Os Caras Malvados 2 (The Bad Guys 2)

8/15/2025 01:05:00 AM |

Vou ser extremamente contraditório agora com tudo o que já falei de muitos filmes, reclamando de uma característica natural da Dreamworks Animation: colocar muita história em suas tramas! Sinceramente não sei o que me vem na cabeça para estar falando isso, mas esse é um grandioso defeito das tramas animadas da companhia, pois enquanto suas concorrentes procuram colocar mil texturas nos filmes, ou então enfeitar a cena com tanto colorido e personagens sem valor algum, a Dreamworks segue a linha mais das animações orientais, enchendo seus personagens de dilemas e entregas, criando histórias amarradas ao máximo, e claro botando as devidas sacadas para marcar presença na tela. Claro que isso jamais me atrapalhará, mas não digo o mesmo para a criançada, que geralmente é o foco das animações, mas isso é apenas um mero detalhe. Dito tudo isso, posso dizer que fiquei muito feliz de ver que não derraparam nas escolhas de como continuar uma das melhores animações de 2022, pois "Os Caras Malvados 2" começa já introduzindo em no máximo 5 minutos tudo o que aconteceu no longa anterior, e depois se desenvolve completamente cheio de requinte, de cenas de ação e de sacadas com muitos filmes e situações reais que andamos vendo por aí, numa constante evolução para seguirem com mais longas, e principalmente divertindo quem gosta dessa pegada menos "fofinha" e mais fria e cheia de ironia entremeada. Ou seja, é uma trama que funciona dentro da proposta, que dá um seguimento interessante para os personagens, e que ao brincar bastante se desenrola fácil, agradando quem for esperando algo do estilo, e não tanto para vender brinquedos.

O novo longa nos conta que cinco anos após os eventos do primeiro filme, Sr. Lobo e sua trupe infame de foras-da-lei decidiram abandonar o crime e se tornarem bons cidadãos, precisando aprender a lidar com as consequências dessa decisão. É mais difícil do que esperavam, lutando continuamente para ganharem a confiança e a aceitação das pessoas. Uma nova aventura surge, porém, quando um esquadrão de mulheres bandidas os força a fazer um serviço perigoso. Será preciso, então, dar uma pausa na aposentadoria para realizar o que dizem ser seu último trabalho.

Já falei isso algumas vezes e sempre aplaudo quando vão fazer continuações e usam os diretores dos originais, pois eles já trabalharam seus personagens e sabem aonde devem mexer ou pontuar para manter e desenvolver o que fez sucesso, e claro ajustar aonde foram as falhas, ao ponto que aqui Pierre Perifel fez um crescente na parte da história, melhorou alguns traços e principalmente não se segurou apenas na HQ que deu base ao original, botando os personagens em muitas situações malucas, e começando e encerrando quebrando a parede para que o protagonista conversasse com o público bem ao estilo de alguns clássicos. Ou seja, ele fez uma história de mudanças e superações, sem jogar apenas para o público como algo de meio de caminho para montar uma trilogia, mas sim brincar com a essência, dar as devidas dinâmicas, e abrir muitas outras possibilidades com o final escolhido, e assim sendo, irei aguardar notícias breves do que virá dos personagens.

Não diria que tenha sido uma correção do longa anterior, mas tiraram na dublagem todos os atores famosos e colocaram dubladores de profissão, e felizmente isso não atrapalhou, pois os tons foram mantidos, e a essência claro dos personagens também seguiu bem colocada. E falando mais dos personagens individualmente, ficou bem bacana agora o relacionamento do Sr. Lobo com Diana Raposina, sendo algo que não foi apenas jogado, mas sim desenvolvido e com um charme bem bacana. Tivemos as boas conexões entre o Sr. Cobra com Sina/Susan, e ainda os disfarces icônicos do Sr. Tubarão. E falando das vilãs novas colocadas, já pontuei a conexão da corvo Sina/Susan cheia de personalidade e artimanhas com facas, a gigante Javalina com um sotaque russo bem arrastado e divertido pela explosão, e claro a chefe do grupo Gatinha Felina no melhor estilo impositivo e intenso, que até impacta pela potência em si, mas que acaba funcionando dentro da proposta do longa.

Visualmente o longa manteve os mesmos tons de cores, e como falei deram uma boa melhorada nos traços, ainda mantendo o misto entre 2D tradicional e 3D misto composto por sombras e formas, aonde não chega a ser uma explosão computacional apenas, mas sim todo um conteúdo maior. Não fui conferir o longa numa sala 3D, por não baterem os horários das sessões, mas dá para notar algumas profundidades e elementos saindo para fora da tela, então quem for e quiser comentar depois, os comentários abaixo estão sempre abertos.

Enfim, é uma animação bem descontraída e divertida, que funciona demais na tela, sendo daqueles que certamente vamos nos lembrar e torcer por continuações, afinal os personagens são caricatos e cheios de desenvoltura, além de não ser uma trama fechada somente para crianças, aliás, alguns vão gostar pelas muitas cores vivas, mas a história mesmo é mais pegada para adultos, então fica a dica na hora de escolher levar os pequenos. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais dicas, então abraços e até logo mais.

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Os Enforcados

8/14/2025 01:19:00 AM |

Quem der só uma leve revirada nas minhas postagens vai achar rapidamente a seguinte frase que escrevo aos montes: "não vá conferir o filme com expectativas", e o que eu faço? Vejo algum filme que imagino algo, crio milhares de teorias, e pronto, lá vou me desapontar com algo que não foi ruim, muito pelo contrário, mas que esperava tanto pelos atores, pelo diretor e pela temática em si, que acabou o filme "Os Enforcados" e a sensação que tive é que ficou faltando aquele algo a mais que estava esperando. Claro que muitos verão de uma perspectiva diferente e irão tirar diversas conclusões sobre cada assunto mostrado na tela, e de certo modo muito do que vemos no longa, mesmo sendo ficção, tem um bom embasamento dentro do mundo dos jogos ilegais e dos "mafiosos" nacionais, porém o diretor optou por um estilo um pouco novelesco demais, aonde a trama acabou ficando solta e necessária de muitos elos, o que no final acabou ditando um ritmo acelerado sem causar o impacto que poderia com o fechamento. Volto a frisar que não é ruim, pois tem pegada e dinâmicas interessantes, mas com pouquíssimos ajustes viraria um filmaço de suspense policial.

O longa nos mostra que Regina e Valerio estão felizes no relacionamento e levam uma vida descontraída na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Mas desde a morte do pai de Valerio, o maior mafioso da cidade, eles procuram uma saída do ninho de vespas criminosas que é o negócio da família. Mas ao mesmo tempo, o casal também têm despesas e dívidas para quitar e o tio de Valerio, Linduarte insiste que o sobrinho assuma o negócio. Numa noite acidental, os dois encontram uma solução para o problema: matar o tio e vender o negócio. Mas ao fazer isso, mergulham ainda mais na violência da qual queriam escapar.

Lembro da sessão especial que tive junto do diretor Fernando Coimbra quando ele lançou seu primeiro longa "O Lobo Atrás da Porta", pois a trama ali foi tão marcante e intensa que você sentia o peso da mão do diretor e roteirista no que desejava entregar, e acredito que foi justamente isso o que faltou para que sua nova obra ficasse marcante, afinal a violência gráfica aqui predominou bem mais forte que na sua trama de 2013 que era bem mais psicológica, porém aqui dava para ele ter trabalhado bastante com o psicológico dos protagonistas para que isso fluísse mais sem precisar colocar tantas dinâmicas soltas. Ou seja, é fácil notar que aqui o diretor teve um cuidado maior para que a trama fosse tensa sem ser pesada como casualmente são as circunstâncias do mundo do crime nacional, mas talvez por ter conhecido já duas ótimas obras dele, esperava que aqui ele fosse mais além.

Outro grande fator que fez minhas expectativas irem para o alto foi o fato de Leandra Leal voltar a ser dirigida pelo ator, afinal ela sempre mostrou a qualidade de suas interpretações, e aqui ela se jogou fazendo bons trejeitos para sua Regina, sendo bem intensa e marcante, principalmente nos atos finais, mas floreou demais nos traquejos novelescos, e assim sendo ficou um pouco abaixo do que poderia, mesmo agradando com o que fez. E claro um dos melhores atores nacionais se chama Irandhir Santos, pois sabe fazer de qualquer papel seu ficar chamativo, de modo que aqui seu Valerio até tem pegada e consegue impactar em alguns bons atos, mas faltou convencer mais nas dinâmicas finais, ficando frouxo como a mulher tanto falou dele durante as cenas encapuzado. Ainda tivemos outros bons personagens soltos com Stepan Nercessian, Irene Ravache e Ernani Pires, de modo que sobrou para Thiago Tomé e Pêpê Rapazote para segurar as dinâmicas secundárias.

Visualmente o longa foi muito bem ambientado em uma mansão em reforma, e o terror mental na cabeça da protagonista vendo a mancha na parede a todo momento foi bem intenso, fora a lambança da cachorrinha pisoteando no sangue e andando pela casa, enquanto ela limpa o quarto, tivemos alguns atos interessantes na quadra da escola de samba, e atos bem intensos num porto com contêineres, e na cena junto dos demais bicheiros já dava para imaginar o desfecho que ocorreria no próximo almoço, ou seja, a equipe de arte funcionou bem nas cenas e dinâmicas entregues, principalmente a matança do ato final. 

Enfim, é um filme interessante, que certamente poderia ser muito melhor e mais impactante, mas que acabou ficando exageradamente novelesco, e assim tivemos alguns atos desnecessários que acabaram comprometendo um pouco no resultado completo da trama. Ainda assim vale a recomendação para conferir as boas atuações à partir do dia 14/08 nos cinemas, e quem curte o estilo novelesco até pode ser que não reclame tanto quanto eu, desde que veja sem esperar muito dele. E é isso meus amigos, fico por aqui agradecendo o pessoal da Sinny Assessoria e da Paris Filmes pela cabine, e volto amanhã com mais dicas, então abraços e até logo mais. 


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VOD - Missão Titã (Slingshot)

8/12/2025 01:33:00 AM |

Muitas vezes me pego igual aquelas pessoas que abrem o armário lotado de roupas e fala que não tem nada para poder usar, ou abrem a geladeira cheia e diz que não tem nada para comer, pois olho para as diversas plataformas de streaming que assino, e digo que não tenho nada para ver, mesmo com as minhas listas em cada uma estando passando de cem títulos, ou seja, é uma tremenda de uma ironia, mas aí o que faço? Vejo um filme que parece interessante, e alugo! E pronto, mais um grande acerto para a conta, pois "Missão Titã", que pode ser conferido nas diversas plataformas de locação (no meu caso foi pela Amazon Prime Video), é daqueles filmes cheio de conflitos, cheio de desenvolturas, que no final você fica se perguntando se você entendeu tudo, ou se foi realmente enganado do começo ao fim, pois as cenas finais fazem o queixo cair e a cabeça fritar por completo, mas pode ser apenas efeito da droga no protagonista, ou não? Já diria Shakespeare: eis a questão! Claro que não vou colocar a minha opinião sobre o desfecho, afinal seria um spoiler gigantesco para todo o restante, mas diria que acredito na cena de encerramento! Mesmo que ela tenha me dado um belo de um bug na cabeça!

O longa acompanha um trio de astronautas de elite a bordo de uma missão de anos, possivelmente comprometida, à lua Titã, de Saturno. À medida que a equipe se prepara para uma manobra de estilingue altamente perigosa que os catapultará para Titã ou para o espaço profundo, torna-se cada vez mais difícil para um astronauta manter a noção da realidade.

O mais bacana do diretor Mikael Håfström é que ele realmente quis fazer a cabeça do público ficar tão confusa quanto as dos protagonistas, só tendo uma leve diferença que eles estavam sob efeito de drogas para hibernarem na viagem pelo espaço, e nós não, mas essa brincadeira ficou bem interessante, principalmente pelos atos finais, pois até mais da metade, tudo flui normal, e mesmo tendo toda uma loucura presente pelas efeitos colaterais das drogas, o diretor usa de muitos símbolos e dinâmicas, e assim o resultado funciona bem, mas quando tudo bagunça de vez, aí nem com muito roteiro pronto na mão você irá ficar com o queixo na boca, pois chega a dar vontade de voltar tudo e ver novamente para ver se não houve um erro, e quando isso é feito com acerto, aí sim merece aplausos, pois alguns diretores até tentam fazer essa jogada, mas aí vira uma bagunça e nada flui.

Quanto das atuações, Casey Affleck é daqueles atores difíceis de conseguirmos nos envolver, mas diria que seu John pode ser considerado um dos seus melhores papeis que ele desenvolveu, pois o que ganhou o Oscar qualquer um que estivesse naquele papel ganharia, e aqui sua entrega teve nuances conflituosas, olhares pesados cheios de trejeitos, e dinâmicas fechadas aonde ele precisou se mostrar realmente como um ator, sem ter muitos artifícios para se livrar, e assim sendo acabou agradando com o que fez. Certa vez conversando com um amigo sobre atuações, comentei de alguns atores que devem ser difícil contracenar pela imposição cênica que entrega, e Laurence Fishburne é um deles, de modo que aqui seu Capitão Franks tem um quê explosivo da mesma forma que tem dinâmicas abertas, e assim sendo ele segura o seu personagem e todos os demais ao seu redor, o que agrada bastante, mas também incomoda bastante, e certamente era isso que o papel pedia, e ele fez com precisão. Já Tomer Capone fez com seu Nash fosse tão desesperado quanto impulsivo, de modo que vemos seus medos e nuances incomodarem não só nós, quanto também os demais ao seu redor, e essa essência foi muito bem entregue pelo ator do começo ao fim. Ainda tivemos algumas cenas de Emily Beecham com sua Zoe, mas chega a ser quase que exagerado suas quebras, e isso incomodou um pouco.

Visualmente o longa tem um lado mais simples que é o dentro da nave, com ambientes todos em branco e azul, tendo apenas algumas telas e claro a câmara de hibernação com o preparo das drogas sendo injetado para o protagonista dormir durante 90 dias, tendo algumas cenas mais intensas numa cozinha e também numa espécie de bicicleta para os treinos, além de alguns momentos dentro do reator da nave, mas também tivemos atos mais marcados na Terra com o protagonista vendo as apresentações da viagem num telão com outros candidatos, cenas numa academia e também no quarto com a namorada, tendo toda uma ambientação bem bonita.

Enfim, é um filme que fui conferir esperando algum entretenimento e acabei com uma boa dor de cabeça pela confusão toda que me entregaram, e isso não é ruim de forma alguma, pois mostrou-se um longa intenso e marcante como desejava conferir, e assim sendo recomendo ele com certeza. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais dicas, então abraços e até logo mais.


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Uma Sexta-Feira Mais Louca Ainda (Freakier Friday)

8/11/2025 01:18:00 AM |

Hoje fiz algo que há algum tempo não fazia, conferir o longa antigo, acabar e ir direto para a sessão da continuação, e posso dizer que funcionou bastante, pois fazem mais de 20 anos que vi o original "Uma Sexta-Feira Muito Louca", e certamente não lembraria de nada das referências colocadas no novo filme, ou seja, não digo que seja algo dependente rever ou lembrar do filme de 2003 para conferir "Uma Sexta-Feira Mais Louca Ainda", mas se for possível dará um extra na experiência, que posso dizer que foi bem divertida no melhor estilo Sessão da Tarde costumeiro que era aonde esse filme ficava passando aos montes. Ou seja, é daqueles longas que você não vai esperando assistir e sair refletindo sobre a vida, ou que verá motes extremamente engraçados, mas que funciona exatamente como o original: apenas um passatempo para a tarde, aonde alguns irão rir mais e outros apenas irão se divertir com as confusões de trocas de corpo, e assim sendo o resultado foi agradável tanto para eu e minha irmã, quanto para os vários que lotaram a única sessão legendada da cidade (o que é uma pena, afinal muitas piadas só funcionam na versão original!). Sendo assim, entre no clima do começo do século, e brinque com as entregas, que pode ser que você já esteja velho como as protagonistas falam e goste de ouvir Coldplay, mas do contrário, tente entender a piada apenas para rir.

O longa nos mostra que após os eventos inusitados de Sexta-Feira Muito Louca, onde Anna (Lindsay Lohan) e Tess, que são mãe e filha, trocaram de corpos e aprenderam lições valiosas, mas agora as coisas tomaram um rumo ainda mais estranho. Anna agora é mãe de uma filha e se prepara para ser madrasta, enquanto Tess, agora avó, também está em um momento de grandes mudanças. Quando suas vidas se cruzam novamente, enfrentando os desafios de duas famílias se unindo, Tess e Anna descobrem que, de algum modo, o raio pode cair duas vezes na mesma família. Uma nova crise de identidade se aproxima, e as duas terão que aprender mais uma vez a lidar com a transformação de suas vidas de maneira inesperada e cheia de surpresas.

Se no original Mark Waters estava apenas começando suas direções, tendo apenas alguns poucos trabalhos, aqui Nisha Ganatra assume a direção com muitos trabalhos já premiados, e assim ela não quis que seu filme ficasse apenas como algo jogado, como vem acontecendo com muitos clássicos realocados depois de muitos anos, mas sim que todos os personagens marcantes do original voltassem com 20 anos a mais no corpo, e que contando com mais experiências pudessem dar um ganho mais marcante na telona, o que acabou acontecendo. Ou seja, a diretora conseguiu brincar bastante com toda a essência e trouxe para a tela uma trama cheia de virtudes, e também algumas falhas, afinal ela não traz uma ousadia para seu filme, mas sim algo que quem conhece o estilo talvez se sinta "ofendido" com a forma que tudo é trabalhado, porém funcionando dentro da proposta que tanto falo de passatempo de Sessão da Tarde. 

Quanto das atuações, volto a dizer que foi muito bacana rever muitos personagens antigos agora mais velhos, mas também senti a falta de alguns, como por exemplo o irmão Harry e talvez aparecer também o avô ainda mais senil gritando por terremoto do primeiro filme, mas as principais conseguiram suprir bem essas faltas, falando primeiramente de Jamie Lee Curtis, que se no primeiro filme conseguiu capturar todos os trejeitos de sua parceira cênica, aqui incorporou a outra jovem e se jogou completamente com uma Tess ainda mais maluca, misturando os problemas de moda juntamente com os problemas da senilidade, ou seja, dando um show com seus ótimos trejeitos. Lindsay Lohan tinha dado meio que uma desaparecida, mas agora que os boletos voltaram a surgir e também as continuações/refilmagens de seus antigos projetos fez com que voltasse a trabalhar bastante, e agora sua Anna é mais impulsiva do que quando jovem, sendo uma mãe meio que perdida, mas cheia de nuances e boas expressividades, o que acabou brincando bastante ao incorporar sua filha no corpo dela, o que foi bacana, por ser uma jovem mais fechada. E falando da filha, no caso Harper, que Julia Butters conseguiu mudar completamente de nuances ao ser incorporada pela mãe, arrumando o cabelo, a postura e até os jeitos mais "empreendedores", que fez com que a jovem se jogasse por completo em cena. A outra que troca de corpo é Sofia Hammons que conseguiu pegar sua Lily e mudar de uma chatinha para outra genial com a incorporação de Tess, tendo nuances rápidas e claro mais psicológicas, dando uma boa brincada em cena. Ainda vale destacar Manny Jacinto tentando fazer um Eric "sexy", mas sendo um pouco esquisito para o padrão de qualidade da protagonista, e claro as voltas de Mark Harmon já bem velhinho trabalhando a senilidade com poucos elos, mas bem alocados, e também Chad Michael Murray que aí sim teve uma grande evoluída com seu Jake, mas não entregando tanto quanto poderia, ficando bem secundário como no primeiro filme. E falando em secundários, tivemos Maitreyi Ramakrishnan fazendo uma Ella totalmente subaproveitada, e as antigas amigas da protagonista Haley Hudson e Christina Vidal voltando no final para uma apresentação de fechamento.

Visualmente tivemos alguns atos meio que estranhos, por exemplo as provas de roupas da cantora com comidas e tudo mais, tivemos um estúdio musical aonde a protagonista trabalha, a casa da mãe e da protagonista bem no estilo tradicional americano, sem grandes facetas, a conexão com o mar da jovem garota e da moda com a outra garota, o restaurante do namorado e a loja de discos do ex, uma festa de despedida de solteira num bar estranho, e até a vidente atendendo nos lugares mais inusitados, isso tudo com um formato colorido demais, que por vezes até soaram cansativos, mas representativos ao menos.

Enfim, é um longa divertido, que entretém bastante quem for conferir sem grandes expectativas, pois ele entrega o básico de forma bem feita, e que como disse ficou muito bacana ir logo após ter visto o longa de 2003 antes da sessão (foi uma diferença de 45 minutos entre o fim dos créditos e o início dos trailers do novo). Então fica assim sendo a dica, e eu fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais textos, então abraços e até logo mais.


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Pequenos Invasores (Headspace)

8/09/2025 06:55:00 PM |

Costumo dizer que alguns países andam entrando de cabeça nas animações, pois além de poder viajar nas ideias, também podem brincar com texturas e personagens de formas que ninguém imagina, e hoje fui conferir o longa "Pequenos Invasores" imaginando que seria uma dessas produções secundárias dos EUA, que tentam pegar o público infantil que não liga para personagens famosos, mas na verdade o que me foi entregue era uma produção sul-africana com uma pegada até que bem trabalhada na tela, embora tenha algumas dinâmicas meio que bobinhas demais. Ou seja, é um filme aonde vemos um estilo diferente da essência que estamos acostumados a ver, mas que acaba sendo divertido e leve de proposta ao mostrar como seria se aliens invadissem nosso cérebro e passassem a controlar nossos movimentos e atitudes para que ajudássemos eles contra um inimigo que lhes seguiu, não sendo algo tão fácil de se imaginar, mas que ao menos tem momentos caricatos bobinhos bem encaixados, e assim agrada na maior parte do tempo.

O longa nos conta que depois de um maluco acidente, os alienígenas Gus, Sophie e Max, dentro de uma minúscula nave espacial, acabam acidentalmente se alojando dentro do cérebro de Norman, um humano de 14 anos. Com isso, eles podem ver o que ele vê e ouvir o que ele ouve. O desafio agora é conseguir a ajuda de Norman para cumprir uma importante missão contra um vilão intergaláctico que está alojado no cérebro da diretora da escola. Norman, seus amigos, e os alienígenas vão enfrentar uma batalha galáctica entre o bem e o mal, mostrando de forma divertida e inusitada que a união faz a força!

Talvez os diretores estreantes Paul Meyer e Gerhard Painter tenham se afobado um pouco demais, querendo colocar um pouco de tudo em seu primeiro filme, porém com isso conseguiram brincar bastante na tela, mas sem conseguir fluir rapidamente dentro do estilo, de modo que seu longa já começa com tudo acontecendo, meio que sem apresentações ou dinâmicas que nos faça criar alguma conexão com os personagens, e isso acontecer nesse estilo é o perigo máximo para fazer as pessoas desfocarem durante todo o restante da trama. Mas felizmente a trama é curta, e com isso o resultado acaba acontecendo, passando longe de ser algo memorável, mas que ao menos não desanda como outros primeiros filmes e primeiras animações, além de não ter sido fechado exatamente o ciclo da trama, e assim quem sabe se houver uma continuação já estaremos mais familiarizados com os personagens e com a ideia toda.

E falando nos personagens, diria que o meio humano tentou brincar com todos os tipos de pessoas, da forma tradicional de vamos homenagear ou tentar que cada um se conecte a um amigo do protagonista, ao ponto que chega até ser engraçado uma escola com tantas pessoas diferentes. Dito isso, o foco mesmo ficou em Norman, um garotinho atrapalhado, mas que foi bem dublado e desenvolvido para ser um sonhador mais desenvolto, ao ponto que certamente muitos irão comparar ele com o garotinho da Pixar desse ano, Elio, e isso é um grande risco que nem tinha pensado durante o filme, e agora escrevendo me veio essa conexão, mas aqui com tudo rolando na Terra, a proposta é ao menos mais segura, e menos fantasiosa, embora tenha toda a loucura dos personagens na cabeça do protagonista. E falando dos personagens da cabeça, foram bem colocados os três "guerreiros" com uma pegada que não ficasse bobinha demais, mas também não tão amarrada, e isso acabou funcionando bastante dentro da proposta completa. 

Visualmente o longa até tem uma traçado simples, porém cheio de detalhes e até uma certa tridimensionalidade bem usada por sombras, aonde todo o desenho funciona tanto nas cenas espaciais, quanto nas cenas dentro das cabeças, e também na escola e na cidade, tendo algumas "locações" interessantes como a locadora/biblioteca com o rapaz viciado em situações conspiratórias, tivemos a construção gigantesca dentro da escola para a conexão com a nave-mãe, e até mesmo a brincadeira com as conexões do cérebro, além de buracos-negros no espaço e dinâmicas chamativas, ou seja, a equipe de arte brincou bastante com o que tinha em mãos.

Enfim, é uma animação simples que funciona dentro da proposta completa, que até poderia ter ido mais além, mas como já disse é o primeiro trabalho dos diretores, então nem tinham tantos artifícios, e claro dinheiro para isso, mas mostra que a África do Sul também vem para a briga nas animações, e como já disse outras vezes, isso é ótimo, afinal sempre é bacana ver a opinião desenhada na tela por muitos países mundo afora. E é isso meus amigos, fica a dica para a conferida, e eu fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais dicas, então abraços e até logo mais.


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A Hora do Mal (Weapons)

8/09/2025 03:28:00 AM |

Desde o dia que vi o trailer do longa "A Hora do Mal" fiquei intrigado com o que me seria entregue na telona, pois é o tipo de trailer que todo filme deveria ter: aquele que não mostra nada da história, mas que instiga você a querer ir conferir, e com isso acabei criando milhares de teorias na cabeça do motivo do sumiço das crianças, que tipo de entidade seria, e muito mais, aí hoje procurando o pôster dele que vi o nome original, "Weapons", e fiquei ainda mais encucado, mas segui confiante de que veria algo legal na tela, afinal as notas dos amigos críticos têm sido tudo lá no alto, e para minha surpresa a última sessão de hoje (única legendada para variar) na Imax bem cheia quando fui retirar o ingresso, ou seja, o marketing do longa convenceu a galera a ir conferir. Aí você vem e fala que o Coelho tá enrolando para falar, e não vou dar spoilers, afinal essa é a grande sacada do filme, ele te assusta com alguns "jumpscares" (cenas que pulam algo com muito barulho para pegar o espectador desprevenido), intriga com a forma quebrada de mostrar a visão de cada personagem principal da trama, conectando cada situação final e a ampliando, e com um começo narrado bem cheio de facetas, ou seja, o pacote completo para convencer e agradar. Mas nem tudo são flores, embora excelente e diferente dos terrores padrão de atualmente que só usam fórmulas repetidas, as várias visões de cada personagem acabam cansando lá pro quarto ou quinto nome, e deram uma leve exagerada em alguns atos cômicos que fazem o cinema todo rir, o que dava para ser amenizado, mas não chega a atrapalhar a tensão final, e assim sendo vale a recomendação como um pacote completo.

O longa acompanha o desaparecimento de 17 crianças – exceto uma – de uma mesma classe que misteriosamente, ao mesmo tempo, fogem de suas casas de madrugada. Sem nenhum sinal de arrombamento ou sequestro, a cidade inteira demanda respostas sobre o que pode ter acontecido naquela noite. Quem ou o que poderá estar por trás deste estranho mistério? Enquanto os pais lutam para entender o que aconteceu, as autoridades buscam por informações pela pequena cidade.

Diferente do seu longa anterior ("Noites Brutais"), o diretor e roteirista Zach Cregger não quis forçar a barra para que acreditássemos na entrega dos personagens na tela, muito pelo contrário, ele acabou brincando com todas as facetas possíveis, ângulos e personalidades de cada situação impactante do filme, o que volto a frisar que depois do quarto personagem acaba incomodando um pouco, mas essa formatação escolhida deu um viés tão bacana para tudo, que mesmo não ficando um terror arrepiante, a essência acaba sendo tensa e interessante por completa, e assim funciona bastante mostrando que o diretor tem estilo, e possivelmente vai causar ainda mais se seguir essa linha.

Quanto das atuações, o filme tem muitos protagonistas, e isso pesa um pouco na tela, pois como já falei muitas vezes, o diretor precisou dividir o tempo de tela para que toda a essência de cada personagem fosse desenvolvida e funcionasse, mas a base principal ficou com Julia Garner bem encaixada com sua Justine dinâmica, preocupada em tentar entender tudo o que está acontecendo na cidade, e principalmente com seus alunos enquanto os pais a culpam pelo sumiço, ou seja, a atriz teve de se jogar por completo para ir além, e conseguiu. Outro que acaba aparecendo bastante é Josh Brolin com seu Archer, cheio de imposição, porém desesperado para saber o que aconteceu com o filho, sendo impulsivo e chamativo conseguiu segurar bem a onda nos atos de tela sem soar falso demais. Alden Ehrenreich trabalhou seu Paul meio que inseguro demais na tela, mas também tendo uma desenvoltura bem marcante nos atos mais fortes do final, de modo que acabou se jogando bastante e agradou no fechamento. Benedict Wong num primeiro momento pareceu estranho com seu Marcus, mas depois ficou ainda mais maluco quando tudo acontece com seu personagem, e isso mostrou uma faceta que desconhecia do ator, e me agradou bastante. Austim Abrams fez de seu James um personagem completamente surtado, e isso deu um gás bem maluco para suas dinâmicas, ao ponto que parecia jogado em cena, mas depois foi bem com tudo o que teve de fazer. O garotinho Cary Christopher soube ser ousado e chamativo com seu Alex, aparentemente bem fechado nos atos iniciais sem entregar tudo, mas depois quando vemos os motivos acabamos gostando demais do que ele faz em cena. E ainda tivemos Amy Madigan perfeita com sua Gladys intensa e fora da casinha por completo, que acaba chamando bastante atenção e tensão para que suas cenas não ficassem jogadas, mas sim estranhas e marcantes. Fora outros que ficaram apenas como secundários, valendo um leve destaque para Whitmer Thomas e Callie Schuttera como os pais do garotinho, que entregaram cenas bem tensas com garfos.

Visualmente o longa foi bem violento no uso de sangue nas mortes mostradas em primeiro plano, que acabam sendo marcantes e funcionais, tivemos um bom uso da escola e dos símbolos ali presentes, e claro todas as casas por onde mostram as crianças correndo, junto de toda a investigação, ou seja, um filme investigativo com bons detalhes, que nem vou falar tanto de cada elemento, afinal tudo pode ser um grande spoiler.

Enfim, é um filme com muitas facetas, e que foge do tradicional filme de terror que estamos acostumados a ver na telona, aonde tudo funciona muito bem, e que mesmo nos erros acaba acertando e agradando, então vá sem medo, que mesmo não sendo seu gênero favorito você irá curtir. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais dicas, então abraços e até logo mais.


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Drácula - Uma História de Amor Eterno (Dracula: A Love Tale)

8/08/2025 10:10:00 PM |

Costumo dizer que algumas obras já foram tão remexidas que nem sabemos mais como é a história original, e nesse ano não obstante, já é o terceiro longa que vemos com vampiros, e segundo contanto uma adaptação de Beam Stocker, ou seja, deixa o cara descansar na cova dele em paz! Dito isso, o longa "Drácula - Uma História de Amor" até possui momentos interessantes e um som potente e chamativo, porém sua primeira metade é tão lenta e morosa que chega a dar muito sono, não sendo recomendável conferir após uma semana cansativa e a noite, mas quem sobreviver acabará tendo bons momentos no final, com figurinos bem trabalhados de época, mas uma maquiagem que certamente irá entrar para o Framboesa de Ouro. Ou seja, é daqueles que se fosse melhor desenvolvido até chamaria muita atenção entre os fãs do estilo, mas como falha mais do que agrada, o resultado final acaba sendo mediano demais.

A trama se desenrola após a morte de sua esposa Elisabeta no século XV, um príncipe desiludido renuncia a Deus e se transforma em vampiro. Séculos depois, em Londres no século XIX, durante a Belle Époque de Paris, este homem, agora conhecido mundialmente como Drácula, encontra uma mulher que lembra estranhamente sua falecida e amada esposa. Então, ele decide persegui-la, pois acredita que ela possa ser uma reencarnação de Elisabeta, e assim ele sela seu próprio destino. Drácula: A Love Tale é uma profunda narrativa de amor e paciência, onde um homem precisa esperar por 400 anos pela possível reencarnação da sua amada. O filme vai explorar a eterna busca por amor e a esperança de reencontrar a alma gêmea através dos tempos.

Quem conhece um pouco do estilo do diretor e roteirista Luc Besson, certamente irá aos cinemas esperando uma mudança completa na obra de Bram Stocker, porém diria que ele até foi contido nas suas loucuras, entregando algo com uma síntese bem marcada na essência amorosa, mas sem enfeitar muito o que tinha nas mãos, e diria que esse foi o maior defeito do diretor, pois o longa pedia mais intensidade, e acabou tão morto quanto o personagem principal com seus mais de 400 anos, que aliás, não nos é mostrado como virou um vampiro, ou seja, mais uma falha ou quem sabe eu tenha dormido e perdido essa parte 

Quanto das atuações, Caleb Landry Jones até entregou um elegante Vlad/Dracula, porém seus trejeitos ficaram forçados demais, algo que usualmente ocorre nas suas entregas, ou seja, dava para ter brincado mais com as devidas facetas do papel ao invés de ficar exageradamente um bom moço sedento por sangue. Outro ator que sempre sabemos o que vamos ver é Christoph Waltz, e aqui o seu Padre acaba sendo engraçado demais para o que o personagem pedia, de modo que ele sempre faz bons papéis, tem bons traquejos, mas força demais com tudo o que faz na tela. Ainda tivemos Zoë Bleu bem sexy com sua Elisabeta/Mina, tendo algumas boas entregas, porém não chamando tanta atenção quanto deveria, e para piorar Matilda De Angelis chamou muito mais atenção na tela com sua Maria do que a protagonista, é isso é uma falha imensa. Quanto aos demais não diria que vale destacar ninguém, tendo leves aparições para Ewens Abid com seu Jonathan Harker, Guillaume de Tonquédec com seu Dumont e Bertrand-Xavier Corbi com seu Capitão Targol.

Visualmente como já disse no começo, o longa tem bons figurinos, locações chamativas como o castelo do Drácula e uma Paris bem marcante, e até alguns atos de batalha bem intensos e marcantes, porém nos atos que necessitou da equipe de maquiagem, a falha foi tô feia que chega a incomodar mais do que agradar, principalmente com a velhice do protagonista.

Enfim, é um passatempo razoavelmente mediano, que quem não ligar para tantas falhas até pode ser que curta como uma nova roupagem do clássico, mas é daqueles que quem pular não perderá muita coisa, então fica a dica. E é isso meus amigos, fico por aqui agora, mas vou tentar a sorte com mais um longa nessa noite, então abraços e até daqui a pouco.


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A Melhor Mãe do Mundo

8/08/2025 12:43:00 AM |

Costumo dizer que já conheço bem o estilo de alguns diretores, pois tirando os malucos que atacam cada vez em um gênero, ou então que se reinventam a cada novo longa, os que já fizeram sucesso alguma vez procuram manter a pegada, e uma diretora que sabe segurar o espectador, mesmo ele sabendo exatamente o que vai acontecer cena após cena, é Anna Muylaert, e já friso que isso não é algo ruim, muito pelo contrário, acaba sendo divertido esperar os momentos-chaves de seus filmes, e com seu novo longa, "A Melhor Mãe do Mundo", ela foi muito segura de passar na tela situações que vemos aos montes em nosso país, ou melhor, no mundo, de mulheres que sofrem abusos de seus maridos, e que por vezes optam por voltar para o lado deles por achar que precisam de algo que eles têm para oferecer a elas, e não só isso, como outros temas difíceis de se pensar e refletir são pontuados na dinâmica completa, sendo arrepiante ver alguns atos e não sentir todo o drama proposto ali. Ou seja, é daqueles filmes que você praticamente vive com a protagonista, e sente seus dramas, fica triste por algumas decisões, se emociona com outras, e que se errassem a mão na escolha acabaria com o longa, mas aqui Shirley Cruz foi brilhante para não falar outras palavras!

O longa acompanha uma catadora de recicláveis chamada Gal que decide fugir dos abusos do marido Leandro após tentar denunciá-lo e ser ignorada pela polícia. Focada em proteger seus filhos, a mulher abandona a casa, coloca suas duas crianças pequenas, Rihanna e Benin, na carroça e as leva numa jornada pela cidade de São Paulo. Tentando garantir a inocência dos filhos, Gal os faz acreditar que estão vivendo uma grande aventura, mesmo diante de inúmeros sacrifícios e perigos da rua.

Já disse acima que a diretora e roteirista Anna Muylaert ("Que Horas Ela Volta", "Durval Discos", "É Proibido Fumar") é daquelas que sabemos o que vamos encontrar, mas de forma alguma vemos um filme seu igual ao outro, pois sempre buscando temas complexos e dinâmicas fortes, aqui ela soube desenvolver temas sociais de grande impacto, aonde diria que dificilmente outros diretores saberiam se arriscar a por a mão na ferida, pois mesmo sendo algo que engloba diversas classes sociais, a violência doméstica é muito sentida pela camada inferior, tanto que a conversa da protagonista com a prima falando que isso é normal de mulher apanhar do marido chega a ser chocante, mas não é, pois sabemos que muitas mulheres acabam aceitando isso como um "normal", e acabam sofrendo mais no futuro, e brilhantemente tivemos dinâmicas interessantes na tela para pontuar vários outros "normais" no país, que marcaram as tensões e chamarizes, sabendo que a diretora brincaria com tudo, sem jogar algo apenas para o famoso justificar os fins. Ou seja, é um filme amplo de ideias e ideais, aonde vale ver o que Anna quis trabalhar, mas sem forçar a barra ou entregar algo que ficasse apenas "assistível".

Quanto das atuações vou ser bem direto, pois Shirley Cruz, literalmente carrega o filme com sua Gal, trabalhando não apenas seus diálogos, mas todo um corporal, gestos, trejeitos, tonalidades na voz, e tudo mais que se ela não levar muitas premiações durante os festivais do Brasil como melhor atriz nesse ano, podem desistir de tudo, pois não foi perfeita, foi muito mais do que isso, de tal maneira que muitas mulheres irão se enxergar nela, e a atriz soube colocar o peso nessa atuação. Ainda tivemos as cenas no final com Seu Jorge fazendo bem seu Leandro chamativo e interessante para a proposta, trabalhando alguns trejeitos bem encaixados, mas sem um tempo gigante para fluir. E claro vale destacar a boa entrega das crianças Rihanna Barbosa e Benin Ayo, que não deixaram o roteiro travar elas fluindo naturalmente e cheias de desenvoltura. Quanto aos demais, como falei acima foi bem forte o diálogo da protagonista com Luedji Luna, sua prima Valdete, tivemos uma entrega bem sacana de Rubens Santos com seu Anivaldo, mas sem dúvida as maiores entregas entre os secundários ficaram para Rejane Faria com sua Munda bem trabalhada, e os atos opostos de Lourenço Mutarelli com seu Reginaldo.

Um fator interessante do longa é que temos quase que um road-movie pela cidade de São Paulo, com a protagonista carregando sua carroça de recicláveis no peito por subidas, descidas e tudo mais, mostrando um pouco desse universo, vemos o lado fantasioso que a mãe passa para os filhos da aventura em si, com eles dormindo abrigados na lona enquanto a mãe fica do lado de fora na vigília, vemos assaltos, roubos, coletivos de reciclagem, até chegar na casa da prima em Itaquera, tendo no meio do caminho paradas em praças, pontos de alimentação para os carroceiros com voluntários, fontes para banhos clandestinos e tudo mais, além de mostrarem um pouco de uma ocupação na tela também, algo corajoso por parte da diretora. Ou seja, a equipe de arte foi bem direta nos ambientes, e certamente preparou uma carroça mais leve para que a protagonista não morresse no meio do caminho das filmagens.

Enfim, é um filme potente, com boas nuances e intensidades, mas que não precisou ficar luxuoso e chamativo, sendo simples de entrega e totalmente dependente de boas atuações para que o roteiro funcionasse, e felizmente funcionou demais, então vale a dica de conferida nos cinemas, e veremos até o final do ano qual será a escolha para representar o Brasil nas principais premiações do cinema, afinal esse ano tá promissor pro cinema nacional. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais dicas, então abraços e até logo mais.


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Adrenalina Pura - A Única Sobrevivente (Одна) (Odna) (The One)

8/05/2025 01:03:00 AM |

Os dramas de ação russos são tão cheios de situações que por vezes até mesmo os que são baseados em histórias reais acabam parecendo falsos, mas ainda assim entregam intensidade e fazem com que o público que curta o estilo entre de cabeça. Ou seja, o longa "A Última Sobrevivente", que entra em cartaz no Canal Adrenalina Pura no próximo dia 07/08, trabalha com boa dinâmica o drama de uma jovem que voltando de lua de mel tem seu avião atingido por outro e precisando sobreviver numa floresta após ter sobrevivido a queda até que alguém lhe ache, porém usando o artifício da quebra da memória conflituosa, junta as vivências enquanto ela tenta entender tudo o que aconteceu, e como conseguiu chegar até algum lugar que fosse vista. Claro que a mesma história nas mãos de um bom diretor americano ou até mesmo europeu, veríamos algo bem mais chamativo sem tantas firulas, mas o resultado em si funciona e ao menos não cansa pela essência em si, mesmo tendo várias situações improváveis.

O longa nos conta que em 1981, uma passageira sobreviveu a uma colisão entre um avião comercial e um bombardeiro soviético a mais de 5 km de altitude. Ao acordar sozinha na floresta, ela precisa criar seu próprio milagre para se manter viva.

Diria que o diretor Dmitriy Suvorov se perdeu um pouco com um roteiro escrito a uma tonelada de mãos, e quem já leu outros textos meus sabe o pavor que tenho de longas com mais de três roteiristas, pois é dito e feito para que o diretor se perca, e vou contar um detalhe que notei no longa, por em um primeiro momento pareceu que a jovem após voltar do seu resgate estava imaginando ela lá, vendo inclusive seu filme e tudo mais, em outro fez parecer que o agente do governo estava maquiando tudo e havia prendido a garota em uma cidade isolada, e somente num terceiro momento que dá para imaginar que era ela apenas pensando nas nuances suas enquanto tentava ser salva, ou seja, uma bagunça que dá para flertar com muitas sínteses, e que desejo que vocês que forem conferir o longa falem nos comentários, para que eu não me sinta maluco sozinho. E dito isso, faltou um roteiro melhor montado para que tudo ficasse mais interessante na tela, que claro não é ruim, mas com tanta bagunça assim, precisa ser visto com calma.

Quanto das atuações, Nadezhda Kaleganova trabalhou sua Larisa com personalidade, mesmo tendo que sobreviver ao roteiro bagunçado, porém se não usou dublês, sofreu a beça ficando presa em pântanos, tendo de escalar na terra e tudo mais com muita maquiagem, porém falseou demais o corte imenso na perna, pois teve algumas cenas que mancou, enquanto em outras corria como se nada tivesse ocorrido. Maksim Ivanov-Marenin trabalhou seu Volodya, ou Vladimir como ficou na tradução, só com cenas bonitas e amorosas, sem precisar realmente sofrer os perrengues da protagonista, tirando claro a cena do acidente em si, mas dava para ser um pouco menos meloso para envolver mais. Agora sabemos bem como era o regime do país nos anos 80, mas a personalidade que Viktor Dobronravov teve de trabalhar com seu Knyazev ficou muito seca e estranha, principalmente pelo papel em si que não foi aproveitado como poderia, e assim pareceu apenas alguém disposto a achar culpados, e isso ficou estranho dentro da trama. Dentre os demais, vale um leve destaque para Anna Dubrovskaya como a mãe da garota que ficou desesperada e saiu correndo para descobrir tudo assim que recebeu a carta falsa do governo, mas sem grandes chamarizes expressivos. 

Visualmente o longa foi muito bem construído para passar o conceito da época, e com bons efeitos para a explosão do avião, ao ponto que chega a ser meio exagerado tudo o que a garota se debateu por estar sem sinto e ainda conseguir sair andando de boa, tivemos uma maquiagem de sangue e de corte interessante, e uma floresta densa, o pântano ficou bem feito, mas a garota sair sem nenhuma lama, com a perna limpinha foi um erro gravíssimo, mas tudo somado funciona, mesmo com as falhas, mostrando que o cinema russo tem evoluído bastante nesse conceito.

Enfim, é um filme que passa longe de ser ruim, mas que tem tantas falhas que também acaba passando longe de ser algo extremamente recomendável, de forma que vale como um passatempo interessante pela história que poderia ser melhor contada, de uma maneira mais realista, então fica a dica para conferir se não ligar para os errinhos. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje agradecendo o pessoal da AtômicaLab Assessoria e do Canal Adrenalina Pura pela cabine, e volto em breve com mais dicas, então abraços e até logo mais.


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VOD - O Verão Que Mudou Tudo (Monster Summer)

8/03/2025 09:39:00 PM |

Costumo dizer que Domingo é o famoso dia que temos de conferir longas levinhos, com a pegada completa de um bom passatempo, apenas para curtir e se envolver com a entrega na tela, e alguns dias atrás chegou no meu email a divulgação do longa "O Verão Que Mudou Tudo", que entrou em cartaz nas plataformas digitais para locação, e parecia ser bem o exemplar que eu precisava para curtir na tela da minha TV hoje, trazendo algo bem do estilo aventura com suspense, aonde após alguns jovens serem transformados em pessoas sem atitudes após um breve sumiço, outros garotos junto de um ex-detetive saem numa investigação para tentar descobrir quem está por trás de tudo, sendo algo básico, porém gostosinho de ver, com uma pegada tranquila e interessante, que lembra um pouco algumas tramas juvenis das antigas. Ou seja, é o simples bem feitinho, aonde alguns podem achar até infantil demais, mas o resultado agrada e só isso já faz valer o play.

O longa traz a narrativa de Noah e seus amigos que, após uma força misteriosa começa a atrapalhar a diversão de verão do grupo, eles se unem a um detetive policial aposentado, o Gene, para que juntos possam embarcar em uma emocionante aventura com a intenção de salvar sua ilha, que até então era calma e pacífica.

O diretor David Henrie certamente se inspirou no que viu na sua infância dos anos 90, aonde tínhamos grandes clássicos da cultura juvenil que misturava aventura, fantasia e comicidade com personagens bem padrões aonde até tinham doses de suspense e horror, mas sem causar pesadelos, apenas dando o tom para dinâmicas bem colocadas, e ele não desapontou nesse estilo, criando um filme que tem um quê sobrenatural e misterioso, mas que você acaba curtindo pelas dinâmicas até bobinhas que não causam nenhum sobreponto, de forma que o resultado pode passar até longe de ser chamativo e/ou criar quem sabe uma franquia, mas que coloca o diretor entre os que sabem brincar sem jogar dinheiro no lixo.

Claro que muito do acerto do longa se deve aos bons atores escolhidos para os papeis principais, afinal Mason Thames já mostrou que tem um bom carisma para seus papeis em filmes de mistério, e aqui seu Noah tem bons trejeitos expressivos, consegue envolver o espectador, e fazer com que acompanhássemos seus atos com um bom envolvimento, não achando que o garoto está maluco, e muito menos que não será um bom jornalista investigativo, ou seja, tem futuro nesse caminho. Mel Gibson já viu que escolher personagens mais velhos é o que melhor ele pode fazer, e sabe que tem estilo e presença para nos convencer, ao ponto que seu Gene poderia até ser mais impulsivo em alguns atos, mas segurou bem a dinâmica na tela. Quanto aos demais personagens e atores, diria que os amigos do garoto ficaram meio que jogados para escanteio, a mãe e a mulher misteriosa tentaram ir por um caminho chamativo, mas também não impressionaram, e o xerife e o dono do jornal apenas foram colocados em cena para ter algo desse sentido no garoto desejar escrever, valendo claro o destaque para os demais personagens que ficaram estáticos de forma bem interessante, e claro para o personagem da bruxa que no final aparece em algo rápido, mas bem colocado, que não vou falar muito para não dizer quem era.

Visualmente a trama teve uma pegada nostálgica com muitas semelhanças a filmes dos anos 90, tendo em contexto as casas na beira da praia, trilhas em florestas e casas aparentemente mal-assombradas, os jogos de beisebol e até um fusca e outros carros mais antigos andando junto das bicicletas dos protagonistas, máquinas de escrever e tudo mais, sendo bem simbólico na essência, e até tendo alguns bons efeitos nos atos finais, ou seja, um pacote bem estudado pela equipe de arte.

Enfim, é um filme simples, que como disse funciona como um bom passatempo nostálgico e que tem uma pegada agradável de se curtir, de modo que até dava para terem evoluído um pouco mais na tela, mas não funcionaria como imaginado, e sendo assim vale a indicação para locação. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais dicas, então abraços e até logo mais.


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A Morte de um Unicórnio (Death of a Unicorn)

8/02/2025 02:21:00 AM |

É até engraçado pensar como algumas ideias saem da cabeça dos diretores e roteiristas, e não estou reclamando disso, muito pelo contrário, pois anda cada vez mais escasso ideias originais, então toda maluquice é muito bem vinda, porém alguns exemplares certamente são fabricados através de muitas substâncias ilícitas, afinal ninguém em sã consciência conseguiria fazer um filme como "A Morte de um Unicórnio", pois são tantas camadas, tanta loucura junta em 107 minutos de tela, que até dava para se aprofundar mais ou ir por caminhos mais seguros, mas que maravilhosamente acabaram optando pelo abstrato e fora de sentido total, que talvez até tenha algum sentido, mas para isso precisaria também estar sob o uso das mesmas substâncias durante a sessão, e isso não vai rolar. Ou seja, é um filme que brinca com o elo familiar quebrado, negócios e sucessões, materialismos em nível máximo, e doenças, que usando até um pouco de ironia na forma entregue consegue divertir com situações duras de se imaginar, e assim sendo funciona demais, claro para quem estiver disposto a entrar na loucura toda.

O longa mostra a vida de Elliot e sua filha Ridley toma um rumo inesperado e bizarro durante uma viagem para uma cúpula de gerenciamento de crise. Ao dirigir com pressa, eles atropelam um unicórnio mágico e, sem saber o que fazer, decidem levar o cadáver com eles para o retiro selvagem onde se encontra o chefe de Elliot, Odell Leopold, um CEO da indústria farmacêutica com a fortuna de um outro rico. A surpresa se transforma em caos quando Odell e sua família descobrem o unicórnio morto e, aproveitando-se da situação, começam a conduzir experimentos científicos no corpo do animal. Rapidamente, eles descobrem que a carne, o sangue e o chifre do unicórnio possuem propriedades curativas sobrenaturais que poderiam revolucionar a medicina. No entanto, a ganância e a curiosidade científica da família Leopold acabam os levando a consequências sombrias. À medida que tentam explorar e monetizar os poderes do unicórnio, eles se veem enfrentando uma série de eventos sobrenaturais e perigosos. A busca por lucro e fama se transforma em um pesadelo quando as repercussões de suas ações começam a se manifestar de forma mortal.

Por incrível que pareça essa loucura toda é de um diretor e roteirista estreante, ou seja, Alex Scharfman botou a cara para jogo em algo completamente maluco que certamente ao cair na mesa do produtor maluco também Ari Aster ("Hereditário", "Midsommar", entre outros) não teve a menor dúvida de abrir seu cofre e falar, "pega a câmera, esses cogumelos aqui, e vamos filmar". Brincadeiras a parte, o longa é algo muito insano, que o jovem produtor certamente teve uma viagem mental e saiu escrevendo, e o melhor é que deu certo, pois tudo é tão fora da caixinha que funciona, pois se qualquer ato bizarro ali for levado a sério, o cidadão sai da sala do cinema e pede ressarcimento, mas do contrário vão pirar junto a cabeça e no final vão querer mais. Ou seja, é raro eu aplaudir diretores estreantes, mas esse aqui mostrou ter coragem para arriscar tudo e fez seu nome.

Quanto das atuações, ainda estou pensando se algum dia darão um papel normalzinho para Jenna Ortega, pois a jovem só faz filmes aonde ela faz alguém estranho, e aqui sua Ridley tem pegada, mas tem trejeitos depressivos, que junto de atos aonde ela surta com uma certa piedade pelo animal sem ser ouvida por ninguém, acaba ficando mais estranha ainda, o que no caso de um filme desse estilo foi algo muito bom de ser visto. Paul Rudd faz sempre papeis meio que abobalhados, e aqui seu Elliot não é diferente, de modo que até trouxe dinâmicas bem colocadas junto da outra protagonista, mas exagerou um pouco nas dinâmicas mais afoitas, e isso pegou um pouco. Um ator que me irrita muito o estilo de atuação é Will Poulter, e não consigo gostar de suas entregas, de modo que aqui seu Shepard até entrega atos icônicos que beiram uma loucura de ideias ainda maior do que o filme todo, mas sempre parece forçado, e isso me incomoda. Ainda tivemos outros bons personagens com Richard E. Grant como o multimilionário Odell, sua esposa vivida por Téa Leoni, mas sem dúvida entre os secundários quem dá literalmente um show é Anthony Carrigan como o mordomo e faz tudo da mansão Griff, que se jogou em tudo quanto é possibilidade que foram lhe pedindo, e encantou divertindo.

Visualmente o chalé humilde da família está num ambiente lindíssimo de se ver, conseguindo chamar muita atenção na tela tanto pelos detalhes externos quanto mais dos internos aonde se tem de tudo, tivemos também um laboratório montado em questão de segundos, e claro os unicórnios gigantescos com seu sangue, brilhos e chifres com muitos efeitos visuais, mostrando que a equipe não ficou com medo de errar na computação gráfica, e que usando também referências à tapeçaria antiga, puderam brincar com a essência, fora tudo o que o filho maluco do dono da mansão fez com o que tinha em mãos, transformando em drogas e drinques, enquanto o pai comia a carne e tomava soro direto na veia. Ou seja, o pacote de insanidades foi bem usado pela equipe de arte também.

Enfim, é um filme que volto a frisar que é necessário entrar completamente na onda entregue para gostar do que verá na tela, e se for esperando qualquer outra coisa sem ser uma maluquice completa irá detestar cada minuto do filme, então essa é a minha principal recomendação para quem for conferir: de ir com a mente aberta para muita loucura. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais dicas, então abraços e até logo mais.


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O Ritual (The Ritual)

8/01/2025 08:52:00 PM |

Acho que o estilo de filmes de exorcismo já deu o que tinha que dar, pois sempre acabam fluindo da mesma forma, com a mesma pegada, sempre em cima de algum que foi o mais documentado, ou mais realista, ou mais forte, e assim sucessivamente, mas sempre com os mesmos moldes e sustos. E dessa forma acabei indo conferir "O Ritual" sem muitas esperanças de que veria algo inovador ou chamativo, mesmo com a propaganda de ter sido o caso que inspirou o clássico "O Exorcista", e dessa forma não acabei decepcionado com o que vi, mas também não me surpreendi com nada, sendo daqueles filmes que você acompanha e apenas vê por ver, aonde os protagonistas até conseguem chamar atenção pela entrega em si, mas nada demais. Ou seja, foi interessante ver Al Pacino e Dan Stevens como padres, porém sem irem além dos tradicionais ritos que já vimos aos montes.

Baseado em uma história real, o um filme conta a história de dois padres, que vivem ao mesmo tempo momentos complicados de suas vidas. Enquanto um passa a questionar a verdade em sua fé, o outro precisa lidar com as consequências de um passado extremamente conturbado. No entanto, apesar de suas diferenças e conflitos, quando uma jovem é possuída por um forte demônio, eles precisarão deixar suas insatisfações um com o outro de lado e focar em todo o seu tempo tentando salvar a garota. Contando com uma arriscada sequência de exorcismo, o tempo passa e a igreja precisa correr para expulsar o inimigo do lugar sagrado e trazer a menina de volta à vida real.

Diria que o diretor e roteirista David Midell até foi bem honesto com o que desejava entregar na tela, não criando atos para sustos gratuitos ou dinâmicas que incomodasse a inteligência dos espectadores, mas da mesma forma acabou não brincando com tudo o que podia trabalhar, entregando um filme seco demais. Ou seja, vemos na tela o tradicional aonde o público até tenta se assustar ou se arrepiar com alguns barulhos, mas acaba não impactando, e nem mostrando o estilo do diretor.

Quanto das atuações, já vimos Al Pacino pecando aos montes nos diversos filmes que trabalhou, mas agora com seu Padre Theophilus Riesinger posso dizer que ele me convenceu no papel, sendo daqueles padres bem mais velhos que acabamos nos conectando, e que trabalhando trejeitos fortes passa sinceridade com o que tinha para fazer. Da mesma forma Dan Stevens trabalhou seu Padre Joseph Steiger com personalidade e muito ceticismo em cima da proposta, de forma que sendo quem documentou tudo o que é conhecido do exorcismo original, o ator deveria ter sido mais expansivo de traquejos para convencer mais. Abigail Cowen foi até bem expressiva com sua Emma Schmidt, sofrendo bastante nas mãos dos maquiadores para ter as cicatrizes e tudo mais que acontece com sua personagem, além de trejeitos depressivos em que parece já estar desistindo de tudo. Quanto as várias freiras, vale destacar Ashley Greene como Irmã Rose e Patricia Heaton com sua Madre Superiora, mas sem ir muito além na tela.

Visualmente o longa foi bem econômico, pois temos praticamente só o quarto que é montado para a garota dentro da Igreja, um altar simples aonde acontecem as missas, os quartos das freiras e dos padres, e as catacumbas no final, aonde ousaram bem nas maquiagens e menos nas traquitanas de outros longas, mas que funcionou ao menos.

Enfim, é o famoso passatempo que quem curte o estilo assiste sem reclamar de nada, mas que quem for conferir esperando uma vírgula a mais irá se desapontar, pois o longa é bem básico, é assim sendo acabará esquecido facilmente no meio de tantos filmes que vemos. E é isso meus amigos, eu fico por aqui agora, mas vou aproveitar que já estou no shopping e conferir mais uma estreia, então abraços e até daqui a pouco com mais um texto.


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Amores Materialistas (Materialists)

8/01/2025 01:07:00 AM |

Costumo dizer que não gosto de conferir romances pôr na maioria das vezes ser mais do mesmo, e ter finais irreais aonde o amor vai longe, a pessoa se apaixona perdidamente, e tudo mais açucarado num nível que jamais aconteceria numa vida verdadeira, porém como a diretora de "Amores Materialistas" tem crédito de conseguir fazer um dromance com pegada como aconteceu em "Vidas Passadas", resolvi dar a chance indo agora para seu filme bem mais comercial, com atores badalados e tudo mais que podiam lhe dar, e a primeira metade do longa foi muito bem feita, cheia de boas sacadas e dinâmicas, mostrando bem a "matemática" da casamenteira protagonista, que é um tipo de Tinder mais humano e caro, porém quando o filme faz a inversão, parece até que outra pessoa assumiu o leme do navio, ou melhor, ligaram o piloto automático e deixaram nas mãos dos atores, pois acaba ficando tão linear, tão sem nuances, que por pouco não ficou sem tempero algum. Ou seja, é o tradicional romance que você veria em casa e se não tivesse com muita vontade de conferir acabaria cochilando no sofá, mas como tem um começo bem interessante, foi salvo de algo fraco e cansativo.

O longa acompanha uma casamenteira chamada Lucy, que se envolve num triângulo amoroso complicado. Apesar de ainda nutrir sentimentos pelo garçom aspirante a ator John, a jovem começa a se relacionar com um homem rico chamado Harry, irmão do noivo de um casal que juntou com sucesso. Harry é o partido perfeito, mas, ao reencontrar com John uma noite, Lucy se vê balançada pelo antigo amor imperfeito.

Quem conferiu o filme de estreia de Celine Song, que acabou indicado a muitos prêmios mundo afora, sabe que a cineasta tem estilo e personalidade para desenvolver bem suas histórias, porém se lá ela fez um miolo singelo e cansativo demais, aqui ela fez isso já nos atos finais, e como bem sabemos de anos de cinema, se um filme não tiver um ápice decente, ele não convence, e aqui foi exatamente esse o problema, pois a protagonista a todo momento diz que é uma negociadora, que seu preço é alto e somente uma vida farta lhe casaria bem, mas muda do vinho para a água da torneira nos atos finais (aí alguém vai falar que o pobre era bem mais bonitão), e isso não é uma inversão fiel ao desenvolvimento da trama, e muito menos o que aconteceria no mundo moderno e atual, mas foi a escolha da diretora, e assim diria que ela vai precisar se ajustar para conseguir surpreender em seu próximo trabalho, senão logo mais desaparece.

Quanto das atuações, a diretora teve em suas mãos três nomes que chamam atenção por si só, e o mais bacana de ver Dakota Johnson com sua Lucy aqui é a própria brincadeira que o roteiro faz com ela, de uma garota que sonhava ser atriz, mas não tinha técnicas para se expressar, ou seja, ela mesma, e aqui fez até cenas bem expressivas sozinha de frente para a câmera, mas quando precisou interagir um pouco mais, pesou a mão. Chris Evans ficou tão marcado por fazer personagens de filmes de ação, que ver ele calminho, apaixonado e amigo com seu John acaba soando até estranho de ver na tela, mas soube segurar os momentos que tinha para passar o sonho de amor de qualquer adolescente apaixonada com o que faz. Alguém avisa o Pedro Pascal que já temos um ator que faz 20 filmes por ano para pagar impostos, e ele se chama Nicolas Cage, pois já está ficando chato ver ele em tudo, não que ele não seja um bom ator, mas aqui caberia outros nomes para o papel de Harry, que aliás se formos observar a fundo, é um papel que simplesmente tem algumas boas falas, mas praticamente inexiste na trama por completo, sumindo muitas vezes de cena, e acredito que valeria ter desenvolvido mais ele para chamar mais atenção. Quanto aos demais personagens, a maioria apenas surge na tela, tendo um maior destaque para Zoë Winters com sua Sophie que tem mais conexão com a protagonista, mas nada que chamasse tanta atenção.

Visualmente o longa foi interessante pela proposta das entrevistas com os vários candidatos e seus perfis de relacionamento, como desejam a pessoa amada, com alguns quase achando que é fabricante de carro customizado, e com isso não precisaram de muita cenografia, mas também tivemos muitos casamentos para gravarem, e principalmente muitos restaurantes chiques aonde a protagonista vai, de modo que certamente gastaram um bom pedaço do orçamento pagando jantares, além claro do comparativo entre o apartamento gigantesco de Harry e o apartamento minúsculo colaborativo de John, todos com muitos detalhes para representar bem o que o filme precisava.

Enfim, é o famoso filme passatempo para adolescentes, aonde algumas mulheres podem sonhar um pouco mais com a entrega de conexão na tela, mas que dava para ter ido bem mais além com a proposta, isso dava com toda certeza. Então fica a dica, e eu fico por aqui hoje, então abraços e até amanhã com mais dicas.


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Amazon Prime Video - Quando a Guerra Acabar (Når Befrielsen Kommer) (Before It Ends)

7/31/2025 09:39:00 AM |

Muitas vezes não paramos para pensar sobre alguns fatos da História Mundial, afinal vemos pouquíssimos fatos que ocorreram entre tudo o que já existiu e aconteceu, e somente se aprofundando em alguma área bem específica acabamos descobrindo coisas novas, e costumo falar que o cinema é uma das melhores ferramentas para suprir isso, pois claro que em muitos longas acabam floreando ou colocando situações e personagens fictícios, mas a essência sempre estará ali subentendida ou pronta para que você pesquise mais depois de conferir um filme que seja interessante. E hoje me apareceu como sugestão na Amazon Prime Video o longa dinamarquês (aliás que ótimo cinema que tenho visto do país), "Quando a Guerra Acabar", que mostrou algo que nunca tinha passado pela minha cabeça, dos alemães que acabaram se refugiando em outros países quando o país começa a perder efetivamente a Guerra, e como essas pessoas acabaram sendo tratadas aonde iam, e como quem ajudava eles também eram tratados, ou seja, algo bem denso de se pensar e também refletir, afinal nunca se sabe o dia de amanhã, e as vezes uma atitude diferente pode ajudar ou acabar com sua vida e/ou família.

Quando Jacob, o diretor de uma escola recebe ordens de acomodar mais de 500 refugiados civis alemães nos últimos dias da ocupação, ele e sua esposa Lis enfrentam um dilema. Se ajudarem os refugiados, eles serão considerados traidores. No entanto, se não ajudarem, muitos morrerão. Ao mesmo tempo, descobrem que seu filho de 12 anos começou a ajudar o movimento de resistência. A família é levada ao limite e Jacob e Lis devem agora fazer uma escolha que mudará suas vidas para sempre.

Diria que a pesquisa e o trabalho feito pelo diretor e roteirista Anders Walter, que aliás é um exímio colecionador de prêmios com seus curtas, tendo já sido indicado duas vezes ao Oscar, inclusive ganhando a edição de 2014, e o mais bacana de um bom diretor de curtas, é que ele sabe ser conciso na transição para um longa, pois a maioria opta por alongar a trama e ficar enrolando o espectador, já a minoria sabe aonde pontuar e não fica enfeitando o doce, que é exatamente o que ele fez aqui, afinal mostrou como foi a imposição dos soldados alemães que ainda ocupavam a Dinamarca, fazendo com que os diretores das escolas abrigassem os cidadãos alemães que estavam em fuga de seu país natal, trabalhou a doença que matou aos montes, principalmente crianças, e abordou bem como os dinamarqueses que não pensaram só em si, e ajudavam os mais necessitados e doentes, acabavam sendo acusados de traição e por vezes até mortos por seus próprios compatriotas, ou seja, temas dificílimos que para desenvolver bem talvez precisasse até de mais tempo de tela, mas que ele preencheu bem os espaços e conseguiu mostrar bem na tela, e ainda botar o conflito de uma criança entre o certo e o errado, entre o pai e o amigo, ou seja, pesado.

Quanto das atuações, já vimos muitas vezes o ator Pilou Asbæk em filmes de ação, mas aqui seu Jacob é daqueles homens que querem ajudar a todos, que enfrenta montanhas para fazer o que acha certo, e o ator teve muita personalidade para desenvolver todos os atos do personagem, ao ponto de emocionar e até impactar em algumas dinâmicas mais fortes, e isso mostrou que sabe encarar bem o lado dramático nas telas. O jovem Lasse Peter Larsen trabalhou seu Søren com tanta expressividade que chega a ser até espantoso ver que é seu primeiro filme, e que foi achado em uma seletiva para o papel, de modo que trabalhou trejeitos fechados e densos, e também soube comover nos momentos mais emocionais, agradando bastante e quem sabe sendo um nome para olharmos num futuro. Katrine Greis-Rosenthal desenvolveu sua Lis com traquejos mais suaves, mas também se desesperou quando tudo virou de ponta-cabeça, ao ponto que segurou o lado familiar de uma mãe, tendo olhares claro para também as demais crianças, e assim mesmo que de forma sutil acabou chamando atenção na tela. Quanto aos demais, vale destacar o estilo explosivo de Morten Hee Andersen com seu Birk, entregando dinâmicas fortes como um líder da resistência dinamarquesa, e Peter Kurth trabalhando seu Heinrich, um médico alemão que usando o broche do partido acaba chamando atenção demais na tela, o que foi marcante pelos atos que se doou.

Visualmente o longa foi bem intenso também, entregando uma escola dinamarquesa afastada do centro tradicional, aonde vemos todo o "despejo" de refugiados alemães, vemos o amontoado que vira o ginásio da escola com feno, redes, camas improvisadas e tudo mais, sem comida e higiene, enquanto do outro lado temos os alunos da escola comendo em um refeitório todos arrumadinhos, as aulas de exercício rolando enquanto os mortos são levados para enterrar do lado, tivemos a dinâmica fortíssima da brincadeira das crianças de resistência e nazismo, e claro todo o ato de espancamento do protagonista numa espécie de cativeiro, ou seja, uma trama visualmente bem completa, com figurinos de época e dinâmicas bem fortes e representativas pelos objetos cênicos e ambientes bem marcados em cada momento do longa.

Enfim, é um filme que simplesmente apareceu nas minhas indicações da plataforma, que nem sabia da existência dele antes, mas que como disse no começo, mostrou algo que sequer pensei ter existido, e assim sendo valeu até mais do que um filme apenas conferido, e assim vale a recomendação para todos darem o play nele. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais dicas, então abraços e até breve.


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A Prisioneira de Bordeaux (La Prisonnière De Bordeaux) (Visiting Hours)

7/30/2025 12:27:00 AM |

Certa vez um amigo que não está tão acostumado com filmes franceses e de festivais me disse ao conferir uma trama que o longa era "francês demais para o gosto dele", e mesmo rindo dessa situação, por vezes quando vejo alguns dramas franceses me vem essa frase na cabeça, pois em algumas tramas o diretor transborda uma ideia do começo até próximo ao final, quando de repente ele muda completamente o rumo e acaba naquilo, não sendo algo para se desenvolver numa sequência ou algo do tipo, mas sim por simplesmente ele desejar acabar daquela forma. E o longa "A Prisioneira de Bordeaux", que estreia no dia 07/08 nos cinemas, traz algo bem dessa formatação, aonde vemos o relacionamento de duas mulheres que acabam criando uma amizade ao visitar seus maridos na prisão, que vai muito além do normal, principalmente por serem tão diferentes socialmente falando, mas a inversão no final era esperada, só talvez um pouco melhor desenvolvida chamaria mais atenção, e não seria "tão francês".

A sinopse nos conta que Alma, sozinha em sua casa imensa, e Mina, mãe solteira de um conjunto habitacional em outra cidade, organizaram suas vidas em torno das visitas que fazem aos respectivos companheiros presos. Quando as duas mulheres se encontram na antessala da área de visitas, uma amizade improvável se inicia.

Diria que a diretora Patricia Mazuy trabalhou seu filme com uma pegada descontraída em cima de um tema denso, de forma que o roteiro em si é pesado de situações, afinal os crimes dos maridos são duros, e as defesas em si são bem complexas de análise, porém deu para as mulheres dinâmicas mais soltas, e assim o resultado até que flui bem, embora tenha as diferenças de classes sociais em pauta, ela não quis causar nada muito explosivo na tela, tirando claro a forma de fechamento. Ou seja, é daqueles filmes que você espera que tudo possa acontecer para finalizar com essência, mas como o estilo francês pede, a abertura mostra até que algo chamativo possa fluir, no caso uma dinâmica aberta, aonde ambas "ganharam".

Quanto das atuações, é sempre prazeroso ver Isabelle Huppert em cena, pois ela entrega personagens que muitas vezes achamos que ficaria ruim de ver na tela do cinema, mas acaba encontrando floreios tão bem centrados que acabam saindo do padrão, e sua Alma é daquelas pessoas que possuem tudo em questão monetária, tem tempo, e falta o principal: uma conexão com alguém, pois mesmo o marido já não passa carinho para com ela, e assim acaba encontrando isso nas conversas paralelas na prisão com outras mulheres, e claro na sua parceira cênica que acaba levando para casa. Já por outro vértice, Hafsia Herzi trabalhou sua Mina com um ar mais fechado, tendo todos os problemas para pensar, as crianças e o cobrador na cabeça, de modo que a atriz fez suas dinâmicas sempre com olhares mais densos, não pensando tanto no que poderia acontecer, mas com traquejos centrados e chamativos. Não diria que os demais personagens passam batido na tela, mas não contribuíram tanto para que a câmera focasse neles, e assim sendo não vale destacar mais ninguém além das protagonistas.

Visualmente, o longa tem uma prisão até que bem arrumada, mostrando praticamente só as cabines de visitas e uma sala de esperas até mais arrumada que muito consultório dentário mundo afora, do lado de fora um paisagismo chamativo, que até sai bem fora do eixo tradicional, e ao contrário vemos uma mansão meio que bagunçada, abandonada, com a piscina suja e cheia de folhas, uma reunião de amigos com todos espremidos num canto da cozinha, alguns quartinhos bem pequenos, o que acabou ficando um pouco estranho de ver, já que temos quadros imensos nas paredes, ou seja, a equipe de arte acabou se perdendo um pouco nas escolhas cênicas, e o resultado pesou um pouco.

Enfim, é um filme que tem estilo, que tem momentos interessantes, mas que falhou no quesito visual e no fechamento um pouco solto demais, além de algumas situações não muito críveis que talvez com os cortes acabaram ficando jogadas na tela, porém ainda tendo o estilão francês que gostamos de ver em festivais conseguirá agradar esse público, valendo a indicação. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje agradecendo a Autoral Filmes pela cabine de imprensa, e volto amanhã com mais dicas, então abraços e até logo mais.


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