O longa acompanha David, um homem que no intuito de salvar o seu emprego no zoológico, aceita transportar um pacote misterioso vindo direto da América do Sul. Dentro de um cruzeiro, tudo sai do controle e o pacote libera um bebê Marsupilami, uma criatura rara que se torna o centro das atenções na embarcação. Em meio ao caos, David vive uma aventura caótica ao lado da sua ex, do filho e de um colega atrapalhado que irá ser capaz de ensiná-lo sobre a importância dos laços familiares.
Eu sabia que o diretor e roteirista Philippe Lacheau tem um estilo forçado, e que geralmente se coloca como protagonista em suas tramas, mas não imaginava o quão apelativo ele conseguiria chegar para sua trama fazer rir à valer, e aqui ele ligou o turbo e colocou de tudo o que se possa imaginar, mas de um certo modo tendo até uma história bem cheia de elementos, o resultado acabou agradando e funcionando na tela. Ou seja, passa longe de ser uma boa direção, principalmente por ele estar dividido entre protagonista da história e diretor, mas que cumpre com o prometido, que é fazer rir, então não dava para esperar boas situações e entregas na tela, mas sim uma pegada mais dinâmica, cheia de confusões e entregas seja dentro do cruzeiro ou depois pelas ruas da cidade, aonde ao menos o diretor brincou com referências de alguns grandes clássicos.
Quanto das atuações, o filme teve bem mais exageros do que momentos bons, então o diretor Philippe Lacheau fez de seu David Ticoule aqueles protagonistas que tentam ser chamativos e quase se escondem, fazendo alguns trejeitos clássicos do bobão perdido que quer voltar para a família, mas fez o que deu, não sendo alguém imponente, nem indo muito além. Particularmente não sou fã do estilo cômico de Jamel Debbouze, o famoso ator francês que fica com a mão no bolso o tempo inteiro pelo acidente que sofreu no passado, e aqui seu Pablito junto com Stéphane vivido por Julien Arruti, formaram a dupla de palhaços para criar as confusões mais malucas possíveis, aonde a trama se desenvolve mais, mas acabou funcionando para a proposta com trejeitos estranhos que fluíram ao menos. Agora fiquei meio com dó do garoto Corentin Guillot com seu Léo voando e sendo socado a todo momento para soar engraçado, de modo que provavelmente precisou de um dublê ou algum boneco para lhe representar direto. Quanto aos demais foram mais jogados que o pobre do garoto na parede, tendo um músico gordo, uma mulher que só grita, e uns terroristas mais fajutos que tudo, que não incrementaram em nada na trama.
Visualmente a trama teve uma entrega bem cheia de detalhes, afinal gravar em um cruzeiro colocou momentos mais bagunçados em ambientes mais apertados, mas tiveram boas cenas em palcos, quartos, banheiros e tudo claro regado pelo bichinho computacional de rabo gigante, ainda tiveram alguns atos em florestas e principalmente nas ruas com perseguições e tudo mais, ou seja, a equipe de arte trabalhou bastante para que o filme fluísse.
Enfim, é um passatempo que quem gosta de tramas mais escrachadas vai rir de rolar no chão, mas quem vê os exageros apenas jogados na tela e não curte muito isso vai mais reclamar do que gostar do que verá na tela, e olha que eu nem falei das dublagens também forçando a barra já que a distribuidora só fez cópias dubladas no país, então fica a dica para quem gosta. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais dicas, então abraços e até logo mais.







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