Pânico 7 (Scream 7)

2/26/2026 01:17:00 AM |

Quem me conhece sabe que gosto muito de suspenses/terrores de investigação de quem é o assassino, pois praticamente ficamos puxando as informações de quem é quem, onde estavam, aonde estarão para que tudo se conecte, mas também sei aceitar que todas (inclusive a minha preferida "Jogos Mortais") já deu o que tinha que dar, e precisam bolar algo mesmo que seja cheio de clichês para começar de forma diferente, pois começam a virar "terrir" (aonde mais rimos das situações, do que nos empolgamos com o que vemos). E hoje confesso que fui conferir "Pânico 7" disposto a me irritar do começo ao fim pelas situações que ocorreram durante o dia, ou seja, levei o saquinho de pedras prontinho para atirar em tudo, e não voltei com o saco vazio, ou seja, aproveitei muita coisa que gostei, mas também me incomodei com outras, sendo que o filme em si é bacana para o público-alvo que são os fãs da franquia, aonde você só fica ouvindo o burburinho na sala, de apareceu fulano, olha lá ciclano, nossa a marca do beltrano, bem como acontece na cena de abertura aonde um fã vai até fazer uma experiência de Airbnb na casa dos assassinatos (tem de ser bem idiota na vida real para isso, mas sei que existem!). Ou seja, se você não for fã, esse não é um filme para você, mas do contrário, irá curtir bem, e provavelmente irá errar quem era um dos assassinos, afinal desde alguns longas atrás sabemos que mais nenhum trabalha sozinho.

No longa vemos que um novo Ghostface surge para aterrorizar novamente a vida de Sidney Prescott. O assassino chega agora na pacata cidade onde Prescott cria sua filha, novo alvo do terror do serial killer. Focada em proteger sua família, Sidney precisará enfrentar os horrores e traumas do passado para dar fim a essa perseguição de uma vez por todas.

Por mais incrível que possa parecer, a ideia original e o roteiro de todos os filmes da franquia foram de Kevin Williamson, e somente agora 30 anos depois do primeiro filme que ele resolveu dirigir um dos longas, aliás esse é apenas seu segundo longa como diretor, tendo um outro de 1999 que nem lembro se cheguei a assistir, ou seja, posso dizer que não conhecia seu estilo de direção para falar o que ele desejava mostrar realmente, mas volto a frisar o que disse no começo, que é um filme feito para os fãs, voltando com a protagonista original, e brincando com as facetas da modernidade das IAs e deepfaces. Claro que o filme tem muitas situações quebradas, vários personagens jogados, mas a essência em si das fugas e da matança segue os rumos tradicionais, e assim o resultado acaba funcionando bem dentro dos padrões, que talvez até poderiam ser menos forçados com algum diretor que poderia mudar alguns rumos, mas esse estilo é o que os fãs gostam, então ele entregou o que lhe foi pedido.

Quanto das atuações, foi bacana demais ver que Neve Campbell ainda segue bem o estilão bruto da personagem, sabendo bem aonde sua Sidney Prescott deve se impor, entregando correria e trejeitos bem colocados, e principalmente não ficando omissa em nenhum ato, de modo que o filme até fica sendo necessário dela, sem ter uma abertura própria, mas ainda assim o resultado da atriz foi bem dinâmico e interessante de ver na tela. Diria que Joel McHale é o famoso personagem "imortal", pois levou facadas, caiu da escada com a cabeça virando no chão, apanhou aos montes, mas ainda assim seu Mark Evans sobreviveu até o final com aparentemente apenas alguns arranhões, ou seja, se o ator não usou bons dublês alguém saiu bem machucado no final das filmagens. A jovem Isabel May até teve algumas boas entregas para sua Tatum, mas não conseguiu convencer o público de ficar torcendo para ela, sendo daquelas que até torcemos pro vilão matar logo, mas como era filha da protagonista, não rolou. Os Ghostface foram bem interpretados da forma tradicional, sem grandes chamarizes, correndo, esfaqueando e sem parecerem entidades que era meu maior medo, e sendo assim acabaram agradando. E por fim ainda tivemos algumas participações de Courtney Cox com sua Gale, mas não foi tão além quanto poderia, então melhor nem entrar em detalhes de sua "expressividade" estranha.

Visualmente a trama teve momentos interessantes, principalmente pelas mortes no teatro e na pizzaria, aonde os assassinos foram bem intensos nas formas de matar (a da chopeira foi sensacional!), as cenas dentro da casa da protagonista até foram bem amarradas, mas todas bem casuais, sem grandes chamarizes, e até incomodando demais todos aqueles plásticos da reforma, ainda tivemos alguns atos em um estúdio de TV, um hospital psiquiátrico bem rapidamente sendo mostrado, algumas correrias nas ruas e também a casa tradicional de Woodsboro para um começo intenso, mas fazendo o básico bem feito, e assim agradando como uma boa colchão de retalhos.

Enfim, como fui esperando praticamente nada, primeiro por não ser fã da franquia, e segundo por saber que veria muito mais do mesmo, o resultado até me agradou com o que vi, passando longe de ser o melhor da franquia, ou algo daqueles que surpreendesse por demais, mas como disse no começo, quem for fã vai acabar gostando do que verá na tela, e assim sendo vale a dica de conferida. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais dicas, então abraços e até logo mais.


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