O longa nos mostra que Alice está falida, endividada e sem condições de manter a casa em pé. Sem grana e sem sossego, ela já tinha perdido as esperanças, até que Vadeco aparece: um marido de aluguel de boa lábia, jeito excêntrico e solução pra (quase) tudo, por um preço camarada. Mas quando o ex-marido de Alice foge da prisão disposto a virar a vida da família de cabeça para baixo, Vadeco descobre que, debaixo do jeito estabanado, mora um herói improvável... e talvez o único capaz de salvar aquela bagunça.
O estilo cômico do diretor e roteirista Paulo Fontenelle é bem mais próximo do pastelão forçado do que o de uma trama que faça você rir pelas situações e/ou piadas inseridas, de modo que ele atinge seu público alvo de um modo facílimo e irrita outro na mesma intensidade, afinal o simples pode ser mostrado de várias formas, e aqui o diretor não tenta ir mais além, ele apenas monta sua dinâmica que você já enxerga praticamente com menos de 10 minutos de filme, e ali ele vai brincando com piadas, com músicas e algumas dinâmicas, que volto a frisar, que fazem rir, e assim vemos as coisas acontecendo e nem esperamos nada demais, e ele vai além, faz toda uma traquitana no melhor estilo de "Esqueceram de Mim", brinca antes com a pegada de "Corra Que a Polícia Vem Aí"/"Austin Powers", e ali toda a trapalhada até se desenvolve, mas falta a originalidade, e aí ao não acontecer ele precisa apelar, o que acaba mais incomodando do que divertindo.
Quanto das atuações, me incomoda demais Maurício Manfrini querer ser um novo Didi Mocó com suas piadas/trejeitos bobinhas com segundas/terceiras intenções, e aqui seu Vadeco tem um estilo até com uma certa personalidade que pensei que fosse ir por outros caminhos, mas não consegue ir muito além, e isso pega quando precisa não ser apenas alguém bobo na tela, de modo que funciona para a proposta, mas dava fácil para criar ali um personagem marcante que lembraríamos muito em qualquer outra exibição. Há muito tempo atrás, Mariana Xavier tentava ser engraçada junto de Paulo Gustavo, e mesmo ele dando todas as deixas possíveis a atriz/humorista não explodia com algo engraçado, então agora que não tem mais as deixas ela força, de modo que sua Alice tem uma pegada cômica sozinha pelo desenrolar da vida, e bastava fazer isso com um gracejo que agradaria demais, mas optou por gritar e se desesperar, o que nunca funciona na tela. Quanto aos demais, a maioria são personagens meio que bagunçados demais, tendo um leve destaque para Heitor Martinez com seu Roger por ser o antagonista de tudo, mas seus atos são simples demais para o resultado que a trama pedia mais.
Visualmente a trama fica dentro de uma mansão com vários problemas, tendo a TV passando somente o canal pet com a famosa cena dos frangos girando, tiveram alguns momentos em um motel que mais parecia um hotel com as acomodações, muitos momentos dentro de um carro, e claro toda a armação para pegar os bandidos com várias traquitanas bem montadas, aonde o filme até funciona de forma barata e simples, sem jogar muito com os patrocínios, o que é comum em tramas do estilo.
Enfim, é uma trama simples que resulta em um filme até que divertido, mas que quem não é fanático por dinâmicas mais forçadas com toda certeza irá se incomodar bastante com a entrega na tela, e assim sendo não é algo que posso recomendar para todos, mas quem for disposto a curtir ele a partir do dia 24/09 até vai gostar do que verá. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje agradecendo o pessoal da Imagem Filmes e da Sinny Assessoria pela cabine, mas volto em breve com mais textos, então abraços e até logo mais.







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