O Preço do Amanhã

11/06/2011 10:01:00 PM |

Se me permitem que seja cedido um pouco do seu tempo em ler o meu texto, hoje falarei sobre um filme que tudo gira em torno do tempo: "O Preço do Amanhã". Com a premissa voltada para o famoso Carpe Diem o longa mistura elementos que vão desde "Robin Hood" até um pouco de "Blade Runner", mas fica mais próximo do primeiro filme citado por conter a temática mais envolvente num drama do que num policial, que é como foi classificado nos cinemas.

O filme nos mostra como o tempo se tornou a maior moeda de todas. Os cientistas conseguiram descobrir uma forma de destruir o gene do envelhecimento. Então, quando uma pessoa chega aos 25 anos, para de envelhecer, mas possui apenas mais um ano de vida, a não ser que tenha dinheiro para pagar pelo tempo extra. Na busca por poder e tempo de vida, um homem é acusado injustamente de homicídio e se vê obrigado a sequestrar uma bela jovem para conseguir ganhar mais tempo e provar sua inocência.

A ideologia do filme é bem interessante, pois quase sempre nos vemos falando "Não tenho tempo pra isso", "Quanto tempo ainda você tem?", "Isso é muita perda de tempo!", e o principal "Tempo é dinheiro" que acaba sendo transformado em toda a lírica do longa ao fazer com que as pessoas paguem e recebam em tempo de vida, e fazendo com que o protagonista viva e passe para sua partner a imagem que disse do Carpe Diem, para que tenha apenas 1 dia para viver que pra quem sempre viveu com pouco tempo, 1 dia é muito tempo.

Muitos estão reclamando do início do filme onde é explicado exatamente o funcionamento e não deixando que o público em si descubra como funciona tudo, mas por uma cagada normal do Cinemark que não trocou a lente de projeção, tive o prazer de perder os primeiros 10 minutos sem ver a história contada, claro depois arrumaram, voltaram o filme e vi tudo sendo explicado nos mínimos detalhes, e posso falar não faz diferença explicar no começo ou não, pois tudo flui completamente na sequência. Então parem para analisar a história e parem de reclamar disso.

Um dos pontos que mais me preocupava no longa foi a escolha dos protagonistas, pois tanto Justin Timberlake quanto Amanda Seyfried apenas estão no seu momento, saindo em todos os filmes pois são carismáticos com o público e com isso chamam espectadores para o filme, porém eles conseguiriam manter uma trama policial com ação e um roteiro denso? Essa era a pergunta que rolava em minha mente, e infelizmente comprovei que a resposta é não. Eles até estão bem no filme, conseguem manter a linha, sabem fazer boas interpretações para as câmeras, mas senti falta de um feeling policial, algo que não me deixasse com sono em certas cenas, mas não é um caso perdido e graças aos mestres do cinema e do diretor, ele não deixou que isso estragasse o longa. Os outros atores, principalmente Cillian Murphy e Vincent Kartheiser, até fazem bem seus papéis, mas como são coadjuvantes nem podem se mostrar demais, mas mesmo assim conseguem aparecer melhor em cena que os protagonistas.

Um dos fatores mais interessantes claro além do fator do tempo no longa está em sua fotografia futurista com tons azulados que já vimos bem colocada em "O Livro de Eli" que unida a uma arte com um design conceitual mas interessante, faz com que o longa se mantenha no clima policial do início até o final. Poderia ser mais bem situado em termos de data, mas isso serviu para que não fosse necessário idealizar demais as construções.

Outro lado muito gostoso de pontuar é toda a característica sonora que está presente no filme, desde o barulho das transferências de tempo de uma pessoa para a outra ou de máquinas para pessoas, até o barulho dos motores dos carros todos referenciam para o que já era imaginado de um futuro desde a época do "De Volta Para o Futuro" e isso agrada não apenas por ser uma referência que estamos aptos a ouvir bem como por ser uma tendência ao que vem aparecendo nos motores dos carros top de linha. Quanto das trilhas sonoras, embora não seja algo que fique constantemente notável foi bem escolhida e mantém o clima.

Enfim, a temática do "Viver o momento" me agradou bastante, o lance Robin Hood de roubar os ricos para dar aos pobres é interessante também, mas já foi tão usada que embora feita de uma forma um pouco diferente, incomoda ao invés de agradar. Não será um filme que eu vá recomendar, mas também não posso falar que ele é ruim, é apenas interessante pela premissa e envolvente pela produção e direção em si, mas faltou colocar algo mais inovador no conceito de "salvar o mundo" pelas mãos de uma única pessoa e atores mais de ação que de carisma na tela. Fico por aqui hoje, mas amanhã tem mais. Abraços pessoal.


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Terror Na Água em 3D

11/05/2011 01:13:00 AM |

Tem filmes que quando vejo na programação que irão lançar, já me bate um desespero quase certo de que vai ser difícil assistir. E "Terror Na Água" eu já comecei a achar isso ao descobrir sobre o filme que nem trailer nos cinemas teve, então já é algo a se pensar e não pensem que a distribuidora é fraquinha não, no Brasil está sendo distribuido pela Walt Disney(que pelo jeito por não ter gostado tanto do filme nem faz questão de aparecer seu nome em cartazes, trailers e nem mesmo nos créditos finais, sim eu esperei até o último pra ver se apareceria).

O filme conta a história de um grupo de amigos que vão se divertir durante um fim de semana em uma cabana a beira de um lago. Mas as coisas fogem do controle quando o maior predador de águas salgadas aparece, inesperadamente, no lago e os amigos precisam lutar contra o tubarão para não serem os próximos na fila de refeição dele.

Claro, fui assistir esperando ser um terror trash ao melhor estilo de "Piranhas 3D", que foi extremamente divertido. Mas esse não me fez rir, ele até cumpre em partes o que promete de ser um longa de terror, pois me deixou intrigado como e porque aquilo estava ocorrendo e usando a melhor tecnologia do 3D submerso (O filme de Cameron "Santuário" fica literalmente no chinelo perto do que esse nos proporciona) eu já estava até no clima, claro com muitas coisas absurdas rolando, porém na hora que um dos "protagonistas" fala o motivo de tudo, eu só não saí da sala porque queria ver o término do filme.

No critério atuação, temos uma lambança de jovens atores que fizeram "pontas" em diversos filmes e ao meu ver nenhum deles está preparado para jogar um papel principal nas mãos, pareciam todos estarem perdidos frente as câmeras e muitas vezes olhando sabe la Deus pra onde, fora muitos erros de continuidade em cena com coadjuvantes e até figurantes que estão correndo, e de repente estão sentados. Fora diálogos jogados ao vento onde nem 10% das falas se aproveita pra algo. Um terror realmente.

A arte do filme se é que posso usar esse termo é quase imperceptível, pois temos pessoas de roupa de banho ou moletom de faculdade, uma casa sem detalhes, e alguns tubarões que até dão um pouco de medo, mas eles são os protagonistas da história né então nem devo considerar no quesito arte. As trilhas sonoras até foram bem agradáveis de ouvir, não é ainda a tensão de "Tubarão", mas mantém o clima. E caso tenha paciência após os créditos(que demoram) tem um clipe musical de rap bem bacaninha com cenas do filme e os atores encenando e "cantando".

A fotografia escolhida no início me incomodou por demais com cenas aceleradas sem nenhum fundamento, se ainda na primeira acelerada tivessem usado para créditos ficaria mais interessante, mas já havia rolado uma abertura péssima no começo desnecessária. No decorrer até melhora com planos mais fechados e algumas câmeras até interessantes, até voltar ao final com algo meio perdido novamente.

Mas se teve uma coisa muito bem aproveitada no longa foi o 3D, nas filmagens submersas, como falei comparando com "Santuário", que prometia sufocar os espectadores debaixo da água, aqui foi muito aprimorado, e nos momentos que os atores estão inteiramente submersos, dá um certo desespero, e em algumas vezes me vi com a boca fechada(pode chamar de retardado, que aceito), mas essa é a premissa da tecnologia 3D submersa que deveria ter sido usada no filme que estou comparando e devem usar muito agora pra frente. E nos efeitos, muito pouco usado, mas a cena da explosão do barco é praticamente um show de pedaços voando no público. E até a profundidade de campo foi usada algumas vezes, principalmente nas tomadas bem abertas que o diretor soube explorar.

O mais estranho do diretor David R. Ellis, é seu alto e baixos, pois fez um ótimo "Premonição 2", como praticamente sua estréia na direção de grandes filmes, e depois só vem fazendo coisas ruins, inclusive "Premonição 4"(que na minha opinião é o pior da série), passando por "Serpentes a Bordo", então acredito que o excesso de filmes por ano anda pesando tanto que está com 4 filmes em pré-produção segundo o IMDB, espero que melhore e volte a ser o que vi em "Premonição 2" e não o pecado imenso que foi jogado no lixo nesse filme que tem uma ótima tecnologia nas mãos e destrói com um roteiro fraco e atores mais fracos ainda.

Enfim, não recomendo o longa, se der e tiver seu próprio óculos apenas entre numa sessão para dar uma olhada no submerso que é interessante, se não der, não se preocupe e economize, pois é um dos longas mais desnecessários desse ano e se não fosse o 3D que tem seria a pior nota do ano. Encerro hoje por aqui, mas amanhã tem mais. Abraços pessoal.


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O Retorno de Johnny English

11/02/2011 10:51:00 PM |

Se você gosta de comédia pastelão, esse pode ser um filme bem agradável para você, pois a sala onde fui assistir riu demais, para o estilo de comédia que gosto achei forçado demais. Rowan Atkinson para mim será o eterno Mr.Bean e apenas sua cara já faz com que as pessoas riam, mas o longa é exageradamente forçado. Ele aparenta inicialmente seguir como uma continuação verossímil do original de 2003, até exagerada em alguns momentos que faz com que quem não tenha visto o anterior acredite que está perdendo alguma coisa, mas não, pode assistir tranquilo que com certeza não fará falta.

O longa nos mostra a volta de  Rowan Atkinson no papel do agente secreto acidental, que não conhece o medo nem o perigo, na comédia de suspense e espionagem O Retorno de Johnny English. Em sua mais recente aventura, o mais improvável funcionário da inteligência do Serviço Secreto de Sua Majestade deverá deter um grupo de assassinos internacionais antes que eles eliminem um líder mundial e causem o caos global.

O filme não é ruim, pelo contrário é muito bem produzido, cheio de locações e efeitos, mas assim como todos do gênero pastelão abusam de piadas de mau gosto ou que façam rir por absurdos e não em si pela história. Os furos nesse estilo acabam ocorrendo até por demais, e por ser uma grande produção com várias explosões, saltos, etc. acaba acontecendo e aparecendo com mais facilidade do que em longas onde não se exagera tanto.

Os atores estão incrivelmente infantis, e em alguns momentos me perguntei se estava vendo um filme para crianças que até para se ter uma cena com um beijo só fizeram uma enrolação sem tamanho que até fica ridículo. Rowan tem sua cara engraçada, isso é fato e vai percorrê-lo até a morte, me provem o contrário colocando ele num drama e espero que isso não aconteça. Os demais atores podem ser considerados como enfeites de luxo em cena que falam algumas palavras, e não estou exagerando nem um pouco, pois se o longa fosse um filme mudo acredito que seria até melhor.

O melhor de tudo com certeza está na produção em si, que junto com a direção de arte fez com que o longa se passando em diversas locações desse um certo dinamismo no melhor estilo 007 de ser, com carros e equipamentos espiões que até ironizam em alguns momentos o próprio 007 original (claro ainda nem se compara ao feito no primeiro Johnny de 2003, mas ainda tem suas tiradas). E com isso o filme até fez valer o meu ingresso, mas se dependesse das piadas, que até agora estou tentando entender o porque do público rir tanto, pra mim o filme teria sido inútil.

As trilhas sonoras no melhor estilo de espionagem, então nem preciso falar nada, se você viu qualquer filme do gênero saberá o que vai escutar, e é isso da primeira até a última cena, tirando uma ou outra música cantada que é colocada para fazer fundo em cenas que não está ocorrendo a ação.

Enfim, economize seu dinheiro para algum outro filme e veja em casa quando passar na TV, nem pra aluguel  em DVD serve para a população em geral, agora caso goste do estilo, repito mais uma vez pastelão, talvez até saia da sessão com a sensação de ter se divertido. Encerro a semana cinematográfica por aqui, já na espera de sexta para as estréias da semana. Até mais pessoal, abraços.


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Qual Seu Número?

11/01/2011 12:27:00 AM |

Comédias românticas vem cada dia mais perdendo o público, devido a vários clichés que tem se tornado impregnantes em todos do gênero. Mas sempre dá para aproveitar algo em quase todos. A forma visual de "Qual Seu Número" achei bem interessante, e embora eu tenho rido de situações que a maioria da sala não riu, ele pode adentrar ao gênero. O caso principal que mais ando ficando preocupado novamente com o gênero é o fato de tudo acontecer de mero acaso, o que se contrapõe em boa dose a realidade.

O longa se inicia quando Ally lê um artigo numa revista, no qual alega-se que ´mulheres que já tiveram 20 ou mais parceiros na sua vida têm grande chance de ficarem solteiras para sempre´. Após contar os homens da sua vida, Ally começa a perder as esperanças de se casar. Prometendo a si mesma não ultrapassar a contagem atual, ela pede a ajuda a seu vizinho bonitão e torna-se obcecada por localizar seus ex-namorados para ver se ela deixou escapar o cara certo.

Um dos pontos interessantes da trama é o fechamento da tela para um quadrado menor sempre ao mostrar as situações inusitadas com a qual a protagonista vivenciou com seus ex-namorados, e é nesses momentos que vemos praticamente as situações mais cômicas do longa fazendo, pelo menos que eu soltasse algumas risadas, nada que fizesse eu gargalhar, mas diverte. Porém de romance mesmo temos algumas pitadas inseridas ao final e só, o que o deixa com um ar falso de interesse amoroso e com cenas inacreditáveis de acontecer em qualquer cidade do planeta, e nele temos a quase todo momento, fica mais inverossímil de acreditar ainda mais, ou seja 100% ficção cômico-romântica sem envolver qualquer criatura diferenciada além de seres humanos.

Da parte de atuação também surgiu um pequeno problema, o qual fazia tempo que não via, a de os coadjuvantes roubarem a cena da protagonista, e aqui Anna Faris se esforça para manter o foco nela, mas qualquer pessoa em cena chama mais atenção para si que a luz própria dela, então Chris Evans se destaca e até em alguns momentos Ari Graynor que tem poucas cenas em realce consegue chamar mais a atenção pra si. Não falo que a protagonista tenha sido ruim, mas os diálogos inseridos para a personagem e o próprio carisma da atriz não colaboraram para alavancar ela como "a protagonista".

Da parte artística e fotográfica nada muito além do que estamos acostumados a ver, tirando a forma dos quadrados menores que citei no início quando mostra o passado da protagonista. As trilhas sonoras escolhidas dão pelo menos uma velocidade interessante para o longa, deixando dinâmico com boas músicas conhecidas.

Falar que é um filme regular, seria exagerado da minha parte, pois me diverti com ele, porém o lance que me incomoda é de situações 100% falsas colocadas nesse gênero de filmes que não incrementam nada no filme, vou citar um pequeno spoiler para dar exemplo: O que leva Chris Evans, seu vizinho da frente, a sair na porta nu, apenas com um paninho toda vez que a protagonista abre a porta de seu apartamento, simplesmente não leva a nada isso e não acredito que ocorra em lugar algum numa civilização comum. Então pra que apelar a esse ponto, apenas para atrair mulheres ao cinema? Não tenho resposta pra minha pergunta.

Enfim, um longa que fará você rir em algumas cenas, com diálogos razoáveis, com uma idéia até interessante, mas não aproveitada do lance numérico, então não digo que recomendo ele, apenas falo que é agradável de assistir e perder algumas horas, mas melhor perdê-las quando sair na TV ou na locadora do que na própria sala de cinema. É isso, encerro por aqui hoje, mas amanhã tem mais. Abraços.


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O Palhaço

10/30/2011 11:07:00 PM |

Filmes brasileiros tem melhorado constantemente, isso é um fato, mas uma coisa que viviam pecando ultimamente era no quesito fotografia, e hoje em "O Palhaço", vi uma das mais belas obras de arte nesse quesito. Não foi o filme brasileiro que mais me agradou no ano, com toda a certeza, mas ainda assim conseguiu transmitir todo o sofrimento da transmissão de problemas de pai para filho numa empresa em forte deterioramento, no caso em questão: um circo mambembe.

A sinopse do longa nos apresenta Benjamim e Valdemar que formam a fabulosa dupla de palhaços Pangaré e Puro Sangue. Eles vivem pelas estradas na companhia da divertida trupe do Circo Esperança. Mas Benjamim acha que perdeu a graça e parte em uma aventura atrás de um sonho. Venha rir e se emocionar com este grande espetáculo.

Li em tantos lugares a palavra mambembe quando se referia ao filme que fiquei curioso para saber o significado, então vou postar aqui para todos verem e aqueles assim como eu que não conhecia a palavra, tenha uma boa idéia do motivo de usá-la para as denominações:
adj. De má qualidade; imprestável, ordinário. (Diz-se principalmente dos espetáculos ou grupos teatrais de baixa categoria: circo mambembe.)
S.m. Lugar afastado, sem recursos nem conforto, desagradável.
Grupo de atores ambulantes que dão espetáculos de baixa categoria.


Com isso em mente, fica mais fácil interpretar a ideologia usada para criar e dirigir que Selton Mello escolheu, pois o que é retratado no longa bem resumido de apenas 90 minutos, é exatamente isso. Sabe aqueles circos que você vê acampado em pequenas cidades, ou nas periferias das grandes, todo destruído com personagens simplórios onde todos fazem tudo (desde apresentar seu número, até controlar luzes e vender doces)? Essa é a visão retratada pelo diretor e de forma perfeita. A paranóia da crise de graça do personagem principal, também no caso o próprio diretor foi muito bem transmitida pelo ator. Porém o longa ficou no meio termo da risada e da emoção e apenas piadas contadas não fizeram esse Coelho ranzinza aqui jogar nem pra um lado nem para o outro.

Selton, que já era um grande ator do cinema, faz uma atuação primorosa e bem interpretada, e acompanhado de Paulo José fazem um bom espetáculo no picadeiro. Todos os atores estão bem dirigidos em cena e não vemos defasagens costumeiras dos filmes brasileiros, de atores perdidos em cena. E isso é um grande ponto positivo do longa. Só ficou devendo pra minha pessoa sair de cima do muro, ou fazer rir mais ou emocionar mais, pois o meio termo todos os atores fizeram.

Como já falei no início, na minha opinião, o melhor do longa é a fotografia de Adrian Teijido que com planos, as vezes bem abertos conseguem dar a dimensão dos lugares remotos que o circo se instala, e outras vezes com detalhes sutis nos personagens consegue nos demonstrar a emoção passada por cada personagem integrante da trupe. Aliado a uma direção de arte bem colocada com elementos cênicos, altamente estudados dos circos do mesmo estilo que estão espalhados por todo Brasil, temos o glamour aos inversos exposto na tela do cinema. Perfeito.

Da parte musical, achei bacana, mas com certeza mais as originais colocadas do que as escolhidas para fundo musical cantado, claro representa a época que é passado o longa, mas achei não bem escolhidas. Mas a imersão escolhida caiu bem de sempre serem utilizadas com função dramática. A dupla tocando no circo fazendo o acompanhamento da trupe também muito bem usada.

Pra resumir, é um bom roteiro, bem dirigido e bem atuado, só fiquei ainda ressentido de não ter saído do muro e com isso eu nem ri exageradamente como alguns na sala que assisti, nem me emocionei tanto como diz no cartaz, mas nem por isso deixa de ser um bom longa e que Selton está rumando bem para o lado de direção e claro no cinema, o qual eu o prefiro mais do que na TV. Deve dar um bom público no circuito comercial, e principalmente na semana que vem nos Cinemark com o filme estando entre um dos que estarão sendo exibidos por R$2,00 no dia 07/11 no Projeta Brasil. Veremos as bilheterias ao final do período de exibição. Encerro hoje aqui, mas amanhã tem mais, abraços pessoal.


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Incêndios

10/29/2011 08:01:00 PM |

Alguns filmes de arte são mau vistos no circuito comercial, principalmente pelo quesito velocidade, pois costumam ser bem mais lentos que os blockbusters, mas uma coisa é inegável, no quesito roteiro sempre nos surpreendemos com finais completamente não esperados. O que vi em "Incêndios", candidato canadense ao Oscar de Filme Estrangeiro 2011, que apareceu por aqui somente agora no CineCult foi exatamente isso, e olha se não estava me interessando por ele na primeira hora de duração, nos 70 minutos finais foi algo de ficar vidrado e a cada momento se interessar mais ainda por como iria acabar.

O filme mostra os gêmeos Simon e Jeanne ao descobrirem na leitura do testamento de sua mãe, que têm um irmão desconhecido e um pai, o qual os dois achavam que havia falecido, mas esta vivo. Dentre muitos pedidos, a maioria desconfortantes, o último e mais importante vinha com duas cartas seladas: encontrar os dois e entregar-lhes.

Como falei no início, o maior problema do filme é sua velocidade que é extremamente devagar e com acontecimentos bem estranhos do comum de serem visto em filmes tradicionais, e com isso a primeira metade do filme cansa de passar e é até um pouco confusa, principalmente por ser bem recortado com cenas do passado e atuais, e a filha e mãe serem bem parecidas. Mas ao entrar na segunda metade o filme desanda com muitas revelações fortes e agrada em cheio com o final.

Outro ponto favorável, mas estranho de associar, principalmente por não fazer parte do nosso cotidiano, é a questão das guerras pela diferença ideológica Islamismo versus Cristianismo, mas nada que você já não tenha visto nos telejornais passado para a linguagem cinematográfica. E o diretor conseguiu transmitir muito bem a essência para as telas com frases bem fortes até de serem ouvidas.

No quesito de atuação, ainda acho que mesmo a mãe mostrando todo seu sofrimento, as cenas iniciais, que vamos descobrir no final o motivo do choque, ela faz interpretações muito leves, o que não é condizente com a ideologia completa do longa. Porém a garota que faz a filha soube emocionar principalmente no ponto de virada. Da parte masculina não gostei da atuação de nenhum em particular, mas não decepcionam não.

A fotografia escolhida achei particularmente exagerada em tons escuros, o que dificulta um pouco visualizar onde a pessoa está e com isso confunde como falei mãe e filha, mas as locações escolhidas foram muito bem colocadas no longa e mostra a essência que é essa guerra ideológica/religiosa. Existem muitos travelings e panorâmicas que achei desnecessárias mas não estragam o longa não.

Bom, é um filme artístico, então com muita certeza mais da metade que assisti-lo não irá gostar do que vai ver. Porém tem seus valores e com um final surpreendente conseguiu me agradar no final, se continuasse os 138 minutos da mesma forma que iniciou era garantido uma nota baixíssima, Enfim, recomendo como filme de arte, mas garanto que não agradará a todos não. Fico por aqui hoje, mas amanhã tem mais. Abraços.

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Contágio

10/29/2011 02:27:00 AM |

Advertência para começar, se você tem qualquer tipo de TOC(Transtorno Obsessivo Compulsivo) cuidado ao ver esse filme, a chance de você querer se levantar da poltrona sem nem relar a mão nela é altíssima. "Contágio" é um longa denso, altamente documental (uma ficção quase realística), com muitos termos técnicos explicativos (o que dificulta um pouco o entendimento) e que muitos vão dizer "Que Filme Chato", mas o teor de tensão que o diretor conseguiu transmitir ao delinear do longa é de sair pensando: "E se isso acontecer mesmo daqui a alguns dias?", pois se você chegar na sua casa e ler a matéria sobre o filme na Isto É, verá o quadro em destaque onde pesquisadores reais afirmam ser algo possível de acontecer o que é mostrado no longa.

O filme narra a disseminação veloz de um vírus transmissível pelo ar que mata em poucos dias. Enquanto a epidemia se espalha cada vez mais rapidamente, médicos de todo o mundo correm contra o tempo para encontrar a cura e controlar o pânico que se espalha mais rápido do que o próprio vírus. Ao mesmo tempo, pessoas comuns lutam para sobreviver diante do desmoronamento da sociedade.

O interessante da história é que por ter grandes atores, souberam dimensionar cada um para o seu lado, envolvendo múltiplas facetas de tudo que pode rolar desde um pai de família que quer cuidar da filha adolescente que não quer ficar em casa, até a médica de alto escalão que quer descobrir a cura, passando por todos os demais, inclusive um vlogeiro famoso (ao melhor estilo PC Siqueira que conhecemos, mas dignamente interpretado por Jude Law) . E com isso temos um cinema de qualidade, pois não está nas mãos de qualquer um e sim de 5 ganhadores de Oscar além de outros grandes atores, colocaria inúmeros spoilers contando sobre cada ator, mas vou preferir deixar que confiram.

Outro fato bacana, é que o diretor exagera em totalidade nos planos detalhe, nunca vi um filme com tantos closes em mãos, barras, vidros, cartões de crédito, botões, telefones, e por aí vai para mostrar realmente a forma de transmissão, todos que viram o que rolou com o H1N1 ano passado vai se lembrar claramente como os noticiários falavam tanto. E assim o diretor cria a camada chamada tensão de espectador, o qual chega a dar nervoso com o povo tossindo na sua cara, ou logo após passando a mão em algo público, e um dado do filme que chega a ser desesperador que tocamos a mão de 3000 a 5000 vezes por dia no corpo.

Um ponto que ao mesmo tempo é positivo, mas pode cansar é que como o longa se passa em muitas cidades, o que foi um ótimo trabalho da produção/direção de arte (afinal não sei se gravaram realmente nas várias cidades), então a todo momento aparecem as legendas embaixo identificando a cidade e a população, chega a ficar enumerado demais pro meu gosto. Porém consegue mostrar que se vai atingir vai com tudo. Outro ponto favorável da arte foi ter gravado cenas em lugares oficiais como alguns Centros de Controle, o que deu mais fidelidade ainda pro longa.

As trilhas, achei um pouco fora de colocação, mas não atrapalham, porém a sonoridade nas cenas em que fica sem trilha nenhuma é de dar desespero, ainda mais por serem cenas de tensão extrema, na qual o público da sala também está agonizante, então não se ouve um barulho mínimo na sala nem no filme, apenas acompanhando as imagens, de tirar o chapéu na escolha disso.

Enfim, como falei no início terá muita gente que não irá gostar do filme, principalmente por ter a característica realística, mesmo sendo uma ficção, o público acaba não gostando muito de ver algo possível e até meio que jornalístico, mas é um filme de uma excelência ímpar a qual o diretor soube aliar história (fatos recentes reais e ao mesmo tempo incorporar um bom tanto de ficção possível de acontecer) com grandes nomes de Hollywood. É bem interessante de assistir e refletir com amigos depois, não é perfeito, mas eu recomendo sim. Encerro por aqui hoje, mas amanhã tem mais. Abraços pessoal.


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Gigantes de Aço

10/27/2011 01:30:00 AM |

Existem filmes que nos ganham na emoção, e esses tem sobrenome de produção denominado Spielberg, desculpe o palavreado mas o miserável (pra não por algo pior aqui) sabe onde por seus milhões e recuperá-los facilmente. E em "Gigantes de Aço" não é diferente, o longa começou morninho, com cara de que ia ser algo custoso a passar os 130 minutos de duração, mas ao final o que eu via na sala era eu e mais metade do público  desferindo golpes no ar de empolgação, ou seja as palavras que podem mais do que defini-lo é Emoção + Superação + Empolgação que resulta em algo sensacional.

O filme mostra Charlie Kenton, um pugilista decadente que perdeu sua chance de ganhar um título quando robôs de quase uma tonelada e 2,5 metros de altura assumiram o ringue. Agora, como um insignificante promotor de lutas, Charlie ganha o suficiente para sobreviver juntando sucata de robôs entre as lutas clandestinas de boxe. Quando Charlie chega ao fundo do poço, ele reluta em formar uma equipe com seu filho Max para construir e treinar um lutador para o campeonato. Conforme os riscos se tornam cada vez mais brutais na arena, Charlie e Max, contra todas as probabilidades, têm uma última chance de dar a volta por cima.

Confesso, o trailer não me empolgou a ver o filme, tanto que deixei ele por último na semana, e se hoje tivesse uma máquina para voltar no tempo, com certeza teria sido o primeiro, pois sem dúvidas é um dos filmes que mais me empolgou nesse ano. Assim como vocês já devem ter lido em todos os sites, que temos uma mistura de Rocky com Transformers, eu concordo apenas em partes, se analisarmos os robôs, neste temos vários tipos e aqui eles se partem de forma tão real de uma luta que vemos o ringue encaixado de Rocky unido a emoção que o longa das antigas nos trouxe.

Uma das coisas que li por aí e me deixou extremamente feliz de ver nas telas, é que para dar movimento aos robôs e treinar Hugh Jackman colocaram nada menos que Sugar Ray Leonard, grande pugilista que soube através de captação de movimentos mostrar uma fidelidade de luta aos robôs que impressiona. E soube ensinar bem os movimentos para mais uma impressionante atuação de Jackman. O garoto Dakota Goyo também merece ser bem citado, esse consegue nos emocionar com sua atuação digna de um Oscar Mirim, caso existisse essa categoria.

Outro ponto interessante do longa é os diálogos, que não estão soltos, e em momento algum ouvimos besteiras comuns de filmes de ação, pelo contrário citam lutadores épicos da nossa atualidade(que pra eles é passado, afinal o filme se passa em 2020) e até citam as coisas que os brasileiros gostam de inventar moda.

Bem, da parte de produção, o mestre Steven Spielberg está apenas no executivo, mas tenho certeza de que não pôs apenas grana no longa, é nítido seu dedo impresso em algumas cenas, e com isso temos uma super produção com tudo que é possível ver, grandes cenários, inúmeros figurantes, tecnologia de ponta e tudo mais para impactar e nos mostrar as maravilhas que só o cinema pode proporcionar.

O diretor Shawn Levy consegue conduzir do início ao final uma trama, claro cheia de referências(iria citar a cena final, mas daria um spoiler imenso, então melhor deixar vocês conferirem) e muitos falarão em clichés, que fez esse Coelho que vos fala vibrar em diversos momentos, se emocionar em alguns e até torcer para o personagem, e isso faz com que eu tire o chapéu pra ele, pois se tem uma coisa que mais me irrita ao assistir um longa é que você saia de uma sala de cinema inerte ao filme, e nesse caso se você sair sem ter torcido ao menos os 15 minutos finais, faço uma recomendação vá assistir novela e não apareça mais no cinema.

Outro espetáculo do longa está nos efeitos sonoros de latas retorcendo, que caso assista em salas de som forte demais é garantia de dor de cabeça assim como estou agora, mas temos fidelidade sonora, isso é algo extremamente importante, ao chegar na sua casa bata 2 panelas e verá que é o mesmo som que você ouve durante todo o filme. As trilhas também muito bem escolhidas caem como uma luva durante toda a sua duração.

Enfim, o longa já está entre os meus favoritos do ano, quiça de todos que vi, caso alguém queira me presentear esse com certeza é um dos títulos que quero ter em minha prateleira para ver e rever, e mais do que recomendo esse ótimo filme futurista(estamos perto de 2020, será que acertarão o futuro dessa vez?) que emociona e fez esse Coelho aqui ficar muito contente ao encerrar a semana cinematográfica. Como já falei a nota muitas vezes será dada pela sensação que o longa me trás, então nem reparei tanto em defeitos técnicos que possam ter aparecido. Eu fico por aqui, e na sexta tem mais. Abraços pessoal.


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Atividade Paranormal 3

10/24/2011 11:32:00 PM |

É interessante como eu sempre falo, ver um filme no cinema é uma experiência completamente diferente que ver um filme em casa, e isso pode ser sentido com muita certeza na franquia "Atividade Paranormal" que chega na sua terceira versão, 2ª prequência(o que quer dizer que o 2º acontece antes do 1º, e agora o 3º ocorre antes do 2°), pois todos os anteriores já vi eles tanto no cinema quanto em casa e não dá o mesmo medo,  ou aquela diversão de ver as pessoas apavoradas com algo que está ocorrendo. Então mais do que nunca recomendo, que veja o filme nos cinemas.

O terceiro longa da franquia contará a origem dos acontecimentos dos primeiros filmes, quando as irmãs Katie e Kristi ainda eram crianças. Os pais das meninas são perseguidos por um espírito maligno em sua própria casa, onde eles vivem com suas filhas. Em uma tentativa de desvendar esse mistério, eles instalam câmeras por toda a casa para capturar as ocorrências dessas atividades estranhas.

Basicamente na história não temos nada de novo, e sim todos vão mantendo a origem criada por Oren Peli lá atrás em 2007, agora apenas como produtor dessa terceira etapa, e o mais interessante, diferente das demais franquias é que se mantém a mesma linha do primeiro, claro vindo explicando de onde é proveniente toda a maldição e acredito que não vá mais para trás numa 4ª versão.

Um dos lances mais interessantes que curti nessa versão além da recriação de época(tais como bichos de pelúcia de 88 e a gravação em fitas VHS com mesa de edição das antigas) foi a idéia criativa de ter uma câmera panorâmica usando a base de um ventilador(idéia genial hein amigos filmmakers???) o que possibilitou boas cenas misturando o que ocorria na sala e na cozinha da casa, tendo a cena quebrada sempre por uma espécie de lareira. Achei fascinante e os maiores lances foram pegos ali nessa passagem.

Agora, embora tenha reconstituído tudo e criado uma boa dose de suspense no longa, pra mim esse foi o que menos me deu susto(não sei se já estava psicologicamente preparado para tudo, depois dos sustos que levei no 2°) e mais me fez rir, pelos acontecimentos na própria sala de cinema com as pessoas levando sustos e ficando bravos com os personagens(no melhor estilo de minha avó brigando com as novelas). O mais incomum foi que isso pelo contrário ao invés de me deixar nervoso, me deixou feliz com o longa, pois ele passa a ser algo desmistificado de que o filme fique apenas na tensão(que é muito bem mostrada nos seus últimos minutos), ainda que tenha deixado mais coisas abertas para um próximo longa.

Da parte de atuação, assim como nos anteriores, não temos grandes expressões, mas aqui temos até um pouco mais de falas, pois cada ano que passa temos um pouco mais de história para contar/descobrir, então consequentemente mais diálogos, felizmente não legendaram como no trailer(Bloody Mary -> Maria Sangrenta) a famosa história conhecida no Brasil como Loira do Banheiro.

Enfim, é um bom suspense, manteve as origens e deve ainda ter mais versões, acredito que não mais prequências senão daqui a pouco estaremos utilizando as câmeras dos irmãos Lumiere mas enquanto forem honrando com o original sem estragá-lo que continuem, pois é um longa barato e que rende bem. Como falei no início recomendo que se veja no cinema, pois vale o ingresso sim. Ainda na minha opinião o 2° é melhor que esse, mas não deixou a desejar nos sustos não. Encerro por aqui, mas essa semana ainda tem mais. Abraços.


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Contra O Tempo

10/22/2011 02:13:00 AM |

Hoje vou falar de "Contra O Tempo" que usa do mesmo artifício de um antigo filme que empolgou esse Coelho, a alguns anos atrás, "Déjà Vu", a famosa parábola do tempo. Para aqueles doidos que assim como eu estudou um bom bocado de física na faculdade (praqueles que não sabem ainda fiz 4 anos de Matemática antes de parar e ir estudar AudioVisual), e acham que isso possa talvez ser possível de fazer, o filme empolga um pouco mais, mas a grande sacada aqui nesse novo que assisti hoje, a jogada foi melhor pois consegue empolgar mais o público sem a necessidade de explicar exageradamente o funcionamento físico da coisa, que é altamente explicada no filme de 2006. E essa sacada se dá um nome de concisão, fazer um longa curto, 83 minutos apenas, mas não deixar a velocidade dele cair em nenhum momento. Claro galera isso é ficção ok, então considerações físicas reais devem ser eliminadas.

A história começa quando o capitão Stevens acorda e se vê na pele de um homem que ele não conhece, e descobre que está fazendo parte de um experimento criado pelo governo americano chamado de Código Fonte. O programa possibilita que Stevens assuma a identidade de um outro homem em seus últimos 8 minutos de vida. Agora sua missão é encontrar os responsáveis por um atentado que deixou milhares de vítimas.

Como falei, o diretor soube medir o espaço do filme e não ficar entupindo de besteiras para que o filme ficasse longo e chato, ele se mantem do início ao final na mesma velocidade, sem dar tempo para pensar, apesar de um detalhe do filme ser descoberto rapidamente, e com isso agrada a todos, mesmo ao final ficando um pouco romântico demais, e até explicável demais, porém com isso ele fecha o longa de uma forma interessante para todos, não apenas para os que querem sair pensando, mas também para aqueles que vão ver apenas como diversão. Teria diversos pontos para falar que gostei, mas entupiria o texto de spoilers, então apenas falo que tem muita coisa interessante, preste atenção em detalhes,  principalmente da metade do filme final.

Da parte de efeitos especiais, gostei bastante, mas confesso que no começo o efeito usado para o time-lapse do personagem do Código Fonte para o Trem, aquele azul estava um pouco estranho e me incomodando, ficando com um ar exageradamente falso, mas conforme vai decorrendo vai melhorando a performance do efeito. Boas explosões e uma cena em congelamento impressionante(linda de se ver realmente, parabéns para o fotógrafo que capturou daquela forma, claro junto da edição que soube fazer de forma que não estragasse a perfeição da tomada).

No quesito de atuação, Jake Gyllenhaal tem de ficar nessa linha aventura para ação, até gostei dele em  "Amor e Outras Drogas", mas ele encaixa perfeitamente em personagens dinâmicos não nos cômicos. Michelle Monaghan eu a colocaria como uma figurante de luxo, pois seu semblante repetitivo (o filme pede isso), não acrescenta nem reduz nada no contexto do filme. Agora Vera Farmiga, sem palavras, as vezes que aparece domina o filme, e as cenas derradeiras mostra que sabe atuar por demais, um show de interpretação e a revelação final maravilhosa.

A direção de arte não é algo que seja tão explorado aqui, mas tem seus méritos pelos bons cenários envolvidos e pequenos detalhes que aparecem em vários momentos. Foi inteligente. Quanto das trilhas se eu falar que prestei atenção eu estarei mentindo, apenas alguns sons de suspense em alguns momentos me remeteram, pois o diretor faz com que você fique preso na tela e não tenha ouvidos para mais nada além do que o ator vai falar.

Você deve estar lendo e falando "Nossa o Coelho vai dar 10 e chamar de o melhor filme do ano", até poderia mas como todos sabem o meu forte se chama divulgação e distribuição e esse foi o pior filme do ano nesse quesito, deveria ter sido lançado em Maio, 1 mês após a estréia nos EUA, depois foi empurrado pra Junho, depois novamente jogado para Julho, quando a Imagem Filmes(responsável pela distribuição nacional) fez o maior vexame da história de um filme no Brasil, ao passar o longa para a imprensa na quarta-feira(dia comum das cabines) véspera da estréia na sexta pela manhã e no mesmo dia a tarde resolver que o filme só seria lançado no Brasil em 30 de setembro. Lindo isso não, porém em Setembro ainda vieram com pouquíssimas cópias o que fez com que um ótimo filme fosse passar aqui somente hoje. E por isso o filme até vale 10, mas toda essa espera fez com que o Coelho não desse a nota máxima para o longa no geral.

Enfim, se na sua cidade já passou e você não viu, perdeu a chance de ver um ótimo filme, e assim que aparecer na locadora, alugue imediatamente, no caso de ainda estar passando, mais que recomendo que assista, pois vale demais; e caso não esteja passando nem passou por aí, brigue com a Imagem Filmes pelo site deles, twitter, facebook e por mais onde você ache algum contato deles, pedindo para assistir. É um filme que recomendo demais, agrada em cheio e trás bons lances de ação para uma ficção científica. É isso, encerro por aqui, mas segunda tem mais. Abraços.


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Final Promoção 1 Ano do Blog "Tem Coelho No Cinema"

10/20/2011 10:30:00 AM |

Olá Pessoal,

É com muito prazer que acabamos aqui hoje a promoção iniciada no twitter no dia 06/10. Espero que todos tenham gostado e se divertido com minhas dicas. Essa foi apenas a primeira de muitas promoções que espero fazer por aqui, pois vocês só tem me dado orgulho de manter o blog e essa minha vida dupla de trabalhador e semi-crítico.

Bom, mas vamos ao que interessa, nesse post que vocês deverão comentar a resposta correta que chegaram ao final dos 10 dias. Lembrando que o primeiro leva o livro "1001 Filmes Para Ver Antes de Morrer" e dentre todos que acertarem irei sortear um DVD ou Blu-Ray, no valor de 2000 dotz pelo site www.dotz.com.br e darei o resultado após a última dica apenas, se já tiver algum ganhador,  e o sorteio farei às 22:00 dando o resultado também em seguida tanto aqui quanto pelo twitter.

Lembrando é para responder nos comentários aqui embaixo hein.

Boa sorte pra todos, até o resultado.

Abraços do Coelho.
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O Filme dos Espíritos

10/17/2011 11:24:00 PM |

Escrever sobre filmes ideológicos é complicado, pois ou você aceita/acredita no que lhe é imposto e gosta ou você discorda completamente da ideologia e sai xingando tudo, raramente se vê o meio termo. Hoje tentarei me posicionar em cima do muro para escrever sobre "O Filme dos Espíritos" em que nos é passada um pouco da ideologia de Alan Kardec, principalmente na questão que envolve o aborto.

O filme conta a história de um homem, Bruno Alves, que, por volta dos 40 anos, perde a mulher e se vê completamente abalado. A perda do emprego se soma à sua profunda tristeza e o suicídio lhe parece a única saída. Nesse momento, ele entra em contato com O Livro dos Espíritos, obra basilar da doutrina espírita. Há também uma dedicatória no exemplar: `esta obra salvou-me a vida´. A partir daí, o protagonista da história começa uma jornada de transformação interior rumo aos mistérios da vida espiritual. O filme trata ainda de aborto e suas consequências, e exemplifica a lei de ação e reação através da reencarnação. Outro objetivo da obra é mostrar que as relações humanas, sejam fundamentadas em amor ou ódio não se rompem com a morte.

Diferentemente do último filme do gênero que tivemos esse ano, "As Mães de Chico" em que as histórias são soltas e acabam muito mal ligadas, aqui os personagens mesmo tendo histórias avulsas estão bem conectados e mesmo sendo num formato até considerado novelesco não achei que atrapalhasse a narrativa no formato de filme. Só que já estão gastando demais as fichas no gênero e o público começa a ficar um pouco cansado do que anda vendo, mesmo a sala estando "lotada" numa segunda semana de exibição, muitos saíram não com caras de que tivessem gostado do que viu.

Quanto das atuações, o batido do gênero também Nelson Xavier volta não como o médium Chico, mas agora como um médico psiquiatra das Casa André Luis(patrocinadora do filme e que fazem referência em vários momentos no longa, o que é uma faca de dois gumes, ao mesmo tempo que mostra o serviço assistencial da empresa, a repetição das cenas pode estranhar um pouco), mas incrivelmente sempre consegue fazer uma interpretação primorosa e diferenciada para cada filme. E tirando as meninas que estão num bar numa conversa absurdamente horrível (mas isso nem cabe ser discutido na atuação e sim nos diálogos), os demais atores até fazem bem seu papel, nada que dê uma honra ao mérito, mas agrada.

Como já iniciei no parágrafo anterior, pra mim o grande problema do longa está nos diálogos, que além de focados na ideologia, transformando-se muitas vezes em institucional da religião, os que fogem um pouco são jogados sem se importar com nada, daí que nas conversas soltas que fogem da ideologia do longa, vemos algo lastimável que chega a doer os ouvidos e me fez perguntar, porque a pessoa está falando isso?

A arte é bacana (principalmente nas cenas de praia), bem desenvolvida e aliada a uma fotografia diferenciada(mas novelesca) e planos até um pouco incomuns para o gênero, o longa fica interessante de se assistir. Nada muito evoluído, mas muito melhor que o outro visto esse ano.

Não é algo que eu vá recomendar, mesmo porque como disse no início, é um filme ideológico e somente pessoas que estiverem aptas a comprar a idéia irão gostar, então se você é desse tipo vá, que vale, agora se você não é favorável, evite pois além de reclamar da ideologia vendida, vai reclamar de todo o restante. É isso, encerro essa semana de pouquíssimas estréias por aqui e voltamos na sexta-feira. Abraços.


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Não Tenha Medo do Escuro

10/17/2011 12:15:00 AM |

Tem filmes que não devemos chamar de terror, e em hipótese alguma podemos falar isso de "Não Tenha Medo Do Escuro", um filme que deixa o espectador preso da primeira cena até a última e com muita tensão e cenas tensas de se apreciar de um bom filme onde seja um pouco confuso, mas é assombradamente bom de assistir.

Na história, nos é mostrado Sally Hurst, uma criança solitária e introvertida, que acaba de chegar a Rhode Island para morar com o pai, Alex, e a nova namorada dele, Kim, na mansão do século 19 que eles estão reformando. Enquanto explora a ampla propriedade, a menina descobre um porão oculto, intocado desde o estranho desaparecimento do construtor da mansão um século antes. Quando Sally, inadvertidamente, liberta uma raça antiga e obscura de criaturas que conspiram para dragá-la para as profundezas infinitas da misteriosa casa, ela precisa convencer Alex e Kim que não se trata de uma fantasia, antes que o mal que espreita na escuridão os consuma.

Só lendo a sinopse já temos a idéia completa que Guilhermo Del Toro escreveu com minúcias, e entregou para o estreante Troy Nixey dirigir e nos mostrar mais um terror dos bons. O começo do longa pelo andor escuro que rolou, e as coisas que as criaturas falavam sem aparecer, me deu a nítida impressão que Del Toro estava fazendo uma versão terror de "O Labirinto do Fauno", e já fiquei meio apreensivo, pois não havia lido nem visto nada sobre o longa então apenas curti e me arrepiei com as coisas tensas que ocorrem.

A arte do filme embora quase nem vista, pois ele é realmente muito escuro na sua totalidade, se reparada vemos peças muito ricas de conteúdo, e tudo tem algum porque mesmo que seja simples, mas é bem colocado ou usado. Agradou bastante quando conseguimos ver. E toda a ideologia que foi criada para os seres que habitam a casa existirem, conseguiu ainda mais deixar tudo apavorador na cena da biblioteca onde é mostrado tudo isso. As criaturas são meio puxadas pro lado dos Gremlins do mal e não assustam pelo visual, é mais pelo lado do terror psicológico mesmo.

Como falei, foi optado pelo diretor uma fotografia extremamente escura, o que ao final do longa mesmo sendo um bom filme, pode cansar um pouco a vista e até termos várias reclamações a fazer, mas não podemos negar que essa opção fez com que o suspense e mistério, além claro do terrorzão ficasse mantido e assustasse mais.

Da parte da atuação, o que vemos são razoáveis interpretações, e assim como na maioria dos filmes de terror, o que vemos são pessoas indo para lugares que qualquer pessoa em sã consciência não iria, e coisas que também ninguém nunca faria. Tirando esse contraponto, os atores até que fazem bem seus papéis e agradam, a garotinha Bailee Madson é um pouco irritante, mas sabe fazer boas caras. Guy Pearce e Katie Holmes estão razoáveis, mas como são apenas meros coadjuvantes que custam a acreditar na pobre criança, até é aceitável.

Enfim, a volta às telas de um terror sem apelar para muito sangue voando e escorrendo pela tela(o qual eu adoro e não reclamo quando tem) mais envolvido no psicológico e que pode trazer alguma noite de tensão para as pessoas dormirem após assistir o longa. Eu recomendo com certeza como terror, pois a função principal que é deixar as pessoas com medo de algo, é passada perfeitamente. É isso, fico por aqui com a única estréia da semana daqui da região (os outros já vi em pré-estréia) e apenas vou ver um atrasado amanhã. Abraços pessoal, e até mais.


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Os Três Mosqueteiros em 3D

10/12/2011 11:51:00 PM |

Tem filmes que já foram feitos tantas vezes que já nem sei opinar qual versão que gosto mais, agora temos a mais moderna e cheia de efeitos que já foi lançada de "Os Três Mosqueteiros", que aliada a toda modernidade tal qual a filmagem utilizando as câmeras 3D, ainda conta com grandes atores no elenco que além de atrair público sabem fazer um bom uso da expressão dos diálogos com boas interpretações.

No longa é mostrado o jovem D´Artagnan que se une a três destemidos mosqueteiros nessa nova versão da clássica história de Alexandre Dumas. Entre lutas de espadas e perseguições alucinantes, eles precisam deter os avanços do vilão Richelieu, e defender-se das artimanhas da bela Milady.

O diretor Paul W. S. Anderson praticamente refez a história clássica que estávamos habituados a ver, e com isso terá milhões de pessoas a favor e a mesma quantidade de pessoas contra essa versão. O que mais pesa no caso aqui da minha opinião é que sempre sou a favor de grandes produções sem estragar a essência do longa, e pra mim a história dos mosqueteiros, pra que eles servem e o que faziam foi contada, então palmas para a super produção colocada, que modernizou a versão clássica, claro que muitos falarão sobre as dissidências históricas, mas não acho que pese tanto.

Outro ponto que cabe falar bem do longa é quanto a direção de arte, que está primorosa, com cenografias imensas e figurinos que até servem de momento de piada cômica inserido na própria trama. O orçamento estimado de US$ 100 milhões foi bem usado em cenografia, coisa que andam economizando ultimamente. Ainda quero saber se os dirigíveis foram feitos ou é CG, quem souber fale nos comentários e se eu achar algo falo também. Os efeitos, explosões e pirotecnia foram muito bem colocados no filme e são um show a parte a visualizar, destaque para as cenas nos dirigíveis.

Da parte de atuação não tenho nem o que falar, todos estão perfeitos em cena e até mesmo não estando em evidencia Cristoph Waltz consegue fazer bons papéis. É interessante isso colocar um time de estrelas e todas terem seus bons momentos em cena, e aqui o diretor soube dosar na medida exata para que não ficasse nenhuma sem brilho. Quando todos estão bem, inclusive a equipe de coadjuvantes e figuração, é difícil destacar alguém, mas colocaria mesmo aparecendo em poucas cenas Orlando Bloom, que consegue nas cenas que aparece chamar toda atenção para o que vai falar.

As trilhas em alguns momentos achei que destoaram do foco da cena, pois o visual estava todo focado em algo sério vinha uma trilha alegre. Mas tirando isso todas as músicas escolhidas foram bem agradáveis de se ouvir.

Quanto do 3D, embora tenha sido filmado e não convertido como vem aparecendo na maioria, em parte eu achei dispensável. A profundidade está muito boa, com várias camadas para se ver, porém é a velha briga da necessidade, o longa em si não pedia algo 3D, é um clássico, algo de época. Então salvo algumas poucas cenas que o diretor ou abriu o campo de visão imenso ou pôs o ator em foco completo com o público, o resto se quiser economizar, acredito que não vai  fazer falta alguma.

Enfim, é uma mega produção, bem feita e dirigida, não tem nada a ver com o livro nem com qualquer outra versão anterior, mas eu gostei e recomendo, poderia ser melhor talvez, mas faz valer o ingresso pago e até tem um pequeno epílogo após o escurecimento final completo, que quem sabe vem mais por aí. Fico por aqui hoje, mas amanhã tem mais. Abraços.


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Winter, O Golfinho em 3D

10/12/2011 04:25:00 PM |

O pessoal tá aproveitando uma boa leva de histórias reais interessantes que vem surgindo na mídia para roteirizar filmes baseados nelas e o pessoal que produziu e emocionou com a história real do jogador de futebol americano em "Um Sonho Possível", volta agora com a história do golfinho que perdeu a cauda em "Winter, O Golfinho", uma bonita história que emociona e é bem contada nos cinemas com bons efeitos e uma boa profundidade em 3D.

A história do longa é inspirado na emocionante história real de um golfinho fêmea chamado Winter, que perdeu a cauda em um acidente, mas conseguiu sobreviver graças a compaixão das pessoas.

A história embora infantil, e estreando na maioria das salas na versão dublada no Dia das Crianças, não considero algo gostoso de ver para a criançada, pois o tema é mais emocionante para adultos ao mostrar a questão de superação do que para aqueles que estão começando suas vidas agora, mas enfim algumas crianças saíram comentando que gostaram, então veremos a repercussão mais pra frente.

As atuações estão agradáveis e mesmo Morgan Freeman tendo aparecido apenas nas últimas cenas, ele sabe como deixar um filme com um bom tino. As crianças Nathan Gable e Cozi Zuehlsdorff souberam mostrar-se bem dinâmicas, mas a menina chega a ser um pouco irritante com seus pulinhos constantes, mas por ser seu primeiro filme, ainda pode melhorar. Harry Connick Jr. também está interessante e faz um doutor bem preocupado.

Quanto do 3D, muito bem usado tanto no começo dando uma boa imersão no fundo do mar, ao melhor estilo do documentário "Fundo do Mar 3D", durante o longa não é algo tão necessário, e volta com tudo nas cenas de construção da prótese com efeitos bem interessantes tridimensionais. Não é algo 100% necessário, mas aqui só veio nessa versão então, não é algo desperdiçável.

Enfim, como falei o longa é uma lição de vida para todos, principalmente para mostrar que perder uma perna, um braço ou até mesmo uma cauda, não é perder a vida, e juntamente com isso mostrar que é possível superar essas perdas. Assim como fizeram em "Um Sonho Possível", ao final são mostradas cenas reais de como foi o processo de salvamento da Winter real.

Eu gostei e recomendo, não é um longa que vá agradar a todos, pois muitos preferem uma ficção mais forçada do que uma história real bem contada, é interessante de se assistir apenas e emociona um pouco em alguns momentos. Fico por aqui, mas de noite tem mais um post aqui, então até mais. Abraços.


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