O longa nos conta que a princesa lésbica espacial parte em uma missão na gayláxia para resgatar sua ex-namorada das garras dos homeliens héteros brancos. Com uma nave problemática e uma amiga cantora gay pop, ela descobre que o verdadeiro poder vem de dentro.
Diria que para uma estreia em longas de animação, as diretoras e roteiristas Emma Hough Hobbs e Leela Varghese, foram bem ousadas e souberam desde o começo aonde desejavam chegar, ao ponto que seu filme não tem um momento que fosse sutil, tendo tudo bem direcionado, cheio das nuances, e claro não duplos sentidos nas coisas, mas múltiplos sentidos da melhor forma para se discutir o tema: que é na base da brincadeira. E claro que esse ataque direto foi muito sábio, pois podia dar extremamente errado na tela, ainda mais com um desenho mais cru, sem texturas ou profundidades computacionais, usando o bom e velho 2D na tela, e isso não chega a incomodar de forma alguma, pois o que vale mesmo na trama são as histórias e dinâmicas, então poderia ser até com palitinhos que daria muito certo, e assim veremos aonde elas chegarão num próximo trabalho.
No contexto dos personagens posso dizer que ficou muito engraçado ver os homeliens héteros com suas paranoias, a protagonista Saira teve uma boa pegada, mesmo sendo chorona e insegura demais, e forçaram um pouco demais na Kiki, e fiquei um pouco com pena da Willow, que com toda sua cantoria chamou muita atenção na tela, mas como tudo foi muito bem encaixado na tela, o resultado geral acabou sendo satisfatório de ver, só diria que alguns personagens secundários ficaram muito fora do elo, e talvez valeria alguma explicação melhor para tudo, e claro não poderia esquecer de falar da nave, que foi muito bacana também na entrega.
Visualmente o desenho 2D não deixou nada a desejar, tendo os diversos "mundos", com sacadas do ambiente feminino, masculino, das difíceis entradas e saídas, do vazio entre ambos os lugares, todas as sacadas entre membros e usos, e tudo mais que nem dá para ficar detalhando muito sem que o texto fique digamos "quente", então vale reparar em cada detalhe minucioso da história e como tudo foi representado na tela, pois funcionou demais.
Enfim, é uma animação muito diferente do usual, que tem pegada e funciona bastante, que quem curte animações adultas com boas doses irônicas e cheias de intensidade vai se divertir bastante e quem sabe até torcer por uma continuação. E é isso meus amigos, fica a recomendação para quem estiver nas cidades que o longa estrear, e eu fico por aqui hoje agradecendo o pessoal da Synapse Distribution e da Atomica Lab Assessoria pela cabine, então abraços e até amanhã com mais dicas.







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