Diria que o diretor e roteirista Anthony Maras, que teve uma estreia perfeita em "Atentado ao Taj Mahal", subiu para a cabeça que pode fazer tudo, pois a regra máxima do cinema é que você não edita o que grava (tirando claro filmes com orçamentos bem menores), pois fica com dó de eliminar partes que não seriam tão necessárias, ou seja, fica deveras enrolação em algo que poderia ter mais dinâmica. Claro que o texto original de David Haig talvez seja mais centrado, mas diria que o diretor fez uma trama de guerra tão grandiosa para algo digamos "simples" que é o famoso vai chover ou não, que poderia ter dado um algo a mais na tela, poderia ter trabalhado alguns personagens extras para termos uma quebra maior, mas como não ocorreu, somente mesmo a trama acabou valendo no fechamento, afinal após o famoso ponto de virada de quase todo filme (uma boa chuva) que aí a trama engrena e encerra da forma como conhecemos a história. Continuo dizendo que não ficou ruim, mas dava para talvez nas mãos de um editor mais forte o longa acabaria tendo mais dinâmica, e assim Maras ainda seria lembrado como um diretor de impacto.
Quanto das atuações, não sei se o verdadeiro James Stagg era alguém tão metódico como o ator Andrew Scott acabou entregando na tela, mas a falta de carisma acaba pesando bastante na tela, pois o ator transformou ele em alguém chatíssimo que ninguém quer perto, e isso pesa em filmes desse estilo, pois como protagonista precisavam fazer dele talvez um herói, e não foi bem isso o que acabou acontecendo, mas ao menos o ator mostrou potencial nesse estilo. Já Brendan Fraser ficou um pouco caricato demais com seu Dwight 'Ike' Eisenhower, de modo que sabemos que ele é um tremendo ator, mas aqui forçou a barra demais como um comandante supremo, ao ponto que chega a incomodar em alguns momentos, e isso não é do feitio dele. Kerry Condon trabalhou sua Kay Summersby com um ar de empolgação mista com seriedade, de tal forma que em alguns momentos parecia uma puxa-saco gigante do comandante, e em outras parecia entregar um algo a mais, sendo meio que sutil demais nas entregas expressivas, e assim sendo ficou no meio do caminho demais. Agora Chris Messina fez de seu Irving Krick aquele personagem que se estivesse do lado dos alemães teria sido fuzilado na segunda interrupção ao chefe do departamento, de modo que chega a irritar seu ar egocêntrico, e isso mostrou o potencial do ator em incomodar com poucas cenas, sendo um feitio bem interessante. Ainda tivemos muitos outros personagens secundários, alguns com mais falas, outros com mais imposição, mas sem grandes destaques, tendo Damian Lewis apenas um pouco mais de imposição com seu Bernard 'Monty' Montgomery por ser quem enfrentava o comandante supremo quase que de igual para igual, mas como ator não foi muito além.
Visualmente a locação encontrada foi bem chamativa, como um grande castelo lotado de soldados e pesquisadores de tudo quanto é tipo, tendo salas bem trabalhadas, e claro, principalmente a equipe de meteorologia, mas são tantos papeis e reuniões, figurinos e uma imposição gigantesca que nem tem como se perder aonde olhar, sendo uma composição bem feita pela equipe de arte que junto depois das cenas de guerra, junto com imagens de arquivo e uma boa textura resultaram em algo que agrada muito acompanhar, e que até ajudou a não dar sono, pois repito que o filme é meio lento.
Enfim, é um filme que vale para conhecer a história, que tem uma pegada interessante, mas que é um tema que talvez poderia ser encaixado como subtrama de algo maior para que tivesse ritmo e personagens mais chamativos, pois da forma lenta e calma demais que foi entregue o resultado acabou pesando muito e demorando para acontecer realmente. Sendo assim fica como dica ver no cinema para conferir direto sem pausas, senão a chance de desistir dele antes do final (que é bem bom) é bem alta. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas vou conferir mais um hoje, então abraços e até logo mais.







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