A sinopse é bem simples e nos mostra que um detetive é colocado no banco dos réus acusado por um crime violento: matar sua esposa. Tudo isso ocorre numa Los Angeles do futuro, em 2029, no qual a tecnologia tomou conta do dia a dia da sociedade. No julgamento, então, o detetive tem apenas 90 minutos para provar sua inocência para uma inteligência artificial avançada que ele, no passado, defendeu. O destino do homem, agora, está nas mãos do sistema inteligente.
O diretor russo Timur Bekmambetov já fez muitos filmes bem interessantes na sua carreira, e aqui embora sua obra pareça muito com o saudoso "Minority Report", a pegada mais fechada do que de correria acaba impressionando bastante na tela, ou seja, ele foi mais criativo com a situação do julgamento em si, com tudo se passando em telas, criando as dimensões, provas, acontecimentos e dinâmicas do que algo mais corrido em busca de alguém que irá cometer um crime, afinal aqui já temos o réu na cadeira elétrica, e ele através de suas alegações tentará provar para a juíza que é inocente antes que seja frito. Ou seja, é uma ideia original, bem chamativa, que talvez num futuro possa ocorrer, mas como mostrado no longa, a intuição e o feeling humano muitas vezes pode ser muito mais preciso do que números e alegações baseadas em fatos, e assim o resultado acaba chamando muito atenção, e mostra que o diretor foi muito bem com algo menos gigantesco.
Quanto das atuações, como Chris Pratt passa quase todo o filme sentado, ele precisou trabalhar bem as expressões investigativas para trabalhar sua defesa com tudo o que vai ocorrendo com seu Chris Raven, de modo que tivemos algumas interações fora dali mostrando alguns momentos de seu passado, mas a base mesma expressiva do ator fica dentro da sala, e ele nos convence tão bem que ficamos conectados com sua entrega, ou seja, acertou bem no estilo. Agora quem incrivelmente ficou tão real como uma pessoa artificial foi Rebecca Ferguson com sua Maddox, de modo que chega a ser irritante sua persuasão e entrega, parecendo realmente com um IA, mas tendo um estilo realista, o que funciona bem em cada expressividade mais seca que a atriz precisou fazer. Quanto aos demais que estão fora do ambiente de julgamento, tivemos bons momentos com Kali Reis com sua Jaq Diallo bem intensa na busca de provas e pessoas para salvar o parceiro, tivemos a filha do protagonista vivida por Annabelle Wallis um pouco forçada demais, Chris Sullivan bem entregue nos momentos mais intensos com seu Rob e Jeff Pierre quase como um maratonista fugindo dos policiais com seu Burke, mas como o filme é focado mais nos dois lá dentro da sala, os demais ficaram bem em segundo plano.
Visualmente o ambiente é simples, com uma sala enorme, um telão aonde a protagonista aparece e vai jogando elementos como provas, estatísticas, ligações, um relógio em contagem regressiva de tempo e do outro lado o percentual de culpa do protagonista que precisa ser bem diminuído para ter chance de ser inocentado, vamos vendo as cenas fora do ambiente nas conexões com celulares e muitos elos bem encaixados, que ficaram até que bem bons em 3D para dar uma imersão maior da movimentação quase como um jogo de videogame, mas que não é algo tão necessário, mas que junto das boas cenas de ação, explosão e tudo mais, o resultado acabou funcionando com uma boa perspectiva de profundidade de campo, além de dar bons elementos cênicos para um ambiente sem muitas coisas.
Enfim, é um filme que me surpreendeu bastante, que vibrei com algumas entregas e que me causou tensão, que é exatamente o que eu cobro de um bom longa de julgamento, de modo que não é perfeito, pois é o estilo que você sabe bem como vai terminar, mas o resultado final acabou sendo marcante ao menos para um fechamento intenso, e sendo assim acaba valendo a recomendação. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais dicas, então abraços e até logo mais.







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