O longa acompanha o jovem pintor Toni Chichiarelli (Pietro Castellitto), que resolve ir para a capital da Itália exercer a sua carreira artística. No entanto, ele logo percebe como o submundo parecia ser ainda mais atraente, por essa razão ele passa a fazer parte de uma gangue que replicava obras de arte com perfeição absoluta. Assim, se tornando um grande mestre da falsificação, a década de 70 italiana ficou marcada pela sua presença e enganação.
O diretor e roteirista Stefano Lodovichi foi bem coerente nas escolhas para que seu filme tivesse uma boa dinâmica e também entregasse personalidade, pois geralmente biografias costumam focar tanto nos protagonistas que a história ao redor acaba perdida, e aqui em momento algum ficamos fora do mundo complexo dos anos 70/80 na Itália, aonde fascistas e comunistas brigavam pelo rumo do poder, e usando de simples falsificações conseguiam explodir o medo na população. Ou seja, ele pegou uma bela história escrita por Sandro Petraglia e brincou com todas as facetas possíveis, desenvolvendo uma trama que fluísse bem e impactasse sem que fosse pesada, afinal já vimos muitos filmes de máfia e de conflitos políticos, mas não um aonde um artista fosse o protagonista, e com isso o resultado ficou gostoso de acompanhar do começo ao fim, torcendo claro para que o melhor acontecesse.
Quanto das atuações, realmente estou bem surpreso, pois acreditava que o protagonista Toni fosse interpretado por outro ator que já vi em muitos longas italianos, mas a maquiagem praticamente escondeu Pietro Castellitto no papel, e o ator mostrou o quão potente e cheio de facetas ele é, sabendo brincar com as dinâmicas do papel, trabalhando as essências na tela, e conseguindo com que o resultado chamasse atenção em todas as suas entregas, só diria que talvez ele poderia ter mudado um pouco suas interpretações conforme fosse mudando sua riqueza, mas atrapalharia talvez a essência do longa. Giulia Michelini trabalhou sua Donata com bons momentos envolventes, mas pareceu um pouco artificial demais para com o protagonista, parecendo um relacionamento meio jogado e falso. Edoardo Pesce trabalhou seu Balbo com muita imposição, meio quase como um chefão do crime, mas sabendo passar bem um lado mais informal na tela. Andrea Arcangeli fez de seu Don Vittorio algo muito chamativo como padre, de modo que ele nos convenceu fácil demais de sua personalidade ali. Também tivemos alguns atos espaçados de Pierluigi Gigante com seu Fabione, mas soube passar a intensidade na tela. Ainda tivemos Claudio Santamaria como o Alfaiate e Fabrizio Ferracane como Zù Pippo bem colocados na tela, mas sem serem imponentes fora de suas personificações.
Visualmente a trama teve uma pegada bem dos anos 70/80, com roupas coloridas para o protagonista se vestindo bem mal como o Alfaiate fala para ele, tivemos alguns ateliês interessantes aonde o jovem reproduzia grandes obras, além de alguns roubos e boates, além de restaurantes e as casas mais chamativas, sendo uma obra de época simples, porém bem funcional na tela.
Enfim, é um filme bem bacana que funcionou bastante, mostrou bem a personalidade do protagonista retratado na tela, e que agrada ao mostrar que quando o crime começa a compensar, é melhor sair dele, pois a bomba pode vir em tamanho gigante, e assim sendo essa foi uma das possíveis versões que existiu desse falsificador tão famoso de Roma na época, valendo o play para conhecer sua história. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais dicas, então abraços e até logo mais.







0 comentários:
Postar um comentário
Obrigado por comentar em meu site... desde já agradeço por ler minhas críticas...