Eu Queria Ter A Sua Vida

10/11/2011 10:52:00 PM |

Tem comédias que vou preparado para rir exatamente no inverso do que as pessoas rirem. E no "Eu Queria Ter A Sua Vida", não foi diferente. Não que seja ruim, mas é estranho, muitas vezes vemos o inverso, em um filme nacional vermos características de algum filme americano, e aqui vemos num filme americano o que vimos anos atrás em "Se Eu Fosse Você". A diferença que a troca de corpos ao invés de ser entre um homem e uma mulher, temos aqui dois homens, um solteiro e um casado, que irão mostrar para ambos as vantagens e desvantagens das vidas de cada um.

O longa mostra a história de como crescendo juntos, Mitch e Dave eram melhores e inseparáveis amigos, mas conforme os anos se passaram eles foram lentamente se afastando. Enquanto Dave virou um advogado bastante ocupado, marido e pai de três filhos, Mitch continuou solteiro, semi-empregado, um crianção que nunca achou uma responsabilidade da qual gostasse. Para Mitch, Dave tem de tudo: a linda esposa Jamie, filhos que o adoram e um trabalho altamente rentável em uma firma de advocacia de prestígio. Para Dave, viver a vida sem stress de Mitch, livre de obrigações ou consequências seria um sonho realizado. Após uma noite de bebedeira juntos, os mundos de Mitch e Dave viram de cabeça para baixo quando acordam um no corpo do outro e surtam completamente. Apesar de livres de suas rotinas e hábitos normais, eles logo descobrem que a vida do outro está longe de ser o mar de rosas que pensavam.

A semelhança no roteiro com a versão brasileira é inevitável e a maioria irá comparar, a diferença é que temos aqui os roteiristas de "Se Beber Não Case", ou seja temos exageradamente sexo, escatologias e tudo que você já viu no filme dos amigos bêbados. Inclusive não sei como está com censura 14 anos, pois existem diálogos que muitos pais não gostariam que seus filhos ouvissem. Não falo que não ri durante o filme, apenas achei absurdas e forçadas algumas cenas que a maioria da sala riu, tal qual aconteceu com "Se Beber Não Case".

Quanto da atuação dos protagonistas, ainda prefiro Ryan Reynolds no "Enterrado Vivo" (fazendo seu melhor papel que já vi até hoje), mas ele consegue ser engraçado em algumas cenas. Jason Bateman pra mim ainda continua o mesmo desconhecido que foi em "Quero Matar Meu Chefe", e não tem relevância. O pessoal reclama que a grande maioria dos filmes estão clichés pelas interpretações dos atores de comédia conhecidos, mas essa nova leva não anda me agradando não. Estão de forma light em cena ambos e os coadjuvantes não cooperam para elevar o longa não.

O mais interessante do longa está sim no conceito da história, que o diretor soube mostrar na parte conclusiva do filme, ao colocar que as divergências na vida de solteiro e casado, podem ser qualitativas para ambos os lados. E isso sim agradou, mas é um choque a forma que é lançado no filme que não ficou naturalmente inserido no contexto da história. Poderia ser melhor aproveitado.

Enfim, é uma comédia interessante mas com pinta mais para um drama cômico (poderia se verter para qualquer um dos lados que o diretor quisesse), do que para a comédia escrachada que eu esperava ver. Muitos irão rir com certeza mais do que eu, pois gostam desse estilo de comédia, então se você quer ver uma comédia forçada eu recomendo, caso contrário a chance de você se decepcionar é alta, como eu que achei apenas mediano. Fico por aqui, e amanhã tem muito mais aqui. Abraços.


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O Zelador Animal

10/11/2011 01:08:00 AM |

Alguns filmes são feitos basicamente pela diversão, pois não vão trazer nenhum conteúdo expressivo, salvo algumas morais típicas a serem vendidas para as crianças. Esse é o caso de "O Zelador Animal", que é bem divertido, tem boas sacadas e uma história básica, mas que faz a platéia se divertir do começo ao final.

O filme mostra a história de como a fim de ajudar o seu querido tratador Griffin a reconquistar a mulher dos seus sonhos, os animais do Franklin Park vão tentar ensinar a ele os seus métodos de namoro e acasalamento fazendo o impossível - mostrando que podem falar, um segredo que jamais haviam revelado aos seres humanos!

Lendo a sinopse, você irá dizer, a não bichos que falam novamente, não aguento mais ver isso. Mas eu respondo rapidamente, dá público, e principalmente no Brasil sendo escolhido a semana do Dia das Crianças para estrear, pois a sala que eu fui cabiam cerca de 300 lugares e estava praticamente lotada. Então na visão de um produtor, que se façam mais um monte nesse estilo, pois vende. Claro, além das sessões lotadas, infelizmente todas dubladas(mas com piadas abrasileiradas bem colocadas) em breve estará passando umas mil vezes na telinha em diversos horários, pois é livre de qualquer censura e garante boas risadas.

Da parte de atuação, nem posso avaliar tanto dessa vez, pois como disse só vieram cópias dubladas para minha cidade, e claro os dubladores até tentam fazer os mesmos trejeitos dos atores originais, mas sabemos que com certeza não é aquilo que estão falando. O ponto forte nesse caso se cai sobre os animais que estão divertidos e cada um com sua personalidade bem dublados pelo múltiplo Marcelo Adnet que faz nada menos que as vozes de cinco animais (o Gorila Bernie, o Leão Joe, o Macaco Donald, o Elefante Barry e o Urso Bruce).

Outro ponto positivo para o longa é a direção de arte com as cenografias usadas, com um zoológico minucioso, uma concessionária de carros caríssimos, e até uma bela festa de casamento com muitos figurantes, além de claros os animais que se não me engano são os mesmos usados nos dois filmes "O Todo Poderoso". Enfim tendo Adam Sandler como produtor, não teria como dar errado, ele vem se firmando cada vez mais e investindo em boas comédias tanto escrachadas quanto para crianças.

Pra variar o Coelho aqui, foi do contra de toda a crítica em geral, que odiou o filme e falou que não serve para nada. Mas depois dos conflitos que tive com aqueles que adoram filmes filosóficos que não levam a lugar nenhum, apenas falo, quer se divertir vá ao cinema ver algo que você goste, não quer fique em casa e reveja seus filmes que você gosta antes de ir ao cinema esperando ver algo que você não irá ver.

Enfim, um bom filme para levar a criançada nessa semana do saco cheio, em que a maioria está em casa azucrinando a vida dos pais, e claro para os pais também rirem. Recomendo como diversão, não esperem sair da sala do cinema com alguma filosofia de vida, ou algo esplendoroso. É o cinema para se divertir, rir e toda a família assistir junta. Fico por aqui hoje, mas essa semana temos muitas atualizações por aqui. Abraços e até mais pessoal.




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Meu País

10/07/2011 10:50:00 AM |

É interessante quando um filme o qual você não tem idéia nem da existência dele, pois o trailer começou a passar nos cinemas uma semana antes de sua estréia, e você vai assistí-lo sem acreditar que possa ser bom, é exibido e você gosta do filme. Isso aconteceu com "Meu País", longa-metragem de estréia de André Ristum como diretor. Um drama leve, bonito, que não lhe entrega a trama mastigada e é resolvido de uma forma comum, mas agradável.

O longa mostra a história de Marcos, brasileiro que há muito tempo deixou o país para viver na Itália, é um empresário bem-sucedido e casado com Giulia. Ao receber um telefonema de seu irmão Tiago, dizendo que o seu pai havia falecido, Marcos se vê obrigado a voltar para o Brasil e encarar a vida que deixou para trás quando se mudou para Roma. O que parecia ser uma viagem curta, acaba se prolongando ao descobrir a existência de Manuela, uma meia-irmã que vive numa clínica psiquiátrica, portadora de uma deficiência intelectual. Apesar disto, a condição de Manuela não requer cuidados de médicos e especialistas, e sim de afeto e estrutura familiar, que só poderão ser construídos através da relação com Marcos e Tiago. Tiago, diante de problemas com a administração da empresa e dívidas decorrentes de seu vício em jogo, não aceita a chegada de Manuela, e Marcos diante de tal impasse vai ter de tomar uma difícil, porém inevitável decisão.

Pela sinopse, extraída do site oficial, já nos é mostrado bem o que o filme irá passar, claro tendo toda a arte dramática por trás, mas ela é passada com leveza, não é algo jogado e atirado na cara do espectador, e sim dosado em doses leves, algumas frases fortes como as proferidas por Cauã Reymond, que todos na sala deram risada, mas se tinha algum pai ou parente de alguém que tem o problema da menina, por dentro acredito que deva estar querendo matar o ator até agora.

Das atuações, eu sempre falo uma coisa, não quer correr risco faz arroz com feijão, todos gostam e saem felizes. Não temos nenhuma expressão que se fala memorável, mas todos os 3 protagonistas estão envolvidos com seus personagens. Rodrigo Santoro como o sério irmão executivo bem sucedido e que manda bem no italiano(pelo menos pra mim não pareceu forçado a interpretação). Cauã Reymond como o irmão mais novo e bon vivant. Débora Falabella fazendo uma doente mental muito bem interpretada(ainda estou em desespero da bolsa de zíper se fosse eu no set não suportaria e daria uma bolsa de botão para ela). Paulo José faz uma participação especial comovente, e como sempre bem interpretada.

Em questão de direção de arte e produção temos lugares bem bonitos, não exageradamente rebuscados, pois como o longa pede são detalhes familiares de uma infância então nada pode ser exagerado, as locações foram bem escolhidas, tudo bem leve e claro, sem a necessidade de explicações faladas ou closes chamando a atenção para o objeto. Tudo está ali.

A trilha sonora também com músicas boas e de alto repertório, que tem desde Cazuza a Ana Carolina e agrada aos ouvidos as escolhas feitas, não são tão pontuadas, mas bem usada por exemplo na cena em que Marcos está com Manuela no carro.

Em resumo, para um primeiro trabalho como diretor, André Ristum inicia bem com planos não muito longos, na medida que pedia a história. Trabalhando com um elenco de globais bons, ou seja não tem como  não chamar público para as salas, e com isso deve dar um bom retorno financeiro.

Enfim, gostei bastante do que vi na sala de cinema, é agradável de ver, recomendo e creio que todos que virem não sairão com dúvidas do cinema mesmo o diretor não entregando tudo de mão beijada. Dessa vez tive a oportunidade de estar na avant-premiére do filme juntamente com o diretor, produtores, diretora de arte e o ator, pois tanto diretor, quanto produtores são aqui da região de Ribeirão, onde puderam estar falando mais do longa como foi fazer, e todas aquelas coisas tradicionais de agradecimentos. E é isso, no dia do aniversário do blog tive um bom presente de aniversário. Fico por aqui, mas essa semana de feriado teremos muitas atualizações, com muitos filmes, aguardo todos por aqui. Abraços.


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Família Vende Tudo

10/05/2011 11:43:00 PM |

Alguns filmes brasileiros, já conseguem se depredar apenas pelo cartaz e pelo trailer, "Família Vende Tudo" é um exemplo clássico disso, mas tem Globo Filmes, quarta-feira dia mais barato, falei vai ta lotada a sala, e pra minha surpresa, o Coelho chato aqui fez o projecionista passar o filme apenas para mim. E ao acabar o longa senti que não foi só o cartaz e o trailer que são ruins, o filme é de mediano pra baixo, mas vale por boas atuações.

O filme mostra a história de uma família com dificuldades financeiras que tem uma brilhante idéia: fazer com a filha Lindinha engravide do famoso cantor Ivan Cláudio para herdar uma bolada e tirar todos do sufoco. Eles planejam certinho o dia em que a garota deve sair com o astro e passam acompanhar sua agenda de shows. Eles só não contavam com um detalhe: a ciumenta Jennifer, mulher de Ivan, que não vai deixar esta história barata.

A história é um pouco novelesca, mas a edição, foge um pouco do tradicional das novelas, e aliada às boas atuações de Lima Duarte e Vera Holtz, que encarnaram num corpo perfeito para seus personagens, deixa o longa com uma certa comicidade interessante, mas na minha opinião a maior destruição do longa está num corte mau solucionado, que a história que andava num rumo, todos mudam de opinião do nada, simplesmente estamos atacando de uma forma, passa um fade black(tela preta), estamos fazendo completamente o avesso. Por favor comentem abaixo se isso ocorreu apenas na minha sessão(má montagem no cinema, ou é loucura do editor junto com o diretor mesmo).

Como já falei, o melhor do filme está nas atuações de Lima Duarte e Vera Holtz. Caco Ciocler, até incorporou o personagem no início, mas depois ao decorrer da história, parece que seu personagem foi jogado fora e assumiu uma personalidade diferente que não agradou e nem convenceu. Marissol Ribeiro faz uma coitadinha que não parece coitadinha. Luana Piovani, mesmo todos sempre odiando ela, consegue se mostrar como ela mesma(apenas estou colocando o que amigos de set já me contaram, não a conheço pessoalmente para julgá-la), então não precisou de interpretação e faz a mulher arrogante, chifruda e aproveitadora. Enfim elenco bom não bem aproveitado.

Das trilhas sonoras, praticamente todas originais, e várias com letras do próprio diretor e roteirista, grudam mais que funk ruim no cérebro, ainda estou cantando Chic Chic Chic e vou dormir com isso na mente. Então a função dramática delas, que é o apelo do brega ou melhor do Chic como estilo musical existente no filme está perfeito.

Em resumo, pois não tenho muito o que falar do longa, pois não me agradou, até estava rindo bastante no começo com as situações lastimáveis que a família se mete para conseguir dar o famoso golpe da barriga, mas esse corte destrutivo que falei de mudar da água pro vinho em segundos, me decepcionou. Não é um filme que vá recomendar de jeito maneira, mas você insistentemente acabará vendo daqui uns dias na Tv, afinal é um Globo Filmes, então eles passam. Fico por aqui, mas amanhã tem mais. Abraços.


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Pronta Para Amar

10/03/2011 11:52:00 PM |

Fazia tempo, muito tempo que um longa me fizesse emocionar tanto a ponto de escorrer algumas lágrimas do olho(pra não falar que chorei, fica mais bonito assim) como "Pronta Para Amar" fez hoje, definitivamente um filme lindo no qual posso comparar, claro colocando um pouco de comicidade e palavrões com "Cidade dos Anjos". Tá, só com isso já entupi o texto de spoilers em apenas um parágrafo, mas é o que estou com vontade de escrever sobre ele.

O filme nos mostra Marley que é uma mulher bem sucedida, independente e alegre. Mas para ela a idéia de apaixonar-se e viver feliz para sempre é uma grande mentira. Tudo muda quando ela é surpreendida por uma grave doença e por seu charmoso e tímido médico Julian. Contando com uma ajudinha de Deus, ela tem a chance de fazer certo e finalmente estar pronta para amar.

A história é básica e por isso é comovente não quiseram lotar de possibilidades, nem de enfeites, é o que está mostrado no trailer, mas de forma bem colocada, estou tentando evitar ao máximo entupir aqui de spoilers, por isso se você não sabe do que se trata, evite ver até o trailer, pois toda a história basicamente está ali. E é linda. Confesso que pelo trailer eu imaginava que iria rir, que seria mais uma comédia romântica da qual ou faltaria açúcar ou colocariam açúcar demais e eu estaria aqui reclamando, mas colocou uma filosofia de vida, da qual eu faço parte(da essência completa de tudo pelo trabalho contra nada de amor) e o como lidar quando tudo desaba com uma notícia ruim. E com isso esse Coelho aqui que vos fala, desabou junto.

Dos atores, todos souberam andar no trilho e fazer boas interpretações, Gael está um médico tímido até demais e passa bem esse papel, Kate Hudson soube conduzir desde a mulher atirada(para não colocar palavras pesadas aqui) até a sua fase mais aguda da doença(que ai derruba qualquer pessoa, nota mil pra ela), Kathy Bates como mãe, faz o papel perfeitamente e Whoopi Goldberg, até fazendo uma ponta de 3 cenas de 5 minutos é um show a parte.

A cenografia usada, caiu bem pro longa, não passa bem uma idéia de cidade que seja, mas todos os cenários estão na medida para as cenas, o plano que começa chover, se você ainda não usou seu lenço é uma boa hora pra deixá-lo a mão. Cores suaves bem escolhidas, não poluem e deixa o longa bem tênue para não cansar visualmente.

Outro ponto interessante são as músicas, que não são poucas e todas legendadas aparecem na história como parte integrante da narrativa(leia todas), isso também fazia muito tempo que não via nos filmes, a trilha integrando a história, muito bem escolhidas por sinal.

Enfim, nesse gênero(colocaria ele mais para romance com pitadas cômicas do que para comédia romântica)  foi o grande nome do ano, e recomendo demais, claro se você não gosta de romances evite, mas vale muito a pena, e leve um lenço que é garantido de chorar. Ainda estou emocionado com ele e vai ser um nome de referência para mim, para variar nossos amigos críticos odiaram e eu odiei, se sou do contra comentem aqui depois. Encerro hoje por aqui, amanhã folgo, mas quarta to de volta. Abraços pessoal.

PS: Se eu não desse essa nota eu estaria mentindo para a minha pessoa. O filme tem defeitos, sim, mas bem leves que não relevaram em tudo que o longa me tocou. Então vai a nota máxima mesmo.


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Trabalhar Cansa

10/03/2011 12:03:00 AM |

Já estou começando a ficar com medo de filmes que vão pra Cannes, pois está difícil gostar de algum 100%. Hoje assistir "Trabalhar Cansa", cansou também, o filme de 2 horas durou quase 3 no mínimo, não por ser uma história ruim, até estava esperançoso pois filmes de suspense no Brasil, são quase inexistentes, daí na metade do longa veio um arrepio interessante, mas ao acabar não só eu, mas quase todos presentes na sala saíram nervosos.

O filme mostra a jovem dona-de-casa Helena que resolve realizar um desejo antigo e abrir seu primeiro empreendimento: um mini-mercado. Ela contrata a empregada doméstica Paula para tomar conta das tarefas do lar e de Vanessa, sua filha. Quando seu marido Otávio perde o emprego como gerente em uma grande corporação, as relações pessoais e de trabalho entre os três personagens sofrem uma inversão inesperada, ao mesmo tempo em que ocorrências perturbadoras passam a ameaçar os negócios de Helena.

Como falei, a história é interessante e até intrigante, e a entrada em Cannes já deixa o longa com um mérito maior para que dê público nas salas, porém a decepção vem logo depois dos primeiros minutos que o filme vai numa velocidade tão lento com diálogos tão soltos e cenas completamente desnecessárias que fui ficando nervoso com o longa, daí no meio deu uma melhorada e já imaginei fechando com chave de ouro, mas dando spoiler, o final é a quase uma castração total.

Da atuação, todos os atores sem exceção parecem estar faltando serem dirigidos em cena, muitas vezes estão com cara de estarem perdidos em cena, sem saber o que fazer. Fora como já disse diálogos soltos e cenas nada úteis em nada.

Enfim, odeio me decepcionar com filme brasileiro, mas tinha tudo para ser algum chamariz pro gênero não aproveitado no Brasil, o suspense, e ainda mais entrando num dos maiores festivais mundiais de cinema. Daí me vem com isso, se o filme fosse apenas fraco ok, acabasse de qualquer forma, menos do jeito que encerrou. Não recomendo de forma alguma o longa, a nota vai apenas para a história que achei boa e o pequenino suspense que vi no miolo. Encerro por aqui para não falar mais mal. Abraços.


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A Hora do Espanto em 3D

10/02/2011 03:38:00 AM |

Bom como de costume, filmes de terror da década de 80, sempre me fizeram mais rir do que assustar, e suas refilmagens não poderiam ficar atrás no quesito fazer rir. O novo "A Hora do Espanto" é interessante, mas 100% fake, se você assustar 1 ou 2 vezes será porque nunca viu um filme de terror que preze por te pegar desprevenido e só. Agora por ter sido filmado em 3D, e com uma equipe boa de efeitos especiais, aí sim vale o motivo pelo qual pagar o ingresso.

O longa mostra a história de Charley Brewster que está no último ano do ensino médio, é popular e namora com a garota mais sexy da escola. Na verdade, ele anda se achando tanto que tem desprezado até mesmo seu melhor amigo, Ed. Mas as coisas se complicam quando Jerry, um estranho fascinante, muda-se para a casa ao lado. À primeira vista ele até parece um cara legal, mas tem algo estranho, embora ninguém, inclusive a mãe de Charley pareça notar. Após presenciar algumas atividades bastante incomuns, Charley chega a uma conclusão: Jerry é um vampiro que está devorando a vizinhança. Incapaz de convencer os outros de que está falando a verdade, Charley precisa encontrar um jeito de se livrar sozinho do monstro.

Lendo a sinopse se você ainda dúvida de que é ficção, uma recomendação se interne que você está maluco. Brincadeiras à parte, o longa é divertido, e por isso não chega a ser algo perdido, não como terror claro, mas como um "terrir"(terror que faz rir). Os planos usados pelo diretor são bem usados para que o 3D fique evidente, que por sinal  foi bem usado. Ainda estou me perguntando como um produtor libera tanta grana para que um filme desse seja filmado em 3D, mas a resposta vem rápido quando uma pré-estréia da meia noite no interior se vê com grande público. Verei a bilheteria final depois.

Dos atores, falaria da seguinte forma, estão divertidos, altamente clichés com caras e bocas tradicionais mas a computação gráfica tenta salvar um pouco e consegue na minha opinião em deixar mais esquisito ainda as feições dos atores. Enfim, não assistimos um filme desse estilo para ver boas atuações não é, então o circo prossegue.

Como falei no início, o que salva o filme de não ser um dinheiro jogado fora ao comprar o ingresso, na minha opinião é o 3D sem dúvida alguma, filmado com a tecnologia, e sabendo usá-lo o diretor aproveita de tomadas bem abertas para que tenha profundidade e nas cenas mais fechadas, temos explosões visuais de efeitos tridimensionais como fagulhas voando pela tela e fumaça atrapalhando a visão.

As trilhas sonoras até agradam, e tentam segurar pro lado do terror com rock puro, mas não tem como segurar as risadas e aquela velha expressão que sempre dizemos: "Porque a anta está entrando ali?", e respondo rapidamente, porque é um filme de ficção, o ator está sendo pago e o diretor mandou!!!

Enfim, caso queira ver para rir, e divertir-se como num desses trem-fantasma de parque de diversões, incrementando-o de efeitos tridimensionais, é a forma que eu recomendo, mas caso queira ver um filme de terror mesmo fuja e vá assistir "Premonição 5" que o preço do ingresso é o mesmo. Fico por aqui, mas temos muito mais ainda essa semana, abraços pessoal.


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Em Um Mundo Melhor

10/01/2011 05:57:00 PM |

Alguns filmes são facílimos de comentar, outros pesam tanto em nossa mente que não sai quase palavras para redigir um texto. "Em um Mundo Melhor", vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro 2011, está bem encaixado nessa segunda opção, não por ser um filme ruim, muito pelo contrário, é um ótimo drama, bem forte e de uma densidade impar. Porém falar dele é basicamente entrar em questões etnológicas e até um pouco psicológicas e talvez com a visão de cada pessoa o longa seja extraído de formas diferentes.

O  longa mostra Anton, um médico que divide sua vida numa idílica cidade da Dinamarca com o trabalho num campo de refugiados africanos. Nesses dois mundos distintos, ele e sua família enfrentam conflitos que os levam à difícil escolha entre a vingança e o perdão.

A sinopse do filme, já diz basicamente a essência dele e é nisso que eu falei no primeiro parágrafo que muitos irão ter visões diferentes, alguns tenderiam a achar errado(e porque não frouxo como diz o filho de Anton) a atitude dele de perdoar tudo ao invés de ser impulsivo(e porque não vingativo) como é Christian, e outros já analisarão completamente o inverso. Com esse jogo de opostos o longa nos prende a atenção do do início ao fim e mais do que isso nos joga como diz na sinopse em dois mundos bem distintos e até num terceiro que seria até onde nossa imaginação(perdoável ou vingativa) pode fluir.

Da parte dos atores, todos estão perfeitos, mas os dois personagens principais, que pra mim são Anton(Mikael Perbandt) e Christian(William Jøhnk Nielsen) destroem em cena. Mikael faz as pessoas terem ao mesmo tempo dó de seus atos em cena na cidade e orgulho nas cenas que faz no campo de refugiados. E o garoto William faz qualquer outro protagonista infantil da atualidade se curvar para suas feições de ódio e de boa interpretação das falas.

Por serem dois mundos realmente distintos, a diretora Susanne Bier soube dosar o longa usando boas imagens extras sem a necessidade de interpretações para fluir a história e com isso apoiada por belas imagens do diretor de fotografia que agradam em cheio.

Da parte de trilha sonora, até temos bons momentos de tensão pontuados, mas em alguns momentos achei a trilha alegre demais destoando um pouco, não que prejudique a essência do longa, mas fica confuso de misturar emoções.

Enfim, é um longa que vai destoar completamente as opiniões, não vai ser um nem dois que vão odiar ele bem como não será a mesma quantidade que irá adorá-lo. Na minha opinião, mesmo que ainda não tenha visto todos os que concorreram ao título de melhor filme estrangeiro, eu gostei de forma que ele se fez por merecer ter levado. Recomendo por ser algo principalmente diferente do que estamos acostumados a assistir, a escola dinamarquesa de cinema não é tão incomum mas é agradável. É isso, fico por aqui hoje, mas volto mais  tarde com mais uma opinião por aqui. Abraços.


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Amizade Colorida

9/30/2011 10:01:00 PM |

Qual a definição para que uma comédia romântica seja boa? Na minha humilde opinião necessita ter um boa  dose de humor(que nos faça rir de preferência em sua maior parte) e que tenha um romance que emocione(não necessariamente nos faça chorar, mas que não seja piegas). Então hoje vamos falar de receita de bolo: coloque boas doses de comédia que fará você rir bastante, com um romance possível nada de acasos jogados, pegue os dois coadjuvantes de maior expressão do ano passado Justin Timberlake("A Rede Social") e Mila Kunis("Cisne Negro"), despeje numa forma bem dirigida com um pouco de açúcar e temos a volta dos bons filmes de comédia romântica de Hollywood com "Amizade Colorida", que fica delicioso de provar e assistir.

A história nos mostra uma jovem recrutadora de Nova York que convence um cliente em potencial a deixar seu emprego em São Francisco para trás e aceitar um emprego na Big Apple. Apesar de haver uma atração mútua, ambos percebem que tudo de que eles estão fugindo é de um relacionamento e decidem se tornar amigos... com benefícios. É o arranjo perfeito, até que eles percebem que não há nada melhor do que estar amarrado.

Todos sem exceção ao ler a sinopse e assistir o trailer com certeza falou: "Peraí, já vi esse filme esse ano", e não adianta negar, todo mundo comparou de cara "Amizade Colorida" com "Sexo sem Compromisso". Daí vem os produtores e soltam o seguinte comercial: "Um Filme Completamente Diferente", muita gente riu com isso. E venho aqui falar e defender os produtores, sim o filme é completamente diferente de tudo que vimos nas últimas comédias e sua semelhança com o longa de Natalie Portman está apenas na temática e em mais nada. Enquanto "Sexo sem Compromisso" é lento, aqui temos tudo muito bem encaixado e na velocidade ideal e rápida que pede o filme.

Uma das fórmulas de ser agradável está em ter apenas dois protagonistas e não entupir de coadjuvantes, tem apenas mais alguns com falas e o resto é tudo figurante(e haja figurante para as 2 cenas de flash mob que temos durante todo o longa, que são perfeitas e encaixam muito bem). O casal formado por Mila Kunis e Justin Timberlake é perfeito pra ideologia do filme, não é nada exagerado. Confesso, os primeiros filmes de Justin fizeram com que ninguém botasse fé nele como ator, e depois do que vi hoje, apareceu um bom filão para que ele seja colocado sempre. Mila Kunis, entrou bem no personagem e quem conhece o perfil dessas caça-talentos(pra falar o nome mais bonito: Manager de Carreiras) sabe que todas são meio atrapalhadas e profissionais demais. Então em termos de atuação fechado, ótimo casal com uma boa química e bons coadjuvantes como o personagem gay de Woody Harrelson que faz sem exageros comuns nos filmes.

Da fotografia, assim como o personagem de Justin fala quando Mila está levando ele para um passeio pela Big Apple, é mostrado lugares e ambientações diferenciadas do que você está acostumado a ver em Seinfeld, tudo é bem colocado e até Los Angeles está agradavelmente vista de forma mais interessante. É um bom contraponto mostrado de uma cidade grande com uma "interiorana".

Até um tema que colocado bem de leve, caiu bem para o longa o Alzheimer que quando apareceu, eu falei nossa vão pesar e destruir o filme e não, caiu de forma linda e com uma das frases mais interessantes de ser ouvida na cena em que Dylan está com o pai num restaurante. Caiu interessantemente bem algo forte que pode colocar que o amor mesmo quando é verdadeiro não some nem mesmo com uma doença forte como o Alzheimer. #CoelhoProfundo

Sobre as trilhas, muito bem colocadas e sempre brincando com filmes e canções antigas, o que poderia ficar  piegas, fica agradável e atual. Aliás utilizando de boas tecnologias para mostrar o contraponto entre passado e atualidade. Muito bom.

Enfim, poderia passar horas falando bem do filme, e lotar o texto de spoilers, mas não vou fazer isso, apenas falo, se você gosta de uma boa comédia romântica e estava sentindo falta disso nos hollywoodianos que andou vendo, saiba que está de volta algo muito bem recomendado, que fará você rir do começo até o final(dá uma brecada leve no meio) e o romance fica bem caído com o toque de açúcar ideal. Recomendo com certeza para todos, e fico por aqui nessa semana de aniversário do blog que ganhei de presente, 8 filmes estreando por aqui. Abraços e até amanhã.

PS: Só não foi 10 Coelhos, pela atuação da mãe, Patricia Clarkson que nos momentos em que aparece achei falsos demais. Mas graças ao bom Deus, ela aparece pouco.


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Sem Saída

9/29/2011 12:56:00 AM |

Alguns filmes chegam no mercado, fazendo barulho e me deixa e me deixa na dúvida de assistir ou não, esse foi o caso de "Sem Saída", que o trailer não havia me agradado muito e que já fui assistir com o pré-conceito de atuação de Taylor Lautner. Mas esse Coelho que vos fala mordeu a língua, pois o filme é bem interessante, claro muitas cenas inverossímeis ao extremo, mas é pode ser colocado como um bom filme de ação.

O longa nos mostra que desde muito pequeno, Nathan Harper tem a sensação desconfortável de viver a vida de outra pessoa. Seus medos mais obscuros tornam-se realidade quando ele encontra uma foto sua, ainda menino, em um site de pessoas desaparecidas. De uma hora para outra, ele descobre que seus pais não são verdadeiros e que sua vida é uma mentira cuidadosamente fabricada para esconder algo ainda mais misterioso e perigoso. Enquanto sua verdadeira identidade começa a ser construída, um grupo de assassinos se aproxima e o força a fugir com a única pessoa em que ele pode confiar: sua vizinha Karen.

Como já falei no início, a história é bem bacana, e o diretor conseguiu fazer um longa dinâmico que nem vemos passar as quase 2 horas de projeção que ele possui. Claro, tem muitas cenas que assim como as moças que estavam atrás de mim(as quais falaram durante o longa inteiro) falaram "preparadas", daí você escuta: "nossa agora tá no lugarzinho isso", "olha um buraco na árvore", "nossa olha ali algo assim". Isso é carta marcada já e tira um pouco do mérito do filme, mas não o estraga não.

Das atuações, confesso que esperava bem menos do Taylor Lautner, mas até que o moço soube se sair bem e ter bons enquadramentos, bem melhor que seu parceiro de "Crepúsculo" vem fazendo por aí, ainda não é algo memorável, mas faz bem as cenas de ação(claro mérito do diretor em fazer planos não estáticos, sempre tem algo girando ou cortes rápidos), Lily Collins até tenta, mas o papel em si é simplório e não acrescenta nada para a trama.

O legal da produção e da fotografia que por ser um longa de ação, temos vários cenários e para dar uma boa dinamicidade temos todas as cenas feitas em movimento, isso me agradou bastante, e nas cenas pouco paradas sempre entra alguma zoom para dar enfoque em algo. Grande destaque para as cenas finais feitas num estádio de beisebol, com muitos figurantes.

Enfim, é um longa agradável, bem dirigido e com uma boa trama, não espere grandes diálogos que nem costuma ser o forte em filmes desse gênero, claro caberia qualquer outro ator, mas o rapaz está num bom momento e chama público, tanto que foi a grande bilheteria do fim de semana, mas vale o ingresso sim e recomendo como um longa de ação interessante de se assistir. Encerro por aqui, mas amanhã tem mais, abraços.


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Um Conto Chinês

9/27/2011 11:21:00 PM |

Olha, o cinema argentino vem fazendo um fã por aqui, depois que vi "O Segredo dos seus Olhos", comecei a ver as produções desse país de uma outra forma, e hoje após assistir "Um Conto Chinês", falo de boca cheia, que filme maravilhoso, uma comédia tão sublime que sem necessitar forçar nem um pingo consegue fazer uma sala inteira rir e sair feliz com o que viu.

O filme nos mostra Roberto, um veterano da Guerra das Malvinas que vive recluso em sua casa há vinte anos e coleciona manias. Mas esta história é também de Jun, um chinês que apareceu na vida de Roberto depois de ser roubado e arremessado de um taxi em Buenos Aires. Roberto não fala chinês e Jun não fala espanhol. Roberto procura o isolamento e Jun, um tio, seu único parente vivo. Apesar das diferenças e dificuldades Roberto e Jun descobrirão o real motivo deste encontro inusitado: uma vaca que caiu do céu.

Vocês não estão loucos, estão vendo uma vaca no poster, e também na sinopse do longa,  o inicio do filme pode parecer confuso com a vaca caindo e acontecendo uma tragédia(baseado em uma história real), mas ao final você irá entender perfeitamente, e nas cenas de crédito aparece a notícia real para dar embasamento ao longa. Porém a história da vaca, até é boa, e vai emocionar mais ao fim, porém o debulhamento está na distância linguística entre os protagonistas, pare e pense você sem saber falar o idioma de um pais (absolutamente nada), e ser roubado e arremessado de um taxi, eu ficaria maluco no mínimo. E o longa trata essa história de forma sublime e cômica, de uma forma deliciosa de ver.

Da parte de atuação, Ricardo Darin é um ator que detona, desde "Segredo dos seus Olhos" já curti ele, agora estou louco para ver "Abutres" que falaram que sua atuação também está memorável, então seja nos momentos mais durões, como nos feitios cômicos, ele agrada desde a primeira cena com sua mania de contar parafusos, até o momento final emotivo. Ignacio Huang poderia ser melhor, mas acredito que ficaria com as mesmas expressões de espanto ao passar pelo que aconteceu com ele. Apenas os coadjuvantes da embaixada que jogaria no lixo, pois vai ser mal interpretado assim lá na Argentina(não sei os nomes dos atores, mas com certeza foram jogados lá apenas).

Da parte técnica, não é nada monstruoso, poderia até ter economizado um pouco na cena de guerra que ok, serve para mostrar que Roberto é um ex-militar, mas apenas o jornal serviria, mas tudo simplesinho já estava me agradando mais, porém como sempre falo: Antes simples bem feito, que megaprodução jogada (adoro megaproduções, mas não peque em nada, senão apenas um furo estraga e joga tudo fora). E nessa toada leve o filme é tão gostoso de assistir que veria novamente sem problema algum.

As trilhas estão todas no ponto, não atrapalhando falas e nem destoando da trama leve que tem de se manter, fora que elas ajudam na sonoridade cômica que pede em diversos momentos. Excelente.

Em resumo, pelo cartaz já fala tudo que mais de 1 milhão de argentinos assistiu o longa, e creio que no mundo todo deva ser bem visto, pois é ótimo, altamente recomendado e vale completamente o ingresso. Claro se você quer uma comédia das tradicionais não será aqui que irá ver, pois aqui você terá algo singelo, e mostrando que o que pode ser uma bizarrice aqui para você, pode ser comum em outra cultura. Fico pora aqui, amanhã tem mais. Abraços.


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Missão Madrinha de Casamento

9/26/2011 11:24:00 PM |

Quando um filme tem seu trailer exibido muito pouco nos cinemas, eu começo a desconfiar de duas coisas: ou boicote dos projecionistas que não gostaram do trailer, ou vem alguma bomba por aí. "Missão Madrinha de Casamento", eu vi o trailer pra ser exato 1 vez em todos os filmes que vi, e ao chegar em casa, li alguma coisa que dizia ser o "Se Beber Não Case" versão feminina. Sei que serei crucificado, mas eu não gostei de "Se Beber Não Case" o original e o segundo achei razoável apesar de ser a mesma coisa, e se o povo está colocando este filme como uma comparação, então por base, eu não gostei e está bem abaixo do que estão falando por aí.

A história mostra Annie, uma madrinha de casamento cuja vida desmorona quando ela lidera sua melhor amiga, Lilian e um grupo de animadas damas de honra numa corrida maluca até o matrimônio. A vida de Annie está uma bagunça. Mas quando ela descobre que a melhor amiga de toda sua vida está noiva, ela simplesmente tem que ser a madrinha de Lilian. Apesar de estar apaixonada e dura, Annie segue fingindo durante rituais caros e bizarros. Com uma única chance de conseguir que tudo seja perfeito, ela irá mostrar para Lilian e para suas damas de honra o quão longe se pode ir por alguém que você ama.

Em termos de roteiros, a história até cabe bem original, e embora seja muito parecido com "Se Beber Não Case", não temos praticamente nada muito a ver não. Porém, na minha opinião o problema do filme, sim está no mesmo problema de "sua versão masculina", em fazer rir por bizarrices e escatologias, e não por algum conteúdo. Isso na minha visão até falei pra um amigo outro dia é o famoso forçamento de sorrisos e risadas, que muitas vezes você até irá rir mais da risada hilária de alguém da sala de cinema que do próprio filme em questão.

Não acho que seja um filme ruim, nem mal dirigido, mas não empolga. As cenas doces que poderiam dar um gás talvez e jogá-lo completamente numa comédia romântica, também aparece e morre com a mesma facilidade que tenta fazer rir. Colocaria uma classificação para o longa da seguinte maneira, bom para ver e rir sob moderação de momentos, que é o que acontece, você ri, descansa a face 30 minutos, ri mais um pouco, mais 30 minutos descansando, e finalmente dá uma risada, dá um suspirinho de romance e acaba.

Das atuações, com certeza as melhores cenas estão na loja de vestidos, lá vemos uma boa interpretação de Kristen Wiig que mostra realmente como é sentir calafrios de cólica intestinal e tentar não demonstrar, do resto o que temos em algumas cenas é ficar com raiva de alguns diálogos que no começo eu gostaria de matar qualquer uma das atrizes.

As trilhas sonoras agradam, mas não conseguem salvar o longa para que empolgue, e o casamento final, que produção de casamento, qualquer noiva adoraria um casamento hightech como o organizado pela madrinha, ponto positivo pra equipe de arte para as três cenas: noivado, chá de cozinha(ou de panela como eles citam no longa) e casamento.

Enfim, não me agradou, e como todos sabem comédias românticas eu adoro fácil, então não recomendo. è uma ótima história, que acredito que faltou pitadas humorísticas, não sei se de atrizes mais fortes(talvez uma Tina Fey ou até porque não uma Cameron Diaz) para focar na comédia ou quem sabe, jogar tudo pra cima e fazer logo algo do naipe de "Um Parto de Viagem" versão feminina, escrachando tudo que daí sim faria rir horrores. Portanto, se você quiser ver, vá como eu numa sessão econômica para não reclamar que gastou dinheiro a toa. É isso, fico por aqui e amanhã tem mais. Abraços.


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Premonição 5 em 3D

9/23/2011 11:55:00 PM |

Algumas continuações estragam com o passar do tempo, e foi acontecendo isso com a 3ª e "4ª parte do que era algo interessante no original "Premonição" e foi bem aproveitado no 2°. Como o 3° e o 4° haviam destruído a franquia, fui ao cinema ver "Premonição 5", com pelo menos os 2 pés atrás e venho hoje aqui falar que o primeiro longa de Steven Quale é sem dúvida alguma o melhor da franquia, revivendo ou melhor rematando com classe e devolvendo uma história para o longa sem deixar apenas mortes jogadas a esmo.

A história dessa vez mostra que a Morte está mais onipresente do que nunca e é desencadeada quando a premonição de um homem salva um grupo de trabalhadores de um terrível acidente em uma ponte pênsil. Mas este grupo de almas fora de suspeita nunca deveria ter sobrevivido e agora, em uma apavorante corrida contra o tempo, eles tentam desesperadamente descobrir uma maneira de escapar da agenda macabra da Morte.

Como já falei no início, acho que era isso que a franquia precisava, um diretor "inexperiente" em filmes de ficção, claro como diretor, porque ele é o diretor de segunda unidade de nada menos que "Avatar" e "Titanic", ou seja conhece o meio muito bem. Steven Quale conseguiu não apenas fazer o que vinha acontecendo nos anteriores, de mortes banais que aconteciam apenas por acontecer, e claro manter a fidelidade da história original, que são mortes em sequência. Não sou de ficar falando tanto de diretor, mas confesso quero ele pros próximos filmes da franquia. É de tirar o chapéu pro que ele fez com o roteiro de Eric Heisserer(novo no meio cinematográfico) e com os personagens escritos por Jeffrey Reddick(que já passou por todos os filmes da franquia "Premonição" e outros filmes de terror).

Da parte de atuação, como falei o diretor soube extrair um bom tanto dos atores, que falam até algumas coisas nada a ver, mas conseguem atuar, não morrem apenas. Não é algo digno de uma indicação oscarizável para nenhum deles, mas quase todos desconhecidos, porém parecidos com alguns atores tradicionais, conseguem transmitir uma segurança pro filme. E claro, Tony Todd está de volta mais sinistro do que nunca visto em todas as suas atuações na franquia.

Da parte técnica, todas as mortes são violentas, claro inverossímeis, mas esse é o charme do longa, não poderia ser morreu de infarte, morreu atropelado normalzinho, tem de ser forte e violento. E nessa quinta etapa, o diretor(olha eu aqui de novo falando do rapaz) consegue nos enganar a todo momento nos fazendo achar que a pessoa vai  morrer de um modo(o trailer nos engana completamente) e matando a pessoa de outra forma. E da parte de efeitos, como o senhor Steven Quale foi o supervisor responsável também por essa área em "Avatar" não teria como dar errado, vemos cenas muito bem feitas e com o máximo de violência mostrada de uma boa forma(quem viu o famoso "Faces da Morte" fica com invejinha completa depois de ver "Premonição 5").

Quanto do 3D, se no 4° foi a única coisa que prestou, aqui no 5° veio pra detonar, não são todas as cenas claro, isso já é evidente e nem vamos esperar outro "Avatar" da vida tão cedo, mas onde é usado detona e nos lava literalmente com sangue. E para vibrar mais ainda ao final temos as mortes de todos os anteriores convertidas para 3D ou seja muito sangue, tripas e afins voando pela tela. Altamente recomendável ver usando os famosos óculos pretos, vale o ingresso mais caro, e pelo que vi na maioria das cidades brasileiras nem veio cópia em 2D.

Sem colocar spoilers, apenas digo um final digno da série "Jogos Mortais"(se você não sabe, é meu filme preferido e não vou mudar de opinião nunca) que faz a melhor ligação possível para um filme e o Coelho aqui voltou a soltar a famosa frase: "Adoro esse filme" devido à toda cena final que ocorre. Se o 3D já tinha valido o ingresso, com essa cena fechou com chave de ouro.

Enfim, me empolguei por demais com o longa, só não terá a nota máxima pelas derrapadinhas nos diálogos, e talvez a falta de empolgação que vai derrapando ao delongar do filme, o começo é show e o final também, o miolo não é dos melhores, mas não estraga nada na minha opinião. Recomendo sim, claro que se você não gosta de mortes violentas fuja, mas se gosta de um terror bem feito, com muita violência e com muito sangue esse é o seu filme. Fico por aqui, não estarei presente no fim de semana, mas volto segunda com mais filmes. É isso galera, abraços e até mais.


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Diário de um Banana 2: Rodrick é o Cara

9/22/2011 12:24:00 AM |


Quando vi que estrearia esse filme aqui, confesso que exitei bastante em ir, quase foi o 2° que elimino esse ano(apenas Justin Bieber até agora teve esse lamento) mas falei hoje é mais barato então vamos ver qual é a dele. E olha agora ao chegar de "Diário de Um Banana 2: Rodrick é o Cara", garanto que achei bem melhor que o 1° e vi que toda a criançada presente na sala(Coelho quase ficou maluco com tantos) saiu feliz e animada com o que viram(claro querendo imitar os protagonistas) e riram em demasia na sala, quase a todo momento(Coelho é um homem sério e riu pouco, mas sorriu muito).

Na continuação de O Diário de Um Banana, o longa-metragem O Diário de Um Banana 2: Rodrick é o cara mostra que Greg Haffley e seus amigos continuam se metendo em confusão. Só que dessa vez Rodrick, o irmão mais velho de Greg, é quem resolve torturar a molecada. Greg precisa manter em segredo, principalmente longe dos ouvidos do irmão, uma confusão criada por ele. E a tarefa não será nada fácil uma vez que está tudo registrado em um diário.

Diferentemente do primeiro, que temos muito mais apresentações e narrações, no segundo(não é necessário assistir o primeiro para conferir este), temos um pouco mais de agilidade na história e claro colocando os desenhos do diário, que são o filão do livro que vendeu tanto e na versão cinematográfica não poderia ficar de fora agrada bastante a história. Claro, não é um filme que vai exigir que você pense em algo, ou que abstraia algo, o longa foi feito para crianças e isso é fato, acredito que logo aparecerá nas férias do SBT(não tem pinta de Global).

Os atores atuam bem, claro tirando o pai(Steve Zahn) que jesus, soltou meia duzia de falas e não mostrou o porque está no longa. O único pesar é ver pra variar dublado, e mal dublado. Ok é um filme para crianças, mas a dublagem precisa ser infantil também? Em vários momentos me senti vendo "Barney e seus amigos".

Mas tirando isso que reclamei e as várias cenas toscas que tem o longa, é um filme agradável, que passa uma verdade ocorrida com a maioria dos irmãos(tanto mais novos quanto mais velhos) e que atinge o público alvo, as crianças. Então é feito na medida para as férias como falei. Os desenhos animados inseridos em vários momentos é algo muito legal de ver.

Não tenho muito mais a falar sobre ele, é isso, recomendo se você tem alguma criança em casa da faixa de 8-14 anos pode levar que com certeza ela sairá bem feliz da sala e irá rir bastante com o que verá (principalmente meninos, pois o foco do longa é em dois irmãos), e os pais até sairão alegres, tirando esses recomendáveis, não vá pois vai acontecer igual alguns soltos da sala que saíram durante a exibição. Fico por aqui, e até mais pessoal. Abraços.


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Melancolia

9/19/2011 10:12:00 PM |

Como sempre falo filmes feitos para festivais são incógnitas, e o Coelho aqui já vai ver com 4 pés atrás. Mas por incrível que pareça "Melancolia" é um filme bacana e que nos faz pensar como agiríamos em tais situações. O diretor Lars Von Trier como todos sabem é um maluco, e no seu novo filme nos faz ver 3 tipos de pessoas e como é o seu comportamento diante de uma situação iminente.

A história do filme mostra que enquanto Justine e Michael estão celebrando seu casamento em uma festa suntuosa na casa de sua irmã e seu cunhado, o planeta, Melancolia, está se dirigindo em direção à Terra.

Sim a sinopse é essa curtíssima, porque se falar muito entrega tudo que o diretor quis colocar com minúcias em cada ponto e principalmente nas características de cada personagem. Literalmente o filme é uma aula de características de personagens. Temos a irmã que se acha a autoconfiante e não liga para nada(um show de Kisten Dunst, só não vale a pena a cena nua que é esquelética demais pro meu gosto), a irmã neurótica e preocupada que deseja informações mas se desespera com qualquer coisa(bela atuação também de Charlotte Gainsbourg) e o marido rico, todo conhecedor da ciência e que na hora H, mostra toda a frouxidão(Kiefer Sutherland numa atuação razoável, mas interessante). Os demais coadjuvantes seria exagerado citar um a um, mas durante a festa de casamento que é quando observamos todos, vemos várias características comuns de se ver em casamentos.

Ao iniciar o longa, confesso a abertura de quase 10 minutos me assustou, já estava achando que seria outro "Árvore da Vida", e se permanecesse pela primeira vez em vários anos eu iria abandonar a sala. Mas ao acabar a abertura, temos todo o desenrolar da festa de casamento com planos estranhos(não seria novidade falar isso né, afinal estamos falando de Lars Von Trier) e que teoricamente sendo uma apresentação da personagem de Kirsten até um pouco longa demais, mas muito bem mostrada como é a personalidade da moça. Ao entrar no desenrolar da trama, que no filme ele até mostrou capitulando como Parte 2, já temos a iminência do planeta chegando e mostra mais a vida da personagem de Charlotte e com isso tudo que pode ocorrer ocorre.

O mais interessante, claro além de fotografias belíssimas que foram colocadas, é a forma que já falei de sairmos da sala de cinema pensando, como agiríamos se soubéssemos que o planeta vai acabar dentro de algumas horas? Que reações teríamos? Como gostaríamos de estar ao acontecer? Eu respondo que sinceramente não sei, estaria mais próximo do personagem de Charlotte que da de Kirsten, e muito mais longe ainda que de Kiefer(num sou corajoso, mas num sou tão frouxo que nem ele).

Aliado a uma boa orquestra sempre pontuando nas cenas, chega a incomodar a música em alguns momentos, assim como o silêncio exagerado em outros, mas faz parte do contexto do filme e o diretor sabe bem o que fazer com o filme, bem como terminar o filme(um dos finais de apocalipse que mais gostei, na cena final nem olhei para trás para ver se tinha alguém, mas fiquei falando bem baixinho acaba acaba e acabou para minha felicidade).

O único pesar, que acho um pouco do filme é o ritmo dele, que as vezes vai rápido demais e outrora vai numa velocidade que chega a dar sono. Mas como isso está presente sempre em todos os filmes do diretor, como já é o terceiro dele que vejo, já estou me acostumando com isso.

Enfim, o filme não é o comercialzão que estamos acostumados a ver, mas também não fica naquele intelectual que você sairá do cinema xingando por não ter entendido nada, tudo está bem claro e de forma gostosa para refletir. Eu recomendo o longa para todos aqueles que quiserem ver e pensar qual seria o seu personagem ali. Vejam e comentem abaixo. Fico por aqui, e amanhã tem mais. Abraços.


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