O filme segue o detetive Boyd, que, incapaz de lidar com a morte de sua filha, embarca em uma caça a um serial killer que mata de acordo com um ritual tribal brutal chamado Muti. A única pessoa que pode ajudar Boyd é o Professor Mackles, um antropólogo que esconde um segredo terrível. A linha entre a sanidade e a loucura diminui à medida que Boyd se aprofunda no mundo do assassino e entende a cultura por trás do ritual.
O diretor George Gallo gosta bastante do estilo investigativo policial, porém ele é meio exagerado na quantidade de assunto que deseja desenvolver, o que acaba ficando uma bagunça meio que forçada com tantos personagens e dinâmicas que nem sempre soam importantes na tela. Ou seja, ele até pode brincar com essas essências, mas talvez transformando suas ideias em séries e minisséries, deixando para os longas tramas mais contidas, aonde mostrasse aqui somente a desenvolturas dos investigadores e do professor, não necessitando colocar a ideia do passado do protagonista, os conflitos com os delegados, que dava facilmente para que o longa ficasse resumido e funcional na tela, e claro impactando mais com toda a entrega.
Quanto das atuações, diria que Cole Hauser foi bem escolhido para o papel, porém o papel foi mal desenvolvido para o longa, pois seu Lucas Boyd tem personalidade e se somente focassem na busca do assassino e as dinâmicas do caso, ficaria incrível as pegadas expressivas dele, mas quiseram contar seu passado, o lance da morte da filha, da briga com a esposa, de seus traumas e exorcismos pessoais, ou seja, quiseram enfeitar demais a essência do personagem, e o resultado acabou desapontando na tela. Já Morgan Freeman não entregou tudo o que costuma entregar para seus personagens, pois aqui seu Dr. Mackles tem uma pegada histórica interessante na tela, e até desenvolve alguns momentos chamativos, mas teve o mesmo problema que o protagonista de uma forma quase que inversa, pois no final quando o policial italiano informa as conexões até fica claro a essência de seu personagem, mas não ao ponto de funcionar, e o ator não se impôs como casualmente faz, o que ficou um pouco a desejar. E falando do policial italiano que Giuseppe Zeno fez, seu personagem num primeiro momento parece que será importante, mas logo depois desaparece, tendo alguns momentos meio que perdidos apenas para dar as conexões, ou seja, seria melhor ter ido para os EUA na captura ou nem usarem ele na trama.
Visualmente o longa teve alguns bons momentos com os rituais, algumas autópsias interessantes que poderiam ter ido mais além, e também algumas perseguições dentro de um prédio, além de cenas em bares e numa mansão bem imponente, porém a equipe não valorizou quase nada, tendo apenas o elo das facas afiadíssimas e algumas poucas dinâmicas mostrando a cultura africana, que foi mais explicada pelos diálogos do que pelo filme em si, ou seja, dava para desenvolver melhor o trabalho da equipe de arte.
Enfim, é um longa que facilmente poderia ter ido muito mais além, pois o gênero de suspense policial sempre pede para brincar mais com o público, porém o diretor não quis usar todo esse elo, e acabou se perdendo com a entrega. Ou seja, vale como um passatempo razoável que quem gosta do estilo até vai curtir alguns momentos, mas não empolgou como poderia. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais dicas, então abraços e até breve.







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