Na trama, enquanto Dr. Kelson arca com as consequências de uma relação chocante capaz de despertar uma mudança sem precedentes no mundo em que vivem, o contato de Spike (Alfie Williams) e Jimmy Crystal se torna um pesadelo inescapável. Se antes os infectados eram a maior ameaça para a sobrevivência humana, agora, a insensibilidade e a barbárie tomam conta de maneira brutal.
É engraçado que a diretora Nia DaCosta teve um grande sucesso com "A Lenda de Candyman" e depois teve um tombo imenso com "As Marvels", de modo que acredito que aqui o roteirista Alex Garland junto com o diretor Danny Boyle do foram demasiadamente ousados em não fechar a segunda parte que foi gravada praticamente junta do longa anterior nas mãos dela, porém ela soube fazer o básico bem feito, focando apenas em duas histórias e colocar tudo para que se conectasse de uma forma fácil e simbólica, o que acabou chamando muita atenção na tela, e principalmente brincou bastante com a essência. Claro que queríamos ver mais sobre o processo da cura, queríamos entender um pouco mais dos Jimmy(s), mas para que não fossen necessárias tantas explicações, ela acabou usando as bases e pôs a ação para acontecer mesmo, sendo interessante e funcional.
Quanto das atuações, sem dúvida alguma utilizar Ralph Fiennes de uma maneira coerente com seu Dr. Kelson foi uma das melhores escolhas, pois seu papel no longa anterior até teve alguns bons momentos, mas não tinha mostrado sua explosão cênica, e aqui além de conversas bem cheias de expressividade com o zumbi-alfa, ele simplesmente deu um show com a música do Metállica, que se eu fosse a banda levaria ele para refazer o clipe, pois deu seu nome. E falando no zumbi alfa Sansão, Chi Lewis-Parry continuou passeando com suas partes a mostra, mas foi muito mais usado pela essência dos remédios e a conexão com o Dr. do que como um líder dos zumbis, e ainda assim teve cenas imponentes dentro do trem para impactar, além de um fechamento bem marcante. Falando dos Jimmy(s), o principal claro é Jack O'Connell como o líder deles, tendo uma essência marcante, uma loucura primorosa, e cenas bem intensas e chamativas, mas praticamente sem precisar sujar suas mãos, apenas ditando a loucura para os demais. Ainda tivemos Erin Kellyman com sua Jimmy Ink bem cheia de dúvidas, e claro a volta do garotinho Alfie Williams com seu Spike virando um Jimmy meio perdido com toda a loucura.
Visualmente a trama teve alguns momentos bem ousados, primeiro com os Jimmy(s) em uma espécie de clube, com uma piscina e a primeira luta do garotinho, depois vamos para a casa que apareceu no longa anterior com alguns atos bem violentos e marcantes de tortura, além claro de toda a desenvoltura rolando no templo do Dr. Kelson com uma iluminação marcante e atos bem amplos para mostrar toda a cenografia, vemos ainda seus atos dentro do seu grande bunker, mas o grande momento ficou para o show do Dr. com fogo e muita magia no encontro dos dois vértices, tendo ainda muita tensão e encenação para marcar a trama.
Enfim, é um bom filme, mas que ficou sendo o famoso longa do miolo como costumo chamar, aonde temos poucos desenvolvimentos e situações sem grandes impactos, aonde tudo poderia ter sido resumido e acoplado no anterior, mas que optaram para dar mais nuances e chamarizes para que cada uma das histórias fosse bem contada, então assim acaba valendo pela violência e entrega dos personagens. Assim sendo fica a recomendação com algumas ressalvas, mas ainda é um filmão. E é isso meus amigos, eu fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais dicas, então abraços e até logo mais.







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