O longa conta a história de Bela, uma garota de 8 anos que vive em uma família cheia de discussões. Quando uma entidade idêntica à sua mãe começa a aparecer no seu quarto, o que parecia ser apenas fruto da imaginação se transforma em um pesadelo. A criatura manipuladora está decidida a ocupar seu lugar dentro da casa e evolui até atacar a menina, espalhando o medo entre todos na família. A aparência da entidade torna cada vez mais difícil distinguir o que é real do que é sobrenatural.
Particularmente gosto de algumas obras do diretor Rob Savage, e não curto muito outras, sendo daqueles diretores que prometem muitas vezes mais do que cumprem, principalmente por tentarem dar um ar de blockbuster em suas tramas, porém ele mesmo se julga alternativo, e quem encara suas tramas sabendo disso acabam se envolvendo bem e curtindo as suas ideias. Ou seja, a sacada aqui mistura sensações de muitos outros filmes, usando bem a função cópia e cola, porém tem dinâmicas bem interessantes cheias de desenvoltura, aonde os atores se jogaram bem nos seus papéis, e assim o resultado desenrola e agrada bastante.
E falando das atuações, quem merece todos os aplausos possíveis é a garotinha Arabella Olivia Clark que trabalhou sua Bela com tantos bons trejeitos quanto pudesse fazer, entregando personalidade e desenvoltura para crer no demônio, mas não se jogar para ele de modo fácil, e mesmo junto dos humanos ela se impôs em seu papel e convenceu muito, ou seja, deu show de experiência na tela. Sabemos que Jéssica Chastain tem um estilo mais fechado de personagens, mas aqui ela brincou com muitas caretas expressivas e conseguiu dominar suas duas facetas, de modo que como demônio parecia estranha, e como humana parecia o demônio, ou seja, podia ter trabalhado um pouco mais as personalidades. É muito estranho o quanto Jay Duplas está parecido com Rodrigo Santoro, de modo que em um primeiro momento até pensei que fosse o ator brasileiro no longa, mas não era, e até fez bem a personalidade de um pai amoroso, chamando atenção pela sua entrega, e principalmente pela revelação em si, segurando seus momentos sem muita explosão, e assim agradando.
Visualmente a equipe brincou com efeitos práticos e claro também muita computação gráfica para que tivéssemos a protagonista e outros personagens se deformando, explosões de corpos e até inversões de câmeras para o teto, de modo que tivemos festa, casas de tudo quanto é tipo e até equipe de caça-fantasmas brincando com luzes e dinâmicas imponentes, fora cenas no mar com toneladas de bolinhas, entre muitos outros momentos tensos com facas e tudo mais, ou seja, trabalharam bem do começo ao fim para que a dinâmica impactasse bastante.
Enfim, sei que muitos estão enxergando só falhas na trama, reclamando de não se assustar com nada, reclamando das situações bizarras, mas o filme tem essa proposta, funciona com o simples, e quem adentrar na ideia toda acabará gostando, valendo assim a indicação de conferida. E é isso meus amigos, fico por aqui agora, mas vou aproveitar que já estou por aqui nos cinemas mesmo e vou encarar algo mais levinho como uma animação, então abraços e até daqui a pouco.







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