TeleCine Play - O Protótipo (Archive)

7/12/2021 01:04:00 AM |

Filmes de ficção científica geralmente entregam coisas bem confusas para o público, mas como é de praxe entramos no clima e vamos tentando entender toda a loucura que o diretor tenta nos passar, mas quando um final vira tudo de cabeça para baixo e tudo o que achávamos que estávamos entendendo muda é quase como dar um apagão e acordar sem saber o que viu, pois tudo é novo, todo o processo que havíamos definido em nossa mente vai embora e temos de redesenhar tudo para se surpreender. E foi exatamente isso o que ocorreu ao conferir o longa "O Protótipo", que entrou em cartaz no Telecine Play, e entrega algo muito maluco envolvendo robôs, morte no futuro e muita elaboração tecnológica em cima de tudo o que gira nesses meios. Ou seja, é um filme muito interessante e que surpreende demais com o final entregue, ao ponto de nem entendermos muito do que está rolando no miolo, mas quando vira o jogo, o resultado abre a mente e tudo faz muito sentido, agradando por demais o contexto completo.

A trama nos conta que George Almor (Theo James) se dedica integralmente ao desenvolvimento de uma IA sofisticada. Seu desejo é produzir uma androide similar à sua esposa falecida (Stacy Martin), com memórias implantadas e sentimentos. Com a versão final pronta, rapidamente a situação sai do controle. Almor agora precisará lidar com a consciência dos protótipos criados por ele e as frustrações que impedem sua reconexão com a amada.

Uma das sacadas mais comuns que muitos diretores estreantes gostam de fazer é o ponto de virada explosivo de mentes, pois podem surpreender completamente o público com algo tão impactante que mesmo que seu filme todo tenha sido ruim, tenha tido mil falhas, será lembrado pela reviravolta, e todo o resto será esquecido, ao ponto que muitos acertam com isso e outros erram monstruosamente, mas aqui Gavin Rothery acertou e muito ao utilizar esse molde, pois vou confessar que até a metade da trama já estava xingando completamente o ritmo meio lento em demasia, as conversas abstratas e jogadas com a robô J2, não entendendo nada quando apareceram os demais personagens, mas aí começou a ficar interessante com toda a formatação da J3, tudo passou a ser intrigante e bem colocado, aí surgiu o telefonema, e pronto, o mundo todo foi por água abaixo, e passei a refletir tudo o que aconteceu, mostrando uma sacada tão perfeita que tudo fez muito sentido. Ou seja, é mais um caso de primeira direção bem acertada, mesmo que tenha errado muito no começo, mas que provavelmente já havia pensado em tudo quando escreveu o roteiro.

Sobre as atuações é até engraçado ver Theo James tentando ser mais sério e centrado em um personagem como é o caso de George Almor, ao ponto que certamente caberia aqui um ator mais denso de estilo, pois acostumamos a ver ele explosivo, cheio de ação e tudo mais, e aqui não era esse estilo de papel, mas conseguiu se manter bem presente, trabalhou os envolvimentos de cada momento, e deu até boas nuances, não sendo algo tão chamativo, mas foi bem no que fez. Já Stacy Martin trabalhou de uma maneira mais seca em seus atos e vozes, pois fazendo a voz das duas robôs e ainda a personificação do último modelo poderia ir além, mas claro que robôs não tem muita entonação então preferiram dar quebras mais duras, e isso embora funcione para o personagem em si, ficou estranho, mas com o final escolhido o resultado surpreende e mostra que a jovem foi bem em tudo, e ainda passou horas com uma maquiagem bem intensa para a última androide, agradando bem. Já os demais atores e personagens é melhor nem falar nada, pois diria que foram estranhos num primeiro momento, e apareceram bem pouco, mas com o fechamento tudo funcionou bem para todos.

Visualmente o longa tem uma formatação artificial demais com todo o ambiente interno bem técnico, com galpões, portas que abrem e fecham, todo o lance dos robôs andando, e algo bem pequeno como sendo um lar mesmo, pois somente temos uma sala aonde o protagonista faz as ligações e uma cama em um quarto, não tendo nada de muito chamativo, e lá fora neve e muito frio o tempo inteiro com coisas quebrando aos poucos sem muitas explicações, mostrando que a equipe de arte foi bem fria em detalhes, mas condicional com o roteiro ao ponto de tudo funcionar. Porém essa artificialidade mostra que talvez tenham exagerado um pouco na computação gráfica, coisa que o protagonista já vivenciou bastante em seus filmes, mas aqui poderiam ter trabalhado algo menor e mais compacto para não ficar tão evidente algumas falhas técnicas, que alguns vão ver, mas que passam batido e não estragam o resultado final.

Enfim, diria que é daqueles filmes que num primeiro olhar avaliamos como algo bem mediano, quase beirando a nota 5, mas com a reviravolta tão imponente de derrubar o queixo no chão e mudar toda a visão completa do que era cada detalhe, de vermos tudo sob uma ótica completamente diferente, a nota já sobe bem, e certamente quem conferir o longa por uma segunda vez nem se surpreenderá com mais nada notando cada detalhe em cada momento (não irei fazer isso, pois não gosto de ver nada 2x, mas valeria a pena). Sendo assim recomendo o longa para todos, e esperem até o final para serem surpreendidos, pois vai bater a vontade de desistir no meio. Bem é isso pessoal, fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais textos, então abraços e até logo mais.


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Netflix - O Homem Água (The Water Man)

7/11/2021 07:21:00 PM |

Um estilo que gosto muito de conferir são filmes que valorizam o imaginário das pessoas e principalmente das crianças, pois o mundo real já é algo tão ruim de ver, porque o fictício também tem de ser não é mesmo? E com o longa que estreou esse fim de semana na Netflix, "O Homem Água", vi exatamente essa essência gostosa, toda a aventura casual característica que via nos longas da saudosa Sessão da Tarde, e que com muita desenvoltura e boas mensagens consegue funcionar dentro do que se propõe, mostrando ainda que o ator David Oyelowo que tanto tem crescido com bons papeis também tem potencial para grandes trabalhos dirigindo. Ou seja, é uma trama bem elaborada, cheia de nuances gostosas, e que só não é melhor devido o diretor ter afobado um pouco no fechamento, pois daria para ir além na sensação de busca, e até talvez no passar de bastão que emocionaria ainda mais, mas com certeza é um filme para ver e sentir.

A sinopse nos conta que desesperado para salvar sua mãe doente, Gunner de 11 anos foge de casa em uma busca para encontrar uma figura mítica que dizem ter o poder de enganar a morte.

É até estranho ver uma primeira direção tão eficiente quanto a que David Oyelowo fez aqui, ainda mais atuando também no longa, pois ele soube segurar a dramaticidade envolvida, soube passar o carisma dos personagens, e principalmente soube manter a aura infantil que a trama da roteirista Emma Needell também pedia em seu primeiro roteiro para longas. Ou seja, é daqueles filmes que o trabalho completo de texto, direção e atuações funcionam muito bem, emocionam o público, e fazem a mente trabalhar todo o imaginário que era necessário para se envolver com o que passa na tela, sendo algo que mais para frente podemos até ir além em tudo o que foi passado, pensar mais nas mensagens e até ter o carisma certo pelos desenhos do protagonista, pois tudo tem sentido dentro do que ele pensa sobre a morte, sobre seu ar investigativo, e claro por tudo o que está ocorrendo com ele, e assim é até perdoável o errar do diretor em desejar fechar o longa sem algo mais contundente (que até pedia como uma lição extra), mas aí a magia bonita talvez cairia por terra, e o resultado do clima não seria o mesmo. Sendo assim, até o errar funciona bem, e assim vale a conferida mostrando que são raros os primeiros filmes serem bem feitos, mas aqui foi algo bem gracioso e funcional.

Sobre as atuações, o jovem Loonie Chavis faz um papel de um jovem até mais novo do que o ator realmente é, mas seu Gunner passa um carisma tão gostoso de acompanhar, botando as nuances nos seus olhares, abrindo seu imaginário para o público através dos ótimos desenhos que faz, e brincando com o ar investigativo de sua busca pela cura da mãe, mesmo que para isso precisasse acreditar mais nas pessoas e até nele mesmo, ou seja, precisaram dar algo muito forte para o jovem explorar o personagem, e ele acertou muito no que fez em cena. Da mesma forma, logo de cara sabemos que a jovem Jo nunca viu o Homem Água realmente, mas a convicção passada pela jovem Amiah Miller é tão imponente que nos convence e envolve bastante, mostrando ser uma atriz marcante e bem colocada que tem potencial para futuros protagonismos. Agora falando do ator David Oyelowo, e deixando o lado diretor de lado, aqui ele foi um pouco duro demais de expressões, não mostrando seu lado envolvente característico para mostrar um pai mais rígido, porém disposto a tudo para não perder o filho, de modo que seu Amos é seco demais, mas ao final caiu bem a personalidade que o papel pedia. Rosario Dawson ficou mais em segundo plano com sua Mary, de forma que passou bem o tom de doença, conseguiu se emocionar ao falar desesperada pelo filho, e teve alguns atos cativantes bem colocados que acabaram agradando bem. Ainda tivemos momentos bem lúdicos com Alfred Molina passando toda a emoção e conhecimento do personagem fictício para o garoto com seu Jim, tivemos a esposa do diretor Jessica Oyelowo dando toda a vontade literária para o protagonista como a dona da livraria Bakemeyer, e até a xerife vivida por Maria Bello teve algumas boas nuances mostrando que o diretor deu voz para todos em sua produção.

Visualmente a trama foi muito bem desenvolvida, brincando com muitos desenhos do protagonista, alguns com uma boa dinâmica de movimentos, dando grandes nuances para o ar imaginário, além disso tivemos toda a grandiosa aventura dos protagonistas no meio da floresta em chamas, com representações lúdicas de animais e claro até vendo a neve que depois ligamos ser as fuligens da queimada, tivemos ainda boas representações da casa familiar do protagonista com um bom clima versus o clima tenso dentro do pequeno trailer que a garota vivia e tinha de criar seu imaginário de fuga, ou seja, a equipe de arte brincou também com tudo, e possibilitou todo o envolvimento que a produção necessitava para ser criativa e funcional.

Enfim, é daqueles longas que irei lembrar mais vezes quando me pedirem uma boa indicação, pois ele trabalha tão bem a essência do imaginário e da busca pela cura de algo que acaba sendo emocionante mesmo com pequenas falhas que tem durante o percurso, valendo bastante a conferida. Bem é isso pessoal, fico por aqui hoje, mas volto em breve com mais textos, então abraços e até logo mais.


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TeleCine Play - Big Pai, Big Filho 2 (The Bigfoot Family)

7/11/2021 01:06:00 AM |

É engraçado como alguns filmes surgem sem que nem ficássemos sabendo de suas produções, pois mesmo alguns filmes mais bobinhos acabam ganhando continuações, e o resultado é que acabamos vendo e surpreendendo com o resultado. Isso acabou ocorrendo com "Big Pai, Big Filho" em 2017 e agora com sua continuação saindo apenas no Telecine Play é a resposta que algumas animações nem conseguem sair direito para os cinemas. E não que o filme seja ruim, muito pelo contrário, é bobinha, mas tem sua temática forte em cima das causas ambientais, vemos toda a formatação de alguém famoso que acaba servindo para uma causa, e principalmente vemos a famosa lida de que alguém sozinho não faz algo imponente, mas pode resultar para que vários vejam e ajudem também. Ou seja, é uma trama bem feitinha, com muitos personagens fazendo bobeiras para chamar a atenção (no caso aqui os animais falantes), e que certamente valeria a pena ver em 3D por brincar com montanhas russas, correrias no meio da floresta e tudo mais, e assim o resultado para as crianças certamente seria muito mais imponente, embora aqui com todas as cores e com os gracejos dos personagens secundários o resultado surpreenda eles também.

A sinopse nos conta que o Pé Grande toma uma decisão difícil, mas importante: retornar à floresta para garantir que a natureza continue a salvo. Logo após, ele é dado como desaparecido nos noticiários. É quando Adam, sua mãe e seus amigos animais se juntam em uma aventura selvagem para resgatá-lo.

A produção belga continuou com os mesmos diretores do original, e isso é bom, pois mantém a essência e faz com que tudo siga uma fluidez que as vezes já tinham pensado para acontecer lá e acabaram não colocando, mas aqui com uma proposta nova, mais voltada para o lado ambiental foi bem usada e ousada, pois bem sabemos o quanto o petróleo patrocina diversos filmes em muitos países, ou seja, foram direto na fonte e mostraram o quanto as petrolíferas poluem os ambientes naturais destruindo tudo ao redor, e que usando de boas sacadas, e bons momentos com os personagens, acabaram brincando com tudo, mostrando minas abandonadas bem marcantes pelos seus trilhos (lembrando até um pouco o jogo de videogame "Donkey Kong"), além claro de mostrar que nem sempre a pessoa boazinha que você confia é seu amigo. Ou seja, tem uma história bacana de fundo, com uma boa proposta cênica, e que consegue envolver, mas passa bem longe de ser aquelas animações que vamos lembrar futuramente, pois temos poucos atos e personagens marcantes, o que é uma pena.

Sobre os personagens não tivemos nenhum grande incremento, com os animais ainda fazendo muitas piadas, o garotinho Adam botando seu pé para correr bastante, e o pai aparecendo bem pouco, mas aí entraram os vilões Connor e Arlo, que aparentemente parecem bonzinhos demais, mas depois vemos que eles não eram bem o que pareciam. Com uma modelagem não muito chamativa todos pareceram menos marcantes do que são, o que provavelmente com uma projeção ou em uma TV 3D tivesse algum destaque, mas como não é o caso aqui tudo foi bem feitinho pelo menos, e tem seu devido carisma puxado para cada um, só não precisavam de tantas piadinhas soltas.

Visualmente a trama até tem bons atos, mostrando um Alaska com tão pouco gelo que chega a ser estranho, tendo mais florestas, cidades mineiras e tudo mais, além disso valorizaram pouco os animais de lá, tendo apenas um coelhinho e um lobo, ou seja, a equipe estava bem preguiçosa, mas foram bem nos atos com bombas, montaram uma mina com vários trilhos bacanas por onde os protagonistas fogem de drones, e que certamente no 3D isso funcionou bem, ou seja, é aquele famoso filme feito apenas para brincarem.

Enfim, passa longe de ser uma animação ruim, é bonitinho, tem uma pegada leve e interessante, mas passa bem longe de ser também algo memorável, principalmente se comparado com as demais produções dos diretores, então fica a dica como um passatempo para as crianças, mas que certamente nem muitos vão acabar se conectando com o que acaba sendo entregue. Bem é isso pessoal, fico por aqui agora, mas volto em breve com mais textos, então abraços e até logo mais.


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Netflix - A Noite Nos Persegue (シャドー・オブ・ナイト) (The Night Comes For Us)

7/10/2021 05:39:00 PM |

Se você gosta de filme com lutas e sangue saindo pela tela da TV, a dica é dar play no longa japonês da Netflix, "A Noite Nos Persegue", mas não espere uma história gigantesca aonde algo vai acontecer e impressionar você, pois não é essa a ideia, tendo a base apenas de um jovem que é membro de um grupo de assassinos, e quando se recusa a matar uma garotinha de uma vila passa a ser caçado pelos demais membros da gangue, e claro que não vão usar tiros para matar logo de cara, partindo para socos, facas gigantes e tudo mais que tiver no caminho, voando sangue para todos os cantos possíveis da cena em algo tão forte que chega a impressionar, e com certeza cheio de grandiosas coreografias vai fazer com que os amantes de lutas marciais vibrem com um filme potente nesse sentido, mas que poderia ter uma trama melhor elaborada.

A sinopse é bem simples, e nos diz que após poupar a vida de uma garota durante um massacre, um assassino de elite se torna o alvo do ataque de criminosos.

O diretor Timo Tjahjanto é bem conhecido pelos terrores trash que costuma entregar, e aqui ele saiu dessa linhagem de terror para o de lutas, mas ainda manteve seu gostinho por sangue voando por todos os lados, de forma que certamente a equipe de maquiagem trabalhou bem mais que qualquer outro membro da equipe no longa, o que é legal ao menos no quesito visual, porém acabou faltando um pouco mais de coerência nas coisas que acontecem na trama, qual o real motivo de tanto desespero da máfia por uma garotinha só que sobrou da família de pescadores? Ficou parecendo que ela era importante demais para mobilizar um exército inteiro contra um ex-membro da gangue. Ou seja, é daqueles filmes que até tentamos entender, mas não tem como, apenas vamos curtir a pancadaria e o sangue voando e ignorar qualquer coisa que possa passar a ter algo histórico para contar.

Sobre as atuações, não diria que nenhum fez grandes expressões interpretativas que desse alguma nuance dramática para a trama, mas posso sim dizer que todos se entregaram bem nas movimentações, usando ou não dublês, mas fazendo com que o filme tivesse uma intensidade bem boa por todos os gritos, socos, facadas e tudo mais, destacando claro os protagonistas Joe Taslim com seu Ito bem trabalhado e quase imortal, Abimana Aryasatya com seu Fatih também completamente louco e que pra matar só com muito tiro, Zack Lee com um Bobby raivoso e muito maluco, e ainda tivemos Iko Uwais com seu Arian que lutou muito com o protagonista numa cena insana. Além deles temos de dar destaque para as mulheres Hannah Al Rashid com sua Elena só na base do facão e Dian Sastrowardoyo com sua Alma e sua cordinha fatal.

Visualmente o longa é um banho de sangue completo, com muitas lutas com todo tipo de arma (e não armas também) que se possa pensar desde faquinhas de serra, passando por pedaços de pau com pregos, estiletes até chegarmos nos facões, machados e espadas mais elaborados possíveis, uma corda de corte que parece quase um ioiô, e claro muitos tiros com pistolas, rifles, metralhadoras e tudo mais, mas não bastando toda essa loucura, ficou a cargo da equipe de maquiagem os vários cortes faciais com abertura de bocas, saídas de intestinos e tudo mais em algo tão violento que quem não tiver estômago pode até passar mal, pois a equipe não economizou uma gota de sangue que fosse, e mesmo com tudo sendo bem falso, o realismo nas lutas e nas quebras de partes ficou bem trabalhado.

Enfim, é um estilo de filme que quem gosta vê e vibra com tudo, mas que quem for conferir buscando uma história realmente pode passar bem longe que não verá nada além de boas lutas, ou seja, recomendo ele só para quem curte o estilo, e nada mais. Bem é isso pessoal, fico por aqui agora, mas vou procurar algo mais light para a noite, pois já deu de sangue por hoje, então abraços e até logo mais.


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Netflix - Rua do Medo: 1978 - Parte 2 (Fear Street Part Two: 1978)

7/10/2021 01:51:00 AM |

Se o primeiro filme ficou bem trabalhado, tinha todo o conteúdo interessante e funcional com um começo, meio e fim, o segundo embora seja bem mais violento já necessitou de um começo explicativo e um final pré iniciando o terceiro longa, ou seja, o miolo até traz uma boa história de mortes em um acampamento, mas se alguém der play nele sozinho certamente não entenderá muita coisa do que está rolando, e isso é algo que costumo falar como falha de grupo, o que não é ruim, mas torna dependência demais em tudo. Dito isso, o lançamento da semana da Netflix, "Rua do Medo: 1978 - Parte 2", até tem seu valor, afinal trabalhou bem os longas clássicos de terror em acampamentos, com jovens namorando, brincando, se escondendo nos mais diversos lugares, e um assassino correndo e fazendo picadinho delas, e nesse contexto a diretora foi simplesmente genial mostrando que assistiu muitos filmes do gênero e entregou a perfeição aqui, porém a história em si da protagonista de seus motivos e desenvolturas acabou ficando meio que jogada, mostrando apenas as coisas que vimos no primeiro filme de como foi reanimada (aliás a cena de sua "morte" foi estranha para ter uma reanimação com boca-a-boca funcional), e tudo precisava de algo a mais sempre, e assim o resultado foi um bom segundo filme mas que provavelmente se ela juntasse as 3 partes que darão um total de quase 6 horas e fizesse um filmão completo de quase 3 horas o resultado seria genial, mas vamos seguindo com o que fez, e semana que vem fechamos a saga com o capítulo de 1666, para conhecer o começo da história da bruxa.

O longa nos situa em Shadyside, no ano de 1978. As aulas terminaram no verão e as atividades no Camp Nightwing estão prestes a começar. Mas quando outro Shadysider é possuído pelo desejo de matar, a diversão ao sol se torna uma luta horrível pela sobrevivência.

A diretora Leigh Janiak irá botar seu nome na história da Netflix, isso já é um fato marcado, pois conseguir ter três produções lançadas em sequência no streaming é algo bem fora dos padrões, e mesmo que tudo tenha sido encomendado, ainda ela foi coerente de trabalhar bem e ser coesa com as atitudes dentro da trama, e como já disse no começo, ela estudou demais os filmes de terror em acampamento, pois é inegável as referências que vemos de pessoas se trancando em banheiros, as diversas cenas de sexo dos monitores (faltou o assassino entrar na casa e matar a moça em cima do rapaz, aí sim ficaria algo mais traumático e completo!), todas as nuances de pessoas brincando e não acreditando que o mal estava ali do lado de fora por manter toda a competitividade, e assim o resultado nesse contexto mostrou que a diretora tem imponência e sabe dominar bem seu estilo, porém como já disse também faltou para ela abrir e fechar esse filme como algo completamente a parte do primeiro filme, pois aí sim seria algo genial e muito bem feito, do tipo que somente em uma cena pós-crédito veríamos os protagonistas do primeiro filme chegando na casa e conversando com a garota para aí irem para o shopping, que aí sim teria acontecido o filme de acampamento e a conexão completa com a trama. Mas como não ocorreu, vamos ficar com uma boa emenda que resulta bem ao menos, pois já disse não ser algo ruim, e ter ainda mais violência visual do que o primeiro exemplar.

Sobre as atuações a trama deu um foco bem colocado para Sadie Sink, que já tem feito muitas produções do streaming, e aqui sua Ziggy possui uma desenvoltura muito boa, se entrega para todos os atos, e principalmente encaixa o teor que uma boa protagonista de um terror deve ter que é corrida boa, espanto facial interessante, e se mostrar pronta para tudo, o que deu a ela um estilo bem marcante e interessante de ver na personagem, agradando do começo ao fim. Ted Sutherland fez seu Nick de uma maneira imponente também, porém com uma marra fora do normal, ao ponto que alguns atos seus o jovem fazia questão de aparecer, mas praticamente o último ato inteiro ficou desaparecido da tela, o que é estranho e sem explicações aparentes, ou seja, é uma falha do roteiro, mas também do ator por se jogar tanto na tela. Emily Rudd acabou exagerando um pouco com sua Cindy, ao ponto que tudo parecia ir bem, mas suas nuances ficaram forçadas, inicialmente pela santinha recatada e que reclamava de tudo, e nos atos finais saindo que nem uma maluca enfiando uma força descomunal para arrancar até uma cabeça, mas de certa forma se entregou bem para a personagem, e com isso funcionou ao menos. Ryan Simpkins trabalhou sua Alice com um bom estilo, cheio de rebeldia em todos os atos, e dentro dos túneis se entregou bem para a personalidade casual de um bom filme de terror quando alguém surta e sai correndo, e ela fez bem isso. E por último mas não menos importante tivemos McCabe Slye com seu Tommy, inicialmente o par romântico apaixonado da irmã da protagonista, cheio de nuances e frases bonitas, mas depois que é possuído vira o próprio cão com seu machado, com um olhar fixo bem forte, e ficando ainda melhor quando passa a usar o saco de juta na cabeça, ou seja, o ator incorporou um assassino forte e intenso da melhor forma possível, e agradou bastante. Ainda tivemos Gillian Jacobs como C. Berman, mas apenas servindo para mostrar todas as loucuras que faz em sua casa trancada, e como uma narradora da trama, pois não foi muito além em cena.

Visualmente o longa foi muito bem desenhado, com bons momentos no acampamento, mostrando que desde muito tempo já existe a rivalidade entre as duas cidades, com separação de cores e tudo mais, todos com figurinos bem característicos dos jovens dos anos 70, muitos elementos cênicos clássicos da época como rádios toca-fitas, toda uma preparação bem moldada para o labirinto criado pela bruxa, uma casa no meio da floresta cheia de nuances e objetos tensos, e claro muito sangue com toda a violência do assassino para cima das crianças e adolescentes, em um ritmo frenético e cheio de ambientes propícios para cada um dos atos ficarem marcantes com tudo, passando desde uma sala de ciências até um refeitório, com uma passada rápida em um banheiro pequeno, mas que teve um belo golpe de machado ocorrendo, além desse ter ainda uma cena referência a "Carrie, a Estranha" original, mas usando insetos, que foi bem tensa de ver. Ou seja, a equipe trabalhou muito bem para criar todo o conteúdo, e funcionou bem.

Assim como o primeiro filme que tivemos clássicos dos anos 90 tocando, aqui temos ainda bons exemplares dos anos 70, que além de ditarem um bom ritmo, serviram para todas as nuances próprias e bem encaixadas, valendo claro a conferida no link.

Enfim, aqui tivemos um longa bem melhor em vários quesitos se comparado apenas com o primeiro, mas volto a frisar que poderiam ter separado melhor toda a ideia do acampamento da história, e assim teríamos um filme sem dependências, mas que ainda assim tem toda uma boa intensidade e agrada bastante como terror, agora é ver como vão fechar tudo com a ida para o ano de 1666 para sabermos um pouco mais da vida da bruxa Sarah Fier, então é esperar semana que vem e curtir todos como algo amplo e bem montado pela plataforma, pois dá para recomendar com certeza todo o resultado. Bem é isso pessoal, fico por aqui agora, mas volto em breve com mais textos, então abraços e até logo mais.


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Netflix - Como Virei Super-Herói (Comment Je Suis Devenu Super-Héros) (How I Became a Super Hero)

7/09/2021 08:08:00 PM |

Sabemos que a França manda muito bem em dramas e comédias, mas quando se aventura em outros gêneros geralmente entrega filmes estranhos e sem muita desenvoltura, o que é uma pena, pois sabem trabalhar tão bem os diálogos e desenvolturas que se ousassem mais talvez acertassem em outros estilos também (digo isso, mas sei que existem raras exceções). Dito isso, o longa da Netflix, "Como Virei Super-Herói", até tem uma proposta interessante, brinca bem com os efeitos e com as possibilidades de cada personagem, mas não se aprofunda nas cenas de ação, ficando um filme morno demais para um longa de super-heróis, ao ponto que remete bem com a ideia dos X-Men, com alguns vilões querendo roubar os poderes através da extração de sangue deles e fazendo drogas sintéticas para vender para que as pessoas comuns possam ter poderes também. Ou seja, é um filme que até tem bons momentos, mas faltou detalhes para empolgar e agradar como poderia dentro do gênero.

O filme nos conta que os super-heróis são perfeitamente assimilados pela sociedade e querem ser famosos a todo custo - Uma droga que dá superpoderes a meros mortais está se espalhando por toda a cidade. Os tenentes Moreau e Schaltzmann investigam o caso com o apoio de dois ex-super-heróis, Monte Carlo e Callista. Eles farão o que for preciso para desmantelar o tráfico. Mas o passado de Moreau ressurge e a investigação se torna mais complicada.

Diria que a falta de uma atitude mais precisa seja o fato de ser o primeiro filme do diretor Douglas Attal, pois certamente aqui a trama necessitava de alguém com uma segurança maior para representar toda a ideologia e ainda explodir na investigação completa, afinal somos apresentados logo de cara para o mundo moderno aonde os super-heróis já convivem com os humanos, e sem muitas explicações de quem é quem vamos já na empolgação do policial e sua nova parceira em busca de descobrir o que está acontecendo de fato na cidade, com as pessoas usando drogas que lhe dão poderes. Ou seja, tudo ocorre muito superficialmente ao ponto de não criarmos vínculo com ninguém, não conhecermos a fundo nenhum personagem, só indo acompanhando tudo o que já vai explodindo, e o resultado acaba sendo aberto demais. Ou seja, talvez um filme mais coeso mostrando o mundo com os heróis, depois um pouco mais de desenvoltura em cima do policial e seus problemas, para aí sim ir atrás de traficantes e tudo acontecer de uma maneira empolgante, mas como não rolou assim, ao menos vemos uma ideia boa dos roteiristas, que quem sabe daqui a algum tempo alguém pegue o filme e faça um remake melhorado.

Sobre as atuações, Pio Marmaï é daqueles que vemos em quase todos os filmes franceses da atualidade por ser bom em trejeitos e dominar bem suas cenas, porém aqui seu Moreau parece faltar algo a mais, ao ponto que talvez se entregasse mais rapidamente seus poderes convenceria mais, e o filme teria uma fluidez mais imponente, pois aí a briga seria mais intensa, mas como é bom de trejeitos, seu resultado chama atenção e agrada no que faz. Vimala Pons trabalhou a tenente Schaltzmann com um certo gracejo que já até sabíamos como iria terminar, e seus atos são de muita precisão e inteligência, demonstrando atitude cênica e fazendo bons atos pelo menos. Benoït Poelvoorde foi bem incorporado com seu Monte Carlo, mostrando que super-heróis também tem doenças, e aqui com Parkinson já não pisca bem seus flashes de sumiço e volta, mas foi bem divertido seus momentos junto do protagonista e claro de Leïla Bekhti com sua Callista, ao ponto que certamente um filme do trio de heróis chamaria bem a atenção. Quanto do vilão Naja vivido por Swann Arlaud só podemos dizer que ele mostrou um ar intenso bem colocado, mas que não foi muito desenvolvido, ficando apenas no ar com seus atos.

Visualmente a trama até tem uma certa intensidade pelas cenas mais escuras, mostrando o esconderijo do grupo em um lugar meio que abandonado, com tudo servindo como armas, tivemos ainda o apartamento de Monte Carlo cheio de tecnologia de acompanhamento de heróis, e muitos momentos na delegacia aonde tudo se desenvolve dentro da investigação, ao ponto que faltou mais ação com os poderes, mais lutas e tudo que apenas acabou ocorrendo em alguns minutos no final, e que ainda com efeitos digamos não muito imponentes resultaram em algo estranho, mas que funcionam pelo menos. Ou seja, a equipe de arte não gastou muito, e o resultado soou fraco demais para um filme de heróis.

E é isso pessoal, o resultado final até poderia ter funcionado melhor se escolhessem uma outra forma de desenvolvimento da trama, mas como não podemos mudar isso, o que nos foi entregue acabou sendo apenas mediano, não sendo de todo ruim, apenas não tendo uma grande explosão que chamasse realmente atenção para a trama toda, quem sabe se houver uma continuação, mas acho difícil isso. Sendo assim fico por aqui hoje, mas volto em breve com mais textos, então abraços e até logo mais.


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Viúva Negra (Black Widow)

7/09/2021 02:29:00 AM |

Costumo dizer que a Marvel se consolidou de tal forma no cinema que hoje se pensamos em uma trama de qualidade envolvendo super-heróis, vilões, muita ação e conexão interfilmes pensamos neles, e dessa forma toda a sintonia e preparação é tão bem elaborada que tudo faz sentido sempre, ao ponto que mesmo a trama do lançamento "Viúva Negra" se passando no meio de dois filmes que aconteceram já há um bom tempo, tudo faz muito sentido, todas as conexões acabam rolando, e claro já deixaram na cena pós-crédito toda a intenção que deve rolar em uma das séries da Disney+, ou seja, é daqueles filmes completos que além de entregar muita ação e desenvolturas (aliás em determinados momentos do filme a saga "Velozes e Furiosos" foi bem representada com perseguições de carros e destruições de nível máximo nas ruas e no céu) consegue empolgar, e mostrar qualidade técnica na representação de uma personagem muito boa, que a atriz encontrou personalidade para desenvolver desde o começo alguém muito imponente em todos os filmes, e que agora se despede em grande estilo da franquia de filmes da Marvel. Sendo assim é daqueles que vamos conferir esperando algo muito bom, e saímos satisfeitos sem ter grandes reclamações de nada, pois tudo é muito bem feito e empolga, aliás nada é exagerar, pois se tenho que reclamar diria que muitos personagens foram praticamente jogados na trama, e quase nem sabemos quem são, mas isso não atrapalha a intensidade da protagonista e sua história acaba funcionando bem.

A trama nos conta que Natasha Romanoff precisa confrontar partes de sua história quando surge uma conspiração perigosa ligada ao seu passado. Perseguida por uma força que não irá parar até derrotá-la, Natasha terá que lidar com sua antiga vida de espiã, e também reencontrar membros de sua família que deixou para trás antes de se tornar parte dos Vingadores.

A diretora Cate Shortland é daquelas que sabem segurar uma trama com muito envolvimento do começo ao fim sem desapontar em nada, ao ponto que seu "Lore" é daquelas tramas que emocionam e agradam demais, e certamente foi a melhor escolha para a direção do longa que apresentaria de onde veio parte do passado de Natasha Romanoff, como também serviria de homenagem pelos seus préstimos para todo o Universo Cinematográfico da Marvel (afinal como bem sabemos no último filme dos Vingadores nos despedimos de sua personagem de uma forma bem trágica!), pois ela tem conhecimento de técnicas e é precisa aonde apontar a câmera para que o público enxergue exatamente a sua opinião sobre determinado ato. Ou seja, o que vemos na tela além de ser algo bem interessante para os fãs dos quadrinhos e dos personagens, é algo aonde vamos seguindo exatamente aonde a diretora nos leva para conhecer o momento que ela quer, e isso é algo brilhante de ver, e que faz com que o filme flua naturalmente sem grandes percas históricas, ao ponto que tudo vai acontecendo e cada momento vai sendo uma bela sequência do anterior para um grandioso desfecho, que mesmo fazendo toda a ligação com outros filmes, funciona também muito bem sozinho, e isso é o que deve acontecer com um bom filme. 

Sobre as atuações, é claro que ela vem mais perfeita do que nunca, Scarlett Johansson trabalhando bem sua Natasha, fazendo suas famosas poses (que é até motivo de piada dentro da trama por sua irmã), cheia de atos imponentes, e principalmente mostrando que mesmo o longa tendo diversas "viúvas negras" ela ainda será "a" viúva negra, e assim soube segurar seus atos, lutar ao máximo, e fechar um ciclo com muita perfeição de expressões, e claro, de diálogos bem encaixados na trama. Florence Pugh foi muito bem encaixada na trama com sua Yelena Belova, criando dinâmicas bem coesas, sabendo ser sarcástica nos momentos certos com seus diálogos, e principalmente mostrou atitude para ser bem usada nos atos aqui, e claro deixar as nuances claras do que veremos de sua personagem no futuro da saga, agradando bastante em tudo. David Harbour sempre coloca em sua filmografia personagens marcantes bem diferentes, e entrega tanta atitude que chega a ser até exagerado, e aqui seu Aleksei é daqueles brucutus que acabamos rindo e gostando de ver, e talvez até conhecer um pouco mais do seu Guardião Vermelho, ou seja, caiu bem para o papel e foi bem no que fez. Sabemos que Rachel Weisz é uma tremenda atriz, mas aqui sua Melina foi meio que simples e jogada demais, ao ponto que nem nos envolvemos com ela, nem a conhecemos direito na trama, o que acaba sendo algo ruim para a trama. Da mesma forma O-T Fagbenle apareceu várias vezes na trama com seu Mason e fiquei pensando se o personagem já havia surgido em outros longas, pois a forma que foi colocado é direta e cheia de carisma, mas não, o personagem é apenas desse filme, e o resultado mostrou que o ator até poderia ser bem mais usado, pois é bom. Ainda tivemos Ray Winstone muito imponente com seu Dreykov cheio de planos e imposições, fazendo boas caras e bocas, mas também sendo alguém que até vai longe na trama, mas não encanta tanto, e até Olga Kurylenko que sabemos do tremendo potencial faz apenas algumas pontas com sua Antônia, ou seja, conseguiram um elenco muito bom, mas que não foi tão usado quanto poderia, o que felizmente não diminui a potência da trama.

Visualmente o longa tem grandiosas cenas em uma prisão no meio de montanhas cobertas de muito gelo, com uma sequência de ação bem imponente em meio a uma avalanche, temos atos com carros e motos bem marcantes nas ruas parecendo fazer parte do longa "Velozes e Furiosos", e claro temos toda a estrutura cênica da Sala Vermelha gigantesca no meio das nuvens com muitos ambientes bem interessantes que no ato mais explosivo com tudo ruindo ainda manteve toda a ação com muita movimentação em meio aos pedaços voando pelos céus, ou seja, a equipe de arte elaborou uma cenografia marcante, mas certamente a maior parte de tudo ficou a cargo da equipe de efeitos visuais em CGI, pois posso dizer que uns 90% do longa é irreal, mas fica tão bem feito e com tanta desenvoltura cênica que acaba agradando demais.

Enfim, é mais um grandioso filme da Marvel que entrega bons momentos de ação e envolve bastante, que como fui completamente cético sem esperar nada dele acabei me surpreendendo e gostando do que vi, mas que certamente esperava um maior desenvolvimento dos personagens secundários para que conhecêssemos mais eles, e não apenas fossem jogados no longa, e sendo assim o resultado não atinge o seu máximo, mas se relevarmos isso é algo que funcionou bastante e que vai agradar bem quem for conferir, agora é esperar os outros 3 filmes da produtora desse ano para ver que surpresas ainda iremos conhecer nesse Universo, lembrando que para aqueles que gostam de séries a Disney+ está com várias opções que irão se interligar por completo, mas irei continuar vendo apenas os filmes, e falando na plataforma de streaming, para aqueles que não quiserem ir ao cinema, também podem conferir o longa por lá pagando a taxa de Premier Access. Bem é isso pessoal, fico por aqui hoje, recomendando o filme para todos que curtem a saga dos heróis da Marvel, pois os demais não irão ainda se apaixonar pela franquia toda, e volto em breve com mais textos, então abraços e até logo mais.


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Netflix - Major Grom Contra o Dr. Peste (Майор Гром: Чумной Доктор) (Major Grom: Plague Doctor)

7/08/2021 01:14:00 AM |

Garanto que muitos assim que viam um filme russo passando na TV já mudavam de canal (apesar que como na TV quase sempre passam a cópia dublada nem dá para saber que era russo!), pois eram efeitos tão bizarros, histórias que nem o mais crente no absurdo aceitaria, e por aí vai, porém ultimamente tem vindo uma leva tão bem feita de longas, aonde andam investindo em tramas mais intensas e envolventes, que já dá até para pensar em curtir um festival de cinema russo (nem tanto, vai!). E hoje a Netflix estreou mais um bom exemplar deles, "Major Grom Contra o Dr. Peste", que acaba indo para um lado de filme de heróis com um pouco mais coerência (afinal só quem sobreviveu a conferida de "Os Guardiões" sabe bem a loucura que foi aquilo!) que trabalha algumas situações que já vimos em outros filmes hollywoodianos aonde o vilão mata por rebeldia aos erros do sistema, mas claro que acaba ficando maluco e tudo acaba saindo dos eixos. Ou seja, por ter um estilo de HQ chama a atenção pela formação do herói, pela desenvoltura de descoberta dos personagens, e até mesmo algumas boas reviravoltas acabam sendo bem interessantes por tudo o que é entregue, criando possibilidades diversas, introduzindo um bom personagem para uma franquia maior, e que usando de base as cenas pós-créditos (como é em casa dá para correr com o controle para não ter de esperar subir todas a letrinhas russas) para continuações. E sendo assim é um filme que funciona bastante, mas que demora um pouco para engrenar, afinal é um filme que necessitou uma apresentação de personagens, e assim inicialmente dá uma leve cansada, mas depois é intensidade para todos os lados, e agrada muito.

O longa conta a história de Igor Grom, conhecido em São Petersburgo por seu caráter penetrante e atitude irreconciliável com os criminosos. Mas tudo muda dramaticamente com o aparecimento de uma pessoa chamada Doutor Peste. Tendo declarado que sua cidade está "doente com a praga da ilegalidade", ele inicia um "tratamento", matando pessoas culpadas e inocentes. Com a sociedade agitada e os policiais impotentes, pela primeira vez, Igor enfrenta dificuldades na investigação, cujo desfecho pode determinar o destino de toda a cidade.

Diria que o diretor Oleg Trofim foi bem ousado em sua proposta, pois ao pegar um curta metragem sobre um policial que não segue regras e sai caçando bandidos de formas irreverentes e transformar em algo gigantesco com uma proposta de franquia foi algo que para um segundo longa ser tirado o chapéu, pois conseguiu criar boas dinâmicas, incorporar muita ação, bons efeitos especiais (se bem que pensando na loucura toda que é na Rússia, não é de se duvidar que filmaram com um lança chamas mesmo nas mãos do ator!), e com um intuito mais fechado de estilo mostrou que é possível fazer uma história interessante funcionar independente da língua, pois sabemos que a corrupção, as leis e tudo mais é algo que é bem falho na maioria dos países, e que alguns vingadores reais acabam explodindo e querendo resolver tudo com as próprias mãos, aí botar uma ficção, uma loucura num personagem, e ser criativo nas atitudes e nas loucuras entre os protagonistas é um prato cheio para um bom roteirista, e aqui tivemos uma tonelada de mãos bem criativas, que pegaram o original que é um curta, e amplificou para algo tão bom que certamente torcerei para virar uma franquia, e assim vermos o policial maluco saindo para combater mais vilões loucos.

Sobre as atuações, a base claro ficou toda em foco no jovem Tikhon Zhiznevskiy pelo que fez com seu Igor Grom, cheio de estilo, personalidade, e com uma desenvoltura rápida que chama muita atenção acabou tendo dinâmicas tão boas, usando bem as sacadas com todos os personagens, lutando bastante, e se impondo de maneira fácil que resultou em um personagem marcante e que pode facilmente ser lembrado como um bom herói sem grandes poderes. Sergei Goroshko trabalhou bem também seu Razumovskiy, com muita loucura cênica, cabelos de cores diferentes, e muita imponência nos atos dialogados, criando uma boa estrutura para o personagem do começo ao fim, mudando bem os estilos conforme o filme ia lhe pedindo, o que mostra muita técnica também. O jovem Alexander Seteykin fez trejeitos meio que agitados demais com seu Dima, ao ponto que assim como o personagem era um policial em treinamento ficou parecendo que também era um ator novo demais no set, mas seus momentos finais foram bem colocados e acabou agradando também. Lyubov Aksyonova trabalhou sua Yulia meio que de forma jogada, como aquelas youtubers que quer pegar tudo sem pensar, e de cara já ficamos esperando o par romântico dela com o protagonista, ou seja, talvez não precisasse forçar tanto em alguns atos, mas seu final ao menos ficou bem trabalhado. Quanto aos demais tivemos alguns atos mais marcantes, mas a maioria acabou servindo apenas de conexões, desde Aleksey Maklakov com seu Fyodor sendo praticamente um pai para o protagonista e dentro da polícia relevando suas cagadas, passando pelo maluco Grechkin vivido por Yuriy Nasonov, até chegarmos em Dmitriy Chebotarev com seu Oleg imponente no começo do filme até termos a grandiosa surpresa com sua reviravolta, e ainda temos uma segunda reviravolta dele assim que passa o último crédito, ou seja, vem mais dele na continuação.

Visualmente o longa ousa bastante com cenas incendiárias, temos um começo completamente insano com uma perseguição maluca com uns assaltantes fantasiados, um prédio de tecnologia bem imponente, várias cenas numa delegacia que mais parece uma repartição pública com uma tonelada de figurantes, muitas cenas de rebelião nas ruas, várias cenas de mortes imponentes pelo vilão, em lugares bem diferentes, um cassino sendo inaugurado com muita festa, além do apartamento bem destruído do protagonista com muitos detalhes, e vários figurinos e uma roupa totalmente cheia de apetrechos para o vilão, ou seja, um filme recheado de objetos cênicos bem usados que mostrou que a equipe de arte foi muito bem desenvolvida aonde desejavam chegar e acabaram agradando bastante.

Enfim, está longe de ser um filme genial, demora um pouco para engrenar, mas acaba entregando um bom clássico do estilo de super-heróis, com um vilão insano e cenas cheias de explosões, rebeliões, e principalmente contando com uma história interessante, ou seja, acaba sendo uma grata surpresa no streaming, e vou torcer para ter uma continuação em breve, pois vai chamar atenção pelo que deixou colocado. Sendo assim recomendo a trama para todos, e volto amanhã com mais um filme de super-heróis, só que agora nos cinemas, então abraços e até logo mais.


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Netflix - Do Que Os Homens Gostam? (What Men Want)

7/06/2021 01:16:00 AM |

Sempre é bom dar uma passada pelas comédias dos streamings, afinal ver só dramas e suspenses cansa um pouco a mente, embora seja uma delícia, e passando pelas histórias dos lançamentos (ou melhor dos filmes que entraram em cartaz agora na plataforma) da Netflix, me interessei pela ideia do filme "Do Que Os Homens Gostam?", mas nem lembrei no início do filme dos anos 2000 com o Mel Gibson que é o inverso "Do Que As Mulheres Gostam?", então fui conferindo e a cada momento algo me remetia que já tinha visto algo parecido, mas segui, e eis que ao pegar os dados do filme para escrever estava lá que era baseado na mesma ideia, ou seja, criaram uma base em cima de outro e deu certo, pois o filme aqui trabalha bem a proposta, mas mais do que saber o que os homens gostam, a ideia aqui caiu para o que eles pensam e como posso usar isso para algum proveito, o que não é ruim, e todas as situações que a protagonista acaba vivendo divertem bem, agradando como um bom passatempo, mesmo que para isso tenha de usar certas insinuações do mundo moderno (que certamente muitos irão reclamar!). Ou seja, é um bom filme, longe de ser algo que você vai sair rolando na sala de tanto dar risadas, mas agrada dentro do que se propõe a fazer e funciona.

O longa nos conta que Ali Davis é uma agente esportiva bem-sucedida que é constantemente excluída por seus colegas homens. Depois de uma noite louca com suas amigas, ela misteriosamente ganha a habilidade de ler os pensamentos dos homens. Com seu poder recém-descoberto, Ali passa na frente de seus colegas para assinar um contrato com o próximo astro do basquete, mas o esforço para conseguir o que quer vai pôr à prova o relacionamento com seus melhores amigos e com um novo interesse amoroso.

Diria que o diretor Adam Shankman tem um estilo com boa pegada, pois a história facilmente poderia ser bem mais complexa e não envolver tanto, mas optou por trabalhar a simplicidade de uma agência esportiva com jogadores e atletas de vários esportes e brincar com as mentalidades masculina em cima de todo um machismo que existe nessa carreira, ousando jogar com família, com homossexualismo, com cunhos sexuais e tudo mais, mas sem apelar para forçar a barra, apenas jogando como se realmente cada elo acontecesse como bem sabemos que rola, e abrindo seu leque usou as famosas jogadas de uso de uma pessoa e quebra de confiança, usou de argumentação de sonhos, e até jogou para o lado de videntes com tóxicos. Ou seja, o diretor quis usar de algumas situações clássicas e foi bem, mas certamente não usou realmente a ideia do que os homens gostam, pois certamente poderia ter ido mais além em todo o cunho que realmente faz parte dessa ideologia, só que ficaria um pouco mais pesado. Sendo assim, a ideia foi usada, e o acerto bem colocado, mas certamente ficou quase um filme feminino em cima de um tema que tenta não ir para um caminho machista, o que de certa forma tromba no conceito completo.

Sobre as atuações, temos de falar claro da protagonista Taraji P. Henson que soube dominar o estilo de sua Ali, criar boas perspectivas para cada momento, e não se limitar a ficar travada, pois certamente os ares que lhe foram entregues não foram simples, mas ela segurou as pontas e se jogou completamente de cabeça no papel agradando bastante mesmo que para isso ficasse estranha em alguns atos, ou seja, acertou no que precisava fazer. O par romântico vivido por Aldis Hodge foi bem colocado, e o ator soube dosar seus momentos para não soar como o homem perfeito apaixonado e tudo mais, pois sairia falso demais para a ideia do filme, e seu Will não era esse personagem todo, mas acabou fazendo bons atos e o resultado agrada pelo menos. Josh Brener acabou forçando um pouco os trejeitos gays de seu Brandon, não sendo algo que incomodasse, mas o estilo de assistente exagerado cheio de tiques acabou ficando um pouco estranho de ver na tela, mas o jovem ao menos criou um carisma de amizade interessante com a protagonista, e foi bem no que fez. Erykah Badu foi mais engraçada nas cenas dos créditos com sua Sister do que nos momentos encaixados do filme no qual sua vidente pareceu mais exagerada do que tudo, pois não era necessário forçar tanto a barra, mas como acabou sendo colocado assim para ela, foi feito, e o resultado soa estranho. Quanto aos demais, cada um forçou o máximo que pode, sendo tudo encaixado dentro da proposta, pois é um filme exagerado, não tendo grandes destaques para mais nenhum da agência, mesmo que cada um ali tivesse uma participação maior do que Tracy Morgan, mas ao menos ele fazendo o pai da estrela mostrou o que acaba acontecendo com muitos pais agenciadores dos filhos nos esportes que acabam passando por cima das vontades dos atletas para ir com seus próprios interesses.

Visualmente o longa é meio que amontoado de ideias, pois temos uma agência com tanta gente em uma reunião que praticamente chamaram todos os figurantes e atores secundários e mandaram ficar ali aplaudindo e batendo nas mesas, depois temos algumas cenas interessantes em bares, aonde a protagonista encontra o seu amor, temos algumas cenas nos apartamentos dos protagonistas, uma academia de boxe, alguns jogos em um grandioso estádio, e claro alguns carrões, afinal agentes esbanjam luxo, mas basicamente o filme fica nas salas da agência e o resultado ali chama bem atenção, e claro ainda temos os momentos do casamento que vira uma tremenda confusão, e antes disso a despedida de solteira junto dos atos com a vidente exótica de nível máximo de caracterização, que também pegaram tudo que dava para pendurar nela e colocaram. Ou seja, a equipe de arte foi bem bizarra em tudo, mas era a proposta da trama.

Enfim, é um bom filme que acaba sendo divertido e bem trabalhado, mas que passa bem longe de ser algo genial dentro da comédia, e até mesmo do nome do filme, ao ponto que poderiam ter usado mais essa esquete realmente do que os homens gostam, e aí recair para algo mais próximo do original dos anos 2000. Ou seja, até recomendo ele para um passatempo, mas que não vai ser algo memorável como poderia. Bem é isso pessoal, fico por aqui hoje, mas volto em breve com mais textos, então abraços e até logo mais.


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HBO Max - Nem Um Passo Em Falso (No Sudden Move)

7/05/2021 01:16:00 AM |

Sempre que vou conferir filmes envolvendo máfias, com ladrões usando extorsão para ter algum tipo de ganho, e ainda envolvendo diversos personagens secundários que em algum momento da trama passam a ter conexões maiores que as dos principais já fico preparado para tentar captar todas as ideias que desejam, e confesso, é sempre muito difícil, pois começa a virar uma bagunça total, surgir personagens que nem sabemos mais quem é na trama, e o resultado acaba ficando bem confuso. E comecei o texto do filme "Nem Um Passo Em Falso" da HBO Max dessa forma, pois é exatamente isso que acaba ocorrendo com a trama: um verdadeiro combinado completo de ideias, muitos personagens, muitas negociações, e um fechamento meio que absurdo demais, daqueles que talvez numa série bem dividida, com boas apresentações talvez funcionasse mais, mas aqui o resultado é um filme até que intenso de boas atuações, mas sem nada que você surpreenda com algo, parecendo que nem viu nada de interessante, e olha que pelos créditos finais tudo ocorreu mais ou menos dessa forma na concepção de partes de projetos dos automóveis. Ou seja, tem bons atores, tem diretor imponente, tem bastante história, mas é fraco demais no conceito geral.

O longa acompanha um grupo de pequenos criminosos em Detroit na década de 1950. Eles são contratados por uma pessoa anônima para roubar um importante documento. Mas quando seu plano dá terrivelmente errado, o grupo descobre que se envolveu em uma rede de conspirações muito maior do que poderiam imaginar.

O estilo do diretor Steven Soderbergh é daqueles que muitos não conseguem gostar de forma alguma, pois ele raramente entrega um longa "fácil" de se assimilar, brincando geralmente com tantas facetas que por vezes acabam até fluindo de uma maneira ruim, já que caem em conflitos de personalidades, personagens muitas vezes jogados, e alguns até não tendo a devida importância, porém quando acerta a mão acaba entregando obras que encantam ao máximo com tudo o que passa. Porém aqui seu filme caiu no primeiro caso, o de uma bagunça completa, fazendo com que um filme cheio de artimanhas que foi provavelmente muito bem escrito por Ed Solomon ficasse muito amplo de ideias, com conflitos inacabados, e principalmente com muitos personagens sem apresentações devidas, ao ponto que em alguns atos cheguei a pensar até que tinha dormido ou pulado algo, mas não, o filme rolou completamente perfeito e o resultado é estranho de se envolver, e não é algo que não dê grandes conexões, mas sim um estilo que acaba não pegando bem, e não flui de uma forma agradável de assistir, ficando mais estranho a cada cena, e bagunçando tudo ainda mais com a aparição de novos personagens a cada ato. Ou seja, é daquelas tramas que alguns até podem amar demais tudo, mas dificilmente veremos alguém daqui a certo tempo falando realmente tudo o que rolou, pois é impossível.

Sobre as atuações, é aquele velho ditado, que com muitos paus se faz uma canoa, mas nem sempre ela flutua, e aqui temos um elenco de peso, com grandes nomes do cinema, mas a harmonia entre todos parece meio que conflitiva, e mesmo a dupla principal vivida por Don Cheadle e Benício Del Toro não se encaixa bem em alguns momentos. Don Cheadle trabalhou seu Curt com muito envolvimento e se mostrou daqueles que está disposto a só ir aumentando a aposta, ao ponto que vamos nos conectando bem com seu personagem, mas em momento algum vemos ele explodir como poderia, sendo daqueles que seguram a trama para si, mas não vão além, o que é ruim de ver. Já Benício Del Toro brinca com seu Russo, criando um ambiente de negociações com tantas pessoas, que pensamos até que ele vai se dar realmente bem com tudo, mas sabemos que em filmes de máfia não é bem assim que rola, e mesmo fazendo grandes nuances e facetas expressivas, ele ainda conseguiu cair em um golpe também. David Harbour trabalhou seu Matt de uma forma meio que desesperada de estilo, ao ponto que tudo parece que vai desabar em cima dele, e ele até trabalha bem esse estilo de sentimentos, mas pareceu frouxo demais de atitudes, e assim não vamos muito além com ele, e dentro de sua família ainda tivemos um Noah Jupe bem colocado com seu Matthew se impondo, e Amy Seimetz trabalhando uma Mary pronta para tudo, e sabendo que não é a prioridade do marido, com olhares e expressões bem marcantes em cima disso. Ainda tivemos ótimas facetas através de Julia Fox com sua Vanessa (principalmente nos atos finais), Brendan Fraser com um Doug cheio das negociações, um Kieran Culkin completamente maluco e desesperado com seu Charley, além de Hugh Maguirre bem usado como Mel Forbert, Jon Hamm como o policial Joe Finney e Ray Liotta como Frank Capeli, mas a surpresa máxima foi Matt Damon surgir como o grande negociador no final com seu Mike, ou seja, é gente boa a beça num único filme que acaba não sendo bom suficiente para usara todos.

Visualmente a trama tem um bom eixo, com um tom clássico remetendo aos filmes mais densos, com uma ambientação noir, e claro muita classe nos figurinos, mostrando claro o estilo da máfia, as várias negociações, muitas armas, dinheiros, planos, e claro uma roupagem mais de época, o que acaba funcionando dentro da proposta, além claro de carros elegantes e muita sintonia cênica nas casas e hotéis por onde os personagens passam, ou seja, a equipe de arte fez um bom trabalho, ousou em algumas cenas com chuva, e o resultado ao menos nesse quesito é bem interessante de ver.

Enfim, é certamente um filme com uma proposta mais clássica, que quem gosta vai entrar de cabeça e poderá amar demais cada detalhe da trama, porém volto a frisar que o estilo de Soderbergh costuma funcionar mais em dinâmicas rápidas, o que não é o caso aqui, então quem não for realmente acostumado com isso vai mais reclamar do que gostar do que é mostrado, e ainda cito que por ter tantos personagens, uma forma seriada agradaria bem mais do que um filme alongado como foi o caso aqui. Sendo assim recomendo ele com tantas ressalvas que não tem como dizer que gostei muito do que vi, então fica a dica, e eu fico por aqui hoje, deixo meus abraços e até breve com mais textos.


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Netflix - Rua do Medo: Parte 1 - 1994 (Fear Street)

7/04/2021 06:18:00 PM |

O gênero "terrir" é daqueles que alguns gostam muito e outros preferem passar bem longe, ao ponto que alguns costumam até colocar a classificação de terror juvenil dentro da proposta para ficar mais bonito e apresentável, mas seguem sempre a mesma base: jovens correndo de assassinos ou alguém envolvido em alguma maldição tentando buscar seu objetivo de matar alguém, e com isso seguir alguma sina. Dito isso, a primeira parte da trilogia "Rua Do Medo", baseado nos livros de R.L., Stine entrou em cartaz com uma proposta interessante e que até diverte de certo modo, mas é simples demais, acaba sendo ao mesmo tempo pesado para um estilo, e bobo para outro, e que parece faltar com algo, já que começou do contrário por 1994, aonde o garotinho nerd já sabe tudo o que ocorreu no passado e tenta usar isso para se salvar, e depois iremos para 1978 e 1666, ou seja, algo que talvez no final tenha alguma justificativa prática, mas que aparentemente é apenas algo pensado para fazer marketing. Ou seja, não digo que seja um filme ruim, pois funciona dentro do estilo pensado, mas não é algo que muitos vão se conectar com a ideia toda.

No longa, um grupo de adolescentes é perseguido por um assassino mascarado em 1994, na cidade de Shadyside, Ohio. Quando começam a investigar as mortes, eles descobrem que não são as primeiras vítimas do psicopata e que a cidade tem uma longa história de assassinatos brutais.

Muitos podem olhar a trilogia como uma série de três capítulos, mas felizmente a diretora e roteirista Leigh Janiak optou pelo estilo e formatação de um filme realmente, com cada um tendo seu começo e fim bem determinados, e claro algumas grandes conexões para serem representativos, assim como os livros de R.L. Stine, e dessa forma vamos acompanhando tudo, rindo das loucuras que cada personagem acaba fazendo, e principalmente vendo as matanças ocorrerem por motivos mais bestas possíveis (a conexão com "Tubarão" foi algo muito engraçado de ver). Ou seja, é daquele estilo de filme que tem uma proposta determinada, e certamente quando leu tudo a diretora quis brincar com o estilo, quis ir colocando cada premissa de uma forma clara, e ao desenvolver todos os personagens vamos até nos conectando de certa forma. Claro que não diria ser um filme espetacular, daqueles que vamos nos lembrar de cada detalhe, e assim como o outro clássico do escritor, "Goosebumps", muitos irão curtir o filme por completo, e outros vão apenas conferir, pois é daquelas tramas bem bizarras se pararmos para analisar tudo.

Sobre as atuações tenho de começar falando do garoto Benjamin Flores Jr. que entregou uma boa personalidade para seu Josh, mostrou que em filmes de assassinos em série os nerds são muito úteis por saberem tudo o que vai acontecer, ou como se salvar pelo menos, e fez vários momentos bem sacados que acaba agradando bastante, e certamente conseguiu puxar a responsabilidade cênica para si o que foi bom de ver. Kiana Madeira trabalhou sua Deena com um estilo meio contido demais, ao ponto que como protagonista precisaria se envolver mais na trama e se entregar completamente ao que o filme pedia, não colocando tantas dinâmicas na personagem, mas ao menos mostrando seu lado passional em pauta em diversos momentos bem trabalhados. Fred Hechinger já foi o inverso com seu Simon, se jogando completamente dentro do que a personalidade do personagem pedia, colocando nuances bem malucas e cheias de estilo, e praticamente acelerado no nível máximo, brincando com todos os atos, e se encaixando totalmente na pegada mais bizarra, ao ponto que chega a ser até exagerado algumas de suas situações, mas funciona ao menos. E Julia Rehwald trabalhou sua Kate com um pouco de insinuações forçadas, mas condizente com a pegada da trama, misturando um pouco o ar de traficante, mas com uma jovialidade meio que estranha, mas não vai muito longe, e ao menos passar uma segurança bacana para o jovem nerd. Quanto dos adultos, Ashley Zukerman trabalhou bem o policial Nick Goode, mas sempre ficando atrás de tudo, e sem se impor como deveria acabou não chamando tanta atenção, o que é uma pena. E do lado dos mortos-vivos, com toda certeza o destaque fica para a bela Jordyn DiNatale que entregou uma Ruby Lane com muita precisão e que certamente deverá chamar ainda mais atenção nos demais longas da saga.

Visualmente o longa tem boas nuances, trabalhou bem o estilo dos anos 90 com figurinos, computadores (inclusive com o estilo de chat que o jovem conversa sendo icônico!), vemos as tradicionais caixas de drogas, personagens marcantes sempre indo para lugares tradicionais como escolas, matas, hospitais, além claro de momentos como babás, ou seja, todos os clichês clássicos de filmes de terror juvenis, e contando também com muito sangue e pedaços de pessoas. Ou seja, a equipe brincou bastante com cenas rápidas, não trabalhando tanto sustos gratuitos, mas fazendo um serviço simples, com cores fortes e algo que certamente marcará o estilo da saga, o que veremos nas semanas seguintes.

Agora um ponto que foi bem usado, e claro sempre se destaque em longas do gênero é a trilha sonora, que conta com músicas marcantes dos anos 90, e que junto com a boa parte orquestral que mantém o clima do começo ao fim, acaba dando um bom ritmo e faz boas nuances, e que quem quiser curtir, deixo aqui o link.

Enfim, é um bom filme que traz um certo envolvimento gostoso de curtir, mas que passa bem longe de ser algo que vamos nos lembrar daqui alguns anos, mas ao menos a proposta é boa e temos de ver o que vai acontecer nos próximos longas da saga nas próximas semanas, que talvez tenha uma finalização surpreendente, mas contando apenas com esse filme posso dizer que foi algo levemente superior ao mediano, e assim recomendo ele com muitas ressalvas só para quem curte o estilo. Bem é isso pessoal, fico por aqui hoje, mas volto em breve com mais textos, então abraços e até logo mais.


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Amazon Prime Video - A Guerra Do Amanhã (The Tomorrow War)

7/02/2021 08:43:00 PM |

Sabe aqueles filmaços de guerra que você vê vibrando com tantos efeitos, tantas cenas malucas, tanta interação, e que ainda contam uma história tão insanamente doida que você já nem sabe o que está vendo realmente, mas ainda assim curte demais tudo e acaba torcendo para os personagens principais? Pois bem, dona Amazon Prime Video conseguiu trazer isso numa proporção tão grandiosa com "A Guerra do Amanhã" que nem dá para acreditar que um longa desse porte saiu apenas no streaming (tudo bem que a Skydance ficou muito preocupada de como lançar o filme desde que a pandemia começou e acabou vendendo os direitos de exibição para a Amazon, mas certamente a ideia era sair em Imax com toda a qualidade técnica). E dito isso o que posso adiantar é que temos um filme de 139 minutos tão imponentes que não tem como nem piscar com tudo o que é entregue, agradando do começo ao fim com uma ideia completamente maluca, mas que funciona demais com tantos tiros, tantos aliens correndo, atirando e mordendo que chega até a remeter ao longa "Guerra Mundial Z", aliás a cena dos bichões atacando o forte subindo pelas paredes é bem mais do que apenas uma homenagem. Ou seja, se você ficou na dúvida de dar o play na trama pode ir sem medo algum, pois é daqueles que ficamos com orgulho de pagar a mensalidade do streaming pelo que nos é entregue.

O longa nos conta que a humanidade está perdendo uma batalha global contra uma espécie mortal de alienígenas em 2051. Para garantir a sobrevivência dos humanos, soldados e civis do presente são transportados para o futuro e se juntam à luta, entre eles Dan Forester, um pai de família determinado a salvar o mundo.

É interessante ver que após ter estreado muito bem com "Lego Batman: O Filme", o diretor Chris McKay assumiu sua primeira obra grandiosa e não decepcionou com o que entregou, pois temos de tudo um pouco em um único filme, e toda a interação é tão forte que vemos as nuances de seu trabalho surgindo em cada momento, mostrando que tanto ele, quanto o roteirista Zach Dean serão daqueles que vamos ter de ficar bem de olho nos próximos anos, pois conseguiram trabalhar com tanta intensidade marcante que devem explodir ainda mais num futuro. E o mais bacana é entender que aqui temos um filme com muitos atores, muitos personagens secundários, muita computação gráfica, e principalmente muita história e envolvimento para ser desenhado em cena, e o diretor não titubeou um segundo que fosse no estilo, mostrando que tem precisão cênica e sabia exatamente aonde desejava chegar com cada momento do filme, passando uma sinceridade bem ambientada que agrada demais, e que mesmo tendo erros clássicos dos filmes de ação, o resultado funciona e agrada sem parecer um longa apelativo do gênero, ou seja, é um grandioso acerto do diretor e que certamente vamos lembrar desse filme outras vezes, e fico mais feliz ainda que não deixou nenhuma ponta aberta para termos qualquer continuação, e assim o que vimos na tela é o que vai ficar marcado.

Sobre as atuações, antes de falar de cada um especificamente, tenho de pontuar que praticamente todos se doaram ao máximo, e certamente cada dublê sofreu demais com as várias quedas de lugares bem altos para os famosos saltos no tempo, e claro nas brigas corpo a corpo com os bichões, afinal pra que arma né, em filme de ação o que vale é sair na mão com os vilões. E dito isso, já estamos bem acostumados com o estilo que Chris Pratt entrega para seus personagens, sempre com um ar carismático e com muita disposição para seus objetivos, fazendo caras fortes e bem marcadas, de forma que toda a sintonia de seu Dan Forester é viva e imponente, fazendo com que torçamos para ele conseguir sobreviver, e mais do que isso, que ele salve o mundo, ou seja, o personagem chama a responsabilidade para si, e acaba agradando bem mesmo nas cenas mais falsas possíveis, passando pelos momentos dramáticos e finalizando bem com as emoções fortes que vive na tela, agradando demais com tudo. Yvonne Strahovski que já fugiu de um grande Predador em 2018, mas ficou bem mais conhecida pela série "O Conto da Aia", entra aqui fazendo a Comandante Romeo (que iremos descobrir ser alguém ainda mais especial para o protagonista nas cenas seguintes do longa) e consegue mostrar uma desenvoltura cênica tão boa que seu resultado acaba impressionando bem, mostrando que a jovem tem atitude e personalidade, o que exatamente o papel pedia, e assim seu resultado acaba funcionando demais. Outra que chama a atenção na trama é Sam Richardson com seu Charlie que puxa os ares mais cômicos do filme, conseguindo segurar as nuances sem soar apelativo, mas principalmente sendo usado para dar algumas cenas mais técnicas, e claro que no misto completo seu resultado oscila bastante, mas não desaponta ao menos. Edwin Hodge trabalhou seu Dorian como um guerreiro nato, daqueles que vemos formas e envolvimentos bem marcados em suas cenas, e olhamos o motivo que alguns vão pras guerras, e o ator soube segurar olhares e se entregar bem para tudo o que era necessário, chamando bastante intensidade do começo ao fim. Da mesma forma, Keith Powers trabalhou seu Greenwood lutando muito e sendo importante em alguns atos com os protagonistas, de forma que mesmo sendo bem secundário entrega boas nuances e acertos. J.K. Simmons sempre faz bons papéis e aqui foi muito bem usado nos atos finais com seu James Forester, marcando cenas de muita luta, e claro entregando reflexos de homens que voltam de guerras e acabam se separando da família. Betty Gilpin acabou aparecendo pouco como a esposa do protagonista Emmy, mas serviu para a ideia final de como caçar os aliens pelo menos, e assim já faz valer a inteligência da personagem. E ainda tenho de citar os bons momentos da garotinha Ryan Kiera Armstrong como a jovem Muri Forester e Seth Schenall que acabou sendo incrivelmente usado com algo bizarro que ninguém esperava com seu Martin.

Agora algo que tem um grandioso impacto na trama são os efeitos visuais colocados tanto no presente quanto no futuro em que a trama se passa, mostrando cidades destruídas, ambientes devastados, gigantescas plataformas de guerra, e muita ambientação cênica com armas, civis indo para a batalha completamente sem estruturas, e claro uns aliens brancos gigantescos e estranhos, mas que causam muita tensão e possuem formas interessantes de funcionar na tela. Ou seja, a equipe de arte conseguiu ser bem criativa para representar todas as loucuras do roteiro, e junto da equipe de fotografia carimbar nuances tensas e bem envolventes para que os efeitos especiais e toda a computação gráfica funcionasse bem, mesmo que não parecendo muito realista.

Enfim, é um tremendo filmaço que impacta bastante do começo ao fim, que funciona bem, e que mesmo tendo alguns erros relevantes conseguimos vibrar com tudo e sair bem satisfeito com o resultado completo entregue, ou seja, é daqueles que temos de recomendar com toda certeza, pois quem gosta vai se apaixonar por tudo, e mesmo quem não for muito fã do estilo acabará curtindo tudo. Bem é isso pessoal, fico por aqui hoje, mas volto em breve com mais textos, então abraços e até logo mais. 


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Os Croods 2: Uma Nova Era (The Croods: A New Age)

7/02/2021 01:14:00 AM |

Sempre que falamos de continuações de animações esperamos aquele algo a mais que as produtoras sempre entregam, e com "Os Croods 2: Uma Nova Era" não foi diferente, pois esperamos vendo os trailers por até um tempo a mais, já que o longa estava previsto ser lançado em Julho/2020, então desde o começo de 2020 já apareciam diversos trailers brincando com tudo, e somente agora apareceu em nossos cinemas (sei que muitos já até viram há muito tempo pelas piratarias da vida, mas esperei aparecer no cinema para conferir na tela grande), e a trama não decepciona entregando muita diversão do começo ao fim, muitas conexões com longas característicos como "Kong: Ilha da Caveira", "MadMax", entre vários outros que vamos lembrando em algumas cenas, e principalmente consegue entreter bem com uma trama leve e bem descontraída com até mais história que o primeiro filme, e assim aqueles que forem apenas esperando brincadeiras poderão se decepcionar um pouco, afinal o filme ficou um pouco menos infantil, mas ainda assim com muito colorido, boas interações visuais e personagens bem carismáticos ainda conseguirão manter os pequenos bem entretidos. Ou seja, é um filme para toda a família que vai agradar bastante a todos que curtirem uma boa história e uma animação de qualidade técnica invejável.

A sinopse nos conta que ainda em busca de um lugar para se estabelecer após os eventos cataclísmicos do primeiro filme, o patriarca pré-histórico superprotetor, Grug, conduz sua família ao grande desconhecido. Esperando pelo melhor em um mundo cada vez mais perigoso, e enquanto tenta chegar a um acordo com o romance de Eep e Guy, Grug se depara com um Éden isolado da abundância, contendo tudo o que eles estavam procurando. No entanto, há um porém. Este verdejante paraíso na Terra já está ocupado pelos BeMelhores significativamente mais evoluídos: Ben, Esperança e sua filha, Aurora. Agora, enquanto as tensões aumentam entre os clãs antagônicos, um novo inimigo ameaça o futuro de ambas as famílias. Será que os Croods e os BeMelhores podem deixar de lado suas diferenças para lutar contra o inimigo comum e viver para contar a história?

O diretor Joel Crawford faz sua estreia na cadeira de direção, mas já passou pelo departamento de arte de diversos outros longas da Dreamworks, e aqui ele fez o que todo artista gosta de ver em seu primeiro filme: muito visual, e brincadeiras com tudo o que se possa fazer, ousando em colocar textos coloridos na tela, legendas simbólicas, personagens com estilos completamente diferentes, e claro toda uma boa história girando, pois hoje cada vez mais as animações andam esquecendo de trabalhar histórias, e aqui acabamos conhecendo um pouco do passado de Guy que surgiu já sem muitas explicações no primeiro filme, vemos um pouco mais como os BeMelhores construíram seu oásis, e claro nos divertimos muito com toda a pancadaria dos macacos. Ou seja, talvez o diretor quis muita coisa para um único filme em sua estreia, mas ao seguir bem a cartilha dos longas da DreamWorks, e claro o estilo mais clássico de uma boa animação, o resultado funcionou bem, e nos divertimos a beça com tudo.

Sobre os personagens e dublagens, diria que foi algo bem bacana de ver o trabalho de concepção de cada um, desde o pai superprotetor novamente atacando enciumado com a possibilidade da filha sair do bando, o jovem que reencontra alguém muito conhecido da infância, a família de arquitetos que criaram engenhocas para tudo para ter uma vida melhor, a garotinha que não viveu por também ter uma proteção exagerada, e claro algo que anda muito em pauta, o famoso girl power que aqui cai para a vovozinha e toda sua loucura puxando todas as mulheres para a guerra, entre muitos outros, ao ponto que acabamos gostando demais de tudo, vemos a conexão familiar sempre em pauta e nos divertimos com cada um. Os BeMelhores soaram ao mesmo tempo que altamente criativos, também tiveram um certo ar de vilania ao desejarem tudo para si, desde os alimentos, mudar o curso do rio, querer o namorado para a filha, e por aí vai, mas tudo acaba se encaixando bem e agradando de certa forma. Um ponto engraçado foi que deram uma mudada nas vozes de Rodrigo Lombardi e Juliana Paes nos personagens Ben e Esperança, pois chega a ser até difícil reconhecer eles se não tivessem feito tanta propaganda antes, mas deram boas personalidades para eles, e o resultado funciona com um bom encaixe. As piadas dubladas funcionaram bem e deram bom tom tanto para a garra de Eep, quanto para os momentos mais intensos de Grug e claro com os BeMelhores, então foi certamente um trabalho árduo, mas muito bem feito de ver na tela.

Visualmente o longa é muito bonito, com toda a fazenda cheia de detalhes nos alimentos, nos animais diferentes e interessantes, lembrando até um pouco o longa "Tá Chovendo Hamburger", e que foi trabalhado uma gama tão intensa de cores que o filme até parece brilhante demais, e se contrapondo bastante com os momentos mais tensos no território dos macacos, aonde tudo é escuro, com cores mais impactantes, mas ainda assim com um desenvolvimento bem cadenciado, ou seja, a equipe de arte procurou colocar tantos elementos bem encontrados, tantas texturas nos objetos e nos personagens, vemos tudo fazendo sentido desde cabelos que voam ou se armam demais, toda a ambientação da casa com sauna, quartos, camas, redes, detalhes em madeiras e tudo mais que se possa pensar, ao ponto que certamente a equipe passou muito tempo desenhando cada detalhe para funcionar do começo ao fim. Agora um detalhe que certamente verei alguns amigos falando aqui nos comentários é o quanto o filme estará lindo nas TVs 3D, pois é notável que muitas cenas foram feitas pensando nisso, e o resultado deve funcionar muito bem, mas como ainda não podemos ter o uso compartilhado dos óculos, vamos ficando sem 3D nos cinemas.

Enfim, está longe de ser uma animação perfeita daquelas que vamos nos emocionar ou sair vibrando da sessão, muito menos que veremos os pequeninos dançando embaixo das telas enquanto sobem os créditos, mas é algo muito bem feito, cheio de nuances incríveis, e com um dos visuais mais interessantes que já nos foi entregue, e sendo assim recomendo ele para todos, pois vale a conferida. Bem é isso pessoal, fico por aqui hoje, mas volto em breve com mais textos, então abraços e até logo mais.


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