Confesso que não sou um extremo fã da escola de cinema italiana, pois suas comédias são bem exageradas e seus dramas geralmente são bem cansativos, mas ainda assim confiro os longas que surgem, afinal se dá para ver, vamos lá. Dito isso, hoje vi que entrou em cartaz na Netflix o filme "A Mão de Deus", que levou vários prêmios no Festival de Veneza e já foi indicado tanto ao Critics Choice quanto ao Globo de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro, então induzi que certamente era algo bem interessante e cheio de nuances, mas o resultado da trama é tão cansativo e monótono que por bem pouco não dormi conferindo a trama, pois até temos alguns atos interessantes sobre o desenvolvimento do garoto que aparentemente é a representação da juventude do diretor Paolo Sorrentino, mas não convence quem gosta de um pouco mais de dinâmica, ao ponto que tudo cansa, tudo parece forçado e se a juventude do rapaz foi dessa forma foi chata demais, e não chega a valer a conferida nem para quem é fã de filmes de festivais.
O longa conta a história do garoto Fabietto Schisa. Ambientada na tumultuada Nápoles da década de 1980, a trama é uma narrativa repleta de alegrias inesperadas, como a chegada da lenda do futebol Diego Maradona. Mas também não faltam tragédias. O destino faz a sua parte, misturando alegrias e tristezas, e o futuro de Fabietto está em jogo.
Conheço poucos filmes do diretor Paolo Sorrentino, mas como já disse outras vezes contar sua própria história ou adaptar algo parecido com ela é algo muito difícil de funcionar, afinal o ego vai lá em cima, tudo passa a ser um floreio que para você é bem explicado, mas para muitos não, e assim acaba sendo necessário entrar completamente no clima para curtir o que ele nos apresenta aqui, pois todo o sentido da trama tem uma figuração maior de pensamentos, tem um ar filosófico, tem toda a essência da juventude mais contida e retraída, e conforme tudo é mostrado até soa um certo ar bonito de ver, mas volto no ponto que falei no começo, é tudo muito lento e cansativo, tudo é monótono e abstrato, e assim mesmo com uma família bagunçada que muitos podem até enxergar um pouco como a sua, o resultado não vai muito além, sendo o clássico filme que só os críticos de arte amam, e o restante pula bem antes da metade, pois com 130 minutos, algo impactante mesmo só vai rolar perto dos 70 minutos.
Quanto das atuações, Filippo Scotti até trabalhou bem o ar pensativo meio deprimido meio confuso de Fabietto, não ousando muito, mas entregando personalidade ao menos, e assim até que consegue fazer com que o foco da trama ficasse todo nele, o que é ruim nesse caso, pois seu personagem é chato e outros chamariam mais atenção, dariam mais dinâmicas, e tudo mais, ou seja, é o famoso caso que torcemos para o protagonista sair de cena logo, o que não acontece. Quanto os demais, como aparecem pouco dando as conexões diferentes de mundo para o protagonista, diria que da família mesmo do garoto só é interessante de ver a loucura da tia Patrizia, vivida por Luisa Ranieri, mas mais por sua beleza corporal do que realmente pela atuação em si, e assim como o jovem tá bem no auge da adolescência é claro que ela vira sua musa, ainda tivemos cenas intensas com o traficante Armando vivido por Biagio Manna, que mostra a vida mais agitada e diferente para o garoto, e claro a Baronesa pelo ato mais chocante de ver acontecer aonde Betty Pedrazzi se entrega muito bem em cena.
Visualmente o longa até tem atos bem bonitos em Nápoles, mostra alguns jogos clássicos de Maradona, o fanatismo das pessoas vendo os jogos em varandas muito bem representado, temos carros dos anos 80 bem marcantes, a famosa TV com controle a cabo de vassoura, o simbolismo bem representado das filmagens da época referenciando a Fellini, mas mostrando outros diretores, colocando em pauta o teatro, as coisas bizarras dos almoços de famílias gigantes e tudo mais que certamente foi representativo para o diretor em sua juventude.
Enfim, é um filme com uma proposta até que boa, mas que falha no ritmo, entrega um estilo que só quem mudar de ar completamente vai acabar gostando e que infelizmente mais cansa do que agrada por completo, ao ponto que não dá para recomendar ele para ninguém. Sendo assim amanhã encaro algum outro filme melhor e volto aqui com um novo texto, então abraços e até logo mais.
Pois bem meus amigos, antes de mais nada, podem ler o textão tranquilamente que não vou soltar spoilers nenhum, apenas dizer que tudo o que você sempre sonhou em ver, você verá em "Homem-Aranha - Sem Volta Para Casa". Aliás será dificílimo falar de tudo o que preciso falar sem dizer algo importante, então muitos vão reclamar que meu texto estará estranhamente quebrado, mas não, apenas vou optar por omitir algumas informações para não estragar a experiência de ninguém, pois confesso que estava com muita expectativa para o filme, e felizmente todas elas foram superadas ao nível máximo, emocionando já desde a cena que nem faz parte do filme no começo de tudo com o Tom Holland pedindo para ninguém dar spoilers, até cada ato importante que o público aplaudiu durante a exibição do longa, e digo mais, esse é o estilo de filme que você tem de ir em uma sessão com fãs, pois a experiência é única, é gente ficando afobada do seu lado, aplaudindo atos que nem precisariam de aplausos (aliás quem tá recebendo os aplausos nem está ali para ouvir suas palmas, mas é legal pra caramba aplaudir junto!), aí você olha pro lado tem outro chorando emocionado, mas sem dúvida alguma o mais bacana de tudo é o sorriso estampado na cara de todos ao sair em manada da sala lotada, pois é isso que o filme entrega. Ou seja, é um filme incrível, com zero defeitos (posso estar empolgado demais falando isso e achar numa revisitada mais para frente um milhão de defeitos, mas aqui sempre estará minha primeira opinião), e que sem dúvida alguma é o maior fã-service que a Marvel já entregou, tendo tudo o que queríamos ver na tela, ou mencionado por algum personagem em algum momento, ou até mesmo na cena do meio dos créditos que referencia a um futuro filme (a pós-créditos é o teaser-trailer de "Doutor Estranho no Multiverso da Loucura"), sendo assim algo que quem for conferir e for fã de longas de heróis vai gostar, vibrar e curtir demais todo o momento.
A sinopse nos conta que Peter Parker precisará lidar com as consequências da sua identidade como o herói mais querido do mundo após ter sido revelada pela reportagem do Clarim Diário, com uma gravação feita por Mysterio no filme anterior. Incapaz de separar sua vida normal das aventuras de ser um super-herói, além de ter sua reputação arruinada por acharem que foi ele quem matou Mysterio e pondo em risco seus entes mais queridos, Parker pede ao Doutor Estranho para que todos esqueçam sua verdadeira identidade. Entretanto, o feitiço não sai como planejado e a situação torna-se ainda mais perigosa quando vilões de outras versões de Homem-Aranha de outros universos acabam indo para seu mundo. Agora, Peter não só deve deter vilões de suas outras versões, mas fazer com que eles voltem para seu universo original, mas também aprender que, com grandes poderes vem grandes responsabilidades como herói.
Claro que muito do sucesso se deve também ao diretor Jon Watts que foi muito corajoso em gravar um filme icônico, cheio de mistérios, gravando muitas cenas com atores separados e com falas sem saber o que estão gravando, e o melhor fazendo com que isso ficasse bem feito na montagem final, afinal poderia parecer até estranho falar com alguma coisa aleatória sobre algo sem saber o que é, mas são atores, a maioria já fez vários filmes de ação com efeitos especiais, então estão bem acostumados a gravar com fundos verdes e objetos estranhos em cena sem saber o que é cada detalhe, e o trabalho que fez na montagem e na execução de um roteiro repleto de surpresas e situações bem encaixadas foi algo que já pode assinar embaixo perfeição, pois dirigir três ótimos filmes encaixando muitos detalhes como é todo o Universo Marvel pensado por Kevin Feige em sua linha temporal monstruosa é algo que poucos conseguiriam, e ele fez finalizando com chave de ouro, que não só fecha bem a porta, como já prepara para novas aberturas futuras já que muito estava sendo falado sobre ser o último filme de Tom Holland no papel principal.
Quanto das atuações, Tom Holland cresceu demais desde que assumiu o papel do herói lá em 2016, sendo praticamente outro ator em cena, e melhorou tanto que parou até de dar spoilers em entrevistas como fazia na época e tiveram de lhe tirar os roteiros por inteiro para não vazar nada, e aqui o personagem também amadureceu muito, tendo de enfrentar dilemas e situações bem fortes com toda a confusão que causa, tendo cenas importantíssimas, diversos atos de impacto e diálogos bem trabalhados também, não sendo apenas algo para ficar pulando atirando teia e lutando, mas sim criando vértices, ou seja, o ator conseguiu ser carismático, divertido, e muito bem colocado, agradando demais. Benedict Cumberbatch entregou seu Doutor Estranho levemente estranho demais por errar um feitiço, tanto que apostamos algumas fichas que nem seria ele ali, mas também com toda a falação de Peter na cabeça, não tinha como alguém acertar algo, mas dito isso, o ator fez muitas cenas marcantes também, trabalhou sempre com a seriedade clássica de seu personagem, dando algumas ironias bem colocadas, e certamente dará show no seu novo filme do ano que vem, e aqui acho que até poderiam ter usado mais ele, mas foi bem ao menos no que fez. Sei que muita gente ama a atriz Zendaya, mas ainda não acho que seja a melhor atriz para o papel, ao ponto que aqui sua MJ fica ainda mais em segundo plano com todo o conflito, tendo sim alguns atos incríveis do papel, porém ainda acho ela sem muita expressão facial. Jacob Batalon está ainda mais solto com seu Ned, e suas expressões nas cenas mais intensas são divertidíssimas e muito bem colocadas, e mesmo mudando bem no final ainda foi bem expressivo e marcante de ver, ao ponto que vamos torcer por ele mais para frente mudar. Jon Fraveau e Marisa Tomei novamente tem boas cenas com seus Happy e May, ao ponto que Fraveau fica mais em segundo plano na maioria das cenas, e Tomei se entrega mais em várias cenas imponentes, mostrando ser uma atriz bem expressiva também. Quanto dos vilões, foi uma grata e maravilhosa volta de Willem Dafoe, Jamie Foxx e Alfred Molina nos papeis clássicos que fizeram no passado com seus Duende Verde/Norman Osborn, Electro/Max e Dr. Otto Octavius respectivamente, de forma que todos fizeram bons trejeitos, se encaixaram completamente bem na história e se desenvolveram bem, não sendo algo que quem não os conhece dos filmes antigos fique perdido, pois são devidamente apresentados e entraram muito bem no clima. J.K. Simmons veio com seu J.Jonah Jameson que tanto víamos nos desenhos de seu jornal Clarin Diário, perseguindo o Aranha em nível máximo, e o ator entregou exatamente como deveria ser, ou seja, deu o show que sabe fazer sempre. Quanto os demais, é melhor você ir conferir para saber!
Visualmente o longa é muito bem elaborado, tendo a maioria das cenas se passando no fundo Santo Sanctorum do Doutor Estranho, várias cenas nas ruas com o personagem fazendo sua rotina no meio do caos, saltando com sua teia, alguns bons atos no apartamento tecnológico do Happy, e outra grande parte numa estrutura de andaimes que já foi mostrada no trailer, ou seja, a equipe economizou uma boa grana em locações, mas deu uma trabalheira imensa para a equipe de computação com os atos de destruição e coisas caindo, ao ponto que temos muitos detalhes marcantes, vários atos icônicos e toda uma representatividade clássica dos quadrinhos, o que funcionou demais em todas as cenas. Quanto do 3D, por ser um filme bem escuro, o resultado funcionou bem demais, dando uma imersão grande e incrível de ver na sala Imax, de forma que temos alguns atos quase que 360° com o Aranha voando com sua teia, e muitos momentos de percepção de ambiente, não tendo tanta coisa saindo da tela realmente, mas o funcionamento foi perfeito.
Enfim, espero não ter dado nenhum spoiler realmente no texto, pois muita coisa já fomos para a sessão imaginando acontecer, e vai rolando, então alguns podem até achar que determinada coisa dita seja demais, mas não, tudo que falei está nos diversos trailers, e aí é juntar as pecinhas do quebra-cabeça completo e vibrar muito, pois volto a falar que pode não ser um filme que vai levar prêmios imensos, que é o melhor longa artístico do ano, pois isso não é mesmo, mas que é o filme mais incrível que esperávamos ver, e que assim sendo resulta em o melhor do ano nesse sentido, isso vai ser difícil superar, e sendo assim se você ainda não comprou seu ingresso, vá logo, antes que chova spoiler na sua cara o dia inteiro nas redes sociais, ou vire um ermitão e não converse com ninguém. Bem é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto em breve com mais filmes dos streamings (voltar a botar a casa em dia, já que fiquei um bom tempo longe deles) já que essa semana nos cinemas é só o Aranha mesmo, então abraços e até logo mais.
Tem surgido tantos filmes russos de terror que já estou até achando que esse é o nicho preferido do público de lá, e diferente de outros longas que acabaram sendo bem estranhos de ver, o longa "A Babá - O Chamado das Sombras" até entrega uma trama interessante, com uma pegada meio esquisita na finalização meio corrida, mas que até causa uma certa tensão visual, porém colocaria ele mais como uma aventura aterrorizadora do que um terror realmente, pois são poucos momentos que impactam e criam algo a mais de estranho e intenso, do restante a aventura das crianças em tentar recuperar o bebê e as memórias acaba sendo bem mais empolgante do que assustador. Ou seja, fiz o certo dessa vez já indo ver dublado, afinal as cópias legendadas que chegam por aqui sofrem a dublagem em inglês pra aí legendarem, então lipsynk por lipsynk vamos de nacional que ao menos tem técnica, e o resultado acabou sendo até que bem trabalhado, ao ponto de torcermos para o garotinho mesmo ele sendo meio turrão.
A sinopse nos conta que uma família se muda para um apartamento próximo da floresta e contratam uma babá para cuidar de sua filha recém-nascida. Quando coisas misteriosas e assustadoras acontecem na casa durante a noite, Egor, o filho mais velho, suspeita da Babá e alerta seus pais, que não acreditam. Tudo piora quando sua irmãzinha desaparece e seus pais entram em transe, forçando Egor a encarar seus medos, tentar resgatar sua irmã e salvar sua família da entidade demoníaca chamada BABA YAGA.
Já posso até dizer que conheço bem o estilo de Svyatoslav Podgaevskiy, pois já é o seu terceiro longa lançado por aqui, ou seja, sabemos bem as pegadas clássicas que ele gosta de fazer, e toda a dramaticidade cênica que tenta trabalhar em seus filmes, porém se nos anteriores ele não assustou nem causou, sendo diversas bombas estranhas, aqui ele melhorou muito o estilo, criando algo com uma pegada bacana de ver, ousando em colocar as crianças em situações mais claustrofóbicas, e trabalhando um texto com uma certa intensidade interessante de apagar as memórias das pessoas ao ponto de nem lembrarem ter mais os filhos, sumir com fotos, objetos e tudo mais, que até poderia ter trabalhado um pouco mais, mas de certa forma o resultado se mantém do começo ao fim bem estável, e tudo acaba sendo interessante.
Sobre as atuações, diria que o garotinho Oleg Chugunov deu uma boa personalidade para seu Egor, ao ponto que seu carisma, seus trejeitos, e toda a desenvoltura expressiva conseguiu soar marcante e funcionar bem, o que é raro de ver em filmes com crianças. Glafira Golubeva já foi mais retraída com sua Dasha, trabalhando um ar mais sério, mas ainda assim deu boas conexões junto com o protagonista, e seu resultado completo funcionou ao menos. Artyom Zhigulin trabalhou seu Arton de uma forma meio marrenta demais, no estilo daqueles garotos briguentos de rua, que quer levar tudo para a pancadaria, e chegamos até a ficar com pena dele em sua frase que já era esquecido antes mesmo do feitiço, e assim ele acabou trabalhando bem suas nuances. Quanto dos adultos, diria que todos foram bem estranhos, desde o pai do garotinho querendo matar ele com uma furadeira, passando pela babá esquisita e até o cara da cabana da floresta foi algo meio bizarro de ver suas ideias, mas ao menos deram conexões para a trama, e assim sendo funcionaram.
Visualmente o longa tem uma pegada interessante de tons escuros, muitas cenas na floresta, em uma cabana estranha, em um apartamento que fica mudando o tom das cores (que não entendi o motivo ainda!), no apartamento meio exótico da garotinha, mas principalmente nas cenas aonde a bruxa usa novelos de lã vermelha como corda ficaram interessantíssimos, desde a que rola no quarto do bebê sendo bem intensa até a da luta com as crianças aonde são enforcados com as cordas, num emaranhado bem trabalhado e chamativo.
Enfim, fui esperando ver outro filme estranho russo e até que saí da sessão feliz com o que me foi entregue, claro que poderia ser mais tenso, poderia ter mais sustos, mas a aventura acaba sendo interessante de ver, e por ser bem rapidinho com 97 minutos passa voando, então recomendo ele para quem gosta do estilo, só digo que não vá esperando ver algo impactante que vai sair decepcionado. Bem é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto em breve com mais textos.
Se lá em 2017 lançaram o filme como "Uma Família Feliz" e o resultado foi algo bem triste, agora resolveram lançar a continuação como "Família Monstro 2" e mesmo mantendo o ar bem infantil conseguiu ser um pouco mais divertida e dinâmica ao menos, porém cometeu um dos maiores defeitos de filmes para crianças: a falta de acerto da idade alvo, pois a trama aqui tem uma pegada mais adolescente, falando de paixão à primeira vista, casamento e vocações, porém manteve as pegadas mais bobinhas e ingênuas para tentar agradar com o colorido e com trapalhadas os menorzinhos, e assim acabou não acertando nenhum dos lados. Ou seja, passa longe de ser uma bomba lenta como foi o original, mas ainda não conseguiram criar um ambiente divertido e icônico que pegasse todos por vários lados, e assim sendo os pais que levaram os menorzinhos acabaram tendo de sair da sala que não curtiram de cara, e os demais nem foram para as sessões, ficando algo meio vazio demais nas sessões, o que não é legal de acontecer, mas quem sabe quando cair para o streaming faça algum sucesso, pois volto a dizer que não é ruim de ver não.
A família Wishbone precisa resgatar Baba Yaga e Renfield das garras da caçadora de monstros Mila Star. Para isso, a família precisa novamente se transformar em uma vampira, o monstro de Frankenstein, uma múmia e um lobisomem. Durante a aventura, a família encontra novos monstros e significados de ser diferente das outras pessoas.
O estilo do diretor alemão Holger Tappe é de brincar com animais e cores, isso já ficou bem determinado em suas duas produções anteriores, e ele possui uma boa técnica e sabe brincar com os personagens, mas como disse ainda falta o acerto claro de público-alvo, pois o gênero animação abrange um nicho muito grande e com uma variedade imensa de gostos, e se não pega a garotada logo no começo, pode esquecer qualquer tentativa que não vai pegar mais, e é bem isso o que acabou ocorrendo aqui, pois não temos um filme ruim, muito pelo contrário, ele melhorou consideravelmente a bomba que havia feito em 2017, fazendo aqui uma animação gostosinha de curtir, com uma pegada mais tradicional e interessante de ver, e assim se trabalhasse melhor a tematização o resultado seria bem melhor e funcionaria mais.
Sobre os personagens procuraram dar mais carisma para os membros da família, colocando eles com trejeitos mais bobinhos e brincando em alguns atos para que o público se conectasse mais com eles, e isso deu certo ao menos para que cativasse alguns atos, mas tudo é exageradamente bobo, tanto que não teria a necessidade do garotinho Max toda hora ter sua calça caindo, era mais fácil pegar uma calça maior, e seu jeito dentro do lobinho ficou até que engraçado, mas sem muitos poderes para demonstrar. A irmã toda hora explosiva e direcionada, os pais meio que jogados em cena, ao ponto que dessa vez o ar ficou mais próprio para os vilões, já que a família perfeita Star foi bem marcante com suas invenções, e claro a garotinha Mila foi entregue com muita dinâmica e cheia de elementos bacanas em sua mochila, assim o filme se manteve bem clássico ao menos nesse sentido, mas poderiam ter colocado mais texturas, mais jogadas para com os monstros e até mais personagens envolvidos, pois tudo ficou abstrato demais.
Visualmente o longa foi bacana por ir a diferentes lugares e trabalhar ambientes diversos como neve atrás do Pé Grande, no fundo do lago Ness para achar o monstro, e em um paraíso tropical atrás do Kong, além claro da casa no espaço da família Star, e assim brincando com tecnologias e muitas cores a equipe de arte trabalhou bons elementos e conseguiu chamar atenção em todas as cenas, sendo algo meio seco de texturas, mas aparentemente mesmo não vindo o longa em 3D, tendo profundidades e muita coisa trombando na tela, o que provavelmente vai funcionar nas TVs.
Enfim, é uma animação bacana, que foi bem melhorada, mas que não tem jeito de pegar muito a garotada, pois como disse os menorzinhos não vão entender muito a ideia, e os mais grandinhos vão achar bobo demais, sendo daqueles filmes que os pais até curtem o que verão na tela, isso se a garotada não inventar de sair antes da sessão. Sendo assim, fica a dica para quem estiver pensando em ir conferir ele. Bem é isso pessoal, fico por aqui hoje, mas volto em breve com mais textos, então abraços e até logo mais.
Por duas vezes Sandra Bullock foi indicada como coadjuvante, levando uma estatueta e apenas passeando pela outra interpretação, mas acredito que esse ano ela vá dar uma voltinha no tapete vermelho das premiações pelo que fez no longa da Netflix "Imperdoável", pois o filme é daqueles com tantas tramas paralelas que no miolo já estava até me perguntando aonde iriam chegar com tudo, mas quando tudo passa a se conectar com uma forma precisa e cheia de nuances incríveis por parte de todos os personagens, a tensão aumenta e o resultado acaba ficando incrível de ver, pois é uma história dura, é algo que facilmente pode ocorrer na vida real, e principalmente que acontece com aqueles que tentam uma reintegração anos depois de algum ocorrido forte. Ou seja, é um filme que como o próprio nome diz ninguém nunca vai perdoar, mas que precisam viver e saber acontecer, afinal como a protagonista diz em determinado momento da trama, a sua vida continua, e o que aconteceu com os demais não temos como mudar, então que você mude, e faça o melhor que puder para isso. Sendo assim, é uma trama forte e ao mesmo tempo com um impacto bonito de ver, que tem estilo e entrega bons atos, excelentes atuações e uma história de primeira linha, que pode chamar muita atenção da Academia e das demais premiações, pois faz o estilo deles.
A sinopse nos conta que após cumprir pena de prisão por um crime violento, Ruth Slater volta ao convívio na sociedade, que se recusa a perdoar seu passado. Discriminada no lugar que já chamou de lar, sua única esperança agora é encontrar a irmã, que ela havia sido forçada a deixar para trás.
Diria que a diretora Nora Fingscheidt controlou bem toda a intensidade que sua trama tinha, usando bem o roteiro que lhe foi dado, e principalmente conduzindo todas os vários vértices, que originalmente foram feitos para uma série, encaixassem perfeitamente dentro de quase duas horas, pois facilmente vários diretores acabariam cortando momentos cruciais, outros alongariam tudo para ter algo de mais de três horas, mas ela optou por algo mais enxuto, preciso e muito reflexivo sem precisar forçar nada, colocando tudo nos eixos certinhos, e fazendo com que cada um que inicialmente pareciam apenas desconectados se encaixassem e envolvessem muito bem em um final preciso e muito emocionante, ao ponto que muitos vão chorar, outros vão brigar, mas certamente a maioria vai se envolver com a mensagem, afinal o perdão pode ser algo muito maior do que apenas dizem nas igrejas, e o sentimento de culpa em alguns vai perdurar a eternidade. Ou seja, o que foi proposto pela diretora foi algo muito bem sincronizado, com muitos atos fortes, e principalmente mantendo um estilo seu, que acabará sendo chamativo para outros filmes, e assim o resultado funcionou demais.
Sobre as atuações, simplesmente Sandra Bullock está incrível no papel de Ruth, entregando nuances fortes e de muita personalidade, trabalhando sentimentos e mostrando um potencial até maior do que sabemos que ela tem, pois segura com propriedade cada um dos atos seus e se entrega com tanta facilidade nas cenas mais fortes, emocionando com uma facilidade o público que nem tem como não esperar que ela seja ao menos lembrada nas premiações, pois aqui ela fez com certeza um dos maiores papeis de sua carreira. Quanto aos demais vou falar em duplas, pois cada um teve uma boa participação no seu eixo e marcou um envolvimento bem trabalhado, a começar por Vincent D'Onofrio e Viola Davis com seus John e Liz Ingram trabalhando o modo segurança da casa, com o famoso envolvimento de acreditar ou não no seu cliente como advogado e como dona da casa, e ambos foram bem expressivos nos seus atos, com o advogado num primeiro momento sendo agradável e depois meio que ficando largado, enquanto Viola mesmo fazendo poucas cenas foi expressiva e bem colocada no papel. Depois tivemos Will Pullen e Tom Guiry com seus Steve e Keith Weelan, trabalhando mais a síntese dos vingativos, com Keith mais violento num primeiro ato, e Steve mudando do bonzinho para o maluco após um acontecimento, e surtando direto com bons olhares e intenções. Aí vamos para os pais adotivos vividos por Richard Thomas e Linda Emond com a famosa dúvida de deixar o passado entrar em sua casa ou proteger a qualquer custo a jovem de conhecer algo que deveria estar apagado em sua memória, e que cada um do seu modo transmitiu olhares e nuances bem fortes. Chegando até nas duas jovens Aisling Franciosi e Emma Nelson que sendo ambas adotadas trabalharam suas Katherine e Emily com ambientações bem expressivas, tendo a primeira seus flashes fortes de um passado que não entende, e a segunda já sendo mais o coração e sofrendo as consequências, mas ambas bem colocadas em cena. E por último, mas não menos importantes, ainda tivemos Jon Bernthal e Rob Morgan com seus Blake e Vincent, sendo o primeiro a possibilidade de um romance, mas que falha por se perder com a verdade caindo em suas mãos, e o segundo como um mentor já que é o agente da condicional e tem uma certa afinidade com a protagonista, e ambos sendo as bases de emoções para os atos dela em contrapontos, ou seja um elenco extremamente bem conectado e cheio de símbolos para a protagonista se entregar e ir demonstrando todas as suas intenções cênicas.
Visualmente o longa tem muita simbologia, tanto do ato de sair da cadeia, mas ainda estar presa, com o ambiente aonde a protagonista vai morar após sair da prisão, que se duvidar é até pior de ambiente, os dois lugares de trabalho aonde vemos sua ressocialização para dar algo para alguém no caso da ONG com a carpintaria que sabe fazer bem, e na peixaria com todo a integração mantendo a frieza no ambiente e as intenções de matar por algo mais, vemos todo o símbolo da mudança na casa aonde foi o crime toda agora pintada de branco com uma família diferente bem conectada e nova, e da mesma forma a casa rica aonde a ex-garotinha vive, as traições em cima de uma vingança mal planejada de uma família que perdeu completamente a base, e assim vamos tendo cada momento bem representativo e marcante que agrada demais e funciona melhor ainda.
Enfim, é um tremendo filmaço que de cara você não dá nada para ele, no miolo se revolta com as diversas aberturas do roteiro (que é baseado numa série de mesmo nome, e assim necessitando ter tantos personagens), mas que no final tem grandes surpresas e envolvimentos para fazer valer o nível de drama colocado desde o começo, ou seja, perfeito como a gente gosta, e assim valendo muito a indicação. Bem é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto em breve com mais textos, então abraços e até logo mais.
Sou um amante de musicais, mas já estou começando a ficar preocupado que estão adaptando todos os musicais da Broadway de uma vez só e daqui a pouco as ideias vão começar a ficar escassas para um estilo que demanda sempre produções grandiosas. Dito isso, a refilmagem do clássico dos anos 60, "Amor, Sublime Amor" agora dirigida imponentemente numa produção imensa por Steven Spielberg é algo que impressiona de técnica e danças, mas cansa tanto que mesmo quem for amante do estilo vai acabar dando aquela olhada no celular para ver se falta muito para acabar, o que acaba sendo um defeito gigantesco. Porém diria que o ambiente é tão bem montado que tudo acaba sendo até válido e chamativo, ou seja, é daqueles filmes que vemos realmente uma produção gigante da Broadway, que tem uma pegada clássica de espaço/tempo, e que praticamente o diretor necessitou mais trabalhar os ambientes em si do que dirigir realmente os protagonistas, pois é um filme que dependeu bem mais do coreógrafo para todas as danças do que da carga dramática, afinal o estilo é praticamente um "Romeu e Julieta" com gangues, que já vimos umas cem vezes pelo menos. Não diria que é um filme ruim, mas se mesmo gostando do estilo eu cansei, imagino quem já não for fã de musicais.
O longa conta uma história de amor e rivalidade juvenil que se passa na Nova Iorque de 1957. As gangues Jets, estadunidenses brancos, e os Sharks, descendentes e/ou porto-riquenhos, são rivais que tentam controlar o bairro de Upper West Side. Maria acaba de chegar à cidade para seu casamento arranjado com Chino, algo ao qual ela não está muito animada. Quando em uma festa a jovem se apaixona por Tony, ela precisará enfrentar um grande problema, pois ambos fazem parte de gangues rivais; Maria dos Sharks e Tony dos Jets.
Quando Spielberg estava começando com seus curtas lá em 1959/1961 o clássico "West Side Story" estava estreando e certamente lhe marcou, mas nesses sessenta anos nunca se arriscou na direção de um musical, afinal é algo que precisa mais de coreógrafos e treinadores vocais do que realmente um diretor para organizar a obra, e aqui vemos uma produção clássica de Steven Spielberg, com uma grandiosidade cênica impecável para retratar o final dos anos 50, toda a dominação latina invadindo os EUA, a gentrificação dos bairros, mas principalmente mantendo bem a essência do original, trabalhando bem o ritmo conflitivo entre as gangues, e claro toda a ideia clássica de "Romeu e Julieta" de uma forma diferente, e assim seu trabalho é bem visto, com um ar muito mais pautado para festivais e premiações do que algo que realmente vá chamar a atenção do público em geral, e sendo assim as quase três horas cansam demais e não vai agradar a todos, mesmo não sendo algo ruim de ver.
Sobre as atuações e claro as cantorias, Ansel Elgort se soltou bastante com seu Tony, teve atos românticos bem marcantes e ensejos de luta ainda maiores, mas trabalhou muito bem suas coreografias dançando muito bem, envolvendo bastante e principalmente sabendo encontrar o ambiente ao seu redor para valorizar tudo, e assim acaba agradando bastante. Rachel Zegler faz sua estreia nos cinemas com sua Maria, e até se sai bem, mas a personagem é melosa e monótona, não dando nuances para a protagonista conseguir algum grande destaque, e sua música é melosa demais, ou seja, vamos ver o que vai fazer "Shazam 2" e no live-action da "Branca de Neve e os Sete Anões" que aqui ainda não mostrou muito serviço. E assim como Rita Moreno, que aqui apenas fez uma senhorinha bem graciosa protegendo o protagonista com sua Valentina, fez no original e ganhou o Oscar de Melhor Coadjuvante em 61, aqui Ariana DeBose, que já é muito conhecida pelos musicais da Broadway, deu um show com sua Anita, seja dançando nas principais canções, ou até mesmo na cena do estupro que deu o prêmio para Moreno, mas aqui foi feito mais como um ato subjetivo, e a atriz fez bem também. Outros destaques ficaram claro para David Alvarez com seu imponente Bernardo, Mike Faist com seu Riff rebelde, mas extremamente dançante e até mesmo para os atos mais expressivos de Josh Andrés Rivera com seu Chino, cada um despontando bem nos seus atos e sendo importantes para eles, o que faz valer a atenção.
Visualmente o longa está incrível, pois é notável todo o trabalho cenográfico gigantesco dos ambientes, que acredito que foram construídos e não tão computadorizados (se foi não tem como notar), e criando momentos de muito impacto visual com as diversas coreografias nas ruas e no baile, e a luta imponente num ambiente bem marcante cheio de sal fez tudo ter muita boa impressão, que resulta em detalhes e claro em ensejos bem bacanas para todo o longa, pois ajudou bastante a termos algo para entrar no clima, ao ponto que num teatro a peça deve ser mais pesada e dura.
Sendo um musical é claro que as canções acabam chamando muita atenção, e aqui não foi diferente, pois além de ditar o ritmo mais calmo da produção tudo fica ao redor delas, mas confesso que esperava algo a mais de um filme tão cheio de nuances clássicas, impactando até mais a trilha orquestrada de fundo que as letras em si, mas ainda deixo aqui o link para quem quiser ouvir elas.
Enfim é um filme grandioso como tudo de Spielberg, mas confesso que gosto mais dele produzindo que não gasta dinheiro à toa pegando produções mais impactantes e rentáveis, do que quando entra para brigar por prêmios fazendo algo mais crítico como é o caso aqui, aonde não pega tanto o público, e sendo assim recomendo o filme com mais ressalvas do que com vontade realmente, e assim fica a dica para quem não curtir musicais nem passar perto dele. Bem é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto em breve com mais textos, então abraços e até logo mais.
Diria que o novo longa de Liam Neeson tem tudo o que o público curte ver nas histórias que o colocam: perseguição, pancadaria e tensão, ao ponto que "Missão Resgate" acaba sendo um entretenimento cheio de situações bem falsas, mas que divertem bem dentro do que é proposto, criando todo um ambiente num lugar completamente frio e congelado, vendo as pessoas quase morrendo sem ar dentro de uma mina, e principalmente uma corrida de caminhões contra o tempo e contra algo a mais, ou seja, ação de primeira linha que só não é perfeita por um único motivo: passar desespero para o público, pois vemos tudo acontecendo, as situações tensas e intensas, mas parecendo ser super normal acontecer tudo daquela forma, e isso acaba pegando um pouco. Sendo assim é um bom filmão que vai divertir bastante quem gosta do estilo, mas certamente poderia ser muito mais com alguns simples detalhes como um cronômetro no canto rolando, o vilão sendo mais cruel e não tão bobo, ou até mesmo mais dinâmicas de tensão dentro da mina, que aí sim tudo ficaria mais forte e interessante, não sendo ruim de ver, mas poderia ser melhor.
A sinopse nos conta que após o desmoronamento de uma mina de diamantes, Mike, um experiente motorista de caminhão, é recrutado para liderar uma missão de resgate aparentemente impossível. Enfrentando baixas temperaturas e grandes tempestades, ele terá apenas 30 horas para transportar uma enorme carga sobre rios congelados e tentar salvar a vida dos mineradores soterrados.
O roteirista Jonathan Hensleigh dirigiu bem poucos filmes, mas escreveu grandes clássicos de ação que estão na memória do público há anos como "Armageddon" e "O Justiceiro", então era de se esperar que aqui em sua volta a dirigir depois de 10 anos fosse algo impactante pelo menos, e ele mostrou saber criar dinâmicas, pois o filme não desliza em momento algum, tendo cenas de grande impacto, cenas com situações fortes, e principalmente um roteiro digamos que convincente de alguém se aventurar numa ida por uma estrada da morte para salvar pessoas ganhando um bom dinheiro, outros por ter parentes e amigos na mina, e claro alguém que vai criar o caos, e assim toda a desenvoltura é bem armada e meio que abusada demais, mas que funciona. Porém diria que talvez nas mãos de um diretor de filmes mais tensos com uma experiência no estilo o longa iria impactar muito mais, pois os atores entrariam mais no clima e o filme chamaria muito mais atenção, afinal vemos tudo rolar e não estarmos afundando na cadeira com receio de algo ruim para os personagens, e isso é uma falha até que grave nesse estilo.
O que acho mais engraçado nas atuações é que Liam Neeson não é mais nenhum garotão, mas se entrega tanto para a ação com seus personagens, batendo, lutando, se jogando, encarando tudo como se fosse um garotão, e aqui seu Mike é bem imponente e cheio das artimanhas, tem diálogos fortes e até atos emotivos bem colocados, ao ponto que acaba funcionando muito bem do jeito que o público gosta de ver nos seus longas, virando claro uma marca do seu estilo, e assim acredito que mais da metade da sala hoje estava lá não pra ver "Missão Resgate", mas sim o filme do Liam Neeson. Benjamin Walker fez um Varnay irritante e cheio de entremeios, ao ponto que poderia até ter sido mais impactante com algumas cenas, para se tornar daqueles vilões que o público passaria a acreditar nas maldades, mas é apenas um capataz e assim ficou meio em cima do muro, mesmo fazendo bem seus atos. Amber Midthunder deu boas nuances para sua Tantoo, criando algumas cenas cheias de personalidade, trabalhando trejeitos fortes e até impactando na trama, mas faltou um pouco mais de emoção em seus atos para ficarem realmente críveis. Quando venderam o filme com o Laurence Fishburn junto de Liam Neeson pensei em algo marcante, cheio de imponência nos atos, mas seu Jim sai de cena tão no começo, e de uma forma tão besta que nem dá pra dizer que trabalhou no longa, o que é uma pena, pois o ator é muito bom para meia dúzia de cenas. Ainda tivemos Marcus Thomas entregando o irmão problemático do protagonista, que até entrega algumas cenas marcantes, mas diria que precisariam ter trabalhado um pouco mais alguns momentos antes dele para impactar mais, pois apenas a ideia do hospital ficou meio que jogada.
Visualmente já disse algumas vezes que adoro o branco do gelo em cena, e aqui todo o impacto de uma "estrada" em cima de um lago ou rio congelado é incrível tanto pelo cenário que proporciona, quanto pela loucura de passar com caminhões pesadíssimos em cima da camada de gelo descongelando, ou seja, o filme tem toda essa intensidade visual bem trabalhada, explosões, caminhões afundando, quebrando, pontes estourando, além de uma mina bem trabalhada com várias pessoas ficando sem ar, ou seja, tudo cheio de elementos cênicos bem usados e que funcionam bem.
Enfim, é um bom filme, tem um entretenimento bem pensado e interessante de ver, mas como já disse facilmente conseguiriam impactar mais colocando mais tensão nos atos, pois não é algo que falhe consideravelmente, mas iria ser daqueles que sairíamos até com dor na coluna de se comprimir nas poltronas torcendo pelos personagens, o que acabou não ocorrendo, e assim sendo diria que vale como um bom passatempo para quem gosta do estilo. Bem é isso pessoal, eu fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais textos, então abraços e até logo mais.
Sei que muitos vão olhar torto para o filme da Netflix, "Ataque Dos Cães", principalmente por ser um drama mais lento, com todo o ar clássico de festivais, trabalhar o conceito de western sem ser propriamente um bangue-bangue, e claro por algumas ideologias trabalhadas no miolo, mas se deixem levar e surpreender principalmente com o final do longa, pois é daqueles completamente inesperados, dito que você irá criar pelo menos umas seis teorias durante o miolo, e nenhuma delas acontecerá exatamente como pensado, e isso mostra que a diretora que passou anos longe das telonas não só não perdeu seu estilo imponente, como faz a volta incrível para algo diferenciado e com muita pegada técnica. Ou seja, é daquelas tramas que trabalham temas polêmicos, que traz nuances e atuações fortíssimas, e que principalmente sabe a hora de dar o soco no espectador, pois tudo parecia simples dentro da ideia, mas não, a simplicidade passou bem longe dele, sendo um acerto gigantesco com o que fez.
O longa conta a história de Phil e George, dois irmãos ricos e proprietários da maior fazenda de Montana. Enquanto o primeiro é brilhante, mas cruel, o segundo é a gentileza em pessoa. A relação dos dois vai do céu ao inferno quando George se casa secretamente com a viúva local Rose. O invejoso Phil fará de tudo para atrapalhá-los.
A diretora e roteirista Jane Campion andou bem sumida das telonas (12 anos desde "O Brilho de Uma Paixão"), mas voltou mostrando que ainda tem muita força de conteúdo, e principalmente que sabe como surpreender o espectador com suas sacadas embutidas em atos que nem mesmo conseguimos imaginar acontecer, pois acaba nos pegando desprevenidos nos momentos menos sutis, faz com que o público não canse mesmo em um longa mais lento, e principalmente entrega estilo próprio, pois se olharmos o roteiro a fundo veríamos ao menos mais duas possibilidades diferentes de como contar a história, e a escolhida pela diretora foi tão clássica, tão formatada para festivais e tão impactante para ser discutida, que dificilmente vai ser não ver todas as indicações acontecendo nas premiações, e claro que a Netflix vai investir pesado, afinal é o que mais tem chances de explodir. Aliás o roteiro é uma adaptação do livro de Thomas Savage, e mesmo o filme trabalhando de forma capitular não ficou tão forçado de viradas de páginas, o que é bacana de sentir na forma que a diretora escolheu para entregar o longa.
Agora sobre as atuações, já faz muito tempo que Benedict Cumberbatch vem mostrando um papel melhor que o outro, mas aqui seu Phil é daqueles que você fica com ódio, fica com raiva e muitos outros sentimentos pelo que faz em cena, sendo impactante de trejeitos, trabalhando força nos diálogos sem explodir totalmente, e claro interagindo com muita dinâmica entre todos do ambiente, ao ponto que funciona demais, e agrada demais, sendo com certeza cotado para todos os prêmios da temporada, pelo menos na indicação, mas com certeza deve ganhar muitos também. Kodi Smit-McPhee também entregou um Peter cheio de desenvolturas, com trejeitos bem sutis e marcantes, sabendo pontuar exatamente em cada ato para chamar atenção e conforme seu personagem vai crescendo na trama, o ator vai se soltando mais ainda para algo ainda melhor de ser finalizado, ou seja, um tremendo ator coadjuvante para ser lembrado. Kirsten Dunst trabalhou sua Rose no ponto máximo da curva de ficar exagerada e estar perfeita, combinando álcool com loucura em pleníssimo estado de força, chamando demais atenção para sua personagem, e acertando em cheio na maioria dos atos. Ainda tivemos Jesse Plemons num papel até que gracioso com seu George, mas ficou muito em segundo plano e não teve tanto impacto expressivo na trama, então não foi muito além do que precisava nas conexões da trama.
Visualmente o filme tem muitos elementos cênicos importantes, desde objetos ocultos no cantinho do protagonista no meio da floresta, as diversas cenas nos lagos tanto do protagonista como dos figurantes todos de forma bem emblemática, toda a nuance da casa cheia de elementos escuros, mas determinantes para chamar atenção em cada ato seja tocando o piano e o banjo, seja bebendo em todos os cantos da casa, todo o envolvimento do castração dos animais, das peles, uma ótima cena num campo todo amarelo contrastando com o sangue, as operações nos animais, e principalmente o feitio da corda de couro numa cena brilhante no celeiro aonde tudo é muito referencial e chamativo, ou seja, a equipe de arte comeu o livro e entendeu cada detalhe que deveria ser impactado na trama, e acertou em cheio.
Enfim, é daqueles filmes marcantes, fortes e cheios de personalidade, que quem ama um bom drama vai se deliciar do começo ao fim nem vendo ele passar, e olha que o ritmo é bem lento e pontual, para que seja esmiuçado e cheio de desenvolvimentos para irmos montando o quebra-cabeça completo, afinal a trama tem muita crítica e muito sentido, o que faz ele ser chamativo demais para as premiações. Ou seja, recomendo muito o longa, mas deixo a ressalva que se você não é fã de dramas mais lentos é melhor fugir, pois não vai ser o seu estilo de filme. Bem é isso meus amigos, eu fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais textos, então abraços e até logo mais.
Olha, dificilmente acreditava que um longa com três mitos do cinema juntos ficaria tão sem pé nem cabeça como é o caso de "Vigaristas em Hollywood", pois a ideia do filme até é maluca, porém com uma base até que convincente para quem conhece um pouco o mundo do cinema, mas todas as situações são tão absurdas, toda as conexões só fazem rir nos atos mais forçados e tudo é tão sem nexo que não dá para se conformar que gastaram tanto para nomes tão imponentes na produção para apenas ficarem citando cenas e filmes antigos como referência para o que vão fazer, e assim o resultado soa meio decepcionante na totalidade. Claro que dá para rir em alguns atos, afinal rimos de tantos filmes ruins forçados, mas sinceramente esperava bem mais de um filme com essas três lendas protagonizando, ao ponto que em determinado momento fiquei até pensando se estão precisando de dinheiro mesmo, ou se foi erro de algum agente para colocar eles fazendo algo desse estilo, o que não é de se duvidar.
A sinopse nos conta que Max Barber é um produtor de cinema que se vê com uma grande dívida com Reggie Fontaine, um chefão da máfia, tudo por conta do fracasso de suas últimas produções. Percebendo que sua vida corre risco, o produtor acaba tendo a brilhante ideia de ganhar dinheiro fácil: organizar um crime para receber o dinheiro do seguro. O contratado como isca foi o velho Duke Montana, mas a equipe é um desastre.
O longa que é uma refilmagem de uma trama de 1982 foi até que bem dirigido por George Gallo, porém se lá nos anos 80 esse estilo fez rir, hoje já não impacta tanto, aliás hoje praticamente pouquíssima gente sabe como funcionam as funções dentro do cinema, as negociações de seguro e tudo mais, apenas estando em evidência nos últimos meses pela morte da diretora de fotografia no set, e com isso o filme fica até meio ruim de estrear nessa época, afinal estamos falando do mesmo estilo de filme, de algo que envolve morte em set e tudo mais, ou seja, não caiu bem a proposta nem por ser algo bom de ver, muito menos pela temática em si, porém vai ter aqueles que vão curtir por gostar de comédias meio jogadas, e assim fica a dica só em última instância.
Sobre as atuações é fato que os três são muito bons atores, já provaram isso diversas vezes e não precisam mais provar nada, porém sempre se espera muito deles, então aqui Robert De Niro fez um produtor picareta de nível máximo com seu Max, e seu estilo até encaixou bem na personalidade que necessitava aparecer, mas forçou demais tanto pelos trejeitos quanto pela maquiagem ficando meio esquisito de ver. Morgan Freeman até caiu bem como um mafioso, ao ponto que seu Reggie até salva um pouco o filme, mas ele tem tão poucas cenas que não dá para salvar o filme, e assim ficamos até torcendo pra ele aparecer e dar um fim nos personagens. Tommy Lee Jones até que ficou engraçado com seu Duke, principalmente por seu jeitão resmungão que caiu bem no papel, mas assim como De Niro carregaram demais no visual, e seu cowboy acabou ficando esquisito de ver, além claro de sua paixonite não ter sido tão aproveitada, ou seja, podiam ter melhorado mais isso. Quanto os demais, ainda tivemos Zack Braff fazendo um Walter bem interessante, cheio de nuances junto de De Niro e agradando pelas ideias, e também tivemos ainda uma diretora meio estranha, mas bem colocada com Kate Katzman. Vale ainda lembrar a sacada de Patrick Muldoon como um ator de ação no estilo de Tom Cruise, mas só pela ideia, pois de resto não impacta em nada.
Visualmente o longa tem estilo bem trabalhado de um set de produção de faroeste, mas tudo é tão bagunçado, cheio de coisas jogadas para todos os lados, que nem mesmo os escritórios, as festas e tudo mais passam uma boa ideia de um longa chamativo realmente, ficando meio estranho tudo o que foi desenvolvido, parecendo quase uma paródia mal feita, e acredito que não era essa a intenção da equipe de arte. Além disso já falei nas atuações, mas a maquiagem errou feio nas caricaturas dos personagens, ficando algo estranho demais de ver.
Enfim, nunca imaginei que veria um filme ruim com esse elenco, nem em meu pior sonho esperaria isso acontecer, mas aconteceu, e para piorar tem um mini trailer dos filmes falsos anti-religiosos que o protagonista fez em sua produtora durante os créditos para piorar tudo com muito sarcasmo, ou seja, não tem como recomendar realmente ele. Bem é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais textos, então abraços e até logo mais.
Hoje de forma alguma posso dizer que me decepcionei com o que vi em "Clifford - O Gigante Cão Vermelho", pois fui conferir esperando exatamente o que me foi entregue: um longa bem infantil, com uma proposta bacana de um cachorro que através de uma magia de amor de sua nova dona, uma garotinha que sofre bullying na escola, fica gigantesco e apronta grandes confusões quando um dono de empresa de genética animal quer pegar o cachorro para ele. Ou seja, quem for esperando qualquer coisa diferente de um filme colorido, cheio de correrias e situações bobinhas vai certamente reclamar de tudo, mas do contrário é rir e curtir toda a maluquice que não é explicado o motivo do cachorro ser vermelho, não é desenvolvido nada de impressionante sobre o vilão, e assim vale apenas como um passatempo bonitinho para quem curte cachorros e claro suas desventuras tradicionais.
A sinopse nos conta que enquanto a estudante do ensino fundamental Emily Elizabeth luta para se encaixar em casa e na escola, ela descobre um cachorrinho vermelho que está destinado a se tornar seu melhor amigo de um salvador de animais mágico. Quando Clifford se torna um cachorro vermelho gigante em seu apartamento em Nova York e atrai a atenção de uma empresa de genética que deseja superdimensionar os animais, Emily e seu tio Casey têm que lutar contra as forças da ganância enquanto correm pela cidade de Nova York e dê uma mordida na Big Apple. Ao longo do caminho, Clifford afeta a vida de todos ao seu redor e ensina Emily e seu tio o verdadeiro significado da aceitação e do amor incondicional.
O mais bacana de tudo é que como o diretor Walt Becker já trabalhou bem com o misto entre animação e atores em "Alvin e os Esquilos: Na Estrada" lá em 2015, aqui ele já pode usar bem o seu conhecimento para que tudo fizesse bastante sentido, tanto que algumas cenas ficamos até nos perguntando como conseguiu tanta dinâmica e coesão para um bicho imenso sair trombando em tudo, ou então na cena com outros cachorros reais (como no apartamento do garotinho ou no veterinário) para que eles olhassem certinho para aquele objeto imenso que não é um cachorro real, e assim toda a técnica empregada, toda a desenvoltura da história que mesmo bobinha diverte e emociona, e todo o ambiente passa a funcionar mesmo que saibamos que muito ali é computação, porém o entretenimento agrada desde os mais velhos, até os menorzinhos que conversam com o cachorro e dão risada das bagunças que ele apronta, ou seja, é um bom acerto dentro da proposta e assim mostra que o diretor foi no ponto certo que a trama precisava pro público-alvo.
Sobre as atuações, diria que é melhor falar das personalidades, afinal como só veio dublado para os cinemas do interior, todas as vozes e entonações são as que ouvimos em todos os filmes, então é de praxe tons estranhos, mas é bacana ver a garotinha bem emocionada com seu cachorro, ao ponto que Darby Camp soube dosar bem seus atos e parecer até mais nova, pois já anda fazendo papeis mais juvenis, e aqui ficou como alguém de pouca idade em cena. Quanto a Jack Whitehall ele fez um papel bem cômico e forçado como o tio da garotinha, mas fez bons trejeitos e aparentou se dar muito bem com a computação nos diversos atos seus, e assim acertou bem no traquejo pelo menos. Quanto do vilão vivido por Tony Hale, como sempre em longas infantis é um personagem bobo que quer algo tão sem noção, mas que pra isso precisa tirar algo dos protagonistas, e as caras e bocas que o ator faz é algo muito sem noção. Quanto aos demais vale o destaque para o garotinho Izaac Wang, que já vem entregando bons papeis em diversos filmes, principalmente pelo carisma que transmite, e aqui o seu Owen é bem simpático dentro da trama.
Visualmente o longa brinca bastante com os parques de Nova York, com as bolas humanas que viram a grande atração para o cachorrão brincar, temos alguns momentos de muito quebra-quebra dentro do pequeno apartamento com o cão gigante desengonçado que senta em tudo, pega o que vê pelo caminho e sai bagunçando bastante, afinal é apenas um filhote que cresceu bastante, e ainda temos uma empresa de genética bem interessante, com umas experiências bem malucas com ovelhas, temos uma boa cena num veterinário, e muitos momentos nas ruas, inclusive com a garotinha "cavalgando" o enorme cão. E quanto da computação, diria que foi bem trabalhada, pois as texturas não deixaram nada a desejar com um cachorro labrador real, apenas sendo vermelho e bem maior, e que trombando nas coisas fizeram bons reflexos de cena, o que é legal de ver.
Enfim, é um filme bem bacana que passa longe de ser memorável, mas que como já disse serve bem de passatempo, encaixa bem na diversão do público-alvo que são os pequeninos que gostam de cachorros, e a interação ficou bem feita, e sendo assim vale a recomendação mesmo sendo bem bobinho, mas precisava de um filme leve hoje para limpar a mente, então fica a dica para todos. Bem é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais textos, então abraços e até logo mais.
Sabemos bem que algumas culturas orientais repudiam o erotismo na atualidade, por diversos motivos, mas que muitas vezes na literatura antiga dos países tudo era completamente diferente, e claro que quando as pessoas leem seus mundos se abrem mais, tudo acaba sendo influenciado mais na mente, e assim o floreio intelectual passa a ser até conflitivo para algumas pessoas, porém explorar isso em um filme é necessário que quem comande toda a trama queira ir além, queira explodir tudo e faça acontecer, não deixando que o filme fique morno em momento algum, que é o que acabou acontecendo com o longa "Um Conto de Desejo e Amor", pois a ideia é intensa e tensa, vemos os ares críticos da timidez do garoto junto com suas ideologias, mas vemos também que ele tem guardado esse desejo para si, e talvez quando a garota dá o pontapé tudo poderia ser mudado ao invés de ficar na retração o tempo todo. Ou seja, é um filme que tem um tema até que bem inteligente e interessante, mas que ficou faltando um tempero a mais para que tudo saísse da zona de conforto, que o filme expandisse as ideias e tudo mais, pois da forma entregue e com todos os mini temas jogados no miolo o resultado final acaba sendo meio sem elo, o que é ruim para um filme do estilo.
A sinopse nos apresenta Ahmed, um adolescente franco-argelino, que cresceu nos subúrbios de Paris. Um dia, ele vê Farah, uma garota tunisiana que acabou de se transferir para sua escola, e fica imediatamente apaixonado. Em uma aula onde os dois estudam juntos, ele descobre uma coleção de poesia árabe sensual, que o faz questionar sua identidade e desejo sexual. Ele agora luta contra a timidez e o preconceito moral que têm definido sua vida para se aproximar da jovem que é muito mais livre e aberta às experiências.
Diria que a diretora e roteirista Leyla Bouzid não quis ousar muito e ser criticada por isso, de talvez estragar tradições ou ir muito além em princípios da cultura árabe, e com isso fez um filme que de certa forma foi bem centrado e direto, contando com a desenvoltura dos protagonistas, e com isso o tema tenha ficado um pouco seco demais para um longa digamos com um teor romântico. Que claro tem toda uma pegada bem trabalhada, pois tentou florear literatura com cultura e tudo mais, dando as devidas nuances que o tema pediria, mas quando precisou ir além segurou demais o freio e optou ficar na timidez do garoto, ou seja, o filme facilmente poderia ir além, poderia ter trabalhado todas as nuances do erotismo das antigas que sabemos bem ter existido, poderia ter brincado mais com as aulas da professora, e até mesmo florear mais as dinâmicas dos protagonistas, que aí o filme ficaria mais intenso e forte, ou então jogar tudo para o lado da timidez e criar um romantismo mais simples, que até ficaria bonito também, mas o meio do caminho ficou abstrato e não atingiu ninguém.
Sobre as atuações, diria que Sami Outalbali até fez bem seu Ahmed, seguindo bem suas tradições, trabalhando trejeitos bem envolventes e marcantes para seu personagem, e até entregando algumas desenvolturas para que seus atos fossem intensos, ou melhor, alguns de seus atos, pois em muitos pareceu um pouco sem ânimo ou faltando um pouco mais de traquejo por parte da direção em lhe pedir mais, afinal é um jovem no começo da faculdade, pronto para explodir e ficando muito frouxo em tudo, o que é ruim de ver, mas foi uma opção da direção, e assim acredito que o ator iria mais além se lhe pedido. Zbeida Belhajamor já soltou bem mais sua Farah, trabalhando ensejos e desejos, colocando um ar mais amplo em cena, e até criando algumas desenvolturas bem encaixadas, porém faltou usar mais ela em cena. Quanto aos demais, diria que todos contribuíram um pouco para que cada ato tivesse o devido encaixe, mas faltando atitude em tudo o que acabamos vendo é um pouco da tradição versus a tentativa do novo, sejam elas na família, na universidade ou com os amigos, e assim nenhum ator conseguiu explorar tanto quanto deveria o que foi ficando simples e insosso demais.
No conceito visual foi bacana vermos um conjunto residencial bem típico de imigrantes, com suas devidas dimensões e tradições, nos é mostrado uma festa de noivado bem tradicional árabe, tivemos uma faculdade de Letras com suas devidas representações, sem grandes anseios, mas bem trabalhada nas aulas, e alguns passeios por pontos característicos de Paris, mas tudo com os devidos símbolos bem em segundo plano, e até mesmo os ares literários que aparentemente deveriam ir além na trama ficaram bem subjetivos e assim estão ali, mas só para quem quiser pegar realmente. Ou seja, faltou um algo a mais no filme, e isso pesou a mão até na arte da trama.
Enfim, não é um filme ruim, principalmente pela proposta colocada, mas a diretora não ousou dentro dela, e acabou entregando algo muito mediano, que só flui em poucas cenas, de forma que tudo poderia ser bem quente e ousado, mas resultou em algo mais tímido que o protagonista, e isso certamente não era a ideia completa da trama. Sendo assim digo que tem filmes mais interessantes para conferir no Varilux nesses próximos três dias, mas eu felizmente já liquidei com todos, então eu fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais textos dos filmes que entraram em cartaz nos cinemas daqui, então abraços e até logo mais.
Tem animações que são lançadas e entregam situações tão fortes e tristes que acabamos ficando mais deprimidos do que animados realmente como o gênero proporia em sua origem, mas diria que foi uma forma até que bem escolhida para retratar a história de Kyona e seu irmão em "A Travessia", que provavelmente deva ser a história da vida da diretora em uma representação gráfica bem diferente e interessante de ser conferida, que nos pega pela essência trabalhada, e claro que envolve bem pela técnica empregada de aquarela, sendo bem intrigante e trabalhoso, mas que passa a dura mensagem de uma forma ainda mais intensa e cheia de nuances. Ou seja, muitos que forem conferir esperando algo bonitinho por ser uma animação irão se decepcionar, mas quem entrar no clima pelo estilo de filme de festival vai se envolver e gostar bastante.
A sinopse nos conta que uma aldeia saqueada, uma família em fuga e duas crianças perdidas nos caminhos do exílio… Kyona e Adriel tentam escapar daqueles que os perseguem para chegar a um país com um regime mais brando. Durante uma jornada que os levará da infância à adolescência, eles passarão por muitas provações envoltas em um misto de fantasia e realidade para chegar ao seu destino.
Diria que a diretora e roteirista Florence Miailhe soube conduzir com personalidade sua trama, passando toda a síntese dos personagens, todo o envolvimento bem clássico de famílias em fuga de países com regimes totalitários, e que usando de artifícios bem alocados conseguiu representar seus sentimentos com cores fortes e movimentações impactantes na mesma dinâmica do roteiro, que vai nos situando e entregando toda a dureza que os protagonistas passaram, sendo algo bem trabalhado e preparado para dizer em pouco tempo muito sofrimento em sensações.
Sobre os personagens, o foco fica bem mais em cima de Kyona e seus desenhos, retratando cada um que passou em sua vida no seu caderno, e a jovem tem força, tem estilo, e principalmente tem força de vontade para seguir seu caminho mesmo com todos os perrengues que passa. Já os demais personagens incluindo o irmão são apenas conexões e passagens bem encaixadas na vida dela, cada um passando sua mensagem de perigo, de conhecimento, amor e tudo mais que o longa trabalha, ao ponto que funciona quase como algo maior, mas todos tendo suas devidas importâncias e gracejos que o longa precisava.
Visualmente não é um filme muito limpo de ideias, afinal a aquarela não permite tanta abertura para traços e tudo mais, mas souberam criar boas texturas expressivas para representar os devidos momentos, trabalharam com tons bem diferentes para cada situação seja ela mais feliz ou dura, e com muita simbologia conseguiram passar bem a mensagem completa da trama, ao ponto que tudo tem seu charme e funcionalidade, agradando de certa forma por completo, além de mostrar muita técnica e qualidade, afinal para se fazer algo do estilo levou muito tempo e vontade para tantos desenhos.
Enfim, é uma animação bonita tecnicamente, porém triste demais pela essência toda passada, ao ponto que no fim acabamos não sabendo direito o que sentir com ela, e assim até recomendo pelo estilo, mas com a ressalva de não ser algo para crianças. Bem é isso meus amigos, vou agora para o último filme do Varilux, então abraços e até logo mais.
O mais bacana de ver vários filmes no mesmo dia é que você quase morre do coração em um longa tenso e no outro vai ouvir falar da morte através de um filme levíssimo com uma nuance cheia de reflexões ditas por um jovem deficiente que acaba nos entregando tanta sutileza e envolvimento que saímos da sessão quase que flutuando com tudo, pois "Mentes Extraordinárias" acaba sendo daqueles filmes que tudo passa a ter uma mensagem, tudo é um símbolo, e que mesmo citando grandes pensadores e filósofos, o jovem que é quase uma biblioteca ambulante consegue nos envolver e mostrar uma atuação linda e perfeita de essência, não nos fazendo chorar, mas sim sorrir e refletir sobre tudo o que o pensador ali quis nos passar, afinal o jovem tem estilo, personalidade e praticamente fez o filme ser só dele, já que acompanhado do diretor, a sensação foi de uma união mutua bem trabalhada e envolvente.
A sinopse nos conta que dois homens que a princípio possuem trajetórias de vida e características muito distintas, embarcam em um carro funerário com destino ao sul da França. Durante a jornada, os dois se conhecem melhor e acabam descobrindo que por mais improvável que seja, eles possuem pontos importantes em comum.
O diretor, roteirista e protagonista Bernard Campan soube fazer uma trama tão leve e gostosa de conferir que mesmo tendo o tema a morte e a vida, já que o protagonista é um agente funerário, a conexão entre os personagens acontece após um acidente, e toda a desenvoltura se dá pela temática em si de frases sobre o fato, acabamos entrando no clima completo e todo o sentimento é muito bem passado, ao ponto que tudo tem uma boa conexão, toda a síntese nos pega com clareza e a doçura do jovem é tão marcante que tudo acaba sendo agradável demais, sendo quase um presente do diretor para o jovem e para o público, afinal tudo é muito bem interpretado, e a essência visual embarca a todos no carro funerário e curtiríamos até uma viagem mais longa com os dois conversando, papeando e se conhecendo mais.
Sobre as atuações, o diretor Bernard Campan conseguiu segurar bem os atos de seu Louis, sendo o protagonista por interação, mas não deixando ficar em segundo plano, e claro sempre elevando seu parceiro de cena para que ele pudesse ir mais além, e junto disso fazendo bons trejeitos e demonstrando a frieza clássica da profissão, afinal ali não necessita agradar tanto seus clientes. Agora já o filósofo Alexandre Jollien trabalhou com seu Igor da melhor forma possível, demonstrando um pouco de tudo que sempre estudou em seus livros, e mostrando toda a personificação de seu eu lírico, ao ponto que de cara pensamos que ele se doou mais por ser especial, mas foi especial por se entregar, e assim vemos todas suas nuances e claro seus pensamentos, ao ponto de que mesmo quem não curtir tanta filosofia acabará envolvido com tudo o que faz em cena. Os demais foram realmente apenas conexões para fluir bem os personagens, desde a garota que dão carona até a prostituta que faz bem seu serviço para com o jovem, mas tudo sempre de forma sutil e bem colocada para que o filme não saísse do eixo.
Visualmente como o longa tem esse ar filosófico misturado com road-movie, conhecemos um pouco mais do serviço de agente funerário, vemos um pouco mais de caixões, de preparações dos corpos, vemos as vontades de alguns familiares e suas emoções para os atos finais, e do outro lado vemos o jovem fazendo seu exercício com seu triciclo, a entrega de alimentos orgânicos para seus clientes de uma forma bem levar a vida a vontade, temos ainda os atos na casa do protagonista junto de sua mãe, mas os bons momentos ficaram na estrada com os personagens dialogando, passando por festas de despedidas sejam elas de solteira ou de vida, todo o ato simbólico do amor, e muita representatividade em cima de tudo para que o longa se desenvolvesse, ao ponto que mesmo não sendo extremamente forte de ambientes, o resultado entrega muito.
Enfim, é um filme simples se olharmos a fundo, mas tudo é tão bem colocado, o texto é tão bem arquitetado para o protagonista se expressar bem, e o desenvolvimento flui quase como uma pluma realmente, que mesmo trabalhando um tema pesado, o resultado é leve, e assim sendo vale bastante a recomendação para todos. Bem é isso meus amigos, está acabando os filmes do Varilux para mim, só sobrando os dois de amanhã, mas ainda tenho muitos filmes para ver, então abraços e até logo mais.
Já vi tantos filmes investigativos que na maioria acabo nem entrando tanto no clima para tentar descobrir antes do final tudo o que aconteceu, porém hoje com "Caixa Preta" não consegui pegar absolutamente nada antes do final, ficando tão desesperado quanto o protagonista para tirar as devidas conclusões do caso que estava envolvido, e meus amigos, que filmaço foi esse, pois estou inteiro arrepiado com toda a situação entregue, com a forma de desenvolvimento, com as atuações, e principalmente com toda a história que criaram, sendo daqueles filmes que você está esperando algo, de repente sua ideia muda por completo, depois já está em outra ideia completamente diferente, mas em momento algum você acha que o protagonista está errado em sua obsessão, e no final das contas a bomba era incrível mesmo. Olha difícil pensar em algo que não seja descrever o filme como a perfeição completa, e se antes de começar o Varilux já tinha colocado ele como um dos melhores, hoje depois de conferir ele posso o colocar como um dos melhores do ano!
A história nos mostra uma intensa investigação para descobrir as causas do acidente do voo Dubai-Paris começa e fica sob a responsabilidade de Mathieu Vasseur encontrar as pistas deste desastre aéreo sem precedentes. Teria sido um erro do piloto? Falha técnica? Ato terrorista? A análise minuciosa das caixas pretas fará com que Mathieu conduza secretamente a sua própria investigação, mas ele ainda não sabe até onde vai a sua busca pela verdade.
Se o filme anterior do diretor e roteirista Yann Gozlan foi o fraquíssimo "Asfalto de Sangue", ele agora se redimiu completamente com o que entregou agora, pois temos um filme investigativo de primeiríssima linha, contando com diversas reviravoltas, toda uma proposta bem interessante cheia de desenvolturas incríveis, e principalmente mantendo o mistério completo até a última cena fez com que o filme causasse sentimentos que nem em sonho pensaria de ver em um filme. Ou seja, é daquelas tramas tão bem feitas e dirigidas que a vontade no final é aplaudir sem parar tudo o que fizeram, pois é perfeito do começo ao fim, fazendo com que não desgrudassemos o olhar um segundo sequer da tela.
Sobre as atuações, Pierre Niney é daqueles atores que odiamos em alguns filmes e amamos em outros, e aqui com seu Mathieu Vasseur ficamos no meio de tudo isso sem saber o que fazer com sua loucura, com sua teimosia e tudo mais, fazendo um papel tão imponente e cheio de personalidade que impressiona e impacta demais, sendo perfeito nas nuances, nos olhares e em toda a dinâmica que o personagem precisava ter, ou seja, detonou por completo. Lou de Laâge também foi perfeita com sua Noémie Vasseur, trabalhando em contraponto do protagonista, fazendo sínteses fortes em estar do outro lado, e principalmente criando muita intensidade nós diálogos com cada um, chamando a atenção, mas não ofuscando o personagem principal como deve ser. Quanto aos demais, cada um teve sua devida participação bem colocada, mas foram apenas bons encaixes já que o filme foca bem mais no protagonista, o que é bom demais, e assim sendo tanto André Dussollier com seu Philippe Rénier, Olivier Rabourdin com seu Victor Pollock e até mesmo Sébastien Ponderoux com seu Xavier acabaram sendo importantes para a dinâmica, mas não foram além do que precisava para funcionar o filme.
No conceito visual o longa trabalhou bem tanto as cenas no avião, quanto nas salas de investigação da BEA, e ainda mais na casa de Polock com vários equipamentos incríveis e tudo mais sendo muito bem representado e mostrado para o público entrar no clima e ir montando todo o quebra cabeça. Além disso a equipe de som foi incrível em trabalhar todos os sons e dinâmicas junto de cada elemento da trama, fazendo com que o público ficasse tenso e se envolvesse acusando cada personagem e cada síntese apresentada, ao ponto que acabamos querendo ver tudo, cada detalhe, cada barulho e tudo mais para investigar junto e acertar no eixo da acusação.
Enfim, é um tremendo filmaço daqueles que vamos sempre lembrar e indicar para todo mundo, pois merece demais!!! Diria que estou até com medo da minha próxima sessão do Varilux, pois vai ser difícil algum filme chegar próximo do que vi agora, mas é isso pessoal, indico demais o longa para todos, e vou agora para mais uma sessão, então abraços e até logo mais.
Confesso que estava bem receoso quanto ao novo filme "Resident Evil - Bem-Vindo à Raccoon City", pois já tivemos tantos outros que um recomeço agora seria até bem estranho, ainda mais com todo esse lance de vírus que estamos vivendo, mas como joguei muito na adolescência e curtia demais os sustos que o jogo dava, sempre é bom reviver a época boa que não precisava pagar boletos!! Então eis que fui conferir sem esperar muita coisa, ou melhor, esperava ver coisas que me remetesse aos primeiros jogos, e foi exatamente isso que vi na tela, me deixando bem feliz com o resultado dos personagens, dos monstros/zumbis, e claro de todo o visual misterioso/abandonado da cidade, e nesse quesito capricharam bastante em elementos cênicos, criaram uma certa tensão e trabalharam algo bem rápido e interativo, ao ponto que vemos toda a intensidade dos atos, porém ficou faltando muita coisa para funcionar como um filme realmente, tipo falar um pouco mais da Umbrella, falar o que faziam realmente na farmacêutica, e criará as situações, afinal os personagens da cidade pareciam apenas estar ali e pronto, tudo acaba ocorrendo e seja feliz, exatamente como eram os jogos antigamente que não tinham tanta história como acontece atualmente. Ou seja, é uma jogada bem trabalhada de quase duas horas, mas que poderiam ter melhorado muitas coisas para ser uma obra completa, e que sendo um recomeço de tudo, veremos no que vai dar daqui para frente.
O filme nos conta que quando a próspera empresa farmacêutica Umbrella atuava em Raccoon City tudo ia bem, mas agora que foi embora deixou nada mais do que uma cidade fantasma. O êxodo da empresa deixou a cidade cheia de perigos ainda a serem descobertos. Mas quando o mal é liberado, a população local é ameaçada e apenas um grupo de sobreviventes sobraram para descobrir o mal que se esconde na cidade e na antiga Umbrella para sobreviver a noite.
Diria que o diretor e roteirista Johannes Roberts trabalhou bem na forma de retratar o jogo para a telona, pois com sua experiência em filmes de terror soube conduzir uma trama cheia de tensão e momentos fortes que são bem clássicos do jogo, trabalhando o clima, o ambiente e toda a estética em si, porém ele esqueceu duas coisas principais, a de contar um pouco mais de história e agradar aos fãs novos da franquia que jogam jogos muito mais trabalhados que necessitam de uma intensidade mais forte. Ou seja, a galera que jogou nos anos 90/2000 vai curtir bem a essência do longa, mas a galera da nova franquia vai só ver defeitos, e isso é ruim para um filme, e sendo assim digo que faltou explosão para a trama, pois o pessoal até verá bem os elementos que desejavam na tela, mas não irão ver um filme de terror e tensão mesmo de grandiosas qualidades que esperavam para a franquia RE.
Sobre as atuações, diria que o novo elenco soube encontrar boas emoções para representarem Claire, Leon e companhia na tela, ao ponto que muitos gostam desses personagens do jogo, enquanto muitos preferem outros, mas seus trejeitos foram bem colocados ao menos. Kaya Scodelario trabalhou sua Claire com uma pegada até que forte e rebelde, mostrando atitude e desenvoltura para o papel, ao ponto que toda a síntese da personagem é mostrada no orfanato, sua fuga e tudo mais, mas poderiam ter dado mais cenas para ela, para que não ficasse tão subjetiva na maior parte do tempo. O mesmo acabou acontecendo com Robbie Amell com seu Chris, tanto que no miolo já estamos até confundido ele com outro personagem que tem mais importância na tela, ou seja, ele não se entrega e nem quase aparece, o que é ruim. E falando do outro personagem, Tom Hopper foi bem imponente com seu Wesker e jogou muito com estilo, fez as clássicas jogadas usando o pad, e fez toda a pinta de durão que o papel pedia, mas também podia ter ido além. Quanto do Leon vivido por Avan Jogia, deram um ar muito jogado, de filhinho de papai que só está na polícia por indicação e não sabe fazer nada direito, ao ponto que não vemos alguém pronto para atacar os zumbis, e isso acabou ficando meio estranho de ver. Quanto aos demais, vale falar de Hannah Jonh-Kamen com uma Jill bem imponente, que parte para cima de tudo, e Neal McDonough com seu Birkin nem tanto pelas cenas do médico em si, mas sim pelo que vira no final.
Como disse o filme em si vale pelo visual e pelos elementos clássicos do jogo que foram trabalhados e bem representados no longa, ao ponto que tudo vale ser notado para lembrar da época que jogávamos bastante o game, porém poderiam ter caprichado um pouco mais nos efeitos especiais para que o filme causasse mais tensão, tivesse melhores explosões e até parecesse algo mais dos anos atuais de qualidade técnica, pois usaram tantas texturas antigas que ficou parecendo um filme feito nos anos 90, e não era essa a proposta.
Enfim, não é um filme memorável que vamos lembrar pelas técnicas cinematográficas da melhor qualidade, ou por uma representação perfeita do jogo, e por esse motivo os críticos estão massacrando o longa mundo afora, mas quem entrar de cabeça na trama, lembrar de como era o jogo na época, e vivenciar cada um dos elementos bem representados no filme vai acabar curtindo bastante, e assim sendo eu acabo até recomendando ele. Bem é isso meus amigos, eu fico por aqui agora, mas hoje ainda volto com mais dois longas, então abraços e até logo mais.
Amante da sétima arte desde sempre, crítico desde 2010 após se formar em cinema, confere todos os lançamentos que saem nos cinemas e praticamente todos que saem nas plataformas de streaming, comentando sobre todas as partes técnicas (direção, história, atuações e qualidades visuais e sonoras) de cada filme usando uma linguagem simples e acessível para todos, auxiliando o público se deve ou não conferir os longas lançados. Gosta de todos os estilos, mas ama mesmo um bom suspense para ficar tenso do começo ao fim quando seu queixo cai com uma boa reviravolta.