Da Magia à Sedução - Feitiço de Amor (Practical Magic 2)

9/12/2026 02:06:00 AM |

É engraçado que o original "Da Magia à Sedução" estreou há 28 anos e sequer lembrava de ter assistido ele (mais provável que não tenha visto por não ser propriamente um gênero que me agradava tanto), então hoje antes de ir para a sessão do novo "Da Magia à Sedução - Feitiço de Amor" resolvi dar o play nele na HBO Max antes de partir para o cinema, e foi bacana de conferir, pois mesmo o novo longa tendo uma explicação rápida no começo, deu para pegar o tom e rir depois de alguns defeitos, principalmente da abertura que ousaram colocar as atrizes agora já bem mais velhas como se fossem novinhas de uma cena logo que acaba o primeiro. Ou seja, não é obrigatório ter conferido, mas ajuda a entender algumas coisas, e dito isso, a única coisa que já falo de cara é que gostei mais do novo do que do antigo, principalmente por agora ter mais história para desenvolver e situações mais bem colocadas, afinal o gênero nos anos 90 era algo meio jogado, e agora já procuraram desenvolver melhor os personagens e suas situações. Sendo assim, a pegada aqui é mais cheia de firulas, não sendo tão bobinho, que claro tem ainda alguns defeitos técnicos, mas como entretém bem do começo ao final, o passatempo compensa.

O longa nos mostra que o tempo passou, mas Sally e Gillian ainda são assombradas pela maldição do clã Owen: todos que amam acabam morrendo. Agora, as duas devem confrontar poderes que ameaçam acabar com sua família de uma vez por todas.

Já disse outras vezes que o estilo da diretora Susanne Bier, pois ela tem o famoso costume de amplificar as histórias que pega, e por vezes acerta muito e em outros casos acaba criando algo que nem ela entendeu o que fez, e aqui eu diria que ela misturou as duas coisas em um único filme, tendo alguns atos muito certeiros, dando um viés bem maior para uma história que era simplesinha demais (como é o caso do primeiro filme, que não é dela!), mas também enfeitou demais algumas situações na tela, parecendo querer dar um caldo maior do que tinha em mãos. Ou seja, a diretora conseguiu fazer algo que era fraco melhorar muito, mas ainda assim poderia ter cortado um pouco para que a trama ficasse menor e mais dinâmica, pois tem muitos atos de enfeite apenas, aonde de 130 minutos com uns 100 ficaria redondinho na telona.

Quanto das atuações, tenho de falar que tentaram fazer na cena inicial as protagonistas parecerem ter a mesma idade de 28 anos atrás e ficou um pouco estranho, mas logo que o tempo passa (não sendo essa quantidade de tempo, por as garotas estarem em idades na casa dos 20 e poucos anos). Dito isso, posso falar que mesmo Sandra Bullock tendo aposentado alguns anos atrás, ainda tem o tino da atuação, conseguindo segurar bem a entrega de sua Sally, sendo sutil nos trejeitos e nas trapalhadas, e assim fazendo com que a personagem ainda tivesse o mesmo carisma, o que agrada bastante na tela. Se no primeiro filme a personagem Gillian de Nicole Kidman era daquelas que se jogava por completo, tendo um ar sexy meio explosivo, aqui ela ainda tenta ser sensual, mas bem mais contida, não se impondo tanto na tela, tendo ainda atos conflitivos, mas sendo sutil e com isso não parecendo nem a mesma personagem. Quem teve muito mais cenas aqui foi Joey King com sua Kylie, afinal a trama se volta bem mais sobre ela do que sobre as personagens antigas, e a jovem fez bem seus trejeitos emocionais e impulsivos dando um bom tom para a produção. Já Maisie Williams apenas apareceu com sua Antônia, recebeu o cachê e foi embora, fazendo cenas tão sem chamarizes que com certeza foram cortadas na edição. Quanto dos homens do filme, Xolo Maridueña começa bem, mas logo em seguida seu Gideon já entra na maldição, sobrando para Lee Pace fazer um professor meio bruxo todo charmoso e cheio de segundas intenções com seu Ian, e Solly McLeod segurou bem a onda com seu Tom, sendo explosivo nos atos necessários e simpático até tudo rolar. Ainda claro que vale a menção de Dianne Wiest e Stockard Channing voltando com suas Jet e Franny sendo bem simpáticas e chamativas nos poucos atos delas, mas ainda assim marcando presença.

Visualmente o longa tem boas entregas, tendo agora a casa pouco repaginada, meio como mantida do passado no meio de muitas outras, e já que a cidade saiu de uma pequena vila para uma metrópole, resolveram viajar logo para Londres e para uma outra cidade, tendo ainda uma pousada simpática da mãe do protagonista, e também algumas ruínas interessantes de uma mansão aonde vão rolar alguns bons atos de magia. Tivemos ainda alguns funerais, viagens de trem e até casamento na tela, ou seja, a equipe de arte trabalhou bastante, e o resultado agradou.

Enfim, é um filme simples e bem feito, que conseguiu melhorar bastante a entrega do anterior sem perder a essência cômica e romântica que o texto pedia, tendo bons atos de magia e dinâmicas interessantes de quase todos os personagens, resultando em algo simpático que dá para curtir bastante. Sendo assim fica a recomendação para a conferida, sem precisar ver o anterior, mas que se assistiu ou reviu vai ajudar a lembrar de algumas coisas. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais dicas, então abraços e até lá.


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