O longa se passa dois anos após a guerra reduzir o Japão a zero e todos terem que reiniciar suas vidas. Agora, em 1949, o país finalmente conseguiu se recuperar e retomar sua vida cotidiana, mas a família Shikishima encontra uma nova ameaça capaz de provocar mais um estado de calamidade tão ruim quanto o anterior. Depois de um longo período tentando se agarrar a um pouco de esperança, toda uma nação vê ela ser esmagada em um instante. Sem possibilidade de retorno, dessa vez não terá terceira chance. Tudo termina aqui, independente dos resultados. O tempo será curto, mas determinante para decidir todo o futuro do país.
Diria que o diretor e roteirista Takashi Yamazaki foi bem coerente em seguir o que fez bem no primeiro longa, pois talvez se ele entregasse o filme para qualquer outra pessoa o resultado não impactaria tanto e principalmente não envolveria com a precisão de detalhes, porém me incomodou bastante a forma que ele forçou os personagens na tela, de modo que estamos vendo explosões radioativas, pedras gigantes voando, raios monstruosos e tudo mais, e os protagonistas ali em um pedaço todo quebrado da destruição anterior assistindo de camarote tudo, sendo que no mesmo filme é mostrado como a bomba atômica dos EUA fritou todos que estavam nas proximidades, ou seja, faltou um pouco de coerência nesse sentido, mas como estamos falando de uma ficção com bichos gigantes na tela, ele achou que não ligaríamos para isso. Porém tirando esse detalhe, é bacana demais ver como a representação também tem suas mensagens na tela, principalmente no que diz respeito aos americanos presentes no país ou fora deles, vemos muito das ideologias de vingança e também muita entrega disso no roteiro para que não fosse apenas um filme de destruição, mas sim um drama sobre pessoas e interações mundiais.
Quanto das atuações, achei bacana a volta de praticamente todos os atores do primeiro filme que sobreviveram, de modo que Ryunosuke Kamiki trabalhou novamente seu Koichi Shikishima com explosões cênicas bem chamativas e até se entregando um pouco para o drama. Vemos Minami Hamabe bem colocada com sua Noriko, que mesmo sendo estranho de ver ela com o tapa olho se entrega bem e tem seu carisma bem alocado. Ainda tivemos bons momentos de Hidetaka Yoshioka com seu Noda, sendo até mais denso do que no primeiro filme, afinal agora tem todo um departamento para comandar, mas foi chamativo e teve as devidas nuances. Agora não sei se é uma tendência do cinema atual, mas já é o terceiro ou quarto filme só nesse ano, que colocam algum personagem meteorologista, e aqui coube para Masami Nagasawa a missão com sua Aoyama bem trabalhada e chamativa, assumindo bem o protagonismo em suas cenas, mesmo que deixada meio de lado. E por fim vale ainda o destaque para Min Tanaka pela intensidade e loucura de seu Murakami querendo sua vingança contra os EUA, mas sendo inteligente e bem marcante nas expressões do seu personagem.
Visualmente o longa mostrou o Japão já bem destruído na tela, tanto pela guerra quanto pelo primeiro filme do Godzilla, e agora juntou mais um bichão para botar tudo pra voar pela tela, ou seja, o povo não tem dó de gastar na destruição e o resultado agrada bastante dentro do contexto, e claro os bichões foram muito bem desenhados, sendo algo tão diferente dos bichões hollywoodianos que funcionam até mais, além de terem alguns poderes assustadores aonde a presença dos efeitos especiais acabam mostrando um trabalho da equipe de computação imponente e chamativo.
Enfim, é um filmão literalmente, que é um pouco alongado e mantém demais a história do filme anterior, meio quase que como se fosse uma grande trama de quatro horas, e por esse motivo funciona tanto para o bem como para o mal, pois não se vai muito além na tela, mas que como disse o som forte e a destruição compensa, sendo algo que vale mais ir conferir na telona do que em casa, então fica a dica. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais dicas, então abraços e até logo mais.







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