A sinopse nos conta que em um futuro próximo, onde os avanços em inteligência artificial coexistem com o surgimento de uma nova síndrome neurológica, um homem sem memória de 40 anos chamado K é acolhido por um clickworker solitário de 60 anos na parte empobrecida de uma chuvosa cidade brasileira. Após usar um viciante dispositivo IA em um curso para pessoas com a estranha síndrome, K embarca em uma jornada trágica e absurda para tentar encontrar o seu lugar no mundo.
Não vou dizer que o diretor e roteirista Davi Pretto errou na abordagem de seu filme, pois é um estilo a ser escolhido, e o abstrato faz parte do agrupamento de estilos, porém é uma representação que por muitas vezes se necessita de um manual, ou de uma explicação maior para que você compreenda e reflita sobre tudo o que está sendo mostrado em um quadro, ou no caso em um filme, e isso foge do ambiente cinematográfico, pois sou completamente contra precisar explicar para alguém o que está sendo visto na tela, e é assim desde os primórdios do cinema, então dava para ousar sem precisar sair do básico. Claro que muitos vão ir em uma direção completamente diferente das escolhas que costumo apresentar aqui, e vão enxergar o filme como uma obra de arte pura, aonde interpretarão cada momento do personagem com um viés completamente diferente e tudo mais, mas volto a frisar que são escolhas, e aqui o abstrato não tem vez.
Quanto das atuações, achei bem interessante o estilo meio atordoado de Zé Maria Pescador com seu K, aparentando não saber quem é, ou o que está fazendo da vida e cheio de nuances e perspectivas conseguiu passar bem a essência da trama de algo meio sem respostas, e assim posso dizer que ele ao menos acertou em cheio, mas cansa ficar vendo suas andanças lentas, e isso foi um risco bem grande de entregar.
Visualmente posso dizer que gostei muito do que vi, pois ao fazer uma trama futurista muitos já colocariam carros elétricos senão alguns voadores, prédios requintados cheios de tecnologia e tudo mais, e aqui filmaram praticamente como se nada tivesse sido mudado, tendo apenas um dispositivo meio diferenciado, e na cena com os policiais tendo alguns LEDs para dar enfeite, então foram bem críticos ao sistema desigual, e brincou com tons vermelhos para representar o fim do mundo.
Enfim, volto a frisar que o longa poderá ser incrível para quem gosta do estilo abstrato, mas ao meu ver dava para brincar mais com as situações e criar um longa realmente bem feito com a proposta para impactar mais, e sendo assim recomendo ele apenas se você for realmente um amante do estilo, senão passe longe. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje agradecendo o pessoal da Cajuína Filmes, da Vulcana Cinema e da Sinny Assessoria pela cabine, e volto amanhã com mais textos, então abraços e até logo mais.







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