A sinopse nos conta que Barb, uma viúva proprietária de uma pequena loja de artigos de pesca, parte em uma peregrinação ao Lago Hilda, no remoto norte de Minnesota. Foi lá que ela passou suas primeiras férias com o marido recentemente falecido e onde prometeu espalhar suas cinzas. Atingida por uma nevasca, ela se perde pelas estradas perto do lago e para em busca de ajuda em uma cabana isolada na floresta. Lá, ela descobre que uma jovem, Leah, está sendo mantida em cativeiro por um casal armado e desesperado.
Já havia reclamado do diretor Brian Kirk em seu longa anterior, "Crime Sem Saída", por ele ser um diretor de séries, que funcionam bem capítulo a capítulo, sem a necessidade de se explicar algo que faça sentido de forma rápida, tanto que as novelas fazem sucesso até hoje justamente por esse motivo, deu errado alguma explicação absurda, vai lá e arruma no próximo capítulo, e em um filme isso não é possível, pois se ao cortar determinada parte, ou o diretor não filmar algo que faça um sentido funcional para a trama, o resultado final já era, e aqui como disse no começo, tem muitas coisas que não se encaixam de forma alguma, ficando totalmente abertas e falhas, o que acaba fluindo erroneamente, e principalmente desgastando os personagens e respectivos atores, pois se perdem na essência, de tal forma a nem saberem o que estão fazendo lá. Ou seja, já dá para colocar o nome do diretor num cantinho que quando for ele, a chance do longa não ir muito bem é alta.
Quanto das atuações, é até triste ver Emma Thompson num filme desse estilo, ainda mais como produtora (que colocou seu dinheiro na trama ou só receberá parte da bilheteria por ter atuado nele), pois a atriz possui um potencial imenso que aqui nem sequer chegou perto de ser utilizado com sua Barb, pois deram para ela até uma missão interessante de correria e desenvoltura, principalmente numa briga digamos "justa" entre pessoas de mais idade, mas a personagem não encaixou na história de uma boa forma, e o resultado acabou sendo bem ruim. O mais engraçado é que se a protagonista que é boa não funcionou, imagine os demais, sendo uma Judy Greer gritante parecendo desesperada e maquiavélica, totalmente sem necessidade, uma Laurel Marsden totalmente jogada e presa o tempo inteiro, e um Marc Menchaca mais perdido e com frio que tudo, ou seja, o elenco secundário foi triste demais.
Visualmente é o estilo de filme que mais gosto de ver na tela, com tudo bem branquinho de neve, mas o que parecia ser interessante para ficar o tempo inteiro com uma nevasca desesperadora, logo desaparece e fica apenas num barraco completamente sem estilo visual, um lago congelado com uma casinha minúscula e uma tenda, e algumas dinâmicas nos carros, com tiros a distância e uma martelada, ou seja, nem aproveitaram a neve para nada.
Enfim, é um filme que se perdeu por completo na tela, resultando em uma trama fraca, que até acaba sendo possível de se entreter com a entrega da protagonista, que tentou muito segurar as pontas, mas que mesmo assim não é algo que vamos lembrar mais para frente para indicar. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais dicas, então abraços e até breve.







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