A sinopse nos conta que os dias de contraventor de Dan estão no passado, agora tudo o que esse pai de família quer fazer é passar um Natal tranquilo com sua esposa Jessica e filhos. Dan planejou a viagem perfeita de férias para Londres, mas seus planos não saem como o esperado quando uma figura do passado retorna com negócios inacabados. Inicia-se uma corrida internacional de gato e rato pelas ruas da cidade enquanto Dan e sua família tentam sobreviver a assaltos a banco, perseguições de carro e confusões natalinas.
Uma coisa que sempre gosto é quando diretores voltam para as continuações, e Simon Cellan Jones fez o primeiro filme para a Apple, pegou e foi fazer um de cinema mesmo com o próprio Mark Wahlberg, e resolveram voltar com a continuação, indo para um rumo um pouco diferente, trabalhando mais as dinâmicas de investigação, de forma mais econômica sem precisar de filmagens em movimentos de carro, mas conseguindo manter bem a ideia, e o resultado ficou bem bacana de ver, pois ainda continuou como um bom passatempo, sem soar apelativo demais, e brincando com as facetas que tinham, sem que toda a ousadia pesasse para o lado, incluindo um vilão mais fraquinho, e o resultado fluiu. E digo mais, acredito que ainda role um terceiro, pois há brechas para isso.
Quanto das atuações, diria que Mark Wahlberg não tem mais aquele gás para produções cheias de explosão, de modo que aqui seu Dan parece meio calmo demais para as cenas mais densas, tendo até alguns momentos de parkour, mas nada que fosse comparado com o que viveu no longa anterior, ou seja, ele brincou mais com as facetas expressivas e menos com o corpo para jogo realmente. Kit Harington tinha tudo para criar um vilão maquiavélico cheio de facetas para seu Finn, mas acabou sendo daqueles que apenas criam as situações e na hora do vamos ver mesmo apenas deixam se apanhar pelos mocinhos ou até por qualquer um ao redor, ou seja, faltou explosão por parte dele também. Ainda tivemos outros personagens interessantes na tela, mas nenhum da família foi muito além nas expressividades, parecendo até algo meio forçado de estarem ali, sobrando para Michelle Monaghan ir um pouco mais além na entrega de sua Jessica com algumas lutas no final, nada mais.
Visualmente a trama teve alguns momentos bem colocados em um banco de Londres, algumas dinâmicas bem trabalhadas em cima dos famosos ônibus turísticos da cidade, e depois muita perseguição com alguns carros pela França, além de uma casa cheia de gatos, e a grandiosa mansão do pai do protagonista, que poderiam ter utilizado mais para dar um charme a mais para a produção.
Enfim, é o famoso filme básico que até entretém quem der o play, mas que ficou bem abaixo do original, mostrando talvez uma falta de entusiasmo dos protagonistas, pois filmes de ação precisam demonstrar ao menos vontade de explosão na tela. Ainda assim vale a recomendação com algumas ressalvas que já coloquei acima. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais textos, esperançoso que ache algo bom nessa semana para conferir, então abraços e até logo mais.







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