O longa segue a história de Robert Quinn, um agente bioterrorista do Pentágono que é o único capaz de deter um estranho organismo altamente mutante. Este organismo escapa de seu armazenamento em uma instalação governamental, causando uma epidemia global e potencial destruição em nível de extinção. Quinn se reúne com um grupo improvável de civis que lutam por sua própria sobrevivência; juntos, eles são a única esperança de salvar a humanidade. Além da ameaça biológica, eles enfrentam desafios internos, incluindo desconfianças e conflitos pessoais
É interessante observar que esse pode ser considerado mesmo o primeiro longa dirigido por Jonny Campbell que já ganhou muitos prêmios por suas mini-séries e filmes curtos para a TV, de modo que talvez por isso ele quis fazer algo tão rápido na telona, porém ele esqueceu que filmes podem sim serem curtos de essência desde que se desenvolva bem tudo na tela, não precisando de explicações e dinâmicas para isso, ou seja, ele pegou o texto de David Koepp, que é um dos roteiristas mais aclamados de produções de ficção, e adaptou como um resumão para média-metragem, o que volto a frisar que não ficou ruim de ver, mas fazendo uma comparação esdrúxula seria como se você pagasse uma viagem para ver uma super luta de dois grandiosos nomes de peso, e ao soar o gongo o cara dá um soco e o outro já vai para o chão, ou seja, hoje nas lutas até temos várias antes para não se perder a viagem, mas em um filme isso é algo que não deve acontecer. Claro que não queria um filme de 3 horas enrolando, mas se vai se classificar como um longa-metragem, ao menos faça valer o ingresso, o que acabou não acontecendo, pois nem dá tempo de você se impactar com o fungo da trama, muito menos com as mortes, e menos ainda com a salvação.
Quanto das atuações, diria que Liam Neeson foi usado de uma maneira divertida dentro do seu estilo, fazendo com que seu Robert tivesse uma certa imposição e preparação para resolver qualquer problema do Pentágono nas áreas mais remotas, não exigindo muito do ator que fez até os traquejos tradicionais que a velhice representa nas costas. Tivemos um Joe Keery com seu Travis mais falante do que papagaio perto de estádio, chegando a incomodar o tanto que fala, mas sabendo brincar bem nos atos mais desesperados. E tivemos uma Georgina Campbell bem disposta a entregar tudo com sua Naomi, demonstrando curiosidade e desenvoltura em muitos atos, sabendo se jogar para o filme fluir. Quanto aos demais diria que valeu a entrega rápida de Lesley Manville com sua Trini, e o jeitão zumbi maluco que até antes de se transformar Rob Collins já estava suando em bicas.
Visualmente o longa não desaponta nem um pouco, tendo assim como o nome original diz um grande depósito frio, aonde as pessoas levam suas tralhas para ficarem guardadas por anos, sendo montado em cima de uma grande estrutura militar antiga, que na primeira parte do filme nos mostra nos anos 70 a captura do fungo em algo caído da NASA, depois tivemos bons momentos com os zumbis e até dentro do interior do corpo vendo como o fungo se alastra e domina o corpo que foi invadido, tivemos boas explosões corporais, e muito vômito e gosma, além de bichos cheios de dinâmicas interessantes, ou seja, o melhor do filme é o conceito visual e sua entrega na tela, que valeria muito mais tempo sendo mostrado.
Enfim, é um filme que tinha potencial, mas que ficou resumido demais com toda a pegada que tinha para entregar algo imponente, expressivo e até mesmo mais irônico se quisessem brincar mais ao invés de deixar ele com uma cara "séria", mas ainda assim é um rápido passatempo, então quem não ligar para histórias exageradamente resumidas, vale a conferida. E é isso pessoal, hoje o dia não foi tão produtivo como parecia, mas fechei os filmes dos cinemas, amanhã volto para as cabines e streamings da vida, então abraços e até breve.







0 comentários:
Postar um comentário
Obrigado por comentar em meu site... desde já agradeço por ler minhas críticas...