Código: Vingança (Mutiny)

9/11/2026 12:29:00 AM |

Costumo dizer que se um filme tem Jason Statham no elenco já podemos ir na sessão esperando no mínimo metade das cenas com pancadarias e muita entrega dele na telona, e isso não é ruim, afinal virou praticamente uma marca sua e o resultado (principalmente para quem for esperando isso) funciona demais. E com "Código: Vingança" não foi diferente, aliás o longa abriu um leque até grande demais de interações e pancadarias no meio do oceano dentro de um cargueiro gigante que por vezes fiquei tentando entender para que rumos iria a história, não parecendo ter muito a ver com a abertura, mas depois de todo o desenrolar o resultado acabou sendo funcional, mesmo que com 20 e tantos personagens a menos na tela. Ou seja, é um filme bem básico, aonde a história realmente do roteiro não deve passar de umas cinco páginas, e o restante foi tiros e lutas, então para quem gosta é um ótimo passatempo, desde que não espere nada além disso.

O longa gira em torno de Cole Reed, um veterano das Forças Especiais e ex-integrante da polícia de Nova York que, depois de anos lidando com traumas, passa a trabalhar como segurança particular. Sua vida muda completamente quando ele presencia o assassinato de seu chefe bilionário e é acusado pelo crime injustamente. Fugindo das autoridades e decidido a descobrir quem é o verdadeiro culpado pela morte, Reed embarca em um navio cargueiro para iniciar uma jornada solitária em busca de vingança. No entanto, quanto mais avança em sua missão, mais percebe que está no centro de uma conspiração internacional de alta periculosidade.

Um fator que gosto muito dos filmes do diretor Jean-François Richet é que ele não enrola o público, pois se o filme tem material para 95 minutos, não vai ser enchendo linguiça que vai ficar mais potente ou interessante, e aqui mesmo sendo algo com uma história "fraca", ele trabalhou ela até aonde dava para chegar e encerrou, botando literalmente o protagonista para sentar no barco e ficar paradinho após matar todos os "vilões". Ou seja, é o famoso que resolveu o problema vai lá e acaba, não colocando firulas nem muitas situações fora de eixo, e assim conseguindo funcionar de acordo. Claro que muitas coisas em filmes de pancadaria soam extremamente falsas, como mil tiros no protagonista não acertar ou machucar que fosse, e uma bala do protagonista consegue matar uns 3 pelo menos, mas isso é algo do estilo, então ele colocou o que precisava na tela e agradou.

Falar das atuações em um filme desse estilo é meio que uma piada pronta, afinal Jason Statham está lá apenas para socar e atirar nos vilões, de tal forma que seu Cole tem suas encaradas tradicionais e muita disposição nas lutas, sendo algo bacana de acompanhar e se divertir com a entrega, sem ficar esperando muitos diálogos, ou seja, faz o que sabe fazer. Gosto do estilo que Annabelle Wallis geralmente entrega para suas personagens, mas aqui ela acabou forçando um pouco a barra de sua Ellis, afinal é uma tripulante, e em certos momentos acabou lutando quase que na mesma proporção que o protagonista, ou seja, dava para ser mais calma na entrega. Já Roland Møller trabalhou trejeitos de vilão no melhor estilo com seu capitão Marko, sendo intenso e até engraçado em alguns atos, mas fez o que tinha de fazer dentro da trama, ou melhor, quase tudo, pois alguém com uma arma não vai lutar na mão com outra pessoa.

Visualmente a equipe de arte foi econômica sem jogar tudo para o alto, tendo um cargueiro com muitos ambientes para passearem no meio dos containers, em dutos de ar, na casa de máquinas e até na ponte de comando, tendo armas de tudo quanto é tipo para serem usadas e servindo o básico bem feitinho na tela.

Enfim, o longa está longe de ser algo memorável do ator, mas também passa bem longe de ser algo ruim de conferir, sendo daqueles passatempos rápidos efetivos na medida certa, então fica a dica para quem gosta de um simples que funciona do jeito que sabíamos que aconteceria. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais dicas, então abraços e até logo mais.


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