O longa nos mostra que o ano é 1943 e o cenário é o fronte da Segunda Guerra Mundial, cinco soldados alemães partem numa missão secreta em um tanque Tiger. O destino do grupo é bem distante da linha de frente oriental, afastando-se cada vez de território amigo e adentrando espaço inimigo. Os cinco precisam enfrentar seus medos e demônios internos enquanto, estimulados pela metanfetamina fornecida pelo exército nazista, a missão os mergulha no coração de uma guerra obscura.
É engraçado que praticamente dei voadora na direção de Dennis Gansel no último filme dele que conferi, mas como não conhecia seu estilo apenas falei que ele valorizou muito mais a luta do que os diálogos, e aqui ele trabalhou bem essa essência novamente, dando uma ênfase maior nas dinâmicas do tanque e dos personagens ali vivenciando tudo, do que nas conversas dos personagens, o que não é ruim, apenas não vai chamar tanta atenção quanto poderia, mas ainda assim o roteiro que ele criou foi bem cheio de sacadas ao ponto de apenas na virada final realmente impactar com tudo, não sendo algo "tão fácil" de descobrir. Mas vou parar de falar, para não estragar a conferida de ninguém, apenas dizendo que o estilo do diretor foi bem tenso e marcante ao ponto de conseguir entregar uma guerra bem marcada com estratégias e sínteses imponentes.
Quanto das atuações, David Schütter soube segurar bem toda a essência de seu Tenente Philip com muita imposição e desenvoltura em todos os comandos e dinâmicas que o papel pedia, não demonstrando nenhuma insegurança na tela para que o papel funcionasse e fosse marcante. Tivemos alguns atos bem intensos com o jovem Yoran Leicher com seu Michel, chamando para si as desenvolturas na tela com uma boa entrega. Mas também vale destacar a entrega de Leonard Kunz como o motorista de tanque Helmut, entre os outros jovens que deram boas nuances no longa. Além claro dos atos com André Hennicke com seu Krebs incendiário e Tilman Strauss com seu Paul nos atos finais.
Visualmente a equipe de arte merece com toda certeza aplausos pelas réplicas dos tanques originais da guerra que fizeram, para que as gravações fossem impactantes e chamativas com os personagens dentro e fora do tanque gigante, além de outras cenas com mortos, caveiras, fogo e tudo mais para representar bem tudo o que ocorreu na guerra e nas dinâmicas que o longa pedia, sendo por vezes claustrofóbicos, mas com elementos cênicos bem representativos na tela como os cigarros, armas, fotos, remédios e tudo mais, além de um fechamento com banquetes e festas, ou seja, algo bem completo e marcante por parte da equipe cenográfica.
Enfim, é um longa que conseguiu chamar a minha atenção do começo ao fim, que impacta no visual e na trama, e que ao ter uma grande reviravolta para um final impressionante acaba levando a reflexão para outros patamares, então vale a indicação de conferida. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais dicas, então abraços e até logo mais.







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