O longa acompanha uma mulher em uma situação completamente aterrorizante. Quando o seu marido morre, ela busca refúgio no lar dos sogros, no entanto, o momento de paz, ternura e consolo logo se transforma em um caos. Aos poucos, ela descobre que eles poderiam se transformar em divindades horripilantes. Além disso, a vida dela se transforma ao descobrir que os votos matrimoniais feitos em vida serão válidos por toda a eternidade, isso inclui o fim da vida terrestre.
Não posso dizer que conheço o estilo do diretor Sébastien Vanicek, afinal seu longa anterior foi sobre um tema que eu pulo e não assisto (sim, existe um único estilo de filmes que não vejo!), então apenas esperei que ele seguisse a mesma linha do longa anterior da franquia, mas como li em alguns textos de amigos, o que ele fez foi apenas grudar uma cena violenta em outra sem se preocupar se a trama funcionaria na tela, e isso fez com que a história parecesse um verdadeiro show de matanças com tiros, facadas, espetadas e tudo mais em busca de uma adaguinha minúscula que se o demo quisesse mesmo pegaria em 30s e acabaria com o filme, mas o diretor quis brincar com os personagens na tela, e assim o resultado ficou enrolando por quase duas horas. Ou seja, posso dizer que o longa tem imponência visual e contou com uma boa equipe de próteses, pois tem buraco para todos os gostos nos personagens, fazendo com que os maquiadores trabalhassem bastante, mas o roteirista foi bem sem vergonha com a entrega na tela, pois história mesmo ficou em segundo plano.
Quanto das atuações, gosto do estilo artístico de Souheila Yacoub, porém sua Alice aqui pareceu até meio que perdida de tudo o que precisava fazer em cena, de tal forma que vemos algumas expressões de desespero misturadas com confusão em cima de tudo, e isso ditou o longa inteiro com as demais entregas. Hunter Doohan trabalhou seu Joseph como o famoso filho fracote da família, e também não tentou ser algo a mais com o que fez em cena, parecendo também perdido nas entregas, ou seja, não criou muito em cena, e fugiu mais do que se expressou, o que é uma falha nesse estilo. Já o pai da família vivido por Erroll Shand fez um Edgar bem imponente e marcante nas cenas que trabalhou, misturando o lado mais forte com a pegada mais fechada, e assim conseguiu chamar bastante atenção. Quanto aos demais, a maioria não se entregou tanto, valendo apenas o destaque para Luciane Buchanan com sua Thya bem expressiva, principalmente depois que incorpora o demônio, que aí sim fica chamativa e cheia de imposições na casa.
Visualmente o longa tem presença, afinal com o estilo mais puxado para o gore, vemos muito sangue, muitas matanças violentas, buracos nos corpos, espetos, portas quebrando e tudo sendo usado como arma dentro das nuances da tela, que como falei na parte da direção, a equipe de arte precisou de bons protéticos para ter os pedaços cortados, amassados e tudo mais, além de maquiagens interessantes para convencer da violência que o filme pedia, e sendo assim tudo rolando dentro de uma casa tão velha que parecia até assombrada, o resultado convenceu.
Enfim, é um estilo de terror que algumas pessoas gostam bastante, e outras rejeitam com fervor, que até tem suas qualidades de conexão com os demais filmes da franquia e tem personalidade, só faltando um pouco mais de história para convencer com toda a entrega, pois causar estranheza ao menos conseguiram. Sendo assim, diria que é um filme que foi feito somente para os fãs da franquia, não indo muito além em nada, mas sei que alguns vão discordar, então fica a dica para ver sem esperar muito dele. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais textos, então abraços e até logo mais.







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