Netflix - A Elefanta do Mágico (The Magician's Elephant)

3/18/2023 02:11:00 AM |

Acho tão mágico quando uma animação tem vértices tão bem trabalhados e simples, que acabamos encantados com toda a essência sem precisar se esforçar com nada, e acaba sendo ainda mais bacana de ver um longa desse gênero quando ele traz propostas amplas de ideias que não só agradam pela essência, mas também pontua a inocência e a desenvoltura de crianças na trama. Comecei o texto do lançamento da Netflix dessa semana, "A Elefanta do Mágico", desse modo pela simples conexão que a trama traz para a maior síntese que as animações tentam passar, o de acreditar no impossível, pois só é impossível realmente se você acreditar nisso, do contrário tudo pode ser resolvido, e o longa tem toda essa reflexão, mas sem pesar, coloca um dos personagens secundários bem pautado com as ideias de "e se?" que tanto pensamos antes de fazer algo, e mais do que isso é um filme tão bem desenhado e realista que emociona no estilo artístico e encanta com todo o conteúdo. Ou seja, estamos apenas em Março e as premiações do ano passado acabaram de se encerrar, mas já colocaria fácil esse longa nas listas que veremos no ano que vem, então vamos aguardar, ou melhor, assistam e coloquem a criançada para curtir, pois é bem bonito mesmo.

O longa nos mostra que Peter está em busca da irmã, desaparecida há muito tempo. Um dia, ele vê uma vidente na praça da cidade e decide perguntar se a irmã continua viva. A resposta é surpreendente: para encontrá-la, ele precisará procurar um mágico que fará uma elefanta aparecer. Assim, Peter embarca em uma missão emocionante, tentando concluir três tarefas que parecem impossíveis, mas que serão uma aventura inesquecível prestes a mudar a cidade toda para sempre!

Após ter trabalhado no departamento de efeitos visuais de várias animações e longas imponentes, Wendy Rogers assumiu aqui sua primeira direção usando de base o livro de Kate DiCamillo que é um grande clássico infantil, e felizmente acertou demais no estilo, no design perfeito que parecem até personagens reais, e que não forçou a barra com cores chamativas, tendo texturas e muito mais para que a história tivesse um envolvimento digno de grandes estúdios de animações. Ou seja, pode parecer pouco, mas a trama traz um sentido gostoso para tudo, funciona dentro das devidas possibilidades, e mais do que uma primeira direção, o diretor acaba trabalhando a mente do público sem precisar marcar as emoções em cada elo da trama, deixando que a fluidez fizesse todo o trabalho e o carisma dos personagens nos cativasse pontinho por pontinho, e assim chamar a atenção para o filme desde os menorzinhos até os mais velhos que vão ir muito além com tudo.

Sobre os personagens, é até engraçado que pegaram atores na versão original bem semelhantes aos personagens, e com isso acabamos nos envolvendo ainda mais com todos, de forma que o garoto Peter é gracioso demais, tem estilo, tem carisma e principalmente tem muita personalidade, de forma que acabamos nos conectando muito fácil nele, e Noah Jupe deu um timbre bem bacana para que o pequeno garotinho tivesse objetivos e acreditasse demais em fazê-los. Da mesma forma embora seja um personagem de apoio, o guarda da condessa Leo Matienne teve muita postura, mas mais do que isso passou bem a mensagem do acreditar nas possibilidades, e vamos vendo cada vez mais sua empolgação e direcionamento que não podia ser outro que tem a mesma pegada se não Brian Tyree Henry. O mágico é a cara de Benedict Wong, e mostra bem toda a essência que perdeu pelas pessoas não acreditarem nele e nas suas trapalhadas, sendo bem direto em tudo. Ainda tivemos o velho soldado rabugento, porém disposto a ensinar as durezas da vida para o jovem, a madre que cuidou tão bem da garotinha Adele, e claro o rei maluco e a condessa durona que não sorri, de forma que cada um foi bem colocado e deu graciosidade para que os personagens tivessem quase vida própria na tela.

Visualmente tudo é muito bem trabalhado e bonito de ver, desde a bela cidadezinha, as nuvens fechadas, mas graciosas, os personagens bem encaixados, muita textura em tudo, e claro a belíssima elefanta marcante, com sentimentos bem passados, mostrando que as tinturas machucam os animais, vemos toda a desenvoltura dos elementos de cada ato, desde as comidas e formas de viver, de um palácio rico, porém sem vida, em contraponto ao outro bagunçado e feliz, vemos a empolgação de cada personagem bem representado e sem erros, ou seja, a equipe de arte literalmente brincou com nossos sentimentos e deu show. A trama tem muitas sombras e tridimensionalidade de profundidade, de modo que deu um bom realismo para tudo sem precisar forçar a barra.

Por incrível que pareça não senti falta de canções no filme, que é algo que gosto muito de ver nas animações, pois a trilha de fundo segue bem o envolvimento e não cansa, além de desenvolver cada ato com tensões diferentes, porém a canção de Nicky Youre que foi originalmente composta para o filme é muito graciosa, e traz um texto bem forte e marcante, além de um clipe incrível que mostra em quase 4 minutos o filme inteiro, então veja por sua conta e risco, ou melhor, confira após ver o longa no link.

Enfim, gostei demais do que vi na tela, e só não diria que foi perfeito por entregar rapidamente a irmã do garoto em cena, de tal forma que poderiam ter desenvolvido o envolvimento deles um pouco mais para frente, mas não é nada que atrapalhe a graciosidade e o simbolismo de tudo, então fica a dica para todas as idades dar o play no longa, e claro estarei torcendo para ser indicado em várias premiações desse ano. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto em breve com mais textos, então abraços e até logo mais.


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Amazon Prime Video - Cidade de Mentiras (City of Lies)

3/17/2023 09:09:00 AM |

Alguns filmes que contam histórias reais ou embasadas em fatos costumam trabalhar bem toda a essência e dar nuances que muitas vezes ficamos esperando até um algo a mais, e isso é um risco, afinal nem sempre existe esse algo a mais, e se o diretor ou o roteirista não encara o fato de ousar com algo fictício para dar mais dinâmica para a trama, o resultado em filmes policiais acaba sendo chato e cansativo demais. Comecei o texto de "Cidade de Mentiras" dessa forma, pois o longa que entrou em cartaz agora na Amazon Prime, mas que é de 2018 na verdade, tem um primeiro ato tão arrastado que chega a cansar com informações e poucas desenvolturas dos personagens, porém quando tem a fluidez ligada e bem trabalhada com alguns artifícios mais marcantes que deram o tom das investigações do jornalista no segundo ato, o resultado já fica bem interessante e mostra algo bem impactante que até sabíamos ocorrer em países menores, mas que também ocorre nos grandões, que quando um crime envolve mortes de negros ou afro-americanos como é escrito nos letreiros finais do filme, cerca de 50% é encerrado ou simplesmente jogado fora sem resoluções, ou seja, algo que dificilmente mudará na realidade, mas que a trama evidencia e mostra algo forte bem colocado no caso das mortes dos rappers Tupac e Notorius B.I.G., que até hoje não se tem os nomes dos culpados.

A sinopse nos conta que Russell Poole é um detetive da polícia de Los Angeles incumbido de resolver um dos casos mais emblemáticos de violência dos Estados Unidos: a morte dos famosos rappers Notorious B.I.G. e Tupac Shakur. Em meio às investigações, ele terá de lidar ainda com toda a antiga rivalidade entre a Costa Oeste e a Costa Leste em relação ao gênero musical.

Já tinha reclamado do alongamento de ideias do diretor Brad Furman no seu longa anterior "Conexão Escobar", mas se lá ele pode ir mais além no desenvolvimento da história de um modo fictício, aqui ele optou por amarrar mais a trama nas histórias reais da época, o que não deixou fluir muito todo o restante, porém a trama funcionou bem tanto como uma homenagem para o detetive Russell Poole quanto para a família dos rappers ao ver que tentaram movimentar com uma história mais crível e polêmica, mas faltou aquele detalhe de ficção que tanto gostamos de ver na tela melhor desenvolvida, então diria que os longas de Furman vão sempre ser assim mais presos, e claro que tem quem goste muito, mas certamente poderia brincar um pouco mais com tudo.

Sobre as atuações, diria que Johnny Depp fez aqui um dos seus papeis que menos necessitou jogar trejeitos exagerados, e trabalhou seu Russell de uma forma bem densa e direta, mostrando um detetive meio que intrometido e até um pouco forçado de estilos, mas que mostrou que ele sabe bem também ser centrado. Gosto mais de ver Forest Whitaker de uma forma mais imponente em cena, pois aqui seu Jack até teve um final interessante, mas pareceu ser daqueles que invadem qualquer coisa para sair atacando, e não se impôs em momento nenhum, de forma que vemos um ator grandioso mal aproveitado em cena, o que é ruim de acontecer. Quanto aos personagens secundários, acredito que exageraram demais colocando muitos elos sem ser com os protagonistas, e mesmo não virando uma novelona, acabamos esquecendo fácil demais deles, ou seja, faltou conexão realmente para o filme usar eles para algo melhor.

Visualmente a trama usou bastante material dos casos reais, não criando tanta coisa fora do eixo, mas sem dúvida a casa do detetive foi muito bem trabalhada de elementos cênicos, mostrando um primor técnico de primeira linha, trabalharam bem nas cenas externas ambientando algumas perseguições e investigações, e fizeram um contexto funcional em cima das locações aonde o jornalista foi indo pegar material, e embora seja algo importante para a família, as cenas no estádio acabaram sendo grandes demais para todo o conteúdo da trama.

Enfim, não digo que tenha sido um filme sensacional como ficção, passando uma vibe meio documental e representativa das investigações que foram deixadas de lado, colocando essa essência nos letreiros finais para mostrar que os crimes contra negros acabam não sendo resolvidos em qualquer parte do mundo, e assim até poderia ser sido melhorado sem muitas mudanças, apenas saindo do eixo colocando uma investigação mais densa, mas ainda assim dá para recomendar o filme. E é isso meus amigos, eu fico por aqui hoje, mas volto em breve com mais textos, então abraços e até logo mais.


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Shazam! Fúria dos Deuses (Shazam! Fury of the Gods)

3/16/2023 01:48:00 AM |

Costumo dizer que o nicho de filmes de super-heróis pode até perder a grandiosidade e as super bilheterias, mas dificilmente acabará, afinal existem milhões de quadrinhos, de motes, de personagens, de submundos e tudo mais para os roteiristas pegarem e desenvolverem novas histórias, e se tem uma companhia que anda assustando demais os fãs é a Warner e a DC, pois com os novos chefões do time a maioria dos atores foi demitida, histórias foram canceladas e muito se falou nos bastidores quais seriam os rumos que iriam tomar para essa nova vertente. E eis que o primeiro longa a chegar sob os novos comandos, ou melhor gravado antes de acontecer as mudanças, mas ajustado para os novos caminhos é "Shazam! Fúria dos Deuses", que ainda manteve bem todo o lado cômico do primeiro filme, deu novas estruturas para os personagens, e ligou mais os pontos soltos do primeiro filme, colocando com isso algo mais interessante de conferir, mais próprio de desenvoltura, e se demora para engrenar por completo, quando atinge o ápice nas cenas finais não para mais, tendo um ótimo fechamento (acho que até um dos melhores da DC, que se fosse uma pré-estreia da Marvel teria gritaria e aplausos, mas como na sala que eu estava tinha no máximo umas 10 pessoas, o resultado foi light) e ainda contando com duas cenas pós-créditos bem interessantes para o rumo que irão utilizar o personagem, então não saia da sala.

A sinopse nos conta que nessa nova aventura, agraciado com os poderes dos deuses, Billy Batson e seus companheiros ainda estão aprendendo a conciliar a vida adolescente com os alter egos de super-heróis adultos. Quando um trio vingativo de deusas antigas chega à Terra em busca da magia roubada deles há muito tempo, Shazam e seus aliados são lançados em uma batalha por seus superpoderes, suas vidas e o destino do mundo.

Não disse isso no texto do primeiro filme, mas chega a ser engraçado ver um diretor que sempre fez filmes de terror bem tensos caindo para um longa de ação com um ar cômico, de modo que aqui David Sandberg até pode dar algumas nuances mais fortes com alguns monstros, com uma vilã mais cheia de impacto, mas ainda assim a diversão ficou bem em evidência, mostrando que se lá ele se segurou mais para apresentar os personagens, aqui ele desenvolveu tudo e jogou a criatividade em nível máximo, abrindo ainda mais caminhos tanto para o ambiente do personagem, como com as cenas pós-créditos jogar ainda mais para um agrupamento de super-heróis do Universo Compartilhado DC. Claro que muitos vão reclamar de alguns elos serem rápidos demais, outros vão achar que faltou uma imposição maior das deusas, mas diria que o diretor colocou até que bem todas as dinâmicas da trama na tela, não deixando nem que o filme ficasse bobo demais para ser esquecido, mas também que não fosse o grande portal de abertura desse novo caminho, sendo bem colocado e por incrível que pareça ficou notável a mão dos novos produtores nas mudanças que vão acontecer.

Quanto das atuações, algo que Zachary Levi fez foi ouvir muito as críticas que fizeram para a personalidade que deu para seu Shazam, e aqui ele foi menos explosivo em cena, criou bons elos, se divertiu bastante e trabalhou com entusiasmo para chamar a atenção para si como protagonista, de modo que no próximo longa o garoto já vai estar bem adulto e começaram a colocar isso no roteiro, afinal não estamos falando de um James Cameron que filmou 4 longas para as crianças não crescerem, e aqui isso vai ocorrer muito, apesar de não acreditar ter mais filmes com todos os personagens secundários, então vamos ver o que rola daqui para frente, pois mostrou algo bem mais bacana. E falando nos garotos, mesmo nesse longa a maioria aparecendo em vários atos por perderem os poderes e terem de ficar aparecendo em suas versões jovens, diria que não precisaram tanto de suas expressividades, sobrando claro a responsabilidade para Asher Angel com seu Billy em pouquíssimas cenas, e Jack Dylan Grazer já bem crescido trabalhando seu Freddy com olhares e bons domínios de estilo, ou seja, se destacaram bem dos demais. Ainda tivemos Helen Mirren um pouco desconfortável com o tanto de computação para cima de sua Hespera, mas claro compensando isso com bons diálogos, e vemos uma Lucy Liu já com trejeitos mais fechados e até imponente de certo modo com sua Kalypso, mas sem dúvida das três filhas de Atlas, o destaque ficou mesmo com Rachel Zegler bem marcante com sua Anthea, cheia de dinâmicas e chamarizes para sua personagem e o clima com o garoto, e ainda tendo dinâmicas expressivas mostrando ter melhorado muito o que vimos dela em outros filmes. Quanto os demais, vale apenas dar um destaque claro para Djimon Hounson com seu mago cheio de dinâmicas e intensidades bem colocadas do começo ao fim.

Visualmente o longa é bem cheio de cenas de voos, lutas, muitas peças de pontes na primeira cena, muitos prédios em movimentos e elementos tão dinâmicos que acho que teria valido uma versão em 3D, seguindo a mesma linha do primeiro filme, porém dessa vez vieram apenas cópias tradicionais, ou seja, a galera que curte a tecnologia vai ter de esperar ver se soltam alguma cópia depois nas mídias físicas, além disso vemos bons ambientes na caverna aonde os super-heróis criaram várias simbologias e elementos, com um deles investigando portas/portais para outros lugares, coisa que será usada mais em outras cenas bem colocadas, um dragão gigantesco bem interessante com a sacada sendo usada da série "Game of Thrones", tivemos alguns monstros mitológicos meio que estranhos correndo pelas ruas destruindo tudo, mas de forma bem funcional que acaba agradando, mostrando que a equipe de arte pesquisou bastante, e a equipe de computação/maquiagem caprichou nos efeitos para não soar tão falso, valendo o trabalho.

Enfim, é um bom filme, diverte bastante e deixa bem aberto toda a saga para continuações e novos usos dos personagens, como é mostrado na primeira cena pós-crédito, então quem for fã das HQs da DC pode ir sem medo que a saga continua e é bem usada, e claro que não falei da participação especial, afinal é um spoiler que alguns até já devem ter visto espalhado por aí, mas como aqui é meu estilo ficar quieto, vibrem com o ato final. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, com a única estreia que veio para os cinemas, mas volto em breve com vários filmes dos streamings, afinal não vou ficar sem ver nada, então abraços e até logo mais.


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Noites Alienígenas

3/13/2023 11:28:00 PM |

É engraçado como o Brasil tem tantas possibilidades de entregar filmes diferentes e fica sempre batendo na mesma tecla, pois o tamanho do nosso país é gigante e temos tantas culturas e situações para mostrar que daria para fazer longas de todos os estilos sem cansar e ainda ser bem representativo. E digo isso com muita felicidade por ver hoje um filme tão diferente como "Noites Alienígenas", que trabalha bem a representação da mudança cultural no Acre com a quantidade de facções criminosas que saíram do Sudeste e invadiram a Amazônia, criando um novo estilo de vida para as populações de lá, e principalmente viciando um grande número de jovens que acabam entrando para o crime e morrendo seja pela dependência ou por entrar em rixas com os traficantes. Ou seja, diria que a ideia em si foi muito bem elaborada, e o desenvolvimento também chamou muita atenção, só diria que faltou trabalhar um pouco melhor toda a essência para não precisar explicar com um letreiro no final da trama, mas o resultado geral funciona, e quem gosta de ver filmes diferentes do mundo do crime vai acabar gostando do que verá na tela.

O longa expõe uma Amazônia urbana, onde a ancestralidade dos povos tradicionais resiste à contemporaneidade que insiste em negar a floresta. Com elementos narrativos fantasiosos, o longa apresenta a história de três personagens da periferia de Rio Branco impactados pelo conflito entre facções criminosas e pela violência urbana, que, nos últimos dez anos, quase triplicou o assassinato de crianças e jovens no Estado do Acre.

Diria que o diretor e roteirista Sérgio de Carvalho teve uma grande ideia que precisaria ter sido melhor lapidada para impactar ainda mais, mas que para um primeiro trabalho no formato de longa metragem o acerto até que foi bem trabalhado, teve estilo próprio sem precisar ficar copiando outros filmes, e o resultado acabou sendo algo até que bem interessante de ser conferido, mas que volto a frisar dois pontos que esse resultado acaba sendo negativo também, o primeiro é que ser extremamente diferente dos demais acaba não tendo tanto público que entenda completamente a ideia, e a segunda que talvez um pouco mais de dinâmicas diretas daria um ideal formatado direto na tela para não precisar explicar para os poucos que entenderam tudo, mas isso é apenas uma opinião, então acredito que possa chamar atenção quando estrear oficialmente.

Quanto das atuações, o elenco principal é praticamente todo de jovens atores que não tem uma bagagem expressiva para segurar um filme com uma proposta totalmente nova como foi o caso aqui, e com o isso o filme até tem muita explosão e poucos diálogos que fluam melhor, sobrando apenas para Chico Díaz segurar a bronca com seu Alê, que é sem dúvida o melhor em cena dando ritmo e muita desenvoltura para um personagem que valeria até explorar mais, ou seja, dominou tudo e fez a vez. Mas para dar destaque para os mais jovens, diria que Gabriel Knoxx soube trabalhar bem o envolvimento de seu Rivelino, sendo bem direto na entrega e passando bem a mensagem com seus olhares, Adanilo Reis trabalhou um ar indígena misto com o lado noiado das drogas desenvolvendo desespero por mais drogas no corpo e alucinações junto de tudo, e até a ex-campeã do BBB Gleici Damasceno conseguiu trabalhar o ritmo de sua Sandra em cena, mas sem grandes chamarizes.

Visualmente a trama teve um misto entre floresta, casas com ruas de madeira sobre o rio e esgoto, vemos bem os agrupamentos de jovens com suas disputas de rimas e claro vemos os despachos de devedores do crime pelos grupos rivais, vemos os bares dominados por facções e também o quanto a droga faz dinheiro para os traficantes com carrões, ou seja, acaba sendo um sonho para os jovens querer chegar naquilo também, e isso a equipe de arte conseguiu desenvolver bem.

Enfim, é um filme que diria bem interessante, principalmente por ser diferente de tudo o que já fizeram, mas que poderia ter sido melhorado em alguns sentidos para sair do eixo de festivais e ser um pouco mais comercial, porém essa escolha é muito difícil de ser feita logo no roteiro, e resolver tudo na edição é mais difícil ainda. Então fica a dica para quem gosta de algo mais artístico ver a partir do dia 30/03 nos cinemas, pois foi muito bem feito e com um ponto a mais por ser algo que não vimos por aqui ainda. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto em breve com mais textos, então abraços e até logo mais.


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Coração de Neon

3/12/2023 08:38:00 PM |

Costumo falar que hoje com o tanto de séries que o pessoal assiste, a maioria dos diretores e roteiristas perderam o poder de concisão, de modo que acabam fazendo filmes alongados para entregar como um longa-metragem, sendo que a trama funcionaria muito mais como um curta ou média-metragem, e isso é algo ruim, pois quando você joga seu filme num circuito nacional, ele tem de ter algo crível para as pessoas que vão ver em outros lugares, e não apenas na cidade onde foi filmado. Comecei o texto do longa "Coração de Neon" dessa forma, pois é visível que o roteiro da trama quando foi visto pela equipe acabou sendo algo sensacional, cheio de referências aos times e bairros da cidade, às rixas tradicionais, e claro ao estilo de vida das pessoas dali, mas quando passado para frente muito do que aparece na tela é o famoso enchimento de cenas. Não digo que seja um filme ruim, pelo contrário, consegui captar muito envolvimento da produção, cenas bem desenvolvidas, e principalmente passando parte do making of durante os créditos dá para ver todo o trabalho da equipe por trás das câmeras, mas dava fácil para cortar no mínimo uns 20 a 30 minutos do filme que ele ficaria redondinho e com um estilo de trama de vingança e/ou busca por justiça perfeito de ser visto em qualquer cidade do mundo, mas como não ocorreu isso, a maioria que for conferir talvez acabe achando exagerado demais e com cenas desconexas do geral da trama.

A sinopse nos conta que no Boqueirão, um dos bairros mais populosos de Curitiba, o jovem Fernando trabalha com o pai, Lau, em um carro de telemensagem chamado Coração de Neon. Juntos eles sonham em levar o carro até os Estados Unidos. Após uma performance que terminou de forma trágica, a vida de Fernando muda completamente e ele inicia uma jornada alucinante e cheia de reviravoltas em busca de seus sonhos. Assim como na realidade, a história de Fernando passa por altos e baixos, por ação, romance e drama. Por meio de gírias, costumes e cultura local, o bairro de Boqueirão (ou Boquera, para os íntimos) mostra um retrato do Brasil com sotaque curitibano.

Diria que o trabalho do diretor, roteirista, editor e protagonista Lucas Estevan Soares até foi algo bem trabalhado, pois conseguiu fazer uma trama com boas dinâmicas e estilos, sem precisar recair ao lado novelesco do cinema nacional, pois aqui sendo um drama com pitadas de filme de justiça, ele soube administrar o ambiente, mostrar a base de policiais que se acham os maiorais e claro todo o processo de loucura quando um amor não é bem aceito, resultando em tantas tragédias que vemos mundo afora. Porém diria que esse excesso de funções que é comum nas obras com pouco orçamento é um risco gigantesco, pois como falávamos na época da faculdade de cinema, o maior acerto de um roteirista é entregar seu filho (o roteiro) para um bom diretor desenvolver ele melhor, e o maior acerto de um diretor é entregar seu filho (as filmagens) para um bom editor criar ele realmente para que o público entenda e goste do resultado, e aqui ao fazer todas essas três funções (e a quarta de estar na frente das câmeras também), ele não quis cortar cenas que achou importante e que na realidade não eram, e assim seu filme se arrastou um pouco. Ou seja, em outras mãos, talvez o filme ficaria incrível, ou não, mas da forma que resultou acaba não entregando tudo o que certamente ele pensou ao escrever.

Sobre as atuações, aí o problema já é outro completamente diferente, pois o diretor Lucas Estevan Soares caiu até que bem para o personagem de Fernando, teve olhares carismáticos e bem emocionais em cima do carro e de seu pai, mostrando gostar daquela vida, já quando vira de lado para buscar respostas exagerou um pouco nos trejeitos fazendo algumas caras e bocas exageradas, mas que no contexto completo da trama até funciona, ou seja, não fez algo brilhante, mas passou muito bem a mensagem que queria no personagem. Outro que entregou um olhar bem bacana nas cenas iniciais foi Paulo Matos com seu Lau bem direto e envolvente, sendo amplo de sorrisos e direto no estilo que chamou para si. Tivemos ainda atos bem interessantes de Wagner Jovanaci como o policial Gomes, sendo brutão e forte nas dinâmicas, acertando no que precisava fazer. E ainda tivemos bons atos de Ana de Ferro com sua Andressa e Wawa Black com seu Dinho bem colocados na trama e nas dinâmicas com o protagonista. E não posso esquecer da cachorra Penélope Cruz que colocaram um in memorian para ela, e teve olhares e atos muito bem feitos em cena, valendo não terem cortado suas cenas!

Visualmente o carro tem todo um estilo bem bacana para um carro de telemensagem, temos boas cenas na casa do protagonista que vai vendendo todos os móveis da casa para manter seu sonho ativo, vemos bons atos nas ruas, tivemos uma cena de briga de jogo bem trabalhada, mas completamente desnecessária, e claro a casa do policial que é o local da tragédia, de forma que foram bem concisos de locações, mas tudo bem retratado dentro da proposta que acaba agradando de certa forma.

Enfim, é um filme bem interessante que poderia ser muito melhor com poucos ajustes, mas que com toda certeza fez muito sucesso em Curitiba e mostra que o pessoal mais novo está vindo com boas ideias de filmes, sem precisar recorrer ao tradicional estilo novelesco, então fica a dica para quem gostar do estilo para conferir. E é isso meus amigos, eu fico por aqui hoje, mas volto em breve com mais textos, então abraços e até logo mais.


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Netflix - Luther: O Cair da Noite (Luther: The Fallen Sun)

3/12/2023 04:26:00 PM |

O estilo policial é daqueles que você fica sempre bem conectado com todas as possibilidades da trama, que se envolve com os personagens, e que como já disse outras vezes gostamos de tentar descobrir como tudo vai rolar até o final. Porém alguns longas já nos entregam o suspeito logo de cara e tudo funciona de forma inversa, aonde vamos buscar mais como o protagonista vai conseguir pegar ele e desfazer seu plano sórdido, e usando dessa base entramos no mundo do longa da Netflix, "Luther: O Cair da Noite", que muitos vão fazer a principal pergunta se é necessário ter visto a série de 5 temporadas que teve antes, e a resposta vem bem mais rápida do que o filme todo: Não, afinal como já disse também outras vezes, não gosto de séries, e embora aqui tenha alguns personagens originais de lá que quem viu entenderá tudo melhor, o resultado geral acaba sendo bem tranquilo de conferir, então quem estiver com esse medo pode dar play tranquilamente, que vai entender tudo e irá curtir cada minuto da ação desse baita investigador que é o personagem.

A sinopse nos conta que o tempo passou e Luther está atrás das grades em um grande caso na Londres moderna. Com toda a sua engenhosidade brilhante, ele consegue escapar. No entanto, seu alvo, o implacável assassino em série e psicopata cibernético David Robey, está sempre um passo à frente dele. Com um trabalho de detetive nada convencional, sufoca-se um jogo de gato e rato, pelo qual Luther não poupa meios para levar o assassino à justiça. Sob a observação constante de seu superior, o detetive superintendente Dermot Crowley, ele constantemente força os limites do trabalho investigativo da polícia.

Embora não seja o primeiro trabalho de Jamie Payne na direção de longas, seus últimos 15 anos foram somente em cima de séries, então praticamente deixou de lado as tramas mais concisas e floreou tudo em cima de personagens a exaustão, e certamente gostou muito do que fez com a última temporada da série "Luther" ao ponto de aceitar um novo roteiro mais fechado para uma trama só, e fez muito bem, afinal sabendo como deixou tudo ocorrer no encerramento, pode brincar bastante aqui com as dinâmicas do personagem, e usar e abusar do roteiro de Neil Cross que escreveu todos os episódios da série e volta aqui com sua sequência. Ou seja, vemos uma direção precisa de filme mesmo, aonde tudo se desenrola bem com um começo, meio e fim, aonde mesmo quem não conheça o personagem consiga entrar no clima e entender toda a situação da trama, o que é muito bom. Porém como sabemos produtores são grandes vampiros sanguessugas de dinheiro, e o que fizeram para fechar o longa, deram uma brecha para uma possível continuação, agora veremos se será uma série ou apenas mais um longa, o que espero com toda a força.

Sobre as atuações, é fato que os olhos se fecham para o perfil incrível de Idris Elba, afinal ele sabe como conduzir um personagem de forma intensa, sabe brincar com olhares e desenvolturas, e principalmente entrega tudo e mais um pouco em atos fechados, e com um personagem que usou por 5 anos certamente foi bem fácil voltar a usar as vestimentas e fazer os trejeitos marcantes de John Luther, e claro que deu show sem precisar se esforçar, ou seja, vamos querer ver ele mais vezes no papel. Andy Serkis sabe fazer muito bem performances chamativas, e cadenciar vilões intensos bem protagonizados, de forma que seu David Robey é muito forte e sagaz, tendo claro uma boa base de apoio para tudo o que faz, só diria que poderia ter ido ainda mais além se o diretor usasse as cenas finais de show para mais atos da trama, pois aí seu personagem impactaria com algo tão forte que o público desejaria mais força na sua caça, então quem sabe vale um longa solo sobre o personagem, e o ator certamente estará pronto para isso. Outra que caiu muito bem no papel de investigadora foi Cynthia Erivo com sua Odette Raine bem preparada para tudo, cheia de facetas e dinâmicas, e pronta para os atos mais dramáticos, que tem sido sua grande marca, veremos se será usada mais para frente, mas agradou bem com o que fez aqui. Dentre os demais tivemos muitos personagens de conexão, alguns mais importantes, outros menos, valendo claro o destaque para Martin Schenk revivendo seu um Dermot Crowley da série, trabalhando um ar pensativo e que aparentemente não está ajudando o protagonista, mas sabemos bem que não é assim, e o resultado só vendo na tela.

No conceito visual diria que trabalharam uma Londres sombria bem densa, aonde vemos os envolvidos pelo vilão fazendo atos intensos e marcantes, vemos uma prisão bem preparada, um departamento de polícia meio confuso, e cenas bem dramáticas no metrô, além claro das cenas finais num ambiente frio, cheio de neve, que não nos é identificado na trama, mas que conseguiram montar literalmente um show de horrores e mortes, que espero ver num filme solo, pois a ideia é boa.

Enfim, é um bom longa do gênero, que funciona bem dentro da proposta, e que certamente os fãs da série irão vibrar por ver seu personagem de volta a ativa com muita intensidade, e claro também quem gosta do gênero vai ficar feliz, afinal o ator soube fazer algo bem marcante na tela ao ponto de valer a recomendação. E é isso meus amigos, eu fico por aqui agora, mas volto em breve com mais textos nesse dia que ainda tem a Festa do Oscar, então abraços e até logo mais.


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Segundo Tempo

3/11/2023 06:23:00 PM |

Ultimamente tem sido lançado tantos filmes introspectivos sobre o se encontrar, reviver algo do passado ou até mesmo saber suas origens que acredito que os diretores e roteiristas tem ido demais em sessões de psicanálises, não que isso seja algo ruim, pelo contrário, sempre é bom saber de onde veio para saber para onde vai, e claro ter as devidas conexões com quem você precisa ter. E o filme "Segundo Tempo" trabalha bem esse elo que muitos não tem de falar com seus parentes vivos, mas que quando morrem procuram querer saber mais, ir para outros países descobrir como a pessoa chegou aonde chegou, e até mesmo tentar alguma aproximação com outra que está quebrada fazendo algo junto. E dessa forma diria que o resultado do filme é algo até que bem bonito de ver, tem todo um sentimentalismo bem passado pelos dois protagonistas, e o envolvimento de ambos acaba sendo bacana pela forma representada na tela, pois cada um de seu jeito, se virando nas andanças por uma Alemanha diferente do usual, mas bem vista pelos olhares deles, acaba passando um algo a mais para que o público conheça eles por inteiro. Ou seja, diria que é o longa introspectivo mais leve e interessante que já vi, pois a maioria acaba cansando por pesar depressões e brigas, mas o olhar que o diretor colocou bem personificado nos protagonistas acabou envolvendo bem sem precisar apelar, o que é bem bom de se dizer.

No longa vemos que Ana e Carl são dois jovens irmãos que nunca se deram bem, mas após a morte do pai, os irmãos que nunca tiveram fortes laços afetivos um pelo outro decidem ir para a Alemanha para resgatar sua história desconhecida. A grande perda familiar desperta uma busca por respostas e lá, eles não apenas descobrirão trilhas familiares, como se confrontarão e se reconhecerão, para avançar em suas vidas. Os dois tentam encontrar no Brasil e na Alemanha, seus próprios caminhos e identidades, percorrendo e desvendando a história de sua família, que atravessa o século XX.

O diretor e roteirista Rubens Rewald soube fazer muito bem algo que poucos diretores nacionais costumam colocar em suas tramas mais fechadas que é a síntese emocional, pois ou pecam com excessos de diálogos ou com excessos de reflexões, e aqui ele soube dosar muito bem cada elemento da trama, cada envolvimento pessoal bem colocado, e principalmente expor seus personagens sem precisar de grandes apresentações, pois tudo fica evidente de uma maneira leve e bem pautada. Claro que precisou ir a fundo para mostrar aonde o protagonista ganha o seu dinheiro, brincou um pouco com o ar melancólico da protagonista para mostrar um pouco sua depressão, mas sem forçar laços ou quebras bruscas, tudo serviu para ir além nos atos finais e se desenvolver bem com um certo brilhantismo. Ou seja, o que vemos na tela é somente o necessário para entender e envolver, e o resto, a produção que lutasse para levar o filme para ser filmado em boas locações na Europa, tivesse todo o anseio bem conectado com tudo, e assim tudo funciona bem, coisa bem rara de se ver no gênero.

Sobre as atuações, posso dizer que ambos os protagonistas se entregaram muito bem para seus devidos personagens, fazendo com que enxergássemos eles na tela ao invés de ver os atores, e isso é algo que costumo valorizar demais em uma atuação, e assim o resultado fluiu muito bem na tela. Dessa forma Priscila Steinman ficou responsável pelos atos mais introspectivos e melancólicos com sua Ana, mas sendo menos direta que o irmão, acabou aproveitando para ver mais os ambientes, se envolveu com a história do lugar e cadenciou tudo com ares menos sofridos do que no Brasil, de modo que acabou se conhecendo mais e criando muito mais com seus olhares, e claro com isso passando a mesma sensação para o público, mostrando facetas e envolvimentos bem colocados na tela. Já Kauê Telloli foi mais atirado, mais direto e desesperado em querer saber mais do seu passado, e claro com isso indo bater de frente com tudo sem pensar em nada, mas se olharmos por outro lado, seu sumiço de tela foi bom para desenvolver a irmã, e claro que vemos também sua afeição por ela, de modo que o ator soube criar um estilo rápido e bem marcante para seu Carl. O longa teve muitos personagens secundários passando no caminho dos jovens atores, mas sem dúvida a essência marcante ficou por conta das cenas com o ator alemão Michael Hanemann como o pai deles, que mesmo morrendo logo no começo ainda aparece bastante nas lembranças, e agrada com o que faz.

No conceito visual a trama foi muito bem desenvolvida, mostrando de início o apartamento simples da família, a biblioteca que a protagonista trabalha, e um pouco do mundo de como o jovem ganha sua vida entre futebol e encontros, tudo sem precisar forçar a barra, e ao encontrar as cartas e coisas do pai como um elemento cênico bem importante, o filme muda os ares para a Alemanha, passando por algumas cidades e tendo locais bem colocados para a síntese completa da trama, envolvendo bastante e chamando atenção para o pequeno restaurante aonde vemos a história do proprietário e como era na Alemanha na época de Hitler, vemos um pouco de uma escola, uma boate e tudo simples e direto que acaba agradando bastante, e falando em simplicidade, a cena da protagonista de pijama no aeroporto ficou muito marcante e acertou em cheio na escolha.

Enfim, é um filme que pode se florear bastante na análise, serve para pensar e refletir no modo como tratamos e nos conectamos com as pessoas, mas principalmente vale como algo emocional bem trabalhado tanto pelos atores como pela direção, sendo singelo e direto em tudo, o que chama atenção e agrada sem errar, e assim sendo recomendo ele com certeza para todos assistirem quando estrear dia 16/03 nos cinemas. E é isso meus amigos, eu fico por aqui hoje, mas volto em breve com mais textos, então abraços e até logo mais.


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65: Ameaça Pré-Histórica (65)

3/11/2023 02:14:00 AM |

Já fui surpreendido várias vezes com filmes que entregam histórias bem diferentes do que aparentam nos trailers e sinopses, mas sempre tendo alguma base com o que esperava encontrar, porém hoje jurava que o que veria na tela era outro filme completamente diferente do que acabei assistindo, e isso foi ótimo, pois a trama de "65: Ameaça Pré-Histórica" aparentava ser muito semelhante à vários outros que vimos nos últimos meses, com viagens temporais e planetárias com elementos estranhos e tudo mais, e nada disso ocorre, pois o filme nos leva para algo bem antes de existir humanos na Terra, ou seja, os personagens são "aliens" de outros planetas que por um acaso do destino (ou melhor algo que já estudamos e que acaba sendo bem usado aqui) caem na Terra até então desconhecida por eles, em plena época dos dinossauros, tendo de descobrir uma maneira de fugir dali antes de virarem comida de répteis gigantes ou serem tostados por um gigantesco asteroide que vai destruir tudo dali. Ou seja, é uma trama bem bacana e interessante de ser vista, com a atuação tradicional de Adam Driver que sempre é bem esforçada e cheia de impacto, mas talvez um pouco mais de velocidade para as dinâmicas deixariam o longa mais tenso e cheio de nuances ainda mais fortes.

A sinopse nos conta que depois de um acidente catastrófico em um planeta desconhecido, o piloto Mills rapidamente descobre que está encalhado na Terra há 65 milhões de anos. Agora, com apenas uma chance de resgate, Mills e a única outra sobrevivente, Koa, devem atravessar um terreno desconhecido crivado de perigosas criaturas pré-históricas em uma luta épica para sobreviver.

Se formos olhar a fundo a carreira de Scott Beck e Bryan Woods nem vamos nos lembrar de suas produções como diretores, pois só fizeram algumas tramas bem pouco conhecidas, mas se entrarmos na carreira deles como roteiristas, aí a coisa já muda bastante, pois foram responsáveis por duas tramas tão intensas e grandiosas que surpreenderam a todos com "Um Lugar Silencioso" e sua devida continuação, bem como escreveram o próximo filme da saga, ou seja, sabem causar suspense e diálogos bem construídos para prender o público, então nem poderíamos esperar muita coisa diferente deles aqui, pois a história em si é bem marcante e interessante, e prende bem o espectador, porém ainda como diretores faltou criar um dinamismo maior para impactar mais e fazer a história fluir melhor, mas vão longe ainda.

Sobre as atuações, já disse isso outras vezes e não me canso de dizer que alguns atores são exageradamente secos de expressividade, e um deles é Adam Driver e isso para alguns papeis é até bem bom, mas aqui seu Mills precisava de um pouco mais de carisma para que o público se conectasse na sua história de perca, no envolvimento com a garotinha e toda a responsabilidade que ele carrega na trama, mas ao menos como já serviu o Exército soube entregar uma boa postura e cadenciou ao menos as cenas de embate de uma forma bem coerente e interessante de ver. A jovem Ariana Greenblatt foi bem marcante com sua Koa, de modo que sem falar a língua do seu companheiro de cena, trabalhou os trejeitos para dar sua voz, e conseguiu capturar bons momentos com suas atitudes, chamando muita atenção para si, o que é bom, pois tende a chamar cada vez mais produções com seu jeito contido, mas esperto. Ainda tivemos algumas participações  de Chloe Coleman como a filha do protagonista, e de cara fica marcado que está doente pelas falas iniciais, e a jovem se joga bem nas projeções, dando boas nuances e chamando para si algumas cenas, mas foi usada apenas como apoio, já que não teve tanto direcionamento com os protagonistas.

Visualmente o longa é muito bem trabalhado, de modo que os dinossauros pareceram bem realistas no estilão dos longas de "Jurassic World", aliás não duvido de ser até a mesma equipe que criou os animais, temos uma Terra bem marcada por florestas, gêiseres, montanhas, e claro o espaço totalmente "habitado" pelas pedrinhas que rodeavam a pedrona que acabou com tudo, então a equipe soube criar bons elos com o passado, brincou com pinturas nas pedras, com uma nave e armas bem tecnológicas, mas mostrou bem pouco do planeta do protagonista, que poderia dar algumas nuances maiores para tudo, e claro entendermos seu serviço de levar pessoas de um planeta para o outro, que acabou ficando bem jogado, mas isso não foi culpa da equipe de arte, então posso dizer que no que dependeu deles foram até que bem demais.

Enfim, diria que até gostei bastante do que vi na tela, fui surpreendido com algo que não estava esperando, e que é um bom passatempo que conta uma história bacana, mas que dava para causar muito mais tensão e impacto com pouquíssimas mudanças que não aconteceram, então com isso tenho de dar uma pesada na nota, mas ainda assim vale a recomendação. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto em breve com mais textos, então abraços e até logo mais.


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Pânico VI em 3D (Scream VI)

3/09/2023 01:36:00 AM |

Existem algumas franquias que tem tantos fãs que se você ousar falar mal é capaz de lhe cortarem a cabeça, mas se tem uma que os fãs até sabem que vão ser zoados é a do "Pânico", que cada vez eles pedem mais coisas, e são prontamente atendidos com mais fan-service que só eles vão gostar. Mas comecei falando isso do novo "Pânico VI" não como algo ruim, pois o filme até é bacana de ver, mas entregaram algo quase como uma grande homenagem, colocando ainda mais personagens antigos que não tinham aparecido ainda na nova roupagem, e que estando em uma cidade maior até tiveram uma ousadia bacana de criar um tipo de museu para o personagem principal, colocaram nas ruas no feriado de Halloween com vários personagens icônicos do terror, e até sangraram uns bons personagens, mas a trama é risível, com um personagem até que violento e bem inserido, e que sempre ficamos brincando de tentar adivinhar quem é o assassino da vez, e a trama funciona nesse sentido, mas que não vai criar novos fãs, e também não vai impressionar os que já são, sendo algo bem produzido, porém longe de ser fenomenal.

A sinopse nos conta que Sam, Tara, Mindy e Chad estão fartos. Depois de sobreviver ao massacre final de Ghostface em Woodsboro, os quatro se mudam sem cerimônia para Nova York. Lá, os dois irmãos querem começar uma nova vida, por assim dizer, e deixar a pequena cidade e suas experiências traumáticas para trás. Mas o maldito assassino com uma máscara de fantasma e uma lâmina afiada não pode ser abalado tão facilmente, porque de repente ele também aparece na Big Apple. Na rua, no metrô, no supermercado – aparentemente em todos os lugares ele aproveita a agitação da cidade grande para desaparecer na multidão com a mesma rapidez com que apareceu antes. E embora Sam, Tara, Mindy e Chad já tenham conhecido o assassino, desta vez eles não podem confiar em sua experiência. Porque quem está por trás da máscara tem novos truques na manga.

Se no reboot-continuação feito no ano passado os diretores Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett fizeram grandes homenagens para os fãs da franquia, entregando muitos elos e aparições voltadas para agradar, aqui eles quiseram dar um pouco mais de violência para o personagem e fluir a trama para outros caminhos sem ficar presos na cidadezinha de Woodsboro, e isso não é algo ruim, afinal como já disse no texto do longa no ano passado, sou um dos que gosta demais da franquia, mas confesso que esperava algo a mais aqui sem ser homenagens e truques bem colocados, de forma que vemos todas as boas sacadas, e por incrível que pareça concordamos bastante com todas as ideias de Mindy de como deveria ser pensado todas as sacadas do vilão agora na franquia, ou seja, deram para ela as falas que certamente os roteiristas e os diretores pensaram para fazer o longa, mas as coisas acabam não sendo nem metade do que o trailer apontava, e assim o resultado é morno demais no fim. Ou seja, é daqueles filmes que quem for conferir vai continuar gostando ou odiando a franquia, e talvez até façam mais filmes sequências com o fechamento que deram, mas na minha opinião parava por aqui já com a boa homenagem e pronto.

Sobre as atuações, diria que Melissa Barrera fez uma Sam meio dura demais, pois poderia entregar um pouco mais de paranoia/surto com seu medo, sair feito uma maluca como no começo, mas logo que começa a fuga realmente do vilão acaba ficando morna demais, até claro nos atos finais, que se entrega mais ao seu ar imponente, de forma que não diria que falhou, só não foi muito além. Agora já havia dito isso bem lá trás e volto a repetir Jenna Ortega vai ser o grande nome de Hollywood muito em breve, de modo que já tem dado seu nome para algumas séries, e aqui sua Tara é direta, faz bons trejeitos e marca muitos pontos com a expressividade da personagem, o que acaba chamando muita atenção. Jasmin Savoy-Brown brincou bastante com sua Mindy, sendo sagaz na explicação de conceitos de franquias e continuações de um filme, e diverte bastante com seus ares diretos na trama, de forma que valeria ter trabalhado melhor sua personagem. Mason Gooding e Josh Segarra foram usados apenas como pares românticos das protagonistas com seu Chad e Danny, mas o primeiro ao menos sai na porrada com o vilão, enquanto o outro é apenas visual do filme. E claro temos de falar de Courtney Cox com sua Gale tradicional, fazendo as vezes da clássica mocinha agora já bem madura dos filmes anteriores, já que Neve Campbell não quis voltar dessa vez, e aqui tivemos a inserção da personagem que faltou no filme anterior com Hayden Panettiere voltando à sua Kirby do 4° filme, mas agora como uma agente do FBI. Os demais personagens e atores até tentaram chamar alguma atenção, tiveram bons atos finais, mas nada que fosse expressivo sem ser a necessidade do fechamento do filme, mas como não vou dar spoilers, nem vou falar deles, ou melhor, vou falar apenas da participação especial de Samara Weaving longo no começo do filme como uma professora de cinema de terror que está num encontro às escuras, e como bem sabemos num filme de terror isso nunca dá certo.

Visualmente diria que o longa teve um bom ganho em mudar de cidade, afinal ali na cidadezinha todos já se conheciam, mas isso acaba bem rápido visto que o foco ficou só mesmo no grupo da cidade, tendo claro um apartamento interessante, uma festa de Halloween bem rápida no começo, uma boa cena dentro de uma mercearia, a cena do metrô sensacional com vários personagens de outros filmes de terror numa clara homenagem ao gênero slasher, e principalmente o santuário dos filmes da saga aonde vemos objetos e tudo mais que tiveram nos outros filmes, sendo algo muito bem trabalhado de pesquisa e que colocado num cinema antigo deu todo o charme para a trama. Agora quem não leu o título do filme, eu vi ele numa das salas gigantes em 3D, e confesso que não vi uma só cena de algo saindo da tela, tendo uma única profundidade bem usada na cena que as personagens atravessam de um apartamento para o outro, e nada mais, então fuja da tecnologia e veja numa sala comum que o resultado vai ser o mesmo.

Enfim, volto a dizer que é mais um filme feito para os fãs da franquia, então quem gosta vai ir para a sessão e se divertirá bastante, irá querer mais outras continuações, e quem não curte o gênero vai sair xingando. Eu diria mesmo gostando muito da franquia que deveriam parar por aqui, que ficar nessa de homenagem em cima de homenagem acaba cansando, então deixo essa dica para todos. E é isso meus amigos, eu fico por aqui hoje, mas volto em breve com mais textos, então abraços e até logo mais.


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Netflix - 10 Dias de um Homem Bom (Iyi Adamin 10 Günü)

3/07/2023 11:44:00 PM |

Costumo dizer que o cinema turco é o que está mais próximo do gosto dos brasileiros, pois é todo trabalhado no estilo novelesco, com grandes dramatizações, caras e bocas para chamar atenção, e o que poderia ser um mistério bem simples acaba tendo de passar por tantos personagens e conexões que ao final nem lembramos bem o objetivo inicial de tudo, e se você gosta desse estilo pode dar o play e se divertir bastante com o lançamento da semana da Netflix, "10 Dias de um Homem Bom", que até tem boas sacadas, é divertido e interessante dentro do que se propõe, mas que facilmente com alguns ajustes acabaria muito mais chamativo e envolvente apenas como um mistério sobre o sumiço de um garoto. Claro que aí mudaria praticamente todo o estilo do longa, e muitos acabariam nem entrando tanto no clima, mas aí é questão de gosto pessoal, e aqui acredito que dava para limpar o filme pelo menos uns 20%, só que aí não teríamos uma continuação já pronta para estrear em Agosto, intitulada "10 Dias de um Homem Mau", então vamos esperar para ver se vai envolver também da mesma forma ou se deram uma melhorada, pois volto a afirmar que o filme aqui não é ruim, só é exagerado de subtramas, e isso pesa um pouco, ao menos no meu gosto pessoal!

O longa nos conta que Sadık é um homem de grande integridade e força vital, além disso, sempre esteve muito empenhado em ajudar o próximo, por isso, começou a trabalhar como advogado. No entanto, com o tempo, ele decidiu se tornar um investigador particular em uma pequena cidade da Turquia. Lá ele tenta buscar justiça em um mundo cheio de bandidos, traficantes de pessoas e assassinos. Quando um caso sobre uma pessoa desaparecida chega até ele, quatro mulheres muito diferentes cruzarão seu caminho. Todos elas têm muitos problemas que ele tentará resolver.

Nem precisaria disso, mas ao pesquisar sobre o diretor Uluç Bayraktar, logo de cara vemos que seu currículo é quase todo de novelas e séries de muitos capítulos, ou seja, é um estilo que domina e faz muito bem há tempos, e com seu segundo longa metragem, ele não fugiu muito de suas bases, trabalhando algo até que bem interessante de ver na tela em cima da história do livro de Mehmet Eroglu, e volto a dizer que o que vemos na tela não é algo ruim, principalmente para quem gosta desse estilo de filmes e séries, aonde o protagonista começa procurando uma coisa, acaba se envolvendo com outras, e na metade do caminho já mudou quase todo o eixo para ir brincando com o público. Mas sabiamente o diretor conseguiu fechar bem todas as histórias, e ainda por incrível que pareça agradar deixando uma segunda trama para ser desenvolvida, ou seja, esse filme é bem concluído e o resultado se encerra, não sendo o segundo filme que vem em Agosto algo que precisaria para explicar algo, mas sim uma possibilidade diferente de seguimento, e acredito pelo trailer que será interessante, então ficarei esperando para ver no que dá.

Sobre as atuações, a grande base é focada em Nejat Isler que tem tanto um ar galanteador sem ser novinho, e isso é bacana de ver pelo perfil da trama, de forma que seu Sadık tem personalidade, já tem o jogo de cintura de anos na cadeia, e a base de um bom advogado, sabendo lidar com todo tipo de pessoas que vir pela frente, e com bons olhares e trejeitos fortes encaixa suas cenas com muita sagacidade e diversão, agradando bem sem soar exageradamente falso. Ainda tivemos bons atos de Ilayda Alisan como uma ex-prostituta que vira namorada do protagonista, Ilayda Akdogan como a irmã do personagem desaparecido que vive a base de chantagens, e Erdal Yildiz como um chefão bem violento e de facetas marcantes, mas também tivemos alguns desastres como os gêmeos com uma maquiagem estranha, a ex-mulher do protagonista que vive atrás dele para ser novamente culpado por algo que fez, entre outros que foram entrando e sendo conectados na trama.

Visualmente o longa passa por muitos lugares da cidade, com boas bases no apartamento quase que abandonado do protagonista, o apartamento de sua garota mais ajeitado, vamos para restaurantes chiques e de rua, um cortiço cheio de imigrantes e pessoas traficadas, vemos algumas mansões espalhadas, e tudo muito conectado para o lado investigativo da trama, ou seja, a equipe de arte trabalhou bastante no estilo de uma grande novela mesmo, mas que coube dentro de duas horas e funcionou bem.

Enfim, é um longa que tem seu estilo bem definido e que quem gosta vai adorar, mas quem esperar algo mais trabalhado de uma forma dramática tradicional de longas de mistério talvez vai se irritar um pouco com tudo o que verá na tela. Então fica a dica já sabendo o que esperar e boa conferida para todos. E é isso pessoal, eu fico por aqui hoje, mas volto em breve com mais textos, então abraços e até logo mais.


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Amazon Prime Video - Triângulo da Tristeza (Triangle of Sadness)

3/07/2023 12:36:00 AM |

Durante os momentos mais insanos do longa "Triângulo da Tristeza", que após uma rápida passagem pelos cinemas nacionais estreou agora na Amazon Prime Video, vemos o capitão do navio e um ricaço russo discutindo grandes frases de nomes famosos, mas uma que não foi citada e que tem todo o valor nos atos finais do longa é o dizer que cada um faz bom uso das ferramentas que tem, e a melhor ferramenta é a esperteza, pois se você souber utilizá-la da melhor forma pode não ter nenhuma ferramenta que será líder. E usando dessa base, a grande sacada do filme é você ir se conectando aos personagens, ver a forma que cada um usa bem o outro para suas necessidades, e com bons elos para tudo, o diretor acaba sendo sagaz em não precisar dar explicações, de modo que tudo se conecte bem e desenvolva agradando com boas sacada. Ou seja, muitos vão achar que os 147 minutos da trama são bem longos, mas eu diria que foram tão bem usados, que mesmo os momentos mais lentos acabam sendo bem trabalhados, e o resultado final é incrível com toda a complexidade do tema.

A história começa acompanhando os jovens modelos Carl e Yaya, que estão navegando pelo mundo fashionista enquanto tentam se tornar influencers. Eles ganham passagens para viajar num cruzeiro de luxo, sendo os únicos passageiros classe média num grupo de milionários, liderado por um alcóolatra capitão comunista do barco. Porém, uma noite de tormenta e ataques de piratas fazem o navio naufragar, deixando os sobreviventes presos numa ilha deserta. A hierarquia dentre o grupo muda completamente quando dentre esse bando de ricaços, a única pessoa que sabe como sobreviver nesse local inóspito é a faxineira filipina - capaz de pescar e fazer uma fogueira. Logo, essa sarcástica comédia passa a discutir tal nova dinâmica que inverte os poderes entre os sobreviventes e passa a questionar os papéis de gênero.

Diria que o diretor e roteirista Ruben Östlund conseguiu mais uma vez entregar uma obra com um primor tão grandioso que não tem como não se divertir com tudo o que está na tela, tanto que o longa foi o grande ganhador de Cannes levando a Palma de Ouro e está indicado à três estatuetas do Oscar (Filme, Roteiro Original e Direção), que não diria que conseguirá levar elas por ser um ano meio já de cartaz marcadas, mas posso dizer que facilmente mereceria, já que é seu melhor trabalho até hoje e o filme consegue ao mesmo tempo ser crítico e comercial, envolvendo com sacadas certeiras, com elementos bem trabalhados, e que mesmo sendo capitular (sem necessidade total) dá as devidas nuances do começo ao fim se impondo completamente ao que ele gostaria de ver acontecendo, e assim seu filme tem estilo e desenvoltura.

Outro ponto bem engraçado é que mesmo tendo um elenco com grandes atores, o filme independe de suas grandiosas atuações, pois a dinâmica toda está nos ótimos diálogos e tramas dentro do roteiro, e com isso souberam escolher bem quem apenas tivesse um chamariz visual a mais. Dito isso o foco é claro em Harris Dickinson que deu ao seu personagem Carl um perfil meio que disposto a ser dependente das benesses que consegue com sua namorada, mas sendo bonito também faz uso disso para conquistar algo a mais, e o ator soube ser exatamente como alguns modelos, com olhares secos e dinâmicas mais fechadas, agradando por não exagerar em nada. Da mesma forma Charlbi Dean consegue brincar com o estilo de algumas influencers da vida, fazendo com que sua Yaya fosse fútil e ao mesmo tempo direta nos atos que participou, ou seja, foi muito bem em tudo, e seu final foi perfeito dentro da proposta toda. Não conhecia a atriz Vicki Berlin, mas diria que ela deu tanta desenvoltura para sua Paula, meio como uma gerente de tudo ali, que consegue nos levar aos mais diferentes absurdos sem nem mover os olhos, e isso aliado a trejeitos e casuais modos de uma boa atendente, ou seja, fez muito bem o seu papel. Nos dois primeiros atos praticamente nem vemos a filipina Dolly de Leon, mas sua sagacidade como Abigail nos últimos atos é tão bem encaixado, cheio de trejeitos bem diretos de uma pessoa com uma expertise máxima que nos conecta e fecha brilhantemente toda a história, sendo daquelas personagens que entram exatamente aonde devem e dão show. Ainda tivemos outros bons atos com vários personagens até que importantes para a trama, mas que dão as conexões apenas para que os demais atos funcionem, valendo destacar Zlatko Buric com seu Dimitry completamente maluco e riquíssimo como ente de dinheiro que os demais usam, Henrik Dorsin com seu Jarmo meio que jogado, mas que faz trejeitos meio deprimentes bem encaixados, e claro o capitão super bêbado e maluco vivido por Woody Harrelson que deu um bom tom para o meio do filme.

Visualmente temos três atos bem distintos, com o primeiro mostrando o mundo fútil da moda, com caras e bocas, mostrando desfiles com os devidos assentos sendo dados para pessoas mais importantes tirando os que chegaram antes da frente para os que merecem algo, vemos toda uma briga por num restaurante chique e na sequência no hotel riquíssimo por quem deve pagar a conta, e o melhor mostrando bem esse mundo de influências aonde nem usam bem tudo o que devem usar, e aí chegamos ao cruzeiro luxuosíssimo mostrando jantares com pessoas artificiais, com comidas enfeitadas e sem grandes gostos, todo o mundo das conversas de ricos e esbanjando tudo e mais um pouco, e claro a grande festa dos vômitos com o balançar insano do navio, para aí chegarmos numa ilha e vermos todo o processo da sobrevivência com pouca comida, quem sabe fazer fogueira e pescar, caçar e afins, além claro das grandes trocas de favores, ou seja, a equipe esbanjou grana para os elos luxuosos, mas soube aproveitar cada mínimo detalhe para que tudo fosse perfeito em cena.

Enfim, recomendo que seja visto de estômago vazio, principalmente o miolo do longa, que a cena em alto mar é para qualquer um desejar fugir de cruzeiros (que é algo que ainda desejo fazer, mas fiquei meio mal com tudo o que vi aqui!), e que entrega algo tão genial de conexões que só não irei dar nota máxima para o filme por o começo ser meio cansativo demais, mas valeria fácil um 9,5 para ele, então vale demais a recomendação. E é isso meus amigos, eu fico por aqui hoje, mas volto em breve com mais textos, então abraços e até logo mais.


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Medusa

3/05/2023 08:49:00 PM |

Um dos gêneros que os produtores no Brasil andam mais fazendo fora das comédias novelescas é o terror, pois nesse estilo dá para brincar bastante com coisas bizarras que até parecem reais nesse mundo maluco nosso atualmente. E um exemplar que brincou bem com toda essa ideia é "Medusa", que usando e abusando do mito juntamente com as ideias atuais de mulheres do bem, recatadas e do lar, colocando as loucuras das igrejas e suas devotas malucas atuais, acabando resultando num filme até que bem interessante, mas que muitos com certeza vão achar mais estranho tudo do que bacana, pois volto na ideia que anda difícil competir terror ficcional com a realidade que andamos vivendo mundo afora. Ou seja, é um filme que até tem uma boa proposta, que brinca bem e que tem uma qualidade bem pautada, mas que dava para sair ainda mais do real e trabalhar mais com o ficcional, pois a diretora quis meio que colocar algo meio como distópico da realidade, mas ainda assim próximo demais do que vemos, e assim alguns ainda podem se incomodar achando que a indireta é direta para eles.

A sinopse nos conta que a jovem Mariana pertence a um mundo onde deve manter a aparência de ser uma mulher perfeita. Para não cair em tentação, ela e suas amigas se esforçam ao máximo para controlar tudo e todas à sua volta. Ao cair da noite, elas formam uma gangue e, escondidas atrás de máscaras, caçam e punem aquelas que se desviaram do caminho correto. Porém, dentro do grupo, a vontade de gritar fica a cada dia mais forte.

Reclamei bastante do primeiro filme da diretora e roteirista Anita Rocha da Silveira, "Mate-Me Por Favor", mas diria que nesse novo ela foi bem melhor nas dinâmicas e criou algo que conseguimos enxergar dentro da proposta, e o melhor causando sensações diferentes de tudo. Claro que o filme tem uma ideologia que muitos nem irão entender, outros irão ficar aborrecidos por parecer com algo que vê diariamente, mas diria que toda a essência foi bem colocada na trama e o resultado geral impressiona bastante, mostrando uma segurança de estilo, e claro falando alto que seu gênero é esse, então aceitem ou não todo o restante vai ser bem alocado. Ou seja, o que vemos na tela é uma realidade distópica bem trabalhada em cima de algo bem realista, que encaixando ainda a proposta do mito da beleza de Medusa ficou bem direto e marcante, e assim embora não seja um filme perfeito, o resultado geral acaba chamando muita atenção dentro do estilo terror.

Sobre as atuações, diria que as protagonistas foram bem conectadas dentro da trama e representaram bem os papeis que tinham para colocar, de modo que vemos algumas leves derrapadas para forçar o estilo, mas que não incomodam, sendo diretas e expressivas. Mari Oliveira foi bem sagaz nas cenas de sua Mariana, criando possibilidades e trejeitos fortes para sua personagem, chamando a responsabilidade cênica para si, e ousando por não seguir uma linha tradicional de espanto nem terror falseado, e assim o resultado acaba sendo até que bem interessante de ver na tela. Da mesma forma chega a ser assustador o que Lara Tremouroux faz com sua Michele, e não por ser atos assustadores de violência, mas por passar a mensagem de perfeição maior que tudo, e a atriz quando se solta muda completamente os ares e chama muita atenção com a reviravolta completa, sendo marcante e agradando bastante. Quanto aos demais, a maioria fez apenas conexões, tendo leves destaques para alguns atos de Felipe Frazão com seu Lucas, Thiago Fragoso como Pastor Guilherme e apenas uma leve participação de Bruna Linzmeyer como Melissa, mas a montagem completa funciona para todos.

Visualmente diria que o longa é ainda mais estranho do que parece, pois trabalhando ruas escuras com apagões e mulheres belíssimas num coral estanho dentro de uma igreja com luzes neon em rosa e azul com seus vestidinhos perfeitos, quando saem dali colocam máscaras e viram uma gangue que chuta quem acha ser pecaminosa, tendo um hospital aparentemente abandonado com pessoas em coma todos juntos em catarse, fora o que ocorre nos apagões com os personagens lá, uma rave no meio da floresta maluca com pessoas com máscaras de animais, ou seja, tudo muito simbólico para marcar e chamar atenção, sendo representativo dentro do contexto da trama, que dá para conectar com tudo e entender bem a ideia da diretora.

Enfim, está longe de ser um filme perfeito como as mulheres ali se julgam, mas é um terror interessante que alguns vão adorar toda a ideia e outros vão sair xingando completamente, porém vale a mensagem e diria que é um bom filme de certo modo, então fica a recomendação para quem gosta de um terror diferenciado conferir a partir do dia 16/03 que é quando ele entra em cartaz nos cinemas. E é isso meus amigos, eu fico por aqui agora, mas volto em breve com mais textos.


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Os Banshees de Inisherin (The Banshees of Inisherin)

3/05/2023 01:22:00 AM |

Como todos que me acompanham sabem, eu sou bem sincero com o que gosto ou não, e hoje diria que fui conferir "Os Banshees de Inisherin" esperando algo do estilo que conheço do diretor que é algo cômico com um certo sarcasmo, mas que pesa sempre para o lado dramático muito bem dinamizado pelo elenco, e o que vi no longa foi algo que mais me cansou do que divertiu, pois ele exagerou na dramaticidade e com uma história de uma briga besta entre dois homens de um lugar isolado acaba não fluindo como deveria acontecer, com atos que até servem para rir com um certo humor negro, mas que passa longe de ser algo gostoso de ver na telona. Claro que o roteiro tem bons artifícios para se moldar e chamar atenção do público, mas o resultado em geral é daqueles que só quem ama mesmo um filme de festival vai acabar entrando no clima.

O longa se passa na ilha fictícia de Inisherin, em 1923, durante a Guerra Civil Irlandesa. Pádraic é um homem extremamente gentil cujo ser inteiro é abalado depois de experimentar a crueldade abrupta e casual de Colm, dois amigos de longa data cuja amizade é quebrada após o conflito surgir no país. Pádraic, confuso e devastado, tenta reatar o relacionamento com o apoio de sua irmã Siobhan, que junto com Dominic, filho do policial local, tem suas preocupações dentro da pequena ilha. Mas quando Colm lança um ultimato chocante para tornar suas intenções realidade, os eventos começam a se intensificar.

Volto a falar que o estilo do diretor e roteirista Martin McDonagh é um dos que me atraem bastante, pois dramas sarcásticos tem algo que agrada e diverte sendo bem expressivo sempre, mas aqui acredito que ele quis brincar mais com as famosas brigas bestas que muitas vezes acabam com amizades e geram conflitos que os que estão do lado nem sabem o que fazer para nenhum dos lados, que não deu algo realmente chamativo para sua trama, pois o filme fica meio preso numa ilha aonde todos se conhecem e sabem de tudo entre eles, e que sabemos bem como acontece em pequenas vilas, e dessa forma seu filme daria para ser muito menor e mais bem colocado, mas não. Ou seja, não estou dizendo que seja um filme ruim, pois dei algumas boas risadas em diversos momentos, mas como ele acaba não acontecendo realmente, o resultado mais cansa do que agrada, e isso é algo ruim de falar sobre um uma trama grandiosa que tem levado bons prêmios.

Agora falar das atuações, é inegável que todos se entregaram demais e foram muito bem em cada cena do longa, desde Colin Farrell com seu Pádraic meio bobo e bem chato como todos na cidade falam dele, com um estilão contido, porém cheio de olhares e desenvolturas que chamam muita atenção (aliás só leva as vacas para passear e bebe, ou seja, nem um homem do campo podemos dizer que é!), passando por Breendan Gleeson durão, direto de pensamentos e cheio de poucas palavras com seu Colm, aonde até nos conectamos com seus gestuais e impactos, mas foi muito longe nas atitudes que até seu cachorro tenta não deixar ele seguir com o plano, ou seja, uma dupla que se faz sozinha em cena, e que junto dos demais chamou ainda mais atenção. E falando nos demais, é claro que tenho de falar do nome do ano Barry Keoghan com seu Dominic que foi só uma pena ter caído no mesmo ano de Ke Huy Quan abrilhantar, senão certamente levaria todos os prêmios para si, pois seu personagem é maravilhoso, cheio de expressividades e dinâmicas acentuadas, conseguindo chamar mais atenção até que os protagonistas, ou seja, merece tudo e mais um pouco. Ainda tivemos Kerry Condon muito bem colocada com sua Siobhan presa com o irmão na ilha, mas que tem as nuances de fuga preparada e consegue se destacar, entre muitos outros que apenas tem uma ou outra grande cena conectando com os protagonistas.

Visualmente a ilha é bem marcante com casas longe umas das outras, um bar aonde todos parecem ir para descontrair com música e bebidas, a casa de Pádraic mais ligada aos animais com a pequena jumentinha Jenny bem fofa meio como um cão andando pela casa, as vacas sempre sendo levadas para passear, e com poucos detalhes de ambientes, enquanto a de Colm cheia de coisas culturais, como um gramofone, máscaras, objetos estranhos e tudo mais bem perto da praia, além claro da igreja aonde todos vão aos domingos, e um outro lado da ilha mais movimentado, com uma venda, os barcos que partem para o continente e tudo mais, sendo um filme bem preparado aonde poucos detalhes chamam atenção, mas que dentro de um bom conteúdo funciona.

Enfim, é um filme que tem um estilo bacana, chama a atenção por toda a história maluca, mas que não chegou a me empolgar, claro que alguns vão se apaixonar e se enxergar muito ali, mas acredito que dava para melhorar muito nas dinâmicas e no desenvolvimento sem ficar tão monótono. Então deixo a dica para ver sem nenhuma expectativa (acredito que isso possa ter sido o que me desandou!) e só se você gostar bastante de filmes mais fechados, pois do contrário vai rir também de algumas bobeiras e depois não ver a hora de sair da sessão. E é isso meus amigos, eu fico por aqui hoje, mas volto em breve com mais textos, então abraços e até logo mais.


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Desaparecida (Missing)

3/04/2023 07:31:00 PM |

É engraçado quando você meio que vai conferir um longa com a expectativa exata do longa anterior que conta uma história bem semelhante a que você já viu e se prepara para não criar tantas expectativas, pois mesmo a trama de "Desaparecida" sendo bem parecida com "Buscando...", tudo aqui funciona de uma forma bem diferente, então fui preparado para algo investigativo, mas contando que veria reviravoltas impressionantes, e felizmente não me decepcionaram, pois é entregue um longa bem intenso, aonde ficamos torcendo para que a protagonista encontre sua mãe, mas conforme tudo vai se desenrolando já não vemos mais tantas possibilidades, e o pior tudo vai surgindo moldando como se a mãe não fosse quem a garota acha que é, ou seja, só vendo mesmo para se impactar, e digo mais, veja nos cinemas que adaptaram tudo para o nosso idioma da mesma forma que o filme anterior, e sabemos que quando saiu para o streaming não veio dessa forma, então fica meio chato não investigar detalhes escritos nos computadores.

A sinopse nos conta que quando sua mãe Grace desaparece enquanto estava de férias na Colômbia com seu novo namorado, a busca de June por respostas é prejudicada pela burocracia internacional. Embora os agentes Park e Heather assegurem à filha perturbada que estão fazendo tudo ao seu alcance, Grace continua desaparecida. Presa a milhares de quilômetros de distância em Los Angeles, June usa criativamente todas as tecnologias à sua disposição para encontrá-la antes que seja tarde demais. Conforme ela se aprofunda, suas investigações digitais levantam mais perguntas do que respostas. Não apenas a informação sobre o novo namorado de sua mãe, Kevin, é mais do que preocupante. À medida que June descobre mais e mais mistérios sobre sua mãe, ela se pergunta o quanto você realmente sabe sobre as pessoas mais próximas a você.

O longa é a estreia na direção de Nicholas D. Johnson e Will Merrick que foram os editores do sucesso anterior "Buscando..." e agora juntos de Sev Ohanian do também impactante "Fuja" escreveram essa nova trama cheia de intensidade e mistério, montaram um filme incrível de detalhes, de conexões e tudo mais, e mais do que isso, eles contaram com a edição internacional para mudar tudo na tela, pois aonde quer que você olhe as palavras, textos, reportagens e aplicativos estão na nossa língua, ou seja, eles conseguiram abrilhantar ainda mais um filme intenso, e trabalharam muito bem todas as amarras para que ficassemos tensos junto da protagonista. Claro que por ser o primeiro trabalho deles acabaram amarrando e enrolando tudo um pouco demais, mas o resultado final acaba valendo a conferida, mesmo apelando um pouco nos atos fora do computador.

Quanto das atuações, Storm Reid soube dominar muito bem todas as cenas de sua June, de modo que acabamos nos envolvendo bastante com seu desespero, e entramos completamente no ritmo da trama através de tudo o que ela nos entrega, ao ponto que o filme até tem outros personagens, mas facilmente funcionária só com ela, afinal a atriz não economizou em trejeitos nem forçou a barra, estando sempre rápida e bem preparada para tudo, ou quase tudo com os atos finais. E já que o filme foi prático todo de Reid, vale apenas falar rapidamente de Nia Long com sua Grace bem colocada em atos espalhados, mostrando o estilão de mãe que briga com a tecnologia, mas que vemos depois que foi bem sagaz com tudo, Megan Suri apareceu em boas cenas no fundo de tela com sua Veena sendo daquelas amigas que ficam juntas em tudo, Tim Griffin fez bem seu James nas cenas principais, Ken Leung apareceu pouco, mas trabalhou bem seu Kevin, e Amy Landecker entregou uma advogada e amiga bem colocada com sua Heather, mas sem dúvida quem vale o destaque e os parabéns entre os secundários foi Joaquim de Almeida com seu Javi bem disposto e ajudando bastante a garota na investigação, de modo que foi expressivo e chamou bastante atenção.

Visualmente temos a base quase que toda da garota no seu notebook, e ali vemos os devidos áudios, escritos, memórias, vídeos e tudo mais naquele ambiente, tendo claro cenas numa casa antiga e alguns atos na Colômbia, mas praticamente tudo em segundo plano, já que o filme se passa mesmo na casa da protagonista, e por isso que recomendo tanto ver ele no formato que traduziram tudo, pois a tela do computador importa demais.

Enfim, é um tremendo filmaço que vale ser conferido e chama muita atenção do começo ao fim, mas que se alongou um pouco demais, e com isso quando tudo se revela no final ficamos espantados, porém como estamos cansados não explode tanto como deveria, mas nada que seja extremamente incômodo, então recomendo demais para todos que gostem de brincar de desvendar crimes. E é isso meus amigos, eu fico por aqui agora, mas volto em breve com mais textos, então abraços e até logo mais.



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