O longa acompanha a história de Jay Gardiner (Austin Abrams), um jovem mergulhador, que resolveu buscar os restos mortais do seu pai (Josh Brolin) em alto mar, mas no meio dessa triste aventura é capturado por uma baleia cachalote de 25 metros e 60 toneladas. Restando apenas uma hora de oxigênio, ele terá que fazer de tudo para encontrar uma forma de ir embora e seguir a sua vida, mas para isso terá que enfrentar uma grande jornada física e emocional para que ele consiga redescobrir a sua vontade de viver após a vivência do luto.
Reclamei bastante da direção do roteirista Brian Duffield em seu longa anterior, porém aqui posso dizer que ele se redimiu com uma precisão cirúrgica, apagando todos seus erros em algo simples e direto, aonde pensava que ele iria enrolar para tacar o garoto dentro da baleia, mas nem deu tempo quase de conhecermos sua história e o rapaz já tinha sido engolido, e aí durante apagões e conversas delirantes fomos conhecendo mais dele, do pai e de toda a família, conectando suas ações que vai fazer para tentar sair dali com o que aprendeu ou ouviu junto do pai, da mãe e das irmãs. Ou seja, o diretor soube brincar com tudo para que seu filme não ficasse alongado, mesmo mostrando quase que em tempo real a duração do ar do garoto com a vivência e as atitudes de sobrevivência dele, conseguindo fazer com que não nos desconectássemos em momento algum da tela, e o resultado acontecesse mesmo que sendo tudo bem bizarro de imaginar.
Quanto das atuações, Austin Abrams já vem mostrando personalidade e segurança em praticamente todos os seus longas, e aqui ele fez com que seu Jay tivesse um algo a mais, e principalmente se responsabilizasse por todos seus atos, sendo intenso em câmeras bem próximas para captar suas expressões de dor, ilusão e desespero, fazendo com que ele se destacasse mais uma vez na tela e mostrasse uma capacidade expressiva marcante e cheia de nuances, ou seja, deu show. Ainda tivemos bons momentos densos de Josh Brolin como o pai do garoto, tendo marcações intensas e com boa precisão para que tivesse os devidos contrapontos ao garoto, mas que a mensagem ficasse presente na tela.
Visualmente vou pesquisar depois sobre como foi filmado o longa, pois conseguiram passar texturas tão interessantes do interior de um animal, que chega em alguns atos a ficar meio que tenso sentir o jovem encostando nas paredes do estômago e das câmaras da baleia, com líquidos de todos os estilos, além de outros animais presos por ali, sendo algo que convence e impacta, além claro de muita maquiagem para dar os devidos machucados no jovem ator que funcionaram bastante do começo ao fim. E claro que tenho de parabenizar a equipe de fotografia que foi muito esperta para que mesmo nas profundezas do oceano, e claro dentro da baleia tivesse uma luz marcante sem ficar no famoso breu.
Enfim, é um longa que até tem defeitos, que talvez pudesse ser um pouco mais curto, mas que funciona muito bem com tudo o que entrega, sendo denso e tenso na medida certa para segurar durante toda a exibição, e que facilmente muitos irão ficar lembrando dele depois na vida, então isso supera os erros e ganha muitos pontos na indicação. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais dicas, então abraços e até logo mais.







0 comentários:
Postar um comentário
Obrigado por comentar em meu site... desde já agradeço por ler minhas críticas...