Netflix - A Desconhecida (La desconocida) (The Marked Woman)

6/07/2026 10:26:00 PM |

Costumo dizer que gosto muito de suspenses, mas o que gosto mesmo são de filmes com reviravoltas que me surpreenda, pois do contrário o resultado acaba ficando apenas morno na tela, faltando o famoso impacto para que seja lembrado depois como um filmão realmente. E hoje queria muito um filme que me trouxesse um impacto interessante, mas desisti de caçar e parei no longa "A Desconhecida" da Netflix, que até tem uma boa pegada de suspense, mas entrega tudo com uma facilidade, que acaba não indo muito além na tela. Não estou dizendo que seja um filme ruim, pois até tem bons momentos na tela, mas faltou trabalhar um algo a mais para que os personagens impactassem na tela, e levasse o público a desejar mais da investigação, o que acaba não ocorrendo.

O longa acompanha a investigação de um caso liderado pela detetive Anna Ripoll, após a descoberta de uma mulher, amordaçada e amarrada, dentro de um contêiner no porto de Barcelona, ​​incapaz de se lembrar de quem é ou como chegou lá. Anna, juntamente com o policial Quique Zárate, embarca numa corrida contra o tempo para descobrir a identidade da mulher desconhecida e os segredos ocultos em sua memória.

Diria que o diretor Gabe Ibáñez foi bem sucinto com o que desejava entregar, e isso em um suspense é o maior erro possível, pois você deve deixar a história fluir sozinha, e deixar que o mistério em si seja desenvolvido, e aqui ele já foi entregando tudo muito antes da hora, não deixando que o público visse ou se surpreendesse com cada situação. Ou seja, acabou rolando na tela daqueles filmes que você não fica esperando as coisas acontecerem, pois elas já acontecem sozinhas bem antes de tudo, e isso acabou pesando na mão do diretor. Claro que não é um filme que dava para causar tanto, mas ainda assim dava para impactar mais com poucos ajustes.

Quanto das atuações, senti que faltou desenvolver um pouco mais a personagem de Anna Ripoll para o que Candela Peña entregou na tela, pois ok o lance de ter perdido o irmão com um suicídio, mas a atriz e a personagem tinham algo a mais para contar, ficando meio que subjetivo demais para algo que geraria talvez alguns frutos na tela, mas tirando esse detalhe, a atriz foi bem no estilo e chamou muito o filme para si. Ana Rujas trabalhou sua desconhecida com traquejos realmente de quem perde a memória e fica misteriosa para tudo, sendo até bem bacana suas cenas de lutas junto da entrega que faz, ou seja, trabalhou bem para que suas expressões fossem reais dentro do que o filme pedia. Já Pol López fez seu Zárate um pouco impulsivo demais, de modo que demorou para que o público conseguisse se conectar com ele, mas o ator foi tão bom, que mesmo ele não sendo um policial "bonzinho" acabou conquistando com sua entrega. Quanto aos demais, a maioria ficou meio que jogado na tela, e até mesmo os "vilões" não encantaram, valendo um leve destaque para Carlos Troya com seu Enric trabalhando como um bom parceiro para a protagonista.

Visualmente o longa teve alguns atos interessantes, principalmente para o clima dentro dos containers, mostrando ali atos de tortura e também dos transportes de tráfico de pessoas, tivemos alguns momentos em hotéis mais escondidos de uma Barcelona bem diferente da maioria dos filmes, cenas nos portos com um iate simples, mas bem colocado, e até uma loja de flores de fachada, mas o que mais chegou a surpreender foi o tamanho da delegacia de investigações, com uma tonelada de policiais e a jovem podendo andar tranquilamente por lá, ficando um pouco meio fora de contexto.

Enfim, foi um bom passatempo para o domingo, mas para quem desejava algo bem mais imponente na tela, com um suspense mesmo que impactasse, o resultado acabou ficando mediano demais, ou seja, não é ruim, mas não vá conferir esperando algo cheio de mistérios, que não vai rolar. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais dicas, então abraços e até breve.


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Netflix - Risa e o Telefone do Vento (Risa y la Cabina del Viento) (Risa and the Wind Phone)

6/06/2026 01:27:00 AM |

Se tem algo que me deixa bem feliz é pegar um filme aleatório ao abrir a plataforma de streaming, geralmente quando a abro pensando em dar play em algum outro que vi a propaganda, e acertar a mão, ser daqueles que você quer e precisa ver no momento certo, e hoje nem ia ver nada, pois já tava tarde, o dia foi pesado, mas algo me apeteceu ao ver na Netflix, "Risa e o Telefone do Vento", pois parecia algo que estava me chamando para dar o play, e sem saber nada dele arrisquei. E por incrível que pareça o longa é bem disso, de um telefone sem fios nem nada, que passa a tocar de madrugada e apenas uma garotinha escota o barulho, e ao atender passa a ter conexões com o outro lado da vida, com pessoas que morreram num incêndio na cidade e querem passar suas mensagens para seus familiares, isso tudo além dela querer saber mais sobre seu pai que também morreu no incêndio segundo sua mãe. Ou seja, é um filme direto, sem muitos vértices, mas que acaba sendo amplo pela conexão da garota com o vizinho maltrapilho que passa a cuidar dela enquanto a mãe trabalha, os pedidos e conexões que a jovem faz com as pessoas que vai dar os recados, e sendo sutil e bem bonito de acompanhar, a obra argentina mostra que não precisa enfeitar muito o doce para que ele seja saboroso, basta entregar aquilo que esperam dele, e assim foi esse longa, ao menos para mim, pois me chamou assim como o telefone chama a garotinha, e me encantou.

A sinopse é simples e direta nos contando que após perder o pai em um incêndio trágico, Risa, de 10 anos, descobre um telefone público abandonado que lhe permite falar com os mortos. Cada um deles tem um desejo, um pedido, algo a resolver. Se Risa os ajudar com seus assuntos inacabados no mundo dos vivos, eles permitirão que ela realize seu desejo impossível: falar com o pai uma última vez.

O diretor Juan Cabral soube criar uma trama tão leve e cheia de nuances que o filme tinha daqueles textos que poderia dar muito errado na tela e ficar pesado e até seco demais, mas abrilhantou ele para que ficasse com uma sensibilidade bem encaixada e brincasse com o evento para um lado que não chega a ser uma conexão de amizade em si, mas algo maior e mais humano entre os protagonistas e suas dinâmicas, de modo que sabemos o quanto o povo latino tem uma conexão maior com a morte e seus conflitos, que alegoricamente funciona muito bem em todos os sentidos, e aqui acabou sendo agradável e gostoso de ver. Claro que tivemos alguns momentos que ele até tentou forçar o choro do público, e já disse isso algumas vezes que é o famoso golpe baixo, pois várias tramas conseguem fazer isso sem precisar de apelo, mas como não é algo errado, o resultado acaba funcionando bastante, mostrando que é um diretor que temos de ficar de olho com o que ainda pode entregar.

Quanto das atuações, num primeiro momento não tinha chegado a me conectar com Elena Romero, pois parecia seca demais em relação a tudo o que tinha para vivenciar, porém foi se soltando tão rapidamente que sua Risa acaba nos abraçando dentro de sua síntese, sendo simples e com boas nuances para emocionar e agradar, de modo que talvez precise ainda melhorar algumas intensidades de olhares, mas tem futuro. Agora Diego Peretti entrou com seu Esteban em cena parecendo não dar nada para o filme, porém foi se desenvolvendo dando tantas nuances para seu personagem, que só vai impactando mais, ao ponto que sua cena no chão da casa é algo tão brilhante que marca e mostra que o ator é daqueles que vai voar demais ainda. Ainda tivemos outros personagens como o garotinho Manuel da Silva com seu Milo também bem emocional na dinâmica, entre outros que foram se conectando com a garotinha, valendo um leve destaque para a mãe vivida por Cazzu, mas nada que impactasse realmente para as dinâmicas completas do filme.

Visualmente o longa teve uma formatação bem bonita de acompanhar, mostrando uma cidade quase que abandonada na tela, com poucas casas, algumas destruídas ainda, a casa da protagonista bem simples, a do vizinho ainda mais degradada, e claro o morro com a cabine solitária, sem fios e tudo mais, mas acompanhada de uma árvore sobrevivente com a forma da passagem do vendo empurrando os galhos para um lado só deu todo um charme para que os momentos fossem intensos ali, além claro dos diversos atos aonde a garotinha vai em cada casa ou lugar passar as mensagens das famílias contando com elementos e marcações bem chamativas.

Enfim, é um filme que me surpreendeu na essência, que conseguiu me envolver e até emocionar em alguns momentos, sendo interessante pela ideia e bem desenvolvido na tela, valendo a indicação com certeza para todos que gostam do estilo. Então fica a dica e eu fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais dicas, então abraços e até logo mais.


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Todo Mundo em Pânico (Scary Movie)

6/05/2026 10:15:00 AM |

Uma das franquias que nunca fui muito fã é "Todo Mundo Em Pânico" principalmente pelo estilo de humor exagerado e forçado, e também por muitas vezes zoarem alguns filmes que nem tinha visto, porém o trailer desse novo lançamento me chamou a atenção e cá que fui conferir hoje a sessão. Claro que fui esperando ver várias zoeiras possíveis e impossíveis com todos os filmes de terror que tivemos nos últimos anos, e até esperava ver várias esquetes soltas sem rolar um filme linear em si, como costumeiramente ocorre, porém fui surpreendido nesse sentido, pois fizeram algo bem mais conectado, aonde conseguiram desenvolver os vários filmes dentro de uma trama única, aonde alguns casos até me fizeram rir, mas ainda assim bem longe de ser daqueles que você sai impactado com algo imponente. Ou seja, é o filme que quem vai conferir sabe o que vai encontrar, então diria que alguns amigos críticos estão pegando pesado com o longa, pois não sei o que esperavam ver diferente do que acabaram entregando.

O longa se passa 26 anos depois de um quarteto tão especial, formado por Shorty, Ray, Cindy e Brenda, conseguirem fugir de um assassino mascarado já bem conhecido que está louco para capturá-los. Agora, eles estão novamente na mira desse vilão, que fará as maiores zombarias do mundo para tentar pegar eles. Em uma trama repleta de ironia, nenhum remake, prequel, requel, spin-off e sequência estará a salvo. O terror moderno e os clichês atuais do cinema serão impiedosamente ridicularizados nesta comédia hilária e nostálgica.

O diretor Michael Tiddes pode se dizer grande amigo dos Wayans, afinal já dirigiu várias obras deles, começando em 2013 com "Inatividade Paranormal" e depois seguindo com vários outros exemplares, e o estilo dele é o básico sem grandes desenvolturas, aonde aqui priorizou a volta da base principal dos protagonistas originais da saga, então vemos pegadas bem colocadas e divertidas que fazem rir usando o artifício de forçar a barra, mas ainda assim funciona, e como disse no começo a grande sacada foi criar um filme mesmo e não apenas ir jogando as esquetes com as paródias de vários filmes de terror. Ou seja, os roteiristas foram bem criativos para conseguir conectar tudo em uma trama só e o diretor soube brincar bem com isso, fazendo com que o filme funcionasse bem na tela, claro sem deixar de lado as famosas frases e sacadas da franquia, o que acabou agradando de certo modo sem que ficasse fraco de ideias.

Não é um filme aonde tenha que elogiar ou pesar a mão para falar das atuações, pois não é o estilo de filme assim, mas foi bacana ver o elenco completo reunido com Marlon e Shawn Wayans, Anna Faris e Regina Hall brincando com seus tradicionais papéis de Shorty, Ray, Cindy e Brenda. E também tivemos a trama toda em cima de Olivia Rose Keegan com sua Sara e Savannah Lee Nassif com sua Waldinha ou Tuesday para ficar melhor na tela. Ou seja, não vou entrar em detalhes, mas cada personagem foi bem usado, não tendo aqueles que fossem apenas jogados na tela, e a grande diversão pro Brasil sem dúvida é a sátira do longa "A Substância" que de dentro da personagem sai alguém que gostamos muito.

Visualmente o longa brincou com as facetas dos vários filmes de terror que trabalharam, desde "Pecadores", "A Substância", "Terrifier", "Michael", "A Hora do Mal", "Premonição", entre vários outros, tendo a grande base claro nas versões de "Pânico" com as casas, ligações e tudo mais, sendo um trabalho bem grande da equipe de arte, mas que conseguiram conectar tudo e claro usar boas referências nos cenários para que reconhecêssemos de cara cada filme, sem precisar ficar explicando o que estavam mostrando, ou seja, a equipe de arte trabalhou bastante.

Enfim, está bem longe de ser algo perfeito, principalmente por ser uma comédia que força o riso, mas ao menos consegue entreter bem, e claro que os fãs da franquia irão amar cada minuto de tela, ou seja, é o famoso filme que mesmo sem grandes técnicas ou textos acaba agradando o público-alvo, então fica a dica para quem for conferir. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais dicas, então abraços e até logo mais.


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Mestres do Universo (Masters of the Universe)

6/04/2026 02:24:00 AM |

Assim como a maioria dos meninos dos anos 80/90 tive os bonecos do He-Man (sempre desejando o castelo, mas caro demais, fiquei sem!), assistia aos desenhos e até tive coragem de assistir ao filme com o Dolph Lundgren, mas estava com poucas expectativas para o que veria no novo "Mestres do Universo", principalmente por achar que iriam fazer algo bobo demais, e hoje ao conferir vi sim um exagero gigantesco de piadinhas, mas os desenhos também tinham esse estilão de sacadas irônicas e piadas duplas bem encaixadas, porém souberam trabalhar a trama de um modo tão fantasioso, que convence como deve acontecer em tramas de heróis, pois não queremos ver algo que faça muito sentido na tela (embora a Marvel tenha nos convencido de que seria normal tudo rolar por aqui!), mas sim uma trama que relembre as lutas que vimos na infância, que entregue a essência mágica e cheia de desenvolturas, contando com boas lutas, e claro personagens para ver agora os colecionáveis voltar para essa nova geração. Ou seja, é um filme que funciona demais para os fãs dos personagens, e que talvez a molecada atual pegue a ideia para se divertir, pois ficou melhor do que o esperado, mas ainda assim, longe de ser uma obra prima.

O longa nos mostra que após ficarem separados por 15 anos, a Espada do Poder conduz o Príncipe Adam de volta a Eternia, onde ele descobre seu lar devastado sob o domínio perverso de Esqueleto. Para salvar sua família e seu mundo, Adam precisa unir forças com seus aliados mais próximos, Teela e Duncan / Mentor, e aceitar seu verdadeiro destino como He-Man — o homem mais poderoso do universo.

É interessante ver o trabalho do diretor Travis Knight, pois esse é apenas seu terceiro longa na função, e todos foram bem trabalhados, porém fica nítido que suas escolhas remetem bem ao momento de sua infância, e assim sendo ele não quis fazer uma trama realista transportando para o mundo real os personagens como muitos fariam, mas sim usar uma base na Terra bem rápida para logo em seguida já irmos para Eternia, e sabendo usar de muitos efeitos, maquiagens, figurinos, computação, lutas, voos e tudo mais que fosse possível para dar um ar fantasioso bem encaixado, aonde toda a essência funcionasse do começo ao fim, o acerto veio muito bem acompanhado, afinal o excesso de piadas até pode tentar tirar o brilho de uma produção mais bem trabalhada, mas certamente para próximas produções de personagens dos anos 80 irão procurar ele, pois fez algo diferenciado e bacana de ver na tela.

Quanto das atuações, diria que Nicholas Galitzine ainda não me convenceu como ator de grandes papeis, e aqui seu Adam é tão bobinho, que mesmo quando se transforma em He-Man ainda parece não ser o brucutu que esperamos ver batendo nos vilões e levantando coisas para tudo que é lugar, fora que deixa a espada cair tantas vezes longe do personagem, que se os vilões fossem mais espertos era só pegar e dar sumiço, ou seja, faltou um pouco mais de presença para ir além na tela. Já Camila Mendes até deu uma boa personalidade para sua Teela, pulando e rolando com muita classe, e sendo interessante de ver a idade da personagem na trama, pois no desenho parecia mais velha, e aqui ficou mais pareado com a idade de He-Man para ter apenas clima de par romântico, ou seja, a atriz se jogou literalmente para o papel, fez bons trejeitos e agradou. Muita gente estava com medo de Jared Leto destruir o personagem Esqueleto, afinal sabemos da fama do ator, mas aqui poderia ser colocado qualquer um por trás de tanta maquiagem, computação gráfica e até mudança de voz, ou seja, o personagem em si ficou muito bom, com a pegada de vilão imponente e ao mesmo tempo bobo como era no desenho, e assim agradou, mas o ator nem passou pelo set de gravação se duvidar. Já um ator que gosto dos traquejos e sempre domina seus momentos é Idris Elba, de modo que aqui seu Duncan tem pegada, tem atos divertidos e consegue agradar sem precisar ir muito além, agradando com poucas imposições, e fazendo tudo para chamar atenção sem sobrepor o protagonista, ou seja, foi bem demais. Ainda tivemos muitos outros bons personagens entre os vilões e também entre os guerreiros de Eternia, mas nem tanto pelas atuações e sim pelo saudosismo da infância sendo bem representada na tela em live-action, e assim sendo posso dizer que funcionou.

Visualmente a equipe de arte trabalhou bastante para conseguir fazer uma Eternia ampla, colorida e mágica pela descrição do protagonista sobre como era seu mundo quando saiu de lá e veio para a Terra, depois tivemos a invasão do Esqueleto e a destruição total que quando ele volta já temos mais atos em cavernas e ambientes mais escuros e densos, também tivemos alguns momentos na Terra no apartamento do protagonista dividido com um amigo, muitos desenhos de criança, e também o escritório de RH que o protagonista trabalha (aliás uma grande sacada para com o desenho que sempre finalizava com conselhos sobre o episódio!), tivemos muitas lutas e efeitos bem imponentes, e principalmente uma equipe de figurino e maquiagem incrível que seja por computação ou próteses conseguiu representar tudo o que vimos do desenho na tela, ou seja, brilharam!

Enfim, é um longa bacana e bem funcional, que para a galera dos anos 80 vai ser um deslumbre de saudosismo, que mesmo exagerando um pouco nas piadas vai conseguir agradar, já a galera mais nova, talvez se conecte bem com os personagens, não sendo algo que vai impactar muito, mas ainda assim a Mattel deve voltar a vender bons colecionáveis (para não falar bonequinhos) dos personagens. Detalhe, o longa tem 3 cenas no meio e no fim dos créditos, aparecendo personagens que faltaram no longa e foram colocados ali para quem sabe virem nas continuações, então fique na sala e confira. E é isso meus amigos, eu fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais dicas, então abraços e até logo mais.


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Cansei de Ser Nerd

6/02/2026 12:44:00 AM |

Uma das principais coisas que me incomoda ao ver um filme é ele tentar ser engraçado e não conseguir, e já disse diversas vezes que a comédia é o estilo mais difícil de acertar a mão, principalmente em uma estreia, afinal cada pessoa vai rir de algo e muitas vezes o que é engraçado para você não vai ser pra mim. Mas inegavelmente o longa "Cansei de Ser Nerd" tem todos os traquejos clássicos de algum trabalho de final de curso de cinema, aonde alguém teve uma ideia maluca, contou para alguns amigos, que aí foram jogando mais ideias malucas, e no final acabou resultando no que vemos na tela, aonde até entretém com as loucuras todas, mas não chega a lugar algum, e de tão maluco acaba sendo razoável de ver. Ou seja, é daqueles filmes que você se pergunta o que está fazendo ali, mas que fica esperando chegar a algum lugar, e no fim você sai se perguntando se realmente pagou todos os pecados que tinha, pois falta comicidade, falta senso para a situação toda, e nem dá para pensar se alguém mais experiente conseguiria arrumar o longa, pois não acontece.

O longa nos mostra que nerd inveterado, Aírton foi o principal suspeito do sumiço e suposto assassinato de uma colega, nos tempos da faculdade. Hoje, 20 anos depois, ele decide reencontrar toda a turma na festa de reencontro da graduação para, enfim, provar sua inocência. Mais que isso, ele planeja revelar que os "populares", hoje integrantes de uma banda new wave de sucesso, são os verdadeiros culpados pela morte da estudante. E, pior, que eles a mataram em um ritual em busca de fama. Convicto disso, Aírton intima seu grande amigo e aliado, Ulisses, para ir com ele. O plano está armado: desmascarar uma seita bem louca, provar sua inocência e recuperar o amor de Juliana, sua grande paixão

O diretor e roteirista Gualter Pupo trabalhou em muitas funções em alguns longas de sucesso e também fez alguns curtas e vídeos musicais, porém aqui em sua estreia realmente em um longa-metragem como diretor acabou escolhendo um gênero que podia dar muito certo ou muito errado, que é a mistura do sobrenatural com a comédia, e aqui ficou inicialmente interessante, depois se desprendeu para algo meio sem sentido algum, ficando bizarro e se perdendo completamente dentro da ideia. Ou seja, é o famoso filme que se melhor lapidado na fase do roteiro até poderia chamar atenção mesmo sem fazer rir, mas que precisaria de alguém bem mais experiente para conseguir manter a essência e criar algo que chamasse mesmo para si para conseguir ir além e agradar.

Quanto das atuações, diria que o humor do ator Fernando Caruso pede coisas bem mais exageradas, e aqui os diálogos de seu Aírton até tentam soar engraçados para com o público que conhecer um pouco mais do mundo dos nerds, mas não se aprofunda, e principalmente não lhe dão a chance de forçar a barra como é seu estilo, e aí falta tudo para ir além. Já pelo contrário deram brecha para que Pedro Benevides se soltasse completamente com seu Ulisses, e assim sendo vemos algumas dinâmicas até que engraçadas dentro do possível com ele, mas nada que faça você gargalhar na sala do cinema, ao menos não desaponta. Agora alguém que mostrou um estilo chamativo e interessante de ver foi Bia Guedes com sua Juliana, até conseguindo dominar bem os momentos na tela, porém não foi tão aproveitada quanto poderia, e isso acabou não agradando. Quanto aos demais personagens, principalmente o pessoal da banda é melhor eu nem falar, pois pareciam perdidos em suas atuações, e isso demonstrou bem a falta de uma direção efetiva.

Visualmente foram bem espertos, pois a maioria das cenas são bem fechadas, não necessitando de grandes cenários e menos ainda de figurantes para todos os momentos, de modo que tiveram o quarto do protagonista, seus trabalhos com poucos equipamentos, depois uma mansão cheia de quartos e corredores, e claro toda a dinâmica do cubo que ficou bem interessante na tela, tendo ainda momentos de lutas com armas de tudo quanto é estilo, tendo um pouco menos de sangue do que deveria, mas que ao menos foi bem dinâmica. Agora as cenas com efeitos visuais estranhos misturando um preto meio que esverdeado com ranhuras e tudo mais para dar um elo de outra dimensão ficou estranho e não interessante como deveria ocorrer.

Enfim, é um filme com mais falhas do que acertos, e que principalmente faltou com o humor que precisava para chamar mais atenção, mas ainda assim quem quiser ver algo diferente dentro do cinema nacional, pode arriscar, só não espere sair totalmente feliz com o resultado. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais dicas, então abraços e até logo mais.


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A Revolução dos Bichos (Animal Farm)

6/01/2026 08:18:00 PM |

É interessante ver uma trama política como o livro clássico de George Orwell virar uma animação nas telonas, e claro que muitos adultos irão conferir esperando um algo a mais na telona, afinal "A Revolução dos Bichos" é daqueles livros que quem lê uma vez acaba indo para rumos tão filosóficos que provavelmente esperaria ver um caos mais intenso até mesmo em uma trama infantil. Porém quem entrar na sala e ver a primeira logo que diz "aprovado pela guilda Angel", já certamente irá brochar e saber que o longa não vai fazer a criançada ter uma mentalidade política pelo que verão na tela, mas ainda assim digo que a essência funcionou bem e acabou fluindo de forma inteligente e gostosa de conferir, sendo algo que até dá para refletir um pouco, mas sem precisar queimar alguma neurônios.

O longa é ambientado em uma fazenda, onde um movimento em busca da igualdade é sistematizado pelos animais. Inspirado no livro de George Orwell, a história mostra um movimento de revolução e poder, onde sob o comando dos porcos, uma fazenda perde parte de sua vitalidade. Entrando em uma ditadura implacável, os animais se reúnem para lutar prelos próprios direitos.

Quem leu meu primeiro parágrafo pode até ter se assustado um pouco, mas já lhes dou alguma felicidade dizendo que é um longa dirigido por Andy Serkis, ou seja, tem personalidade na tela, e o resultado final consegue ter uma boa essência em cima do clássico livro, e assim sendo vemos que o diretor quis brincar na tela sem precisar de um aprofundamento maior, e assim vemos a pegada conflitiva de lideranças, vemos a corrupção pelo poder e até mesmo o trabalhar até morrer, mas de um modo mais lúdico que funciona para os pequenos tentarem (se quiserem) pensar um pouco mais de como funcionará a vida adulta.

Quanto dos personagens, um ponto bem satisfatório foi escolherem dubladores imponentes para a trama, e assim o tom caiu muito bem para as vozes originais que eram de um elenco fenomenal, e assim vemos o porquinho sonhador com Sortudo tentando melhorar, mas caindo na lábia do líder manipulador Napoleão, vemos o cavalo trabalhador de nível máximo que Sansão faz pela fazenda, mas que acaba se acabando, e também tivemos os demais influenciáveis como as ovelhas repetidoras entre outros, sendo um bom filme aonde os personagens até cativam bem, mas que não chegam a serem marcantes como poderiam.

Visualmente o longa tem uma pegada meio fora dos padrões atuais que tem texturas e chamarizes mais bem desenhados, porém fizeram personagens carismáticos e com elementos bem chamativos principalmente no shopping e na tecnologia usada dos humanos vilões, que mostram algo bem parecido com Elon Musk, ou seja, tiveram boas dinâmicas que com um desenho mais rústico conseguiu criar personagens interessantes e ambientes mistos entre tecnológicos com os rurais, dando a dica das mudanças temporais.

Enfim, é uma animação um pouco diferente, mas que não foi tão diferenciada quanto poderia, afinal o texto de Orwell é pesadíssimo, e com um diretor que gosta de ousar, como é o caso de Serkis, dava para ter ido tão longe que faria as animações de adultos virarem filmes para bebês, ou seja, faltou pegada, mas ainda assim foi bacana de conferir, afinal pode ser que algumas crianças peguem um pouco da essência e a use futuramente. E é isso meus amigos, fico por aqui agora, mas vou arriscar mais um longa hoje, então abraços e até breve.


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Golpe Explosivo (Fuze)

6/01/2026 12:46:00 AM |

Acho bem interessante quando vou ao cinema e a história que parecia que já tinha visto umas mil vezes se desenrola de forma mais ampla e cheia de nuances, de modo que "Golpe Explosivo" poderia ser daqueles filmes tão enrolados, precisando explicar tudo para o público, enfeitando a vida de cada personagem para entendermos seus propósitos, mas não, o diretor simplesmente pôs tudo para acontecer, e depois que tudo se fechou de uma forma até bem condizente com a ideia, foi lá e criou um rápido epílogo para mostrar como aconteceu a conexão entre os principais, mas sem muitos enfeites ou dinâmicas. Ou seja, é o famoso passatempo gostoso de domingo, aonde a tensão acontece, as entregas acabam mostrando personalidades e situações que fazem com que apostemos em alguns personagens, e pronto, 98 bons minutos na telona.

O longa nos mostra que um grupo de assaltantes ousados aproveitam o caos generalizado quando uma bomba não detonada da Segunda Guerra Mundial é desenterrada de uma planta de construção civil. Uma operação policial intensa é colocada em ação para evacuar milhares de residentes do centro de Londres. Enquanto um grande transtorno é criado na cidade, um grupo de criminosos especialistas, liderados por Karalis, se esconde no sótão da zona de evacuação. Com os sistemas de emergência levados ao limite e a iminência de uma explosão, os ladrões dão início a um audacioso plano para roubar joias sob a distração do time de militares comandados por Will, mandado para o centro da confusão para investigar e desarmar a bomba.

Diria que o diretor David Mackenzie soube brincar bem com o roteiro que lhe foi dado, pois certamente nas mãos de alguns outros diretores veríamos um filme bem preso explicando a cada personagem que aparecesse suas objeções e dinâmicas para estar ali, mas ele escolheu desenvolver tudo bem direto, e isso economizou tempo de tela, e principalmente criou um certo mistério, pois se fossem apresentados saberíamos bem quem é quem, e isso é o que amplificou as possibilidades, embora com um elenco de atores mais conhecidos, a proposta ficou mais fechada na tela. Ou seja, vemos uma direção coerente, rápida e bem expressiva, que talvez pudesse ser até um pouco mais ousada, mas para isso o filme precisaria ser um pouco menos "previsível".

Quanto das atuações, Aaron Taylor-Johnson segurou bem o estilo durão como o desarmador de bombas do exército Will, de modo que seu estilo foi até um pouco forçado demais, pois acredito que o pessoal costuma usar algumas roupas mais apropriadas para o ato, e ali ele foi bem cru para a cena, sendo denso e ousando até que bem para chamar atenção com seus trejeitos. Do outro lado Theo James já fez seu Karalis cheio de traquejos e dinâmicas bem de pessoas audaciosas e destemidas, trabalhando bem suas cenas do roubo e depois das negociações, tendo atos bem marcados e cheios de nuances para impactar na tela. Outra que teve bastante destaque foi Gugu Mbatha-Raw com sua Zuzana, sendo a líder da polícia britânica foi cheia de momentos mais fechados e conseguiu soar marcante na tela. Ainda tivemos bons momentos com Sam Worthington com seu X também bem durão e impositivo para seus momentos com o protagonista, e Elham Ehsas fazendo um Rahim que fica bem claro de estar envolvido em algo, mas sem ficar entupindo aqui de spoilers, fica a dica ao menos para prestar atenção nele.

Visualmente a produção foi até que bem grandiosa de estilo, tendo uma escavação interessante aonde é encontrada a bomba, virando praticamente um campo do exército para a desativação, tivemos o prédio aonde os assaltantes descem para invadir o banco, ferramentas bem marcantes para quebrar a parede com geradores e tudo mais, tivemos a central da polícia com muitas imagens de câmeras de rua, que talvez poderiam ter pego a térmica um pouco antes, embora demore também para um gerador ficar fervente, tivemos cenas em parques e ruas, além de ao final algumas perseguições pelo campo e também as negociações das joias, ou seja, um longa cheio de ambientes na tela.

Enfim, é um filme que entretém bastante, que tem momentos tensos e divertidos, sendo daqueles passatempos bem encaixados para um bom domingo, aonde você vai para a sessão sem esperar nada e acaba satisfeito com o que vê, e assim acaba valendo a indicação, mesmo não sendo algo que lembraremos muito no futuro. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais dicas, então abraços e até logo mais.


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