O longa acompanha como a vida de uma pacata cidade muda drasticamente quando um homem aparentemente amigável chega à vizinhança para trazer sorvetes aos pequenos moradores. Afinal, o que ninguém poderia imaginar é que o doce, na verdade, transformaria as crianças em assassinas sanguinárias que têm como missão exterminar os adultos das formas mais perversamente criativas. Apenas três crianças escapam da loucura por não consumirem o sorvete, e cabe a elas descobrir o mistério por trás do homem e como pará-lo antes que seja tarde demais.
Quem conhece o estilo do diretor e roteirista Eli Roth sabe que ele é um exemplo clássico do gore, que é ter sangue aos montes só que com muito mais sentido que o trash, então aqui diria que ele foi criativo na montagem e no desenvolvimento da trama, porém fazia tempo que não via algo com diálogos tão ruins na tela, e isso é o que mais pesa nas análises críticas mundo afora, então o que vemos é o famoso filme aonde quem curte apenas o visual, as bizarrices, as matanças e tudo mais vai curtir aos montes, já quem for esperando ver algo com uma síntese mais funcional acabará reclamando de cada detalhe. Ou seja, funciona visualmente, tem uma história "razoável", porém faltou trabalhar um pouco melhor o desenvolvimento para não ficar "bobinho" e apenas traumático para os atores mirins, mas como fui já esperando algo clássico do diretor, diria que me agradou.
Como disse os diálogos foram bem fracos, então também não deu para que os atores fossem muito além na tela, mas ao menos os jovens principais fizeram boas expressões de espanto e desespero, e conseguiram segurar a trama, algo difícil para os menores, de modo que Charlie Zeltzer pareceu até meio bobinho no início com seu Jared, mas depois conseguiu ter uma boa desenvoltura e agradou com o que fez. Da mesma forma, Kiori Mirza Waldman trouxe um ar leve para sua Mia, mas mostrou bons atos desesperada e fluiu nos atos de correria. E claro o jovem Shiloh O'Reilly trabalhou as sacadas de seu Tommy com um bom gingado e teve bons momentos na tela. Dos jovens adolescentes, usaram mais Sarah Abbott com uma Lizzie bem trabalhada corporalmente na sua cena de paralisia (meio engraçada, mas funcionando para a proposta) e meio bobinha de expressões, e Dylan Hawco fazendo um Chris bem cheio de traquejos que tenho até medo de ver como a dublagem colocou ele. Quanto aos adultos vale apenas os trejeitos do Sorveteiro que Ari Millen fez, e claro o restante foi bem picadinho que a equipe de próteses trabalhou muito para fazer suas devidas cópias.
E falando na equipe de próteses, e claro por consequência na direção de arte, um diretor que começou com bisnagas de ketchup agora gasta litros e mais litros de sangue artificial, pedaços humanos muito bem desenhados para causar realmente na tela, e literalmente bota o caos na cidade com incêndios, serras, bastões e tudo mais, seja nas casas ou na escola, fazendo com que os diversos jovens ficassem lambuzados na cara com os sorvetes coloridos e no corpo todo com a sanguinolência completa, ou seja, algo que o estilo gore adora mostrar e que funcionou muito bem na tela.
Enfim, é um longa que consegue chamar muita atenção e com muita certeza vai ter quem odeie ele, mas mesmo tendo muitos defeitos, o resultado geral consegue funcionar, e talvez o que pareça ser ruim era intencional para fazer o famoso burburinho, e assim sendo quem curte o estilo vai adorar e se divertir com tanta bizarrice na tela. E é isso pessoal, fica a dica e eu fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais textos, então abraços e até logo mais.







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