O longa conta a história turbulenta do infame criminoso de bombas, passando de sua vida como prodígio matemático formado em Harvard até se tornar o terrorista famoso que ganhou os holofotes de todos os jornais com seus ataques violentos. O passado conturbado de Ted Kaczynski é revelado quando o criminoso é caçado pela agente do FBI Joanne Miller, demonstrando as consequências amedrontadoras do isolamento e da ambição.
Diria que o diretor Janus Metz melhorou muito seu estilo após os problemas de seu longa anterior, de modo que abandonou bem o estilo mais documental e focou nas dinâmicas mais ficcionais para que seu filme aqui fosse ainda baseado em fatos reais, mas tivesse aquele elo mais amplo para se desenvolver, de modo que vemos uma história cheia de facetas, e que usando do artifício da quebra temporal (duas histórias paralelas ocorrendo em épocas diferentes) conseguiu com que a trama tivesse personalidade e fosse até melhor vista talvez como dois filmes separados, mas que ao optar por juntá-los não deixou brechas para enrolações e acabou ficando até mais interessante do que aparentava. Ou seja, é um filme que faz você talvez ter um pouco de "pena" do terrorista pelo estilo entregue pela ótica do diretor, porém isso é algo muito comum nesse estilo true-crime, e assim sendo funcionou bem para o desenrolar completo. Aliás, diria que se juntar essas duas vertentes colocando no meio o outro longa que citei, forma melhor ainda toda a ideia do personagem principal.
Quanto das atuações, lá em 2017 já apostamos muito que se não desvirtuasse para caminhos ruins Jacob Tremblay viraria daqueles atores imponentes e cheios de personalidade, pois o garotinho tinha estilo e sabia muito bem se entregar para seus personagens, pois bem passaram-se 9 anos e cá estamos elogiando ele agora como um jovem ator mais promissor ainda, que facilmente veremos brigar por premiações maiores muito em breve, pois a entrega que deu para seu Theodore, ou melhor Ted Kaczynski, são tão intensas e marcantes, aonde vemos testes de personalidade e ele se entrega com olhares e dinâmicas tão presentes que acredito que os demais atores até ficaram receosos com o que estavam vendo ali em cena, ou seja, deu show. E olha que o longa ainda teve um Russell Crowe cheio de facetas para seu personagem Henry Murray, uma Annabelle Wallis belíssima e cheia de nuances com sua Christiana Morgan, e nos anos 90 tivemos uma Shailene Woodley com muita personalidade para sua Joanne Miller entrando em bons debates com Alexander Ludwig fazendo um Leo Driver mais explosivo, ou seja, um elenco de peso que funcionou muito durante todas as cenas.
Visualmente a equipe de arte trabalhou muito, afinal já teve o trabalho de criação dos anos 90 que não é muito diferente do de hoje, mas tem suas diferenças, criando as casas, cafeterias e departamentos de polícia, trabalhando com faxes e telefones comuns, além de decorações e figurinos, mas sem dúvida o trabalho gigante foi para os anos 50, para mostrar o jovem em Harward e os experimentos com polígrafos da época e muitos elementos para o estudo da personalidade, além de casas e quartos e claro festas requintadas, ou seja, conseguiram trabalhar com uma essência bem marcante e cheias de nuances para criar toda a tensão no ar e a desenvoltura dos personagens ficarem bem realistas nos ambientes.
Enfim, não é uma obra imponente da sétima arte que aplaudiríamos numa sessão de cinema, mas é tão bem atuada e desenvolvida que acaba causando algumas sensações estranhas, principalmente ao vivenciarmos um pouco mais da mente do personagem com as situações que viveu, e assim sendo o resultado acaba valendo a conferida e a indicação. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais dicas, então abraços e até logo mais.







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