O filme mostra que antes de se tornar o primeiro presidente dos Estados Unidos, George Washington trilhou um caminho marcado por desafios, coragem e liderança. O longa acompanha sua trajetória desde os primeiros anos como inspetor de terras até a ascensão como comandante militar durante a Guerra de Independência Americana. Entre batalhas decisivas, escolhas difíceis e o peso de conduzir uma nação em formação, o jovem líder molda o próprio destino e o de seu país. O filme revela a construção de um dos personagens mais influentes da história, destacando os acontecimentos que o levaram a conquistar a confiança popular e ser eleito, por unanimidade, o primeiro presidente americano.
Diria que o diretor e roteirista Jon Erwin trabalhou bem a história que tinha em mãos, pois trouxe para o público a História do começo dos EUA, mostrou o quanto o país vive de guerras desde os primórdios, e principalmente como não são bons de negociações, e isso sem precisar criticar com letras garrafais, sendo sutil e criando um filme gigante de essências e entregas, ou seja, fez uma trama com uma boa densidade, com diálogos bem encaixados, com ação na medida certa e uma produção rica de figurinos, de batalhas e de ambientes, e assim mostrou até bem mais do que todos os seus filmes anteriores, mostrando que tem potencial para fazer outros estilos sem serem apenas tramas religiosas.
Quanto das atuações o longa tem muitos personagens e atores imponentes que nem dá para ficar falando de todo mundo, mas o foco todo ficou em cima de William Franklyn-Miller com seu George Washington, e diria que o jovem foi um pouco cru demais para o papel que pedia alguém mais marcante, não sendo ruim o que ele faz, mas dava para terem trabalhado melhor ele para chamar mais atenção ou terem colocado algum ator mais chamativo, afinal o filme é do personagem, e assim posso afirmar que ele não errou na sua entrega completa, mas não impactou como poderia. Quanto aos demais, tivemos boas cenas marcantes com Ben Kingsley como o governador Robert Dinwiddie, tivemos Andy Serkis meio que caricato demais como o general Braddock, e até Mia Rodgers foi bem graciosa como Sally Cary, mas o grande destaque ficou com a parceria do protagonista com Leo Hanna com seu Gist cheio de desenvolturas e amizade em cena, e a imposição de Ryan Begay com seu meio-rei Tanacharison.
Visualmente o longa foi bem imponente na tela, tendo grandiosas cenas de batalhas com cavalos, tiros para todos os lados, armas de todos os estilos e tamanhos, muitos figurantes vestidos sejam de índios, franceses, exército do rei ou virginianos, foram bem detalhistas nas casas simples de fazenda e nos contrapontos dos palacetes aonde os ricos viviam e faziam suas festas, tivemos tabernas e muito mais também nos acampamentos e bons detalhes na construção do forte, mas o que mais faltou ao meu ver foi sangue, afinal morrem toneladas de soldados, e aparentemente eles apenas caiam no chão, ou seja, fizeram um filme mais light do que algo pegado realmente na tela.
Enfim, não sabia o que esperar do longa, então acabei gostando bastante do que vi na tela, sendo uma produção grandiosa, cheia de boas nuances, que talvez poderia até ter sido melhor com um protagonista mais imponente, mas ainda assim funcionou bastante dentro da História contada, e assim acaba valendo a conferida. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais dicas, então abraços e até logo mais.







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