No longa vemos uma advogada poderosa que precisa correr contra o tempo pelas ruas de Londres para salvar seu filho sequestrado. Durante a jornada, a protagonista é forçada a seguir os comandos de um misterioso interlocutor que, por meio de telefonemas enigmáticos, controla cada passo seu. Enquanto enfrenta desafios perigosos e decisões difíceis, a advogada tenta desvendar as intenções do sequestrador e recuperar seu filho. O filme promete ação intensa e uma história cheia de suspense.
O diretor Kevin Macdonald já mostrou que sabe fazer longas pesados e intensos, mas também mostra aqui que sabe desenvolver o básico bem feito, pois a trama não traz nada de muito novo no mundo do cinema, apenas um chantagista jogando contra alguém bem conectado no sistema, que hoje no mundo hacker sabemos o quão possível é ocorrer, e claro a pessoa ameaçada entrar no jogo. Até aí tudo bem, mas ele deu um algo a mais para que seu filme ficasse marcante, colocando uma atriz que já fez uma heroína para correr muito na tela, passar por algumas situações meio que bizarras e impossíveis, e assim a loucura frenética funcionar para a essência completa do longa. Ou seja, o diretor pegou um roteiro até que bem fácil de trabalhar, com conversas não muito elaboradas e uma ação desenfreada, e botou para executar no modo mais imponente possível e impossível, e assim conseguiu um longa fácil e gostoso para curtir sem esperar muito, mas como muitos foram assistir esperando outra obra-prima dele, as críticas estão desabando em cima.
Quanto das atuações, sabemos (e acredito que o diretor também sabia) que não dava para esperar muito de Gal Gadot a não ser que colocasse ela no nível máximo da adrenalina, pois ela não é daquelas atrizes que trabalham trejeitos e consegue envolver o público com diálogos, então o jeito era literalmente botar ela para correr com sua Maia, e nesse sentido ela entregou muito, mas quem for esperando ver ela cheia de expressões, trabalhando os diálogos, não vai ser aqui que vai ver. Já do outro lado do telefone, diria que Damian Lewis foi bem cheio das entonações, convincente do que queria e com uma personalidade tão forte que mesmo se você não tivesse filhos cairia no golpe do telefone com ele, pois o ator trabalhou muito bem as dinâmicas e conseguiu convencer bastante. Quanto aos demais, na maioria foram figurantes de luxo com meia dúzia de falas, então nem o garotinho dá para destacar.
Visualmente o longa passeia por vários bairros de Londres, praças, pontes e até mesmo dentro do metrô e de barcos, sendo praticamente um estilo de road-movie pela cidade em alta velocidade, não tendo tanta abertura para detalhes, mas tendo algumas loucuras como a da protagonista andando pelos trilhos eletrificados do metrô, e sobrevivendo a um pulo em cima de um barco turístico, mas se relevar dá para curtir a essência que colocaram na trama.
Enfim, é um filme simples, bem feito e que cumpre a proposta de uma trama de ação, que não se pode esperar nada além disso, fora como já disse no comecinho que já vimos uma tonelada de tramas bem semelhantes, então dê o play sabendo disso e tenha um bom passatempo. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais dicas, então abraços e até logo mais.







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