É bem fácil dar a explicação do problema, afinal é a estreia em longas diretora e roteirista Avril Besson, e diria que é melhor ela voltar para os curtas, pois ela alongou aqui sem dó nenhuma, fazendo com que um filme de 86 minutos tivesse a duração de cinco dias, e o pior, pois poderia ser alongado, aliás essa está sendo uma característica bem marcante do Festival de Cinema Francês desse ano, mas se perdeu totalmente de onde ela desejava chegar, fazendo com que seu filme tivesse uma pegada sem nexo, que levasse nada a lugar algum, e finalizasse ainda sem vértices, ou seja, desanima ver qualquer diretor estreante começar assim, pois é o que sempre falo, faz o básico com começo, meio e fim, que leve algo para o público, que tenha um único mote para ser finalizado, e aí depois você floreia, o que não ocorreu aqui.
Quanto das atuações, até gosto do estilo da India Hair ser meio jogado e até ingênuo na maioria de seus longas, de modo que aqui com sua Charlie é a personificação daquela pessoa que você acaba gostando e rindo, e por vezes até tenta ajudar com algo, mas a personagem abusou um pouco da boa vontade, e acabou indo para outros rumos, de modo que ela segurou toda esse jeitinho bobo do começo ao fim, até forçando um pouco, mas ela não tinha como mudar as ideias da diretora, e assim ficou jogada de lado. Já Raya Martigny com sua Marina até foi bem centrada, teve algumas dinâmicas bem encaixadas na tela, e foi chamativa para o papel, mas até agora ainda não sei aonde ela desejava ir mais, ficando naquele meio do caminho que parece ter sido jogada, mas teve participações demais, o que é estranho de acontecer. Ainda tivemos alguns bons momentos de dança de Éric Cantona com seu Thierry, vulgo Titou, e até teve alguns atos emocionais para chamar a atenção, mas do nada parece esquecido, e isso é algo muito errado de acontecer. Já os demais ainda devem estar se perguntando o que eram seus papeis na trama, pois se nós que assistimos ao longa completo não entendemos, imagina eles que gravaram as cenas picadas nas gravações, então é melhor eu não dar destaque para nenhum secundário, pois se duvidar no roteiro deviam estar escritos até como principais, e acabaram sumindo no projeto final!
Visualmente o longa foi para uma cidadezinha até que bem simpática a beira-mar, mostrou alguns bares de fora de temporada bem simples sem grandes nuances, alguns momentos no pequeno apartamento de Marina, sem grandes detalhes em nada que fizesse chamar atenção, tirando o colchão inflável, e outros atos andando pelas ruas, ficando na brisa de uma droga no jardim alheio, antes conhecendo o túmulo da mãe e da avó, além da casa de Titou, ou seja, tudo bem básico na tela.
Enfim, ainda estou pensando o motivo de ter saído de casa para ver o longa, pois esse com certeza não me desceu, sendo bonitinho, tendo alguns momentinhos emocionais, mas sem um rumo que fosse para falar foi bom, foi ruim, foi qualquer coisa, mas simplesmente não foi, e assim não tenho como dar uma nota maior do que a que colocarei, pois ao menos simpático ele foi. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas amanhã tenho os dois filmes que apostei (ao menos na minha cabeça) como os melhores do Festival de Cinema Francês, então até amanhã para sabermos se vai realizar, ou se será apenas esperança. Fiquem por enquanto com meus abraços e até logo mais.







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