O longa se passa em Tóquio e acompanha um ator americano com dificuldades de encontrar novos trabalhos e um propósito em sua vida. Isso até sua agente esbarrar com um serviço incomum: uma agência japonesa de “aluguel de família” na qual ele ocupará o papel de pai, namorado e amigo substituto para estranhos. Quanto mais ele mergulha no mundo e na vida de seus clientes, mais ele começa a se importar verdadeiramente com essas pessoas, formando laços genuínos que passam a borrar os limites entre performance, atuação e realidade. Ao confrontar as implicações morais de seu novo trabalho, o ator redescobrirá o valor do pertencimento e a beleza sutil das relações humanas.
Não conhecia a diretora e roteirista Hikari, mas se essa sua ideia realmente existe no Japão, acredito que é algo que funcionaria muito mundo afora, pois um bom ator facilmente conseguiria vivenciar muito as situações para pessoas que necessitam de alguém para representar um momento ou alguma insegurança, e essa formatação que ela soube passar na tela foi algo muito seguro e interessante de ver as quebras, pois facilmente dependendo da situação a pessoa se apegaria ao "cliente", o que mostrou um viés bem marcante e que envolve em cada ato, e por incrível que pareça, uma das situações foi tão bem montada que surpreendeu quando revelada, ou seja, soube usar o mistério ao seu favor também. Porém, esse estilo que ela conseguiu desenvolver na tela, precisava de algo ainda mais imponente, pois até foi bacana a sutileza usada, mas se qualquer uma das situações desse um belo murro emocional no público, o filme iria para um patamar premiável de nível máximo, ou seja, viraria algo tão perfeito que não iria faltar nada para ser o filme do ano.
Quanto das atuações, já falei no começo, e volto a repetir que a escolha de Brendan Fraser foi minuciosa, e dificilmente consigo pensar em outro ator tão bem encaixado para o papel de Phillip, de tal forma que ele conseguiu ter um carisma e uma entrega marcante, cheias de nuances e desenvolturas, que acabamos nos envolvendo demais com ele, torcendo pelas mudanças e que a cada ato seu tudo fluía muito bem, ou seja, se encaixou ao personagem e fez algo próprio dele. Os demais membros da empresa tiveram bons momentos também, mas não marcaram tanto quanto o protagonista, tendo algumas desenvolturas bem encaixadas também, ao ponto de valer dar leves destaques para Takehiro Hira com seu Tada, e Mari Yamamoto com sua Aiko. Já quanto aos clientes, é claro que a jovem Shannon Mahina Gorman foi tão cheia de bons traquejos para sua Mia, que valeria até ter mais cenas com a pequena e o protagonista, mas não sobraria tanto espaço para que Akira Emoto fosse perfeito com seu Kikuo, brincando com as facetas do Alzheimer, mas ainda assim no estilo japonês de referência emocional.
Visualmente a trama mostrou bem o estilo japonês, com velórios todos cheios de significado, casamentos com cultura marcante, o apartamento simples dos personagens e também um escritório com muitos detalhes dos processos, vimos também uma casa um pouco mais rica do dono da agência, e a casa simbólica do ator esquecido, além de alguns atos na escola da garotinha, e também a grandiosa viagem de uma ponta a outra do Japão que contou também com muitos elementos simbólicos bem representativos, ou seja, a equipe de arte trabalhou bastante.
Enfim, volto a frisar que gostei bastante do que vi na tela, mas acredito que fui esperando algo a mais com um nível de emoção bem maior, e não me atingiu dessa forma, ficando apenas bonito de ver, tendo sentimento na tela, mas sem aquele impacto que a trama pedia, ou seja, pode até ser que emocione alguns mais e outros menos, porém ainda é um filme que vale bastante a conferida para se refletir como agiria na situação entregue. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais dicas, então abraços e até logo mais.







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