O longa nos conta que Rumi, Mira e Zoey formam um girl group de grande sucesso, o trio feminino chamado HUNTR/X. No entanto, entre apresentações em estádios lotados e a vida sob os holofotes, as três protegem o mundo de criaturas sombrias por meio da música. Descendentes de uma dinastia de caçadoras de demônios, elas conciliam a vida de estrelas pop com essa identidade secreta, enfrentando missões impossíveis. Um novo desafio, porém, se apresenta para Rumi, Mira e Zoey quando um novo grupo rival de K-Pop, misteriosamente formado por demônios masculinos, decide organizar um plano para roubar todos os fãs das heroínas. O trio vai precisar utilizar todos os seus poderes secretos e talentos musicais para combater os novos vilões.
O mais bacana de tudo é que o diretor Chris Appelhans já tinha feito uma outra animação oriental para a Netflix que tinha ficado incrível como seu primeiro trabalho, e aqui ele pegou a ideia original de Maggie Kang e juntos sendo a primeira direção dela conseguiram algo que tenho toda a certeza que ninguém apostaria no sucesso que o longa fez, pois já falei algumas vezes que toda animação boa tem de ter boas canções (essa é a famosa magia Disney que vende desde os primórdios das animações), e juntar lutas, demônios, monstros com o famoso k-pop que tanto anda explodindo já há alguns anos, não tinha como dar errado, mas virar hit não apenas nas telinhas, explodir com sessões de cinemas esgotadas mundo a fora, ver as canções assumirem o topo das paradas musicais (coisas que só vimos acontecer com "Frozen" e outros poucos) foi algo assustador, ao ponto que o que posso dizer que foram muito bem sacados toda a performance e o estilo do longa, e não estou falando isso apenas da boca para fora, pois volto a assumir que não conferi na época por puro preconceito (não sou e nem pretendo ser fã de boybands ou girlbands coreanas) e julgava que o longa era apenas um modismo do estilo, mas não, ele tem pegada, tem estilo e funciona bem como franquia, tanto que não duvido estarem já com os computadores rodando continuações, afinal produtor bom sabe seguir a crista e buscar dinheiro logo, então não pode perder a chance, pois volto a frisar que funcionou.
Uma coisa que achei muito legal foram os trejeitos dos personagens bem com olhares de animes quando nervosos ou apaixonados, tendo todo um traquejo bem característico e marcante, que junto de boas coreografias tanto de lutas quanto de danças fizeram a trama fluir bem e envolver toda a tela, não tendo pontos sem dinâmicas, e claro que as três protagonistas tiveram bons momentos, só tendo um leve porém, de acelerar demais a apresentação delas, de seus passados, de como as gerações de guerreiras foram existindo e tudo mais, ao ponto de que você precisa pegar tudo rápido demais para dar continuidade em tudo o que vai acontecer depois. Claro que o visual de todos personagens são bem chamativos e colocaram bem em pauta o sucesso do k-pop com seus armários gigantescos de figurinos, as garotas possuindo diversas personalidades e boas sacadas em relação ao pertencimento, algo que é muito comum na garotada de hoje, então nesse sentido funcionaram bem. Assisti ao longa legendado para ouvir as canções que estão concorrendo aos prêmios, e gostei bastante que as vozes não destoaram tanto das dubladoras oficiais dos personagens, já que optaram em fazer dessa forma, e o resultado funciona bastante na tela tanto pelo lado feminino quanto pelo lado masculino com sua sensualidade tradicional dos cantores de k-pop das diversas boybands e girlbands.
No conceito visual, não temos tantas texturas, mas os personagens são bem desenhados, os ambientes são grandiosos como estádios, programas de auditório e um mundo dos demônios bem cheio de personagens comandados por uma luz que busca almas, não colocando um personagem em si para isso, e contando com shows de luzes, armas brilhantes e muita desenvoltura cênica bem colorida para prender a garotada, com cabelos diferentes e corpos chamativos, o resultado se encontra bem na tela.
Um ponto muito bacana que já falei é o quanto as canções se encaixaram bem dentro da produção, dando todo sentido para os devidos momentos e sendo totalmente chicletes, daquelas que você quando menos espera já está cantarolando elas em repeat, é assim dominaram as paradas musicais do meio do ano passado, funcionando para dar ritmo e envolver o público, tanto que saíram cópias para o público cantar nos cinemas, tamanho a forma que tudo tomou. E claro que deixo aqui o link do álbum para quem quiser viciar depois.
Enfim, não é algo que colocaria como a melhor animação que já vi na vida, mas tem seu valor, funciona bem, e agora que já conferi ele, quero logo que saia uma continuação, afinal deixou uma brechinha para quem sabe ter algumas voltas na tela, e isso seria bem bacana, mas aí já vem todo um conteúdo maior para a história sem ser apenas uma batalha. Então fica a dica para quem ainda não viu (o que acho bem difícil), e volto amanhã com mais dicas, então abraços e até logo mais.







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