O longa conta a história Diane Patterson, uma viúva vivendo um luto e que, ao ir atrás do filho para pedir ajuda nesse momento de dor, recebe uma recusa, e ele acaba optando por enviar seu assistente pessoal para ajudar com os preparativos. Agora, ela se vê obrigada a planejar o funeral do marido com um completo estranho, Jamie Simms. Enquanto enfrentam o luto e passam por situações estranhas e tragicômicas que envolvem a situação, segredos enterrados e ressentimentos antigos vêm à tona, mas a parceria entre eles se torna um improvável canal de conexão, risos e cura para essa mãe e seu filho adotivo inesperado.
É engraçado que já hesitei de dar play no longa anterior do diretor e roteirista Jim Rash uma tonelada de vezes, pois sempre passo por ele e acho que não vai me agradar, mas depois de conferir o longa de hoje acredito que devo dar uma chance para ele, pois aqui ele não mostrou apenas segurança nas escolhas de câmeras, mas soube trabalhar a personalidade dos atores para que eles se jogassem por completo no longa, afinal é o famoso filme de ator, aonde o diretor por vezes coloca a mão, mas aqui como ambos são muito bons no que fazem, só vemos mesmo a mão do diretor nos ângulos e nas dinâmicas escolhidas, pois tudo flui sozinho como seria numa peça teatral mesmo. Ou seja, o ponto forte do ex-ator é o roteiro, que aqui diria ter linhas brilhantes sobre a vida de muitas pessoas, que nas mãos dos dois excelentes atores virou uma arma apontada para a tela, aonde tudo funciona, tudo flui, e você não fica querendo por mais, pois acaba exatamente aonde deveria, sendo assim perfeito nesse sentido.
E como falei o filme é deles, dos dois atores, então já enalteci as atuações e volto a frisar que Allison Janney deu literalmente um show de interpretação com sua Diane, sabendo pontuar seus momentos fortes, criando as desenvolturas necessárias para cada momento, e principalmente se desenvolvendo na tela em algo que muitas vezes com outras atrizes precisaríamos de algo a mais na tela, e com ela não, pois pegou a personagem andando, deu vida, criou e impactou, e assim merece muito ser indicada com certeza pelo que fez. Não conhecia o ator Andrew Rannells, mesmo já tendo visto outros filmes que participou, de modo que achei ele visualmente muito parecido com Mark Wahlberg, mas com um estilo completamente diferente de atuação, e isso não é ruim, pois ele pegou seu Jamie com muita desenvoltura, foi criativo na entrega, e fez uma parceria com a protagonista com tanta conexão, que se não soubéssemos que é um filme diríamos que realmente aconteceu tudo entre eles ali em cena, e ele mostrou com olhares e dinâmicas tudo e mais um pouco, ou seja, agradou demais também.
Visualmente o longa não precisou de muito, sendo a casa da protagonista com basicamente tudo ocorrendo na sala e na cozinha, alguns momentos do lado de fora indo na igreja, numa loja de flores e no quintal da vizinha, mas a grande base sendo no interior da casa mesmo, com quadros e ambientes bem trabalhados para tudo, tendo claro o desfecho bem encaixado nos atos finais, mas sem precisar elaborar muito de técnicas, nem de elementos cênicos, pois o foco mesmo ficou nos dois, e claro nas mensagens do celular apitando, o que funcionou como alguns pontos de quebra, e o resultado agrada muito dessa forma.
Enfim, estou muito feliz de ter acertado no escuro o longa, pois não tinha visto nada sobre ele, e peguei no susto como algo para ver hoje, e o resultado não apenas me agradou como me encantou pela entrega dos personagens em um texto teoricamente difícil de lidar, mas que encaixou com personalidade e presença pelos dois bons atores, só talvez diminuiria um pouco mais alguns momentos para colocar alguns outros, mas nada que incomode na tela. Sendo assim fica a dica para a conferida, e como disse estarei torcendo pelas premiações. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais dicas, então abraços e até logo mais.







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