O longa acompanha Moana Waialiki, uma jovem corajosa que vive em uma ilha e sonha em explorar o oceano além das margens que cercam seu lar. Filha do líder de sua comunidade e descendente de uma longa linhagem de navegadores, tudo corria bem na sua vida até que algo coloca em risco o futuro de seu povo. Ao descobrir que o semideus Maui foi responsável por desencadear o desequilíbrio que afeta a natureza, Moana parte em uma jornada pelo mar para encontrá-lo e restaurar o coração da deusa Te Fiti. Enfrentando criaturas perigosas, desafios marítimos e a superproteção do pai, ela embarca em uma aventura de autodescoberta.
Diria que o diretor Thomas Kail foi preguiçoso ou medroso de tentar inventar uma nova história, parecendo que pegou até o storyboard da animação para refilmar até nos mesmos ângulos que vimos em 2016, sendo que assim ele tentou não apanhar dos fãs do desenho (como aconteceu com outras refilmagens da Disney), mas dava para incrementar ou colocar novos atos, ou pelo menos mudar os ângulos da câmera, porém como ele é bem mais conhecido pelas direções de musicais da Broadway não tinha mesmo como ser criativo em uma refilmagem. Ou seja, quem tem memória boa e for conferir é capaz de pensar que assistiu ao mesmo filme semana passada, principalmente por ter tido "Moana 2" em 2024, mas como fui ver legendado agora o live-action diria que pelo menos vi outra versão dele.
Agora falando das atuações, um ponto muito bom foi a escolha dos personagens secundários e figurantes com características reais da polinésia, pois já deu a cota de inventar moda e colocar personagens diferentes das animações, e nesse sentido o acerto foi primordial, e dito isso vamos para Catherine Laga'aia fazendo a sua estreia nos cinemas como a protagonista Moana de uma forma bem entregue, cheia de desenvolturas e expressões marcantes, sendo bem interessante de atitudes, que talvez pudesse ser um pouco mais carismática como era a personagem na animação, mas fazer uma protagonista como primeiro trabalho é algo dificílimo, e diria que ao menos ela foi expressiva, o que agradou na entrega. Já ver Dwayne Johnson com uma peruca gigante foi algo num primeiro momento engraçado por conhecermos ele sempre careca (tirando seu último filme que usou um cabelinho mais baixo), mas como ele foi o dublador na animação também de Maui, aqui ele já sabia as falas de cor, e apenas precisou se expressar corporalmente (o que muitos dubladores também já fazem nas salinhas de dublagem), então ele se saiu bem e agradou com uma entrega bem divertida, e claro, com seu carisma tradicional, ou seja, funcionou bem para o que o longa precisava. Quanto aos demais, praticamente todos só participam das cenas, como o pai da protagonista vivido por John Tui e a mãe vivida por Frankie Adams, valendo destacar apenas Rena Owen como a vó pelas dinâmicas mais chamativas com a garotinha.
Quanto do visual volto a frisar que temos a recriação perfeita da animação, apenas trocando um pouco mais o tom dos elementos visuais, que na animação tínhamos um colorido mais amplo, e aqui deram um pouco mais de densidade para as cenas mais tensas como da floresta morrendo ou as cenas em tempestades no mar, de modo que encontraram boas locações para criar a vila, figurinos tradicionais das ilhas antigas e até mesmo os personagens computadorizados como o gigante caranguejo Tamatoa e o monstro de lava Te Ka foram bem criados, cheios de imposição e entrega, para que o filme fluísse e impactasse na tela como deveria. Quanto do 3D, tivemos algumas boas cenas de coisas saindo para fora, mas sem muito o que impressionar, de modo que nos créditos a profundidade foi até melhor que dentro do filme, então poderiam ter trabalhado melhor na conversão e/ou nas filmagens para que mais personagens brincassem com o público saindo da tela.
Como não conhecia as canções originais em inglês, foi bacana ver a trama legendada, pois juntaram bem as canções dos povos originais com as temáticas da trama, e claro que tudo bem colocado junto das danças, o resultado acaba funcionando bem na tela.
Enfim, volto a frisar que não é um filme ruim, muito pelo contrário, gostei até bastante do que vi, dei as dançadinhas de pés com as canções, e principalmente me fez ver que minha memória ainda está boa por lembrar até dos ângulos das câmeras do desenho, para reparar o quanto reproduziram na tela, de modo que se nem quisessem usar atores reais, poderiam ter pedido para uma inteligência artificial recriar o filme trocando as animações por personagens reais, e assim sendo funcionou pela proposta escolhida de não inventar moda. Então quem tiver qualquer receio nesse sentido pode ficar bem tranquilo, mas quem não quiser ver o mesmo filme agora com atores também não irá perder muita coisa, então fica a dica. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais dicas, então abraços e até breve.







0 comentários:
Postar um comentário
Obrigado por comentar em meu site... desde já agradeço por ler minhas críticas...