O longa conta a história das famílias Earnshaw e Linton. Centrada em Catherine Earnshaw e Heathcliff, um romance intenso surge para destruir a vida dos dois jovens. O filho adotado do inquilino e Catherine entram em um jogo de obsessão, rejeição e vingança, ao mesmo tempo no qual tentam se distrair com essa louca paixão.
Costumo dizer que o maior defeito de um ator/atriz que vira diretor/diretora é subir na cabeça que pode tudo, e Emerald Fennell logo de cara em sua estreia com "Bela Vingança" já explodiu, depois fez outra obra que o mundo aclamou "Saltburn", então se aqui ela quisesse destruir tudo, ainda assim muitos a aclamariam, e ela sabia disso, porém ela mexeu em um vespeiro gigante ao fazer uma versão sua de algo que já foi inúmeras vezes adaptado, e o pior, que muitos amam o original, sendo algo que na maioria das vezes está na lista dos livros/filmes preferidos da vida de muitas pessoas, ou seja, ela até poderia regravar a obra, mas tacar na cara que era algo "seu", aí mexeu com muitos egos, e já começou a apanhar antes mesmo de terminar as filmagens. Dito isso, ela não se abateu, o que foi muito gratificante de ver agora no resultado final, pois a essência bonita de amor se manteve, e a dramaticidade emocional foi trocada pelo tesão/fetiches, e isso deu um ar completamente diferente para a trama, e funcionou na tela, ou seja, não é um filme simples, mas ainda assim sai do padrão, e o resultado ao menos visual ficou perfeito e bem colocado, agora se vai recuperar seus pontos com muitos, só depois de vermos as bilheterias, pois pode ser algo incrível, se não voltar o investimento para os produtores, acaba sendo esquecido o nome de quem fez.
Quanto das atuações, particularmente caberia um ator mais chamativo para o papel, pois Jacob Elordi é daqueles atores que os trejeitos parecem meio sintéticos (tanto que funcionou perfeitamente em "Frankenstein"), e dessa forma seu Heathcliff até convence pela beleza e nos atos mais rústicos, porém quando precisou botar para dialogar acabou ficando estranho demais na tela. Já Margot Robbie vem mostrando a cada dia que sabe ir muito além de sua beleza, de tal forma que sua Catherine tem personalidade, tem entrega e até ironia em diversos momentos, conseguindo segurar bem toda a essência que o papel pedia e ir além. Agora o trabalho da direção de elenco e da equipe de maquiagem merece muitos aplausos, pois conseguiu buscar uma garota idêntica a Margot, de modo que Charlotte Melington conseguiu trabalhar até os mesmos trejeitos da protagonista, sendo brilhante na desenvoltura e principalmente na aparência para nem termos praticamente um pulo ali na história. Já o jovem Owen Cooper todo mundo já sabia do seu potencial, tanto que em todas as premiações tem dado seu nome pela série que fez, e aqui ele conseguiu ter bons atos fortes para o papel do protagonista jovem. Outra personagem que foi muito bem nas duas versões, foi a dama de companhia Nelly, que jovem foi feita por Vy Nguyen e adulta ficou a cargo da imponente Hong Chau, que deu dimensões fortes para a personagem e chamou muita atenção na tela. Quanto aos demais, vale uma leve citação para o estranhíssimo Martin Clunes com seu Mr. Earnshaw, que viveu a base de bebida virando algo monstruoso visualmente nos atos do miolo, e claro tivemos ainda Shazad Latif bem colocado sem chamar tanta atenção para seu Edgar, enquanto Alison Oliver já pode brincar bastante com a personalidade de sua Isabella até um pouco irritante demais com o estilo infantilizado.
Visualmente o longa foi bem chamativo tendo casarões, comidas aos montes desde as bonitas até as mais nojentas, celeiros, e muitos morros e montanhas, com ventanias aos montes também, e um simbolismo bem marcante para comparar os ricos de terra e ricos comerciantes, sendo tudo muito cheio de cores vivas se contrapondo com outras mais mortas, ao ponto de termos resultados bem chamativos para cada estilo de ato, ou seja, a equipe de arte caprichou bastante e conseguiu mostrar serviço na tela, só tendo exagerado um pouco na compra de fumaça para a névoa, pois quase matou os personagens asfixiados e sumindo com eles da tela.
Enfim, gostei até mais do que imaginava, tendo algumas leves considerações aqui e ali, mas mais feliz que ao menos funcionou, lembrando que não estou fazendo comparações com nenhuma das demais versões, e assim valendo a conferida na telona. Só digo apenas para não irem cansados conferir, pois o longa tem 136 minutos, e o miolo dá uma leve quebrada de ritmo, então pode atrapalhar um pouco na forma de acompanhar tudo. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais dicas, então abraços e até logo mais.







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