A sinopse nos conta que muito antes de Phil Robertson se tornar uma estrela de reality shows, ele se apaixonou e construiu uma família, mas seus demônios ameaçaram destruir essa vida a dois. Enquanto luta com a vergonha de seu passado, Phil navega a dor e as dificuldades do próprio alcoolismo e a complicada dinâmica familiar como marido e pai. Esta é a verdadeira história que deu início a uma dinastia. Ambientada na região pantanosa do estado de Louisiana nos anos 1960, a trama compartilha momentos nunca antes revelados da história de Robertson enquanto ele busca redenção por seu passado em lugares inimagináveis.
O diretor e roteirista Andrew Hyatt já tinha mostrado seu talento com filmes religiosos com "Paulo, Apóstolo de Cristo", mas aqui ele jogou com um outro estilo não tão centrado na religião em si, mostrando o problema do álcool exagerado na vida de uma pessoa, e principalmente o caos que torna a família por isso, tendo uma pegada bem dimensionada nos atos e na entrega dos personagens, porém diferente do que aconteceu no seu longa anterior que tudo foi bem resolvido durante o longa, aqui ele se desesperou para fechar sua trama, e dessa forma ficou tipo como se tudo mudasse do dia para noite com a religião e isso acabou ficando estranho e sem uma imponência suficiente com tudo o que vinha mostrando antes.
Quanto das atuações, o protagonista Phil Robertson foi interpretado por três atores, com Aron von Adrian nos atos mais velhos sendo o mais usado, inclusive narrando para o amigo sua história completa, e ele trabalhou uma versão mais surtada, mais cheia de explosões e também de redenções, de forma que talvez pudesse ter ido até mais além na tela com uma imponência expressiva e trabalhada ao invés de todo o circo religioso; já o jovem Matthew Erick White trabalhou o personagem na época da faculdade, sendo bem romântico e tímido com uma entrega até bem gostosa de acompanhar em suas cenas, mas não aproveitaram tanto o rapaz; e por fim, ou melhor por iniciar-se Ronan Carroll fez a parte mais dura, do jovem pobre com o pai abandonado e a mãe maluca sendo sempre internada, com seus traumas, mas tendo de cuidar dos irmãos mais novos, o que fez bem na tela. Do outro lado tivemos Amelia Eve, Brielle Robillard e Scarlett Abinante fazendo Kay nas mesmas épocas do lado masculino, tendo uma grandiosa semelhança entre elas, que inclusive tirando a garotinha acreditava até que tinham usado a mesma atriz e apenas trabalhado a maquiagem, mas sendo emotiva de uma forma contida demais, faltando um pouco de explosão em seus atos para chamar mais atenção. Ainda vale como citação Connor Tillman como Big Al, mas mais para mostrar aquele amigo mal elemento que acaba levando a pessoa para o mal caminho.
Visualmente o longa foi bem trabalhado para mostrar os pântanos da Louisiana, a caçada dos patos selvagens desde garoto até a profissão que ele tem na atualidade, tendo bons atos fortes num trailer abandonado na beira do pântano, algumas boas nuances nos jogos da faculdade, e também no começo mostrando bem as diferenças entre a classe média e os pobres pioneiros do país, sendo bem cheio de símbolos e elementos cênicos, com destaque claro para o apito que depois virou o produto no final.
Enfim, é um longa que tinha potencial para ser bem melhor desenvolvido, mas que serviu como uma representação interessante de um homem que nunca tinha ouvido falar (e olha que gosto muito de realities diversos!), mas que o diretor se perdeu na forma de fechar para falar exageradamente de religião, tendo uma quebra um pouco grande demais para ser resolvida tão facilmente. Ou seja, se você curte o estilo talvez até goste, ou então se conhece o homem e queira saber como ele virou isso que é hoje, mas do contrário é um filme falho que se perdeu mais pelo fechamento do que pela essência em si. E é isso meus amigos, eu fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais dicas, então abraços e até logo mais.







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