A sinopse nos conta que um grupo de estudantes disfuncionais se depara com um Apito da Morte Asteca amaldiçoado. Logo eles descobrem que usar o objeto causa um som aterrorizante que prevê suas futuras mortes.
O diretor Corin Hardy ficou bem famoso tanto pelo lado positivo quanto pelo lado negativo, após seu último filme, "A Freira", porém com isso vem recebendo boas ofertas de trabalho, e claro chamando público para seu novo filme (mesmo com promoção de ingresso mais barato, não esperava ver tanta gente numa última sessão de um filme de terror! O que é muito bom!), e aqui ele mostrou que sabe fazer algo maior do que apenas dar sustos, pois o longa causa bastante com a ideia, e principalmente ousa com algumas mortes bem fortes na tela, que claro poderia ter um primor técnico um pouco maior das atuações e das dinâmicas, mas ainda assim o resultado surpreende bem e agrada, mostrando que um terror "barato" pode chamar atenção quando se tem uma história envolvente e chamativa. Ou seja, é daqueles diretores que sabem deixar suas marcas na tela, e principalmente mostrando ousadia foi além do que era esperado, fazendo com que o público prestasse bastante atenção (não vi pessoas saindo da sessão fora do final, felizmente!) e ao final as expressões aparentavam terem gostado assim como aconteceu comigo.
Agora o principal ponto negativo do filme ficou a cargo das atuações, pois infelizmente nenhum dos atores chamou a trama para si e agradou de uma forma convincente o que precisava fazer, tendo uma ou outra surpresa na tela, mas nada que impactasse realmente. Fiquei um bom tempo tentando lembrar de que filme conhecia a protagonista, mas jamais lembraria que era a garotinha de "Logan", que aqui já mais adulta, Dafne Keen trabalhou com uma culpa na personalidade de sua Chrys que chega a ser até meio depressiva na tela, de tal forma que talvez o diretor quisesse isso nela, mas acabou ficando um pouco estranha de ver. Da mesma forma Sophie Nélisse colocou sua Ellie até tendo algumas nuances mais "médicas" já que trabalhava no hospital e sonhava virar doutora, mas o papel acaba não sendo muito desenvolvido, e com isso também ficou um pouco apagada. Já Sky Yang ficou mais destacado pela paixonite de seu Rel, e certamente será lembrado por sua cena final, pois o impacto foi bem generoso com seus atos de loucura (que de cara pensaria da mesma forma que ele), e a intensidade chamou atenção. E falando em chamar atenção, daria um bom destaque para Jhaleil Swab com seu Dean e Ali Skovbye com sua Grace, também pela intensidade de suas cenas, além de inicialmente parecerem de boa com tudo, mas depois demonstrando medo e correndo pra valer da morte com bons trejeitos. Ainda tivemos dois que foram importantes apenas pelas suas mortes, mas que deram seu nome na tela, que foi Nick Frost com seu Mr. Craven, um fumante compulsivo e Stephen Kalyn com seu Mason incinerado.
Visualmente diria que a computação trabalhou muito bem em conjunto com alguns efeitos práticos, e claro com a maquiagem, criando boas dinâmicas na tela, mortes bem chamativas no melhor estilo da série "Premonição", tendo como principais ambientes uma festa de terror meio parecida com um Halloween, a escola, a casa dos protagonistas e uma siderúrgica, sem grandes chamarizes, mas tudo bem trabalhado para que impactar nos atos mais fortes.
Enfim, fui esperando nada e acabei muito surpreendido com o que vi, sendo rápido e sem enrolações, apresentando a ideia logo de cara, e depois uma explicação bem encaixada para não termos que pensar em ideologias e tudo mais. Claro que poderia ser muito melhor com um elenco mais chamativo e com algumas facetas mais amplas, mas aí seria outro filme. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais textos e dicas, então aproveitem que os cinemas estão em promoção de ingressos e vá conferir.







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