fundamento, ou seja, não tenho como recomendar ele para ninguém de forma alguma. Bem é isso, fico por aqui hoje, mas volto em breve com mais textos, então abraços e até logo mais pessoal.

PS: vou dar 1 por gostar de algumas cenas de amizade entre os personagens, mas nada além disso.

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Milagre

4/08/2019 11:28:00 PM |

Basicamente o documentário mais raso que já vi em minha vida! Essa pode ser a melhor definição de "Milagre", aonde através das teorias malucas formatadas pelo filósofo Olavo de Carvalho, juntamente com seus seguidores tentando expor que tudo na vida pode ser considerado um milagre, e justificando que a ciência estuda apenas parte dos fatos, não justificando cada ato em si, mas sim apenas uma parte, o resultado passa a ser justificável, e mereceria ter um motivo (no caso algo miraculoso) de acontecer se analisado a história completa de tudo acontecer, e que sem bases não teriam como chegar a uma prova física e/ou material. Ou seja, um longa bem arbitrário, que entrega tantas informações que como uma senhora que estava atrás de mim afirmou, somente lendo tudo o que foi falado para talvez concordar com algo dali, mas a falação contínua, com uma música de fundo alta, e imagens aleatórias flutuantes cansam tanto, que não tem como acreditar em nada ali, e como profundo defensor da ciência, não consigo sequer pensar num filme mais absurdo possível, pois até acredito em milagres, já vi muita coisa estranha acontecer, mas da forma irreal entregue aqui como uma verdade absoluta, não tem condições. Ou seja, um filme fraco de conteúdo, que com uma forma fraca e cansativa não consegue levar nada a lugar algum.

A sinopse nos conta que apesar dos milagres serem o elemento central da fé cristã, atualmente, são poucos os que se propõem a adentrar o tema. Através de conversas com pensadores como Olavo de Carvalho, Raphael de Paola e Wolfgang Smith, o diretor Mauro Ventura inicia uma investigação filosófica acerca desse fenômeno, com o objetivo de dissecá-lo de forma profunda e desvendar os seus enigmas para a contemporaneidade.

Bem, olhando agora a filmografia do diretor Mauro Ventura consigo entender sua fixação por Olavo de Carvalho, tendo praticamente a vida toda fazendo documentários embasados na obra do filósofo moderno, e assim podemos dizer facilmente que mesmo seu documentário não entregando nada que faça o público comum acreditar no que diz, afinal o longa foi feito somente para pessoas que acreditam nas teorias olavistas, ele fez com base no que acredita, e sendo assim o resultado para ele, e talvez para o público-alvo funcione.

Agora analisando a forma técnica, diria que o maior erro da trama é cansar o público, pois é somente composto por três entrevistados falando de forma calma e cansativa para uma câmera centralizada, a qual provavelmente está o entrevistador na frente, canções ainda mais cansativas espectrais que praticamente nos embalam, e imagens aleatórias de igrejas, imagens santas, paisagens, entre outras voando com as pessoas e as músicas rolando, ou seja, quase uma apresentação de powerpoint motivacional que fazem nas empresas, e sendo assim, o trabalho feito pela edição beira o amadorismo puro.

Enfim, uma obra que não vale o tempo perdido na sala do cinema, ao menos para quem acredita em qualquer fato científico que já foi comprovado até mesmo numa aula de ciências básicas, e que talvez lendo tudo o que foi dito até dê para acreditar em uma ou duas teses principalmente de Wolfgang, mas dos demais, é abusar de nossa inteligência. E sendo assim, peço que economizem para filmes melhores que virão, pois é jogar dinheiro fora vendo esse documentário. Bem é isso pessoal, fico por aqui hoje, não vou me alongar falando de algo que não tem como, mas volto na quarta já falando das estreias da próxima semana, então abraços e até logo mais.

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Crô em Família

9/08/2018 12:39:00 AM |

Pois bem, costumo falar que se o primeiro filme já foi ruim, nem devemos dar chance para continuações, pois a chance de uma bomba vir em níveis gigantescos é bem alta, mas como não sou coach de diretores, sempre tem uns malucos que acham que se deu bilheteria, devem arriscar mesmo que todos que viram tenham saído reclamando. Ou seja, como disse para um amigo, o personagem Crô na novela "Fina Estampa" caiu como uma luva para dar o tom cômico bem colocado, fez a fama de Marcelo Serrado ir para as alturas, e claro acabou gerando um filme, no caso "Crô, o Filme", e nesse embora tenha sido muito forçado, ainda conseguiu forçadamente fazer o público rir, mas agora com sua continuação mais absurda impossível em "Crô em Família", o resultado foi lastimável, com uma sala praticamente vazia em pleno feriado, e ninguém rindo de nada na sessão, ou seja, vergonhoso ver o nível de filme sem história alguma, com personagens caricatos falando bordões, e nada que fosse realmente divertido, ou seja, completamente esquecível.

O longa nos conta que já famoso, bombado e dono da própria escola de etiqueta e finesse, Crô se vê, no entanto, sozinho e sem família. Carente e vulnerável, acaba ficando à mercê de supostos parentes, Orlando, Marinalva, Luane, Nando e Liz, cujas intenções não parecem ser das melhores. Ao lado das inseparáveis Geni, Magda e Jurema ativa aluna emergente, mas sempre desviando do veneno da pérfida colunista Carlota Valdez, Crô embarcará numa aventura repleta de pinta para descobrir a sua verdadeira família.

Já disse diversas vezes que se tem algo que não gosto é falar mal de diretores/filmes brasileiros, pois como produtor de formação, tenho de valorizar e torcer sempre para que cada dia melhorem nossa produção nacional, e claro nossos filmes rendam cada vez mais, mas aqui infelizmente não tem como elogiar nada do que a diretora Cininha de Paula fez, pegando um personagem divertido e caricato que foi muito bem em uma novela em 2011, que teve seu filme bem visto em 2013, mas que aqui virou um show de esquetes jogadas, que muitas vezes até parece não ter nenhuma conexão, com espaços pulados realmente, de modo a parecer até cortes mal-feitos. Ou seja, tivemos algo exagerado, cheio de gírias para todos os lados, que acabou não conseguindo convencer, nem criar uma história que envolvesse realmente, de modo que o único ponto mais satisfatório, e que já era esperado foram as últimas cenas, que tiveram um aprofundamento mais bacana e que mesmo não sendo divertido funcionou exatamente como Mel Maia diz no trailer: "está parecendo final de novela!", e sendo assim respondo para a Mel, não pareceu final de novela, mas sim uma novela completa de 25ª categoria, que metade do público acabou dispersando por falta de interesse, e só voltou a assistir no fim para saber o final.

Sobre as atuações, é fato que Marcelo Serrado domina completamente o personagem de Crô, que praticamente todos os trejeitos e expressividades lhe caem com primor, e que ele a cada filme incorpora mais gírias gays na personalidade, dando um ar moderno para a produção, e felizmente ele faz esse estereótipo bem colocado, que até passa bem longe de muitos gays que conhecemos, mas como um personagem até acaba sendo engraçado de ver, mas aqui ele forçou tanto que chegou até sair do eixo um pouco, não sendo agradável na forma de esquete, e mesmo nos momentos que até riríamos do que ele faz, o resultado acaba soando tosco, ou seja, não funciona. Jefferson Schroeder foi mais bem colocado com sua Geni, e embora seja um personagem bem secundário que a todo momento aparece, ele acabou dando um bom tom para cada momento seu. Arlete Salles e Tonico Pereira caíram bem na entrega de seus Marinalva e Orlando, fazendo tradicionais picaretas que vemos em diversas novelas, armando planos mirabolantes e caricatos, mas nada que fosse impressionante de ver. Quanto aos demais, a maioria faz figurações bem espalhadas, tendo uma ou outra frase mais chamativa, de modo que Mel Maia acaba quase sem falas para sua Liz, tendo uma certa expressividade maior nas cenas finais, e a colunista exageradíssima vivida por Monique Alfradique até tentou chamar atenção, mas de nada fez, tirando a cena de duelo que realmente foi a única que me fez rir.

No conceito cênico a trama foi toda trabalhada nas situações da escola de etiqueta, e claro da mansão do protagonista, sempre brincando de congelar as cenas e de turvar sua visão enxergando outras coisas nas cenas tradicionais, e brincando com figurinos bem coloridos tanto para o trabalho quanto para suas caminhadas, o filme até tem bons elementos visuais, mas de nada adianta para algo que foi feito em cima quase de algo cheio de esquetes. A fotografia não quis ousar e entregou um longa quase sem sombras, com poucas nuances e nem optou por brincar com o colorido ao menos para fazer rir, de modo que pareceu um trabalho bem jogado da equipe.

Enfim, um filme que mais do que não recomendar, digo que devam evitar, pois vai que decidam fazer um terceiro, e aí o risco é alto demais, e volto a dizer, que o cinema nacional sim continua crescendo e fazendo bons longas, mas sempre tem um ponto fora da curva para atrapalhar, e o de 2018 certamente já está eleito aqui. Bem é isso pessoal, fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais um texto, então abraços e até logo mais.

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Vingança (Revenge)

6/09/2018 07:10:00 PM |

Sempre vejo alguns trailers e roteiros com a tentativa de criar algo do estilo de "Doce Vingança", que embora seja bem sujo, possui uma ideia de terror perfeita, mas raramente vejo os filmes serem lançados no cinema, geralmente indo para  o home-vídeo ou online, mas agora finalmente eis que aparece uma ideia francesa para a trama, e certamente já me animei achando que "Vingança" seria um longa bem envolvente, com uma boa história e tudo mais, mas posso dizer com todas as letras que é a maior bomba possível, péssimo e que não se aproveita nada, a não ser quem goste de filmes com muito sangue e história alguma, aonde coisas falsas vão acontecendo a cada instante num rumo de absurdos tão imenso que a vontade de sair da sala só aumentava a cada nova cena, mas esperei até o fim, para algo mais ridículo ainda, ou seja, uma real porcaria sem limites, que não tenho nem como recomendar para o meu pior inimigo.

A sinopse nos conta que três homens casados e ricos fazem anualmente uma espécie de caçada no deserto. Desta vez, um dos empresários decide trazer sua amante. Quando ela é abandonada para morrer devido a uma série de acontecimentos, eles terão que lidar com as consequências de uma mulher que busca vingança.

A tentativa da diretora estreante Coralie Fargeat em mostrar a força feminina e desenvolver uma trama realmente suja de terror até era bem válida, porém ela necessitava colocar um pouco mais de realismo nos acontecimentos da trama de seu roteiro, e não apenas inserir cenas nojentas com muito sangue, mas sem base alguma, de tal maneira que o filme começa falso, cheio de ângulos diferentes de filmagem apenas para criar vértices mais clássicos e diferenciados, depois sucede diálogos bobos e jogados, até ocorrer "o" acontecimento é a bizarrice cair matando para todos os lados, de modo que vamos só nos irritando com cada cena, e nada de produtivo, ou melhor, de convincente acontece, mas se essa era a ideia, foi realizada, e com muito péssimo gosto.

Sobre as atuações, temos homens machões e paspalhos, que nem em "Esqueceram de Mim", os vilões falharam tanto, e uma mulher que inicialmente parece uma bonequinha, mas que vira o McGyver com uma droga na cabeça, ou seja, uma bagunça completa de caras e bocas completamente sem fundamentos. Matilda Lutz até tentou ser impactante com sua Jen, de modo que entrega cenas sensuais, e também se mostra quase uma perita em armas de guerra, mas o maior problema são suas caras forçadas, e isso não teve jeito, só rindo mesmo para não chorar. Kevin Janssens, inicialmente parece o amante perfeito com seu Richard, mas na sequência já invoca um olhar monstruoso e só fica com trejeitos marcados e estranhos, falando jogado e mantendo a pose, mas sem nada efetivo realmente. Vincent Colombe literalmente fez papel de bobo com seu Stan, de modo que seus gritinhos de medo beiram o ridículo, e se isso estava no roteiro era melhor ter pensado em outra forma de mostrar na telona. Guillaume Bouchède foi o enfeite da trama, sendo o gordão inútil Dimitri, mas seu momento péssimo já é com ele morto em algumas horas surgindo como um corpo em decomposição de dias, ou seja, péssimo.

No contexto cênico até tentaram enfeitar o doce, com uma casa bem chique no meio do deserto, cheia de tecnologia, mas praticamente tudo das mortes ocorre no meio da terra desértica, ou seja, apenas um gasto para enfeitar e nada mais, mas tirando esse detalhe arrumaram boas armas e um figurino de vingadores realmente para a moça, só esqueceram de avisar o público que não faça isso em casa, pois uma latinha em alto relevo de cerveja, se esquentada pode cauterizar uma ferida imensa na frente e ainda lhe dar uma tatuagem, mas como o buraco das costas foi tampado, sem explicações, deixa que o absurdo domine. A fotografia foi razoável, afinal o tom desértico deu uma cor bacana avermelhada para a trama e nas cenas noturnas o fogo e lanternas fizeram a vez, mas nada que impressione muito.

Enfim, péssimo com todas as letras, de maneira que não tem como recomendar de forma alguma. Então vamos logo para mais um longa francês, agora do Festival Varilux, que a garantia de ser melhor é muito maior. Então abraços e até logo mais.

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A Noiva (The Bride) (Nevesta)

11/04/2017 02:38:00 AM |

Alguns dizem ser difícil fazer um bom filme de terror, e há também aqueles que é difícil aparecer algo completamente ruim do gênero, mas a tentativa da Rússia de fazer algo aterrorizador passou bem longe com "A Noiva", pois certamente é o pior filme que já vi em anos, com falhas grotescas de cortes inusitados, atores despreparados fazendo cara de paisagem em cenas bizarras, um teor de terror falso que não assusta nem causa estranheza, e por aí vai, com tudo o que você possa imaginar de falhas (e ainda para ajudar a ficar um pouco pior, a versão legendada é dublada em inglês, para daí colocarem a legenda em português, ou seja, vozes completamente bizarras conseguiram deixar algo que já era ruim, numa tragédia). O mais engraçado é que se o filme ficasse lá no contexto de época do começo da trama, aonde mostraram as técnicas de fotos de mortos com olhos pintados, e o terror pairasse ali, certamente seria daqueles filmes de arrepiar a espinha, pois já dá para brincar muito com o terror de imagens fotográficas, ainda mais com mortos ali com suas cabeças caindo para o lado, mas foram colocar algo atual na trama, o resultado ficou vexaminoso e com um final que induz a um segundo filme (por favor não deixem que isso aconteça), mas digo mais, está já em pré-produção a versão americana da trama, ou seja, será que vão conseguir fazer algo melhorado, ou a tragédia irá continuar no nível hard de destruição? Façam suas apostas!!

A sinopse nos conta que Nastya é uma jovem mulher que viaja com seu futuro marido para a casa da família dele. Logo após chegar, ela percebe que a visita pode ter sido um erro terrível. Rodeada por pessoas estranhas, ela passa a ter visões horríveis à medida que a família do seu futuro esposo a prepara para uma tradicional cerimônia de casamento eslava.

Chega a ser difícil falar algo do longa sem ser: "é uma furada, fuja!", e acabar o texto por aqui mesmo, mas vamos tentar pontuar alguns detalhes a mais para não ser tão direto ao ponto. Sei bem que a escola russa de cinema é estranha, mas pouquíssimos longas de lá chegam até aqui comercialmente nos cinemas (afinal é tudo muito estranho para conseguir vender ingressos!), mas nesse ano mesmo já conseguiram com um "leve" sucesso lançar um longa de super-heróis estranhos, então porque não tentar a sorte também com um terror, o problema é que mesmo tendo muitos clichês que até gostamos de ver em longas do estilo, como cenas escuras, sustos previsíveis, uma casa "assombrada", pessoas com mentalidade da época feudal que quer queimar tudo e todos para salvar-se do mal, e por aí vai, a trama não consegue ser conclusiva, de modo que o diretor Svyatoslav Podgaevskiy (que dificuldade escrever esse nome!!) ficou jogando tudo na tela sem muita coerência, cortando conforme lhe vinha na cabeça (apenas como exemplo, temos a cena das crianças quebrando o quadro eliminada e na sequência apenas a mãe pegando e dando bronca neles, sem ao menos termos um barulho de algo quebrando!!), e assim sendo, não tem como elogiar nada do trabalho que ele tentou fazer, soando estranho e sem nexo.

Quanto das atuações, nem vou falar novamente da dublagem americana com ruídos de gravação de nível duvidoso, o que posso falar de cara é que a garota Victoria Agalakova estava mais perdida que tudo no cenário, correndo sem parar as vezes, e em outros momentos sua Nastya parecia sem ação parada esperando falarem ação e nada de fazer nem expressões de medo, ou seja, desorientada total. Vyacheslav Chepurchenko entregou um Vanya (sim é nome masculino isso!!) que conseguiu ser uma mistura ruim de todos os personagens sem expressão de "Crepúsculo" com um charme inexistente que só ele se achava em cena balançando seus cabelos lisos, ou seja, dá vontade de pedir pra Noiva do Mal matar ele logo!! Os demais personagens realmente chegam a dar medo de feios e estranhos, pois aparecem do nada, estão com figurinos antigos destroçados, cabelos desgrenhados e tudo mais bizarro que você possa pensar, mas não fazem nada além de aparecer do nada, sem sustos falsos, de maneira totalmente previsível, o que acaba sendo bem ruim, ou seja, tirando a noiva que aparece somente no finzinho para aterrorizar tudo, que sim, essa possui uma certa expressividade e um grito bem forte, o restante é quase parte cenográfica da trama.

Dentro do conceito cênico, a trama até teve um trabalho bem elaborado com relação a figurino de época (que para grande espanto se manteve na atualidade dentro da casa!), uma casa com bons túneis (mas com uma parede tão fácil de ser destruída, que ficamos pensando, porque raios ninguém nunca destruiu tudo ali), mas uma falha imensa na cena final, afinal se a casa é toda de madeira, com muito papel de parede, porque raios novamente ela não pegou fogo? Ou seja, a equipe de arte até trabalhou de maneira considerável, mas o diretor não ajudou a desenvolver tudo o que fizeram. E quanto da fotografia, chega a ser decepcionante o exagero de cenas totalmente escuras, com fumaça cênica aparecendo para todo lado, chuva que só cai em determinado ponto, ou seja, a equipe tentou criar iluminações pontuais para causar, mas falhou imensamente.

Enfim, é daqueles filmes que mesmo você sendo super-corajoso e amando longas de terror, deve passar bem longe, pois a chance de xingar a cada 5 minutos, é altíssima, mas quem quiser fazer isso, esse é o filme! Portanto não tem como recomendar nada dele, que mesmo tendo alguns leves pontos positivos como citei acima, nenhum conseguiu melhorar a nota que irei dar para a trama, se tornando sem dúvida o pior filme do ano até agora, e como estamos beirando o fim, acho difícil aparecer algum que supere ele. Bem é isso pessoal, fico por aqui hoje, mas ainda faltam algumas estreias para conferir, então abraços e até breve.

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