O longa segue os acontecimentos do segundo filme, agora Enola está a caminho do seu casamento com o Lord Tewkesbury em Malta. Porém, os seus planos de felicidade são atrapalhados para que ela possa solucionar um dos casos mais difíceis e perigosos de sua carreira até então. Dentro da carruagem, ela é perseguida e avisada pelo Dr. John Watson que o seu irmão Sherlock Holmes foi sequestrado. Enquanto tenta desvendar as pistas e provar a sua capacidade para a sua mãe, os seus sonhos pessoais se chocam com seus desejos profissionais e ela precisará descobrir o que verdadeiramente deseja.
Já falei isso várias vezes e volto sempre a bater nessa tecla, de que mudar o diretor de uma franquia é um risco insano por parte dos produtores, e aqui a entrada de Philip Barantini acabou dando um viés bem diferente de tudo o que vimos nos outros filmes, indo o longa para um lado mais romantizado e emocional ao invés de ficarmos com o suspense e a ação característica dos dois longas anteriores. Claro que isso não foi algo ruim, pois é um diretor com anos de estrada tanto na direção quanto na atuação, mas talvez por mudar esse estilo o público estranhe um pouco demais os atos do miolo e fechamento, pois ainda temos um começo intenso, mas depois tudo se verte para um lado que não tinha sido tão explorado na protagonista. Agora o único defeito que podemos atirar nele foi prometer e não cumprir, pois ele falou ao assumir a franquia que faria um longa mais denso com uma pegada mais forte ao estilo da mudança que ocorreu em no terceiro Harry Potter, e passou bem longe de conseguir isso, então digo que é melhor ficar quietinho quando se assume algo e depois do resultado pronto "mentir" que era assim que queria realmente, mas volto a frisar que não ficou falho a mudança, apenas mudou o tom.
Quanto das atuações, uma coisa bem bacana que gostei nos primeiros filmes e mantiveram foi a quebra da quarta parede pela protagonista Millie Bobby Brow com sua Enola Holmes, e a atriz tem se mostrado cada vez mais experiente na tela, se jogando mais nas lutas e também trabalhando bem os trejeitos para ser interessante vela em modo desesperado para salvar as pessoas desaparecidas, porém seu ar investigativo mais impulsivo que vimos nos outros filmes não aconteceu tanto, talvez pela escolha da direção, mas ainda assim ela foi bem no que fez e cativou os olhares para ela. Agora um problema meio que grande nessa nova abordagem foi que o personagem Tewkesbury de Louis Partridge teve uma participação muito maior, e a química entre eles até é bonitinha em algumas dinâmicas, mas o ator pareceu meio apático em muitas outras situações, o que acabou não dando muita liga na tela, mas ao menos ele soube se entregar nos atos de conexão, e assim não atrapalhou tanto. O segundo ato aonde realmente descobrimos quem é a vilã mostrou que Sharon Duncan-Brewster teve uma pegada incrível e cheia das nuances, com uma imponência marcante, olhares realmente de vingança e uma desenvoltura chamativa, que com certeza aparecerá mais nas continuações, afinal é famosa por aparecer em outras investigações da família Holmes. E falando mais da família Holmes, o diretor foi esperto em colocar Henry Cavill mais de lado com seu Sherlock, afinal sabemos que ele é um ator caro e também o personagem tem seus próprios filmes, então foi um bom acerto, e felizmente deram mais aparições, mesmo que espaçadas para Helena Bonham Carter com sua excêntrica Eudoria, mãe da protagonista, que teve boas pegadas em algumas dinâmicas mais rápidas. Ainda tivemos alguns outros personagens na tela, mas sem grandes impactos que valessem destaques, então apenas diria que Himesh Patel poderia ter impactado mais com seu Dr. John Watson, e usarem realmente Joe Azzopardi com seu Mikiel, pois foi apenas um enfeite na tela, que parecia ser importante para a história.
Visualmente a trama brincou com recortes, com cenas imponentes, figurinos de época, escolheram bem a ilha de Malta para ambientar a produção um pouco fora da tradicional Londres que já vimos várias vezes, com armas, tesouros e tudo mais além de ambientes mais fechados para festas e tudo mais, agora um detalhe curioso que poderia ter sido mais usado, principalmente por ser um filme de investigação, foi o pouco uso de pistas espalhadas pela tela, aonde iríamos vendo junto com a protagonista e descobrindo tudo, pois da forma que fizeram, precisam dizer tudo o que está acontecendo e/ou vai acontecer.
Enfim, é um bom filme da franquia, tem um bom ritmo que não cansa o espectador, principalmente pela boa trilha sonora que acontece durante o longa inteiro, e assim sendo entrega um bom passatempo, que talvez assim como os demais da saga sejam esquecidos por nós ao ver as continuações, mas ao menos a essência ainda ficará na mente do público, e assim vale a indicação. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais dicas, então abraços e até logo mais.







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