O Primata (Primate)

1/31/2026 07:29:00 PM |

Acho engraçado quando fazem terrores que entregam mais violência do que tensão, pois acabamos conferindo tudo sabendo que não vai chegar a lugar algum, apenas tendo sangue escorrendo pela tela com um fechamento máximo de vermos todos da tela mortos ou alguém sobrevivendo para contar em alguma continuação. E o mais interessante do longa "O Primata" é que boa parte do que acontece já tinha sido mostrada no trailer, ou seja, já fui conferir esperando os devidos atos serem apenas sinalizados na tela. Claro que a violência em si consegue impactar quando muito bem feita na tela, mas aqui tudo é bem básico, e assim saí da sessão apenas do mesmo jeito que entrei.

A sinopse nos conta que uma jovem chamada Lucy retorna da faculdade para passar alguns dias de férias na casa da família no Havaí. Nesse reencontro, Lucy se reúne com o pai, a irmã mais nova e o chimpanzé de estimação Ben. Ben foi criado como um membro da família pela falecida mãe de Lucy, que era uma cientista e acolheu o animal desde pequeno. O que deveriam ser férias de verão tranquilas ao lado dos amigos e parentes, torna-se uma aterrorizante luta pela sobrevivência quando Ben é mordido por um bicho silvestre e contrai raiva. Agora, todos serão obrigados a buscar refúgio no único lugar temido por Ben: a piscina da casa, enquanto o animal causa um terror absoluto entre os presentes.

O diretor e roteirista Johannes Roberts soube brincar com o estilo, entregando bons atos de gritos e estraçalhamentos de corpos, com uma entrega até que bem trabalhada misturando computação e animatrônicos, mas faltou trabalhar um pouco mais os personagens para que não fossem tão fracos e jogados para impactar o público. Ou seja, vemos um filme cheio de intensidade, mas que é vazio de chamariz, é assim ao final já nem estamos torcendo tanto pelas pessoas sobreviverem, pelo contrário, até torcemos pro macaco matar logo elas, é isso é algo "ruim".

Já falei que as atuações foram fracas, mas vale dar leves destaques para Johnny Sequoyah com sua Lucy meio sonsa, mas conhecendo o macaco bem; também tivemos Jess Alexander com sua Hannah meio apática, porém se impondo em alguns momentos; e também tendo alguns atos de linguagens de sinais, o que funciona bem em filmes assim, o ganhador do Oscar, Troy Kotsur com seu Adam, mas sem ter algo que fosse extremamente chamativo na tela. Quanto aos demais, suas cenas estraçalhados foram melhores do que falando, então melhor bem falar nada.

Visualmente a equipe usou muito sangue cenográfico, tivemos mortes marcantes, é uma locação bem intensa da casa em cima de um penhasco, de modo que valeria trabalhar mais o ambiente, pois era um lugar bem bonito, e um outro detalhe que abusou das cenas escuras, o que sempre vale em terrores, mas não dá a qualidade necessária.

Enfim, é um filme interessante, que tem pegada, com uma história simples e atuações fracas, aonde o resultado até vale como um passatempo forte, mas nada demais. E é isso meus amigos, fico por aqui y, mas vou conferir mais um longa hoje, então abraços e até mais tarde.


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