Netflix - The Block Island Sound

3/14/2021 07:52:00 PM |

Confesso que até chegar bem próximo das últimas cenas do filme da Netflix, "The Block Island Sound", não estava entendendo nada do que estava acontecendo e questionando realmente aonde os diretores queriam nos levar, pois de cara é um longa bem enigmático, cheio de cenas estranhas, com uma dinâmica lenta e com muitas coisas anormais acontecendo, ou seja, parecia algo bizarro que acabaria sem nenhuma explicação lógica e desanimaria de vez, até a protagonista ir para o meio do nada conversar com um homem que foi diagnosticado com uma doença semelhante a de seu irmão, e aí a reviravolta veio com muita imponência, totalmente explicativa, e com cenas ainda mais tensas acontecendo na sequência, e não bastando isso, voltaram com frases bobas que a protagonista falou no comecinho para a filha e achamos meio que sem lógica, porém foram brilhantes para toda a conclusão da trama. Ou seja, está longe de ser um filme impressionante, mas conseguiu ser tenso e interessante pela proposta da forma que foi fechada, e assim que gostar de longas para se pensar um pouco vai acabar curtindo, e a única coisa que falo é que quem for conferir ele, veja até o final, pois senão não vai entender nada.

A sinopse nos conta que algo assustador está acontecendo na costa de Block Island. Uma estranha força está prosperando, influenciando os residentes e a vida selvagem. Os pássaros estão caindo do céu. Algumas pessoas também estão caindo em um colapso emocional inexplicável. Harry Lynch sempre foi um pouco estranho na cidade. Agora, ele observa com medo enquanto seu pai fica cada vez mais esquecido e confuso. Sua irmã Audry, cujo trabalho em biologia marinha logo se revelará necessário, retorna à cidade com sua filha e imediatamente vê o que Harry vê. Suas explorações nos fenômenos cada vez mais terríveis da vida selvagem se cruzam com os gatilhos das ações de seu pai, levando-os a revelações assustadoras para as quais ninguém está preparado. Revelações que afetarão sua família de maneiras inimagináveis.

Não conheço nenhum dos trabalhos anteriores dos diretores Kevin e Matthew McManus, mas posso dizer que sabem bem amarrar uma trama para causar tensão e confusão, ao ponto que se não tivessem explicado bem a ideia através de um personagem inserido no finalzinho, acabaríamos o longa sem entender nada, e isso pode ser bom por um lado, afinal não quiseram ser objetivos deixando o mistério todo no ar, como também pode ser bem ruim, afinal é garantido que muitos irão trocar de filme bem antes do final por toda a estranheza passada. Ou seja, a criatividade foi bem marcada, e o estilo que eles propuseram foi algo bem interessante de ver, e embora tenham feito cenas bem bizarras, como as das coisas levitando de forma desengonçada, o resultado final foi tão bem composto que acaba agradando bastante, e mesmo não sendo a melhor coisa que já vimos sobre o tema, funcionou pelo menos.

Quanto das atuações, diria que quem entregou os trejeitos mais imponentes e fortes foi Neville Archambault com seu Tom, pois se antes de morrer já fazia cenas fortes com seus desligamentos repentinos, depois então nas aparições para o filho o resultado é assustador, e o ator fez tudo muito bem, com olhares estranhos, movimentações da boca estranhas, ou seja, um personagem bizarro e intimidador. Chris Sheffield deu um bom tom para seu Harry, numa mistura de loucura com irresponsabilidade, jogando trejeitos comuns do estilo, mas usando da dúvida como argumento livre, e sabendo conduzir o papel muito bem até seu ato final, o que acaba soando imponente e bem feito. Já Michaela McManus trabalhou sua Audry de uma maneira espaçada demais, ao ponto que não vemos sua personalidade sendo desenvolvida, e ao final seus atos e frases acabaram sendo bem importantes para o que o filme tinha para mostrar, ou seja, vemos tudo acontecendo bem sem ela, e depois quem não prestou atenção ficará besta com o que ela disse sendo encaixado como o motivo de tudo, ao ponto que merecia ter aparecido mais para ser realmente importante na trama toda. Quanto aos demais, tivemos alguns bons momentos rápidos da garotinha Matilda Lawler com sua Emily, algumas aparições sem muita expressão de Ryan O'Flanagan com seu Paul, e uma participação rápida, porém muito importante para revelar tudo de Jeremy Holm, mas poderiam ter usado qualquer outra pessoa ou explicação sem a necessidade de um nômade escondido, agora tirando esses, os demais apenas foram aparições jogadas, e Jim Cummings acabou ficando como sendo um maluco exagerado que estava certo com as ideologias criadas por seu Dale.

Visualmente o longa teve bons momentos, mostrando muitos peixes e aves mortos nas praias, tendo algumas boas cenas no meio do mar com o barco dos protagonistas, algumas confusões em velórios, bares e supermercados, e uma boa ambientação cênica na casa do protagonista, mas nada muito efetivo sobre o mistério completo, sendo apenas algo falado e algumas cenas exageradas de coisas voando, de forma que poderiam ter sido mais diretos em tudo. Um ponto positivo foi a iluminação não muito artificial, mas condizente com os ambientes, envolvendo bem e criando uma certa tensão no ar.

Enfim, é um filme que passa longe de ser perfeito, que certamente tanto eu quanto a maioria que conferiu se preparou imensamente para xingar tudo dele durante mais da metade da exibição, porém com um fechamento bem interessante, e explicativo, o resultado acaba sendo daqueles que vale a conferida para a reflexão, principalmente se você acreditar no que o filme fala., Ou seja, é daqueles que não recomendaria como uma primeira opção, mas quem for conferir, se assistir até o final, acabará gostando do resultado. Bem é isso pessoal, fico por aqui hoje, mas volto em breve com mais textos.


Leia Mais

Netflix - Silenciadas (Akelarre) (Coven)

3/13/2021 10:48:00 PM |

Costumo gostar bastante de longas que envolvam bruxarias, que envolvam as famosas inquisições espanholas que ocorreram há muito tempo e só vimos pouca coisa nas aulas de História, mas que sempre nos filmes colocam força visual de impacto para chamar atenção, e quando é lançado algo geralmente tem uma boa aceitação, afinal o público gosta de ver coisas tabu nas telonas e telinhas, e geralmente são histórias bem contadas e imponentes, porém diria que o lançamento espanhol da Netflix, "Silenciadas", acabou entregando algo que tenha faltado uma história de antes ou depois, sendo o miolo de algo maior, pois tudo acontece e termina com uma rapidez tamanha que ficamos pensando se dormimos ou se perdemos algo, parecendo que o diretor apenas quis mostrar uma imposição num grupo, conhecendo um ritual fictício das garotas, mas que não se encaixa bem. Ou seja, não é um filme ruim, pois mostra como as mulheres eram tratadas na época, sem poder dançar, sem poder fazer nada, e que independente de falarem ou não a verdade em frente dos tribunais religiosos, eram castigadas, torturadas e tudo mais em cima de suas "feitiçarias", mas certamente poderiam ter criado uma história um pouco maior, que com uns 20 minutos a mais funcionaria muito melhor.

O longa nos situa em 1609, no País Basco (ao norte da Espanha). Em uma terra cheia de lendas pagãs e antigas tradições, o juiz Rostegui pertencente à Inquisição Espanhola é escolhido pelo rei Felipe III para ser enviado com um notário e um grupo de soldados para purificar toda a região, viajando de cidade em cidade para queimar qualquer mulher com sinais de ser uma bruxa. Obcecado em revelar os segredos do infame Sabá (uma festa teórica onde as bruxas fazem um ritual não apenas para invocar o Diabo, mas para prometer lealdade e acasalar com ele) e negou acreditar que isso não existe em sua absoluta convicção de que é pra valer, Rostegui chega a um vilarejo costeiro sem nome e sem homens (depois dos marinheiros saírem navegando pelo mar) onde cinco garotas de 20 anos estão presas: Ana, Olaia, María, Maider e a ainda adolescente Katalin. Sem saber o motivo da prisão, as meninas são submetidas a um duro interrogatório incluindo tortura para obter a confissão de que são bruxas e como é o ritual do Sabá. Depois de ver horrorizada como Maider é raspada na cabeça e severamente torturada em seu corpo em busca do selo de Satanás (uma marca supostamente secreta e invisível deixada no corpo de uma bruxa que deixa essa parte de seu corpo insensível a qualquer dor), uma assustadora Ana convence as demais para inventar todo o Sabá para Rostegui, explicando para ele o máximo possível, esperando que seus pais voltem em uma semana durante a maré de lua cheia. Descobrindo o interesse especial de Rostegui por ela, e misturando antigas tradições bascas com canções populares, Ana e os outros usarão toda a imaginação para salvar suas vidas. 

Optei por colocar uma das sinopses maiores que a Netflix disponibilizou para que ninguém fique muito perdido na trama, pois sem todos os anseios visuais que o diretor Pablo Agüero criou, a trama sozinha não fala muita coisa, e o resultado acaba fluindo de uma forma meio que jogada, mas se pararmos para analisar o resultado o filme até tem um estilo funcional, mas que certamente se o diretor tivesse ido além criando uma história maior o resultado seria ainda melhor. Ou seja, para quem gosta de ver filmes históricos, o resultado até agrada como um recorte bem marcado, mas para aqueles que preferirem um algo a mais, o resultado vai soar estranho, mostrando que o estilo do diretor/roteirista é algo clássico, que procurou mostrar bem os rituais, os figurinos, e a essência, mas não indo muito além no caso todo, e assim não demonstrando imponência de criatividade.

Sobre as atuações vale destacar toda a imponência de Amaia Aberasturi com sua Ana cheia de trejeitos, com uma dinâmica precisa e determinada, que consegue chamar muita atenção tanto do júri inquisidor quanto do público, e dessa forma o resultado agrada demais com tudo o que faz em cena, e se o filme focasse só nela o resultado seria ainda melhor. Alex Brendemühl também foi bem direto na personalidade de seu Rostegui, com atos fortes e olhares bem diretos, mostrando e fazendo tudo para entregar sua opinião, e claro interpretação da vida das garotas, e nos convence bem do que estava fazendo ali. Daniel Fanego foi bem colocado como um conselheiro, e junto de Asier Oruesagasti como o padre da comunidade das garotas fizeram expressões bem fortes e assustadas frente a tudo o que acontece na sua frente, e conseguiram se destacar também. Quanto as demais garotas, não diria que foram ruins em seus atos, tendo algumas até uma boa expressividade para chamar atenção, porém suas personagens não foram muito além nas cenas de cada uma, tendo a pequena Garazi Urkola soado exagerada com sua Katalin, mas não falhando ao menos.

Visualmente o longa está incrível e trabalha muito bem todas as prisões da Inquisição, usando celeiros em quase todas as vilas por onde passavam, mostrando as mulheres com seus trabalhos manuais, os pequenos hotéis aonde os viajantes ficavam repousados, todo o processo de julgamento com desenhos e retaliações, as formas que usavam para ouvir o que desejavam ouvir, e assim sendo vemos figurinos imponentes, muitos ambientes marcantes, e principalmente na cena final um ritual incrível feito da mesma forma que a jovem descreveu para o inquisidor, mostrando que a equipe de arte estava disposta a tudo para mostrar força visual e criar um resultado incrível de ver.

Enfim, é um filme que tem um conteúdo bacana, que soube usar bem o visual, mas que faltou um pouco de ousadia no ritmo, tendo alguns momentos exageradamente lentos, e que não determinando um contexto maior na história acabou faltando muito para impressionar, ou seja, o filme não chama muita atenção, mas não é de todo ruim, valendo para quem gosta de algo histórico, mas que não se preocupe com uma história mais montada. Bem é isso pessoal, fico por aqui hoje, mas volto em breve com mais textos, então abraços e até logo mais.


Leia Mais

Netflix - Dia do Sim (Yes Day)

3/13/2021 01:09:00 AM |

Se você curte filmes mais bobinhos com dinâmicas familiares, posso dizer que muitos longas estão sempre sendo criado para esse nicho, e geralmente acabam funcionando bem como um passatempo para aqueles que não querem ficar pensando muito, ou até mesmo para que famílias confiram junto um longa com uma certa irreverência, porém algo que costumo dizer é que se a trama se encaixa como uma comédia, ela precisa fazer rir, nem que apele ao máximo para isso, e o resultado do lançamento da semana da Netflix, "Dia Do Sim", tentou ao máximo criar situações divertidas para mostrar o que aconteceria com pais extremamente rigorosos ao liberar tudo para os filhos por 24 horas, e acaba entregando momentos de uma certa curtição, porém assim como aconteceu com outros filmes baseados em livros infantis, o resultado acaba dependendo muito da curtição dos protagonistas, e aqui nem todos pareceram empolgados com todas as cenas, o que resultou em um filme interessante, leve, descontraído, mas que não chega muito longe, e não empolga como deveria.

A sinopse nos conta que cansados de estar sempre dizendo NÃO para os filhos e colegas de trabalho, Allison e Carlos decidem oferecer às crianças um DIA DO SIM: durante 24 horas, são elas que criam as regras. Mas eles nem imaginavam que acabariam embarcando em uma aventura alucinante por Los Angeles que aproximaria ainda mais a família!

O diretor Miguel Arteta já brincou com a protagonista Jennifer Garner em outro longa familiar em 2014, e por incrível que pareça o resultado aqui é imensamente semelhante à "Alexandre e o Dia Horrível, Terrível, Espantoso e Horroroso", que até entrega bons momentos, consegue ter situações irreverentes, mas parece preso dentro de tudo o que deseja passar e não chega muito além, e que mesmo trabalhando conceitos químicos, brincadeiras insanas, cenas com exageros de comidas, e claro bagunças que fazem os pequenos se desesperar pelos conselhos da mãe, não mostra o potencial claro que o diretor poderia chegar. Ou seja, ficamos em cima do muro esperando a decisão dele se vai dar alguma lição mais forte ou se vai fazer rir realmente, e isso é algo que faz muita falta, pois o gênero pede essa decisão, e certamente como já vimos em outros exemplares do estilo funcionaria muito mais.

E já que falei de Jennifer Garner, aqui sua Allison é bem trabalhada e entrega bem aquelas mães exageradas que surtam por qualquer coisa e não desapegam dos filhos, fazendo tudo ao contrário do que sempre fez na juventude, porém no filme sua personagem foi oposta demais, e ao tentar voltar não encaixa como poderia, fazendo bem várias cenas, mas não mostrando a personalidade que o papel lhe pedia, e olha que é uma tremenda atriz, mas anda não chamando a responsabilidade para si. Edgar Ramirez brincou bem com seu papel, e o mais bacana foi o diretor ter puxado o espanhol como língua da família também, dando algumas nuances diferenciadas para que o ator brincasse com seu Carlos, porém faltou usar mais a empresa de brinquedos que o personagem trabalha, faltou mostrar mais o pai bonzinho versus o autoritário na empresa, ficando tudo tão rápido que acaba não pegando como deveria, e assim o ator acabou sendo mais simbólico em alguns atos do que realmente importante para a trama. Quanto das crianças, a pequenina Everly Carganilla foi daquelas que trazem fofura para um personagem que cairia muito bem com ideias diabólicas, mas não foi usada dessa maneira e acabou soando graciosa mesmo não indo muito além com sua Ellie, o jovem Julian Lerner brincou bastante com toda a ideia de cientista, mas deixou se desesperar em alguns atos, ficando sem muitas atitudes com seu Nando, sendo o claro filho do meio que não marca presença, e claro Jenna Ortega já tentou mostrar a famosa fase do final da adolescência que ninguém mais suporta com sua Katie, querendo ser independente demais, mas se desesperando no primeiro momento sem os pais, e com um ar meio que arrogante demais não cativou tanto a personalidade que poderia mostrar. Quanto aos demais, a maioria foi bem jogada na trama, e tirando as bobeiras de Nat Faxon com seu Mr. Deacon, nem vamos lembrar de qualquer outro que tenha aparecido, além claro da cantora H.E.R que canta no final do longa.

Visualmente o longa teve um aproveitamento até que interessante, com momentos bacanas num desafio insano dentro de uma sorveteria, uma lavagem de carro numa máquina com vidros abertos, uma guerra de bexigas de água colorida, um hospital, uma corrida dentro de uma ambulância, um dia de parque de diversões com várias idas em montanhas russas e desafios de bichinhos, além de uma delegacia e um festival de música, ou seja, a equipe de arte precisou de muitas autorizações para filmagens, e trabalhou bem em cada locação para ser simbólica com o que tinha para mostrar, funcionando bastante.

Enfim, é um passatempo bacana de conferir, com uma pegada bobinha, mas que não recai tanto para o lado infantil que deveria ter, mas que muitos pais vão pensar duas vezes antes de fazer um dia do sim com os filhos, então vale para quem gosta desse estilo, e mesmo não sendo nada impressionante demais, é leve e bem humorado, dando para recomendar. Bem é isso pessoal, fico por aqui hoje, mas volto em breve com mais textos, então abraços e até logo mais.


Leia Mais

Netflix - O Recepcionista (The Night Clerk)

3/12/2021 12:45:00 AM |

Diria que tem filmes que procuram ir por vértices tão diferentes que acabam abrindo rumos maiores do que certamente o diretor pensou, e com o lançamento da Netflix, "O Recepcionista", vemos um crime fluindo através de câmeras escondidas que um jovem com Síndrome de Asperger põe nos quartos do hotel que trabalha para estudar as pessoas e aprender como se comportar como alguém "normal", porém surta ao ver a cena do crime e oculta de todos, porém além desse simples mistério para o investigador, o que vemos é algo a mais na vida do jovem, vemos suas desenvolturas, suas necessidades, e principalmente seu olhar para tudo, que acaba sendo facilmente enganado (ou não!) numa tentativa de fuga. Ou seja, é um filme amplo de ideias, que é muito bem trabalhado pelo protagonista, porém o diretor ficou tanto tempo longe das câmeras que acabou perdendo a mão na forma de finalizar, pois a trama pedia algo mais contundente para todos os personagens, ao ponto que o que vemos não é ruim, mas faltou um pouco de tudo.

Durante o turno da noite, Bart Bromley um jovem recepcionista, testemunha o assassinato de uma mulher num dos quartos do hotel, mas os seus comportamentos suspeitos acabam por o colocar como principal suspeito. No decorrer da investigação, Bart cria uma relação próxima com uma das hóspedes, Andrea (Ana de Armas), e rapidamente percebe que tem de parar o verdadeiro assassino antes que ela seja a próxima vítima. As imagens das câmaras de vigilância, que Bart mantém em segredo para observar os hóspedes, são a única forma de conseguir provar a sua inocência e salvar Andrea.

O diretor e roteirista Michael Cristofer teve grandes filmes imponentes no começo dos anos 2000, mas depois praticamente sumiu do mercado, e agora em sua volta trouxe um estilo que necessita de muita segurança para convencer o público, e fazer com que tudo vire um mistério intrigante, e embora nos seja dito logo na cena do crime um detalhe, só vamos nos ligar nele nos últimos momentos, ou seja, souberam amarrar bem tudo no roteiro. Porém faltou um algo a mais tanto para o protagonista causar mais, quanto para os crimes serem mais misteriosos, afinal vamos entrando no clima mais do possível romance do jovem com a garota, com os problemas do garoto com sua síndrome, que quase esquecemos do crime e da investigação, então diria que a dinâmica ficou um pouco perdida, e o resultado embora não seja ruim acaba falhando como um mistério criminal, ou seja, recai quase para um drama, e dessa forma não empolga.

Sobre as atuações, novamente Tye Sheridan se mostra como um ator extremamente promissor com o que anda fazendo, ao ponto que seu Bart tem trejeitos perfeitos, tem uma desenvoltura incrível, e principalmente como falei acima acaba nos tirando praticamente do eixo de mistério que o filme deveria ter para pensarmos nas suas atitudes e na sua síndrome, mostrando algo que vai muito além do que o pensado pelo diretor, e isso mostra o quanto o ator é bom e deve ainda chamar cada vez mais atenção em outros filmes. Ana de Armas também sempre faz bons papeis, e aqui sua Andrea tem um ar interessante, consegue cativar o público com o tratamento que dá para o garoto, e nos envolve junto do que faz, chamando bastante atenção. John Leguizamo faltou ter mais atitude com seu detetive Espada, ao ponto que até parece não estar disposto para o papel, mas em alguns atos teve um bom papo com o protagonista. E para finalizar, Helen Hunt faz o papel de uma mãe extremamente protetora que até chama a atenção em suas cenas, mas exagera um pouco, e poderia ser menos gritante, mas a cena da mesa é bem emocionante.

Visualmente o longa foi simples, porém bem trabalhado, com dois hotéis praticamente iguais, com uma recepção sem muito detalhes, dois quartos bem semelhantes de estruturas e disposições, o quarto do protagonista cheio de monitores numa casa de dois andares com vidas praticamente separadas de filho e mãe, mas com uma conexão bem bonita, e uma sala de delegacia que nem parece delegacia, ou seja, o filme foi bem barato na montagem visual praticamente todo feito em estúdio (se quisessem!), e o principal, sem falhar nesse quesito, tendo bem os objetos simbólicos bem colocados e cada cena feita para ser representativa no que precisava.

Enfim, é um filme bacana com uma boa ideia, mas que talvez precisasse de algo a mais para ficar mais misterioso, porém não tem grandes falhas, e as interpretações acabam valendo para superar o resultado valendo a indicação. Bem é isso pessoal, fico por aqui hoje, mas volto em breve com mais textos, então abraços e até logo mais.



Leia Mais

Netflix - Don Oscar (Lavaperros) (Dogwashers)

3/10/2021 01:52:00 AM |

Muitos me questionam quando falo que um filme virou uma novelona se não é o mesmo caso dos filmes de super-heróis que acabam tendo tramas secundárias as vezes até mais importantes que o que seria contado realmente, mas digo que não, pois em tramas épicas como é o caso dos filmes de heróis vemos algo acontecendo nos segundos planos para incrementar a formação de algo maior, e não apenas para que aconteça, já nos novelões cinematográficos acabamos vendo personagens fazendo e falando besteiras tão aleatórias que para nada servem na trama, que é o caso aqui no lançamento da Netflix, "Don Oscar", que até poderia ter algo a mais para mostrar rixas de traficantes, vermos as máfias se digladiando e enfrentamentos fortes, mas tudo ocorre de uma maneira tão jogada e boba que não conseguimos defender ninguém, soando até bobo demais as atitudes de alguns personagens, e o resultado final sendo tão ruim que confesso que agora irei pensar em dar outras chances para longas colombianos, afinal não tem nada na trama que dê para defender.

A sinopse nos conta que todo mundo quer encontrar Oscar. Yonier só quer sua moto de volta e se depara com um milhão de dólares. Claudia está grávida ... mas não do marido. Freddy é enviado por seu chefe para procurar o dinheiro que já foi perdido. Milton está procurando Duberney. Palooka só quer ficar com Nancy. Gamboa e Bermudez falam sobre tratamento de alívio de hemorróidas. Todo mundo vai mostrar seu lado mais sombrio de uma forma desajeitada. Esta é a nova geração de barões da droga.

Talvez alguns vão falar que a trama tenha algo a mais se visto como uma continuação de "Cão Come Cão", mas como não vi o primeiro filme de 2008 do diretor Carlos Moreno (e nem nenhum dos vários outros que ele fez depois) vou opinar pelo resultado que ele entregou aqui, e posso dizer que é algo tão jogado, com tantos personagens aleatórios (que são apresentados numa abertura animada tão bizarra) que acabamos vendo um filme sem muito nexo aonde tudo é falho demais, e que ninguém convence pelos motivos apresentados: o traficante maior é medroso e inseguro, a esposa totalmente infiel, os capangas uns frouxos bobos, os policiais de tocaia inúteis, o traficante adversário é sanguinário mas sem atitudes no filme todo (apenas no começo), e o jardineiro é ingênuo demais para demorar em fazer algo logo de cara. Ou seja, vários personagens, mas ninguém com impacto suficiente para conduzir a história, e os vários momentos não fluem facilmente, resultando em algo que mesmo não sendo cansativo não entregue nada muito além, e assim sendo é uma novelona que nem vai agradar quem gosta de novela.

Não sei nem se devo falar das atuações, afinal não consegui ver um ator se entregando para seu papel, pois até mesmo o "protagonista" Christian Tappan acabou ficando em segundo plano o longa quase inteiro, e o resultado de seu Don é alguém quase esquecível. Já o jovem Kevin Andrés Muñoz até teve a chance de fazer seu Yonier alguém chamativo, mas demorou demais para agir, até ser perseguido por Ulises González com seu Bobolitro estranho, mas importante no final. De resto ninguém vale a pena gastar palavras.

Visualmente, assim como todo o restante, o longa é bem bagunçado, com cenas numa mansão que acabam nem usando quase nenhum cômodo, só mais a área externa em "reforma" de jardinagem, um canil aonde os cachorros tomam banho pelas mãos de um protagonista, uma obra ao lado aonde os policiais à paisana ficam de bate-papo furado com figurinos de operários bem mal usados, uma fazenda abandonada aonde o protagonista se esconde com tudo caindo aos pedaços, algumas cenas em carros, e principalmente uma igreja maluca com um pastor ainda mais doido, além de diversas casas dos personagens aleatórios por onde vamos passando, ou seja, tem tantos elementos cênicos para usarem em cada local que nem dá para contabilizar direito, encaixando resultado de nada com lugar algum, mostrando até que a equipe de arte teve um trabalho bem árduo para compor tudo, mas não usaram nem metade como deveria.

Enfim, é uma bagunça visual das mais estranhas possíveis, com uma história ruim e atuações ainda piores, que com toda certeza não recomendo para ninguém, mas quem estiver querendo algo para reclamar, ou se for muito fã de novelas malucas fica a dica então. Bem é isso pessoal, fico por aqui hoje, mas volto em breve com mais textos, então abraços e até logo mais.


Leia Mais

Netflix - A Sentinela (Sentinelle)

3/08/2021 10:33:00 PM |

Alguns filmes que entram em cartaz na Netflix ficamos pensando bastante se não é alguma versão de outro filme apenas sendo proveniente de algum outro país, pois muitas vezes a trama se parece tanto com alguma outra que já vimos que nada parece surpreender. E com o lançamento da semana, "A Sentinela" fiquei pensando nisso pelo menos umas 3x durante a exibição, mas por incrível que pareça é uma história "nova" desenvolvida pelo diretor, que inicialmente até traz uma ideia nova, a de mostrar um grupo de soldados que praticamente apenas fica vistoriando a França, e ao colocar uma ex-combatente de guerra com traumas de seus últimos dias em campo no meio de soldados comuns apenas para ficar andando e olhando o longa já tinha uma trama que poderia dar o que falar, mas aí o diretor resolveu brincar com a ideia de uma vingança pós-estupro de um parente, e pronto, o filme ficou igual a uma tonelada de outros com cenas até de certa forma tensas, mas que já vimos tantas vezes que nem empolgar com nada acaba ocorrendo. Ou seja, é um filme que talvez não tenha sido pensado da maneira que foi executado, mas acabou indo por um rumo fácil demais de ser confundido com tantos outros, e mesmo que sirva de um passatempo rápido (apenas 80 minutos que parecem até menos), não chega a ser chamativo.

O longa mostra a história de Klara, uma militar francesa altamente treinada que sofre com traumas de guerra. Ao voltar para casa, ela descobre que Tanya, a sua irmã caçula, foi abusada por um jovem milionário. Com o objetivo de garantir justiça à família, Klara usa suas habilidades letais para caçar o homem que feriu Tanya. Para quem acha que a guerra acabou, ela só está começando.

Bem no começo da pandemia no ano passado conferi a trama anterior "A Terra e o Sangue" do diretor Julien Leclercq, e quem clicar no link irá ver que falei bem mal do que vi no longa, pois lá o diretor realmente parecia bem perdido, mas aqui ele até criou algo com uma característica mais marcante, deu alguns atos de tensão fortes para a protagonista vivenciar, mas não explodiu nem metade do que estão vendendo o filme (vi um texto de um site falando que seria a versão feminina do longa "O Resgate" - ????"), e assim vemos novamente que o diretor/roteirista tem boas ideias, mas muda de opinião sobre ela muito rapidamente, sempre começando imponente, e depois caindo para vértices fáceis demais de desenvolver e não empolgando como poderia. Pois não digo que seja um filme ruim o que fez aqui, muito pelo contrário é uma trama cheia de boas lutas corporais, uma protagonista centrada, e claro muitos tiros disparados erroneamente contra ela, mas o filme que tinha inicialmente uma proposta de algo mais contundente envolvendo traumas de guerra, queda de posto e tudo mais que poderia dar uma tremenda história, acabou virando mais um filme de vingança, e nesse estilo de filme ele foi fraco demais comparado aos demais já existentes.

Sobre as atuações é fato que Olga Kurylenko está entre as melhores atrizes que tem para papeis de ação, pois ela sempre se entrega ao máximo, faz grandes saltos, sabe trabalhar trejeitos sérios com precisão e se molda bem aos papeis que exigem força e destreza, e aqui sua Klara tem toda a personificação imponente, tem estilo e chama a responsabilidade totalmente para si, fazendo com que nem iremos lembrar dos demais personagens do filme, e assim tanto o acerto pelas boas cenas de ação, quanto pelos exageros que ocorrem em alguns atos recaem sobre ela, mas não falhou tanto pelo menos no que foi pedido para fazer. Michel Nabokov até tentou ser um empresário/vilão marcante com seu Kadrikov, fazendo trejeitos de ricos exagerados e protegidos, mas falhou nas expressões de surpresa quanto dos ataques da protagonista, e assim não marcou tanto seus atos. A detetive Muller interpretada por Carole Weyers até tentou aparecer um pouco mais, mas seu papel é quase tão apagado que se falou mais que 20 palavras nas suas três cenas foi muito, e assim também não impacta em nada. E para finalizar, a irmã da protagonista até teve seus gracejos em cena, mas como logo é colocada para dormir no hospital, vemos Marilyn Lima bem pouco atuando realmente, e talvez a jovem tivesse um pouco mais para se mostrar, pois fez bons trejeitos nos atos que apareceu.

Visualmente o longa tem boas cenas de ação em cima de prédios, com vários atos de correria, um começo cheio de detalhes num campo de guerra com tanques e bombas, muitas armas de diversos tipos, figurinos bem detalhados, alguns atos em boates e mansões, mas tudo servindo apenas para as conexões, além claro de boas cenas num hospital com muita luta corporal e com tudo que aparecia na frente servindo de arma para a protagonista, ou seja, a equipe de arte destruiu muitas coisas, e o resultado funciona ao menos dentro do que foi proposto.

Enfim, é um filme que não foi muito além, que até chamaria muito mais atenção indo por um outro rumo, mas que quem não ligar para ver mais um filme de vingança pessoal contra alguém que machucou/matou um familiar pode dar o play tranquilo na Netflix, que os 80 minutos passam voando, e assim sendo não digo que não recomendo o longa, apenas digo que é mais do mesmo. Bem é isso pessoal, fico por aqui hoje, mas volto em breve com mais textos, então abraços e até logo mais.


Leia Mais

Amazon Prime Video - Um Príncipe Em Nova York 2 (Coming 2 America)

3/07/2021 10:54:00 PM |

Certa vez que estava conversando com amigos de possíveis clássicos da Sessão da Tarde que mereciam continuações foi citado "Um Príncipe em Nova York", e ao conversarmos vimos que seria bacana ver o que aconteceu com o príncipe voltando para Zamunda e seu reinado, mas também pensávamos se teria a mesma graça, e foi o que acabou acontecendo agora 33 anos após o lançamento do original (confesso que não imaginava que tivesse passado tanto tempo!), pois ao trazer uma trama nostálgica que nos faz quase voltar no tempo, o resultado é uma produção gigantesca, cheia de sacadas meio que jogadas, que até tentam parecer com o que vimos lá nos anos 80, mas não atinge nenhum grande ápice e nem diverte como antigamente, afinal os tempos mudaram, e os gostos cômicos também, então o resultado acaba sendo bem mediano, que até serve como passatempo, mas será bem dispensável na memória.

A sinopse nos conta que no luxuoso país da realeza de Zamunda, o recém-coroado Rei Akeem descobre que tem um filho que ele não conhece e que pode ser herdeiro do trono — apesar do nobre já ter uma filha preparada para assumir o governo. Então, Akeem e seu confidente Semmi embarcam em uma hilária jornada que os levará ao redor do mundo: de sua grande nação africana, de volta ao Queens, bairro de Nova York.

Sabemos que o diretor John Landis fez diversas comédias de sucesso nos anos 80/90, mas praticamente se aposentou nos anos 2000, e agora voltando junto com Craig Brewer conseguiram transformar o longa em algo meio como uma reunião de amigos bem produzida, que até tinha chance de ser divertida se ocorresse logo após o lançamento lá pelo meio dos anos 90, porém mudou muito o estilo de fazer rir no público atualmente, e só quem for muito fã do estilo de piadas bobas acabará gostando efetivamente do resultado final. Não digo que não tenha boas cenas, pois alguns atos com músicas funcionaram bastante, e a cena do leão também foi muito bem fechada e idealizada, porém faltou um pouco de tudo para que acabássemos a sessão vibrando com as piadas. Ou seja, é um filme com um certo gracejo que nos faz reviver as primeiras comédias que vimos anos atrás, mas que ao contrário do tanto que rimos lá, aqui apenas sorrimos em alguns momentos.

Sobre as atuações o fato é que Eddie Murphy ainda se mantém bem nos personagens que faz, e aqui seu Akeem está bem colocado, porém sério demais, faltando um pouco de estilo e vida, talvez por o ator entregar algo mais velho, mais marcado, mas ainda assim se mantém bem em cena, e agrada nos atos que precisava aparecer, além claro de fazer outros personagens caricatos como sempre que dão o tom exagerado para a trama. Da mesma forma seu grande parceiro em diversas produções, Arsenio Hall entrega o gritante Semmi parecendo não ter envelhecido nem um dia, chamando bem a atenção para si, e claro para todos os outros personagens que faz, colocando dinâmica e gracejos nos seus momentos. Jermaine Fowler até tentou criar algo a mais com seu LaVelle, mas o personagem não foi muito chamativo, tendo alguns atos com boas sintonias junto aos demais, mas nada que o marcasse. Wesley Snipes até entregou um general Izzi bem interessante, e certamente filmaram cenas ainda mais impactantes suas (algumas do trailer não apareceram no filme), que agradaria ainda mais, pois o ator é carismático e tem estilo para papeis estranhos como foi colocado aqui. Leslie Jones entregou uma boa Mary, com seu gingado tradicional bem chamativo e exagerado, mas não foi tão bem aproveitada como poderia. Quanto as demais mulheres, as três filhas do protagonista lutam bem e chamam atenção, mas ficou mais direto a participação de Nomzamo Mbatha com sua Mirembe e Teyana Taylor com sua Bopoto, além claro de Shari Headley que reprisou seu papel de 88, mostrando aqui uma Lisa ainda agora bem imponente e cheia de força decisiva na família.

Visualmente o longa entrega uma gigantesca produção daquelas com cenários deslumbrantes, um palácio incrível, cenas no meio da selva, alguns momentos no Queens e até uma tentativa de mostrar um país fictício bem interessante que é governado pelo personagem de Wesley Snipes cheio de dancinhas e mercenários armados que dançam pra tudo, ou seja, algo que teria valido mais cenas para chamar atenção ali. Ou seja, a equipe de arte criou diversos momentos de dança em festas, em apresentações no palácio e tudo mais que acabam chamando atenção, porém certamente gastaram bem mais com maquiagens e figurinos do que realmente uma criação de set que poderia ser ainda mais criativo.

Como disse o filme tem grandes apresentações de dança e música, e a trilha sonora acabou chamando muita atenção, então quem quiser ouvir após conferir o longa, deixo aqui o link. 

Enfim, esperava algo mais próximo do clássico dos anos 80 (que vi algumas vezes nos anos 90) que me faria rir bastante e vivenciar os grandes personagens cômicos do Eddie Murphy, mas aqui acabou sendo algo morno bem produzido que não foi muito além, mas que serve pelo menos como um bom passatempo, e recomendo como algo nostálgico apenas que não deveriam ter gastado dinheiro para fazer, deixando quietinho o sucesso do passado, mas como a Amazon quis, então fica a dica para conferir na plataforma Amazon Prime Video. Bem é isso pessoal, fico por aqui hoje, mas volto em breve com mais textos, então abraços e até amanhã.


Leia Mais

Raya e o Último Dragão (Raya and the Last Dragoon)

3/05/2021 01:48:00 AM |

Me desculpe os pixarmaníacos, mas pra esse Coelho ainda confio muito mais nas animações da equipe do rato do que nas do abajurzinho saltitante, e sempre que vou conferir os filmes da Disney já chego esperando algo muito além do que o imaginado, e que as vezes me decepciono pelo excesso de expectativas, mas hoje felizmente com "Raya e o Último Dragão" não apenas vi um lindíssimo filme, com uma mensagem ainda mais bonita sobre confiança e união para resolver um problema comum ao invés de brigas e guerras (algo que estamos precisando muito ultimamente), mas vi algo tão perfeito de técnicas, com texturas incríveis, personagens envolventes desde os mais secundários até os perfeitos protagonistas, com lutas precisas, piadas na medida certa e principalmente a qualidade Disney de uma animação, daquelas que se nada de muito surpreendente aparecer esse ano de animação já podem abrir espaço para os prêmios que virá de tonelada (e olha que esse é a primeira animação mesmo do ano, vindo praticamente no começo da temporada!). Ou seja, é um filme incrível daqueles para se ver várias vezes, e principalmente para que todos reflitam sobre a mensagem passada, pois é muito lindo e emocionante.

O longa nos conta que há muito tempo, no mundo de fantasia de Kumandra, humanos e dragões viviam juntos em harmonia. Mas quando uma força maligna ameaçou a terra, os dragões se sacrificaram para salvar a humanidade. Agora, 500 anos depois, o mesmo mal voltou e cabe a uma guerreira solitária, Raya, rastrear o lendário último dragão para restaurar a terra despedaçada e seu povo dividido. No entanto, ao longo de sua jornada, ela aprenderá que será necessário mais do que um dragão para salvar o mundo – também será necessário confiança e trabalho em equipe.

Diria que o quarteto de diretores Don Hall, Carlos López Estrada, Paul Briggs e John Ripa tiveram a sensibilidade de abrir a história o tanto quanto podiam, indo até além do que foi escrito pelos dez roteiristas, pois facilmente a trama daria para ser mais redondinha e segurar toda a barra em um ou outro momento, porém foram desenvolvendo cada particularidade de cada vila de acordo com os ambientes (ou partes de um dragão), colocando elementos de envolvimento e de estruturas tão bem pensadas que vamos nos envolvendo com os personagens e com o clima de cada cidade ali mostrada, e claro com os personagens de cada lugar que passam a integrar o time da protagonista meio como por vontade, e o resultado vai funcionando e agradando demais. E um ponto que temos de frisar é que mesmo eu brincando no começo, a Disney teve uma mudança drástica com esse filme, pois geralmente entregava filmes mais divertidos e bobinhos, mas com a junção com a Pixar, aqui temos algo mais sério e centrado, aonde temos sim elementos cômicos espalhados, mas o envolvimento toma a maior parte do tempo da trama, e o mote encontrado é fortíssimo, afinal desenvolver confiança é algo complexo demais, e como foi tratado aqui foi ainda mais difícil de pensar em acontecer.

Sobre os personagens, chega a ser até engraçado que parece daqueles elencos que você gosta de ver todos em cena, e que junto com uma dublagem cheia de piadas e sacadas nacionais o resultado até funciona muito bem, ou seja, é o conjunto completo que agrada do começo ao fim, sendo bem introduzido cada personagem no seu devido momento e que contando com ótimas texturas em tudo quase vemos personagens reais em cena, principalmente pelos cortes de cabelo bem modernos. Dito isso, a protagonista Raya é envolvente, cheia de manias e claro incisiva no que quer, ao ponto que funcionou muito bem como uma guerreira, como uma líder de grupo, e claro com um estilo de princesa levemente novo para a Disney, se jogando numa força de Elsa sem poderes, com a pegada destemida de Mérida, mas ainda assim sendo algo bem novo de ver o que agrada bastante do começo ao fim, além da dubladora brasileira Lina Mendes ter entregue um tom bem gostoso para a voz da personagem. O caracol Tuk Tuk é uma graça e foi bem usado sem ser apelativo, encaixado bem em todos os momentos. O jovem Boun é daqueles agitados que dão a pegada para a trama fluir, e suas sacadas chamam demais a atenção, e o melhor sem sobrepor a protagonista, o que é algo bem raro de ver funcionar nesse estilo. O bebezinho junto com os macacos foi o agito que faltava de uma maneira sensacional cheia de sacadas diretas e envolvimento preciso tanto para rir como para reparar na destreza (lembrando bem um filme de outra produtora que caiu nos gostos do povo, e será provável competidor nas premiações do ano que vem!). O grandalhão Tong foi emotivo e envolvente para as cenas que foi colocado, parecendo ser algo deslocado, mas que agrada bastante. A dragão Sisu é agitada, cheia de cores e magias, consegue dar bons momentos e divertir sem soar boba, e a cada desenvoltura mais maluca que faz acaba nos divertindo e encaixando nos vários momentos do filme (aliás fiquei curioso para ver legendado pra ver o que Awkwafina fez com seu jeito louco de falar, apesar que a dubladora nacional Priscilla Concepcion bateu um bolão também). E claro a antagonista Namaari foi de uma destreza de olhares, com uma pegada forte, violenta, mas também com um carisma bem marcado junto de seus gatos imensos, e isso funciona demais no estilo, além de um cabelo moderno demais que é bem copiado de sua mãe que tecnicamente seria a vilã do filme até mais que a garota, e agradou também. Enfim, um elenco de peso.

Visualmente a trama também foi incrível, cheio de nuances, cores marcantes, simbolismo oriental, diversas vilas por onde a protagonista passa cada uma com seus devidos detalhes que a protagonista cita no começo da trama (sendo parte dos dragões Cauda, Coração, Presa, Coluna e Garra) com muitos, mais muitos detalhes simbólicos que pra enumerar ficaria dias falando, ou seja, um trabalho impecável da equipe de arte que criou tudo do zero, além claro de muitas texturas, tudo parecendo o mais real possível e envolvendo com minúcias, desde uma chuva cheia de cores, até névoa e tudo mais que cada dragão tinha seu poder. Aliás falando de chuva, quem for conferir nos cinemas tem o curtinha antes do longa começar efetivamente, "Juntos Novamente", que é muito gracioso mostrando a dança como parte da vida de dois velhinhos. Outro ponto que funcionou bem é que mesmo o longa não sendo exibido em 3D, é notável que pensaram em muitos pontos com nuances de tridimensionalidade, muitos elementos voadores, e claro muita perspectiva, o que acaba fazendo a animação ficar mais realista, ou seja, quem conferir nas TVs com tecnologia talvez veja ainda mais do que vi.

Enfim, é um longa perfeito, que certamente vai emocionar a muitos, que conseguiu ter estilo do começo ao fim, com uma dinâmica bem agitada que não cansa (minto, o começo é um pouco demorado para acontecer, mas passa rápido), e que certamente vai agradar tanto os pequenos pelas muitas cores e pela história bem cadenciada cheia de personagens interessantes, quanto os mais velhos que vão cair em lágrimas com o mote apresentado, ou seja, diversão para toda a família seja nos cinemas ou para quem quiser dar o play no Disney+ pagando uma taxa extra, então recomendo com certeza. Bem é isso pessoal, fico por aqui hoje, mas volto em breve com mais textos (agora do streaming, afinal no estado de SP ficaremos pelo menos 15 dias sem cinemas!), então abraços e até logo mais.

PS: Diria que tiraria meio ponto pelo começo meio enroscado, mas foi um filme que me emocionei muito em vários momentos, e estando também muito bonzinho hoje, e assim sendo vou manter a nota máxima.


Leia Mais

Amazon Prime Video - Até o Limite (MBF: Man's Best Friend)

3/04/2021 01:15:00 AM |

Se tem algo que me desanima bastante é conferir um filme com um tremendo potencial e ver ele sendo desperdiçado por uma direção/edição desastrosa, pois a ideia do longa "Até o Limite" de mostrar que muitos animais nos EUA que não conseguem adoção são sacrificados, que os animais quando são adotados acabam transformando a vida das pessoas, que eles sim são parte da família pois são tão amados quanto, e que claro o ato do protagonista foi duríssimo, mas sendo um animal parte de sua família, se alguém o machuca ou pior mata, você certamente faria o mesmo ou pior com quem fez isso. E usando essa base a trama poderia ter ido muito além, mas ok em cair para um julgamento estranho sobre estar certo ou não o protagonista em fazer o que fez, seria um longa incrível, com um julgamento forte de ambas as partes, mas não ficou tentando focar no desespero de guerra, ficou trazendo flashbacks a todo momento, e praticamente esqueceram dos animais na trama, além de várias narrações estranhas. Ou seja, o filme desandou completamente, resultando em algo que não empolga, nem emociona como poderia, tendo um ou outro momento impactante que funcione, o que é uma pena.

A sinopse nos conta que dez anos depois de servir no Afeganistão de onde voltou ferido, um fuzileiro lida com suas limitações. O abrigo de cães que mantém é a força fundamental em sua recuperação. Quando um incêndio criminoso destrói o canil, ele perde o controle.

Não digo que seja um filme ruim, pois até temos alguns atos interessantes, e como já disse a proposta da trama é de extrema valia, porém ficou parecendo que o diretor Anthony Hornus tinha algo na sua mente e se perdeu com a forma que iria fazer tudo, pois o foco exagerado no trauma de guerra do protagonista foi desnecessário, ficar a todo momento com flashbacks da sua estada no Afeganistão e do jovem Charlie em jogos foi desnecessário, e se tirarmos tudo o que foi enfeite de roteiro é capaz da trama cair fácil para uns bons 90 minutos, ou seja, faltou encontrar algo melhor para que o filme fluísse sem precisar depender de tudo, e assim sendo o resultado final ficou estranho, e a culpa dessa vez é do diretor, e também um pouco dos atores, pois pareceram sem muito ânimo para o estilo do filme.

Sobre as atuações temos dois problemas, o primeiro já falei acima que ficou parecendo que os atores estavam sem vontade de ir além nos seus atos, ficando algo sem muita expressão, e o segundo é que faltou personalidade e imponência para todos os personagens, pois temos advogados bem mornos no tribunal, temos atitudes juvenis em todos os momentos, e fora a apatia de alguns, ou seja, ficou parecendo aqueles primeiros longas cristãos aonde você passava vergonha de ter visto o que cada um estava fazendo. Dito isso, DJ Perry até tentou passar um pouco de tudo para seu Paul, ao ponto que nem precisaria ficar mostrando tanto seu passado para saber todo o trauma de guerra que o jovem teve, todas as situações sequenciais, e tudo mais, fazendo com que seu personagem tivesse trejeitos meio que bobos com características até de algum estilo de problema mental, e só isso já bastava, mas tirando o bom momento de fúria no bar, os demais atos seus foram apáticos demais, o que acaba cansando um pouco. Do outro lado, o jovem David Michael Readon fez caras e bocas para se mostrar aqueles atletas riquinhos que se acham totalmente com seu Charlie, e claro também tentou chamar atenção com alguns trejeitos mais emotivos exagerados no hospital, mas não marcou muito. Já quanto ao grupo de advogados, do lado do protagonista Don Most e Curran Jacobs também não se entregaram muito e fizeram defesas simples demais sem chamar muita atenção, já pelo lado da acusação Garry Nation e Melissa Anschutz foram bem fortes, com a moça tendo alguns textos que chega a dar vontade de socar, ou seja, foram bem no que foi proposto. Já o restante do elenco ficou muito mascarado, com personagens fracos, e até mesmo o garotinho que faz a virada de mesa forçou a barra com um choro que nem saiu lágrima, e assim sendo é melhor nem falar deles.

Visualmente o longa tem três vértices bem separados e simples, um da casa e do abrigo que o protagonista trabalha, com muitos cachorros e poucos detalhes, sendo algo bem casual, o segundo dos atos de guerra, mostrando as situações que o protagonista viveu, mas sem mostrar nenhum dos protagonistas e provavelmente aproveitando de algum material de outros filmes ou até mesmo de algo jornalístico, e o terceiro com o tribunal de julgamento e a cela que o protagonista fica durante o julgamento, com algo bem básico, sem muitos detalhes para representar, tendo um algo a mais na cena violenta do bar aonde o protagonista vai, que lá temos alguns detalhes a mais tradicionais de bares, além da casa do prefeito/pai do garoto que é mais abastada, mas também sem nenhum grande trabalho da equipe de arte.

Enfim, é um longa que fui conferir esperando um algo mais, afinal um amigo tinha me indicado já faz um tempo, que tinha visto pela pirataria, e agora que entrou em cartaz na Amazon Prime acabei dando o play, mas diria que não recomendo por ter um resultado abaixo do mediano pela execução, mas que pela ideia toda até vale um pouco. Bem é isso pessoal, fico por aqui hoje, mas volto em breve com mais textos, então abraços e até logo mais.


Leia Mais

Netflix - Invasão (Breaking In)

3/03/2021 01:16:00 AM |

Já falei isso outras vezes e volto a falar, pois acredito que um filme deve transparecer ao máximo o gênero que deseja ser encaixado, e se um suspense é pra criar tensão, que faça você se sentir dentro da agoniante situação que os protagonistas estão, e com o longa "Invasão", que entrou em cartaz esses dias na Netflix, mas já estava disponível para locação em outras plataformas já há algum tempo, praticamente surtamos com o desespero de uma mãe pra tentar salvar seus filhos que ficaram presos dentro de uma mansão gigantesca com assaltantes, e o filme consegue passar esse desespero para fora da tela juntamente com a raiva que ficamos por algumas situações insanas que cada um resolve fazer, e cada um vai pensar de uma forma fazendo com que a proposta seja maior ainda com toda a insanidade, e crueldade dos vilões. Não digo que seja algo original, pois já tivemos outros longas com a mesma temática, mas aqui foi algo bem imponente, cheio de desenvolturas e possibilidades, que até poderia ser ainda mais forte, mas agrada bastante, e o resultado funciona bem.

O longa nos conta que depois da súbita morte de seu pai, Shaun, leva seus dois filhos para a mansão do pai para acertar as coisas para a venda da propriedade. Na mansão, encontram quatro bandidos determinados a encontrar algo dentro da casa. Com os filhos em perigo, Shaun não medirá esforços para salvá-los, independente de qualquer coisa.

O diretor James McTeigue tem em seu currículo um dos filmes que mais impactou uma geração sendo sua estreia em 2005, "V de Vingança", porém não fez muitos longas chamativos depois disso, e aqui ele imprimiu algo bem intenso, cheio de momentos prontos para desandar para qualquer um dos lados, mas mostrando claro que o diretor nem a protagonista iriam entregar nada fácil, rápido e direto para o público, de modo que vamos vendo tudo ir ficando mais forte, mais perigoso, e claro mais insano dentro das possibilidades que cada lado tinha. Ou seja, o diretor soube trabalhar muito bem o roteiro, criar as diversas possibilidades e ir incrementando sem apelar para nenhum dos lados, ao ponto que quando achamos que já está acabando, algo vai e piora, e assim o resultado fica ainda mais forte e impactante, agradando a todos, e mostrando que ainda tem uma mão precisa de estilo.

Sobre as atuações, Gabrielle Union se entregou totalmente para sua Shaun, fazendo trejeitos fortes, correndo, se pendurando, lutando e trabalhando tão bem suas dinâmicas que realmente conseguimos sentir seu desespero em todas as cenas, ou seja, a atriz foi direta e não se entregou para nada no set, envolvendo a todos. Billy Burke trabalhou seu Eddie como um assaltante organizado e calmo demais, preparado para tudo, centrado e que conduz os fios da trama de uma maneira bem intrigante, fazendo claro algumas cenas fortes, mas que certamente se fosse um pouco mais explosivo chamaria mais atenção para seu personagem. Já Richard Cabral partiu para um lado mais violento e como o outro personagem diz, se fez de psicopata com seu Duncan, ao ponto que todas as suas cenas são incógnitas de uma loucura sem sabermos o que pode fazer, e seus momentos finais então foram perfeitos. Já Levi Meaden fez o bandido bonzinho e galã, que costumam colocar em alguns filmes ultimamente, e aqui seu Sam até tentou fazer algumas caras malvadas, mas não conseguiu. Quanto das crianças, se mostraram bem inteligentes, e tiveram alguns momentos bem trabalhados, mas faltou um pouco mais para que Seth Carr aparecesse mais com seu Glover, e Ajiona Alexus explodisse mais em algumas cenas para que sua Jasmine fosse chamativa, mas não atrapalharam a trama ao menos.

Visualmente encontraram uma mansão bem imponente para filmar, com diversos cômodos, mas economizaram bem nas decorações, ao ponto que a maioria dos cômodos está bem lisa de elementos cênicos para serem usados de "armas" pelos protagonistas, ao ponto que quebraram poucos vasos, alguns porta-retratos, mas mostraram bem um sistema de monitoramento imenso da casa com muitas câmeras, de forma que tudo funciona para boas fugas e correrias pelos ambientes, mas certamente poderiam ter simbolizado mais os elementos para tudo ter uma vida maior, ou seja, não é algo ruim, mas tudo encaixotado não representou a vida rica do dono da casa.

Enfim, é um filme tenso, muito bem trabalhado, que consegue passar a proposta inteira no tempo exato, e que prova que sistemas de segurança são falhos em qualquer lugar do mundo, pois uma empresa de segurança demorar mais que 90 minutos pra ver algo de uma propriedade riquíssima que parou de funcionar é algo que acontece e irrita quem paga o serviço mesmo, e dito isso, o filme acaba soando levemente real, e vale a conferida para quem gosta de ficar tenso e bravo com tudo, e que mesmo sendo algo que já vimos em outros filmes, aqui foi bem feito para agradar também. Bem é isso pessoal, fico por aqui hoje, mas volto em breve com mais textos, então abraços e até logo mais.


Leia Mais

Amazon Prime Video - Fita de Cinema Seguinte de Borat (Borat 2) (Borat Subsequent Moviefilm: Delivery of Prodigious Bribe to American Regime for Make Benefit Once Glorious Nation of Kazakhstan)

3/02/2021 01:26:00 AM |

Se em 2006 Sacha Baron Cohen teve uma enxurrada de processos por "Borat: O Segundo Melhor Repórter do Glorioso País Cazaquistão Viaja à América", com o novo filme que foi lançado em Outubro do ano passado, "Fita de Cinema Seguinte de Borat", os republicanos devem estar procurando até sua alma agora, e quando acabar a pandemia não vai sobrar monoquíni nem maskini que consiga cobrir seus restos, pois ele não economizou em nada nas suas diretas e principalmente nas suas atitudes em meio a eventos do partido, em entrevistas com grandes nomes, e claro referências de tudo quanto é forma para tudo o que possamos pensar, e sendo filmado em segredo pela Amazon, ainda pegaram alguns meses em meio a pandemia, e ainda conseguiram referenciar tudo de uma maneira ainda mais criativa. Ou seja, é um filme tão absurdo, mas tão absurdo, que acaba sendo engraçado pelas bizarrices colocadas, e assim sendo acaba funcionando dentro do que se propõe, mesmo não sendo um longa comum que vamos assistir e falar "nossa que filme impressionante", mas a junção agrada, e mesmo eu fugindo vários meses desde a estreia, resolvi dar a chance após as premiações, e até ri do que vi.

A sinopse, ou melhor a tentativa de ter uma sinopse, nos conta que Borat retorna do Cazaquistão para a América e desta vez revela mais sobre a cultura americana, a pandemia COVID-19 e as eleições políticas.

Em seu primeiro filme, depois de muitas séries, o diretor Jason Woliner foi corajoso em encarar a loucura de um projeto desse estilo, pois é um risco imenso de depois não pegar nenhum filme realmente com uma história e um estilo próprio de cinema, mas ao menos soube conduzir bem a trama, desenvolver os personagens, e claro ser bem crítico aonde deveria, ao ponto que conseguiu algo imensamente melhor que o primeiro filme que não foi dirigido por ele. Ou seja, vemos boas cenas tão absurdas com políticos que caíram ingenuamente nas jogadas de câmeras, vemos cenas idiotas com frases tão boas, que ao final acabamos rindo demais de tudo, e praticamente rindo de desespero por tudo, mas sem dúvida lembraremos da trama, pois assim como o primeiro filme ficou marcado pelo monoquíni, aqui ficará marcado pelas diretas que o protagonista deu nos políticos.

Sobre os personagens, certamente quando Sacha Baron Cohen criou o personagem Borat lá no começo dos anos 2000, ele sabia que seria polêmico, sabia de todos os processos que tomaria, mas não desistiu, e aqui ele está ainda mais ácido, e direto sem dar chance de voltas, ao ponto que funciona demais em tudo o que faz, porém como costumo dizer é apelativo ao máximo, então quem não curtir vai se irritar demais com tudo, e isso não é culpa dele, então o acerto é preciso. Agora sem dúvida alguma acharam uma garota genial para o papel de Tutar, e não é por menos que o nome de Maria Bakalova está aparecendo em todas as premiações pelo menos como indicada, fora as que está ganhando, pois a jovem dominou suas cenas como nunca e apelou também como o protagonista, mas se jogando de uma forma mais coerente, sua personalidade sobrepõe seus atos estranhos, e com isso o resultado é impressionante. Quanto aos demais, a maioria foi "enganada" pelos produtores para pensarem estar gravando um documentário sério, e depois acabavam caindo nas pegadinhas, mas com certeza o mais divertido é ver as caras dos políticos, dos seguranças e tudo mais que acabam ficando irritados com tudo, e a babá Jeanise Jones foi muito bem com caras e bocas espantadas com tudo, mas sem dúvida alguma o prefeito de Nova York, Rudy Giuliani foi quem mais ficou feio na fita com o que faz na penúltima cena.

Visualmente o longa é recheado de cenas escatológicas, muita bagunça e bons momentos em diversos lugares dos EUA, mostrando eventos do partido Republicano, a casa de alguns apoiadores malucos, a casa de uma babá profissional, várias lojas, uma clínica, mas o principal de tudo foi o longa ter sido filmado durante a quarentena de isolamento nos EUA, ou seja, vemos algumas cenas com muita movimentação no início, para depois vermos algo quase remoto, além de muitos com máscaras e tudo mais, ao ponto que o filme é até estranho de imaginar tudo sendo gravado com um doido fantasiado correndo pelas ruas, mas que funcionou, além claro das cenas de ficção no começo e no fim dando um norte da história que desejavam passar da vingança, e que surpreende ao menos.

Enfim, confesso que gostei até mais do que esperava, pois acabei pulando ele no lançamento por achar que seria muito próximo do primeiro filme (que é ridículo), mas aqui mesmo sendo apelativo, ter cenas escatológicas e bobas desnecessárias, e exagerar em tudo, tem uma base de história por trás, temos bons momentos bem atuados pelos dois protagonistas, e o resultado diverte, então quem curtir algo bizarro que você dará risadas de desespero e por não se conformar com o que está vendo pode dar o play tranquilo que vai ser bacana, do contrário fuja, pois a chance de odiar também é grande. Bem é isso pessoal, fico por aqui hoje, mas volto em breve com mais textos, então abraços e até logo mais.


Leia Mais

Netflix - Sob o Sol do Oeste (Damsel)

2/28/2021 08:43:00 PM |

Se antes estávamos reclamando da falta de filmes western, o gênero parece estar voltando a moda com diversas produções sendo lançadas e outras várias em desenvolvimento, porém se antes o estilo tinha uma pegada clássica, duelos brilhantes, toda uma ambientação característica, e principalmente personagens imponentes, agora andam fazendo personagens frouxos demais, histórias sem muito embasamento, e principalmente situações cômicas bobas demais para empolgar, ao ponto que o filme "Sob o Sol do Oeste", que entrou em cartaz na Netflix nessa semana usou até de um ator da moda para parecer mais chamativo, mas ao ir de encontro com uma trama digamos inversa, que parecia uma coisa e no fim era algo completamente diferente, os diretores acabaram apelando para algo meio puxado para o non-sense, que não agrada nem quando é normatizado, quanto mais quando é colocado em um estilo clássico. Ou seja, não digo que seja um filme ruim, pois até dei algumas risadas espalhadas durante todo o filme, mas faltou um pouco de tudo para que o longa empolgasse, e mesmo ao final quando a desenvoltura parece engrenar, o longa perde ritmo e o resultado não vai muito além.

A sinopse nos conta que enquanto Samuel Alabaster viaja pela fronteira americana, em uma jornada para se casar com o amor que ele sempre procurou, Penélope, a vida se torna cada vez mais perigosa. Acompanhado por seu cavalo em miniatura, Butterscotch, e companheiro bêbado, Parson Henry, as linhas entre o herói, o vilão e a donzela em perigo tornam-se cada vez mais confusas nesta reinvenção cômica do clássico filme de faroeste.

Diria que os diretores David e Nathan Zellner desejavam criar uma paródia em cima do estilo western, mas no meio do caminho se perderam e acabaram nem fazendo um filme no estilo clássico, nem uma comédia divertida em contraponto, pois até ocorre as inversões dos papeis clássicos, como vilão, mocinha indefesa, herói e padre, mas em momento algum vemos essa mudança influenciar bem no estilo, nem acontecer coisas que remetesse a algo icônico, de forma que vemos tudo acontecendo e tendo uma ou outra situação bem encaixada que faça rir, e assim sendo temos mais falhas do que acertos. Claro que o estilo western não é um gênero fácil nem de se fazer, nem de parodiar, mas quando bem feito ambos agradam e divertem bastante, aliás já vimos vários de ambos as formas, porém não é o que não aconteceu aqui, pois os diretores não seguiram nem a linha clássica, nem a linha de paródia, ficando bem em cima do muro, entregando um longa de momento, com atores pouco usados (aliás ambos os diretores apareceram mais do que os atores se formos botar na ponta do lápis), e que falha de certa forma com tudo.

Sobre as atuações, vemos um Robert Pattinson tentando se mostrar como um caipira rico do começo ao fim com seu Samuel, de forma que o ator não se entrega de uma forma coerente, parecendo estar forçando um estereótipo estranho, mas ao menos nos momentos que precisou botar o discurso para jogo fez algo que chamou atenção, porém com pouco tempo de exposição acabou sendo apenas um chamariz para a trama toda. Mia Wasikowka trabalhou bem sua Penélope, criando uma personalidade forte para o papel, encontrando vértices duros para seu estilo, e mostrando que de indefesa não tem nada, mas sendo sutil em trejeitos, pois poderia ficar estranha demais e não agradar tanto, mas ainda assim diria que faltou para sua personagem um gênio mais revoltado com as ações, pois ficou conformada demais com tudo, algo meio que incomum de ver para alguém que seria o oposto que o filme pedia. O diretor David Zellner praticamente pode ser colocado como protagonista da trama com seu Parson Henry, de forma que o vemos sendo usado o filme todo, fazendo trejeitos de bêbado, fazendo trejeitos desesperados quando tudo vira para o seu lado, e fazendo até coisas bobas demais carregando algumas dinamites no pescoço, e como não é um ator expressivo demais, seus atos acabaram ficando meio que mornos frente ao que o filme pedia, e isso não foi muito interessante de ver, mas não chega a ser algo 100% ruim. O outro diretor Nathan Zellner apareceu com seu Rufus em dois atos, um correndo muito e voando desfiladeiro abaixo, e o outro se fazendo-se de valentão frente a protagonista, mas sem grandes anseios expressivos apenas foi direto e fez o que tinha de fazer para aparecer. Quanto aos demais, todos da cidade apenas fizeram caras e bocas características do gênero, com testas franzidas de rancor, com poucos amigos, e nada muito além disso, e Gabe Casdorph apenas apareceu para levar um tiro com seu Anton, sem nem expressar uma palavra sequer, ou seja, enfeite total.

Visualmente o longa ao menos não decepciona, usando todos os artifícios característicos do gênero, tendo a aridez clássica dos westerns, as cidades sendo construídas em meio ao nada, com hotel, saloon e as tradicionais forcas, vemos alguns cavalos, e até para usar o sarcasmo temos um pequenino pônei acompanhando os protagonistas do começo ao fim, além de explosivos, e muitas armas, ou seja, pelo menos aqui a equipe de arte não foi podada, e o resultado agrada.

Enfim, é um filme que tinha um potencial interessante, e que certamente melhor desenvolvido por atores melhor colocados, e claro sem os diretores querendo aparecer mais que tudo resultaria em um longa com uma pegada clássica, mas ainda sacaneando o estilo, mas como não ocorreu assim, o que vemos é um filme morno demais, que tem um ritmo fraco, e que não deve agradar muitos, então nem digo que fica a dica, pois não recomendaria muito ele. Bem é isso pessoal, fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais textos, então abraços e até logo mais.


Leia Mais

Depois a Louca Sou Eu

2/27/2021 10:21:00 PM |

Acho que já falei aqui que um gênero que funciona bastante na França e gosto muito de ver é a comédia dramática que consegue trabalhar temas sérios com uma desenvoltura mais simbólica e envolvente, além claro de emocionar ao passar bem a mensagem, e nos últimos anos alguns diretores nacionais tem pegado essas referências e trazendo também para o cinema nacional, num ponto que acaba funcionando bastante e agradando também. E usando bem dessa base, um longa que era pra ter entrado em cartaz bem lá no começo da pandemia, e que hoje certamente muitos vão se enxergar com as diversas crises de ansiedade é "Depois a Louca Sou Eu", que a protagonista até entregou no ano passado alguns episódios de ansiedade na pandemia no seu canal, mas que aqui vemos um longa mais amplo, mostrando algo que muitos até não entendem como acabaram tendo essas síndromes, não conseguem se entender, e que acabam recaindo para diversos tipos de remédios que acabam inibindo toda a personalidade e sentidos, mas que muitos precisam recair para tentar ter ao menos algum controle. Ou seja, é um filme que tem momentos bem divertidos, muitas loucuras, e claro um tema sério também bem contado e representado, que vai emocionar e divertir na mesma medida, que só não é melhor por não segurar algo mais direto e linear como um filme realmente mesmo, tendo algumas quebras no estilo de séries e episódios, mas que ao contar bem como a jovem acabou escrevendo seu livro e tendo sua vida representada o resultado funciona bastante e vale a conferida.

O longa nos mostra que sendo jovem, intensa e autêntica, Dani só queria levar uma vida normal. Mas, desde criança, vive em descompasso com seu mundo. Enquanto encanta a todos com o talento que a torna uma brilhante escritora, ela tenta de todas as formas controlar seus medos e constantes crises de ansiedade.

Esse é o sétimo longa da diretora Julia Rezende, e acho que não conferi apenas dois (que irei procurar depois), e é uma das raras diretoras nacionais que não me decepcionaram nenhuma vez, fazendo sempre boas tramas, com direções seguras, trabalhando bem os personagens, divertindo sem precisar exagerar ou forçar a barra (embora aqui as cenas de vômito tenham sido um pouco demais!), e principalmente não usando os gêneros comédia, romance e drama de maneiras jogadas como ocorrem na maioria das vezes no cinema nacional, ou seja, já posso colocar seu nome numa lista dos diretores que posso ir conferir uma trama tranquilo sem me preocupar com o que irei ver, pois a chance de ser algo muito bom é bem maior do que algo que desanime. Ou seja, por ser baseado no livro da escritora Tati Bernardi, que foi montado em cima das diversas crônicas que fez em jornais contando trechos de sua vida, o que acabamos vendo é um filme bem interessante que até tem falhas, a principal é não ser uma história amarrada e direta aonde vemos um caminho comum, pois as diversas quebras de esquetes acabam tirando um pouco do foco a desenvoltura da protagonista em querer ter seu livro e ser famosa por aquilo, ou melhor ter uma vida realmente sem a ansiedade de tudo para mais, mas foi tão bem feito e trabalhado que isso acaba sendo superado, e o resultado agrada bastante no final.

Sobre as atuações posso dizer que Débora Falabella se jogou completamente no papel de Dani, ao ponto que em certos momentos nem a vemos mais como a atriz, mas sim como a jovem ansiosa, cheia de trejeitos, cheia de desesperos, e claro extremamente dependente dos remédios e de tudo o que eles podem fazer por ela, mesmo que isso a iniba de ter sentimentos, e com um floreio bem encaixado de tudo, vemos ela indo bem colocada, e agradando bastante em tudo. Yara de Novaes trabalhou bem também como a mãe da protagonista, e mostrando que ansiedade vem de berço, também é bem dependente e cheia de manias e inseguranças que passa para a filha, e com boas cenas acaba agradando também. Gustavo Vaz também se saiu muito bem com seu Guilherme, fazendo boas dinâmicas e passando também um pouco da loucura do personagem, ao ponto que vemos bons encaixes e acertos, mostrando uma boa química entre os protagonistas. Quanto aos demais, a maioria foi solta e apenas de encaixe nos momentos da protagonista, em suas terapias, na casa de familiares, ou com outros namorados e amigos, mas claro que temos de dar o devido destaque para a jovem Duda Batista que fez a protagonista na infância, e que com um estilo mais contido, gritando bastante, e acertando nas dinâmicas que foi colocada acaba agradando também, e sendo uma boa escolha para o papel.

Visualmente o longa é um pouco bagunçado, pois como já falei temos várias esquetes no miolo aonde a protagonista para e se coloca para pensar, com alguns momentos em desenhos (aliás a animação que acontece logo na primeira vez que tomou Rivotril é sensacional!), outras muitas cenas dentro de banheiros para tentar conter o pânico, vários momentos nos diversos tipos de terapias, desde as tradicionais com divãs, passando pelas ao ar livre, até chegarmos em uma completamente insana com almofadas que deu um bom tom cômico para o filme, e sempre usando de muito colorido por parte dos elementos cênicos das casas, mostrando um ar bem moderno para o longa, o resultado acaba chamando a atenção, mas sem dúvida alguma o filme é quase algo panfletário (tanto para o bem, quanto para o mal) dos diversos remédios ansiolíticos que existem, mostrando e falando de praticamente todos, o que acaba sendo algo não muito bom (afinal pode dar alguns gatilhos), mas que faz parte do que o filme trabalha, então está valendo.

Enfim, é um filme que não cansa, pois não tem muita enrolação, tendo muita dinâmica e que consegue agradar seja divertindo pelas cenas bizarras em que a protagonista se mete, ou seja envolvendo e emocionando ao mostrar como é a vida de alguém que tem problemas com ansiedade, e assim sendo acaba sendo daqueles longas que valem por completo, e que mesmo falhando por ter muitos momentos soltos o resultado acaba agradando mais do que desapontando, e acaba valendo a indicação de conferida com certeza para todos. E é isso pessoal, fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais textos, então abraços e até logo mais.


Leia Mais

A Viúva das Sombras (Vdova) (The Widow)

2/27/2021 01:47:00 AM |

Sempre que vou conferir um longa russo já vou preparado para muitas loucuras, afinal o pessoal de lá não tem medo de um exagero, e não foi diferente com "A Viúva das Sombras", pois a trama que se diz baseada em fatos reais, mostra um grupo de resgate que ao entrar em uma floresta acaba encontrando uma mulher estranha que diz que nenhum deles sairá vivo de lá, e com cenas de muita correria com câmeras (afinal tem uma jornalista no meio do grupo fazendo uma matéria e resolve filmar tudo), muitas formações estranhas com fenos, sustos aparecendo do nada, e personagens estranhamente enfeitiçados, o resultado acaba sendo encerrado de uma maneira meio que jogada, que talvez tente mostrar que descobriram as filmagens e tal, ou que talvez coloquem uma continuação, mas uma coisa é certa, o estilo deles não recaiu nem para o famoso found-footage (de fitas contando algo que encontraram), nem para os longas de espíritos, misturando um pouco de tudo, um pouco de bruxaria, e que até causa uma certa tensão no público, mas talvez um pouco mais de intensidade chamaria ainda mais atenção.

O terror conta a história de um grupo de voluntários que entra em uma densa floresta para resgatar um adolescente desaparecido. Nesse mesmo lugar, diversas pessoas sumiram nas últimas três décadas, e apenas alguns corpos foram encontrados, todos nus. A comunicação com a base fora da mata é interrompida misteriosamente. Sem sucesso na busca pelo jovem, eventos sobrenaturais acontecem e a equipe começa a acreditar na lenda local que diz existir espíritos sombrios que levam as pessoas.

Diria que a estreia do diretor Ivan Minin foi algo que muitos diretores que estouraram no gênero já brincaram, de misturar gêneros e colocar um terror de encontrar histórias gravadas, porém faltou para ele escolher um pouco melhor o jeito de trabalhar isso, pois a bagunça acabou saindo um pouco do eixo não ficando muito claro nem um estilo nem outro, e assim o resultado até chega a dar alguns sustos, mas não cresce na intensidade e se perde no final. Ou seja, esse até foi bem melhor do que alguns longas de terror russos que apareceram por aqui ultimamente, mas certamente com uma finalização melhor o resultado chamaria ainda mais atenção, afinal faltou aquele arrepio clássico do gênero.

Sobre as atuações, chega a ser engraçado os atores tentando parecer pessoas reais, que vivem de salvamentos, mas fizeram tantas caras estranhas que se entregaram, mas não consigo enxergar nenhum destaque entre eles (talvez o cachorro??), mas a repórter fez atos extremamente jogados e sem noção nenhuma (no caso se o caso real aconteceu assim teria de socar a mulher atrapalhando tudo), de forma que Anastasyia Gribova foi a que mais chamou atenção pelo menos, já que era quem comandava as câmeras, e diria que se tivessem trabalhado mais o momento que parece que a caverna vai desmoronar com eles lá dentro, a atriz chamaria mais atenção, e o filme teria mais intensidade. A mulher resgatada chamou um pouco da atenção nos momentos dentro da van, mas quando saiu para fora ficou repetitiva e chata demais, de forma que não iremos sonhar com Margarita Bychkova. Quanto dos homens, nenhum apareceu muito para as câmeras, e assim ficaram meio que apenas com funções secundárias mesmo.

Visualmente o longa foi bem trabalhado, mas sem gastar muito com muita correria no meio de uma floresta bem densa, tendo muitas luzes pequenas das câmeras, algumas lanternas, várias mini-câmeras, alguns celulares e tablets, e vários equipamentos de socorristas dentro de uma van bem antiga, e claro alguns elementos pendurados em árvores, fenos com alguns formatos bizarros, e uma casa abandonada no meio do nada, ou seja, nem gastaram praticamente nada com o projeto visual, deixando tudo rolar no escuro em meio a floresta, e o resultado fluiu bem.

Enfim, é um filme que diria ser bem básico, que funciona como um terror de sustos grátis e alguns momentos de tensão, mas que certamente poderia ser bem melhor em tudo com poucos ajustes, e talvez um final melhorzinho, porém como já disse foi bem melhor que outros longas do gênero provenientes do país que surgiram por aqui, então quem curtir a ideia vale a conferida. Bem é isso pessoal, fico por aqui hoje, mas volto em breve com mais textos, então abraços e até logo mais.


Leia Mais