O longa acompanha o casal Liz e Malcolm, que decide fazer uma viagem especial para celebrar seu relacionamento. Contudo, quando um imprevisto obriga Malcolm a voltar às pressas para a cidade, a solidão e o abandono revelam ser os menores problemas de Liz. De repente, ela passa a ser atormentada por uma força oculta e segredos sombrios, que colocam em xeque sua confiança no seu amado, mas sua própria noção de realidade.
Diria que o diretor Osgood Perkins não quis brincar com seu filme, pois dava para ter mais além com pouquíssimas mudanças, que talvez agradaria mais as pessoas, talvez explicando um pouco mais do passado da casa, um pouco mais das outras mulheres escolhidas, e até mesmo um pouco da conexão da família, mas para isso sairia do estilo do diretor que não gosta de explicações, optando sempre por jogar o anzol, e quem morder a isca que entenda da sua forma. Ou seja, aqui ele simplesmente abriu todas as possibilidades cênicas para que o público imaginasse toda a história, e deu vértices para que as situações fossem tensas sem mostrar muita coisa na tela. Claro que é o famoso filme que alguns vão amar e outros odiar, e isso se deve principalmente pelo estilo do diretor, que não liga para o público, mas sim para a tensão criada na cabeça dele, e assim o resultado chama por vezes um lado mais errado.
Quanto das atuações, diria que a trama é toda de Tatiana Maslany, que conseguiu segurar bem suas expressões densas dentro do contexto da trama, não se jogando facilmente, mas também não se segurando, trabalhando o temor no olhar e na estrutura de tudo o que acontecia ao seu redor, deixando claro para o fechamento a explosão maior de sua Liz, ou seja, dominou o ambiente e fez com que os demais praticamente sumissem. Já Rossif Sutherland ainda deve estar se perguntando como alguém teve coragem de pagar o cachê por expressões tão jogadas de seu Malcolm na tela, parecendo estar com um desânimo em nível máximo, sem grandes explanações de nada e ainda mais nem ficando dentro do ambiente, ou seja, foi bem fraco em tudo o que fez. Pra se ter noção do quão ruim foi a atuação de Sutherland que era o protagonista, Birkett Turton que era um personagem bem secundário teve momentos muito mais impactantes com seu Darren do que o primo, fazendo ares de uma psicopatia maior bem mais interessante que talvez valesse a pena na tela, ou seja, o ator mais jovem foi bem melhor em cena. Ainda tivemos outros personagens meio que jogados, mas que fizeram boas expressões, mas o destaque fica para os jovens garotos Glen Gordon e Logan Pierce que fizeram os dois personagens jovens enfrentando a entidade.
Visualmente a trama teve alguns atos interessantes dentro de uma cabana bem estranha, com umas divisões meio que quebradas, não tendo uma sala, quarto, cozinha bem parecidos, sendo tudo muito grudado, mas em um lugar bonito de se ver, com um rio passando pelas pedras, dando as nuances gostosas para relaxar, tivemos um porão estranho aonde primeiro vemos a protagonista caçando produtos de limpeza, e depois vemos com as entidades, e também tivemos um culto simples, mas chamativo, ou seja, tudo bem básico na tela.
Enfim, é um filme com uma proposta interessante, que consegue prender bem o espectador, mas que de modo geral não empolgou tanto quanto poderia, ou seja, é aquele famoso bacana de ver uma primeira vez, mas que de forma alguma você reveria se estivesse passando na TV, então recomendo ele com mais ressalvas do que elogios. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais dicas, então abraços e até logo mais.







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